INCTF-OU | Índice Nacional do Custo do Transporte de Carga Fracionada – Operações Urbanas – Março/26

INCTF-OU | Índice Nacional do Custo do Transporte de Carga Fracionada – Operações Urbanas – Março/26

INCTF-OU mede a evolução de todos os custos da carga fracionada na operação urbana, incluindo coleta, distribuição, custos de administração e de terminais (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Nesses custos não estão contemplados impostospedágios e margem de lucro.

Tenha na íntegra o simulador e histórico do índice, abaixo:

INCTF-OU | Índice Nacional do Custo do Transporte de Carga Fracionada – Operações Urbanas – Março/26

Relatório Mensal do Índice Nacional de Custos do Transporte – (INCTF E INCTL) | Março/26

O DECOPE – Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas da NTC&Logística é responsável por estudos técnicos, voltados à apuração de custos de transporte rodoviário de cargas e logística, estatística do setor, estudos macroeconômicos e formação de índices de custos referenciais que medem a inflação do setor, dentre eles os dois com mais destaque são o INCTF – Índice Nacional de Custos de Transporte de Carga Fracionada e o Índice Nacional de Custos de Transporte de Carga Lotação, o INCTL.

O INCTF e INCTL têm como objetivo principal medir a evolução dos custos operacionais de transporte rodoviário de cargas e são índices do setor de transporte com grande repercussão e credibilidade, publicado no site da NTC e por todas as entidades que representam o transporte (Sindicatos e Federações), bem como em outros meios de comunicação. Eles servem ainda como instrumento de atualização de contratos públicos e privados no mercado de frete.

INFORMECom a decisão do Governo Federal de encerrar o programa de desoneração da folha de pagamento, que permitia a substituição da contribuição previdenciária de 20% sobre a folha de salários, por alíquota sobre a receita bruta da empresa, desse modo o INCT já contempla a segunda etapa do processo de reoneração da folha de pagamento.

O fechamento do Acordo de Convenção Coletiva dos trabalhadores em transporte rodoviário de carga – São Paulo, base do SETCESP em junho/25, acordaram índice de 7,0% (sete por cento) para o reajuste dos salários de motoristas e outras categorias profissionais.

INCT-F DECOPE/NTC DE MARÇO/25 A MARÇO/26

A NTC&LOGÍSTICA comunica aos associados que a variação média do (INCTF[1] DECOPE/NTC) foi de 1,77% no mês de março e acumula nos últimos doze meses 6,62% (seis virgula sessenta dois por cento), entre abril de 2025 e março de 2026 (março de 2026*/- sobre março de 2025 ou ainda, nos últimos doze meses).

O INCTF mede a evolução de todos os custos da carga fracionada, incluindo transferência, coleta e distribuição, custos administração e de terminais. Nesses custos não estão contemplados impostos, pedágios e margem de lucro.

INCTL – DECOPE/NTC DE MARÇO/25 A MARÇO/26

O INCTL[2] reflete a variação dos custos do transporte rodoviário de cargas fechadas ou lotações, ou seja, ele mede a evolução de todos os custos da carga completa, incluindo a transferência, a administração (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Ele, assim como o INCTF, também não contempla impostos e margem de lucro na sua apuração.

A sua variação média foi de 6,87% (seis vírgula oitenta e sete por cento) de abril de 2025 a março de 2026 (março de 2026 sobre março de 2025, ou ainda nos últimos doze meses) e no mês variando 4,58%.

COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS

O preço por litro do óleo diesel S-10, teve uma variação expressivo de 24,30% no mês de março/26, quando comparado com o mês anterior, sendo comercializado a R$ 7,45 p/litro. No período de 12 meses (mar-26 contra fev-25), a variação acumulada é de 18,28%, resultado, principalmente ditado pela nova regra política da Petrobrás.

O aditivo Arla 32, utilizado para reduzir as emissões de poluentes não registrou variação no mês. Desde março/12 até hoje, o aditivo já acumulou queda de (22,37%).

O óleo diesel comum, ainda consumido pela frota brasileira, teve variação acumulada em 17,51% nos 12 meses. No mês de março, o óleo foi comercializado a R$ 7,57 p/litro, contra R$ 6,40 p/litro no mesmo período do ano anterior, já o período mensal registrou abrupta variação de 23,55%.

COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DOS DEMAIS INSUMOS NA FRACIONADA

No mês, o veículo de transferência não registrou variação e o veículo de distribuição urbana uma variação de (4,84%), já os implementos tanto de transferência e de distribuição não registrou variação, pneu – 275/80 R 22,5 com variação de 5,58%, recapagem 1,43%, salário do motorista 0,00%, seguro 0,0%.

Considerando o período de 12 meses, os insumos que contribuíram para a variação do INCTF na operação de transferência foram: veículo 2,49%, carroceria baú 3,99%,pneu – 275/80 R 22,5 com variação de 0,0%, recapagem (2,76%), rodoar 5,45%, lavagem com 3,40%, salário do motorista 7,00% e seguro do casco 2,59%.

Na operação de coleta e distribuição, os insumos que tiveram variação foram: veículo com variação de (2,96%), carroceria ¾ baú de alumínio com variação de 3,89%, pneu 215/75 – R 17,5 com 4,51%, recapagem com 18,23%, lavagem com 3,40%, seguros do casco e contra terceiros com (2,54%), salário de motorista 7,00% e salário de ajudante 7,00%.

DESPESAS ADMINISTRATIVAS

As despesas administrativas de uma forma geral registraram em março variação 0,23% de 2026, quando comparada com as despesas do mês anterior. Já as despesas administrativas, exceto os salários, variaram 0,71%.

Nos 12 meses, as despesas administrativas vêm registrando alta de 7,73%, agravado principalmente, pelo reajuste do IPTU para 2026. A evolução acumulada das despesas administrativas, exceto salários, foi de 2,57%.

COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DOS PRINCIPAIS INSUMOS NA LOTAÇÃO

Considerando a variação mensal, as despesas administrativas registraram variação de 0,24%, despesas administrativas (exceto salários) 0,36%, cavalo mecânico (0,89%), pneus (0,20%), Rodoar 0,0%, semirreboque 0,0%, recapagem (5,78%), lavagem 6,11%, seguros (0,77%).

ANÁLISE DE 12 MESES

Nos 12 meses (mar/26 contra mar/25), o cavalo mecânico teve variação de (5,30%), semirreboque 4,22%, óleo cárter 0,0%, óleo câmbio 0,00%, seguros (4,15%), DAT – 4,15%, recapagem com (8,10%), lavagem 9,72%, rodoar 5,45% e (9,60%) pneus – 295/80 R22.

INCT-FR, INCT-FOU INCVT e INCT-FRIG

A evolução completa do INCTF, do INCTL e dos demais índices (INCTFR, INCTFOU, INCVT – Índice Nacional do Custo Variável do Transporte e INCTFRIG Índice Nacional do Custo do Transporte Frigorífico), assim como dos insumos do transporte encontra-se à disposição dos filiados da NTC&LOGÍSTICA na área restrita aos associados do site www.portalntc.org.br. Para acessar esta área, clique no canal Técnico e Econômico. Em seguida, clique “Downloads”.

O Departamento Técnico e Econômico da NTC&LOGÍSTICA (DECOPE) coloca-se à disposição das empresas e entidades associadas para prestar qualquer informação complementar pelo telefone (0xx11) 2632-1526/1536 ou pelo e-mail economia@ntc.org.br.

São Paulo, 31 de março de 2026.

DECOPE/NTC&LOGÍSTICA


[1] É livre a reprodução total ou parcial desta nota em qualquer meio de comunicação, desde que não sejam omitidos ou alterados aspectos essenciais à compreensão da mesma e desde que seja citada a fonte como segue: DECOPE/NTC&LOGÍSTICA – Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas/Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística.

[2] Este custo inclui custo peso, GRIS, custo valor para mercadorias de baixo valor (R$ 5.874,73 TON.) e PIS/COFINS. Não inclui taxa de lucro e pedágios. Franquia de 6 horas para carga e descarga. Acima disso, o custo adicional é de R$ 238,13 p/hora útil parada, ou R$ 9,90 por tonelada por hora útil.

Em São Paulo, o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, recebe equipe da Transpocred e reforça parceria institucional

Em São Paulo, o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, recebe equipe da Transpocred e reforça parceria institucional

Encontro na subsede da entidade abordou os desafios atuais do setor, o crescimento da Transpocred no Brasil e o fortalecimento da atuação conjunta

O presidente da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, recebeu ontem, na subsede da entidade em São Paulo (SP), representantes da Transpocred para uma reunião institucional voltada ao alinhamento de temas estratégicos do setor.

Participaram do encontro Marcelo Furtado, diretor de Operações e Negócios da Transpocred; Eliziane Buzzi, gerente da Unidade São Paulo, e Carlos Eduardo Gomes, gerente de Expansão Nacional da Transpocred. Durante a reunião, foram debatidos os principais desafios enfrentados pelo Transporte Rodoviário de Cargas, além de temas atuais que impactam diretamente a operação das empresas e o ambiente de negócios no país.

Outro ponto de destaque foi o crescimento da Transpocred em âmbito nacional, com a ampliação de sua atuação e o fortalecimento de soluções voltadas ao setor. A instituição, que integra o quadro de associadas da NTC&Logística desde 2025, vem consolidando sua presença junto às empresas de transporte, contribuindo com iniciativas que apoiam o desenvolvimento sustentável do TRC.

Com o propósito de que a cooperação transforma pessoas e fortalece a comunidade, a Transpocred atua desde 2006 oferecendo soluções financeiras diferenciadas para profissionais do transporte, logística e áreas relacionadas, sempre com o compromisso de fortalecer seus cooperados e apoiar seu desenvolvimento. Com sede em Florianópolis (SC), a cooperativa está presente em Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais, além de atender todo o Brasil por meio de canais digitais. Sua atuação é guiada pelos valores cooperativistas e pela gestão democrática, em que cada cooperado também é dono do negócio, com voz ativa nas decisões. Atualmente, a Transpocred soma 19 anos de atuação, conta com 51 postos de atendimento, mais de 58,7 mil cooperados e ultrapassa R$ 2,6 bilhões em ativos.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, o encontro reafirma a importância do relacionamento com as associadas e da construção conjunta de soluções para o setor. “A parceria com a Transpocred é extremamente relevante para a NTC&Logística e para o Transporte Rodoviário de Cargas. Ficamos muito satisfeitos em acompanhar o crescimento da instituição no Brasil e agradecemos pela confiança e pelo trabalho desenvolvido em conjunto, sempre com foco no fortalecimento do nosso setor”, destacou.

Presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, participa da reunião da Câmara Técnica de Granéis Sólidos

Presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, participa da reunião da Câmara Técnica de Granéis Sólidos

Encontro virtual, realizado em 15 de abril, reuniu representantes de empresas de todo o Brasil para discutir temas estratégicos, como o piso mínimo da ANTT, o aumento do diesel e a retomada das atividades da CTGS

O presidente da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, participou da abertura da reunião ordinária da Câmara Técnica de Granéis Sólidos (CTGS), realizada e coordenada por Marcelo Maranhão no dia 15 de abril, em formato virtual. O encontro reuniu representantes de empresas de diversas regiões do país, reforçando o caráter nacional das discussões e a relevância dos temas tratados para o Transporte Rodoviário de Cargas.

Durante sua participação, Rebuzzi destacou a importância da Câmara Técnica como um espaço estratégico para o alinhamento de pautas e fortalecimento do setor. “A CTGS é um ambiente fundamental para reunir empresas de todo o Brasil em torno de temas essenciais para a operação e para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas”, afirmou.

O presidente também reforçou o papel do associativismo para a atuação da entidade, destacando a abrangência institucional da NTC&Logística. “A NTC&Logística representa mais de 245 mil empresas no país e depende da participação das associadas para manter e ampliar seus serviços técnicos. Quando avançamos em pautas regulatórias e institucionais, estamos defendendo todo o setor, mas o atendimento direto e especializado precisa priorizar as empresas associadas, que sustentam essa estrutura”, pontuou.

Ao abordar o cenário atual, Rebuzzi chamou a atenção para os desafios enfrentados pelo setor. “Vivemos um momento complexo, com pautas como o piso mínimo de frete, o aumento do diesel, exigências regulatórias e questões trabalhistas. Esse contexto exige atuação técnica, diálogo constante e união do setor para garantir a sustentabilidade das operações”, destacou.

A reunião contou ainda com a participação do assessor técnico da NTC&Logística, Lauro Valdivia, e de Erica Rodrigues, da área comercial e de relacionamento com o associado da entidade, que acompanharam os debates e contribuíram com as discussões junto aos participantes.

Entre os principais pontos da pauta estiveram a retomada das atividades da CTGS; o piso mínimo da ANTT, com destaque para o pagamento do retorno, e o impacto do aumento do diesel nas operações, sobretudo na necessidade de repasse desses custos aos clientes. Também foram discutidos assuntos gerais de interesse dos participantes, promovendo um ambiente de troca de informações e alinhamento entre empresas e lideranças do setor.

Braspress garante mais uma participação na Intermodal

Braspress garante mais uma participação na Intermodal

A Braspress, tradicional empresa de transporte de encomendas, participa novamente da Intermodal South America, maior feira de logística e transporte de cargas da América Latina, apresentando a evolução de sua operação multimodal e os avanços da Braspress Air Cargo (BAC), companhia aérea do grupo.

O evento acontece entre os dias 14 e 16 de abril, no Distrito Anhembi, na Zona Norte de São Paulo (SP). A empresa estará presente com um estande de 96 metros quadrados, destacando a integração entre os modais rodoviário, rodofluvial, fluvial e aéreo em sua atuação logística no país.

“Reunindo 8.723 mil colaboradores diretos e mais de 3.000 terceirizados, mantemos uma operação eficiente, pautada pela inovação constante e soluções avançadas nos modais rodoviário, rodofluvial, rodoaéreo, fluvial e aéreo, o que garante um atendimento completo às necessidades de todos os nossos clientes”, afirmou Urubatan Helou, diretor-presidente da Organização.

Durante a feira, um dos principais destaques será a expansão da Braspress Air Cargo, que passa a operar com três aeronaves Boeing 737-400F neste ano. A incorporação do terceiro avião marca um novo avanço na estratégia de fortalecimento da malha aérea da companhia, ampliando a capacidade de transporte e a cobertura logística em todo o país.

A ampliação da frota também permite maior flexibilidade operacional e capacidade de resposta a demandas específicas dos clientes de forma ágil, confiável e eficiente, sempre integradas à malha rodoviária de 3.090 veículos e 112 filiais.

Para o modal rodofluvial, a renovação da sólida parceria com o Grupo Chibatão garante assim uma qualidade de destaque para esse tipo de transporte, concentrado na região Amazônica.

“A nossa participação na Intermodal irá reforçar o posicionamento da Braspress como um dos principais players do setor, além de ser uma oportunidade para estreitar o relacionamento com clientes e prospectar novos negócios, impulsionados pela evolução de sua operação multimodal”, finalizou o CEO.

Completando a capilaridade exercida pela companhia, a Braspress também opera na Argentina com a BTI – Braspress Transportes Internacional, responsável pela expansão das atividades do Grupo no Mercosul.

Indústria de implementos promove rodada de negócios no Panamá e República Dominicana

Indústria de implementos promove rodada de negócios no Panamá e República Dominicana

Iniciativa reúne 21 empresas brasileiras entre 14 e 17 de abril e mira fortalecimento de relações comerciais com operadores logísticos na América Central e Caribe

A Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir), em parceria com a ApexBrasil, realiza entre os dias 14 e 17 de abril uma rodada de negócios no Panamá e na República Dominicana, como parte da estratégia de ampliar a presença internacional da indústria brasileira de implementos rodoviários.

Os encontros ocorrem em duas etapas: nos dias 14 e 15 de abril, na Cidade do Panamá, e nos dias 16 e 17, em Santo Domingo. A iniciativa busca fortalecer o relacionamento com operadores logísticos locais e gerar novas oportunidades comerciais para empresas brasileiras do setor.

Segundo o presidente da ANFIR, José Carlos Sprícigo, o retorno aos dois países reforça a estratégia de proximidade com mercados considerados estratégicos. O Panamá já havia sido incluído no programa Move Brazil em 2018, enquanto a República Dominicana recebeu uma rodada semelhante em 2023.

Ao todo, 21 empresas brasileiras participam da ação, entre elas fabricantes de implementos, componentes e soluções para transporte, como Randon, Librelato, Guerra e Facchini.

A iniciativa integra o programa Move Brazil, desenvolvido em parceria entre Anfir e ApexBrasil. O objetivo é ampliar as exportações do segmento, fortalecer a imagem do Brasil como fornecedor de bens de capital e tecnologia, e promover a inserção das empresas nacionais em mercados internacionais por meio de feiras e rodadas de negócios.

Pedágio free flow pode agilizar caminhões até o Porto de Santos; entenda

Pedágio free flow pode agilizar caminhões até o Porto de Santos; entenda

Novo sistema sem cancelas entra em operação em julho

O pedágio free flow nas rodovias do litoral de São Paulo deve entrar em operação a partir de julho e promete mudar o fluxo de caminhões rumo ao Porto de Santos. O sistema elimina cancelas, automatiza a cobrança e reduz paradas em pontos críticos. A medida busca dar mais fluidez ao transporte e diminuir gargalos logísticos.

Como funciona o pedágio free flow nas rodovias de SP

O pedágio free flow usa pórticos com sensores e câmeras sobre a pista. Eles identificam o veículo e fazem a cobrança automática.

O motorista não precisa parar nem reduzir a velocidade. O pagamento ocorre por tag eletrônica ou leitura da placa.

Impacto do pedágio free flow no acesso ao Porto de Santos

A retirada das praças físicas elimina pontos de retenção. Isso reduz filas e melhora o tempo de viagem.

O acesso ao Porto de Santos concentra grande volume de cargas. Caminhões enfrentam lentidão em horários de pico.

Com o pedágio free flow, o fluxo tende a ficar contínuo. Isso pode diminuir atrasos na chegada ao porto.

Segurança e redução de acidentes nas rodovias

As praças de pedágio são pontos sensíveis para acidentes. Mesmo colisões leves geram impacto no trânsito.

Sem a necessidade de parada, o risco tende a cair. A via fica mais previsível para os motoristas.

O sistema também reduz mudanças bruscas de velocidade. Isso melhora a segurança, principalmente para veículos pesados.

Nova tecnologia inclui pesagem em movimento

Outra mudança prevista é a pesagem automática de caminhões. O sistema é chamado de HS-WIM (High Speed Weigh in Motion).

Ele usa sensores instalados na pista e pórticos. O caminhão é pesado sem precisar parar.

A tecnologia permite fiscalização mais rápida. Também reduz filas em pontos de controle.

A expectativa do pedágio free flow é que a tecnologia melhore o fluxo de cargas e reduza perdas operacionais, especialmente em rotas estratégicas como o acesso ao Porto de Santos.

Confiança da indústria atinge menor nível desde 2020

Confiança da indústria atinge menor nível desde 2020

Juros altos e custos elevam pessimismo no setor, aponta CNI

A confiança dos empresários da indústria brasileira caiu pelo terceiro mês consecutivo e atingiu, em abril, o menor nível desde junho de 2020. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) recuou 1,4 ponto, chegando a 45,2 pontos, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (15) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O indicador permanece abaixo da linha de 50 pontos, que separa confiança de falta de confiança, há 16 meses seguidos. Segundo a CNI, isso evidencia um cenário persistente de pessimismo entre os industriais desde o início de 2025.

De acordo com a entidade, a queda recente está associada a fatores como juros elevados, desaceleração da demanda por bens industriais e agravamento do cenário externo. A alta nos preços do petróleo também tem pressionado os custos das empresas.

“A piora do ambiente internacional e o aumento de custos têm intensificado o pessimismo em 2026”, explica em nota Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da entidade.

Os dois principais componentes do Icei apresentaram queda em abril. O índice de condições atuais recuou 1,6 ponto, para 40,5 pontos, indicando avaliação mais negativa sobre a situação das empresas e da economia. O índice de expectativas caiu 1,2 ponto, para 47,6 pontos, sinalizando projeções desfavoráveis para os próximos seis meses.

A pesquisa ouviu 1.070 empresas entre os dias 1º e 8 de abril, incluindo indústrias de pequeno, médio e grande porte.

Eduardo Rebuzzi, presidente da NTC&Logística, participa da abertura da 30ª edição da Intermodal South America, em São Paulo

Eduardo Rebuzzi, presidente da NTC&Logística, participa da abertura da 30ª edição da Intermodal South America, em São Paulo

O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, participou, nesta terça-feira (14), da cerimônia de abertura da Intermodal South America 2026, realizada em São Paulo. O evento segue até o dia 16 de abril e reúne os principais players dos setores de logística, transporte de cargas, tecnologia e comércio exterior.

Considerada a maior e mais relevante feira de logística, intralogística, tecnologia, transporte de cargas e comércio exterior da América Latina, a Intermodal chega à sua 30ª edição consolidada como um espaço estratégico para geração de negócios, networking qualificado e discussão de tendências que impactam diretamente o desenvolvimento do setor no Brasil e no mundo. A programação contempla painéis, debates e encontros institucionais com foco em inovação, eficiência operacional, sustentabilidade e integração multimodal.

A cerimônia de abertura contou com a presença do presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, e de importantes autoridades do setor público e regulatório, como o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca; o secretário nacional de Transporte Ferroviário do Ministério dos Transportes, Leonardo Ribeiro; o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Theo Sampaio; o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), Frederico Carvalho Dias, e o presidente da Infra S.A., Jorge Bastos, além de empresários, executivos e lideranças de todos os modais do transporte brasileiro.

Na abertura, o presidente do Sistema Transporte destacou a importância da integração entre os modais para o desenvolvimento do país: “A intermodalidade simboliza bem a missão do Sistema Transporte, que é trabalhar pela integração do transporte no Brasil. Precisamos avançar em uma estrutura moderna e eficiente, com maior utilização de ferrovias e hidrovias, garantindo competitividade, sustentabilidade e eficiência logística para o país”, afirmou Vander Costa.

Durante o evento, Eduardo Rebuzzi esteve acompanhado da assessora executiva da presidência, Elisete Balarini, e do assessor de Comunicação e Imprensa, Rodrigo Bernardino, reforçando a atuação institucional da entidade e o compromisso com o fortalecimento do Transporte Rodoviário de Cargas no país.

Além de acompanhar a programação oficial, o presidente também prestigiou empresas associadas à NTC&Logística que estão expondo na feira, como Binacional, Braspress, Grupo Mirassol, Grupo Sada, Grupo Tora, JSL, TSA Cargo e West Cargo, visitando estandes e dialogando com lideranças, o que ratifica o relacionamento institucional e a valorização das associadas em um dos principais eventos do setor.

Em sua avaliação, o presidente salientou a dimensão da feira para o setor: “É muito positivo acompanhar de perto a evolução da Intermodal ao longo dos anos. O evento está cada vez mais estruturado, bonito e relevante, reunindo soluções, tecnologia e debates que refletem o momento e o futuro do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. É um ambiente essencial para conexões, negócios e construção conjunta de caminhos para o setor”, afirmou Eduardo Rebuzzi.

A NTC&Logística mantém uma atuação constante em eventos estratégicos como a Intermodal South America 2026, acompanhando de perto as discussões, tendências e inovações que impactam o setor. A presença da entidade reforça seu compromisso em contribuir ativamente com o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil, promovendo conexões, troca de conhecimento e alinhamento com os principais agentes que influenciam os rumos da logística no país.
Confira mais informações no site da feira e acompanhe a localização dos estandes das nossas associadas:https://www.intermodal.com.br/

NTC&Logística participa do Conexão Imprensa promovido pela Scania em São Paulo

NTC&Logística participa do Conexão Imprensa promovido pela Scania em São Paulo

Encontro reuniu diretoria da montadora, imprensa especializada e representantes do setor para troca de informações e fortalecimento do relacionamento institucional

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística participou do Conexão Imprensa, evento promovido pela Scania Brasil, em São Paulo (SP), na última sexta-feira (10), no restaurante Vicolo Nostro, na região da Cidade Monções. A iniciativa reuniu representantes da diretoria da empresa, profissionais da imprensa especializada de todo o Brasil e convidados do setor para troca de informações, relacionamento e aproximação institucional.

A entidade foi representada pelo assessor de Comunicação e Imprensa, Rodrigo Bernardino, que acompanhou as conversas e interações promovidas ao longo do encontro, marcado por um ambiente descontraído e propício ao diálogo entre os participantes.

O evento contou com a presença da diretoria da Scania Operações Comerciais Brasil, representada por Maria Luiza Delavy, diretora de Pessoas & Cultura; Márcio Furlan, diretor de Marketing, Comunicação e Experiência do Cliente; Marcelo Gallão, diretor de Desenvolvimento de Negócios; Fernando Valiate, diretor de Serviços, e Eronildo Barros, novo diretor-geral da companhia. Também esteve presente Oscar Jaern, presidente da Scania Serviços Financeiros, ratificando a integração entre as áreas da empresa e sua atuação estratégica no país.

Da esquerda para direita: Márcio Furlan; Carlos Biaggini; Rodrigo Bernardino; Eronildo Barros; Fernando Valiate e Marcelo Gallão

Durante o encontro, foi destacada a recente mudança na liderança da Scania no Brasil. Eronildo Barros foi anunciado como o novo responsável pela liderança da companhia no país e assumirá oficialmente a função a partir do mês de maio, sucedendo Simone Montagna, que esteve à frente da operação brasileira nos últimos anos. Sua presença no evento assinalou o início desse novo ciclo, marcado pela continuidade das estratégias da marca e pelo fortalecimento de sua atuação no mercado brasileiro.

Tradicionalmente, o Conexão Imprensa tem como proposta reunir jornalistas e lideranças do setor em um ambiente mais descontraído, possibilitando conversas amplas sobre os desafios, avanços e perspectivas do Transporte Rodoviário de Cargas no país. A presença de veículos especializados de diferentes regiões do Brasil contribui para ampliar a disseminação de informações qualificadas e a comunicação setorial.

Associada à NTC&Logística, a Scania mantém uma relação próxima e colaborativa com a entidade, atuando pelo desenvolvimento do setor e no incentivo a iniciativas que valorizam o diálogo e a construção conjunta de conhecimento.

Para Rodrigo Bernardino, momentos como este são fundamentais para o fortalecimento do ecossistema de comunicação do Transporte Rodoviário de Cargas. “A Scania demonstra, mais uma vez, um cuidado muito importante com a imprensa especializada, criando um ambiente de proximidade, troca e confiança. Isso contribui para que as informações do setor sejam transmitidas com qualidade, responsabilidade e credibilidade, revigorando não apenas a comunicação, mas todo o ambiente de negócios”, destacou.

A NTC&Logística também mantém um relacionamento próximo e contínuo com a imprensa nacional, sobretudo com os veículos especializados no Transporte Rodoviário de Cargas, reconhecendo o papel estratégico desses profissionais na propagação de informações qualificadas e na valorização do setor em todo o Brasil.

Reduzir jornada gera impacto de R$ 11,88 bilhões para o setor de transporte, diz estudo

Reduzir jornada gera impacto de R$ 11,88 bilhões para o setor de transporte, diz estudo

Análise técnica encomendada pela CNT aponta risco de perda de empregos, avanço da informalidade e aumento de custos para o consumidor

A redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas pode provocar, no longo prazo, um impacto de R$ 11,88 bilhões no setor de transporte. É o que aponta o estudo técnico “Redução de jornada, mudança de escalas e bem-estar social no setor de transportes”, que analisa os efeitos econômicos e operacionais de mudanças no regime de trabalho.

Coordenado pelo sociólogo e professor da USP (Universidade de São Paulo) José Pastore e pelo economista Paulo Rabello de Castro, o levantamento indica que a alteração da jornada, sem ajuste proporcional de salários, provocaria um aumento imediato de 10% no valor da hora trabalhada. No setor de transporte, onde 92,5% dos profissionais atuam dentro do limite atual, o impacto seria a elevação de 8,6% nos custos com pessoal.

Para o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, o debate deve considerar os efeitos práticos da medida. “Modernizar a jornada é legítimo, mas precisa ser feito com responsabilidade e um debate ponderado. O estudo é um alerta e mostra que, sem ganho de produtividade, o resultado é aumento de custos, pressão sobre preços e impacto no emprego”, afirma.

Escalas e falta de mão de obra ampliam desafios

Além da jornada, o estudo analisa os efeitos da mudança nas escalas de trabalho. No transporte, a organização das escalas precisa considerar uma característica própria do setor – a operação contínua, que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana.

Para manter o nível de serviço com uma jornada reduzida e novas escalas, seria necessário contratar cerca de 240 mil trabalhadores adicionais. No entanto, a expansão do emprego esbarra em um problema já conhecido: a escassez de mão de obra qualificada.

Levantamento realizado pela Confederação Nacional do Transporte anteriormente mostra que 65,1% das empresas do setor enfrentam dificuldades para contratar motoristas. No transporte rodoviário de cargas, 44,6% das empresas têm vagas abertas, sendo que mais da metade delas tem mais de cinco posições não preenchidas. Já no segmento de passageiros, 53,4% relatam dificuldades na contratação.

Pressão sobre custos e risco para pequenas empresas

O estudo também destaca que o setor é majoritariamente formado por pequenas empresas: 90,5% dos empreendimentos têm até nove empregados. Para esse grupo, a redução da jornada representa um desafio ainda maior, devido à menor margem operacional. Atualmente, 47,3% do valor adicionado bruto já são destinados ao pagamento de pessoal, o que limita a capacidade de absorver novos custos.

Segundo o levantamento, a compressão das margens pode reduzir a capacidade das empresas de arcar com despesas básicas. No caso do transporte, o excedente operacional bruto é de apenas 21% da receita também bruta. Como consequência, pode haver repasse de custos ao consumidor ou até inviabilização de operações.

Risco de informalidade e baixa produtividade

Outro ponto de atenção é o risco de aumento da informalidade. Apesar de apresentar alto nível de formalização, com 92,1% dos trabalhadores com vínculo formal, o setor pode ser pressionado por custos mais elevados. Hoje, o custo da contratação formal no Brasil já corresponde a 102,43% do salário nominal. Com a elevação, há o alerta para um possível “efeito bumerangue”, com incentivo à informalidade.

A análise também ressalta que o Brasil enfrenta um problema estrutural de produtividade. Dados internacionais indicam que um trabalhador brasileiro produz, em média, US$ 17 por hora, valor inferior ao de economias desenvolvidas e até de países latino-americanos. Para sustentar o nível atual de atividade com jornada de 40 horas, seria necessário um aumento imediato na produtividade, considerado improvável diante de gargalos como a infraestrutura.

O setor de transporte tem características operacionais únicas, como funcionamento contínuo e alta dependência de mão de obra. Assim, qualquer alteração nas regras de jornada e escala precisa considerar seus impactos econômicos e sociais, de forma a preservar a eficiência dos serviços e a sustentabilidade das empresas. É a partir dessa lógica que a CNT acompanha o tema e defende que qualquer alteração seja feita por acordo coletivo, respeitando as especificidades de cada setor. Isso, mantendo no radar a preservação do trabalho formal como norteador de decisões e posicionamentos.

Acesse o estudo completo aqui.

West Cargo destaca uso de dados e inovação no transporte

West Cargo destaca uso de dados e inovação no transporte

A West Cargo participa, entre 14 e 16 de abril, da Intermodal South America 2026, com foco em ampliar a atuação comercial e fortalecer o relacionamento com clientes e parceiros. A feira é considerada a principal do setor de logística, transporte de cargas e comércio exterior na América Latina.

Durante o evento, a empresa apresenta sua estratégia baseada no uso de tecnologia e dados para aumentar a previsibilidade das operações e melhorar o desempenho logístico. A proposta inclui integrar gestão operacional e práticas voltadas à redução de impacto ambiental no transporte rodoviário.

Estratégia baseada em dados e parcerias

A West Cargo defende que o uso de dados permite maior controle das operações, com ganhos em segurança e eficiência. A empresa também destaca o fortalecimento de parcerias ao longo da cadeia logística como parte do modelo de atuação no comércio exterior.

Segundo a companhia, a participação na edição anterior da Intermodal contribuiu para ajustes na estratégia, direcionando investimentos em segurança preventiva e renovação de frota. A leitura das demandas do mercado passou a orientar decisões operacionais e comerciais.

Testes com veículos sustentáveis avançam

Desde 2025, a empresa realiza testes com caminhões movidos a GNV e veículos elétricos, avaliando desempenho em diferentes rotas. Os estudos consideram autonomia, consumo energético e custos de manutenção como base para decisões futuras.

A expectativa é ampliar, ao longo de 2026, a adoção de soluções com menor emissão, alinhando inovação operacional e exigências do mercado. A participação na Intermodal também é vista como oportunidade para acompanhar tendências e identificar novas demandas dos clientes.

Brasil e Argentina alinham plano para transformar Mercosul em polo industrial automotivo

Brasil e Argentina alinham plano para transformar Mercosul em polo industrial automotivo

Montadoras e autopeças defendem atualização do acordo bilateral e integração produtiva diante da sobreoferta global e da corrida tecnológica no setor automotivo

O setor automotivo de Brasil e Argentina iniciou uma nova agenda de convergência industrial durante a Automechanika Buenos Aires 2026. Representantes de montadoras e da cadeia de autopeças dos dois países defenderam o fortalecimento do Mercosul como plataforma exportadora, em um cenário de sobreoferta global e transformação tecnológica acelerada.

Segundo as entidades, o bloco precisa deixar de atuar apenas como administrador do comércio intrarregional para assumir um papel mais ativo na organização da produção industrial e na atração de investimentos.

No encontro, as associações do setor concordaram em aprofundar o trabalho conjunto com uma visão integrada público-privada, com foco na atualização da Política Automotiva Bilateral (ACE 14). A iniciativa busca responder às mudanças estruturais da indústria global, marcadas por novas tecnologias, eletrificação e aumento da competição entre regiões produtoras.

Participaram da reunião Claudio Sahad, presidente da ABIPEÇAS/SINDIPEÇAS; Rodrigo Pérez Graziano, presidente da ADEFA; Juan César Cozzuol, presidente da AFAC, e Igor Calvet, presidente da ANFAVEA, além de equipes técnicas das entidades.

Potencial de 5 milhões de veículos

As entidades destacaram que o setor automotivo regional reúne um mercado de cerca de 350 milhões de pessoas, com potencial de produção estimado em até 5 milhões de veículos e investimentos superiores a US$ 22 bilhões no último triênio.

Brasil e Argentina concentram ainda participação relevante na economia industrial, com cerca de 20% do PIB industrial brasileiro e 8,4% do argentino. O comércio intrarregional representa entre 55% e 70% das exportações de produtos industrializados entre os dois países, e o setor emprega mais de 1,9 milhão de pessoas, direta e indiretamente.

As associações afirmaram que uma abordagem pragmática será necessária para preservar e ampliar a competitividade da região em meio às mudanças globais. O objetivo, segundo o setor, é avançar até 2029 na construção de novas regras que favoreçam um ambiente mais equilibrado para investimentos industriais no bloco.

Ao final do encontro, foi apresentada a “Declaração de Buenos Aires”, documento que consolida os princípios da agenda conjunta.

Comissão aprova projeto que padroniza sinalização em rodovias federais concedidas

Comissão aprova projeto que padroniza sinalização em rodovias federais concedidas

A Câmara dos Deputados continua discutindo o assunto

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que exige uniformidade de sinalização, de dispositivos de segurança e de obras de engenharia em trechos geridos por concessionárias diferentes.

O texto aprovado é a versão do relator, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), para o Projeto de Lei 182/21, do deputado Juninho do Pneu (PSDB-RJ). A proposta original buscava proibir mais de uma concessionária na mesma rodovia. Ao apresentar o substitutivo aprovado, Hugo Leal defendeu a manutenção da possibilidade de concessões diferentes na mesma rodovia, desde que haja padrão visual e operacional entre trechos contíguos.

“A vedação absoluta à divisão de trechos não se mostra compatível com a modelagem técnica, econômica e financeira das concessões rodoviárias, tampouco com a prática regulatória da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)”, afirmou Hugo Leal.

Pela proposta, os trechos já concedidos que estiverem em desacordo com as novas regras deverão se adaptar em prazo a ser definido em regulamento, com observância do planejamento operacional e contratual vigente. O texto altera o Decreto-Lei 791/69.

Próximos passos

O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

NTC&Logística lança Comitê de Inovação e Novos Negócios e convida associados e parceiros a participarem

NTC&Logística lança Comitê de Inovação e Novos Negócios e convida associados e parceiros a participarem

Iniciativa estratégica reúne lideranças do setor para debater tendências, propor soluções e impulsionar o futuro do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística anuncia a criação do Comitê de Inovação e Novos Negócios, uma iniciativa estratégica voltada ao fortalecimento do setor por meio da construção conjunta de ideias, projetos e soluções alinhadas às transformações do mercado.

O Comitê será um órgão auxiliar da Vice-Presidência de Inovação e Novos Negócios da entidade e terá como principal missão promover debates qualificados sobre tendências, incentivar o desenvolvimento de iniciativas inovadoras e contribuir diretamente com a evolução do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.

A participação no Comitê é direcionada a associados da NTC&Logística e parceiros comerciais da entidade, reunindo empresários, executivos e especialistas que estejam atentos às mudanças do setor e dispostos a colaborar com uma agenda propositiva, conectando tecnologia, gestão, novos modelos de negócio e eficiência operacional.

A proposta também contempla a integração de fornecedores de bens e serviços que possuem relacionamento institucional com a entidade, ampliando o diálogo e fortalecendo o ecossistema de inovação do Transporte Rodoviário de Cargas.

A criação do Comitê reforça o compromisso da NTC&Logística com o desenvolvimento sustentável do setor, promovendo um ambiente colaborativo, estratégico e alinhado às demandas atuais e futuras do mercado.

Participe do Comitê de Inovação e Novos Negócios

Se você é associado ou parceiro comercial da NTC&Logística e deseja contribuir com ideias, experiências e soluções para o futuro do setor, manifeste seu interesse por meio do formulário abaixo: https://forms.gle/swzFCmDvBMGoVvpMA

CNT defende base técnica e foco na qualidade ao transportador no acréscimo de teor de biodiesel ao diesel

CNT defende base técnica e foco na qualidade ao transportador no acréscimo de teor de biodiesel ao diesel

Em debate no Conexão Rodovias, entidade destaca necessidade de soluções estruturais e previsibilidade para evitar impactos operacionais no transporte rodoviário

A CNT defendeu cautela técnica e implementação de melhorias estruturantes para garantir a qualidade do biodiesel, antes do avanço gradual no aumento do teor de biodiesel, durante debate no evento Conexão Rodovias, realizado pela Fecombustíveis nessa quinta-feira (9), em Brasília. Representando a entidade, a gerente executiva ambiental da CNT, Erica Marcos, participou do painel “Biodiesel: dores, desafios e possíveis soluções”, que reuniu lideranças do setor de postos rodoviários, empresários e entidades representativas para discutir pautas estratégicas da operação nas estradas.

Durante o painel, a CNT ressaltou que o avanço do teor de biodiesel no diesel deve ser conduzido com base em critérios técnicos rigorosos e com responsabilidade compartilhada entre todos os elos da cadeia. A entidade destacou que é fundamental assegurar a estabilidade e a qualidade do combustível até o usuário final, que são os transportadores, diretamente impactados pelo desempenho do insumo.

Segundo Erica Marcos, “é essencial que o avanço do teor de biodiesel ocorra de forma paulatina, com base técnica e previsibilidade, evitando externalidades negativas para todos os elos da cadeia e assegurando que o combustível chegue com qualidade ao transportador”, afirmou. Para ela, é necessário equilibrar os objetivos de descarbonização com a segurança operacional do transporte rodoviário.

A Confederação também apontou a necessidade de implementação prévia de soluções estruturais, como a ampliação do número de refinarias, para encurtar as cadeias logísticas, considerando as propriedades físico-químicas mais sensíveis do biodiesel. Uma das alternativas mencionadas foi a avaliação da realização da mistura nessas instalações, em vez de ocorrer nas distribuidoras, como forma de ampliar o controle de qualidade do combustível.

A CNT destacou também que o avanço do teor de biodiesel deve passar por validações técnicas e testes, conforme estabelecido na Lei do Combustível do Futuro (Lei nº 14.993/2024). A regulamentação estabelece diretrizes para ampliar a participação de fontes renováveis na matriz energética brasileira e reforça o compromisso do país com a descarbonização. O tema esteve no centro dos debates do Conexão Rodovias, consolidando o evento como espaço permanente de diálogo sobre desafios operacionais nas rodovias.

Base técnica orienta debate sobre combustíveis de baixo carbono

A atuação da CNT em torno do tema está respaldada por estudos técnicos que analisam alternativas energéticas para o transporte. Na publicação “Diesel Verde: uma opção de baixo carbono para caminhões e ônibus rodoviários”, da série Energia no Transporte, a Confederação destaca que o diesel renovável, produzido a partir de biomassa ou resíduos, tem estrutura química semelhante à do diesel mineral, o que permite sua utilização em veículos pesados sem a necessidade de adaptações nos motores.

O estudo aponta ainda que essa característica favorece ganhos de eficiência na combustão e redução de emissões de poluentes, como material particulado, contribuindo para a melhoria ambiental do setor. Dados da IEA (Agência Internacional de Energia, na tradução) apresentados na publicação indicam que o diesel verde alcançou a oferta global de 13,3 bilhões de litros em 2022, o equivalente a cerca de 8% do consumo mundial de biocombustíveis, com expectativa de crescimento nos próximos anos.

Ao mesmo tempo, o material técnico ressalta desafios relevantes para a expansão dessas alternativas, como o custo de produção ainda superior ao diesel mineral e a necessidade de avanços regulatórios para viabilizar a sua escala produtiva no Brasil. Nesse contexto, a CNT reforça que o desenvolvimento de soluções de baixo carbono deve estar alinhado a critérios de viabilidade técnica, segurança operacional e previsibilidade regulatória e econômica, garantindo uma transição energética eficiente e sustentável para o transporte rodoviário.

Veja a nota que o Sistema Transporte assinou, com entidades dos setores de combustíveis e logística, defendendo a manutenção do rigor técnico nos testes para o aumento da mistura de biodiesel no diesel.

Nova regra da CNH amplia acesso, mas transfere custo de formação para transportadoras

Nova regra da CNH amplia acesso, mas transfere custo de formação para transportadoras

Redução da carga prática e flexibilização das aulas devem aumentar oferta de motoristas, mas levantam preocupação com preparo e segurança nas operações

A redução da carga prática mínima de 20 para 10 horas e o fim da obrigatoriedade de aulas em autoescolas para motoristas das categorias profissionais C, D e E, mudanças que passaram a valer no fim de 2025, devem ampliar o acesso à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e facilitar a entrada de novos condutores no mercado em 2026, mas impõem desafios às transportadoras, que podem ter de assumir parte da capacitação prática desses profissionais.

Na prática, a mudança torna o processo mais rápido, digital e mais barato. À época da entrada em vigor das novas regras, em dezembro de 2025, o então ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que a reformulação buscava ampliar o acesso e modernizar a formação de condutores. “O cidadão agora tem alternativas. Essas alternativas vão melhorar a formação de condutores e facilitar a vida das pessoas. Vai desburocratizar, digitalizar, modernizar o processo”, disse.

Queda de custo pode ampliar base de motoristas

Um dos principais objetivos da mudança é reduzir o custo da habilitação, historicamente elevado no Brasil. Estudo do Centro de Liderança Pública (CLP) mostra que tirar a CNH custava, em média, R$ 3,2 mil no país e podia chegar a R$ 5 mil em alguns estados, sendo cerca de 70% desse valor associado às exigências das autoescolas. Com as novas regras já em vigor, o governo estima que o custo pode cair até 80%, fazendo com que a primeira habilitação passe a custar a partir de cerca de R$ 700, o que amplia o acesso à habilitação.

O alto custo da habilitação no Brasil também se destaca na comparação internacional. Levantamento do Centro de Liderança Pública (CLP) indica que tirar a CNH no país equivalia a cerca de 7,8% da renda média anual, proporção bem superior à de países desenvolvidos, como Alemanha (3,2%) e França (2,4%). Com a redução de custos após as novas regras, esse peso cai para aproximadamente 1,7% da renda, o que significa uma queda de quase 8% para menos de 2% do orçamento anual. Na prática, o Brasil passa a se aproximar de países como Portugal (1,7%) e se afasta do patamar de custo elevado que tinha anteriormente.

Segundo o estudo, cerca de 54% dos brasileiros aptos a dirigir não possuem CNH e aproximadamente 18 milhões dirigem sem habilitação. A emissão de novas carteiras vinha em queda, passando de 2,8 milhões em 2022 para 2,59 milhões em 2024, o que ajuda a dimensionar o potencial de expansão com a medida.

Os primeiros sinais de impacto já aparecem na procura pela habilitação. Em janeiro deste ano, sob o novo modelo, a busca pela primeira CNH cresceu 25% no Estado de São Paulo na comparação anual, com altas mais expressivas em cidades como São José dos Campos (50%), Campinas (43%) e Barueri (49%). O avanço reforça a expectativa de aumento na oferta de motoristas, um dos principais gargalos do transporte rodoviário.

Para quem já está na estrada, a percepção é que o processo ficou mais acessível. O caminhoneiro Rafael Praso, de Minas Gerais, afirma que a formação exigia mais tempo e era mais difícil no passado.

“Na minha época, eu tinha que fazer 15 aulas, era um processo demorado. Hoje está muito fácil, a pessoa tira a carteira em pouco tempo e já está pronta”, diz.

Menor carga prática levanta alerta sobre segurança

A facilidade, no entanto, levanta preocupações sobre o nível de preparo dos novos motoristas. Com menos horas de prática, especialistas e profissionais do setor avaliam que o condutor pode chegar ao mercado com pouca experiência para lidar com situações reais da operação, como condução de veículos pesados e rodovias mais complexas.

O caminhoneiro aposentado Divino Rugiano, da Grande São Paulo, vê a redução da carga prática como insuficiente. “Dez horas é pouca experiência para pegar um caminhão e ir para a estrada. É muito perigoso”, afirma. Segundo ele, mesmo com a habilitação, empresas ainda precisam complementar a formação. “O certo é o motorista [iniciante] fazer as primeiras viagens acompanhado de um profissional mais experiente para aprender melhor”, diz.

Esse cenário tende a deslocar parte da responsabilidade pela capacitação para dentro das transportadoras. Com a formação inicial mais curta, empresas podem precisar reforçar programas internos de treinamento e integração, elevando custos operacionais e ampliando o tempo necessário até que o motorista atinja o nível esperado de produtividade e segurança.

Além disso, a entrada de condutores menos experientes pode impactar indicadores como sinistralidade, eficiência e custos com manutenção e seguros, ao menos no curto prazo. Por outro lado, o aumento da oferta de mão de obra pode contribuir, no médio prazo, para reduzir pressões sobre o frete e dar mais previsibilidade às operações logísticas.

A mudança, portanto, amplia o acesso à profissão e pode ajudar a reduzir o déficit de motoristas, mas impõe às transportadoras o desafio de equilibrar custos, treinamento e segurança em um setor já pressionado por margens apertadas.

ANTT aponta Bahia como estratégica para expansão da infraestrutura logística no Brasil

ANTT aponta Bahia como estratégica para expansão da infraestrutura logística no Brasil

A Agência Nacional de Transportes Terrestres participou da terceira edição do Bahia Export 2026, realizada nos dias 9 e 10 de abril, em Salvador, reforçando a importância da regulação para impulsionar uma infraestrutura de transportes mais sustentável, eficiente e atrativa ao capital privado.

Representando a agência, o diretor Felipe Queiroz participou do Painel 4 – InfraESG: multimodalidade, sustentabilidade e financiabilidade, que reuniu representantes do setor público e privado para discutir a integração dos critérios ESG ao desenvolvimento logístico brasileiro. Durante o painel, os participantes destacaram a crescente influência dos critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) na estruturação de projetos de infraestrutura, especialmente na captação de recursos e na viabilidade de investimentos de longo prazo.

Segundo Felipe Queiroz, a regulação tem papel decisivo nesse processo.

“A regulação é essencial para viabilizar investimentos sustentáveis e assegurar eficiência na infraestrutura de transportes. A atuação da ANTT busca oferecer um ambiente regulatório estável, capaz de atrair capital privado com responsabilidade e compromisso com resultados”, afirmou.

A participação da ANTT no evento reforça o posicionamento da Agência como agente de promoção de boas práticas regulatórias, alinhadas às demandas atuais por inovação, previsibilidade e sustentabilidade. Na estruturação de concessões e autorizações, a ANTT vem incorporando critérios voltados à segurança jurídica e à estabilidade contratual, fatores considerados fundamentais para atrair investimentos qualificados e elevar a eficiência dos serviços de transporte no país.

Bahia é vista como polo estratégico para expansão logística

Com forte vocação logística e diversidade econômica, a Bahia foi apontada durante o evento como um dos estados mais promissores para a expansão da infraestrutura nacional. O estado reúne oportunidades relevantes para integração multimodal de transportes; expansão da malha logística; desenvolvimento de corredores de exportação e ampliação de investimentos em infraestrutura sustentável.

Projeto do Túnel Santos-Guarujá avança em cenário de articulação entre governos

Projeto do Túnel Santos-Guarujá avança em cenário de articulação entre governos

Assinatura de operação de crédito ocorre após trocas de críticas sobre protagonismo no projeto

O governo federal deve assinar, nesta segunda-feira (13), a operação de crédito que viabiliza metade do aporte público para a construção do túnel imerso Santos-Guarujá. Os valores já foram depositados pelo governo do Estado de São Paulo, que participa do financiamento da obra.

A cerimônia acontece em meio a desgastes entre as duas esferas de governo. Nos bastidores, autoridades mencionam que o convite para o evento foi feito na noite de sexta-feira (10).

O investimento total previsto é de R$ 6,8 bilhões, dos quais R$ 5,2 bilhões serão bancados pelo setor público – metade pela União e metade pelo governo estadual. O depósito realizado por São Paulo, feito em março, corresponde à sua parcela no financiamento.

Porém, o clima é de disputa política. O governo paulista acusa a União de tentar assumir a “paternidade” do projeto e avalia que a cerimônia tem caráter político. Já o governo federal sustenta que o evento simboliza alinhamento e cooperação entre os entes.

Além das divergências institucionais, o projeto também enfrentou entraves técnicos. Em março, o TCU (Tribunal de Contas da União) determinou a suspensão temporária dos repasses federais que seriam realizados pela APS (Autoridade Portuária de Santos) para a obra.

Com a formalização da operação de crédito, a expectativa da autoridade portuária é que a Corte libere ainda nesta semana os recursos para a conta garantia, mesmo diante de impasses sobre a governança do projeto.

Segundo a APS, a atuação do TCU busca garantir segurança jurídica ao grupo vencedor da licitação, a Mota-Engil, e evitar riscos de atraso no cronograma. A empresa venceu o leilão realizado em setembro de 2025.

Os atritos não são recentes. Em janeiro deste ano, o governo paulista assinou o contrato do projeto sem a participação da autoridade portuária, que, à época, apontou inconsistências no documento e pediu ajustes.

Considerada uma das obras mais aguardadas da região, a ligação entre Santos e Guarujá deve reduzir o tempo de deslocamento entre as cidades para cerca de cinco minutos. A previsão oficial é de início das obras em janeiro de 2027, com a entrada em operação em 2031.

A conta garantia será operada pelo Banco do Brasil, e o evento deve contar com a presença de autoridades como o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o secretário de Fazenda e Planejamento de São Paulo, Samuel Kinoshita, além do governador de São Paulo. O presidente da APS, Anderson Pomini, não deve comparecer por questões de agenda.

Comissão aprova projeto que determina instalação de adesivo de ponto cego em caminhão e ônibus

Comissão aprova projeto que determina instalação de adesivo de ponto cego em caminhão e ônibus

Proposta continua em análise na Câmara dos Deputados

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou proposta que inclui adesivo informativo de ponto cego em caminhões e ônibus como equipamento obrigatório de veículos. A mudança adiciona a previsão ao Código de Trânsito Brasileiro.

O ponto cego em um carro é a área ao redor do veículo que o motorista não consegue visualizar diretamente, nem pelos espelhos retrovisores internos ou externos. Geralmente localizados nas laterais traseiras, esses pontos escondem outros veículos, motos ou pedestres, sendo uma causa comum de acidentes, especialmente em mudanças de faixa.

O texto aprovado é um substitutivo da Comissão de Viação e Transportes ao Projeto de Lei 1388/25, da deputada Dayany Bittencourt (União-CE). O projeto original colocava como itens obrigatórios nos veículos adesivos refletivos e não informativos, além de tecnologia de alerta de ponto cego e dispositivo de visibilidade aumentada em caminhões e ônibus.

Segundo a relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), a informação sobre a localização dos pontos cegos em caminhões e ônibus auxilia na prevenção de acidentes de trânsito, principalmente em relação aos condutores de motocicletas.

“Essa prevenção é essencial para a diminuição da ocorrência de acidentes que matam ou incapacitam milhares de brasileiros todos os anos”, disse. A medida contribui para salvar vidas, além de diminuir as despesas com saúde e previdência social, em decorrência dos acidentes, afirmou Carneiro.

Próximos passos

A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Artigo: A Lei nº 15.377/2026 e a Ampliação do Dever Empresarial de Promoção da Saúde

Artigo: A Lei nº 15.377/2026 e a Ampliação do Dever Empresarial de Promoção da Saúde

Por: Narciso Figueirôa Junior, assessor jurídico da NTC&Logística

  1. Introdução

A Lei nº 15.377, de 2 de abril de 2026, que entra em vigor na data de sua publicação, introduz relevante inovação na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) ao incorporar, de forma expressa, a promoção da saúde preventiva como dever empresarial.

A nova legislação acrescenta o art. 169-A à CLT, altera o art. 473, reforçando o dever de informação, e amplia a dimensão da saúde ocupacional para além dos riscos tradicionais.

Trata-se de norma que se insere em um movimento mais amplo de valorização da saúde pública no ambiente de trabalho, integração entre políticas públicas e relações laborais, e fortalecimento do conceito de empresa como agente de promoção social.

  1. Conteúdo da Lei 15.377/2026

A lei cria duas obrigações centrais para os empregadores:

  1. Dever de informação e conscientização (CLT, art. 169-A)

As empresas passam a ser obrigadas a disponibilizar informações sobre campanhas oficiais de vacinação; papilomavírus humano (HPV); câncer de mama; câncer de colo do útero; câncer de próstata, nos termos das orientações e recomendações do Ministério da Saúde.

Além disso, as empresas devem promover ações de conscientização e orientar os empregados sobre essas doenças e sobre o acesso a serviços de diagnóstico.

De acordo com o novo parágrafo único do art. 169-A da CLT, incumbe às empresas informar a seus empregados sobre a possibilidade de deixar de comparecer ao serviço para a realização de exames preventivos de papilomavírus humano (HPV), bem como dos cânceres referidos anteriormente, sem prejuízo do salário, nos termos do inciso XII do art. 473 da CLT, ou seja, por até 3 (três) dias a cada 12 (doze) meses de trabalho.

  1. Dever de informação sobre ausência justificada (CLT, art. 473, § 3º)

A lei também determina que o empregador informe expressamente aos empregados sobre o direito de ausência para realização de exames preventivos sem prejuízo salarial.

  1. A ampliação das faltas justificadas na CLT

A nova lei dialoga diretamente com o art. 473 da CLT, que trata das hipóteses em que o empregado pode se ausentar sem prejuízo do salário, ampliando as faltas justificadas já existentes no referido artigo, criando uma nova hipótese de afastamento com remuneração no inciso XII.

  1. Principais faltas justificadas previstas na CLT

Sobreleva ressaltar que o art. 473 da CLT prevê, entre outras, as seguintes hipóteses de faltas justificadas: a) falecimento de familiares próximos; b) casamento; c) nascimento de filho (licença-paternidade); d) doação de sangue; e) alistamento eleitoral; f) comparecimento em juízo; g) realização de provas de vestibular; h) acompanhamento de filho em consulta médica; i) exames preventivos de câncer (inciso XII).

Assim, a nova lei reforça a tendência de ampliação das hipóteses vinculadas à saúde preventiva dos empregados.

  1. Natureza jurídica da nova obrigação empresarial

A inovação introduzida pela Lei 15.377/2026 possui natureza híbrida.

Quanto ao dever de informação, a empresa passa a ter obrigação ativa de comunicar, orientar e conscientizar, e isso aproxima a norma do conceito de dever de transparência e informação no contrato de trabalho.

No que tange ao dever de promoção da saúde, a lei também cria um dever positivo de promover ações afirmativas e incentivar prevenção, e isso amplia o alcance do tradicional art. 157 da CLT, que trata das obrigações do empregador em matéria de segurança e saúde.

  1. Relação com a NR-1 e os riscos psicossociais

A nova lei possui relação direta com as recentes alterações da NR-1, que passaram a incluir os riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.

Nesse contexto, tanto a saúde mental quanto a saúde física passam a ser tratadas de forma integrada, e a empresa assume papel ativo na prevenção.

A Lei 15.377/2026 reforça essa lógica ao incentivar diagnóstico precoce e promover cultura organizacional de saúde.

  1. Impactos práticos para as empresas

A nova legislação gera impactos relevantes na gestão empresarial.

Passa a ganhar relevo a necessidade de políticas internas pelas quais as empresas deverão estruturar campanhas internas de conscientização, comunicação periódica aos empregados e integração com RH e SESMT.

A norma passa a integrar o sistema de compliance trabalhista, exigindo o registro das ações realizadas, comprovação documental em caso de fiscalização e alinhamento com programas de saúde ocupacional.

Embora a nova lei não traga sanção específica, o eventual descumprimento pode gerar autuações administrativas previstas na própria CLT, discussões judiciais e alegações de violação ao dever de proteção à saúde, sobretudo em casos envolvendo doenças graves, diagnóstico tardio e ausência de informação ao empregado.

Cada vez mais destacamos a importância do aspecto preventivo em se tratando de saúde e medicina do trabalho, e a nova lei tem potencial preventivo relevante.

Ao incentivar a prevenção, o direito à informação e o acesso a exames, há tendência de redução de afastamentos prolongados e de conflitos sobre saúde ocupacional.

Em que pese a relevância do tema, com uma tendência de ampliação do conceito de saúde do trabalhador, incluindo prevenção e diagnóstico precoce, percebemos que o legislador, mais uma vez, atribui ao empregador o papel de agente de políticas públicas, o que, a nosso ver, é função do Estado e do Ministério da Saúde.

Ainda que se defenda que tais mudanças estão alinhadas com as práticas ESG, preocupa-nos uma tendência, em legislações recentes, de transferir aos empregadores obrigações que são do Poder Público.

  1. Conclusão

A Lei 15.377/2026 representa avanço significativo na proteção à saúde do trabalhador, ao transformar o ambiente empresarial em espaço de promoção ativa da prevenção.

Mais do que impor obrigações formais, a norma reforça o papel social da empresa, amplia a cultura de prevenção e reduz riscos jurídicos e operacionais.

Para as empresas, especialmente em setores intensivos como o transporte rodoviário de cargas, o desafio será estruturar políticas efetivas, documentar ações e integrar a nova obrigação aos programas de compliance.

A nova lei consolida a saúde preventiva como elemento essencial das relações de trabalho contemporâneas, mas é preocupante essa tendência, em alterações legislativas recentes, de transferir ao empregador obrigações que são de responsabilidade dos órgãos públicos.

Narciso Figueirôa Junior

Assessor Jurídico da NTC&Logística

25ª edição do Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas reforça legado e projeta o futuro do setor em Brasília. Faça já sua inscrição!

25ª edição do Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas reforça legado e projeta o futuro do setor em Brasília. Faça já sua inscrição!

Evento celebra 25 edições desde 1999 e reúne lideranças para debater os principais desafios e caminhos do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil

No dia 6 de maio de 2026, às 8h30, será realizada, em Brasília (DF), a 25ª edição do Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas, no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados.

Consolidado como um dos mais importantes fóruns de discussão do setor, o Seminário chega à sua edição comemorativa de 25 realizações, marcando uma trajetória iniciada em 1999, sempre pautada pelo diálogo institucional e pela construção de soluções para o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.

A iniciativa é promovida pela Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados, em parceria com a NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, e conta com o apoio institucional do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL) e da FuMTran (Fundação Memória do Transporte).

Ao longo de sua história, o evento tem desempenhado papel fundamental na aproximação entre o setor produtivo e o poder público, contribuindo para o avanço de pautas estratégicas e para o fortalecimento do Transporte Rodoviário de Cargas como pilar do desenvolvimento econômico e social do país.

Nesta edição, os debates estarão centrados em temas de alta relevância para o setor, como a aplicação prática da Lei nº 14.599/2023, no que se refere a seguro de cargas – com foco na insegurança jurídica e nos conflitos interpretativos –, e a análise da Lei nº 13.703/2018, que institui a Política Nacional dos Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, abordando seus desafios regulatórios, entraves jurídicos e impactos no mercado.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, esta edição carrega um significado especial por simbolizar a continuidade e pertinência do Seminário ao longo de décadas.

“Celebrar a 25ª edição deste Seminário é reconhecer a força de um espaço que, desde 1999, promove o diálogo qualificado entre o setor e o poder público. Ao longo dessas edições, acompanhamos transformações importantes e contribuímos ativamente para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas. Ao trazer, para o centro de debates, temas sensíveis como o seguro de cargas e o piso mínimo de frete, esta edição ratifica nosso compromisso com a segurança jurídica, a previsibilidade e o equilíbrio nas relações do setor, além da construção de um ambiente cada vez mais eficiente, seguro e sustentável para a atividade” – enfatiza Rebuzzi.

A edição de 2026 reafirma o empenho das entidades organizadoras em dar continuidade a esse legado, promovendo debates consistentes e alinhados às demandas do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.

Faça sua inscrição aqui.

Programação Preliminar

9h às 10h | Solenidade de Abertura Composição da Mesa (convidados)

l Deputado Federal Hugo Motta – Presidente da Câmara dos

Deputados (a confirmar)

l Deputado Federal Cláudio Cajado – Presidente da Comissão de Viação e Transportes

l Deputado Federal Gilberto Abramo – Autor do requerimento para realização da 25ª edição do Seminário

l George Santoro – Ministro dos Transportes (a confirmar)

l Vander Costa – Presidente do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL)

l Eduardo F. Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística l Guilherme Theo Sampaio – Diretor-Geral da ANTT

10h às 11h | 1º Painel

Tema: Seguro no Transporte Rodoviário de Cargas: a aplicação da Lei nº 14.599/2023 na prática

Abordagem

Insegurança jurídica, conflitos interpretativos e seus reflexos para os transportadores

Presidente da Mesa

l Deputado Federal Cláudio Cajado – Presidente da Comissão de Viação e Transportes

Coordenação

l Eduardo F. Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística

Palestrantes convidados

l Alessandro Serafin Octaviani Luis – Superintendente da SUSEP l Marcos Aurélio Ribeiro – Diretor Jurídico da NTC&Logística

11h às 12h | 2º Painel

Tema: Lei nº 13.703/2018 – Institui a Política Nacional dos Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas

Abordagem

Entre a regulação e a realidade do Transporte Rodoviário de Cargas: análise das distorções interpretativas, entraves jurídicos e reflexos no mercado

Presidente da Mesa

l Deputado Federal Cláudio Cajado – Presidente da Comissão de Viação e Transportes

Coordenação

l Eduardo F. Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística

Participação a convite

l Luiz Fux – Ministro do Supremo Tribunal Federal (a confirmar)

Palestrantes convidados

l Guilherme Theo Sampaio – Diretor-Geral da ANTT

12h | Encerramento

Realização

  • Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados
Apoio
  • NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
Apoio Institucional
  • Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)
  • FuMTran – Fundação Memória do Transporte
Apoio Logístico
  • Brasspress
5º Seminário Trabalhista do TRC 2026 destacará impactos da tecnologia e da jornada de trabalho no setor. Participe!

5º Seminário Trabalhista do TRC 2026 destacará impactos da tecnologia e da jornada de trabalho no setor. Participe!

Evento será realizado em Brasília, no dia 6 de maio, e reunirá especialistas para debater temas estratégicos das relações trabalhistas no Transporte Rodoviário de Cargas

O 5o Seminário Trabalhista do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) será realizado no próximo dia 6 de maio de 2026, a partir das 14 horas, no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, em Brasília. A iniciativa é organizada pela Comissão de

Trabalho (CT) da Câmara, com apoio e sugestão da NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, além do apoio institucional do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL) e da FuMTran.

Promovendo um ambiente de troca de conhecimento, experiências e construção de propostas, o evento reunirá especialistas jurídicos, agentes públicos, lideranças do TRC e representantes do cenário político e do setor produtivo para discutir temas que afetam o Transporte Rodoviário de Cargas.

A programação contará com dois painéis. O primeiro abordará “A Inteligência Artificial nos julgamentos e as Provas Digitais”, destacando como as novas tecnologias estão transformando a análise de processos e a produção de provas no âmbito trabalhista. Já o segundo painel tratará da “Redução da Jornada de Trabalho”, com análise dos desdobramentos e consequências para a organização das operações e a produtividade do setor.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, o Seminário cumpre um papel essencial ao estimular discussões qualificadas sobre temas atuais e sensíveis ao setor.

“O Transporte Rodoviário de Cargas é diretamente impactado pela modernização tecnológica e pelas transformações referentes à organização do trabalho. É imprescindível promovermos debates especializados como os previstos na programação do 5o Seminário Trabalhista do Transporte Rodoviário de Cargas, tendo por focos a segurança jurídica, o equilíbrio nas relações trabalhistas e condições sustentáveis para a operação das empresas”, afirma Rebuzzi.

O evento é aberto ao público e se consolida como um importante espaço de atualização e reflexão sobre os desafios trabalhistas que acompanham a evolução do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.

Faça sua inscrição aqui.

Programação Preliminar

14h às 14h30 – Solenidade de Abertura Convidados para compor a Mesa:

Deputado Federal Hugo Mota

Presidente da Câmara dos Deputados Deputado Federal Max Lemos

Presidente da Comissão de Trabalho

Deputado Federal Luiz Gastão

Membro da Comissão de Trabalho e Autor do requerimento para realização do Seminário

Ministro Luiz Marinho

Ministério do Trabalho e Emprego

Vander Francisco Costa

Presidente do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL)

Eduardo Ferreira Rebuzzi

Presidente da NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística

Valdir de Souza Pestana

Presidente da CNTTT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres

14h30 às 16h30 – 1º Painel

Tema: A Inteligência Artificial nos julgamentos e as Provas Digitais

Presidente da Mesa

Deputado Federal Luiz Gastão

Membro da Comissão de Trabalho

Palestrante 1

Dra. Ana Paula Silva Campos Miskulin

Juíza do Trabalho do TRT/15ª Região

Palestrante 2

Dr. Otavio Torres Calvet

Juiz do Trabalho do TRT/1ª Região

Palestrante 3

Dr. Sérgio Schwartsman

Assessor Jurídico da FENABRAVE – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores e da FENACODIV – Federação Nacional dos Concessionários e Distribuidores de Veículos

16h às 18h30 – 2º Painel

Tema: Redução da Jornada de Trabalho

Presidente da Mesa

Deputado Federal Max Lemos, Presidente da Comissão de Trabalho

Palestrante 1

Deputado Federal Paulo Azi, Relator da PEC 221/2019 e da PEC 08/2025

Palestrante 2

Dr. Alberto Nemer Neto, Advogado

Palestrante 3

Dr. Narciso Figueirôa Junior

Assessor Jurídico da NTC&Logística

Palestrante 4

Bob Everson Machado

Presidente do SINAIT – Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho

18h30 – Encerramento

Realização

  • Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados
Apoio
  • NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
Apoio Institucional
  • Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)
  • FuMTran – Fundação Memória do Transporte
Apoio Logístico
  • Braspress
Em evento da Senatran, SEST SENAT destaca educação e integração para reduzir violência no trânsito

Em evento da Senatran, SEST SENAT destaca educação e integração para reduzir violência no trânsito

Diretor da entidade reforça compromisso institucional com a formação de condutores e a qualificação profissional

A segurança no trânsito exige uma atuação integrada e contínua com foco na formação de condutores e na qualificação profissional, portanto não será resultado de ações isoladas. Essa foi a principal mensagem do diretor-executivo nacional interino do SEST SENAT, Vinicius Ladeira, durante a abertura da quarta edição do Seminário Internacional de Segurança no Trânsito, realizada nessa quarta-feira (8), em Brasília.

Ao destacar a relevância do tema como eixo transversal das ações da instituição, Ladeira reforçou o compromisso do Sistema Transporte com a redução da violência viária e colocou a estrutura nacional da entidade à disposição dessa agenda estratégica.

Promovido pela Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito), o evento reuniu especialistas nacionais e internacionais, representantes do SNT (Sistema Nacional de Trânsito), da academia e da sociedade civil no auditório do Instituto Serzedello Corrêa, para discutir o tema “Novos caminhos para a proteção da vida”. A iniciativa integra as ações previstas no Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, que estabelece como meta reduzir em 50% as mortes no trânsito até 2030, em alinhamento com diretrizes da ONU (Organização das Nações Unidas).

Durante sua fala, Ladeira ressaltou que a educação é um dos pilares centrais para a construção de um trânsito mais seguro e destacou que o tema permeia todas as atividades desenvolvidas pelo SEST SENAT. “A segurança no trânsito é um assunto transversal em tudo o que fazemos. Não existe solução simples para um problema tão complexo. Por isso, é fundamental a atuação conjunta de diferentes atores”, afirmou.

Ele também destacou que a instituição mantém agenda permanente voltada à qualificação de profissionais e à melhoria da gestão das empresas de transporte, reforçando a importância da formação como instrumento de transformação do setor.

O diretor enfatizou ainda que o enfrentamento da violência no trânsito demanda ações coordenadas entre educação, fiscalização, infraestrutura e tecnologia. Nesse contexto, reafirmou o compromisso do SEST SENAT em contribuir com essa agenda por meio de sua rede de atendimento em todo o país. “Disponibilizamos nossas Unidades Operacionais, presentes em praticamente todo o território nacional, para apoiar iniciativas que promovam a segurança viária e a preservação de vidas”, destacou.

A diretora do Departamento de Segurança no Trânsito da Senatran, Maria Alice Nascimento Souza, ressaltou a importância do intercâmbio de experiências e da construção coletiva de soluções para um problema complexo e multifacetado. Segundo ela, o trânsito envolve diferentes dimensões, como educação, fiscalização e infraestrutura, e exige diálogo permanente. “A segurança no trânsito precisa ser construída de forma contínua, com aperfeiçoamento das políticas públicas, tendo a formação de condutores como um dos pilares, integrada a ações de fiscalização e melhorias na infraestrutura”, afirmou.

Representando entidades do setor, o presidente da ABSeV (Associação Brasileira de Segurança Viária), Jorge Tannuri, destacou a relevância de espaços institucionais de debate para alinhar estratégias e fortalecer compromissos em prol da segurança viária. Ele chamou a atenção para a necessidade de decisões baseadas em evidências e para o papel da cooperação entre poder público, iniciativa privada e entidades técnicas na construção de um sistema de trânsito mais seguro.

Ao longo da programação, o seminário promoveu painéis e discussões sobre formação de condutores, boas práticas internacionais e desafios da segurança viária no Brasil, reforçando o papel da capacitação e da integração institucional como caminhos fundamentais para a proteção da vida no trânsito. O SEST SENAT também foi representado pela gerente executiva de Desenvolvimento Profissional, Roberta Diniz. O evento reuniu ainda agentes públicos e institucionais ligados à segurança viária, com a participação de representantes da PRF (Polícia Rodoviária Federal), dos Detrans (Departamentos Estaduais de Trânsito) de diferentes estados, especialistas, entidades do setor e instituições parceiras.

Educação profissional

No período da tarde, o segundo painel do seminário, dedicado às experiências brasileiras na implantação do novo processo de formação de condutores, contou com a participação do coordenador executivo de Educação Profissional do SEST SENAT, Christian Riger. Ao lado de representantes de órgãos de trânsito e especialistas do setor, ele destacou a importância de alinhar a formação profissional às novas demandas da segurança viária, com foco na qualificação técnica, no uso de metodologias atualizadas e na valorização da educação como instrumento essencial para a mudança de comportamento no trânsito.