Em menos de uma semana, 323 mil condutores já tiveram o documento renovado; Sudeste lidera o ranking
Os motoristas que dirigem de forma responsável já começaram a ser beneficiados pelo bom comportamento no trânsito. Desde a implementação da Medida Provisória do Bom Condutor, 323.459 condutores já tiveram a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) renovada automaticamente em todo o país.
Além da desburocratização, a renovação automática da CNH representa um alívio no bolso da população. A soma do valor economizado por essas renovações chega a R$ 226 milhões, recursos que antes eram destinados a taxas, exames e procedimentos administrativos.
Entre os condutores beneficiados, a maioria pertence à categoria B, destinada a carros (52%), seguida pela AB, que inclui carros e motocicletas (45%), e pela A, exclusiva para motos (3%).
A distribuição regional mostra que o alcance da política é nacional, com maior concentração de renovações no Sudeste. São Paulo lidera o ranking nacional, com 86.770 CNHs renovadas, seguido por Minas Gerais (35.771), Rio de Janeiro (29.343) e Espírito Santo (7.825).
No Nordeste, mais de 64 mil condutores foram contemplados. A Bahia aparece à frente, com 15.226 renovações, seguida por Pernambuco (12.927) e Ceará (11.798). Estados como Rio Grande do Norte, Maranhão, Alagoas, Paraíba, Sergipe e Piauí também registraram adesão significativa ao programa.
A região Sul soma mais de 53 mil renovações, com Paraná (22.119), Rio Grande do Sul (18.239) e Santa Catarina (13.230). No Centro-Oeste, foram registradas 26.929 renovações automáticas, com destaque para Goiás (12.213) e o Distrito Federal (7.206).Já no Norte, o total chega a 18.257 renovações, lideradas pelo Pará (6.510) e pelo Amazonas (3.768).
No grupo dos condutores profissionais, predominam as categorias AD, que incluem motocicletas e ônibus ou micro-ônibus, com 44% dos beneficiados. Em seguida aparecem as categorias D (20%) e AE (18%). As categorias E, voltada a veículos pesados, e AC, que inclui motos e caminhões, representam 7% do total.
Como funciona a renovação automática
A renovação automática da CNH é destinada aos motoristas inscritos no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), que reúne condutores sem infrações de trânsito nos últimos 12 meses.
Para esse grupo, a renovação ocorre automaticamente no sistema quando a CNH vence, sem custos adicionais. A adesão ao RNPC pode ser feita pelo aplicativo da CNH Digital ou pelo Portal de Serviços da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
O benefício, no entanto, não se aplica a todos os condutores. Motoristas com 70 anos ou mais não estão aptos à medida, enquanto condutores a partir dos 50 anos podem utilizar a renovação automática apenas uma vez, no vencimento do documento, sem cobrança de taxas ou exigência de exames presenciais. O benefício é individual e não pode ser reutilizado.
Também não se enquadram na regra os motoristas que tiveram a validade da CNH reduzida por recomendação médica, em casos de doenças progressivas ou condições que demandem acompanhamento contínuo de saúde, além daqueles com o documento vencido há mais de 30 dias, conforme estabelece a legislação de trânsito.
Publicação coletiva reúne especialistas do setor e aprofunda o debate sobre temas trabalhistas atuais que impactam a infraestrutura, a logística e o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil
O assessor jurídico da NTC&Logística, Dr. Narciso Figueirôa Junior, integrou o grupo de autores do livro Temas Atuais da Infraestrutura e Logística, obra coletiva que reúne reflexões jurídicas relevantes sobre as relações de trabalho no setor de Transporte Rodoviário de Cargas e na logística nacional. A publicação foi lançada durante o IV Congresso Nacional e II Internacional da Magistratura do Trabalho, realizado entre os dias 27 e 29 de novembro de 2025, em Foz do Iguaçu (PR), evento promovido pela Associação Brasileira dos Magistrados do Trabalho (ABMT).
Coordenado pelo Ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Douglas Alencar Rodrigues, e pelo Desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, Celso Ricardo Peel Furtado de Oliveira, o livro reúne artigos de especialistas com ampla atuação no meio jurídico, sindical e empresarial, abordando temas trabalhistas atuais que incidem sobre a infraestrutura e a logística de transportes, setores considerados estratégicos para o desenvolvimento econômico e social do país.
Entre os assuntos tratados na obra, estão análises de decisões relevantes do Supremo Tribunal Federal, como a ADC 48, que referendou a Lei nº 11.442/2007, e a ADI 5322, que trouxe alterações significativas à Lei nº 13.103/2015, conhecida como Lei do Motorista. Os textos buscam conectar a interpretação jurídica à realidade prática do setor, considerando os reflexos dessas decisões na gestão das empresas, nas negociações coletivas e nas relações de trabalho.
Representando a NTC&Logística, o assessor jurídico e advogado Narciso Figueirôa Junior assina o artigo “A ADI 5322 e as alterações na Lei do Motorista”, no qual analisa os impactos jurídicos e operacionais decorrentes das mudanças interpretativas trazidas pela decisão do STF. A obra também conta com a contribuição de outros profissionais que atuam juridicamente em entidades representativas do setor de Transporte Rodoviário de Cargas e da logística e que, além dessa atuação institucional, também integram a CATSIND/NTC – Câmara Técnica de Assuntos Trabalhistas e de Negociações Coletivas, colegiado técnico da NTC&Logística.
Entre esses profissionais, estão Andressa Scapini, superintendente de Relações do Trabalho do SETCERGS, autora do artigo “Desafios práticos da Lei 13.103/2015: a correlação entre a legislação e a realidade do transporte rodoviário de cargas no Brasil, sob o olhar do empregador”; Luciana Pamplona Barcelos Nahid, assessora jurídica do SINDICARGA, que aborda o tema “Jornada do motorista e a tripartição de responsabilidades: um novo olhar sobre a segurança viária e a importância da negociação coletiva”, e Raquel Guindani Caleffi, assessora jurídica da FETRANSUL, autora do texto “As enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul: impactos e respostas jurídicas, trabalhistas e institucionais no setor de transportes”.
Ao comentar a participação na obra, Dr. Narciso Figueirôa Junior destacou a relevância do livro para o setor e para o meio jurídico trabalhista. “Trata-se de uma obra extremamente relevante, pois aborda aspectos jurídicos trabalhistas atuais, que envolvem diretamente a logística e a infraestrutura de transportes, setores essenciais ao desenvolvimento econômico e social do país. Os temas foram tratados por profissionais com larga experiência nas relações trabalhistas do Transporte Rodoviário de Cargas, analisando decisões importantes do Supremo Tribunal Federal, como a ADC 48 e a ADI 5322, que trouxeram impactos sensíveis à Lei do Motorista. Foi uma satisfação participar desta iniciativa ao lado de colegas que também atuam em entidades representativas do setor e que integram a CATSIND/NTC, em um projeto louvável conduzido pelo Ministro Douglas Alencar Rodrigues e pelo Desembargador Celso Ricardo Peel Furtado de Oliveira”, afirmou.
Em dezembro de 2025, com a publicação da Resolução CONTRAN nº 1.020/2025, o setor de transporte rodoviário de produtos perigosos passou por uma importante mudança regulatória ao deixar de existir um prazo geral de validade para os cursos especializados, incluindo o Curso Especializado para Condutores de Veículos de Transporte de Produtos Perigosos (MOPP). A capacitação é obrigatória para motoristas que atuam nesse segmento e garante segurança operacional, conformidade regulatória e mitigação de riscos à saúde e ao meio ambiente.
Diante dessa alteração, os condutores cujo vencimento da capacitação ocorreu após a publicação da norma no Diário Oficial da União, em 9 de dezembro de 2025, não precisam realizar a renovação do curso. Por outro lado, os motoristas que tiveram o MOPP vencido antes daquela data seguem obrigados a renovar a capacitação para permanecerem aptos ao transporte de produtos perigosos, conforme as regras vigentes à época da expiração.
A Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), entidade que representa exclusivamente o setor no país, acompanha atentamente os desdobramentos da norma. Oswaldo Caixeta, presidente da ABTLP, destaca a importância da regularidade das operações das empresas e colaboradores do setor. “A ABTLP é uma entidade que preza pela segurança, pela conformidade regulatória e pela excelência nas operações. Os procedimentos internos de verificação de documentação, capacitação técnica e conformidade do condutor já fazem parte da rotina das empresas associadas e devem ser mantidos normalmente”, afirma Caixeta.
O transporte de produtos perigosos envolve milhares de substâncias com potencial de risco elevado. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de três mil produtos são classificados como perigosos no transporte, exigindo a aplicação de regras claras, capacitação técnica contínua e fiscalização eficiente. No Brasil, esse controle é exercido por diferentes órgãos, como o Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e instituições de fiscalização federais e estaduais.
Diante da mudança regulatória, a ABTLP orienta empresas e profissionais a manterem atenção redobrada e organização interna, considerando a atuação descentralizada dos órgãos fiscalizadores e a importância de garantir segurança jurídica nas operações. “O texto regulatório é claro quanto à validade, e essa mesma informação já consta de forma expressa na CNH Digital, com a devida referência à resolução e ao artigo que trata do tema. Isso confere maior segurança jurídica aos condutores e às empresas”, afirma Caixeta.
A entidade acompanha de perto as definições dos órgãos reguladores e os detalhes que influenciam diretamente a operação. Ainda existem dúvidas no setor sobre quais situações podem levar um motorista a perder o curso especializado, quais orientações e recomendações serão aplicadas para atualizações operacionais e de que forma essas diretrizes serão comunicadas na prática. Com possíveis orientações adicionais dos órgãos reguladores, o setor deve ganhar ainda mais clareza sobre procedimentos e regras, reforçando a continuidade de operações seguras e em conformidade em 2026.
No atual cenário, a atuação institucional da ABTLP se torna ainda mais relevante para orientar empresas, apoiar a correta interpretação das normas e contribuir para a estabilidade e a segurança das operações em todo o país. “Riscos de interpretação sempre vão existir, especialmente em um país de dimensão continental como o Brasil, com diversos órgãos e agentes fiscalizadores atuando de forma descentralizada. Diante disso, estamos averiguando os motivos da suspensão dessa renovação para, com base nesse esclarecimento, definir de forma responsável quais serão os nossos próximos passos”, conclui.
Comitiva percorre MG, RJ e SP, com foco em obras rodoviárias e ferroviárias, segurança viária, logística e fiscalização de trechos concedidos. O diretor-geral, Guilherme Theo Sampaio, acompanha a agenda ao lado dos diretores Severino Medeiros e Alex Azevedo
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) integra oficialmente a caravana “Na Boleia do Brasil”, iniciativa liderada pelo Ministério dos Transportes que, entre os dias 14 e 16 de janeiro de 2026, percorre trechos estratégicos das rodovias BR-040, BR-116 (Via Dutra) e BR-493, além de intervenções ferroviárias relevantes, nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
A caravana simboliza a presença concreta do Estado no território, com acompanhamento técnico, fiscalização, diálogo com autoridades locais e prestação de contas à sociedade. Ao longo de três dias de visitas em campo, a comitiva acompanha cerca de dez obras estruturantes, muitas delas em trechos concedidos e sob regulação direta da ANTT, que impactam a segurança viária, a mobilidade, o transporte de cargas e o desenvolvimento econômico regional.
A ANTT participa da comitiva com a presença do diretor-geral, Guilherme Theo Sampaio, e dos diretores Severino Medeiros e Alex Azevedo, além de superintendentes, assessores e técnicos, reforçando o papel da Agência na regulação, fiscalização e garantia do cumprimento dos contratos de concessão, assegurando padrões de segurança, qualidade e atendimento aos usuários.
Minas Gerais: regulação, segurança e valorização de quem vive da estrada
A agenda tem início em Belo Horizonte, com deslocamento rodoviário pela BR-040, um dos principais eixos logísticos do país. Logo no primeiro dia de atividades, a comitiva visita o Centro de Controle Operacional (CCO) da EPR Via Mineira, em Nova Lima, estrutura responsável pelo monitoramento em tempo real do trecho concedido.
Na sequência, em Carandaí (MG), será assinada a ordem de serviço para o início das obras do Ponto de Parada e Descanso (PPD), localizado no Km 664 da BR-040. O equipamento é voltado ao repouso seguro e digno de caminhoneiros, contribuindo diretamente para a redução de acidentes causados pela fadiga e promovendo mais segurança para todos os usuários da rodovia.
Ainda em Minas Gerais, a caravana visita as obras do viaduto ferroviário de Carandaí, sobre a EF Central do Brasil, e a Base de Serviço Operacional da EPR Via Mineira, em Santos Dumont, evidenciando a integração entre rodovia, ferrovia e operação viária.
Rio de Janeiro: enfrentamento de gargalos históricos e diálogo regional
No Rio de Janeiro, a agenda contempla uma série de obras de grande impacto regional. Em Magé, a comitiva acompanha as obras de duplicação da BR-493 (Magé–Manilha), corredor estratégico para a ligação entre o Leste Fluminense, o Porto de Itaguaí e a Região Metropolitana do Rio.
Outro destaque é a vistoria técnica no Trevo das Margaridas, na BR-116, além da visita às obras da Serra das Araras, na Via Dutra — um dos trechos mais críticos e emblemáticos da malha rodoviária nacional. Com investimento de cerca de R$ 1,5 bilhão, a intervenção prevê novas pistas de subida e descida em um segmento sinuoso de aproximadamente 10 quilômetros, solucionando um gargalo histórico, com ganhos expressivos em fluidez, segurança e redução do tempo de viagem.
A agenda no estado inclui ainda encontros com lideranças regionais, prefeitos e gestores públicos, fortalecendo o diálogo federativo e a articulação institucional em torno das obras.
São Paulo: logística, mobilidade e eficiência nos grandes corredores
Em São Paulo, a caravana segue pela Via Dutra, com visitas técnicas aos Pontos de Parada e Descanso de Itatiaia (RJ) e Pindamonhangaba (SP), reforçando a política nacional de segurança e valorização dos profissionais do transporte rodoviário de cargas.
As atividades se concentram nas obras das vias expressas de São José dos Campos e Guarulhos, intervenções fundamentais para melhorar a mobilidade urbana, o acesso à capital paulista e o escoamento da produção industrial e tecnológica do Vale do Paraíba e da Região Metropolitana de São Paulo.
Presença no território como estratégia de regulação
Para o diretor-Geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, a participação da Agência na caravana reforça uma atuação regulatória próxima da realidade dos usuários e dos territórios. “Estar presente no local das obras, acompanhando de perto cada etapa, é uma forma concreta de prevenir riscos, antecipar soluções e garantir que os contratos de concessão entreguem, de fato, segurança, qualidade e bons serviços à população”, destacou.
A caravana “Na Boleia do Brasil” se encerra na tarde do dia 16 de janeiro, em Guarulhos (SP), consolidando uma agenda que une fiscalização, investimento, diálogo institucional e compromisso com a melhoria da infraestrutura de transportes no país.
Análise da economista Tereza Fernandes indica PIB abaixo de 1,5%, juros elevados e inadimplência alta como fatores-chave para as decisões de investimento em transporte e renovação de frotas no próximo ano
A avaliação do cenário macroeconômico de 2025 e as perspectivas para 2026 indicam um ambiente de crescimento mais restrito e de maior seletividade nos investimentos, com impactos diretos sobre o setor automotivo e, por consequência, sobre a cadeia de transporte e logística.
A análise é de Tereza Fernandes, economista e consultora da TF Consultoria, que acompanhou ao longo do ano a evolução dos principais indicadores econômicos e compartilhou suas impressões durante coletiva de imprensa da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), sobre resultados do setor em 2025 e projeções para 2026.
Segundo a economista, o Produto Interno Bruto (PIB) de 2025 deve encerrar o ano entre 2% e 2,2%, resultado ligeiramente abaixo das projeções iniciais do mercado, que chegaram a apontar crescimento de até 2,5%.
O desempenho reflete a contribuição concentrada em quatro vetores: agronegócio, indústria extrativa – especialmente minério de ferro e petróleo –, construção civil e setor de serviços. A indústria de transformação, por sua vez, deve fechar o ano próxima da estabilidade ou com leve retração, sinalizando um limite para a expansão do consumo e dos investimentos produtivos.
No campo inflacionário, o IPCA fechou 2025 em 4,3%, dado oficial divulgado no início de janeiro, ficando abaixo do teto da meta, mas ainda distante do centro perseguido pelo Banco Central. O câmbio seguiu dentro das expectativas da consultoria, encerrando o ano em torno de R$ 5,48, refletindo um ambiente externo volátil e pressões domésticas persistentes.
A política monetária teve papel central na dinâmica econômica do ano. A taxa básica de juros fechou 2025 em 15%, patamar que contribuiu diretamente para a retração da oferta de crédito e para o aumento da inadimplência, especialmente em segmentos dependentes de financiamento, como o automotivo.
Para Fernandes, o quadro fiscal segue como um dos principais focos de preocupação. A dívida bruta do governo avançou mais do que o esperado e, em novembro, já atingia 79,02% do PIB, aproximando-se do patamar de 80%. Além disso, a meta orçamentária de déficit – fixada em até 0,25% do PIB – tende a não ser cumprida, o que adiciona incerteza à condução da política econômica.
O que o futuro reserva?
Ao olhar para 2026, o cenário permanece marcado por riscos externos e internos. No ambiente internacional, persistem as incertezas relacionadas a tarifas de importação, com movimentos recentes de taxação anunciados por países como China e México, inicialmente sobre carnes, mas com potencial de se espalhar para outros mercados.
O acordo entre Mercosul e União Europeia pode gerar oportunidades, mas seus efeitos práticos devem ser sentidos apenas a partir de 2027. Soma-se a isso a ausência de soluções regionais para conflitos geopolíticos, que continuam a provocar volatilidade nos mercados e nas moedas.
No Brasil, a expectativa da TF Consultoria é que a taxa de juros não seja reduzida já no início de 2026. Caso haja algum corte, ele deve ocorrer apenas a partir de março e de forma gradual. Nesse contexto, a projeção de crescimento econômico para o próximo ano fica entre 1,3% e 1,5%, mesmo sendo um ano eleitoral, tradicionalmente marcado por aumento de gastos públicos. A contribuição para o PIB deve vir, novamente, da indústria extrativa mineral e do setor de serviços, enquanto a construção civil tende a desacelerar.
A inflação em 2026 deve permanecer em torno de 4,3%, com riscos adicionais associados à implementação da reforma tributária. Embora a transição não ocorra de forma imediata, a economista alerta para um viés inflacionário, especialmente no setor de serviços, além da possibilidade de desvalorização cambial mais próxima do período eleitoral. A preocupação com o controle dos gastos públicos, portanto, se intensifica.
Três variáveis-chave
Para o setor automotivo, Fernandes destaca três variáveis-chave que devem orientar as decisões estratégicas ao longo de 2026: crédito, inadimplência e situação fiscal. Os dados mais recentes do Banco Central mostram uma desaceleração expressiva na expansão do crédito. Em períodos anteriores, o volume de crédito chegou a crescer mais de 31%, mas o último dado disponível, de outubro, aponta expansão de apenas 0,3%, com risco concreto de o ano fechar próximo da estabilidade ou até com leve retração.
A inadimplência também segue elevada. No segmento de automóveis, os dados indicam taxa de 5,4%, patamar considerado alto e que tende a restringir ainda mais as concessões de financiamento. Já a relação dívida/PIB, que ganhou tração no segundo semestre de 2025, encerrou novembro em 79,02%, reforçando o alerta fiscal.
Na avaliação da economista, o acompanhamento atento dessas três variáveis será determinante para entender o comportamento do mercado automotivo em 2026 e seus desdobramentos sobre o transporte de cargas, a renovação de frotas e os investimentos logísticos. O ambiente aponta para crescimento mais moderado, maior seletividade no crédito e decisões de investimento cada vez mais condicionadas à previsibilidade econômica.
Crescimento de 1,1% registrado no mês pelo Estado foi superior ao resultado da indústria brasileira no geral, marcada pela estagnação (0%) no mesmo período. O desempenho do Paraná foi o terceiro melhor do país nesse recorte, ficando atrás apenas de Mato Grosso e Espírito Santo
A produção industrial do Paraná avançou 1,1% em novembro, apresentando um resultado superior ao da indústria brasileira no mesmo período, que foi de estagnação (0%). Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quarta-feira (14) pelo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O desempenho do Estado foi o terceiro melhor do País nesse recorte, ficando atrás apenas de Mato Grosso (7,2%) e Espírito Santo (4,4%). Outras Unidades da Federação com participação importante nesse setor da economia nacional registraram retração, casos de São Paulo (-0,6%), Santa Catarina (-0,8%) e Rio de Janeiro (-1,9%).
Considerando todos os 11 meses já divulgados pelo IBGE, novembro representou o segundo maior crescimento industrial paranaense em 2025. Somente em fevereiro, com 2%, o setor vivenciou aumento superior.
Em outros dois recortes, o Paraná também teve evolução, com 0,5% de alta no acumulado dos últimos 12 meses (dezembro de 2024 a novembro de 2025) e 0,4% no acumulado do ano (janeiro a novembro do ano passado). Nos dois casos, o principal segmento a sustentar o desempenho estrutural da indústria local foi o de fabricação de produtos químicos. No filtro dos 12 meses anteriores, o incremento desse setor foi de 9,9%; no que engloba apenas os dados de 2025, de 9,1%.
Outro vetor relevante foi o da fabricação de celulose, papel e produtos de papel, que se mostrou equilibrado, mantendo o mesmo índice de ascensão nos dois cenários: 4,1%.
De acordo com o especialista em combustível do Gasola, Vitor Sabag, o mercado brasileiro segue sensível a movimentos geopolíticos e à dinâmica internacional de petróleo e câmbio
Segundo o Gasola, empresa da nstech, 2026 começou com uma alta no valor dos combustíveis. O índice de preço TNS (IPTNS), da nstech, revelou que o preço médio do diesel S10 subiu cerca de R$ 0,05 por litro no começo do ano. Mas o que motivou essas variações?
O especialista em combustível do Gasola, Vitor Sabag, reforçou que a principal motivação foi o aumento do ICMS, que passou a valer em 1º de janeiro de 2026 e “pressionou diretamente o valor final nas bombas”.
A alta do imposto foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Comfaz), e agora o ICMS representa R$ 1,17 por litro de diesel. O encarecimento do combustível afeta diretamente a cadeia logística brasileira, já que o diesel representa cerca de 35% do custo do frete no transporte rodoviário de cargas.
Além do ICMS, o especialista alertou que o momento também pede atenção para outros fatores. “O mercado brasileiro segue sensível a movimentos geopolíticos (como Venezuela e Rússia) e à dinâmica internacional de petróleo e câmbio”, explicou Sabag.
“E existe, em tese, espaço para alívio caso a Petrobras decida reduzir preços diante da queda recente de dólar e barril do petróleo – embora a estatal esteja sem reajustar o diesel nas distribuidoras desde maio de 2025, o que aumenta a incerteza sobre quando (ou se) isso pode acontecer”, disse o especialista.
VARIAÇÕES POR ESTADO E REGIÃO
Em relação aos estados, o IPTNS apontou que o Acre segue com o diesel S10 mais caro do país, com média de R$ 6,84. No Nordeste, o maior avanço foi observado no Rio Grande do Norte, que fechou com média de R$ 5,79 após uma alta de R$ 0,10.
Já a Região Sul concentrou os menores preços, com três estados entre os quatro mais baratos do país – puxados por Santa Catarina, que, mesmo com a alta, encerrou a média em R$ 5,51. No Sudeste, São Paulo saiu de R$ 5,50 para R$ 5,54 na primeira semana de janeiro, enquanto Espírito Santo saltou de R$ 5,73 para R$ 5,77.
MAPA DE PREÇOS DE COMBUSTÍVEL
Para acompanhar essas variações, a MundoLogística lançou o “Mapa de Preços de Combustível”, desenvolvido em parceria com o Gasola. A ferramenta permite visualizar, de forma interativa, o preço médio do diesel comum, diesel S10, etanol e gasolina em cada estado do Brasil.
De acordo com Vitor Sabag, o acompanhamento contínuo é essencial para o planejamento estratégico das transportadoras e empresas de logística. “Com dados atualizados, como os disponibilizados pelo Mapa de Preços de Combustível, que consolida as últimas pesquisas semanais da ANP, os gestores conseguem visualizar rapidamente a variação do preço por estado e por tipo de combustível”, explicou.
O INCTF-OU mede a evolução de todos os custos da carga fracionada na operação urbana, incluindo coleta, distribuição, custos de administração e de terminais (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Nesses custos não estão contemplados impostos, pedágios e margem de lucro.
Tenha na íntegra o simulador e histórico do índice, abaixo:
O INCT-FR mede a evolução de todos os custos da carga fracionada na operação rodoviária, sendo assim incluindo-se transferência, custos de administração e de terminais (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Nesses custos não estão contemplados impostos, pedágios e margem de lucro.
Tenha na íntegra o simulador e histórico do índice, abaixo:
O DECOPE – Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas da NTC&Logística é responsável por estudos técnicos, voltados à apuração de custos de transporte rodoviário de cargas e logística, estatística do setor, estudos macroeconômicos e formação de índices de custos referenciais que medem a inflação do setor, dentre eles os dois com mais destaque são o INCTF – Índice Nacional de Custos de Transporte de Carga Fracionada e o Índice Nacional de Custos de Transporte de Carga Lotação, o INCTL.
O INCTF e INCTL têm como objetivo principal medir a evolução dos custos operacionais de transporte rodoviário de cargas e são índices do setor de transporte com grande repercussão e credibilidade, publicado no site da NTC e por todas as entidades que representam o transporte (Sindicatos e Federações), bem como em outros meios de comunicação. Eles servem ainda como instrumento de atualização de contratos públicos e privados no mercado de frete.
INFORME: Com a decisão do Governo Federal de encerrar o programa de desoneração da folha de pagamento, que permitia a substituição da contribuição previdenciária de 20% sobre a folha de salários, por alíquota sobre a receita bruta da empresa, desse modo o INCT já contempla a primeira etapado processo de reoneração da folha de pagamento.
O fechamento do Acordo de Convenção Coletiva dos trabalhadores em transporte rodoviário de carga – São Paulo, base do SETCESP em junho/25, acordaram índice de 7,0% (sete por cento) para o reajuste dos salários de motoristas e outras categorias profissionais.
INCT-F DECOPE/NTC DE DEZEMBRO/24 A DEZEMBRO/25
A NTC&LOGÍSTICA comunica aos associados que a variação média do (INCTF[1] DECOPE/NTC) foi de 0,72% no mês de dezembro e acumula nos últimos doze meses 5,13%(cinco virgula treze três por cento), entre janeiro de 2025 e dezembro de 2025 (dezembro de 2025*/- sobre dezembro de 2024 ou ainda, nos últimos doze meses).
O INCTF mede a evolução de todos os custos da carga fracionada, incluindo transferência, coleta e distribuição, custos administração e de terminais. Nesses custos não estão contemplados impostos, pedágios e margem de lucro.
INCTL – DECOPE/NTC DE DEZEMBRO/24 A DEZEMBRO/25
O INCTL[2] reflete a variação dos custos do transporte rodoviário de cargas fechadas ou lotações, ou seja, ele mede a evolução de todos os custos da carga completa, incluindo a transferência, a administração (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Ele, assim como o INCTF, também não contempla impostos e margem de lucro na sua apuração.
A sua variação média foi de 3,72%(três vírgula setenta e dois por cento) de janeiro de 2025 a dezembro de 2025 (dezembro de 2025 sobre dezembro de 2024, ou ainda nos últimos doze meses) e no mês variando 1,44%.
COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS
O preço por litro do óleo diesel S-10, teve uma ligeira variação de 0,16% no mês de dezembro/25, quando comparado com o mês anterior, sendo comercializado a R$ 6,08 p/litro. No período de 12 meses (dez-25 contra dez-24), a variação acumulada é de (0,82%), resultado, principalmente ditado pela nova regra política da Petrobrás.
O aditivo Arla 32, utilizado para reduzir as emissões de poluentes não registrou variação no mês. Desde março/12 até hoje, o aditivo já acumulou queda de (23,97%).
O óleo diesel comum, ainda consumido pela frota brasileira, teve variação acumulada em (0,82%) nos 12 meses. No mês de dezembro, o óleo foi comercializado a R$ 6,01 p/litro, contra R$ 6,06 p/litro no mesmo período do ano anterior, já o período mensal registrou variação de 0,17%.
COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DOS DEMAIS INSUMOS NA FRACIONADA
No mês, o veículo de transferência registrou variação 1,32% e o veículo de distribuição urbana uma variação de (3,52%), já os implementos tanto de transferência como o de distribuição não registrou variação, pneu – 275/80 R 22,5 com variação de 1,96%, recapagem 1,49%, salário do motorista 0,00%, seguro 1,23%.
Considerando o período de 12 meses, os insumos que contribuíram para a variação do INCTF na operação de transferência foram: veículo (0,31%), carroceria baú 3,99%,pneu – 275/80 R 22,5 com variação de (1,05%), recapagem (9,44%), rodoar 5,45%, lavagem com 3,40%, salário do motorista 7,00% e seguro do casco (0,03%).
Na operação de coleta e distribuição, os insumos que tiveram variação foram: veículo com variação de 3,33%, carroceria ¾ baú de alumínio com variação de 3,89%, pneu 215/75 – R 17,5 com 7,97%, recapagem com (11,20%), lavagem com 3,40%, seguros do casco e contra terceiros com 3,36%, salário de motorista 7,00% e salário de ajudante 7,00%.
DESPESAS ADMINISTRATIVAS
As despesas administrativas de uma forma geral registraram em dezembro variação 0,05% de 2025, quando comparada com as despesas do mês anterior. Já as despesas administrativas, exceto os salários, variaram 0,15%.
Nos 12 meses, as despesas administrativas vêm registrando alta de 7,66%, agravado principalmente, pelo reajuste do IPTU para 2025. A evolução acumulada das despesas administrativas, exceto salários, foi de 2,28%.
COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DOS PRINCIPAIS INSUMOS NA LOTAÇÃO
Nos 12 meses (dez/25 contra dez/24), o cavalo mecânico teve variação de (2,33%), semirreboque 4,22%, óleo cárter 10,07%, óleo câmbio 10,21%, seguros (1,51%), DAT – 4,51%, recapagem com 0,43%, lavagem 3,40%, rodoar 5,45% e 5,39% pneus – 295/80 R22.
INCT-FR, INCT-FOU INCVT e INCT-FRIG
A evolução completa do INCTF, do INCTL e dos demais índices (INCTFR, INCTFOU, INCVT – Índice Nacional do Custo Variável do Transporte e INCTFRIG Índice Nacional do Custo do Transporte Frigorífico), assim como dos insumos do transporte encontra-se à disposição dos filiados da NTC&LOGÍSTICA na área restrita aos associados do site www.portalntc.org.br. Para acessar esta área, clique no canal Técnico e Econômico. Em seguida, clique “Downloads”.
O Departamento Técnico e Econômico da NTC&LOGÍSTICA (DECOPE) coloca-se à disposição das empresas e entidades associadas para prestar qualquer informação complementar pelo telefone (0xx11) 2632-1526/1536 ou pelo e-mail economia@ntc.org.br.
[1] É livre a reprodução total ou parcial desta nota em qualquer meio de comunicação, desde que não sejam omitidos ou alterados aspectos essenciais à compreensão da mesma e desde que seja citada a fonte como segue: DECOPE/NTC&LOGÍSTICA – Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas/Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística.
[2]Este custo inclui custo peso, GRIS, custo valor para mercadorias de baixo valor (R$ 5.944,85 TON.) e PIS/COFINS. Não inclui taxa de lucro e pedágios. Franquia de 6 horas para carga e descarga. Acima disso, o custo adicional é de R$ 234,79 p/hora útil parada, ou R$ 9,76 por tonelada por hora útil.
A NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) realizará a primeira edição do CONET&Intersindical 2026 nos dias 26 e 27 de fevereiro, no ROYAL TULIP BRASÍLIA ALVORADA, em Brasília (DF). O evento tem como entidade anfitriã a FENATAC – Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas e Logística, com o apoio dos Sindicatos filiados à entidade.
O CONET&Intersindical é dividido em duas etapas:
1. CONET: apresentação de pesquisas de mercado realizadas pelo Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas (DECOPE) da NTC&Logística, além de debates sobre custos e tarifas do setor;
2. Intersindical: discussão de temas relacionados ao desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC).
O CONET&Intersindical consolidou-se como um dos eventos mais importantes do setor, reunindo os principais protagonistas do TRC, promovendo debates estratégicos, troca de experiências e oportunidades para o fortalecimento de parcerias.
Condições de Inscrição
l Inscrições realizadas até 31 de dezembro ➝ Desconto de 15% sobre os valores de sócio, não sócio e extra jantar.
l Inscrições realizadas até 31 de janeiro ➝ Desconto de 5% sobre os valores de sócio, não sócio e extra jantar.
l Inscrições realizadas de 1º a 19 de fevereiro ➝ Valores integrais, sem desconto.
As inscrições se encerram em 19 de fevereiro.
Hospedagem – Tarifas Especiais
Para a compra de hospedagem com tarifas especiais, utilize o PROMOCODE:
CONETNTCBSB
Canal de contato para reservas:
l Segunda a sexta-feira: das 9h às 18 horas
l Sábado: das 10h às 14 horas
l E-mail: df.reservas@goldentulip.com.br
l Telefone: (61) 3424-7018
Patrocine o evento e impulsione a sua marca.
Fale com Elisete Balarini pelo telefone/WhatsApp (11) 99404-9647 ou pelos e-mails assessoria@ntc.org.br e comercial@ntc.org.br
l NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística)
Entidade Anfitriã
l FENATAC (Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas e Logística)
Apoio
l Sindicatos filiados à FENATAC
Patrocinadores
l Geotab
l Road Card – Pamcard
Apoios Institucionais
l Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte; SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte; ITL – Instituto de Transporte e Logística)
A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) deu início a uma nova edição da Pesquisa de Mercado do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), voltada às empresas transportadoras de todo o país. O levantamento tem como objetivo avaliar a situação econômica do setor ao longo de todo o ano de 2025, identificando os principais desafios enfrentados, além de oportunidades, tendências e indicadores que impactam diretamente o desenvolvimento e a sustentabilidade das operações.
A coleta de informações será realizada por meio de um questionário objetivo e de fácil preenchimento, com perguntas de múltipla escolha, garantindo uma participação prática e acessível para as empresas. A colaboração do setor é essencial para que o estudo retrate com precisão a realidade do transporte de cargas no Brasil e forneça dados consistentes para a formulação de políticas públicas e estratégias empresariais.
Os resultados consolidados serão apresentados durante a primeira edição de 2026 do CONET&Intersindical (Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado), que será realizada no dia 26 de fevereiro, em Brasília (DF).
Empresa foca em cidades do interior e parcerias locais para consolidar atuação no território mineiro e nacional
O Mira Transportes planeja realizar uma expansão em Minas Gerais por meio de franquias, com foco em cidades do interior. Atualmente, a transportadora já atende a região Sul do Estado, com uma filial em Pouso Alegre, e possui duas unidades franqueadas em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), e em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.
A expectativa da empresa é expandir para algumas rotas do interior de Minas com essas operações franqueadas, permitindo que o Mira passe a realizar a distribuição em todo o território mineiro. Além disso, haverá captação na região do Triângulo Mineiro e nas principais rotas industriais do Estado, com distribuição voltada para as regiões Sul, Centro-Oeste e Norte do Brasil, além dos estados de São Paulo e Espírito Santo.
De acordo com o diretor comercial do Mira Transportes, Jansen de Jesus, as principais cidades no radar da empresa são Montes Claros, na região Norte de Minas Gerais, alguns municípios do Vale do Mucuri, como Teófilo Otoni, e Uberaba, também no Triângulo Mineiro. Esses locais poderão receber novas operações franqueadas da marca ao longo dos próximos meses.
O diretor explica que essa expansão será realizada, principalmente, por meio de parcerias com empresas locais, que já possuem conhecimento a respeito da malha de distribuição e dos principais desafios enfrentados na região. “Vamos unir forças com empresas já consolidadas no Estado para que possamos ganhar maior expertise na região”, ressalta.
Segundo Jansen de Jesus, a expectativa para 2026 é de crescimento entre 30% e 40% do negócio frente ao registrado no exercício anterior. Segundo ele, esse crescimento está fortemente ligado ao avanço da rede de franqueados. O foco dessa etapa do plano visa à ampliação da malha logística de distribuição.
Relevância do mercado mineiro
Jesus destaca que o mercado mineiro está entre os mais relevantes para os negócios da transportadora, chegando ao ponto de concorrer diretamente com São Paulo pela liderança na região Sudeste do País. Ele ainda garante que a empresa dedicará muito esforço comercial em Minas, não só pelo potencial que o Estado oferece como consumidor, mas também pelas grandes indústrias instaladas na região.
“Minas faz parte, de maneira fundamental, do plano estratégico e está entre as três principais regiões que vamos tratar com maior destaque, ao lado de São Paulo e toda a região Sul do País”, diz.
O diretor comercial do Mira também pontua que, além do potencial econômico de Minas Gerais, outro fator relevante desse mercado é a sua posição geográfica estratégica. Segundo ele, o Estado faz ligação com diferentes mercados atendidos pela empresa.
Entre os diferentes clientes que a empresa possui no mercado mineiro, os grandes destaques, segundo o diretor comercial, são as companhias do segmento de medicamentos, cosméticos, saúde e bem-estar. Além destas, ele menciona as indústrias têxtil e calçadista, de confecção, alimentícia, de autopeças e de eletrodomésticos.
Expansão nacional do Mira Transportes
Essa ampliação em Minas Gerais faz parte do plano estratégico da transportadora, voltado para a expansão nacional, para a formação de novas parcerias regionais e para o fortalecimento da atuação comercial. A empresa especializada em transporte de cargas fracionadas projeta ampliar sua presença em diversas praças do país, consolidando sua atuação em mercados-chave e em nichos de alta demanda do setor de logística e transporte.
O diretor destaca que o atual momento de transformação da empresa passa por um plano estruturado e pautado em diretrizes claras de crescimento e execução. Ele afirma que a transportadora não está apenas com boas expectativas para este ano, mas com um roadmap, ou roteiro, de ações para gerar resultados consistentes.
“Nosso foco é expandir com eficiência, consolidar parcerias regionais que conhecem profundamente seus mercados e fortalecer nossa presença em segmentos essenciais como Farma, Saúde, Bem-Estar, Cosméticos e Autopeças”, afirma.
Dentro do plano estratégico de expansão, as novas parcerias regionais serão fundamentais para garantir a eficiência e competitividade no atendimento. Nesse caso, Minas figura entre os mercados estratégicos para a empresa. “Essas parcerias nos permitem atuar com profundidade local, aproveitando o conhecimento das realidades regionais para aumentar a eficiência e responder com agilidade às demandas dos clientes”, acrescenta.
Além disso, o crescimento também está amparado por um conjunto de ações internas voltadas à profissionalização da gestão comercial e operacional. O Mira Transportes tem colocado em prática algumas ações que reforçam a governança dos processos de gestão, garantindo o acompanhamento frequente de metas e indicadores como faturamento, nível de serviço, produtividade e satisfação do cliente.
Concessões rodoviárias, avanços ferroviários e obras estratégicas reforçam a integração logística da região com os principais corredores de exportação do país
Em 2025, o Centro-Oeste viveu um dos períodos mais transformadores de sua infraestrutura de transportes. Com investimentos públicos e privados, a região avançou em obras estruturantes, consolidou concessões estratégicas e ampliou sua integração com os principais corredores de exportação do país.
O resultado é um novo ciclo logístico que fortalece o agronegócio, reduz custos operacionais e aproxima Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal de mercados essenciais.
As concessões tiveram papel determinante na reorganização das rotas do Brasil Central. Ao longo do ano, três leilões – Rota da Celulose, Rota Agro e Rota Sertaneja – somaram R$ 28 bilhões em recursos e uma estimativa de geração de mais de 240 mil empregos.
O primeiro foi o da Rota da Celulose, que modernizará 870 quilômetros de rodovias federais e estaduais em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O modelo prevê R$ 10,1 bilhões em investimentos, com duplicações, terceiras faixas, novos acostamentos, Pontos de Parada e Descanso (PPDs) e a construção do contorno rodoviário de Três Lagoas.
Na sequência, a Rota Agro reforçou o corredor que liga o norte de Mato Grosso ao Arco Norte, um dos trechos que mais crescem no volume de grãos no país, com intervenções voltadas à ampliação da capacidade de tráfego e à segurança viária. O trecho de 490 quilômetros entre os estados de Goiás e Mato Grosso receberá investimento de R$ 7,26 bilhões.
Encerrando o ciclo de leilões em 2025 no Centro-Oeste, a Rota Sertaneja consolidou uma das entregas mais relevantes no território. O projeto de concessão foi celebrado como um marco de desenvolvimento regional, com aporte de R$ 10,4 bilhões e um grande estímulo à geração de empregos.
O trecho atravessa áreas de intensa atividade agropecuária e polos logísticos em expansão, que reúne desde produção agrícola até centros de distribuição de grandes varejistas.
Mobilidade urbana e qualidade da malha viária
O Centro-Oeste também progrediu de forma expressiva em obras que fortalecem a conexão logística com Norte, Centro-Norte e Sudeste do Brasil. Entre as principais entregas de 2025, destacam-se a BR-163/MS que teve o contrato de concessão modernizado e contará com quase R$ 10 bilhões em investimentos; a BR-153/GO/TO, com aporte de R$ 500 milhões para duplicações, e a entrega da nova travessia urbana da BR-050/GO, em Catalão, no Sudeste de Goiás.
Com esse conjunto de melhorias, a região encerrou 2025 com um dos melhores indicadores rodoviários do país: segundo o Índice de Condição da Manutenção (ICM) do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), 85% das rodovias goianas são classificadas como boas. Em Mato Grosso, 77%, e em Mato Grosso do Sul, 76%.
Rota COP30 no Centro-Oeste
A participação do ministro Renan Filho no leilão da Rota Sertaneja – realizada remotamente enquanto a Caravana Rota COP30 avançava pelo país – simbolizou a conexão entre os projetos em andamento e os novos contratos que moldarão o futuro da infraestrutura brasileira.
A caravana visitou obras-chave para o Centro-Oeste. Entre elas, destacam-se:
● BR-080/DF – Brazlândia: R$ 314 milhões do Novo PAC;
● BR-153/GO – Uruaçu, Campinorte, Rialma e Rianápolis: 53,44 km duplicados; investimento de mais de R$ 500 milhões.
Escoamento da produção por trilhos
No modal ferroviário, o destaque em 2025 foi a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico). A obra, que conectará Goiás a Mato Grosso e se integrará à Ferrovia Norte-Sul, ultrapassou 35% de execução, consolidando-se como eixo estratégico para o escoamento agrícola.
Outros avanços que fortalecem o transporte ferroviário na região incluem cada vez mais esforços e investimentos para a operação plena da Ferrovia Norte-Sul (FNS) e da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) em Goiás, além de estudos para novas ligações estaduais entre Mineiros, Jataí, Rio Verde, Barra do Garças e Acreúna.
A Política Nacional de Outorgas Ferroviárias, lançada em 2025 pelo Ministério dos Transportes e que prevê oito leilões em 2026, inclui a Malha Oeste – ferrovia estratégica que tem início em Mato Grosso do Sul. Com isso, se abre a possibilidade de transformar o corredor de exportações do estado, ampliando a eficiência do transporte de minérios, combustíveis, celulose e demais cargas de alto volume.
O acordo recebeu aval político dos países da União Europeia
A conclusão do acordo de parceria entre o Mercosul e a União Europeia é vista como um avanço relevante para a inserção internacional da indústria brasileira, ao ampliar o acesso a mercados, estimular investimentos e reforçar compromissos ligados à sustentabilidade. A iniciativa é avaliada como estratégica para setores industriais que buscam maior integração a cadeias globais de valor e alinhamento a padrões regulatórios mais exigentes.
Nesse contexto, a Associação Brasileira da Indústria Química considera que o acordo cria condições para ampliar exportações, incentivar o intercâmbio tecnológico e fortalecer uma agenda de inovação associada a baixo carbono e bioeconomia. A entidade aponta que a aproximação com o mercado europeu tende a contribuir para a modernização do ambiente de negócios, com impactos positivos sobre previsibilidade regulatória, governança e competitividade de longo prazo do setor químico nacional.
A avaliação também destaca que o fortalecimento da relação comercial ocorre em um momento em que o país busca diversificar sua pauta exportadora e avançar em um processo de reindustrialização baseado em inovação. A expectativa é de efeitos positivos sobre investimentos produtivos, geração de empregos qualificados e crescimento econômico.
O acordo recebeu aval político dos países da União Europeia e segue para assinatura formal, com possibilidade de entrada em vigor de forma bilateral após a ratificação nos parlamentos. Considerado um dos maiores acordos de livre comércio do mundo, o tratado prevê ampla liberalização tarifária e capítulos voltados a temas como sustentabilidade, propriedade intelectual e novas tecnologias, além de potencial impacto positivo sobre o PIB brasileiro no longo prazo.
Mais de 70 dispositivos de fiscalização ainda serão instalados até completar 649 unidades distribuídas por estradas paulistas
O Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER-SP), órgão vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, inicia a operação de dez novos equipamentos de fiscalização eletrônica de velocidade a partir da 0h desta terça-feira, 13 de fevereiro. A implantação eleva para 577 o total de radares em funcionamento na malha de rodovias estaduais não concedidas, sob gestão direta do órgão.
A medida integra o cronograma de expansão do sistema de fiscalização automática estabelecido pelo Edital nº 145/2023, que prevê a instalação total de 649 dispositivos ao longo dos mais de 12 mil quilômetros de rodovias estaduais. Os pontos selecionados para a instalação dos novos equipamentos foram determinados com base em critérios técnicos, que incluem análise histórica de acidentes, registros de excesso de velocidade, características geométricas da via, identificação de pontos críticos e trechos com presença de fauna silvestre.
Todos os locais contam com a devida sinalização vertical indicativa do limite de velocidade específico para o trecho, conforme a regulamentação vigente. Motoristas flagrados trafegando acima do permitido serão autuados.
Os demais equipamentos previstos no contrato do edital encontram-se em fase de implantação, sujeitos aos procedimentos padrão de testes técnicos e homologação antes da entrada em operação. O início da fiscalização nos novos pontos foi oficialmente publicado no Diário Oficial do Estado e divulgado pelos canais de comunicação do governo.
Nova etapa da reoneração pode gerar impacto acumulado de até 3% nos custos e reduzir margens do setor em cerca de 60%
A segunda etapa do fim da desoneração da folha de pagamento entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026 e já começa a produzir efeitos mais intensos sobre o Transporte Rodoviário de Cargas, setor responsável por mais de 65% da logística nacional.
A medida restabelece, de forma gradual, a contribuição previdenciária de 20% sobre a folha de salários, elevando significativamente os custos das empresas. Por se tratar de uma atividade intensiva em mão de obra, o Transporte Rodoviário de Cargas sente de maneira direta o aumento dos encargos sociais.
Simulações realizadas pelo DECOPE da NTC&Logística (Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas) indicam que o impacto médio direto alcança cerca de 1,5% ao ano. Com a soma da primeira etapa, iniciada em 1º de janeiro de 2025, o impacto acumulado chega a 3% em 2026, patamar equivalente a aproximadamente 60% do lucro médio do setor.
Os efeitos, no entanto, vão além das transportadoras. Reajustes promovidos por fornecedores de serviços e por transportadores autônomos agregados ampliam o impacto total, que pode ser duas a três vezes superior ao efeito direto. Esse cenário tende a pressionar o valor do frete e, consequentemente, os preços de bens essenciais.
A NTC&Logística destaca que o setor não possui capacidade para absorver novos custos. Pesquisa recente aponta uma defasagem média superior a 10% entre o frete praticado e o custo real das operações.
Sem a devida recomposição do frete, a nova etapa da reoneração tende a reduzir de forma significativa o resultado médio das empresas, com reflexos diretos sobre a cadeia produtiva, impacto inflacionário e prejuízos aos investimentos necessários para manter e aprimorar a qualidade e a segurança dos serviços prestados.
São Paulo, 13 de janeiro de 2026.
Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística)
Encontro on-line reuniu entidades e representantes do setor para discutir a política de preços mínimos do frete no Transporte Rodoviário de Cargas
A NTC&Logística participou, ontem (12), da Reunião Participativa nº 13/2025, promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), realizada de forma on-line, com foco na discussão sobre o Piso Mínimo de Frete. A entidade foi representada pela Dra. Gil Menezes, assessora jurídica, e pelo engo Lauro Valdivia, assessor técnico.
A reunião foi conduzida por José Aires Amaral Filho, superintendente de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas da ANTT, e teve como objetivo ampliar o diálogo com os representantes do setor sobre a política de preços mínimos do frete, tema de grande relevância para as empresas de Transporte Rodoviário de Cargas.
Também participaram do encontro entidades do setor, como a Confederação Nacional do Transporte (CNT); a Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Estado do Rio Grande do Sul (FETRANSUL) e a Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP).
Esta Reunião Participativa nº 13/2025 é a 6ª do 9º Ciclo Regulatório de discussões que integra a agenda da ANTT de fortalecimento do diálogo institucional com o setor regulado, permitindo que as entidades representativas contribuam tecnicamente para o aprimoramento das normas relacionadas ao Piso Mínimo de Frete e seus impactos no mercado de transporte.
O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Campinas e Região (SINDICAMP) iniciou, neste mês, um novo ciclo de gestão com a posse da executiva Rafaela Cozar como presidente da entidade e a diretoria para o triênio 2026–2028. Com mais de uma década de atuação no setor, Rafaela assume a liderança do sindicato como a primeira mulher a ocupar o cargo em mais de 40 anos de história da entidade.
Rafaela já integrava a diretoria como vice-presidente e possui uma trajetória consolidada no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), especialmente à frente da Roda Brasil Logística, onde atua há mais de 10 anos, sendo os últimos cinco como head de gestão e inovação. Reconhecida por seu perfil estratégico e pela defesa de pautas ligadas à inovação, sustentabilidade e valorização do setor, a executiva assume a presidência com o compromisso de dar continuidade à evolução institucional do SINDICAMP.
“Iniciar este novo ciclo à frente do SINDICAMP é motivo de grande honra e responsabilidade. Vamos seguir fortalecendo a representatividade do sindicato, promovendo o desenvolvimento das empresas associadas e incentivando a transformação do setor por meio da inovação, da sustentabilidade e do diálogo com a sociedade”, afirma Rafaela.
A nova gestão contará com um grupo de profissionais experientes e comprometidos com o fortalecimento institucional da entidade e com os avanços do TRC na região. Integram a diretoria eleita:
1ª Vice-Presidência: José Alberto Panzan (Anacirema Transportes Ltda.)
2ª Vice-Presidência: Natália Valente Bigato (Transportadora Capivari Ltda.)
Secretário Geral: Artur Mendes de Souza (RKM Transportes Ltda.)
Suplente de Secretário-Geral: Herminio Mosca Junior (Mosca Logística Ltda.)
Suplente de Diretor Financeiro: Walter Antônio Darri (Transportes A Jacto Ltda.)
Compõem o Conselho Fiscal:
Vitor Hugo Imbrunito da Silva (TB Cargo Logística Integrada Ltda.)
João Guimarães Bessa (Transjordano Ltda.)
Maria Célia da Silva (Transcelestial Transportes Ltda.)
Suplentes do Conselho Fiscal:
Ana Cláudia Caveagna (Apolo Transportes Ltda.)
Paulo Kujiraoka (Fênix Empresa Transportadora de Cargas Ltda.)
Thays Caroline Souza Boscatto (SAT Logística e Transportes Ltda.)
Entre as prioridades da nova gestão estão a modernização da atuação sindical, o fortalecimento de programas de qualificação e inovação, o estreitamento do relacionamento com o poder público e entidades parceiras, além de uma escuta mais ativa das empresas associadas para atender às demandas locais e regionais. Rafaela também pretende ampliar o debate sobre diversidade e inclusão no transporte, promovendo um ambiente mais representativo e alinhado aos desafios contemporâneos.
“Estamos vivendo um momento de mudanças aceleradas, e o setor de transporte precisa acompanhar essa transformação. O SINDICAMP tem um papel fundamental como agente de fomento, apoio técnico e ponte entre as empresas e a sociedade. Vamos trabalhar juntos, com transparência, escuta ativa e ações concretas”, reforça a nova presidente.
A cerimônia de posse da nova diretoria aconteceu durante o Jantar de Confraternização em comemoração aos 20 anos do Programa Inovação, Estratégia e Gestão Empresarial, projeto idealizado e conduzido pelo SINDICAMP, realizado em dezembro de 2025. O evento marcou não apenas o encerramento de um ciclo importante para a entidade, mas também o início de uma nova gestão comprometida com o fortalecimento do setor. O calendário de ações para 2026 já está em fase de planejamento, com a continuidade de programas consolidados, como o Programa Inovação Empresarial, e das iniciativas em parceria com o Programa Despoluir e o Instituto Paulista do Transporte de Cargas (IPTC).
Setor de concessões encerra 2025 com alta de 2,5%, mas analistas veem 2026 desafiador, com juros altos e crédito restrito podendo frear consumo e transporte de cargas
O Índice ABCR, principal termômetro do tráfego em estradas concedidas do país, encerrou 2025 com crescimento moderado, mas apresentou sinais de desaceleração e desempenhos divergentes entre categorias de veículos no último mês. Elaborado pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) em parceria com a Tendências Consultoria, o indicador avançou 0,5% em dezembro de 2025, na comparação dessazonalizada (ajustada para efeitos sazonais) com novembro. Este resultado mensal, no entanto, esconde movimentos opostos: enquanto o fluxo de veículos leves subiu 0,5%, o de pesados recuou expressivos 3,5%.
Na análise interanual, comparando dezembro de 2025 com o mesmo mês de 2024, o cenário é mais robusto, com alta total de 3,6%. Nesse período, ambos os segmentos contribuíram positivamente, sendo que os leves cresceram 3,4% e os pesados, 4,3%.
Considerando o acumulado de todo o ano de 2025, o índice total registrou expansão de 2,5%. O desempenho foi puxado por uma alta de 2,6% no fluxo de veículos leves, enquanto os pesados tiveram incremento um pouco mais modesto, de 2,3%.
Segundo análise de Thiago Xavier e Felipe Melchert, economistas da Tendências Consultoria, o desempenho anual refletiu a combinação de um mercado de trabalho dinâmico – que ampliou os deslocamentos cotidianos e fortaleceu a renda familiar, sustentando viagens a passeio – com a expansão contínua do e-commerce, maior demanda por serviços logísticos e o bom desempenho da produção agropecuária, fatores decisivos para o setor de cargas.
Eles destacam que, em dezembro, os veículos leves atingiram o maior patamar histórico da série dessazonalizada. Em contrapartida, os pesados registraram a segunda queda consecutiva após o pico de outubro, movimento influenciado pelo efeito calendário, com menos dias úteis no mês.
Para 2026, a perspectiva apontada pela consultoria é de desafios. Uma conjuntura macroeconômica com crédito restrito, inadimplência elevada e juros em patamares altos deve limitar o consumo e reduzir a demanda por bens industriais, impactando negativamente o transporte pesado. Medidas governamentais, como a reforma do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) e programas de estímulo setorial, são vistas como fatores que podem oferecer resiliência e sustentar parte da demanda por viagens e pelo segmento comercial.
A análise por estados revela perfis distintos no último mês do ano. No Rio de Janeiro, o fluxo total de veículos nas praças de pedágio recuou 0,2% em dezembro frente a novembro (série dessazonalizada). A ligeira alta de 0,2% nos leves não foi suficiente para compensar a queda de 1,5% nos pesados. No acumulado do ano, o estado registrou crescimento total de 1,6%, com leve alta de 1,4% nos automóveis e 2,4% nos caminhões.
Já em São Paulo, maior malha concedida do país, o índice total apresentou recuo de 0,3% em dezembro. O resultado decorreu da estabilidade (0,0%) no fluxo de veículos leves e de uma forte contração de 3,9% no segmento de pesados. Em relação a dezembro de 2024, entretanto, o estado teve alta expressiva de 3,2%. No acumulado de 2025, o avanço foi de 2,0%, com ambos os segmentos crescendo de forma muito próxima: 2,0% os leves e 1,9% os pesados.
Plano Nacional de Logística aposta em visão de longo prazo, escuta do setor produtivo e integração multimodal, mas sucesso depende de blindagem contra descontinuidades políticas
O Plano Nacional de Logística 2050 (PNL 2050), em fase de consolidação pelo governo federal, reúne condições técnicas e institucionais inéditas para orientar os investimentos em infraestrutura de transportes no Brasil nas próximas décadas. A conclusão é dos especialistas ouvidos pelo portal Transporte Moderno nesta semana. No entanto, o sucesso do Plano dependerá essencialmente de sua capacidade de se consolidar como uma política de Estado, e não como mais uma iniciativa restrita a um ciclo de governo.
“O maior aprendizado dos últimos 25 anos é que planejamento logístico não pode estar atrelado a mandatos”, afirma Paulo Resende, professor de Logística e Transporte da Fundação Dom Cabral e diretor do Núcleo de Infraestrutura, Supply Chain e Logística da instituição. “Se o PNL 2050 não se transformar em um Plano de Estado, ele corre o risco de repetir a trajetória dos planos anteriores, que foram descontinuados a cada mudança de governo.”
Desde os anos 1990, o país acumulou pelo menos cinco grandes iniciativas de planejamento em infraestrutura e logística, como o Brasil em Ação, o PAC, o Plano de Integração Logística e o PNL 2035. Embora esses programas tenham ajudado a consolidar diagnósticos e a listar projetos estruturantes – como ferrovias, rodovias e corredores de exportação –, poucos conseguiram avançar de forma consistente na execução.
Segundo Resende, o PNL 2050 incorpora aprendizados relevantes desse histórico. Um dos principais diferenciais é a visão de longo prazo, com horizonte até 2050, o que confere maior previsibilidade para investidores, especialmente em projetos intensivos em capital, como ferrovias e hidrovias. “Esse tipo de infraestrutura exige planejamento de décadas. O Plano coloca o Brasil no radar de investidores globais ao sinalizar claramente quais modais e corredores serão priorizados”, diz.
Outro avanço destacado pelo especialista é a escuta estruturada do setor produtivo. Diferentemente de planos anteriores, o PNL 2050 considerou a demanda logística de cerca de 40 setores econômicos, ouvindo embarcadores, operadores e representantes de diferentes cadeias produtivas. “Isso dá mais realismo ao planejamento, porque parte de quem usa efetivamente a infraestrutura”, afirma.
A integração entre modais também é central no desenho do Plano. O PNL 2050 busca equilibrar a matriz de transportes, hoje fortemente concentrada no modal rodoviário, ao fortalecer ferrovias, hidrovias, cabotagem e portos, organizados em corredores logísticos integrados. A proposta é reduzir custos, aumentar eficiência e mitigar gargalos históricos no escoamento da produção e no atendimento ao mercado interno.
Para Olivier Girard, sócio-diretor da consultoria Macroinfra, a principal inovação do PNL 2050 está na hierarquização dos projetos. “Os Planos anteriores eram grandes listas de obras, sem uma definição clara de prioridade. Agora, o Plano tenta responder à pergunta fundamental: o que fazer primeiro, considerando a escassez de recursos?”, afirma.
Segundo Girard, o uso de dados mais sofisticados, baseados em custos logísticos reais – e não apenas em estimativas teóricas – torna o planejamento mais aderente à tomada de decisão das empresas. “Hoje o embarcador escolhe rotas e modais com base em custos efetivos, monitorados por sistemas de controle. O Plano passa a dialogar melhor com essa realidade”, diz.
Guardião do PNL
Apesar dos avanços, Girard aponta desafios relevantes. Um deles é a fragmentação de dados, especialmente no transporte rodoviário, responsável por cerca de 65% da movimentação de cargas no país. A expectativa é que a reforma tributária, ao unificar bases de informações hoje dispersas entre os Estados, contribua para melhorar a qualidade do planejamento no médio prazo.
Os dois especialistas convergem na avaliação de que a governança será decisiva para a perenidade do PNL 2050. Resende defende a criação de uma instância “guardiã” do Plano, com participação de instituições não governamentais, universidades, órgãos de controle e Congresso Nacional, capaz de blindar o planejamento contra ciclos políticos. Girard vai na mesma linha e sugere um órgão suprapartidário e autônomo, responsável por assegurar a continuidade das diretrizes ao longo do tempo.
Iniciativa privada
No financiamento, a avaliação é que a maior parte dos investimentos deverá vir da iniciativa privada, por meio de concessões e parcerias público-privadas. O governo estima que a carteira ferroviária associada ao PNL 2050 possa atrair cerca de R$ 140 bilhões em investimentos diretos, com potencial de alavancar valores ainda maiores ao longo do desenvolvimento dos projetos. “A previsibilidade regulatória e jurídica é essencial para o investidor de longo prazo”, afirma Girard.
Em consulta pública até 18 de janeiro de 2026, o PNL 2050 é o primeiro Plano formulado sob as diretrizes do Planejamento Integrado de Transportes (PIT). Para os especialistas ouvidos por Transporte Moderno, o desenho técnico é mais robusto do que em experiências anteriores. O principal desafio agora é garantir que o planejamento sobreviva às alternâncias políticas e se consolide como um projeto permanente para o país.
Intervenções incluem duplicações, recuperação asfáltica, ciclovias e iluminação
O governo Leite está investindo mais de R$ 350 milhões nas rodovias do litoral do Rio Grande do Sul para melhorar a trafegabilidade e a segurança. De norte a sul, são realizados serviços de manutenção, restauração e duplicação de pavimento, executados pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), vinculado à Secretaria de Logística e Transportes (Selt).
A recuperação da RSC-101 teve o contrato ampliado em 2025, com acréscimo de R$ 51,8 milhões. No total, o investimento na rodovia é de R$ 146,8 milhões. O trecho contempla 186 quilômetros de extensão, de Osório a Tavares, passando por Mostardas, Capivari do Sul e Palmares do Sul.
Atualmente, os serviços se concentram nas regiões de Mostardas e Capivari do Sul, onde são realizadas fresagens para a colocação de novo revestimento. As ações incluem a qualificação do pavimento, a melhoria da capacidade de carga da estrada e a pintura horizontal.
Em Tramandaí, está em andamento a duplicação de trecho da ERS-786, com investimentos de R$ 15,2 milhões. Os serviços ocorrem na interseção de Nova Tramandaí e incluem pavimentação, implantação de ciclovia, alargamento com duas faixas em cada sentido e iluminação. A obra é realizada a partir de um convênio do Estado com o município. Neste ano foram realizados serviços de recuperação asfáltica na cidade. Os trabalhos, iniciados em maio, foram concluídos em junho, com investimento de R$ 3,5 milhões.
Na mesma rodovia, foi entregue, no início de 2025, a duplicação no trecho da Avenida Paraguassu, entre as Avenidas Caxias do Sul e Ovídio Barbieri, com extensão de 2,7 quilômetros. O investimento foi realizado a partir de convênio entre a Prefeitura de Imbé, com aporte de R$ 17,1 milhões, sendo R$ 12,7 milhões do governo estadual. A duplicação contempla colocação de duas pistas em cada sentido, ciclovia, estacionamentos junto ao canteiro central e nas laterais, além da instalação de nova iluminação.
Obras são essenciais para segurança
No litoral sul, o governo do Estado também realiza obras de duplicação. A ampliação da capacidade da ERS-734, entre Rio Grande e a praia do Cassino, está recebendo investimento superior a R$ 87 milhões. A obra contempla 6,53 quilômetros da rodovia e, além de pista dupla, inclui ciclovia, calçadas e iluminação. A fim de proporcionar mais segurança ao tráfego no verão, o Daer está concluindo a sinalização horizontal do lado esquerdo da duplicação entre o Km 0 e Km 5 e complementará sinalizações provisórias para orientar os motoristas. Além disso, estão sendo instalados postes de iluminação. No trecho já duplicado da ERS-734, no Cassino, o órgão realiza operação de conservação com investimento de R$ 2 milhões.
Para o titular da Selt, Juvir Costella, as obras são essenciais para garantir conforto e segurança nos deslocamentos das famílias para o veraneio. “A temporada de férias eleva muito o uso dessas rodovias, por isso a necessidade de qualificação. Estamos entregando uma infraestrutura que também estimula o desenvolvimento econômico e garante uma mobilidade mais segura o ano inteiro”, pontua.
O diretor-geral do Daer, Luciano Faustino, destaca que as melhorias contemplam a necessidade de cada região, modernizando a malha viária. “Monitoramos o uso das rodovias e sabemos a necessidade de ampliar a capacidade das estradas, assim como de qualificar o pavimento para o escoamento de safras e transporte de produtos”, salienta.
Pontes qualificam a conexão regional
Em 2025, foram entregues duas pontes no litoral. Com investimento de R$ 6,5 milhões, a ponte que liga os municípios de Caraá e Santo Antônio da Patrulha foi entregue em junho deste ano. A ponte é da classe 45 toneladas, com duas faixas de tráfego e acostamento, 10,4 metros de largura e 60,55 metros de extensão. A obra está no escopo do Plano Rio Grande, assim como a ponte de Três Cachoeiras, inaugurada em fevereiro de 2025, no Km 7 da ERS-494, com duas pistas e extensão de 40,35 metros, que recebeu investimento de R$ 5,2 milhões.
Também no litoral, está sendo construída a ponte sobre o Rio Três Forquilhas, na ERS-417, entre Itati e Três Forquilhas, que está mais de 90% concluída. A estrutura, com 88 metros de extensão, tem investimento superior a R$ 8 milhões e integra a lista de obras prioritárias do Plano Rio Grande.
Liderado pelo governador Eduardo Leite, o Plano Rio Grande é um programa de Estado criado para proteger a população, reconstruir o Rio Grande do Sul e torná-lo ainda mais forte e resiliente, preparado para o futuro.
Outras cinco novas pontes, que tiveram convênio assinado pelo Estado com o Consórcio Intermunicipal de Infraestrutura Rodoviária Urbana e Rural (Cidirur), serão construídas na região:
Ponte sobre o rio Mengue, na ERS-494, em Morrinhos do Sul, com extensão de 38 metros e investimento de R$ 4,3 milhões.
Ponte sobre o rio de Dentro, na ERS-494, em Mampituba, com 39 metros de extensão e investimento de R$ 4,4 milhões.
Ponte sobre o arroio Lajeadinho, na ERS-494, em Três Cachoeiras, com 53 metros de extensão e investimento de R$ 6,5 milhões.
Ponte sobre o rio Negro, na ERS-494, em Morrinhos do Sul, com 26 metros de extensão e investimento de R$ 2,9 milhões.
Ponte sobre o arroio Três Forquilhas, na ERS-417, em Três Forquilhas, com 69 metros de extensão e investimento de R$ 7,8 milhões.
Governador em exercício anuncia R$ 5 milhões para melhorias na ERS-786, em Balneário Pinhal.
Estrada do Mar terá melhorias
O governo confirmou a construção de um viaduto no cruzamento da ERS-407 com a Estrada do Mar, em Xangri-lá, estimado em R$ 40 milhões, com previsão de lançar edital em breve.
Além disso, o Daer recebeu autorização do governo estadual para contratar a empresa responsável pelos estudos iniciais da duplicação da Estrada do Mar (ERS-389), que irão definir o cronograma e os custos da obra. A contratação deverá ocorrer no início de 2026, e o anteprojeto da duplicação será elaborado ao longo do próximo ano.
Importante ressaltar que a área em que irá ocorrer o alargamento da rodovia já é pública, ou seja, dessa forma o governo não precisará gastar com desapropriações para a execução da obra.
Os portos de Santa Catarina movimentaram um total de 65,7 milhões de toneladas de cargas ao longo de 2025. O volume representa um crescimento de 4,78% em comparação com o ano anterior. O levantamento foi realizado pela Diretoria de Integração de Modais e Gerência de Portos, vinculada à Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias, com base nos dados fornecidos pelos administradores dos terminais portuários.
O desempenho do setor portuário catarinense superou a média de crescimento nacional, registrada em 4%. Com esses números, o estado consolida a posição de segundo maior movimentador de contêineres do Brasil, atrás de São Paulo, com o porto de Santos (SP), e à frente do Maranhão.
“Nós estamos modernizando, revitalizando, aumentando a capacidade dos nossos portos. Os resultados mostram que estamos no caminho certo, e a gente vai continuar investindo em obras e ações que garantam agilidade, reforçando a logística e o dinamismo da economia catarinense”, afirmou o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL).
Na análise específica de contêineres, Santa Catarina ultrapassou, pela primeira vez, a marca de 3 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). O volume corresponde a 20,5% de toda a movimentação desta modalidade no país.
São Francisco do Sul lidera movimentação entre portos de Santa Catarina
Em números absolutos de carga geral, o porto de São Francisco do Sul liderou a movimentação no estado, com 17,5 milhões de toneladas, acumulando um crescimento de 39% nos últimos três anos. Na sequência, aparecem o porto Itapoá (15,5 milhões), a Portonave (10,8 milhões), o terminal aquaviário de São Francisco do Sul (10 milhões), o porto de Imbituba (7 milhões) e o porto de Itajaí (4,7 milhões). Outros terminais somaram 376,9 mil toneladas.
No segmento de contêineres, o porto Itapoá movimentou 1,5 milhão de TEUs, posicionando-se como o maior terminal privado de contêineres do Brasil e o terceiro maior em movimentação geral, atrás apenas da Santos Brasil e da BTP (ambos no porto de Santos). A Portonave registrou 1,1 milhão de TEUs, seguida pelo porto de Itajaí (386,4 mil TEUs) e pelo Porto de Imbituba (106,2 mil TEUs).
“Estamos diante de dados que precisam ser comemorados. O trabalho realizado pelos portos segue obtendo resultados acima da média nacional e refletem todo o empenho de um setor que é muito importante para a economia catarinense”, comentou o secretário catarinense de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins.
Os dados consolidados e finais sobre a movimentação portuária, tanto de Santa Catarina quanto do restante do país, devem ser divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em fevereiro.
O INCTL reflete a variação dos custos do transporterodoviário de cargas fechadas ou lotações, ou seja, ele mede a evolução de todos os custos da carga completa, incluindo a transferência, a administração (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Ele, assim como o INCTF, também não contempla impostos e margem de lucro na sua apuração.
Tenha na íntegra o simulador e histórico do índice, abaixo: