por comjovem | fev 7, 2019 | Artigos, Núcleo Sul de Santa Catarina
Primeiramente para responder esta pergunta bastante difícil deverá ser averiguado os envolvidos no processo, mas não de maneira genérica e sim individual.
Explico melhor ao afirmar que mesmo transportadores podem encorajadamente acreditar que o tabelamento de frete possa gerar artificialidade no mercado e provocar uma derrocada busca por caminhões. Consequentemente o preço de todos os insumos da cadeia produtiva de transportes subirá. Notamos rapidamente após a publicação no diário oficial frente a grande paralização dos caminhoneiros que houve uma procura por veículos. O número de caminhões antigos em circulação aumentou. Muitos destes estavam parados e voltaram a circular. Nem mesmo iremos entrar nos méritos desta condição precária que muitos rodam.
Por outro lado os fabricantes não perderam tempo e aumentaram consideravelmente os valores dos caminhões e implementos. Alegaram ser fundamental para manutenção dos seus negócios, mas sabemos que trata-se da maior procura por veículos e equipamentos.
O que muitos não enxergam é que receber um pouco mais não dará contrapartida para equilibrar os custos majorados. Este mesmo movimento vimos nas peças de reposição, componentes, pneus e até mesmo na mão de obra, que em momentos de maior oferta de vagas podem de certa forma barganhar a oportunidade de emprego.
A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) busca na sua ânsia de fiscalizar cumprir as normativas do antigo governo federal, e que a partir do dia nove de novembro de 2018 pode autuar os descumpridores da tabela mínima de frete.
Pelo regulamento, para o contratante que fechar o serviço por valor abaixo do piso mínimo, a multa será de duas vezes a diferença entre o valor pago e o piso devido com base na tabela, limitada ao mínimo de R$ 550 e ao máximo de R$ 10,5 mil. Para o transportador que realizar o serviço em valor inferior ao piso mínimo a multa será de R$ 550.
Já os responsáveis por anúncios de ofertas para contratação do transporte rodoviário de carga em valor inferior ao piso mínimo estarão sujeitos à multa de valor de R$ 4.975.
Por fim, vale lembrar que o transporte rodoviário de carga nacional sempre operou pela livre concorrência, e um governo pressionado pôs em cheque toda cadeia produtiva impondo valores referenciais ao mercado.
O mercado é e deve continuar sendo autorregulado por si só e não arbitrariamente. Concluiria que os maiores problemas vistos não são os preços, mas sim o que levam os baixos preços. Um dos grandes fatores, sem dúvida alguma, é a sonegação. Uma vez que o atual governo passe a compor maior rigor, fiscalizar e autuar os maus empresários ou mesmo autônomos que pouco ou nada pagam de impostos, passaremos a ter um mercado mais transparente e justo para todos.
Responsável: Fernando Natal
por comjovem | fev 6, 2019 | Artigos, Núcleo São Paulo
Ao iniciar a carreira dentro das empresas é comum, o fato do jovem empresário, não necessariamente de idade, mas na vontade avassaladora de empreender, procurar meios técnicos de como fazer diferente, ou mesmo implementar processos que busquem inovações, consequentemente, a eficiência operacional.
Nesse sentido, ele inicia a procura para conseguir os referidos conhecimentos técnicos. Seja nas faculdades, cursos técnicos ou especializados em Gestão. Mas, o grande pulo do gato, é conhecer outros empresários que estão com entusiasmo para empreender, ou mesmo, aqueles que já venceram que construíram empresas solidas, que estão de portas abertas para oferecer um benchmarking.
Melhor ainda, quando existe um grupo de empresários chamado de COMJOVEM, que é especializado no setor, extravagantemente importante para a economia, o Transporte Rodoviário de Cargas. Assim, toda aquela incerteza e dificuldade são convertidas em esperança e motivação, uma vez que centenas de jovens empresários, em todo o Brasil, decidiram juntos fazer o melhor e da maneira mais eficiente, não apensa pensando no lucro, como também no valor que estão gerando para a sociedade.
Esses empresários que estão espalhados por todo o Brasil, estão distribuídos em núcleos regionais, regidos por uma coordenação nacional, que os motiva por metas. Que vão de reuniões mensais, confecção de artigos técnicos, visitas técnicas e ações sociais. Além do engajamento político e sindical que o empresário é inserido.
Ao longo dos anos, o COMJOVEM foi impulsionado por criar relações profissionais e pessoais. Desde quando foi criado no SETCESP, e posteriormente, reativado na NTC&Logistica, as profissionais são fomentadas quando os jovens empresários, que estão buscando conhecimentos técnicos, descobrem que outros empresários são especializados num determinado segmento de transporte, que podem complementar e integrar o seu serviço, assim nascem as parcerias e as referidas relações profissionais. E a partir desse ponto, as relações pessoais são potencializadas, quando os jovens passam a se encontrar diariamente, ou mesmo as famílias passam a conviver.
Atualmente, o COMJOVEM não é apenas um grupo de empresários, mas sim uma grande família e um modelo de gestão a ser seguido.
Responsável: Antonio Neto
por comjovem | dez 10, 2018 | Artigos, Núcleo São José do Rio Preto
No mundo globalizado a tecnologia vem impactando consideravelmente nas operações logísticas, gerando muitas inovações e alguns gargalos nas operações.
As operações logísticas foram otimizadas em algumas áreas como em agendamentos para descarga via internet, facilidade de transmissão de arquivos e dados por redes cada vez mais rápidas, porem há um gargalo logístico que devido a ineficiência e atrasos ligados a ERPS estes softwares que integram todos os dados e processos, também são responsáveis por atrasos e provocam gargalos nas operações, dificultam a eficiência da equipe e colocam a prova os conhecimentos de todos os colaboradores nas operações.
Muitos ERPS são feitos por profissionais que não compreendem as necessidades dos colaboradores em tornarem os processos mais eficientes e objetivos. Gerando custos e a perda, podem impactar e desmotivar os colaboradores. Os investimentos na era da “digitalização” são tratados como áreas estratégicas por todos os transportadores e operadores logístico dos diversos modais.
Por falhas nos ERPS os processos ficam altamente burocráticos, impactando em falta informações atualizadas, falhas nas operações e tomadas de decisões de maneira errada gerando despesas desnecessárias. É preciso verificar todos os processos e muitas vezes calcular o prejuízo estimado por sistemas antigos.
Assim sendo cabe a todos os gestores efetuar correções para que os ERPS possam colaborar de forma significativa nos processos de todas as áreas da logística, integrando toda a cadeia de suprimentos e produtos, gerando valores de forma positiva e que venha de encontro as necessidades dos gestores.
Responsável: Tiago Dias Alves
por comjovem | dez 10, 2018 | Artigos, Núcleo Rio de Janeiro
São muitas as peculiaridades da cultura de uma organização familiar e a maneira de dirigir nem sempre ajuda a empresa a caminhar rumo a seu crescimento. No que diz respeito à administração, a organização familiar possui regras próprias e muito particulares que precisam ser observadas de perto; do contrário, a empresa não conseguiria se manter e menos ainda prosperar. A organização familiar é uma empresa de características particulares, pois envolve, simultaneamente, a família, o negócio e o meio ambiente ou mercado, que nem sempre são favoráveis. Um dos motivos para tais fatores são os confrontos vividos por essas empresas que podem ocorrer, por exemplo, em função da cultura familiar. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo SEBRAE (2016), as empresas familiares representam 90% dos negócios no Brasil e surgem, na sua maioria, da necessidade financeira, com gestão centralizada em um ou mais membros da família. Freeza (2005) nos apresenta um contexto muito parecido, e concorda com Ricca (2012) quando afirma que 60% da mão de obra empregada no mercado, atua em empresas familiares, mostrando a importância de sua existência na economia.
Matérias publicadas na revista Exame (2016), demonstram uma preocupação com o tema, quando afirmam que apenas 30% das empresas familiares chegam a segunda geração, um percentual menor, 10% chegam a terceira, incluindo empresas de todos os portes. Mostrando uma necessidade de perpetuidade daquilo que se caracteriza como empresa familiar, estes estudos mostram as dificuldades em se manter uma empresa familiar, pois, não é uma questão de controle familiar apenas (Miller et al, 2007), e sim a intensão de continuidade do negócio. Para Bernhoeft, (1987, p. 23) “o encaminhamento do processo sucessório, que passa a ter relação direta com a sobrevivência e a expansão do próprio negócio”, ou seja, o ponto crucial é de muita relevância para continuidade do negócio.
Estudos recentes da PWC (2016), mostram que 54% das empresas brasileiras não possuem um plano de sucessão em vigor, este fato é muito preocupante tendo em face a participação e importância da empresa familiar na economia global e brasileira (RICCA, 2012).
Um dos significados de sucessão é: “sequência ou série de pessoas, de acontecimentos ou de coisas que se sucedem sem interrupção ou com pequeno intervalo” e ainda “ato ou efeito de prosseguir; continuação, prosseguimento” (Michaelis, 2018), ou seja, dar continuidade a algo pré-estabelecido. Macedo (2009, p. 67), vê a sucessão como sendo a transferência do poder do dirigente máximo para outro líder da mesma família através das gerações, para Lodi (1998, p. 36) o processo sucessório é a redistribuição do poder dentro da empresa.
Pode-se perceber que independente do porte, localização, tempo de existência e qual geração atua, a maioria não possuem um processo formal para a sucessão e nem um plano de contingencia, caso necessite de uma sucessão forçada, mesmo existindo um sucessor, o mesmo tendo interesse em dar continuidade e acreditando que o processo é necessário e podem proporcionar melhorias para as empresas.
No que se refere a quantidade de familiares e aos critérios para se assumir cargos nas empresas, percebesse que quanto maior o número de familiares ativos na empresa o principal critério é o mérito, e conforme o número diminui temos influência e hierarquia como critérios principais para assumir cargos respectivamente.
As empresas familiares são um componente importante da economia brasileira. Responsáveis pela geração de emprego, oferta de serviços e produtos, e as empresas familiares do Brasil estão cada vez mais se tornando alvo de investigações profundas que possam colaborar com sua perpetuidade, crescimento, profissionalismo, sem que haja perda do fator principal de sua existência: “legado, cultura, orgulho, propósito” deixado pelo seu idealizador, fato observado na literatura, onde, as instituições especializadas afirmam ter dificuldades de entender o organismo da empresa familiar e propor um plano de crescimento sustentável que atenda aos vários interesses inerentes aos “organismos de uma empresa familiar”.
Entendesse que as empresas precisam sair do seu “status quo” e se prepararem melhor para o futuro, pois, sobreviver em um ambiente de negócios volátil, como o de serviços de transportes de carga, requer, atualmente, mais do que um esforço para manter as coisas funcionando, é preciso ter uma gestão profissional que proporcione inovações, ideias de valor, modernidade, opções de mercado e visão de futuro, não que um fundador de uma empresa esteja obsoleto o suficiente para fazê-lo, não é isso, mas é preciso abrir espaço para que novos gestores tragam novos conhecimentos e promovam um ciclo de inovação dentro da organização, não se esquecendo do histórico e sem perder a alma do negocio em que participa, não mais por um espaço curto de tempo, mas um plano duradouro e com propósitos bem definidos.
Responsável: Ítalo Grativol
por comjovem | dez 10, 2018 | Artigos, Núcleo Curitiba
Muito se fala em jovens empreendedores no Brasil, no nosso setor de transporte rodoviário de Cargas contamos com a COMJOVEM, e todos perguntam o que é ser um COMJOVEM?
É um celeiro de jovens empreendedores com vontade e anseio de fazer diferente, é possuir um DNA único e insubstituível e acreditar que o conceito de fazer juntos movem o mundo.
A comissão tem em seu DNA a conexão de pessoas, inovação, ideias e todo um segmento de mercado.
A Comjovem veio para mostrar que sucessão pode ser realizada positivamente e que as bases sindicais são importantes para evolução dos seus negócios e para sua evolução pessoal.
Quanto mais conectamos pessoas, segmentos e ideias, mais essas pessoas tem oportunidades de mostrar que a mudança pode vir de um grupo de pessoas que estão dispostas a querer fazer o diferente e não deixando de lado suas heranças familiares que estão inseridos.
Inovação é nossa premissa, onde na qual as empresas que visam competitividade e um crescimento continuo com um desenvolvimento sustentável, a criatividade dos empreendedores, segundo Drucker, nasce do comprometimento com a prática constante da inovação.
É contribuir na sua própria empresa, para o desenvolvimento do segmento, para o país.
A Comjovem não é movida por fama, dinheiro ou qualquer bem material, é um lugar é onde podemos nos sentires bem, desempenhar nosso papel no mundo, se tornar importante para desempenhar algo maior do que apenas uma peça para a finalização de um trabalho.
Sim, somos diferentes. Mas é isso que nos torna iguais. Cada um com a sua digital. Cada um com o seu nome. Com a sua história.É da nossa natureza buscar desafios diferente, viver experiências diferentes. Cada um do seu jeito. Mas com o mesmo valor, com o mesmo respeito, com a mesma capacidade de vencer, com o mesmo poder de superação.
A união move o mundo, nós queremos continuar fazendo juntos para fazer a diferença na sua vida, na sua região, no nosso mundo, fazer juntos é nossa essência, porque acreditamos que pessoas que se unem crescem.
Responsável: Camila Rangel Wolff
por comjovem | dez 10, 2018 | Artigos, Núcleo Curitiba
A Confederação Nacional do Transporte – CNT divulgou em janeiro de 2018 um boletim que traz o retrato da representatividade do transporte rodoviário de cargas no Brasil. Essa modalidade de transporte representa 61,1% do volume de cargas transportadas no país e mesmo possuindo esse número expressivo, presencia-se um baixo investimento em infraestrutura logística. Apenas 2,2% do nosso PIB é investido, em contrapartida os países em desenvolvimento investem em média 5,1% e a China 8,5%. Como consequência ocupamos a 55 posição em pesquisa do Banco Mundial, chamada LPI (Logistics Performance Index) e estamos muitos distantes dos países que lideram o ranking, são eles Alemanha, Luxemburgo, Suécia, Holanda e também atrás de países em desenvolvimento como a Índia, África do Sul e Chile.
O Transportador Rodoviário de Cargas precisa se reinventar fazendo com que suas empresas busquem alternativas para auxiliar a gestão estratégica e operacional. Uma medida para alcançar esses objetivos é a adoção de indicadores de desempenho (ou KPIs – Key Performance Indicator) pois eles auxiliam na tomada de decisão.
É importante que os esses indicadores sejam específicos, mensuráveis, atingíveis, realistas e que possuam um período de comparação. Eles também devem ser de fácil compreensão e devem demonstrar os pontos cruciais a serem priorizados pelos gestores e os pontos de evolução de cada atividade dentro da empresa, devem identificar as oportunidades de melhorias. As organizações devem analisar indicadores que realmente sejam relevantes para seu negócio, por isso a importância desse sistema ser personalizado.
A adoção de indicadores pode trazer inúmeros benefícios e é possível destacar a melhoria contínua no desempenho da organização, a obtenção de números reais e mais precisos, o auxilio na tomada de decisões, a apresentação dos resultados de forma mais clara, além de facilitarem a transmissão da missão, visão e valor da organização para os colaboradores que não ocupam cargos estratégicos, mas direcionam seus esforços para objetivos estratégicos da empresa.
“Não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende, e não há sucesso no que não se gerencia”
William Edwards Deming
Podemos destacar como importantes indicadores para o TRC, indicadores de custo (custo x km, custo operacional total, etc), percentual de entregas/coletas no prazo, percentual de avarias no transporte, acuracidade na emissão dos conhecimentos eletrônicos de frete, inadimplência, ociosidade da frota, dentre outros.
Levando em consideração as pesquisas realizadas conclui-se que o setor de Transporte Rodoviário de Cargas ainda é muito carente de gestão, principalmente pela maneira em que as empresas foram constituídas pois a grande maioria são familiares que ainda se baseiam no conhecimento tácito dos seus fundadores e por isso é possível enxergar a dificuldade e a falta de conhecimento na gestão baseada em indicadores.
Responsável: Amanda Peres Nery