por comjovem | mar 6, 2019 | Artigos, Núcleo Sul de Santa Catarina
O que é: Neste conceito, o passageiro aqui é a carga. O novo aplicativo Uber Freight, oferece um serviço semelhante ao aplicativo original, mas conectando motoristas de caminhões autônomos a empresas que precisem realizar o transporte de cargas pelo país. Este serviço facilita o processo de encontrar uma carga para o motorista, o que, normalmente, é uma das partes mais estressantes do dia de um caminhoneiro.
Como funciona: trata-se de um aplicativo separado que funciona em Android e iOS, no qual é necessário fazer um cadastramento e por meio deste é realizado um processo seletivo. Assim, o aplicativo lista uma série de oportunidades de transporte e de rotas requeridas, cada um dizendo o que deverá ser transportado e quanto será pago ao motorista. Uma vez que o motorista aceitar a oportunidade e entregar a carga, o motorista poderá aceitar outra entrega. Link de como funciona o aplicativo: https://www.youtube.com/watch?v=dqu7-dopZSI
Vantagens: Alocar cargas rapidamente dentre sua própria frota, considerando localização, previsão de chegada no ponto de carregamento, características da carga e do veículo; Quando não há veículos disponíveis na frota própria, gerar novos negócios e lucrar mais encontrando rapidamente motoristas autônomos ou terceiros; Para o motorista, o mesmo ao entregar a carga, não fica vazio, pois em seguida, o aplicativo dispõe de nova carga; Inovação tecnológica; Redução de custos.
Desvantagens: Motorista necessita ter um celular compatível e sempre conectado à internet; Necessário a empresa ter os setores e colaboradores qualificados em: vendas, marketing e desenvolvimento tecnológico, engenheiro com conhecimento em PHP, Android e lidar para o desenvolvimento da divisão de self driving technology; Atuar na tabela do mínimo de frete.
Sobre o Governo Brasileiro: Governo quer criar “Uber” no transporte de carga – Independente da nova ferramenta, o governo Bolsonaro manterá uma tabela com preços mínimos do frete. A equipe do presidente Jair Bolsonaro está criando ferramentas de tecnologia da informação para tentar desatar o nó no transporte rodoviário de cargas. A ideia é usar aplicativos semelhantes ao Uber para conectar empresas e caminhoneiros. “Hoje, o embarcador paga caro pelo frete e o caminhoneiro recebe pouco”, diz o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. “Então, tem um problema no meio do caminho, os atravessadores, que vamos tentar eliminar.” O Governo quer apresentar a proposta a caminhoneiros e transportadoras.
Sugestão: apresentar uma proposta de interesse ao Governo Federal.
Maiores informações pelo site: https://www.infomoney.com.br/negocios/grandesempresas/noticia/7848397/governo-quer-criar-uber-no-transporte-de-carga ou ainda, https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,governo-quer-criar-uber-no-transporte-decarga,70002663763
Informação: Antes da UBER, em 2016 nasceu a startup brasileira CargoX já oferecia este serviço de transporte no país através de um aplicativo próprio. Ela é, atualmente, uma das maiores startups do Brasil. Sobre a CargoX: é uma plataforma que reúne diversos motoristas de caminhão pré-aprovados, e mantém-se informado sobre seu paradeiro e status. Quando um cliente solicita o transporte de uma carga, ele mapeia os caminhoneiros que podem realizar o serviço de forma mais eficiente, envia a solicitação e o negócio passa a ser realizado. A CargoX é uma transportadora que opera conectada em tempo real a uma rede de mais de 100 mil caminhoneiros autônomos. A Unilever e a Ambev são clientes e a empresa conta com cerca de 7.000 motoristas cadastrados. O mercado movimentou mais de US$ 726 bilhões de receita bruta em 2015, com mais de 10 bilhões de toneladas em carga, e empregou 3,5 milhões de motoristas. O Uber reconheceu esse potencial há anos e, depois de algumas falhas, seus caminhões autônomos finalmente estão operando para algumas compras reservadas no aplicativo Uber Freight.

https://cargox.com.br/ ou Maiores informações também no site: http://qcveiculos.com.br/cargox-como-funciona-o-uber-dos-caminhoes/
Aplicativo parecido com o da UBER: Fretefy, trata-se de uma ferramenta com as mesmas funcionalidades da UBER, possui uma sofisticada inteligência artificial desenvolvida para distribuir cargas e veículos. Suas cargas conectadas a mais de 150 mil caminhoneiros. O diferencial deste, é que possui robôs que oferecem uma experiência logística completa, tratando até mesmo as características dos veículos de terceiros com o tipo de carga a ser transportada. Para as transportadoras, é necessário apenas um computador com acesso à internet. A plataforma web não precisa ser instalada e nem exige investimento em equipamento.
O acesso ao Fretefy é feito através de um site, característica conhecida das plataformas SaaS (Software Como Serviço). Após se conectar, o operador logístico cadastra suas cargas inserindo características, local e prazos para coleta/entrega, se existem pontos de paradas e se será necessário rastreador e gerenciadora de risco. Com a inteligência artificial, o Fretefy trabalha para distribuir as novas cargas entre veículos disponíveis em poucos segundos. No caso da contratação de autônomos, o processo passará pela sua validação e você poderá, inclusive, negociar valores através de um chat online dentro da plataforma. Demonstração gratuita: https://www.fretefy.com.br/uber-de-cargas-tecnologia-busca-fretes/
Aplicativo similar ao UBER de Cargas: Aplicativo de entregas da Codificar (UBER ENTREGAS) – Seu serviço para contratação de motoristas e caminhoneiros contará com um portal desenvolvido com todas as principais ferramentas necessárias para seus clientes e prestadores possam se organizar. Além disso, você ganha uma grande ferramenta de marketing, capaz de capturar novos clientes. Possui ainda portal de gestão para a contratação e seleção de motoristas. Aplicativo de usuário e também Aplicativo do motorista. https://codificar.com.br/produtos/aplicativo-uber-entregas-transporte-cargas-fretes/#1493306798916-9e9a2af4-7de0
Responsável: Jhonatan Bongiolo Francisco
por comjovem | fev 7, 2019 | Artigos, Núcleo Sul de Santa Catarina
Resumo: Como um dos resultados da greve dos caminhoneiros ocorrida na metade do ano de 2018, foi elaborada (às pressas) pelo governo federal a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. Desde então diversas ações judiciais têm sido movimentados por diversos setores questionando a constitucionalidade da política.
Palavras-chave: Transporte; tabela de frete; concorrência.
1. A INDÚSTRIA E O AGRONEGÓCIO
Utilizando-se de argumentos como o aumento de preços ao consumidor final e a inconstitucionalidade da medida, o setor produtivo foi o primeiro a se manifestar contrário à política. Em junho de 20181 já se somavam dezenas de ações judiciais buscando a suspensão dos efeitos da Medida Provisória 832/2018, ou a declaração de sua inconstitucionalidade. A Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA) protocolou em junho do ano passado, junto ao Supremo Tribunal Federal, a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) 5.9592, que pede a suspensão dos efeitos e a declaração de inconstitucionalidade da norma. Alega ser inconstitucional a intervenção estatal na atividade econômica. Em seguida, foi a vez da Confederação Nacional da Indústria que, em agosto do mesmo ano, protocolou a ADI 5.964. Esta leva em conta o fato de que a Medida Provisória 832/2018 foi convertida na Lei 13.703/2018. Os pedidos se assemelham ao da CNA à medida que buscam a suspensão liminar dos efeitos e a posterior declaração de inconstitucionalidade.
2. OS TRANSPORTADORES AUTÔNOMOS
Em contrapartida, os transportadores, cujos lucros vinham gradativamente sendo eliminados pela alta inflação e pela instabilidade do preço dos combustíveis, ainda precisam lidar com a insegurança jurídica causada pelas diversas litispendências acerca do tema. Aliado a isso, o novo governo ainda não sinalizou a direção a ser tomada para a solução desses problemas. As motivações que levaram à ocorrência da greve dos caminhoneiros em maio de 2018 ainda existem, e somente se mantêm temporariamente remediadas pela existência da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. Em dezembro de 2018 num intervalo de menos de uma semana o Ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu os efeitos da resolução que regulamentou as penalidades administrativas pelo não cumprimento do piso mínimo de fretes e, em seguida, revogou sua própria decisão, reestabelecendo os efeitos da resolução3.
3. O QUE DIZ A CONSTITUIÇÃO
Em seu artigo 1º, a Constituição Federal estabelece como fundamentos da República “IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa”. Ademais, prevê como princípio da ordem econômica, em seu artigo 170, a “IV – livre concorrência”. Por outro lado, no mesmo artigo 170, determina que a ordem econômica “tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social”. Além disso, o inciso VII do artigo 170 estabelece também como princípio da ordem econômica a “redução das desigualdades regionais e sociais”. Esses dispositivos constitucionais demonstram que apesar de muito ser tratada a inconstitucionalidade da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário De Cargas como tema pacificado, a própria constituição abre espaço para que o Estado, levando em conta a dignidade, a redução da desigualdade e a justiça social, tenha legitimidade para intervir na ordem econômica. Assim sendo, a discussão acerca dessa medida não pode se ater tão somente aos aspectos legais, mas também econômicos e sociais.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Não há dúvida quanto à precariedade da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário De Cargas, todavia é irresponsável ignorar a vulnerabilidade dos transportadores autônomos nas relações contratuais, especialmente em um cenário econômico de instabilidade e incertezas. Além de não estar pacificada a discussão acerca da constitucionalidade da Lei 13.703/2018, é raso qualquer debate que não leve em conta os impactos sociais de sua revogação ou declaração de inconstitucionalidade. O Poder Público e o setor produtivo devem se alias aos prestadores de serviços para que se busque sanar os problemas que levaram à greve de maio de 2018, antes que se possa cogitar a extinção da política. Se assim não for, permanece o risco de novas paralisações.
1 RODAS, João Grandino. ConJur: Tabela de preço mínimo do frete é ineficaz, ilegal e deletéria. 2018. Disponível em: <https://www.conjur.com.br/2018-jun14/olhar-economico-tabela-preco-minimofrete-ineficaz-ilegal-deleteria2>. Acesso em: 14 jun. 2018.
2 A ADIn 5.959 de encontra apensada à ADIn 5.956, proposta pela Associacao do Transporte Rodoviario de Carga do Brasil.
3 BRASÍLIA. André Richter. Agência Brasil. Fux revoga suspensão de multas por descumprimento de tabela de frete. Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noti cia/2018-12/fux-revoga-suspensao-demultas-por-descumprimento-de-tabela-defrete>. Acesso em: 12 dez. 2018.
Responsável: Guilherme Cesca Salvan
por comjovem | fev 7, 2019 | Artigos, Núcleo Sul de Santa Catarina
Primeiramente para responder esta pergunta bastante difícil deverá ser averiguado os envolvidos no processo, mas não de maneira genérica e sim individual.
Explico melhor ao afirmar que mesmo transportadores podem encorajadamente acreditar que o tabelamento de frete possa gerar artificialidade no mercado e provocar uma derrocada busca por caminhões. Consequentemente o preço de todos os insumos da cadeia produtiva de transportes subirá. Notamos rapidamente após a publicação no diário oficial frente a grande paralização dos caminhoneiros que houve uma procura por veículos. O número de caminhões antigos em circulação aumentou. Muitos destes estavam parados e voltaram a circular. Nem mesmo iremos entrar nos méritos desta condição precária que muitos rodam.
Por outro lado os fabricantes não perderam tempo e aumentaram consideravelmente os valores dos caminhões e implementos. Alegaram ser fundamental para manutenção dos seus negócios, mas sabemos que trata-se da maior procura por veículos e equipamentos.
O que muitos não enxergam é que receber um pouco mais não dará contrapartida para equilibrar os custos majorados. Este mesmo movimento vimos nas peças de reposição, componentes, pneus e até mesmo na mão de obra, que em momentos de maior oferta de vagas podem de certa forma barganhar a oportunidade de emprego.
A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) busca na sua ânsia de fiscalizar cumprir as normativas do antigo governo federal, e que a partir do dia nove de novembro de 2018 pode autuar os descumpridores da tabela mínima de frete.
Pelo regulamento, para o contratante que fechar o serviço por valor abaixo do piso mínimo, a multa será de duas vezes a diferença entre o valor pago e o piso devido com base na tabela, limitada ao mínimo de R$ 550 e ao máximo de R$ 10,5 mil. Para o transportador que realizar o serviço em valor inferior ao piso mínimo a multa será de R$ 550.
Já os responsáveis por anúncios de ofertas para contratação do transporte rodoviário de carga em valor inferior ao piso mínimo estarão sujeitos à multa de valor de R$ 4.975.
Por fim, vale lembrar que o transporte rodoviário de carga nacional sempre operou pela livre concorrência, e um governo pressionado pôs em cheque toda cadeia produtiva impondo valores referenciais ao mercado.
O mercado é e deve continuar sendo autorregulado por si só e não arbitrariamente. Concluiria que os maiores problemas vistos não são os preços, mas sim o que levam os baixos preços. Um dos grandes fatores, sem dúvida alguma, é a sonegação. Uma vez que o atual governo passe a compor maior rigor, fiscalizar e autuar os maus empresários ou mesmo autônomos que pouco ou nada pagam de impostos, passaremos a ter um mercado mais transparente e justo para todos.
Responsável: Fernando Natal
por comjovem | fev 6, 2019 | Artigos, Núcleo São Paulo
Ao iniciar a carreira dentro das empresas é comum, o fato do jovem empresário, não necessariamente de idade, mas na vontade avassaladora de empreender, procurar meios técnicos de como fazer diferente, ou mesmo implementar processos que busquem inovações, consequentemente, a eficiência operacional.
Nesse sentido, ele inicia a procura para conseguir os referidos conhecimentos técnicos. Seja nas faculdades, cursos técnicos ou especializados em Gestão. Mas, o grande pulo do gato, é conhecer outros empresários que estão com entusiasmo para empreender, ou mesmo, aqueles que já venceram que construíram empresas solidas, que estão de portas abertas para oferecer um benchmarking.
Melhor ainda, quando existe um grupo de empresários chamado de COMJOVEM, que é especializado no setor, extravagantemente importante para a economia, o Transporte Rodoviário de Cargas. Assim, toda aquela incerteza e dificuldade são convertidas em esperança e motivação, uma vez que centenas de jovens empresários, em todo o Brasil, decidiram juntos fazer o melhor e da maneira mais eficiente, não apensa pensando no lucro, como também no valor que estão gerando para a sociedade.
Esses empresários que estão espalhados por todo o Brasil, estão distribuídos em núcleos regionais, regidos por uma coordenação nacional, que os motiva por metas. Que vão de reuniões mensais, confecção de artigos técnicos, visitas técnicas e ações sociais. Além do engajamento político e sindical que o empresário é inserido.
Ao longo dos anos, o COMJOVEM foi impulsionado por criar relações profissionais e pessoais. Desde quando foi criado no SETCESP, e posteriormente, reativado na NTC&Logistica, as profissionais são fomentadas quando os jovens empresários, que estão buscando conhecimentos técnicos, descobrem que outros empresários são especializados num determinado segmento de transporte, que podem complementar e integrar o seu serviço, assim nascem as parcerias e as referidas relações profissionais. E a partir desse ponto, as relações pessoais são potencializadas, quando os jovens passam a se encontrar diariamente, ou mesmo as famílias passam a conviver.
Atualmente, o COMJOVEM não é apenas um grupo de empresários, mas sim uma grande família e um modelo de gestão a ser seguido.
Responsável: Antonio Neto
por comjovem | dez 10, 2018 | Artigos, Núcleo São José do Rio Preto
No mundo globalizado a tecnologia vem impactando consideravelmente nas operações logísticas, gerando muitas inovações e alguns gargalos nas operações.
As operações logísticas foram otimizadas em algumas áreas como em agendamentos para descarga via internet, facilidade de transmissão de arquivos e dados por redes cada vez mais rápidas, porem há um gargalo logístico que devido a ineficiência e atrasos ligados a ERPS estes softwares que integram todos os dados e processos, também são responsáveis por atrasos e provocam gargalos nas operações, dificultam a eficiência da equipe e colocam a prova os conhecimentos de todos os colaboradores nas operações.
Muitos ERPS são feitos por profissionais que não compreendem as necessidades dos colaboradores em tornarem os processos mais eficientes e objetivos. Gerando custos e a perda, podem impactar e desmotivar os colaboradores. Os investimentos na era da “digitalização” são tratados como áreas estratégicas por todos os transportadores e operadores logístico dos diversos modais.
Por falhas nos ERPS os processos ficam altamente burocráticos, impactando em falta informações atualizadas, falhas nas operações e tomadas de decisões de maneira errada gerando despesas desnecessárias. É preciso verificar todos os processos e muitas vezes calcular o prejuízo estimado por sistemas antigos.
Assim sendo cabe a todos os gestores efetuar correções para que os ERPS possam colaborar de forma significativa nos processos de todas as áreas da logística, integrando toda a cadeia de suprimentos e produtos, gerando valores de forma positiva e que venha de encontro as necessidades dos gestores.
Responsável: Tiago Dias Alves
por comjovem | dez 10, 2018 | Artigos, Núcleo Rio de Janeiro
São muitas as peculiaridades da cultura de uma organização familiar e a maneira de dirigir nem sempre ajuda a empresa a caminhar rumo a seu crescimento. No que diz respeito à administração, a organização familiar possui regras próprias e muito particulares que precisam ser observadas de perto; do contrário, a empresa não conseguiria se manter e menos ainda prosperar. A organização familiar é uma empresa de características particulares, pois envolve, simultaneamente, a família, o negócio e o meio ambiente ou mercado, que nem sempre são favoráveis. Um dos motivos para tais fatores são os confrontos vividos por essas empresas que podem ocorrer, por exemplo, em função da cultura familiar. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo SEBRAE (2016), as empresas familiares representam 90% dos negócios no Brasil e surgem, na sua maioria, da necessidade financeira, com gestão centralizada em um ou mais membros da família. Freeza (2005) nos apresenta um contexto muito parecido, e concorda com Ricca (2012) quando afirma que 60% da mão de obra empregada no mercado, atua em empresas familiares, mostrando a importância de sua existência na economia.
Matérias publicadas na revista Exame (2016), demonstram uma preocupação com o tema, quando afirmam que apenas 30% das empresas familiares chegam a segunda geração, um percentual menor, 10% chegam a terceira, incluindo empresas de todos os portes. Mostrando uma necessidade de perpetuidade daquilo que se caracteriza como empresa familiar, estes estudos mostram as dificuldades em se manter uma empresa familiar, pois, não é uma questão de controle familiar apenas (Miller et al, 2007), e sim a intensão de continuidade do negócio. Para Bernhoeft, (1987, p. 23) “o encaminhamento do processo sucessório, que passa a ter relação direta com a sobrevivência e a expansão do próprio negócio”, ou seja, o ponto crucial é de muita relevância para continuidade do negócio.
Estudos recentes da PWC (2016), mostram que 54% das empresas brasileiras não possuem um plano de sucessão em vigor, este fato é muito preocupante tendo em face a participação e importância da empresa familiar na economia global e brasileira (RICCA, 2012).
Um dos significados de sucessão é: “sequência ou série de pessoas, de acontecimentos ou de coisas que se sucedem sem interrupção ou com pequeno intervalo” e ainda “ato ou efeito de prosseguir; continuação, prosseguimento” (Michaelis, 2018), ou seja, dar continuidade a algo pré-estabelecido. Macedo (2009, p. 67), vê a sucessão como sendo a transferência do poder do dirigente máximo para outro líder da mesma família através das gerações, para Lodi (1998, p. 36) o processo sucessório é a redistribuição do poder dentro da empresa.
Pode-se perceber que independente do porte, localização, tempo de existência e qual geração atua, a maioria não possuem um processo formal para a sucessão e nem um plano de contingencia, caso necessite de uma sucessão forçada, mesmo existindo um sucessor, o mesmo tendo interesse em dar continuidade e acreditando que o processo é necessário e podem proporcionar melhorias para as empresas.
No que se refere a quantidade de familiares e aos critérios para se assumir cargos nas empresas, percebesse que quanto maior o número de familiares ativos na empresa o principal critério é o mérito, e conforme o número diminui temos influência e hierarquia como critérios principais para assumir cargos respectivamente.
As empresas familiares são um componente importante da economia brasileira. Responsáveis pela geração de emprego, oferta de serviços e produtos, e as empresas familiares do Brasil estão cada vez mais se tornando alvo de investigações profundas que possam colaborar com sua perpetuidade, crescimento, profissionalismo, sem que haja perda do fator principal de sua existência: “legado, cultura, orgulho, propósito” deixado pelo seu idealizador, fato observado na literatura, onde, as instituições especializadas afirmam ter dificuldades de entender o organismo da empresa familiar e propor um plano de crescimento sustentável que atenda aos vários interesses inerentes aos “organismos de uma empresa familiar”.
Entendesse que as empresas precisam sair do seu “status quo” e se prepararem melhor para o futuro, pois, sobreviver em um ambiente de negócios volátil, como o de serviços de transportes de carga, requer, atualmente, mais do que um esforço para manter as coisas funcionando, é preciso ter uma gestão profissional que proporcione inovações, ideias de valor, modernidade, opções de mercado e visão de futuro, não que um fundador de uma empresa esteja obsoleto o suficiente para fazê-lo, não é isso, mas é preciso abrir espaço para que novos gestores tragam novos conhecimentos e promovam um ciclo de inovação dentro da organização, não se esquecendo do histórico e sem perder a alma do negocio em que participa, não mais por um espaço curto de tempo, mas um plano duradouro e com propósitos bem definidos.
Responsável: Ítalo Grativol