Publicação reúne propostas para orientar políticas públicas e aperfeiçoar o ambiente de negócios; documento será entregue aos candidatos à Presidência da República durante o Fórum CNT de Debates
O fortalecimento do transporte e da logística é condição indispensável para aumentar a competitividade da economia, reduzir o custo Brasil e impulsionar o desenvolvimento sustentável do país. Com esse entendimento, a CNT lança a publicação O Transporte Move o Brasil – Propostas da CNT ao País. O documento será entregue aos candidatos à Presidência da República durante o Fórum CNT de Debates, em agosto, em Brasília.
Elaborada em conjunto com as entidades representativas do transporte, a publicação apresenta propostas para enfrentar os principais desafios da infraestrutura e da logística brasileiras. As recomendações abrangem temas como ampliação dos investimentos, modernização do ambiente regulatório, segurança pública, transição energética, desenvolvimento humano, relações de trabalho e fortalecimento dos diferentes modos de transporte.
A CNT defende que o transporte passe a ocupar posição estratégica na agenda nacional, com políticas públicas permanentes, planejamento de longo prazo e maior previsibilidade para os investimentos. A entidade também propõe ampliar a participação da iniciativa privada na expansão da infraestrutura e fortalecer a integração entre rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos.
“O transporte é um vetor estratégico para o desenvolvimento de uma nação e deve ocupar posição central na agenda de Estado brasileira. É urgente que o Brasil priorize, de forma contínua e coordenada, o planejamento de longo prazo e a execução de políticas públicas voltadas à modernização, à redução da insegurança jurídica e à integração do sistema de transporte”, afirma o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa.
A publicação também evidencia a dimensão econômica do setor. A CNT representa mais de 198 mil empresas de transporte, presentes em 98,1% dos municípios brasileiros e responsáveis pela geração de mais de 2,9 milhões de empregos formais.
Agenda para o desenvolvimento
As propostas estão organizadas em eixos estratégicos voltados ao aumento da competitividade do país e à melhoria da eficiência logística.
Na área de infraestrutura, a CNT defende a recomposição dos investimentos públicos, a aprovação da PEC nº 1/2021 (PEC da Infraestrutura), a destinação integral dos recursos da Cide-combustíveis para obras de transporte e subsídios ao transporte público coletivo, além da ampliação das fontes de financiamento por meio do mercado de capitais, de organismos multilaterais e de operações estruturadas.
No ambiente institucional, a entidade propõe aperfeiçoar os marcos regulatórios, ampliar a segurança jurídica, fortalecer a participação do setor produtivo na formulação de políticas públicas e expandir a representação do transporte em colegiados estratégicos.
Na segurança pública, o documento recomenda o endurecimento das penas para roubos de cargas e crimes contra profissionais do transporte, o reforço do policiamento ostensivo nas rodovias, ferrovias e hidrovias, e medidas para ampliar a proteção da infraestrutura logística nacional.
A agenda também contempla propostas voltadas à descarbonização do transporte, com incentivo à renovação das frotas, ampliação da participação dos modos ferroviário e aquaviário, desenvolvimento de infraestrutura resiliente às mudanças climáticas e aperfeiçoamento dos instrumentos de financiamento da transição energética.
No eixo do desenvolvimento humano, a Confederação defende o fortalecimento das políticas de qualificação profissional, saúde e segurança dos trabalhadores, além da preservação do modelo de atuação do SEST SENAT, reconhecido como referência na formação e no atendimento aos profissionais do setor.
Documento orienta debate sobre o futuro do transporte
Segundo a CNT, a publicação busca contribuir para a construção de uma política de Estado para o transporte, baseada em planejamento, continuidade administrativa e investimentos capazes de ampliar a competitividade da economia brasileira.
As diretrizes apresentadas em O Transporte Move o Brasil – Propostas da CNT ao País são complementadas pelo Plano CNT de Transporte e Logística 2026, estudo técnico que reúne os projetos prioritários para superar os gargalos da infraestrutura nacional e orientar os investimentos necessários ao desenvolvimento do país.
Estudo reúne 2.837 projetos em todos os modos de transporte e apresenta carteira técnica para ampliar a competitividade, reduzir custos logísticos e integrar a infraestrutura nacional
O Brasil precisa investir R$ 2,03 trilhões para superar os principais gargalos da infraestrutura de transporte e logística. Essa é a principal conclusão do Plano CNT de Transporte e Logística 2026, estudo elaborado pela CNT que reúne 2.837 projetos prioritários para ampliar a eficiência do sistema de transporte, reduzir os custos logísticos e fortalecer a competitividade da economia brasileira.
Lançado juntamente com a publicação O Transporte Move o Brasil – Propostas da CNT ao País, o Plano CNT apresenta uma carteira técnica de investimentos construída com base em critérios de viabilidade, integração entre os modos de transporte e potencial de desenvolvimento econômico e social. O documento será apresentado durante o Fórum CNT de Debates, nos dias 18 e 19 de agosto, em Brasília.
Nesta sétima edição do estudo, o levantamento contempla 2.509 projetos de Integração Nacional e 328 projetos de mobilidade urbana, abrangendo rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos e sistemas de transporte público coletivo.
“Planejar é condição indispensável para transformar a infraestrutura brasileira. O estudo prioriza intervenções capazes de promover maior integração entre os modos de transporte, reduzir custos logísticos, aumentar a competitividade da economia e tornar a infraestrutura mais resiliente e sustentável”, afirma o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa.
Carteira técnica orienta prioridades
O Plano CNT de Transporte e Logística é elaborado a partir da atualização dos projetos das edições anteriores, da análise de programas estratégicos do governo federal e das demandas apresentadas pelas entidades representativas do setor transportador.
Nesta edição, também foram incorporadas iniciativas previstas no Novo PAC, no Plano Nacional de Logística (PNL 2035) e em outros planejamentos setoriais, além de intervenções destinadas a solucionar problemas identificados pela Pesquisa CNT de Rodovias.
A metodologia busca priorizar empreendimentos capazes de promover maior integração entre os diferentes modos de transporte, ampliar a capacidade logística, reduzir tempos de deslocamento e elevar a eficiência da matriz nacional.
Segundo a CNT, o estudo demonstra que o enfrentamento do déficit histórico de infraestrutura depende de planejamento de longo prazo, estabilidade regulatória e continuidade dos investimentos públicos e privados.
Investimentos para aumentar a competitividade
O Plano reforça que a infraestrutura de transporte é um dos principais fatores para a competitividade do país. Uma rede logística mais eficiente reduz custos operacionais, amplia a produtividade das empresas, melhora o acesso aos mercados consumidores e fortalece a inserção do Brasil no comércio internacional.
Além de orientar investimentos públicos, o estudo também serve como referência para projetos de concessão, parcerias público-privadas e outras formas de participação da iniciativa privada na expansão da infraestrutura nacional.
Para a CNT, a combinação entre planejamento técnico, ambiente regulatório estável e ampliação das fontes de financiamento é fundamental para acelerar a execução das obras e garantir maior eficiência ao sistema de transporte.
Principais números do Plano CNT 2026
R$ 2,03 trilhões em investimentos estimados;
2.837 projetos em todo o país;
2.509 projetos de Integração Nacional;
328 projetos de mobilidade urbana;
projetos distribuídos entre os modais rodoviário, ferroviário, aquaviário e aéreo;
carteira construída com base em estudos técnicos, programas federais e demandas do setor transportador.
O Plano CNT de Transporte e Logística 2026 complementa a publicação O Transporte Move o Brasil – Propostas da CNT ao País, detalhando os investimentos considerados prioritários para transformar a infraestrutura brasileira e impulsionar o desenvolvimento econômico.
Vacância dos condomínios logísticos cai para 6,5%, o menor patamar desde 2020, impulsionada pela retomada dos estoques industriais, expansão do e-commerce e crescimento da terceirização logística
A procura por galpões logísticos de alto padrão continua superando a oferta no Brasil e tem provocado uma escalada nos preços de locação. A taxa de vacância – indicador que mede a proporção de áreas disponíveis para aluguel – caiu para 6,5% no primeiro trimestre de 2026, o menor nível desde 2020. Com menos espaços livres, especialmente nas regiões próximas aos grandes centros consumidores, o valor pedido pelos proprietários subiu 16% em termos reais nos últimos cinco anos, passando de R$ 25,20 para R$ 29,20 por metro quadrado, segundo levantamento do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS).
Os dados consideram condomínios logísticos das classes A+, A, B e C, e mostram que os prestadores de serviços logísticos (3PLs) e as empresas industriais lideram a ocupação dos empreendimentos, com 27% da área locada cada. Na sequência, aparecem empresas de comércio eletrônico, responsáveis por 20% da ocupação, e o varejo, com 18%.
Segundo Monica Barros, sócia-executiva do ILOS, a liderança compartilhada entre operadores logísticos e indústrias reflete estratégias diferentes de utilização dos galpões. “Enquanto a indústria ocupa espaço para suas próprias operações, os prestadores de serviços logísticos consolidam volumes de múltiplos clientes, viabilizando escala para quem opta pela terceirização logística”, afirma. A executiva ressalta que parte da área ocupada pelos operadores atende justamente empresas industriais e plataformas de comércio eletrônico, o que significa que a demanda efetiva desses segmentos é ainda maior do que os números indicam.
Indústria amplia estoques
A queda da vacância não pode ser explicada apenas pelo avanço do comércio eletrônico. Um dos principais motores da demanda vem da indústria, que voltou a ampliar estoques estratégicos depois das rupturas provocadas pela pandemia, pela crise global dos contêineres e pelas tensões geopolíticas.
Como mostrou reportagem da Transporte Moderno, fabricantes de segmentos como automação industrial, energia, equipamentos elétricos e manufatura passaram a antecipar compras de componentes considerados críticos para reduzir riscos de interrupção da produção. O movimento representa uma mudança em relação ao modelo de estoques mínimos (just in time), predominante nas últimas décadas, e elevou significativamente a procura por áreas de armazenagem.
Na prática, armazenar voltou a ser encarado como uma estratégia para garantir a continuidade da produção, e não apenas como um custo operacional.
E-commerce mantém pressão
Ao mesmo tempo, o comércio eletrônico continua expandindo sua infraestrutura logística. Empresas como Mercado Livre e Shopee seguem ampliando suas redes de centros de distribuição para reduzir prazos de entrega e aproximar estoques dos consumidores.
Essa estratégia aumentou a disputa por galpões modernos em polos logísticos como Cajamar, Guarulhos, Campinas e Extrema (MG), considerados estratégicos para abastecer os principais mercados consumidores do país.
Além da expansão física, as plataformas digitais buscam maior controle sobre prazos, custos e qualidade das entregas. O movimento também impulsiona a demanda por operadores logísticos especializados, que ampliam suas operações para atender tanto o varejo quanto a indústria.
Mercado mais competitivo
A combinação entre retomada da atividade industrial, crescimento do e-commerce e avanço da terceirização logística ajuda a explicar por que a oferta de galpões ficou mais restrita nos últimos anos.
Para as empresas que dependem desses espaços, o cenário exige planejamento cada vez maior. A redução da vacância torna mais difícil encontrar empreendimentos bem localizados, principalmente próximos aos grandes centros urbanos, e fortalece o poder de negociação dos proprietários, refletindo diretamente no aumento dos aluguéis.
Segundo o ILOS, essa tendência deverá continuar enquanto a absorção de novos empreendimentos permanecer superior ao ritmo de entrega de condomínios logísticos. O tema estará entre os destaques do Fórum ILOS 2026, que discutirá os impactos da crescente demanda por armazenagem sobre as cadeias de suprimentos e os investimentos em infraestrutura logística.
A expectativa do mercado é que a demanda permaneça aquecida nos próximos meses, sustentada pelo crescimento das operações de comércio eletrônico, pela reorganização das cadeias de abastecimento e pela decisão de muitas empresas de manter estoques maiores como forma de reduzir riscos operacionais. Esses fatores indicam que a pressão sobre os preços dos galpões logísticos deve continuar, especialmente nos empreendimentos de alto padrão localizados próximo aos principais centros consumidores do país.
Estado ainda escoa a maior parte da produção agrícola por rodovias
Mato Grosso do Sul representa aproximadamente 9% da produção nacional de soja, consolidando-se como o 5º maior produtor do grão no Brasil. Em relação ao milho segunda safra, o Estado ocupa a 4ª posição no ranking nacional, sendo responsável por cerca de 8,1% da produção brasileira.
Apesar da relevância da produção de soja e milho no cenário nacional, a infraestrutura logística ainda representa um dos principais desafios para o escoamento da produção agrícola em Mato Grosso do Sul. Conforme análise apresentada pela Aprosoja/MS, o custo do frete pode representar até 60% do valor do milho e até 25% do valor da soja.
Atualmente, o Estado escoa cerca de 80% da produção agrícola por rodovias, 2% por ferrovias e o restante por hidrovias. De acordo com estudo elaborado por economistas da Aprosoja/MS, essa concentração no modal rodoviário eleva os custos logísticos, aumenta a demanda sobre a malha viária e reduz a competitividade da produção sul-mato-grossense.
A análise também indica que os modais ferroviário e hidroviário apresentam vantagens estruturais em relação ao modal rodoviário. Entretanto, a competitividade desses modais depende de fatores como a infraestrutura disponível, o estágio de desenvolvimento da malha logística, o processo de devolução de concessões e o nível de concorrência entre os diferentes modais de transporte.
Com investimentos estimados em R$ 50 bilhões até 2035, estão previstas a duplicação e as melhorias da BR-163; a implantação da Nova Ferroeste, ligando Maracaju (MS) ao Paraná; a concessão da Hidrovia do Rio Paraguai e os projetos associados à Rota Bioceânica. Conforme estimativas apresentadas no estudo, essas iniciativas possuem potencial para reduzir em até 26% os custos de transporte.
Ainda conforme a análise apresentada no estudo, a execução desses projetos poderá contribuir para ampliar a eficiência do transporte de cargas, reduzir os custos logísticos e fortalecer a competitividade da produção de soja e milho em Mato Grosso do Sul.
Levantamento da Datamar mostra Allog na liderança das exportações e Asia Shipping no topo das importações entre janeiro e maio de 2026
O comércio exterior brasileiro em contêineres acelerou no acumulado de janeiro a maio de 2026, impulsionado principalmente pelo crescimento das importações. O volume movimentado por operadores de transporte internacional (OTIs, na sigla em inglês) chegou a 974,1 mil TEUs no período, alta de 16% em relação aos 839,5 mil TEUs registrados nos cinco primeiros meses de 2025, segundo levantamento da consultoria Datamar.
O avanço ampliou a disputa entre grandes empresas de logística internacional que atuam no país, em um mercado que reúne operadores globais e companhias brasileiras especializadas em agenciamento de cargas, transporte marítimo e soluções integradas para comércio exterior.
Nas exportações, o crescimento foi mais moderado. Os volumes movimentados por OTIs somaram 406,2 mil TEUs entre janeiro e maio de 2026, alta de 5,1% na comparação anual. O levantamento da Datamar considera os chamados Ocean Transportation Intermediaries (OTIs), empresas responsáveis pela organização do transporte marítimo internacional, incluindo contratação de espaço em navios, consolidação de cargas, coordenação logística e serviços associados.
A Allog Transportes Internacionais liderou o ranking de exportadores entre os OTIs que atuam no Brasil. A companhia movimentou 32,9 mil TEUs entre janeiro e maio de 2026, volume 69,1% superior ao registrado no mesmo período de 2025. A empresa alcançou participação de 8,1% do mercado.
Na segunda posição, ficou a ES Logistics, com 22,5 mil TEUs movimentados, crescimento de 3,1%. A Kuehne+Nagel ficou em terceiro lugar, com 20,4 mil TEUs, retração de 9,4% na comparação anual.
Entre os maiores avanços nas exportações brasileiras, a CSA do Brasil registrou crescimento de 96,5%, alcançando 8,3 mil TEUs. A Maersk também apresentou forte expansão, com alta de 109,2%, para 5,5 mil TEUs. Outro destaque foi a Scan Global Logistics, que aumentou em 242,4% o volume exportado, passando de 1,3 mil TEUs para 4,6 mil TEUs.
Importações concentram crescimento
O principal movimento do mercado brasileiro no período veio das importações. O volume movimentado pelos OTIs passou de 839,5 mil TEUs entre janeiro e maio de 2025 para 974,1 mil TEUs em igual intervalo de 2026.
A liderança ficou com a Asia Shipping, que movimentou 94,2 mil TEUs e manteve praticamente o mesmo patamar do ano anterior, com participação de 9,7%. A segunda posição ficou com a CTS Global Logistics Brazil, que apresentou forte expansão. A empresa saiu de 199 TEUs em 2025 para 36,8 mil TEUs em 2026, crescimento de 18.378,4%.
A Kuehne+Nagel permaneceu entre os principais operadores de importação, com 31 mil TEUs, apesar da queda de 1,9%. Já a ES Logistics ampliou em 42% o volume movimentado, chegando a 30,6 mil TEUs. A Scan Global Logistics também ganhou participação, com crescimento de 548% nas importações, para 26,6 mil TEUs.
Apesar da presença de grandes operadores, o mercado brasileiro de logística internacional continua pulverizado. Nas exportações, os 50 maiores OTIs responderam por 68,1% do volume movimentado entre janeiro e maio de 2026. Os demais operadores representaram 31,9% do mercado.
Nas importações, a concentração foi ainda menor. Os 50 maiores operadores responderam por 65,7% do total, enquanto outros participantes movimentaram 334,4 mil TEUs, equivalentes a 34,3%.
O cenário mostra uma disputa crescente por participação em um mercado influenciado pela evolução dos fluxos internacionais de mercadorias, especialmente importações de bens industrializados, componentes, máquinas e produtos de maior valor agregado.
América do Sul apresenta cenários diferentes
O levantamento da Datamar também acompanha Argentina, Paraguai e Uruguai. Na Argentina, as exportações em contêineres ficaram praticamente estáveis entre janeiro e maio de 2026, com movimentação de 48,6 mil TEUs, queda de 0,4% em relação ao mesmo período anterior. As importações recuaram 10,4%, para 162,8 mil TEUs.
Já no Paraguai e Uruguai, houve expansão dos fluxos. As exportações cresceram 28,6%, para 14,2 mil TEUs, enquanto as importações avançaram 23,6%, chegando a 70,4 mil TEUs. Segundo a Datamar, os rankings são elaborados a partir de múltiplas fontes de dados, que passam por processos de consolidação, cruzamento e ajustes pela equipe de inteligência da empresa.
Ranking dos principais OTIs no Brasil — janeiro a maio de 2026
Fonte: Datamar/DataLiner — ranking divulgado em 16 de julho de 2026
Encontro tratou de oportunidades de intercâmbio internacional, inovação, qualificação profissional e aproximação institucional entre o Brasil e os países do Sudeste Asiático
A ampliação do diálogo sobre transporte, logística e intercâmbio internacional foi tema de reunião entre o Sistema Transporte e a Frente Parlamentar Mista Brasil-Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático), na quinta-feira (9). A gerente-executiva do Poder Legislativo da CNT, Andrea Cavalcanti, recebeu o secretário-geral da Frente, Alex Kawano, para tratar de agendas de interesse do setor transportador.
Durante a reunião, Andrea Cavalcanti apresentou a atuação da CNT no acompanhamento das pautas do transporte no Congresso Nacional e na articulação institucional com o poder público, destacando o trabalho desenvolvido pela Confederação em defesa dos interesses do setor.
Na ocasião, Alex Kawano apresentou as ações da Frente Parlamentar Mista Brasil-Asean para ampliar as relações entre o Brasil e os países que integram o bloco. A Frente é uma iniciativa multipartidária do Congresso Nacional voltada ao fortalecimento da interlocução e da cooperação com a região, por meio do relacionamento entre parlamentares, representantes diplomáticos e setores público e privado.
A Asean reúne dez países do Sudeste Asiático e representa um mercado de mais de 650 milhões de habitantes, com PIB (Produto Interno Bruto) combinado estimado em cerca de US$ 3 trilhões. Alguns dos objetivos do colegiado são a expansão das relações institucionais, comerciais e de investimento, a promoção do intercâmbio de experiências e a identificação de oportunidades de relacionamento entre o Brasil e os países do bloco.
Entre os temas debatidos, estiveram as missões internacionais promovidas pelas instituições e a possibilidade de aprofundar a troca de experiências sobre tecnologias, modelos operacionais e soluções aplicadas ao transporte e à logística.
A reunião também abordou a atuação do IAP (Instituto Ásia-Pacífico), iniciativa vinculada à Frente Brasil-Asean dedicada à produção de conhecimento e à articulação entre os setores público e privado. Foram apresentadas ações nas áreas de inteligência de mercado, relações institucionais, capacitação, eventos e missões comerciais para os países da região.
Ao final do encontro, Andrea Cavalcanti entregou a Alex Kawano a Agenda Institucional Transporte&Logística 2026, publicação elaborada, anualmente, pela CNT, que reúne e analisa as principais proposições em tramitação no Congresso Nacional com impacto sobre o setor transportador. O documento apresenta o posicionamento da Confederação sobre os temas acompanhados e subsidia o diálogo com parlamentares e demais atores envolvidos no processo legislativo.