por imprensa | maio 22, 2026 | Notícias, Outros
Análise técnica do Ministério dos Transportes apontou que melhorias nas estradas pouparam 8.486 vítimas e gerou economia de R$ 1,28 bilhão entre 2023 e 2025
Os investimentos na conservação das rodovias federais já evitou cerca de 2.611 acidentes de trânsito, poupando mais de oito mil vítimas entre 2023 e 2025.
As informações fazem parte de uma análise técnica da Subsecretaria de Fomento e Planejamento do Ministério dos Transportes, que relacionou o aumento dos investimentos públicos em manutenção rodoviária à redução de ocorrências nas estradas.
Além disso, o setor já economizou mais de R$ 1,28 bilhão de reais no período.
Ainda segundo um estudo realizado pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), em parceria com o FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), a cada R$ 1 milhão investido em infraestrutura de transportes é gerado um retorno de R$ 3,34 milhões em produção na economia.
Dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) também apontam que o alto número de sinistros impacta diretamente a economia, em razão da perda de força de trabalho e de capital humano, além de impactarem o sistema de previdência social, aumentando os custos médico-hospitalares, e gerarem prejuízo patrimonial, entre outros.
“Teve um recorde histórico de investimento em manutenção das rodovias federais (…), a gente vinha de um déficit histórico na última década, foi o pior índice de investimento na malha rodoviária, que foi o número de 2022, e a gente deu um salto para ser um dos maiores volumes de investimento na última década”, afirmou a subsecretária do Ministério, Gabriela Avelino.
“Uma das mensagens que a gente gostaria de passar é sobre a importância de políticas públicas baseadas em evidências (…), então a gente tem feito esse esforço, principalmente nesse assunto de segurança viária e sinistro de trânsito, em tentar gerar dados que subsidiem o debate”, acrescentou.
por imprensa | maio 22, 2026 | Notícias, Outros
Intervenções no trecho de serra incluem adequações viárias, nova área de escape, iluminação e monitoramento para reforçar a segurança rumo ao Porto de Santos
O Governo de São Paulo vai ampliar a infraestrutura de segurança e operação no trecho de serra da Rodovia Anchieta (SP-150), principal corredor logístico do país para acesso ao Porto de Santos.
O pacote de melhorias inclui adequações geométricas em curvas da serra, para ampliar a segurança da circulação de Combinações de Veículos de Carga (CVCs) de até 30 metros de comprimento e até 74 toneladas, além da implantação de nova área de escape na pista Norte, reforço da iluminação e sistemas de monitoramento.
As intervenções previstas para o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) incluem ainda a ampliação da infraestrutura operacional da rodovia com instalação de câmeras de monitoramento (CFTV), painéis de mensagens variáveis (PMVs), radares e outros dispositivos de segurança ao longo da Anchieta, e uma base de Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU) entregue aos usuários em fevereiro deste ano.
“Estamos fortalecendo um dos corredores logísticos mais importantes do Brasil, responsável pela ligação entre o maior parque industrial do país e o Porto de Santos. São investimentos voltados principalmente à segurança viária, à operação da serra e à proteção dos caminhoneiros que utilizam diariamente esse trecho estratégico para a economia paulista e nacional”, afirma o secretário de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini.
Desde 2023, o Governo de São Paulo autorizou a circulação, durante a madrugada, de Combinações de Veículos de Carga (CVCs) de até 30 metros de comprimento no trecho de serra da Anchieta. Antes da medida, o limite permitido era de 26 metros, o que obrigava o desengate parcial das cargas durante a descida da serra, aumentando o número de viagens de caminhões, o fluxo na rodovia e os riscos operacionais no trajeto até a Baixada Santista.
As novas intervenções vão ampliar as condições de segurança para a circulação desses veículos de grande porte em um trecho de alta complexidade operacional e intenso fluxo logístico. O Sistema Anchieta-Imigrantes é uma das principais ligações rodoviárias do país para o transporte de cargas em direção ao Porto de Santos, complexo responsável por cerca de 30% da corrente comercial brasileira. Em 2025, o porto registrou recorde histórico de 186,4 milhões de toneladas movimentadas.
As obras reforçam a estratégia do Governo de São Paulo de modernização da infraestrutura logística e fortalecimento da segurança viária em corredores essenciais para a economia paulista. Segundo a Pesquisa CNT de Rodovias 2025, São Paulo concentra 14 das 20 melhores rodovias do Brasil, consolidando-se como referência nacional em infraestrutura e qualidade viária.
As melhorias serão executadas ao longo de 2026, com parte das intervenções prevista para conclusão até o primeiro semestre de 2027. Os investimentos previstos para as obras somam cerca de R$ 58 milhões.
por imprensa | maio 21, 2026 | Notícias, Outros
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou a Portaria SUROC nº 16/2026, que altera a Portaria SUROC nº 06/2026, responsável por regulamentar as regras de cadastramento do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT). A atualização promove ajustes relacionados ao cadastramento e à operacionalização do sistema, porém mantém a obrigatoriedade do CIOT para todos os transportadores a partir do dia 24 de maio de 2026.
Confira a portaria completa, clicando aqui.
por imprensa | maio 21, 2026 | Notícias, Outros
Encontro reunirá representantes da SENATRAN, lideranças da NTC&Logística e integrantes da COMJOVEM para debater ações de conscientização, educação e segurança viária no Brasil
A NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística realizará, hoje, dia 21 de maio de 2026, às 15 horas, uma live especial com o tema “PNATRANS e Maio Amarelo: ações práticas para salvar vidas no trânsito”, transmitida ao vivo pelo canal oficial da entidade no YouTube.
Promovida anualmente pela entidade durante a campanha Maio Amarelo, a iniciativa busca ampliar o debate sobre segurança viária, conscientização e educação no trânsito, além de reforçar as diretrizes da Política Nacional de Trânsito (PNATRANS), da qual a NTC&Logística participa ativamente por meio de discussões e iniciativas ligadas ao Transporte Rodoviário de Cargas.
O encontro também será uma oportunidade para apresentar ações e projetos desenvolvidos pelos Núcleos da COMJOVEM (Comissão de Jovens Empresários e Executivos do Transporte Rodoviário de Cargas), da NTC&Logística, além de iniciativas promovidas por empresas e parceiros do setor voltadas à preservação de vidas e à construção de um trânsito mais seguro.
A live contará com a participação de representantes da Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN): Izabela Rizzotti, coordenadora-geral de Formação e Educação para o Trânsito da SENATRAN; Camila Pilz, gerente de Projetos do Departamento de Segurança no Trânsito (DSEG/SENATRAN), e Daniel Canovas, coordenador do DSEG.
Representando a NTC&Logística, participarão o presidente da entidade, Eduardo Rebuzzi, e a assessora jurídica, Dra. Gil Menezes. A transmissão também terá a presença da Coordenação Nacional da COMJOVEM, com a participação do coordenador nacional Hudson Rabelo e do vice-coordenador Ítalo Grativol.
A proposta do encontro é promover uma reflexão entre poder público, lideranças do Transporte Rodoviário de Cargas, empresários e jovens empresários do setor sobre medidas efetivas de prevenção, educação e conscientização, fortalecendo o compromisso coletivo com a redução de mortes e lesões no trânsito brasileiro.
Canal oficial da NTC&Logística no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=XwwDen_nOcc
por imprensa | maio 21, 2026 | Notícias, Outros
Audiência na Comissão Especial da Câmara demonstra consenso empresarial pela negociação coletiva como alternativa à PEC 221/2019
A Comissão Especial da Câmara dos Deputados realizou, nesta segunda-feira (18), audiência pública para discutir a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) nº 221/2019, que propõe a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. O encontro reuniu representantes das principais confederações patronais e foi presidido pelo deputado federal Alencar Santana (PT-SP), com a presença do autor da proposta, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). O objetivo foi avaliar os limites e as possibilidades da medida sob a perspectiva do setor produtivo.
O destaque da sessão foi a participação do presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, que alertou para os impactos diretos da proposta no segmento. “No caso específico do transporte, temos que garantir ônibus urbanos circulando sete dias por semana. Não há como retirar o direito do cidadão de utilizar o transporte público. Se reduzirmos a jornada, será necessário contratar pelo menos mais 250 mil motoristas em um momento de pleno emprego, quando já falta mão de obra especializada. Isso implicará aumento de custos e, consequentemente, inflação – o que pode reduzir o poder de compra do trabalhador”, afirmou.
Vander Costa alertou, ainda, que qualquer mudança precisa ser feita com transição gradual e, sobretudo, por meio de negociação coletiva, para que empresas e trabalhadores encontrem soluções adequadas sem comprometer a oferta de serviços essenciais.
De acordo com a CNT, o setor já opera com margens reduzidas e enfrenta escassez de mão de obra, o que torna inviável absorver custos adicionais sem repasse ao consumidor. “Se o custo do transporte aumentar, o preço dos produtos vai subir e vai gerar inflação. Isso significa perda do poder de compra para todos os trabalhadores”, destacou, defendendo que qualquer alteração seja feita de forma gradual e negociada coletivamente, garantindo equilíbrio entre proteção ao trabalhador e sustentabilidade das empresas.
A posição foi acompanhada por outras entidades. O diretor da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Alexandre Furlan, destacou que “a negociação coletiva é a palavra-chave”, lembrando que cada setor tem suas peculiaridades e que mudanças rígidas podem gerar impactos econômicos negativos. Já a advogada da diretoria Jurídica e Sindical da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), Luciana Diniz Rodrigues, reforçou que “a média de jornada já está abaixo das 44 horas semanais graças às negociações coletivas”, alertando que engessar regras poderia prejudicar trabalhadores e ampliar a informalidade.
Além da CNT, da CNI e da CNC, também participaram da audiência representantes da Fin (Confederação Nacional das Instituições Financeiras), da CNSaúde (Confederação Nacional da Saúde), da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), do Sistema OCB (Organização das Cooperativas do Brasil), da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), entre outros.
Assista aqui a audiência na íntegra
Sobre a PEC
A Comissão Especial da Câmara dos Deputados foi criada para analisar propostas de alteração na jornada de trabalho, como a PEC nº 221/2019, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que prevê a redução gradual da jornada de 44 para 36 horas semanais em dez anos, e a PEC nº 8/2025, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que propõe uma semana de quatro dias com limite de 36 horas.
Segundo o presidente da Comissão, deputado Alencar Santana (PT-SP), o colegiado seguirá com novos debates até a conclusão do relatório inicial, que será apresentado pelo deputado Leo Prates (REPUBLICANOS-BA) em 20 de maio. A votação do texto final está marcada para o dia 26 de maio.
Debate ganha força nas páginas de opinião
O tema também foi destaque nas páginas de opinião da imprensa. No artigo “Redução da jornada exige debate sem improviso”, originalmente publicado no portal Poder360, Vander Costa destacou a necessidade de conduzir mudanças na jornada de trabalho com equilíbrio e diálogo. “A questão central é como promover essas mudanças de forma sustentável e equilibrada, sem gerar efeitos colaterais indesejados sobre o emprego, os custos e o funcionamento da economia brasileira”, escreveu.
No texto, o presidente do Sistema Transporte citou estudo que estima impacto de até R$ 27 bilhões no setor de transporte caso a jornada seja reduzida para 36 horas semanais, além da necessidade de contratar cerca de 240 mil trabalhadores adicionais para manter o nível atual de serviço. Ele destacou que o transporte é uma atividade intensiva em mão de obra e absolutamente essencial para o funcionamento do país, alertando que modelos rígidos e uniformes tendem a desconsiderar as particularidades do setor.
“O Brasil pode, sim, avançar na direção de jornadas mais equilibradas. Mas isso deve ser feito com planejamento, responsabilidade e diálogo entre trabalhadores, empresas e instituições”, concluiu.
por imprensa | maio 21, 2026 | Notícias, Outros
Presidente destacou a importância dos trechos das BRs-153, 282, 470 e 480
O presidente da Federação das Empresas de Transportes de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina – FETRANCESC, Dagnor Schneider, participou, na manhã desta segunda-feira (18), do programa Visão Geral, da Rádio Rural, para falar sobre o processo de concessão de rodovias federais em Santa Catarina. Durante a entrevista, Schneider ressaltou a importância da participação da sociedade nas audiências públicas que serão realizadas em várias regiões do Estado para debater os projetos de concessão.
Segundo ele, o momento é decisivo para avaliar se as propostas apresentadas pelo governo federal, por meio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), irão atender às necessidades do Estado pelos próximos 30 anos, período previsto nos contratos de concessão.
“É o momento oportuno da mobilização, da representação política e da sociedade organizada para avaliar se aquilo que está sendo proposto irá atender aos interesses e às demandas de Santa Catarina. Precisamos participar ativamente das audiências públicas e acompanhar criticamente esse processo”, afirmou Dagnor Schneider.
O presidente destacou que uma das audiências acontecerá em Chapecó, devido à relevância dos trechos localizados no Oeste catarinense. Entre os lotes previstos, estão segmentos das BRs-153, 282, 470 e 480, incluindo o trecho entre Concórdia e o Trevão do Irani, além da ligação até a divisa com o Paraná.
Conforme Schneider, o impacto das concessões será significativo para toda a região Oeste, especialmente diante do elevado fluxo de veículos nas rodovias catarinenses.
“Santa Catarina tem uma densidade de frota muito alta proporcionalmente à sua malha rodoviária. Isso acaba refletindo no alto índice de acidentes e nos congestionamentos frequentes. Precisamos garantir que essas concessões entreguem mais segurança e fluidez para o trânsito”, comentou.
Durante a entrevista, o presidente da FETRANCESC também avaliou que, apesar das críticas ao modelo de cobrança de pedágio, a concessão acabou se tornando uma das poucas alternativas viáveis para viabilizar melhorias estruturais nas rodovias federais.
“Infelizmente, nós já pagamos muitos tributos e deveríamos ter essa infraestrutura garantida pelo poder público. Mas essa não é a realidade brasileira. As rodovias não receberam os investimentos necessários ao longo dos anos, e acabamos tendo que aceitar a concessão com cobrança de pedágio como alternativa”, declarou.
Schneider ainda criticou o retorno de recursos federais destinados a Santa Catarina. Segundo ele, o Estado recebe menos investimentos em comparação com estados vizinhos, mesmo tendo forte contribuição tributária para a União.
“A gente fez uma análise comparativa dos últimos cinco anos, e Santa Catarina recebeu menos recursos federais do que Paraná e Rio Grande do Sul. Isso mostra que o Estado vem sendo desconsiderado pelo governo federal, principalmente quando falamos em infraestrutura”, pontuou.
Ao encerrar a entrevista, Dagnor Schneider reforçou a necessidade de mobilização regional para que os projetos de concessão contemplem obras consideradas prioritárias pela população e pelo setor produtivo catarinense.
“Precisamos entender quais são os melhores caminhos para que as concessões realmente entreguem qualidade, segurança e desenvolvimento para Santa Catarina”, concluiu.