Vendas de caminhões sobem 32,6% em março, mas trimestre preocupa

Vendas de caminhões sobem 32,6% em março, mas trimestre preocupa

Alta mensal sinaliza reação pontual, mas queda no acumulado reflete juros altos e frete pressionado, mantendo transportadores cautelosos em 2026

As vendas de caminhões voltaram a crescer em março, mas o desempenho no acumulado do ano ainda aponta para um mercado mais cauteloso. Pressionado por juros elevados e menor apetite por investimento, o setor segue operando em ritmo mais lento na comparação anual.

Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) mostram que foram licenciados 8.767 caminhões em março de 2026, alta de 32,6% sobre fevereiro, quando haviam sido vendidas 6.611 unidades. Apesar da recuperação na margem, o resultado ainda representa uma queda de 3,6% em relação a março de 2025, sinalizando que a demanda segue enfraquecida na comparação interanual.

No acumulado do primeiro trimestre, o mercado soma 21.751 unidades, retração de 19,3% frente ao mesmo período do ano passado, quando foram emplacados 26.946 caminhões. O desempenho reforça a percepção de que transportadoras e autônomos seguem mais seletivos na renovação de frota, diante do custo elevado do crédito e das incertezas econômicas.

A alta de março pode indicar uma recomposição pontual da demanda, possivelmente influenciada por entregas represadas ou ajustes operacionais das frotas. Ainda assim, o cenário estrutural permanece desafiador, com margens pressionadas no transporte e menor previsibilidade sobre o comportamento do frete ao longo do ano.

Outro sinal de fragilidade é a perda de participação dos caminhões no mercado total de veículos, cuja fatia recuou de 2,5% no primeiro trimestre de 2025 para 1,7% em 2026. O dado mostra que a recuperação do segmento tem sido mais lenta do que a de outras categorias.

A leitura do mercado, no entanto, vai além dos números. O desempenho de março evidencia que há demanda reprimida no setor, mas que ainda não se traduz de forma consistente em novos negócios. Trata-se menos de falta de necessidade e mais de restrições para viabilizar a compra, sobretudo em um ambiente de crédito caro e seletivo.

“O momento que nós estamos vivendo é de muita incerteza”, afirmou o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, durante coletiva. Segundo ele, esse ambiente, marcado por dúvidas sobre crescimento, inflação e juros, tem impacto direto sobre as decisões de investimento no setor.

Dependência do crédito e cenário global

O principal entrave continua sendo o financiamento. Como o segmento depende fortemente de crédito, o nível elevado dos juros tem efeito direto sobre a decisão de investimento. “Dependendo dos juros, os setores serão mais prejudicados”, disse o executivo, ao destacar que o custo do dinheiro segue como fator determinante para a retomada.

Além disso, o ambiente macroeconômico global adiciona uma camada extra de pressão, com volatilidade no preço do petróleo e incertezas geopolíticas afetando custos e previsibilidade. Esse cenário impacta diretamente a operação das transportadoras, já que a oscilação do diesel e a pressão sobre o frete comprimem margens e reduzem a capacidade de renovação de frota.

Com isso, mesmo diante da necessidade operacional, muitos operadores optam por postergar decisões. “Nesse momento, a gente acha que é um momento de cautela”, reforçou Arcelio Junior.

O descompasso em relação a outros segmentos automotivos também chama atenção. Enquanto veículos leves apresentam desempenho mais robusto, impulsionados por melhores condições de crédito e incentivos, o mercado de caminhões segue mais dependente do ciclo econômico e da confiança empresarial.

Apesar do cenário desafiador, a Fenabrave decidiu manter, por ora, sua projeção para o ano. A entidade estima o emplacamento de 114.752 caminhões em 2026, o que representaria uma alta de 3,5% sobre as 110.873 unidades registradas em 2025.

Para os próximos meses, a expectativa é que o desempenho do setor continue condicionado à evolução das taxas de juros e à retomada da confiança dos transportadores. Sem esses gatilhos, a tendência é de recuperação gradual, com oscilações ao longo do ano e ainda distante de uma retomada mais consistente em 2026.

Novas concessões de rodovias em SC ganham protagonismo com previsão de R$ 9,2 bilhões em investimentos

Novas concessões de rodovias em SC ganham protagonismo com previsão de R$ 9,2 bilhões em investimentos

Lotes das Rodovias Integradas concentram expectativas para 2026, apesar de desafios técnicos

Diante das incertezas que cercam os leilões de rodovias federais em Santa Catarina em 2026, os projetos de novas concessões passaram a ocupar o centro das atenções. Os lotes 1 e 3 das chamadas Rodovias Integradas de Santa Catarina despontam como as principais apostas do governo federal para viabilizar investimentos robustos em infraestrutura viária no Estado.

O Lote 1, considerado o mais abrangente, contempla cerca de 515 quilômetros de rodovias, com destaque para a BR-470 – um dos principais corredores logísticos de Santa Catarina –, além de trechos das BRs 153 e 282. A previsão é de investimentos na ordem de R$ 6,45 bilhões. O cronograma indica publicação do edital até julho e realização do leilão em novembro deste ano.

Já o Lote 3, com extensão de 166 quilômetros, abrange rodovias estratégicas do Oeste catarinense, incluindo trechos das BRs 282, 153 e 480. Para este lote, o volume estimado de investimentos é de R$ 2,82 bilhões, com o mesmo calendário previsto: edital até julho e leilão até novembro.

Os dois projetos envolvem a concessão inédita dessas rodovias à iniciativa privada, o que exige uma série de etapas técnicas, jurídicas e regulatórias. O processo passa pela análise do Ministério dos Transportes, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e, posteriormente, pelo crivo do Tribunal de Contas da União (TCU), responsável por validar os estudos e garantir a viabilidade dos contratos.

Mesmo com os cronogramas mantidos até o momento, especialistas alertam que o prazo é desafiador. A complexidade dos projetos de concessão, somada ao tempo necessário para avaliação dos órgãos de controle, pode impactar a realização dos leilões ainda em 2026.

O protagonismo dos lotes 1 e 3 também se deve ao enfraquecimento de outros projetos importantes. A repactuação da BR-101 Norte, considerada o principal leilão do ano, foi descartada por falta de consenso no TCU. Já a proposta de otimização da BR-116, no Planalto Sul, segue atrasada e ainda não foi encaminhada para análise.

Com isso, as novas concessões ganham ainda mais relevância no planejamento da infraestrutura rodoviária catarinense. Caso sejam concretizadas, as obras previstas devem melhorar a logística, ampliar a segurança viária e impulsionar o desenvolvimento econômico em diferentes regiões do Estado – especialmente no Vale do Itajaí e no Oeste, diretamente beneficiados pelos trechos incluídos nos dois lotes.

Concessionárias realizam obras em 14 rodovias do Sul de Minas nesta semana

Concessionárias realizam obras em 14 rodovias do Sul de Minas nesta semana

Intervenções das empresas EPR Sul de Minas e Vias do Café podem causar interdições e sistema Pare e Siga até o próximo domingo

As concessionárias EPR Sul de Minas e EPR Vias do Café iniciaram, nesta segunda-feira (6), um cronograma de obras que atinge 14 rodovias da região. As frentes de trabalho, que somam mais de 27 pontos apenas em uma das áreas de concessão, seguem até domingo (12) com o objetivo de realizar manutenções de pavimento, drenagem e reforço na sinalização.

As intervenções ocorrem em rodovias importantes, como a BR-459, MG-290, MGC-491 e BR-265. O cronograma abrange as cidades de Pouso Alegre, Poços de Caldas, Itajubá, Varginha, Alfenas, Lavras e Guaxupé. Em trechos específicos, como na MG-455 em Santa Rita de Caldas, o sistema Pare e Siga funcionará durante 24 horas para viabilizar serviços de reciclagem e manutenção.

Os serviços são realizados diariamente, das 7h às 17 horas. Motoristas devem ficar atentos para interdições parciais com tempo de espera de até 15 minutos e redução da velocidade para 40 km/h nos pontos com equipes na pista.

A execução das melhorias depende de condições climáticas favoráveis. Em caso de chuva forte, as atividades podem ser reprogramadas.

Participe: NTC&Logística realiza levantamento de dúvidas sobre a nova Medida Provisória do Piso Mínimo de Frete

Participe: NTC&Logística realiza levantamento de dúvidas sobre a nova Medida Provisória do Piso Mínimo de Frete

A Medida Provisória nº 1.343/2026, publicada em 19 de março de 2026 e regulamentada pelas Resoluções ANTT nº 6.077 e nº 6.078, ambas de 24 de março de 2026, trouxe alterações relevantes na Política Nacional do Piso Mínimo de Frete, além de mudanças no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) e no Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), com potenciais impactos imediatos nas operações das empresas do Transporte Rodoviário de Cargas.

Diante desse cenário, a NTC&Logística está conduzindo uma análise técnica e jurídica aprofundada das medidas, com o objetivo de consolidar, de forma clara e objetiva, os principais pontos de atenção para o setor.

Para fortalecer esse trabalho e garantir uma avaliação alinhada à realidade das empresas, a entidade convida seus associados e representantes das empresas de transporte a participarem do levantamento, encaminhando dúvidas e questionamentos sobre a aplicação prática da Medida Provisória nas operações do dia a dia.

As contribuições recebidas serão fundamentais para subsidiar o posicionamento técnico da NTC&Logística, apoiar a interlocução com a agência reguladora e orientar a definição de estratégias regulatórias em defesa do Transporte Rodoviário de Cargas.

Prazo para envio: até 11 de abril de 2026

Clique aqui e acesse o formulário

A NTC&Logística enfatiza a importância da participação de todos os associados, contribuindo para a construção de um entendimento sólido e representativo de todo o setor.

O mercado está escolhendo fornecedores com base em ESG – e o transporte de cargas está no centro disso

O mercado está escolhendo fornecedores com base em ESG – e o transporte de cargas está no centro disso

Critérios ESG passam a impactar a escolha de fornecedores logísticos, e transportadoras que se antecipam ganham vantagem competitiva no mercado

A sustentabilidade deixou de ser apenas uma pauta institucional para se tornar um fator decisivo nas relações comerciais. No Transporte Rodoviário de Cargas, essa mudança já é perceptível: empresas contratantes estão incorporando critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) na escolha de seus parceiros logísticos.

Grandes companhias – especialmente multinacionais e empresas de capital aberto – vêm adotando novos padrões de reporte climático e ambiental, ampliando a exigência de transparência em toda a cadeia produtiva. Na prática, isso significa que essas organizações precisam medir, monitorar e divulgar as emissões associadas às suas operações, o que inclui diretamente os serviços de transporte.

Esse movimento reposiciona o papel das transportadoras na cadeia logística. Mais do que executar a operação, passa a ser necessário comprovar eficiência ambiental, controle de emissões e compromisso com práticas sustentáveis.

Para as empresas do setor, essa nova realidade traz desafios, mas também abre oportunidades relevantes. Transportadoras que conseguem estruturar sua gestão ambiental e apresentar dados confiáveis tendem a:

  • fortalecer o relacionamento com clientes estratégicos;
  • aumentar a competitividade em processos de contratação e licitações;
  • acessar novas oportunidades de negócio, especialmente com grandes embarcadores.

Por outro lado, a gestão de indicadores ambientais exige novas ferramentas, organização de dados e conhecimento técnico – o que ainda representa uma barreira para muitas empresas.

Diante desse cenário, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) firmou parceria com a Domani Global, especializada em soluções tecnológicas e estratégicas em ESG, com foco em atender empresas de todos os portes do Transporte Rodoviário de Cargas.

A iniciativa tem como objetivo facilitar o acesso das transportadoras a ferramentas que permitam mensurar emissões, acompanhar indicadores ESG e estruturar planos de ação, de forma prática e alinhada à realidade operacional do setor.

Soluções disponíveis para empresas associadas à NTC&Logística
  • Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE)

Mensuração das emissões nos escopos 1, 2 e 3, conforme padrões técnicos.

  • Plataforma Domani SaaS – Sustainability as a Service

Sistema digital para gestão ESG, controle de indicadores e geração de relatórios.

  • Diagnóstico ESG e Plano de Descarbonização

Estruturação de estratégias para redução e compensação de emissões.

  • Treinamentos e capacitações corporativas

Formação técnica para equipes com foco em práticas sustentáveis.

  • Certificação e Selo Carbono Neutro

Reconhecimento para empresas que compensam suas emissões.

  • Atendimento especializado para o Transporte Rodoviário de Cargas

Suporte técnico alinhado às necessidades do setor.

Além disso, empresas associadas à NTC&Logística contam com condições especiais e desconto exclusivo na contratação dos serviços.

Serviço

Domani Global – Sustentabilidade para o Transporte de Cargas

E-mail: contato@domani.global Telefone/WhatsApp: (11) 99559-8402

Site: www.domani.global

Redes sociais: LinkedIn, Instagram e demais plataformas oficiais Código de desconto para associadas da NTC&Logística: NTC15

SEST SENAT promove Mobilização Nacional de Saúde com ações gratuitas em todo o país

SEST SENAT promove Mobilização Nacional de Saúde com ações gratuitas em todo o país

O SEST SENAT iniciou, neste mês de abril, mais uma edição da Mobilização Nacional de Saúde, reforçando a importância da integração entre qualidade de vida, saúde mental e segurança viária.

A iniciativa, realizada anualmente em celebração ao Dia Mundial da Saúde, comemorado em 7 de abril, mobiliza as Unidades Operacionais da instituição em todo

o país para levar informação, serviços e orientação aos trabalhadores do transporte e à população em geral.

Ao longo do mês, será promovida uma série de atividades gratuitas, como blitze educativas, palestras de conscientização e atendimentos de saúde. As ações têm como objetivo estimular hábitos saudáveis, prevenir doenças e contribuir para a redução de acidentes no trânsito.

Profissionais do SEST SENAT estarão presentes em diversas localidades, oferecendo orientações sobre cuidados com a saúde física e mental, gestão do estresse e práticas que favorecem o bem-estar no dia a dia. A programação também busca ampliar o acesso da população aos serviços disponibilizados pela instituição.

A Mobilização Nacional de Saúde reforça o compromisso do SEST SENAT com a qualidade de vida dos trabalhadores do transporte e de toda a sociedade, evidenciando que a promoção da saúde é fator essencial para um trânsito mais seguro.

Clique aqui para conferir a programação completa das atividades.