por imprensa | set 11, 2026 | Notícias, Outros
Encontro reuniu confederações empresariais para discutir participação do setor produtivo nas decisões da OIT, qualificação profissional e segurança jurídica
O Sistema Transporte participou, nesta terça-feira (8), de reunião com Karen Rosales, especialista principal de Atividades com Empregadores da Organização Internacional do Trabalho (ACT/EMP-OIT) para o Cone Sul. Realizado na sede da CNI (Confederação Nacional da Indústria), em Brasília, o encontro reuniu representantes das confederações nacionais de empregadores membros da OIE (Organização Internacional dos Empregadores) para discutir prioridades do setor produtivo e fortalecer a interlocução com a OIT no Brasil.
Pelo Sistema Transporte, participaram o diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza, e o gerente-executivo de Relações Trabalhistas e Sindicais da CNT, Frederico Toledo Melo. Entre os temas apresentados pela Confederação, estiveram a qualificação profissional, a preservação do emprego formal diante das novas formas de trabalho e a segurança jurídica na aplicação das Convenções nº 169 e nº 190 da OIT.
As entidades também destacaram os impactos da falta de previsibilidade na aplicação da Convenção nº 169, que trata dos direitos de povos indígenas e tribais e estabelece a necessidade de consulta prévia em determinadas situações.
O setor produtivo defende parâmetros claros para procedimentos, prazos e critérios de consulta, de modo a garantir maior segurança jurídica para a implantação de empreendimentos estratégicos de infraestrutura. Também foram defendidos critérios mais objetivos para a aplicação da Convenção, com o objetivo de ampliar a previsibilidade das decisões de órgãos públicos e do Judiciário.
Como encaminhamento, a ACT/EMP comprometeu-se a compartilhar estudos sobre experiências de países latino-americanos, como Peru, Colômbia e Chile, na regulamentação da Convenção nº 169. Também será organizado um intercâmbio entre organizações empresariais da região para discutir boas práticas de regulamentação.
Fortalecimento do tripartismo
A participação efetiva dos empregadores nas iniciativas da OIT foi um dos principais pontos da reunião. Para as entidades, a presença do setor produtivo é fundamental para fortalecer o princípio do tripartismo, que orienta a atuação da organização a partir do diálogo entre governos, empregadores e trabalhadores.
Nesse sentido, as confederações manifestaram preocupação com projetos e iniciativas desenvolvidos no Brasil sem a participação de organizações empresariais ou consulta aos empregadores.
A ACT/EMP comprometeu-se a reforçar, junto ao escritório da OIT no Brasil, a necessidade de consulta efetiva aos empregadores. Também será estruturado um canal de interlocução para acompanhar projetos, capacitações e demais iniciativas da organização no país, além da construção de propostas de cooperação técnica alinhadas às prioridades do setor empregador.
“Os projetos da OIT devem considerar as necessidades e expectativas dos empregadores desde a sua concepção. Precisamos fortalecer o canal de comunicação, assegurar a consulta prévia e construir propostas conjuntas que agreguem valor às empresas e às suas organizações representativas”, ressaltou Karen Rosales, ao falar sobre o papel da ACT/EMP como braço técnico da OIT.
Qualificação e novas relações de trabalho
A escassez de mão de obra qualificada também esteve entre as pautas apresentadas pela CNT. Apesar dos indicadores positivos de emprego, as empresas enfrentam dificuldades para preencher vagas, especialmente em atividades que exigem formação e qualificação específicas.
De acordo com Valter Souza, o cenário representa um descompasso no mercado de trabalho. “Temos pessoas procurando trabalho e, ao mesmo tempo, empresas que não conseguem preencher suas vagas por falta de qualificação. No transporte, a escassez de motoristas profissionais limita a capacidade de crescimento do setor”, afirmou.
As entidades também discutiram os desafios relacionados às novas formas de trabalho, especialmente aquelas geradas pela economia de plataforma. Nesse contexto, destacaram a necessidade de preservar a formalização das relações de trabalho e evitar situações de concorrência desleal no mercado.
Outro tema abordado foi a implementação da Convenção nº 190 da OIT, que trata da violência e do assédio no mundo do trabalho. Na avaliação das confederações, é fundamental que a aplicação das normas internacionais no Brasil considere as responsabilidades dos diferentes atores e a realidade operacional das empresas. O país já possui regulamentação sobre o tema, com abordagem distinta daquela prevista na Convenção nº 190.
por imprensa | set 11, 2026 | Notícias, Outros
O Panorama ESG do Transporte Rodoviário em SP é um estudo inédito que mede a maturidade em sustentabilidade das empresas de transporte, à luz da norma ABNT PR 2030
As três federações do transporte rodoviário do Estado de São Paulo – Fetcesp (cargas), Fetpesp (passageiros) e Fresp (passageiros por fretamento) – apresentam o Panorama ESG do Transporte Rodoviário no Estado de São Paulo, o primeiro estudo setorial a medir, com o rigor de uma norma técnica, o grau de maturidade das empresas de transporte em práticas ambientais, sociais e de governança (ESG). Inédito no setor, o trabalho foi desenvolvido e operado tecnicamente pela Easy ESG e conta com o patrocínio da Mercedes-Benz e do Despoluir – Programa Ambiental do Transporte, mantido pela CNT e pelo Sest Senat.
Ao todo, 39 empresas de transporte de todo o Estado de São Paulo aderiram à iniciativa – entre transportadoras de carga, operadoras de passageiros e empresas de fretamento. O estudo mostra que o transporte de carga lidera os três eixos que compõem o ESG – ambiental, social e governança –, puxado pela exigência ESG de seus embarcadores.
O segmento é impactado mais diretamente pela pressão de embarcadores com metas ESG próprias, que passaram a exigir inventários de emissões e evidências de conformidade – uma demanda da cadeia que funciona como motor externo de maturidade. O estudo sugere que “a cadeia é um poderoso indutor de maturidade – e que estimular essa cobrança, inclusive por meio de políticas públicas e de contratos, pode acelerar o conjunto do setor”.
Maturidade média por segmento de atividade
Transporte rodoviário de carga: 30,2%
Passageiros, municipal/metropolitano: 17,7%
Fretamento e outros: 16,7%.
Boas práticas
Entre os cases citados pelo estudo (lembrando que os resultados são apresentados de forma anônima e agregada, sem identificação de qualquer organização), está uma operadora de transporte de passageiros com a maior nota social entre as pesquisadas (59%), puxada por diálogo social e desenvolvimento territorial (cerca de 80%) e direitos humanos (cerca de 67%) – a evidência mais concreta de engajamento comunitário estruturado, coerente com um segmento de forte vínculo com o território.
Equilíbrio
Entre os três eixos, o equilíbrio é maior do que o senso comum sugeriria, segundo o estudo. O Social lidera (26,2%), seguido de perto pelo Ambiental (25,4%). A Governança aparece como o elo mais frágil (22,0%) – um achado que contraria a expectativa de que o transporte estaria atrasado sobretudo na dimensão ambiental.
por imprensa | set 11, 2026 | Notícias, Outros
Leilões recentes tentam resolver gargalos que ciclos de concessão anteriores não conseguiram; setor corre para achar mão de obra, construtoras e fornecedores
É público e notório que Minas Gerais vivencia um dos maiores ciclos de leilões de rodovias de sua história nos últimos anos. Por meio de concessões estaduais e principalmente federais, os certames recentes agora tentam resolver antigos gargalos logísticos do estado que os ciclos de concessões rodoviárias anteriores não conseguiram. Dessa vez, porém, o setor de rodovias garante que a história será diferente.
Em entrevista a O TEMPO, o diretor-presidente da Associação Brasileira das Concessionárias Rodoviárias (ABCR), Marco Aurélio de Barcelos, reconhece que há um descrédito da população mineira em relação à realização das obras prometidas nas concessões, mas, agora, desde a nova modelagem dos contratos à estruturação das empresas, a questão financeira não é vista como um problema para as concessionárias do estado.
A ABCR estima que o setor de rodovias alcançará, em 2026, um novo recorde de investimentos superior a R$ 30 bilhões. Desse montante, R$ 8 bilhões deverão ser destinados às rodovias de Minas Gerais.
Os desafios para o setor de rodovias no estado, agora, são outros, ainda que também sejam de motivação econômica. Agora, as concessionárias penam para encontrar mão de obra disponível, tanto de profissionais mais qualificados quanto de posições mais operacionais, bem como construtoras e fornecedores que deem conta da grande demanda por obras.
Dentro da nova onda de leilões de rodovias em Minas Gerais, inclusive, alguns certames foram frutos de antigos negócios que não deram certo no passado – marcados por crise econômica, frustrações com projeções de demanda, pandemia, e os impactos da Operação Lava Jato sobre grandes grupos da infraestrutura nacional.
As concessões das Vias Mineira e Cristais – ambas na BR-040, sendo a primeira, de Juiz de Fora, na Zona da Mata, até Belo Horizonte, e a segunda, da capital mineira até Cristalina (GO), hoje sob administração da EPR e Vinci Highways, respectivamente –, faziam parte do antigo trecho de 936,8 quilômetros da rodovia entre Brasília (DF) e Juiz de Fora (MG), sob posse da Via 040, do Grupo Invepar, desde 2014.
Três anos depois de assumir a concessão, a Via 040 se tornou a primeira concessionária de rodovia do país a formalizar um pedido de devolução amigável do ativo, ao alegar desequilíbrio econômico-financeiro. Apesar do nome, o processo não foi nada amigável e se estendeu em uma longa disputa judicial, entre a concessionária e a União, por discordâncias em indenizações, multas e deveres do contrato.
O imbróglio sobre a operação da rodovia terminaria somente em 2024, com a saída da Via 040 após os leilões de trechos da concessão e a entrada dos novos gestores. Na parte da indenização, contudo, o acordo entre o Grupo Invepar e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ainda está em negociação.
Já as concessões das Rotas do Zebu e Sertaneja, ambas na BR-262 (a segunda também na BR-153) e arrematadas pela Way Concessões, faziam parte de uma antiga concessão de 1.177 km das BR-060, BR-153 e BR-262, entre Brasília e Betim, na Grande BH, pertencente a Concebra, do Grupo Triunfo, desde 2014.
A Concebra pediu a devolução da concessão em 2020, após o Grupo Triunfo entrar em recuperação judicial em 2019. O processo também envolveu uma longa disputa judicial entre governo federal e concessionária por desacordos em indenizações e multas, e agora caminha para um encerramento definitivo, após uma solução consensual aprovada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), com a saída total da Concebra da operação.
Na rodovia Fernão Dias, o trecho da BR-381 que conecta Belo Horizonte a São Paulo, o caminho foi outro: a repactuação do “contrato estressado”. A concessão da rodovia passou por um novo leilão, que contou com a presença da antiga concessionária na disputa, a Arteris.
A nova concessão da Fernão Dias foi projetada no âmbito do programa de otimização contratual de concessões rodoviárias do Ministério dos Transportes. O Ministério e a Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT) chegaram a um acordo com a Arteris Fernão Dias pela repactuação contratual da rodovia.
O leilão da Fernão Dias foi a primeira otimização contratual da ANTT disputada por outros players do que apenas a atual operadora. Os outros certames do tipo tinham atraído apenas o interesse das atuais concessionárias. A Motiva tornou-se a nova concessionária da rodovia após vencer o leilão no final do ano passado. O trecho pertencia à concessionária Arteris desde 2008.
Na avaliação do governo federal, a otimização contratual da Fernão Dias corrigiu distorções da antiga concessão. A Arteris executou praticamente todo o programa de obras previsto, mas o antigo contrato de concessão não previa regras claras sobre ampliação de capacidade e outras melhorias, em caso de aumento do volume de tráfego com o passar do tempo.
A União chegou a estudar uma extensão contratual com a Arteris antes de optar pela disputa da concessão otimizada. O caso da Fernão Dias foi o 16º acordo de solução consensual homologado pelo TCU e o primeiro do setor em que houve concordância de todos os integrantes da negociação – a ANTT, o Ministério dos Transportes, a concessionária e as áreas técnicas da Corte de Contas.
Alinhamento dos astros
O grande volume de investimentos em um setor de capital intensivo como o de concessões rodoviárias sempre é desafiador, afirma o diretor-presidente da ABCR, já que demanda um alinhamento muito bem concatenado de parte a parte – concessionária, cadeia de atores que influenciam o fluxo de uma concessão, licenciamento ambiental e órgão regulador.
Outrora uma dificuldade para as concessionárias, o financiamento das concessões evoluiu bastante, sobretudo no mercado de capitais. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ainda é um dos grandes financiadores do setor, mas o executivo destaca que o mercado financeiro ajudou a democratizar as fontes de financiamento, com uma estrutura muito mais robusta para dar conta da demanda.
“Os tempos e movimentos têm que estar muito calibrados. Mas o que eu percebo: a questão financeira é um não problema hoje. Seja porque os grupos, sobretudo estes que estão aqui em Minas, estão bem capitalizados, seja porque a disponibilidade de financiamento, hoje, está equacionada nas diversas ferramentas que existem”, analisa Marco Aurélio de Barcelos.
O patamar elevado da Taxa Básica de Juros (Selic) – atualmente, em 14% ao ano – ainda é um problema. Contudo, o executivo aponta que a Selic alta, em alguma medida, acaba sendo refletida na tarifa de pedágio nos leilões do atual ciclo. Um cenário desafiador para a concessionária e acaba por penalizar o usuário da rodovia.
Por isso, Marco Aurélio de Barcelos não vê desafios do ponto de vista financeiro para as concessionárias de rodovias em Minas Gerais. Ele considera que a situação econômica das empresas que operam no estado está muito bem equacionada, com muitos grupos com capital próprio e robustez para dar conta das obras contratadas.
“O novo modelo de contratos, que afastou ‘aventureiros’, ajuda nessa robustez. Nenhuma concessionária, hoje, entra acreditando que depois dá um jeito, até porque o contrato não deixa mais. A análise de investimento é muito criteriosa, algumas concessionárias são muito seletivas”, avalia o diretor-presidente da ABCR.
Procuram-se construtoras e profissionais
Se os antigos desafios econômico-financeiros das concessionárias parecem superados, surgiram novas pedras ou, por que não dizer, buracos no caminho. Com uma carteira de projetos de R$ 400 bilhões entre investimentos já contratados e previstos, principalmente para os próximos dez anos, faltam construtoras, empresas de suprimento e de prestação de serviços para dar conta de tanta demanda.
O setor de rodovias está “de bandeira amarela para vermelha” nessa questão, afirma Marco Aurélio de Barcelos, ao fazer uma analogia com as bandeiras tarifárias do setor de energia. A falta de empresas na cadeia de valor começa a se tornar um ponto crítico para as concessionárias.
O desenvolvimento da cadeia de valor terá de ser pensado como uma política pública, ressalta o executivo, para dar suporte para as construtoras médias e até mesmo para as grandes, para que todas consigam se mobilizar de uma forma mais rápida, com capital de giro para aquisição de máquinas, e se sintam atraídas a trabalhar em grandes projetos.
As concessionárias de rodovias ainda precisam convencer o setor de construção de que há uma janela de investimento importante no momento – as construtoras, principalmente as menores, ainda se sentem inseguras de fazerem grandes aportes por incerteza com a continuidade da onda de concessões em infraestrutura.
“Muita gente ainda acha que uma concessionária é uma empreiteira. Não necessariamente. Há concessionárias, hoje, que são fundos de investimento. Elas contratam as construtoras, os operadores. Tem sido muito desafiador conseguir boas construtoras. Elas já começam a ficar entaladas de tanta demanda”, disse o diretor-presidente da ABCR.
Há ainda outro buraco na mão de obra, que também está de bandeira amarela para vermelha. Faltam bons engenheiros para dar conta de tantas intervenções rodoviárias, bem como de profissionais de qualificações menores para estar dentro do dia a dia das concessionárias, como operador de máquina e arrecadador de pedágio.
Em algumas regiões, as concessionárias acabam por disputar os profissionais com outras indústrias. No caso de Minas, o setor compete com a mineração; em outros estados, com a agropecuária. Além disso, o setor tenta pensar no desenvolvimento tecnológico para superar a dificuldade de mão de obra, como o pedágio eletrônico, conhecido como free flow.
“É verdade que o free flow demanda outro tipo de mão de obra, que é o validador, que fica no escritório olhando as fotos. Mas talvez ali tenha uma atratividade maior, um salário mais interessante. A pessoa não tem que ficar exposta na rodovia, no tempo, no veículo”, comenta Marco Aurélio de Barcelos.
por imprensa | set 10, 2026 | Destaques, Notícias, Outros
Iniciativa vai receber contribuições para a elaboração da Agenda Regulatória da Agência para o biênio 2027/2028
A NTC&Logística reforça junto às empresas e entidades associadas a importância da participação na Tomada de Subsídios nº 05/2026, promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) entre os dias 8 e 25 de setembro de 2026. A iniciativa tem como objetivo receber contribuições da sociedade para a elaboração da Agenda Regulatória da ANTT para o biênio 2027/2028.
De acordo com a ANTT, a Agenda Regulatória é o instrumento de planejamento que estabelece os temas prioritários para a atuação regulatória da Agência, contribuindo para ampliar a transparência, a previsibilidade e a participação social no processo regulatório.
Durante a Tomada de Subsídios, os interessados poderão avaliar o Portfólio Inicial de Projetos, sugerir ajustes ou novos temas e indicar problemas ou lacunas regulatórias relacionados aos serviços regulados pela ANTT.
Para a NTC&Logística, a participação das empresas do Transporte Rodoviário de Cargas é especialmente importante, uma vez que permite levar à Agência experiências, demandas e questões identificadas diretamente nas operações do setor, contribuindo para que a futura Agenda Regulatória considere os impactos e as necessidades dos agentes regulados.
As contribuições deverão ser encaminhadas, preferencialmente, pelo Sistema ParticipANTT. Segundo as orientações da Agência, também será possível encaminhar manifestações pelos Correios, para a sede da ANTT, ou por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI).
NTC&Logística orienta associados a participarem
A NTC&Logística recomenda que empresas e entidades associadas avaliem os temas apresentados pela ANTT e participem do processo sempre que identificarem questões que possam contribuir para o aprimoramento da regulamentação do Transporte Rodoviário de Cargas.
A entidade reforça que esse tipo de consulta constitui uma oportunidade para que o setor participe diretamente da construção das prioridades regulatórias que poderão orientar a atuação da Agência nos próximos anos.
Período para contribuições: de 8 a 25 de setembro de 2026.
Sistema ParticipANTT:
https://participantt.antt.gov.br/eventos?CodigoAudiencia=688
A própria ANTT destaca que a participação é fundamental para a construção de uma Agenda Regulatória alinhada às necessidades dos usuários, dos agentes regulados e da sociedade.
Confira a Nota Técnica, clicando aqui
por imprensa | set 10, 2026 | Notícias, Outros
Painel discutiu os desafios da matriz logística brasileira e o papel de dados, inteligência artificial e combustíveis sustentáveis na construção de um transporte mais competitivo e sustentável
Pelo segundo ano consecutivo, o SEST SENAT participou do Hacktown, festival de inovação, tecnologia e criatividade realizado em Santa Rita do Sapucaí, no interior de Minas Gerais. O evento reúne empresas, startups, investidores, profissionais e especialistas de diferentes áreas em uma programação com palestras, ativações de marcas, showcases e experiências voltadas à inovação e ao futuro.
Entre as atividades, o diretor-adjunto nacional do SEST SENAT, Vinícius Ladeira, participou do painel “A evolução do asfalto: matriz logística, competitividade e sustentabilidade no Brasil”, ao lado de Marco Cesarino, executivo da Marco X, e Matheus Cardoso, Chefe de Transporte da Natura & Co – Supply Chain e Logística.
O debate abordou desafios e oportunidades para tornar a logística brasileira mais competitiva, com destaque para a necessidade de uma matriz de transporte mais equilibrada, o uso estratégico de dados e inteligência artificial, a descarbonização e os investimentos em infraestrutura.
Durante o painel, Vinícius Ladeira destacou a importância de ampliar a participação de modalidades como ferrovias, cabotagem e hidrovias, sem deixar de reconhecer a relevância do transporte rodoviário. Segundo ele, o Brasil precisa avançar em investimentos estruturantes e de longo prazo, combinando recursos públicos e privados.
O diretor também ressaltou o potencial do biometano em corredores logísticos e defendeu a articulação entre transportadoras, embarcadores, fabricantes de veículos e produtores de combustível para viabilizar novas soluções em escala.
Outro tema discutido foi o papel dos dados na transformação do setor. Para Vinícius, as empresas já dispõem de um grande volume de informações, mas ainda enfrentam o desafio de organizar esses dados e transformá-los em inteligência aplicada.
Nesse contexto, a formação profissional é uma frente estratégica para preparar trabalhadores e empresas para o uso de novas tecnologias. A presença do SEST SENAT em ambientes de inovação contribui, segundo ele, para aproximar o setor de tendências e soluções que podem ser incorporadas à realidade das operações.
Matheus Cardoso apresentou experiências da Natura relacionadas à redução de emissões e à revisão de operações logísticas. Os exemplos mostraram como decisões orientadas pela descarbonização também podem gerar ganhos de eficiência e redução de custos.
Um dos casos citados foi a criação de uma operação de estoque e separação em Manaus, que reduziu a dependência do transporte aéreo para a Região Norte. A discussão mostrou que sustentabilidade e competitividade podem caminhar juntas quando a cadeia logística é analisada de forma integrada.
Transporte se conecta à inovação
A participação do SEST SENAT no Hacktown também contou com empresas do setor de transporte convidadas pela instituição, entre elas VIX; TB Serviço Imediato; Nexway; AzulMob; JSL; Expresso Nepomuceno; Saritur; Tirulessa; Fadel; Grupo Rodap; Princesa do Sul; JAMEF; DHL; Prosegur; Expresso Planalto; Bravo LOG e Rodonaves.
A iniciativa aproxima empresas de transporte de um dos principais ambientes brasileiros de inovação e cria oportunidades para troca de experiências, contato com novas tecnologias e discussão de soluções para os desafios atuais e futuros da logística.
Para João Costa, coordenador de treinamento da VIX Logística, conhecer iniciativas de startups, especialmente na área de educação corporativa, é uma oportunidade para identificar soluções que podem contribuir para o trabalho da empresa.
“São mais de mil palestras acontecendo, e conhecer diferentes exemplos, assim como pensar em como levar esse conhecimento para a prática, aproxima o profissional e faz o setor de transporte rodar cada vez melhor”, afirma.
Segundo Vinícius Ladeira, a instituição inovou ao convidar empresários para vivenciarem o ambiente de inovação proporcionado pelo Hacktown.
“O feedback tem sido muito positivo. Eles tiveram a oportunidade de conhecer como funciona o evento e escolher as palestras que melhor se encaixam à realidade deles. Para nós, é uma alegria estar novamente neste ambiente, em parceria com o Learning Village. Essa associação nos permite entender o que está acontecendo e manter o SEST SENAT e o Sistema Transporte presentes nesses espaços de inovação”, finalizou.
Álvaro Machado, COO do Learning Village, explicou que a presença do SEST SENAT no Hacktown busca ampliar o conhecimento sobre a instituição entre profissionais que atuam com inovação e apresentar as iniciativas desenvolvidas pelo setor. “É importante trazer a liderança do setor de transporte para vivenciar o evento, absorver conhecimento e se conectar com outras pessoas”, disse.
por imprensa | set 10, 2026 | Notícias, Outros, Política
Augusto Cury, candidato à Presidência pelo Avante, visitará a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP) para discutir problemas e propostas do setor logístico. O evento ocorrerá em São Paulo e terá foco em infraestrutura, custos e regulação
A Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP) convidou o candidato à Presidência da República, Augusto Cury (Avante), para um encontro com representantes do setor rodoviário. O evento está agendado para a próxima sexta-feira, dia 11, na sede da Federação, localizada na capital paulista.
Esta é mais uma etapa da agenda institucional da FETCESP, que vem recebendo diversos candidatos ao Executivo para debater os principais desafios do setor.
- O encontro entre Cury e empresários ocorrerá na sexta-feira, dia 11.
- O local será o Palácio dos Transportes, em São Paulo.
- A discussão focará em logística, impostos e segurança no transporte de cargas.
- As vagas são limitadas e exigem inscrição prévia gratuita.
- A agenda busca aproximar o setor produtivo dos candidatos à presidência.
O objetivo central da reunião é apresentar os problemas enfrentados pelas transportadoras e ouvir as propostas do candidato. Tópicos como logística, infraestrutura viária, ambiente para negócios e desenvolvimento econômico centralizarão a conversa. A Federação busca ampliar o diálogo entre política pública e realidade do mercado.
Diálogo entre setor produtivo e candidatos
Essa agenda faz parte de uma programação especial da FETCESP durante o período eleitoral. A entidade quer aproximar o setor de carga dos futuros governantes para debater políticas que afetam diretamente o transporte. Os encontros são descritos como institucionais, plurais e sem viés partidário, permitindo que diferentes perfis de empresas conversem com os candidatos.
Espera-se que a discussão resulte em ideias para melhorar a eficiência da logística nacional. Isso é crucial porque o transporte por rodovias move cerca de 65% das cargas no país. Essa atividade conecta cidades ao abastecimento, sustenta a indústria, o agronegócio e o comércio, além de viabilizar as exportações brasileiras.
Impacto das decisões federais em São Paulo
Para a FETCESP, conversar com candidatos à Presidência é essencial para mostrar a realidade das empresas locais. Muitas decisões tomadas no governo federal impactam fortemente os custos, os investimentos e a forma como as transportadoras operam no Estado de São Paulo. A proximidade favorece a compreensão dessas nuances.
Carlos Panzan, presidente da FETCESP, destacou a importância do momento. “Esse encontro é uma oportunidade para apresentar ao candidato a realidade do setor e ouvir quais caminhos ele propõe para ampliar a competitividade e dar mais previsibilidade às transportadoras. O transporte rodoviário de cargas precisa estar no centro das discussões sobre desenvolvimento econômico, porque qualquer decisão sobre infraestrutura, tributação, combustíveis ou regulação chega rapidamente à operação das empresas e ao custo logístico do país”, afirmou o dirigente.
Perfil do candidato e pautas do encontro
Augusto Cury, escritor e psiquiatra, foi confirmado pelo partido Avante como candidato à Presidência no início de agosto. Desde então, tem intensificado sua presença em compromissos políticos e reuniões com diversos grupos sociais. Sua campanha se posiciona como uma alternativa de centro político. Assim, ele tem ganhado mais destaque no debate eleitoral nacional.
A pauta do encontro com a FETCESP é vasta. Deverá abordar a infraestrutura logística, a necessidade de segurança jurídica e estabilidade nas regras do setor. Também entrarão na conversa a Reforma Tributária, a política de combustíveis, a renovação das frotas, a transição energética e a digitalização das operações. Questões de segurança pública, especialmente o combate ao roubo de cargas, e a sustentabilidade financeira das transportadoras estarão presentes.
O evento será aberto não apenas aos empresários e dirigentes dos sindicatos, mas também a outros participantes que se inscreverem previamente. A FETCESP convida lideranças e empresas do setor para participar e ajudar a definir as prioridades do transporte brasileiro para os próximos anos.
A participação na audiência é gratuita, mas exige inscrição antecipada por meio do formulário oficial da Federação. As vagas são limitadas.