Governo mapeia rodovias federais não concedidas para implantação de PPDs

Governo mapeia rodovias federais não concedidas para implantação de PPDs

O Ministério dos Transportes está mapeando as rodovias federais não concedidas, administradas pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), para implantação de PPDs (Pontos de Parada e Descanso). Em entrevista ao programa EsferaCast nesta quarta-feira (22), a secretária nacional de Transporte Rodoviário da pasta, Viviane Esse, afirmou que o trabalho está em andamento e que a ideia é apurar locais sem postos de combustíveis adequados ou com grandes distâncias, que possam receber os Pontos.

“Nós estamos agora desenhando como implantar nessas rodovias. […] Realmente é uma política muito relevante porque ela impacta na segurança, além do bem-estar dos caminhoneiros e caminhoneiras”, explicou Viviane.

Durante a entrevista, a secretária lembrou que as rodovias federais concedidas já possuem previsão de PPDs e que todos os contratos a partir de 2023 têm obrigação de prever um Ponto de Parada e Descanso a cada 400 quilômetros. De acordo com ela, atualmente, há dez Pontos gratuitos em operação, que se somam aos 178 estabelecimentos comerciais habilitados. Porém, o Ministério já prevê outros 54 Pontos em projetos de futuras concessões, número que, segundo Esse, pode chegar a 100 até o final do ano, considerando os 13 leilões que o governo planeja realizar.

Inovações nas concessões

Para Viviane, o amadurecimento da matriz de riscos – com o compartilhamento de riscos antes atribuídos integralmente ao investidor – e a padronização dos contratos de concessão estão entre os avanços do país na política nacional de outorgas rodoviárias nos últimos anos. Quando questionada sobre um projeto que o Brasil não pode mais adiar, a secretária citou as chamadas concessões inteligentes, que chegarão como uma nova opção no cardápio de modelos de gestão privada de rodovias federais.

Eventos climáticos

Esse lembrou durante a entrevista que, hoje, 2,5% da tarifa de pedágio são destinados à redução de gases poluentes, além de outras ações ambientais, enquanto 1,5% vai para resiliência climática. Segundo ela, o recurso captado é direcionado a uma conta vinculada e utilizado após aprovação pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). “Quando o projeto é apresentado pela concessionária e aprovado, então esse recurso é utilizado. Isso é uma excelente iniciativa para a gente enfrentar essas mudanças climáticas”, afirmou. A secretária lembrou, como exemplo durante a conversa, as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024, quando houve a necessidade de elevar algumas estruturas por conta do nível da água.

Free flow

Já sobre o free flow, também chamado de pedágio sem cancelas, a secretária apontou avanços na regulação, como a publicação da Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito) que tornou “mais clara” a forma de pagamento pelos usuários. Esse também destacou que, a partir deste ano, todos os projetos da política de outorgas já nascem prevendo o uso da tecnologia. Segundo ela, a inadimplência nos pórticos já em operação nas rodovias federais não chega a 5%, enquanto o percentual dos usuários que efetivamente não fazem o pagamento fica entre 2% e 2,5%.

Nova lei oferece R$ 15 bi em crédito para empresas afetadas por tarifaço

Nova lei oferece R$ 15 bi em crédito para empresas afetadas por tarifaço

Empresas exportadoras e de setores industriais relevantes para o comércio exterior poderão ter acesso a linhas de financiamento para enfrentar os impactos de instabilidades internacionais, inclusive do aumento de tarifas comerciais. A medida está prevista na Lei 15.473, de 2026, sancionada pela Presidência da República e publicada, na quarta-feira (22), no Diário Oficial da União.

A norma integra o Plano Brasil Soberano e é resultado da conversão da Medida Provisória (MP) 1.345/2026, cujo texto foi aprovado pelo Senado na forma do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 7/2026. A medida dá continuidade às ações adotadas desde 2025 para enfrentar os impactos do aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

A lei autoriza a utilização de até R$ 15 bilhões para as linhas de financiamento e permite ampliar esse limite em até R$ 13,5 bilhões. A ampliação considera recursos que já haviam sido transferidos durante a vigência da MP 1.345/2026 e que poderão retornar à União, provenientes das fontes usadas para financiar as medidas. Com isso, o limite autorizado poderá chegar a R$ 28,5 bilhões.

Os recursos poderão atender empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores; de produtos da agricultura, da pecuária, das florestas plantadas, da pesca e da aquicultura; de recursos minerais e seus produtos, além de empresas que atuem em setores industriais relevantes para o comércio exterior. Cooperativas, associações e outras formas associativas ou coletivas legalmente constituídas também poderão ter acesso ao financiamento, desde que atendam aos critérios de elegibilidade que ainda serão definidos em ato conjunto dos Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

As linhas de crédito poderão ser usadas para capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos e investimentos para adaptar, ampliar ou modernizar a atividade produtiva. Também poderão financiar inovação tecnológica e adaptações de produtos, serviços e processos para atender a exigências do comércio internacional, como requisitos sanitários, fitossanitários, ambientais, de rastreabilidade e de conformidade.

O dinheiro para financiar as empresas poderá vir do superávit (excedente) financeiro do Fundo de Garantia à Exportação, apurado em 31 de dezembro de 2025, do superávit financeiro de fontes supervisionadas por unidades do Ministério da Fazenda, também apurado nessa data, e de outras fontes orçamentárias.

Os recursos serão repassados ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou a instituições financeiras habilitadas pelo banco, que assumirão os riscos das operações e oferecerão o financiamento às empresas elegíveis. A lei também altera regras do sistema de apoio oficial ao crédito à exportação e prevê a cobertura, pelo sistema de seguro de crédito à exportação, de operações de crédito direto a micros, pequenas e médias empresas exportadoras.

NTC&Logística participa de audiência com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, para tratar dos impactos da MP nº 1.343 no transporte de cargas

NTC&Logística participa de audiência com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, para tratar dos impactos da MP nº 1.343 no transporte de cargas

Entidades enfatizaram a preocupação do setor com os efeitos da medida provisória, a necessidade de diálogo institucional e a preservação da competitividade das empresas transportadoras brasileiras

Nesta quarta-feira (22), a NTC&Logística promoveu, em Brasília, uma audiência com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, para apresentar as preocupações do setor de Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) em relação aos impactos da Medida Provisória nº 1.343/2026.

Representando a NTC&Logística, participaram do encontro o vice-presidente regional para o Centro-Oeste e presidente da Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas & Logística – FENATAC, Paulo Afonso Lustosa, e a assessora de Relações Institucionais, Edmara Claudino. Consolidando a importância da reunião, também estiveram presentes o diretor de Relações Institucionais da Confederação Nacional do Transporte – CNT, Valter Souza, e Bruno Lustosa, assessor da FENATAC.

A NTC&Logística expôs ao vice-presidente da República as apreensões do Transporte Rodoviário de Cargas referentes aos efeitos da Medida Provisória nº 1.343 sobre as operações do setor em todo o país. A agenda contou com relevantes contribuições dos representantes da CNT e da FENATAC, corroborando o posicionamento institucional em defesa das empresas transportadoras.

Foi registrada, ao longo da audiência, a importância de que temas afetos à atividade econômica do TRC sejam construídos com ampla participação dos segmentos envolvidos – um processo de discussão que contemple a participação das entidades representativas do setor, garantindo maior segurança jurídica e previsibilidade para as empresas.

A entidade tem acompanhado atentamente a tramitação da MP nº 1.343 e reiterado a necessidade de diálogo permanente entre o Poder Público e os representantes do Transporte Rodoviário de Cargas, considerando a relevância estratégica do setor para o abastecimento nacional e para a competitividade da economia brasileira.

A audiência integra o conjunto de ações institucionais desenvolvidas pela NTC&Logística, em parceria com entidades representativas do setor, para acompanhar os desdobramentos da MP nº 1.343 e contribuir para a construção de um ambiente regulatório que promova competitividade, equilíbrio e sustentabilidade para o Transporte Rodoviário de Cargas brasileiro.

NTC&Logística participa de evento da Geotab Brasil para apresentação do GO Focus Plus à imprensa especializada

NTC&Logística participa de evento da Geotab Brasil para apresentação do GO Focus Plus à imprensa especializada

Encontro reuniu jornalistas, comunicadores e representantes de veículos especializados para conhecer a nova solução voltada à segurança, à conectividade e à gestão inteligente de frotas

A NTC&Logística participou nesta quarta-feira (22), em São Paulo (SP), de um encontro promovido pela Geotab Brasil para apresentar, à imprensa especializada e a profissionais da Comunicação, o GO Focus Plus, nova solução desenvolvida pela empresa para ampliar a segurança, a eficiência operacional e a gestão inteligente de frotas por meio da combinação de videotelemetria, inteligência artificial e análise avançada de dados.

Representaram a entidade o assessor de Comunicação e Imprensa, Rodrigo Bernardino, e a assessora executiva da Presidência, Elisete Balarini, que acompanharam as apresentações realizadas pelos executivos e especialistas da companhia.

O evento foi dedicado a jornalistas, comunicadores e representantes de veículos especializados nos setores de transporte, logística, tecnologia e mobilidade, proporcionando aos participantes uma visão aprofundada sobre as tendências que vêm transformando a gestão de frotas e sobre o papel crescente da inteligência de dados na tomada de decisões das empresas.

A abertura foi conduzida por Eduardo Canicoba, AVP & Country Manager Brazil da Geotab, que apresentou o posicionamento da empresa no mercado brasileiro, seus investimentos em inovação e a evolução das soluções voltadas ao transporte conectado. Em seguida, Fernando Ferreira, AVP, Revenue Strategy & Growth da Geotab, abordou o cenário de crescimento da companhia e a importância da utilização estratégica dos dados para impulsionar a eficiência operacional e a competitividade das organizações.

O principal destaque do encontro foi a apresentação do GO Focus Plus, conduzida pelos especialistas Claiton Baldasso, Fernando Naville e Caroline Adelina de Jesus, Solutions Engineers da Geotab, que detalharam as funcionalidades da nova solução e suas possibilidades de aplicação nas operações de transporte.

A ferramenta utiliza recursos de videotelemetria e inteligência artificial para identificar comportamentos de risco durante a condução, emitir alertas em tempo real e fornecer informações que auxiliam os gestores na prevenção de acidentes, na redução de custos operacionais e no desenvolvimento de programas de treinamento e conscientização para os condutores.

A solução também oferece análises sobre o desempenho das operações, permitindo que as empresas acompanhem indicadores, priorizem ocorrências críticas e tomem decisões de forma mais eficiente e orientada por dados. A proposta é transformar informações operacionais em ações práticas capazes de ampliar a segurança, a produtividade e a eficiência das frotas.

Além do lançamento, os participantes acompanharam discussões sobre conectividade, inovação, transformação digital, inteligência artificial e as perspectivas para o futuro do transporte e da logística. Os temas têm ganhado cada vez mais relevância diante dos desafios relacionados à produtividade, à segurança, à sustentabilidade e à competitividade enfrentados pelo setor.

Para Rodrigo Bernardino, assessor de Comunicação e Imprensa da NTC&Logística, iniciativas como essa reforçam a importância de aproximar o setor transportador das novas tecnologias que estão transformando a atividade.

“Eventos como este permitem que a NTC&Logística acompanhe de perto as tendências e soluções que estão moldando o futuro do Transporte Rodoviário de Cargas. A inovação e a transformação digital já fazem parte da realidade do setor, e é fundamental que as empresas estejam preparadas para aproveitar as oportunidades que a tecnologia oferece em áreas como segurança, gestão, produtividade e sustentabilidade. O GO Focus Plus é um exemplo de como a inteligência de dados pode ser aplicada para gerar resultados concretos para as operações de transporte”, afirmou.

A participação da NTC&Logística no evento também reforça a relação de parceria construída com a Geotab ao longo dos últimos anos. As duas organizações compartilham o compromisso de incentivar iniciativas que contribuam para a modernização do Transporte Rodoviário de Cargas, promovendo o uso de tecnologias capazes de aumentar a segurança, a eficiência operacional e a competitividade das empresas transportadoras brasileiras.

A aproximação entre entidades representativas do setor e empresas desenvolvedoras de soluções tecnológicas tem se mostrado cada vez mais importante diante dos desafios enfrentados pelo transporte de cargas. Nesse contexto, a troca de conhecimento e experiências contribui para acelerar a adoção de ferramentas inovadoras e fortalecer a evolução do TRC no Brasil.

8º Motorista em Família: um dia memorável de sol e alegria para o Transporte Rodoviário de Cargas

8º Motorista em Família: um dia memorável de sol e alegria para o Transporte Rodoviário de Cargas

Realizado no dia 18 de julho, no Posto e Restaurante Rudnick (BR 101, Km 25, Pirabeiraba), o evento realizado pelo Setracajo e pela Comjovem Joinville (Comissão de Jovens Empresários e Executivos de Joinville e Região) reuniu motoristas de cargas, associados, parceiros e fornecedores para celebrar antecipadamente o Dia do Motorista (comemorado em 25 de julho).

Com entrada gratuita e aberta ao público, a festa contou com uma programação diversificada, que agradou todas as idades. A criançada se divertiu com tobogã inflável, cama elástica, piscina de bolinhas, pebolim, aero hockey, pintura facial, distribuição de algodão doce e pipoca, além do show com personagens infantis que fez a alegria dos pequenos.

O Motorista em Família tem o Reconhecimento Nacional da NTC&Logística (categoria ESG – Ação Social), recebido pela edição de 2025, consolidando-se como um case nacional de sucesso em ESG e Ação Social, referência para o setor em todo o Brasil.

Novidade: Plataforma 360 e atrações interativas

Neste ano, os participantes puderam registrar memórias na Plataforma 360, proporcionando lembranças únicas para as famílias.

O bom humor esteve presente com a Palhaça Vera Sincera, que interagiu e arrancou sorrisos do público com suas brincadeiras e seu carisma. Os Pernas de Pau (A Eventos) encantaram mais uma vez com suas habilidades e malabarismos, enquanto o Mágico (gentileza da Motormac) surpreendeu crianças e adultos com seus truques, tornando o evento ainda mais especial e divertido para todas as idades.

Solidariedade e sustentabilidade em destaque

A Campanha de Doação de Leite, promovida pela Comissão de Jovens Empresários e Executivos de Joinville e Região, foi um sucesso. O empresário Geison Debatim, da GAV Transportes, doou os brindes que foram sorteados entre os participantes, reforçando a corrente do bem. Toda a arrecadação será revertida para instituições beneficentes da região.

Os participantes do 8º Motorista em Família também puderam levar para casa mudas de árvores nativas, distribuídas pelo projeto “Uma Muda para Mudar o seu Futuro”, da Aceville Transportes, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente (SAMA), contribuindo para uma Joinville mais verde.

Serviços e atrações especiais

O Sest Senat esteve presente com a Clínica do Bem-Estar, oferecendo quick massagem, aferição de pressão, avaliação odontológica, orientação postural e nutricional, além do Programa Despoluir, que orientou sobre emissões de poluentes.

O Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville trouxe 2 veículos, 1 ambulância e 1 caminhão de salvamento, além do histórico Carro nº 1 da corporação, de 1923, que foi levado pelo caminhão do Zé Boleia – personagem do vice-presidente do Setracajo, Geovani Serafim, que também é bombeiro voluntário.

A Polícia Militar de Santa Catarina esteve presente com o PROERD e o mascote Leão Daren, além da Cavalaria de Joinville, que proporcionou a experiência de passeios a cavalo para as crianças. A Companhia Águas de Joinville também marcou presença com orientações do cuidado da água e seu personagem Fritz.

O Grupo OPA Antigos encantou o público com a exposição de carros clássicos e de época, verdadeiras relíquias sobre rodas que despertaram memórias afetivas e admiração.

Falta de políticas públicas para o transporte prejudica cadeia produtiva industrial

Falta de políticas públicas para o transporte prejudica cadeia produtiva industrial

Motoristas e dirigentes do setor cobram políticas eficientes e duradouras

O setor de transportes é um instrumento-chave da estratégia logística de toda a cadeia produtiva do país. Representantes da área cobram políticas públicas específicas e duradouras, que não sejam alteradas a cada mudança de governo.

O presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (SETCEMG) e vice-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais (FETCEMG), Antônio Luis da Silva Junior, reforça a necessidade de políticas permanentes para o setor.

“A diferença entre governo e Estado é que a política de governo é para esse mandato, com fins específicos, partidários e ideológicos. Uma política de Estado transcende os governos, indo muito além, pensando a longo prazo e em uma reforma estruturante do país. Nós temos falta porque não temos continuidade nas ações necessárias. Realmente, o governo não se preocupa com o futuro, mas sim com o mandato atual apenas”, aponta.

Para o representante, um planejamento de longo prazo para o setor de transportes poderia beneficiar diferentes áreas da economia e ampliar a competitividade do Brasil.

“Acredito que uma política de Estado bem planejada não é uma política só para o transporte. É uma política que, beneficiando o transporte, também influencia diretamente a agricultura, porque você tem exportação, o material que é exportado, e o próprio consumidor industrial nacional, que teria um custo menor para chegar aos seus produtos no destino. Isso é essencial para que o governo pensasse em políticas de 30, 40 anos para frente”, discorre.

Motorista de caminhão, Willian Souza afirma que a falta de políticas públicas e de atenção do poder público afeta principalmente os profissionais que atuam nas estradas.

“Quando rodamos na estrada, queremos um ponto de apoio para encostar e dormir, e isso não temos. Ao fazer uma viagem para São Paulo esses dias, cheguei lá e tive que pagar estacionamento no posto de gasolina. Isso aí é um absurdo, você chegar e ter que pagar para estacionar o caminhão, para dormir. O país não anda sem o caminhão. O país sem o caminhoneiro não vai muito longe”, afirma.

Diretor da FETCEMG e dirigente de outras entidades do setor de transportes, Adalci Ribeiro Lopes explica que diferentes fatores contribuem para desestimular a atividade dos motoristas de caminhão.

“Se você vai daqui a Ipatinga, por exemplo, o tempo de viagem desestimula o motorista que quer ganhar por produtividade. Não tem como produzir, ainda mais com uma lei que diz que tem que rodar por determinadas horas e depois parar obrigatoriamente. Antigamente não era assim. O motorista fazia da produção um prazer de estar dirigindo. Não vira motorista, nasce motorista, é um dom que tem. Então, quer dizer, se quiser tomar um café lá na Dona Joaquina, que programou para passar e parar, tinha um cotidiano muito prazeroso.

Hoje, nós tiramos isso do motorista. Temos que fazer todo o projeto de risco pela seguradora, que obriga a não poder parar em grandes áreas dos centros, onde há muitos roubos de carga. Não tem como parar na hora que quer, porque tem que realmente cumprir aquela norma de oito horas de direção”, conta.