por imprensa | jul 16, 2026 | Notícias, Rodoviário
Transporte busca jovens e mulheres para renovar uma categoria que envelhece rapidamente e já preocupa a logística nacional
A escassez de motoristas profissionais deixou de ser um problema restrito ao recrutamento e passou a ser tratada pelo setor como um risco operacional para a logística brasileira. Em um país onde cerca de 65% das mercadorias dependem das rodovias para chegar aos centros de consumo e produção, a dificuldade para renovar a categoria começa a preocupar transportadoras, embarcadores e operadores logísticos.
Levantamento da CNT aponta que 65,1% das empresas do setor enfrentam dificuldades para contratar motoristas profissionais, tornando a escassez de condutores um dos principais gargalos operacionais do transporte rodoviário brasileiro.
Às vésperas do Dia do Motorista, celebrado em 25 de julho, entidades do setor defendem uma mudança na forma como o tema é abordado. Mais do que discutir a falta de mão de obra, o desafio passou a ser entender por que a profissão perdeu atratividade entre os jovens e deixou de ser vista como uma opção de carreira para as novas gerações.
O problema ocorre em paralelo ao envelhecimento da categoria. Dados do setor indicam que a idade média dos caminhoneiros brasileiros já se aproxima dos 46 anos, enquanto a participação de profissionais com menos de 30 anos permanece reduzida.
O desafio da renovação
Para o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (Setcemg), a discussão precisa avançar além da formação de novos profissionais. “O setor precisa discutir por que a profissão deixou de atrair novos profissionais. Existem pessoas aptas a atuar na atividade, mas a carreira perdeu espaço diante de outros caminhos no mercado de trabalho. Recuperar esse interesse é o primeiro passo para garantir a continuidade da profissão”, afirma Antonio Luis da Silva Junior, presidente da entidade.
Segundo ele, muitos pais já não enxergam a atividade como uma carreira desejável para os filhos, o que compromete a sucessão profissional e amplia o desafio de renovação da mão de obra. Entre os fatores apontados pelo setor, estão a violência nas rodovias, os longos períodos longe da família, as jornadas extensas e a percepção de perda de qualidade de vida associada à profissão.
Embora a remuneração continue sendo um componente importante, entidades e empresas reconhecem que ela deixou de ser suficiente para atrair as novas gerações. “Quem escolhe uma profissão considera o conjunto de condições oferecidas. Segurança, respeito, boas práticas nas empresas, equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e perspectiva de crescimento têm peso nessa decisão. A valorização do motorista passa por todos esses aspectos”, afirma Silva Junior.
Impactos já aparecem nas operações
A dificuldade de contratação começa a produzir efeitos concretos sobre as operações das transportadoras. Empresas relatam aumento do tempo necessário para preenchimento de vagas, elevação dos custos de recrutamento e maior competição por profissionais experientes, movimento que pressiona salários e amplia a rotatividade entre empresas.
Em algumas regiões, empresas relatam aumento do tempo necessário para preenchimento de vagas, especialmente em operações que exigem especialização, como transporte de produtos perigosos, cargas refrigeradas e operações de longa distância.
O cenário tende a ganhar relevância nos próximos anos diante do crescimento esperado da demanda por transporte associado ao agronegócio, ao comércio eletrônico e à expansão dos fluxos logísticos domésticos.
Mulheres entram no radar
A ampliação da participação feminina passou a ser vista pelo setor como uma das principais alternativas para ampliar a base de profissionais disponíveis. Hoje, as mulheres representam apenas 3,4% dos motoristas habilitados para conduzir veículos pesados no Brasil, segundo dados citados pela União Internacional dos Transportes Rodoviários (IRU), percentual que coloca o país abaixo de mercados que também enfrentam escassez de mão de obra, como Estados Unidos e China, onde a participação feminina já alcança cerca de 8% e 6%, respectivamente.
A baixa representatividade reflete barreiras históricas associadas à segurança nas estradas, à infraestrutura inadequada para mulheres em pontos de parada e à própria cultura predominantemente masculina do transporte rodoviário. Ao mesmo tempo, o envelhecimento da categoria e a redução do interesse dos jovens pela profissão levaram empresas e entidades a tratar a inclusão feminina menos como uma agenda de diversidade e mais como uma questão de sustentabilidade da força de trabalho do setor.
Algumas empresas já começaram a estruturar programas específicos para enfrentar essa lacuna. A JSL, maior operadora logística do país, mantém o programa Mulheres na Direção, voltado à formação e inserção de motoristas profissionais. A iniciativa chegou à 17ª edição em 2026 e combina treinamento teórico e prático em parceria com o SEST SENAT para preparar novas condutoras para operações de transporte e logística.
Na indústria, a Mercedes-Benz Caminhões e Ônibus atua desde 2019 com o movimento A Voz Delas, iniciativa que reúne motoristas, transportadoras, concessionárias e embarcadores para melhorar as condições de trabalho das mulheres nas estradas. O programa impulsionou discussões sobre segurança, áreas de descanso, infraestrutura sanitária, saúde e qualificação profissional, fatores considerados decisivos para ampliar a presença feminina na atividade.
O próprio SEST SENAT passou a adotar mecanismos para ampliar a participação feminina na formação de condutores profissionais. O edital mais recente do Programa Mais Motoristas reservou um período exclusivo de inscrições para mulheres antes da abertura ao público em geral, além de custear integralmente a mudança de categoria da CNH e os cursos de qualificação necessários para ingresso na profissão.
Para o presidente do Setcemg, a solução exigirá uma mobilização de toda a cadeia logística. “A construção de uma carreira atrativa depende do compromisso das empresas, das entidades representativas e das instituições de formação. Valorizar o motorista significa investir em condições de trabalho, reconhecimento e desenvolvimento profissional para que as próximas gerações enxerguem nessa atividade uma oportunidade de futuro”, afirma.
Em um setor que responde pela maior parte da movimentação de cargas do país, a formação da próxima geração de motoristas começa a ser tratada não apenas como uma questão trabalhista, mas como um tema de competitividade e segurança da cadeia logística nacional.
por imprensa | jul 15, 2026 | Eventos, Notícias, Outros
Especialista participará da reunião Intersindical 2026, em Ouro Preto (MG), com palestra sobre o cenário eleitoral e seus reflexos para o ambiente de negócios
A segunda edição do CONET&Intersindical 2026, promovida pela NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, contará com uma palestra dedicada à análise das pesquisas eleitorais e das projeções para as eleições de 2026. O encontro será realizado nos dias 27 e 28 de agosto, no Hotel Vila Galé Ouro Preto (MG), tendo como entidade anfitriã a FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais.
A palestra “Pesquisas Eleitorais e Projeções para as Eleições 2026” integra a programação do segundo dia do evento e proporcionará aos participantes uma análise técnica sobre o cenário político brasileiro, os movimentos eleitorais em curso e os possíveis impactos das eleições para a economia e o ambiente empresarial.
Em um período marcado pela proximidade das eleições e pelas discussões sobre os rumos do país nos próximos anos, compreender o comportamento do eleitorado e as tendências apontadas pelas pesquisas é relevante para os empresários e lideranças do TRC, que acompanham os desdobramentos políticos e seus reflexos sobre a atividade econômica.
Para abordar esse tema, o CONET&Intersindical receberá Marcelo Costa Souza, especialista em estatística, análise de dados e pesquisas de opinião. Graduado em Estatística pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Mestre em Estatística e Experimentação Agropecuária pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), construiu sua trajetória profissional atuando na análise e interpretação de dados complexos, modelagem estatística e gestão de informações estratégicas.
Entre 2002 e 2005, foi professor das disciplinas de Bioestatística, Epidemiologia e Estatística Experimental para cursos de graduação e pós-graduação da Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS). Desde 2006, atua como diretor da MDA Pesquisa, instituto reconhecido nacionalmente pela realização de pesquisas de opinião e estudos de mercado.
Com ampla experiência em levantamento, tratamento e interpretação de dados, Marcelo Costa Souza levará ao CONET&Intersindical uma visão técnica sobre o cenário eleitoral brasileiro, contribuindo para a compreensão dos movimentos políticos que poderão influenciar o ambiente regulatório, econômico e institucional nos próximos anos.
A participação de Marcelo Costa Souza reforça o compromisso da NTC&Logística em oferecer uma programação diversificada e estratégica, convidando especialistas de reconhecida atuação para discutir temas que impactam diretamente o ambiente de negócios e o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas.
O CONET&Intersindical 2026 reunirá empresários, executivos, representantes de entidades, autoridades e especialistas de todo o país para debater os principais desafios e oportunidades do setor, consolidando-se como um dos mais importantes fóruns de discussão do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.
As inscrições para o evento estão abertas, clique aqui e faça parte do evento.
A Programação Preliminar está disponível abaixo e poderá sofrer ajustes até a realização do evento.
26 de agosto de 2026 | CONET&INTERSINDICAL
19h – Coquetel de Boas-Vindas | ESPAÇO EXPOSIÇÃO
Oferecido pela FETCEMG
27 de agosto de 2026 | CONET&INTERSINDICAL
10h – Credenciamento
10h30 | 12h – Abertura Oficial
12h | 13h – Almoço
27 de agosto de 2026 | CONET
13h30 | 14h – PAINEL: MERCADO E TARIFAS
- Eduardo Ferreira Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
- Antonio Luiz Leite – Vice-Presidente da NTC&Logística
- Gladstone Lobato – Presidente da FETCEMG
Palestrante: Engo Lauro Valdivia, Assessor Técnico da NTC&Logística
- Atualização do INCT (Índice Nacional de Custos do Transporte)
- Apresentação da Pesquisa de Mercado DECOPE – 1º semestre de 2026
14h | 15h – ENCONTRO COM EMPRESÁRIOS DO TRC
- Eduardo Ferreira Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
- Antonio Luiz Leite – Vice-Presidente da NTC&Logística
- Gladstone Lobato – Presidente da FETCEMG
- Engº Lauro Valdivia Neto – Assessor Técnico da NTC&Logística
- José Maria Gomes – Diretor Financeiro da NTC&Logística
Empresários confirmados:
- Oswaldo Vieira Caixeta Junior, Sócio-Diretor da Transac Transporte e Presidente da ABTLP
- Julio Eduardo Simões, Sócio-Diretor da Locar Guindastes e Transportes Intermodais e Presidente do SINDIPESA
- Márcio Afonso de Moraes, CEO da Lenarge Transportes e Serviços Ltda
15h | 15h45 – Palestra: REFORMA TRIBUTÁRIA
Palestrante: Reinaldo Lage Rodrigues de Araújo, Assessor Jurídico Tributário da FETCEMG
15h45 | 16h30 – Palestra: ÍNDICE CNT DE CONFIANÇA
Palestrante: Fernanda Schwantes, Gerente-Executiva de Economia da CNT – Confederação Nacional do Transporte
16h30 | 17h – INVESTIMENTOS REALIZADOS E PROJETOS PARA O TRC
Palestrante convidado: INFRA S.A.
17h | 17h30 – Intervalo
17h30 | 18h15 – TALKS FORNECEDORES DA CADEIA PRODUTIVA DO TRC
- Eduardo Ferreira Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
- Antonio Luiz Leite – Vice-Presidente da NTC&Logística
- Gladstone Lobato – Presidente da FETCEMG
- Engº Lauro Valdivia Neto – Assessor Técnico da NTC&Logística
- GEOTAB
- MERCEDES-BENZ
- ROADCARD
- TRANSPOCRED
- VOLKSWAGEN CAMINHÕES E ÔNIBUS
18h15 | 19h45 – Palestra: CENÁRIO ECONÔMICO E PERSPECTIVAS PARA O TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS
- Eduardo Ferreira Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
- Antonio Luiz Leite – Vice-Presidente da NTC&Logística
- Gladstone Lobato – Presidente da FETCEMG
Palestrante: Rita Mundim
Economista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Especialista em Mercado de Capitais pela UFMG e em Ciências Contábeis pela Fundação Getúlio Vargas (FGV); Mestre em Administração pela FEAD-MG; Professora convidada da Fundação Dom Cabral desde 1990; Professora de Mercado de Capitais no IBMEC; Diretora da Aporte Educacional; Administradora de Carteiras autorizada pela CVM; Certificações ANBIMA: CFG e CGA; Comentarista econômica da Rádio Itatiaia; participações como comentarista na CNN Brasil; experiência em cenários econômicos, juros, inflação, mercado financeiro, cooperativismo e governança.
Jornalista e estrategista em comunicação corporativa, com atuação em cenários econômicos e empresariais. Atualmente, é uma das palestrantes mais requisitadas em eventos empresariais e do setor produtivo.
19h45 – Considerações Finais e Encerramento das atividades do dia
19h45 – Coquetel de Boas-Vindas | ESPAÇO EXPOSIÇÃO
Oferecido pela FETCEMG
28 de Agosto de 2026 | INTERSINDICAL
9h – Abertura da INTERSINDICAL
PALESTRA INAUGURAL: O NOVO CENÁRIO GEOPOLÍTICO MUNDIAL
Palestrante: Marcelo Suano
Cientista político, analista de risco político, professor universitário e comentarista brasileiro. Mestrado e Doutorado em Ciência Política pela USP (Universidade de São Paulo), com pesquisas ligadas ao pensamento político e militar brasileiro.
10h30 | 12h30 – AGENDA INSTITUCIONAL DA NTC&LOGÍSTICA
Tema : Principais pautas técnicas e institucionais em andamento no TRC.
- Eduardo Ferreira Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
- Antonio Luiz Leite – Vice-Presidente da NTC&Logística
- Gladstone Lobato – Presidente da FETCEMG
- José Maria Gomes – Diretor Financeiro da NTC&Logística
- Marcos Aurélio Ribeiro – Diretor Jurídico da NTC&Logística
- Narciso Figueirôa Junior – Assessor Jurídico da NTC&Logística
- Gil Menezes – Assessora Jurídica da NTC&Logística
- Edmara Claudino – Assessora de Relações Institucionais da NTC&Logística
- Waldomiro Milanesi – Delegado e especialista em segurança
- Engº Lauro Valdivia Neto – Assessor Técnico da NTC&Logística
• Impactos da redução da jornada semanal no TRC
• Avaliação das negociações coletivas no TRC
• Demandas regulatórias junto à ANTT: CIOT; Piso minimo de frete
12h30 | 14h – Almoço
14h | 15h – PALESTRA: REGULAMENTAÇÃO DO SETOR
Palestrante convidado: Guilherme Theo Sampaio – Diretor-Geral da ANTT
15h | 16h30 – PALESTRA: PESQUISAS ELEITORAIS E PROJEÇÕES PARA AS ELEIÇÕES DE 2026
Palestrante: Marcelo Costa Souza
Graduação em Estatística pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 1999, e Mestrado em Estatística e Experimentação Agropecuária pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), em 2002. Foi professor das disciplinas de Bioestatística, Epidemiologia e Estatística Experimental para alunos de graduação e pós-graduação da Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS), de 2002 a 2005. Desde 2006, atua como diretor da MDA PESQUISA. Tem vasta experiência na área de análise e interpretação de dados, modelagem e gerenciamento de bancos de dados complexos.
16h30 – CONSIDERAÇÕES FINAIS – ENCERRAMENTO
19h | 0h – JANTAR FESTIVO DE ENCERRAMENTO | ESPAÇO EXPOSIÇÃO
OFERECIDO PELO SETCEMG
29 de Agosto de 2026 | VISITA TÉCNICA
9h | 12h Visita Técnica à Mineradora de Ferro – Região de ACURI
Saída do ônibus do hotel Villa Galé às 8h e retorno às 12 horas
As inscrições para o evento estão abertas. Clique aqui e faça parte do evento.
As reservas de hospedagem também estão disponíveis. Garanta sua participação realizando a reserva no hotel do evento, clicando aqui.
Realização
l NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística)
Entidade Anfitriã
l FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais
Apoio
l Sindicatos filiados à FETCEMG
Patrocínio
l FENATRAN
l GEOTAB
l MERCEDES-BENZ
l ROADCARD
l TRANSPOCRED
Apoios Institucionais
l Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)
l FuMTran (Fundação Memória do Transporte)
Apoio Logístico
l Braspress
por imprensa | jul 15, 2026 | Notícias
Pressão do mercado, novas exigências ambientais e transformação das cadeias logísticas colocam as transportadoras no centro da agenda sustentável do país
A sustentabilidade deixou de ser apenas uma pauta institucional para se tornar um fator estratégico nas operações logísticas e nas relações comerciais. No Transporte Rodoviário de Cargas, esse movimento já começa a impactar diretamente a competitividade das empresas, a manutenção de contratos e o posicionamento das transportadoras diante do mercado.
Responsável por cerca de 65% do transporte de cargas no Brasil, segundo dados do setor logístico nacional, o Transporte Rodoviário de Cargas ocupa, hoje, uma posição central nas discussões sobre eficiência operacional, redução de emissões e sustentabilidade nas cadeias produtivas.
Grandes empresas, especialmente multinacionais e companhias abertas, vêm ampliando suas exigências ambientais sobre fornecedores e parceiros logísticos. Na prática, isso significa que transportadoras passam a ser avaliadas também pela capacidade de mensurar emissões, estruturar indicadores ESG e demonstrar iniciativas voltadas à eficiência ambiental e operacional.
Esse cenário ganhou ainda mais força com a regulamentação do Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE), instituído pela Lei nº 15.042/2024, que estabeleceu novas diretrizes relacionadas ao inventário e reporte de emissões de gases de efeito estufa no Brasil.
Ao mesmo tempo, estudos recentes sobre descarbonização apontam que o Transporte Rodoviário de Cargas será um dos setores mais estratégicos no processo de transição energética brasileira nas próximas décadas. A modernização da operação logística, o uso de combustíveis alternativos, a eficiência de rotas e o controle de emissões passam a integrar não apenas a agenda ambiental, mas também a estratégia de crescimento das empresas.
A transformação já é percebida no próprio setor. Publicações recentes voltadas à logística e transporte destacam que práticas sustentáveis deixaram de ser apenas diferencial competitivo e passaram a representar fator relevante para permanência e crescimento no mercado.
Diante desse novo cenário, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) firmou parceria com a Domani Global, empresa especializada em soluções ESG e gestão de emissões voltadas ao setor de transportes.
A iniciativa busca facilitar o acesso das empresas associadas a ferramentas práticas e tecnológicas para gestão ambiental, acompanhamento de indicadores ESG, inventário de emissões e estratégias de descarbonização, respeitando a realidade operacional de micro, pequenas, médias e grandes transportadoras.
Soluções disponíveis para empresas associadas à NTC&Logística
- Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE)
Mensuração das emissões nos escopos 1, 2 e 3, conforme padrões técnicos e exigências regulatórias.
- Plataforma Domani SaaS – Sustainability as a Service
Ferramenta digital para gestão ESG, monitoramento de indicadores e geração automatizada de relatórios.
- Diagnóstico ESG e Plano de Descarbonização
Estruturação de estratégias para redução e compensação de emissões.
- Treinamentos e capacitações corporativas
Formação técnica e estratégica para equipes operacionais, administrativas e comerciais.
- Certificação e Selo Carbono Neutro
Reconhecimento para empresas que realizarem compensação de emissões por meio de projetos certificados.
- Atendimento especializado para o Transporte Rodoviário de Cargas
Suporte técnico alinhado às necessidades operacionais e regulatórias do setor.
Associadas da NTC&Logística contam com condições especiais e desconto exclusivo na contratação dos serviços da Domani Global.
Serviço
Domani Global – Sustentabilidade para o Transporte de Cargas
E-mail: contato@domani.global
Telefone/WhatsApp: (11) 99559-8402
Site: www.domani.global
Código de desconto exclusivo para associadas da NTC&Logística: NTC15
por imprensa | jul 15, 2026 | Notícias, Rodoviário
Novo pedágio eletrônico entra em operação em agosto no principal corredor de acesso ao Porto de Santos e exigirá atenção ao pagamento automático das tarifas
O início da operação do sistema de pedágio eletrônico no Sistema Anchieta-Imigrantes, previsto para agosto, deverá exigir adaptações de transportadoras e caminhoneiros que utilizam diariamente o principal corredor rodoviário entre a Região Metropolitana de São Paulo e o Porto de Santos.
O modelo de cobrança sem praças físicas e sem cancelas, conhecido como free flow, utilizará pórticos instalados na Via Anchieta, na altura do Km 33, e na Rodovia dos Imigrantes, no Km 29, em ambos os sentidos, para identificar automaticamente a passagem dos veículos.
Corredor estratégico
Além do intenso fluxo turístico e urbano, o Sistema Anchieta-Imigrantes concentra parte importante da movimentação de cargas destinadas ao porto santista, principal complexo portuário da América Latina e responsável por aproximadamente 29% da corrente comercial brasileira.
Segundo a Ecovias Imigrantes, cerca de 120 mil veículos circulam diariamente pelo sistema, incluindo automóveis, ônibus e veículos de carga.
Para transportadoras e operadores logísticos, a principal mudança será a necessidade de garantir que caminhões e carretas estejam devidamente cadastrados e equipados com tags eletrônicas para evitar pendências de pagamento e possíveis autuações.
Tags ganham importância
No novo modelo, veículos equipados com dispositivos eletrônicos terão a tarifa processada automaticamente no momento da passagem pelos pórticos. Já motoristas sem tag precisarão realizar, posteriormente, o pagamento pelos canais disponibilizados pela concessionária, dentro do prazo estabelecido, para evitar multas e outras penalidades administrativas.
A expectativa é que o sistema acelere a adoção de soluções de pagamento automático entre transportadoras e frotistas, especialmente nas operações que realizam viagens frequentes entre o interior paulista, a capital e o Porto de Santos.
Entre os principais benefícios esperados pelo setor, estão a redução das filas nas praças de pedágio, menor tempo de viagem e diminuição do consumo de combustível decorrente das desacelerações e retomadas de velocidade.
O impacto tende a ser mais relevante para operações de alta frequência, como transporte de contêineres, combustíveis, cargas industriais e abastecimento da Baixada Santista.
Experiências anteriores de implantação do free flow em outras rodovias brasileiras indicam ganhos de fluidez e redução dos tempos de travessia, especialmente em períodos de pico e feriados prolongados.
Diante da mudança operacional, a concessionária iniciou uma campanha de orientação aos usuários durante a fase de testes do sistema.
As ações incluem comunicação em rádio, televisão, plataformas digitais e pontos de atendimento presenciais ao longo do corredor, com foco na explicação do funcionamento do modelo e dos canais de pagamento disponíveis para motoristas sem tag eletrônica.
O que muda para os caminhões
Para transportadoras e caminhoneiros, a principal recomendação é verificar previamente o cadastro dos veículos e o funcionamento das tags utilizadas pela frota, evitando cobranças em aberto e dificuldades operacionais após o início da cobrança automática.
A implantação do free flow na Anchieta-Imigrantes representa mais um passo na digitalização da infraestrutura rodoviária brasileira e poderá servir de referência para futuras implantações em outros corredores logísticos estratégicos do país.
por imprensa | jul 15, 2026 | Aquaviário, Exportação, Notícias
Obras de infraestrutura, projetos de transformação digital e medidas ambientais apoiam as operações e exportações com o mercado europeu
O Porto de Paranaguá mantém investimentos em infraestrutura, tecnologia e sustentabilidade com foco na ampliação da capacidade operacional e no atendimento às demandas do comércio internacional, incluindo as exportações para a Alemanha.
Em um processo de transformação, com R$ 6,8 bilhões contratados para expandir a capacidade operacional e modernizar a infraestrutura, o Porto tem como objetivo otimizar acessos e fortalecer a transformação digital.
“Esses investimentos garantirão mais previsibilidade e eficiência, atendendo aos padrões internacionais de qualidade exigidos pela Europa”, afirmou o diretor de Tecnologia e Desenvolvimento Empresarial da Portos do Paraná, Felipe Gama.
No comércio com a Alemanha, o porto registrou crescimento nas exportações de farelo de soja. Em 2024, foram embarcadas 457.969 toneladas da commodity, com valor FOB de US$ 184 milhões. Em 2025, o volume passou para 558 mil toneladas, enquanto o valor FOB ficou em US$ 184,8 milhões, reflexo das variações cambiais e dos preços internacionais. No total, o Porto de Paranaguá exportou mais de 700 mil toneladas de mercadorias para a Alemanha em 2025, somando US$ 406,5 milhões em valor FOB.
Na área de tecnologia, o porto utiliza um sistema de gestão da SAP para apoiar a administração das operações. Segundo a Portos do Paraná, a ferramenta permite ampliar a rastreabilidade dos processos e o acompanhamento das cargas. “A força operacional e a redução de ineficiências ao longo do ciclo de exportação são fundamentais para garantir a competitividade no mercado europeu”, explicou Gama.
De acordo com o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira, entre as medidas estão as certificações ISO e GMP+ Feed Safety Assurance, a classificação de 100% das cargas na recepção e no embarque, o controle automatizado de pesagem, sistemas informatizados de rastreabilidade, aplicação de salmonelicida quando exigida pela União Europeia e auditorias periódicas dos produtos exportados.
Na área ambiental, o Porto de Paranaguá mantém um programa voltado a embarcações com menor impacto ambiental. Os chamados “Navios Verdes” recebem prioridade de acesso e atracação, conforme critérios estabelecidos pela autoridade portuária.
por imprensa | jul 15, 2026 | Notícias, Outros
A safra agrícola de 2026 deve totalizar 347,4 milhões de toneladas, equivalente a aumento de 0,4% ante 2025, ou 1,3 milhão de toneladas a mais que no ano passado. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de junho, divulgado na manhã desta terça-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado é 3 milhões de toneladas menor que o previsto no levantamento anterior, de maio, uma redução de 0,8%. A redução da estimativa frente a maio foi influenciada principalmente pelas revisões negativas para o milho de segunda safra e para o trigo.
A área a ser colhida foi de 83,2 milhões de hectares, com aumento de 1,6 milhão de hectares frente à área colhida em 2025, crescimento de 1,9%. Em relação ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou declínio de 60.985 hectares (-0,1%).
O País deve colher volume recorde de soja em 2026, com 174,8 milhões de toneladas, com aumento de 0,1% em relação a maio e de 5,3% frente ao obtido em 2025 (166,1 milhões de toneladas). A área cultivada alcançou 48,4 milhões de hectares, crescimento de 1,2% em comparação com o ano passado, enquanto o rendimento médio esperado, de 3.618 kg/ha, representa avanço de 4,0% na mesma base de comparação.
O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo que, somados, representaram 92,8% da estimativa da produção e respondem por 87,4% da área a ser colhida. O café, considerando as espécies arábica e canephora (robusta), tem produção estimada em 4 milhões de toneladas, declínio de 1,2% em relação ao mês anterior e aumento de 14,7% em relação a 2025. Para o café arábica, a produção estimada foi de 2,7 milhões de toneladas, praticamente em linha com o mês anterior. O clima tem beneficiado o Centro-Sul, e, para a safra de 2026, aguarda-se uma bienalidade positiva. Para o café canephora, a estimativa da produção foi de 1,3 milhão de toneladas, decréscimo de 3,6% em relação ao mês anterior e crescimento de 3,0% em relação ao volume produzido em 2025.
A estimativa de junho para a produção de cacau foi de 321 mil toneladas, queda de 1% em relação ao mês anterior e aumento de 8,9% na comparação anual. O rendimento médio esperado foi de 499 kg/ha, ante 458 kg/ha na safra 2025 e 520 kg/ha em maio de 2026.
A canola passou a ser acompanhada no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola a partir de 2026, uma vez que sua importância vem sendo cada vez maior na produção agrícola brasileira. Sua produção foi estimada em 513,7 mil toneladas, crescimento de 71,8% em relação ao mês anterior.
A estimativa da produção do milho foi de 136,5 milhões de toneladas, declínio de 2,1% em relação ao mês anterior e de 3,7% ante o volume produzido em 2025. O milho 1ª safra apresentou uma produção de 29,7 milhões de toneladas, declínio de 0,2% em relação ao mês anterior. Em relação ao ano anterior, a produção deve ser 15,6% maior, resultado do crescimento de 9,1% na área colhida e de 5,9% no rendimento médio. A estimativa da produção do milho 2ª safra foi de 106,8 milhões de toneladas, declínio de 2,6% em relação a maio. Em comparação com o ano passado, a estimativa da produção apresenta uma redução de 7,9%, resultado do declínio de 9,0% no rendimento médio, já que a área apresenta crescimento de 1,2%.
Cereais de inverno
Para o trigo, a produção estimada foi de 6,6 milhões de toneladas, declínios de 7,7% em relação ao mês anterior e de 15,0% ante 2025. A produção da aveia foi estimada em 1,4 milhão de toneladas, aumentos de 5,8% em relação ao mês anterior e de 2,6% em comparação com o volume produzido em 2025. Para a cevada (em grão), a produção estimada foi de 685,3 mil toneladas, aumento de 1% em relação ao mês anterior e de 8,3% ante 2025.
Estados
Mato Grosso continua como o principal produtor nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas, liderando com 31,3%, seguido por Paraná (13,7%), Rio Grande do Sul (10,7%), Goiás (9,7%), Mato Grosso do Sul (8,4%) e Minas Gerais (5,5%). Juntos, somam 79,3%.