Participe do 3º Encontro Nacional de Segurança no Transporte de Cargas, em São Paulo

Participe do 3º Encontro Nacional de Segurança no Transporte de Cargas, em São Paulo

Evento promovido pela NTC&Logística aprofundará o debate sobre segurança pública, inteligência e ações integradas para o enfrentamento aos crimes contra o Transporte Rodoviário de Cargas

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) realizará, no dia 6 de agosto de 2026, em sua subsede, em São Paulo (SP), o 3º Encontro Nacional de Segurança no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). Consolidado no calendário institucional da entidade, o Encontro tem como objetivo ampliar o debate sobre os crimes que impactam a cadeia logística nacional, reunindo empresários, executivos, representantes de entidades do setor, autoridades públicas, forças de segurança e especialistas de diversas regiões do Brasil.

O evento contará com painéis temáticos, debates técnicos, apresentação de soluções tecnológicas e espaços de integração entre os setores público e privado, com foco na prevenção e no combate ao roubo, furto e receptação de cargas. A programação também abordará a atuação das organizações criminosas, os desafios enfrentados pelas empresas transportadoras e a construção de propostas voltadas ao fortalecimento da segurança no transporte rodoviário de cargas.

De acordo com o Diagnóstico Nacional do Roubo de Cargas, desenvolvido pela Assessoria de Segurança da NTC&Logística, foram registradas 8.570 ocorrências de roubo de cargas em 2025, uma redução de 16,7% em comparação com 2024. Apesar da queda dos registros, o impacto econômico permanece elevado. O prejuízo direto estimado é de aproximadamente R$ 900 milhões, podendo ultrapassar R$ 1 bilhão quando considerados os efeitos indiretos, como o aumento dos custos operacionais, dos seguros e o reflexo no preço final dos produtos.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, os números demonstram que o trabalho conjunto entre o setor privado e o poder público vem produzindo resultados, mas também evidenciam que o enfrentamento ao crime precisa ser permanente. “A redução dos índices é um sinal importante, mas está longe de representar que o problema foi solucionado. O Transporte Rodoviário de Cargas continua sendo alvo da atuação de organizações criminosas altamente estruturadas, e o combate à receptação permanece como um dos principais desafios. Este Encontro Nacional reafirma o compromisso da NTC&Logística de reunir autoridades, especialistas e lideranças do setor para discutir soluções, compartilhar experiências e fortalecer uma agenda nacional de segurança para o transporte de cargas.”

O vice-presidente extraordinário de Segurança da NTC&Logística, Roberto Mira, destaca que a terceira edição amplia o papel do Encontro como espaço permanente de diálogo e cooperação. “Chegamos à terceira edição convictos de que a integração entre transportadores, órgãos de segurança, poder público e iniciativa privada é o caminho mais eficiente para enfrentar a criminalidade. O evento permitirá avaliar a evolução dos indicadores, conhecer novas tecnologias, discutir estratégias regionais e fortalecer a inteligência aplicada à proteção das operações logísticas. Segurança no transporte é um compromisso permanente e exige atuação coordenada de todos os envolvidos.”

Desde 1998, a NTC&Logística desenvolve, por meio de sua Assessoria de Segurança, ações permanentes voltadas ao enfrentamento dos crimes praticados contra o transporte rodoviário de cargas. Ao longo dessa trajetória, a entidade tem atuado na elaboração de estudos técnicos, propostas legislativas, diagnósticos nacionais, articulações institucionais e iniciativas que contribuem para o fortalecimento da segurança pública, da atividade transportadora e da cadeia logística brasileira.

As informações sobre a programação e as inscrições para o 3º Encontro Nacional de Segurança no Transporte Rodoviário de Cargas estão disponíveis no Portal NTC&Logística, clicando aqui.

Associados da NTC&Logística têm inscrição gratuita. Para não associados, o valor da inscrição é de R$ 300,00.

Programação Preliminar

8h

Credenciamento

8h30 às 9h

Abertura

9h às 9h20

Segurança Logística, Crime Organizado e Mercados Ilícitos: Contextualização e Desafios para o Brasil

Expositor:

Dr. Waldomiro Milanesi

Delegado de Polícia e Especialista em Segurança

9h20 às 10h10

Impactos da Criminalidade sobre a Produção, a Circulação e o Desenvolvimento Econômico

Expositor convidado:

Cassio Augusto Muniz Borges

Assessor Especial da Presidência da CNI – Confederação Nacional da Indústria

10h10 às 11h

Segurança Pública, Crime Organizado e os Desafios Contemporâneos do Estado Brasileiro

Expositor convidado:

Dr. Lincoln Gakiya

Promotor de Justiça

GAECO – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado -Ministério Público do Estado de São Paulo

11h às 11h50

Diagnósticos e Tendências da Criminalidade no Brasil: Impactos sobre a Segurança Pública, a Economia e o Desenvolvimento Nacional

Expositor convidado:

Renato Sérgio de Lima

Presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública – FBSP

11h50 às 12h40

Políticas Públicas de Segurança e Integração Institucional

Expositor convidado: 

Francisco Lucas Costa Veloso

Secretário Nacional de Segurança Pública – SENASP / MJSP

12h40 às 13h – Encerramento

•Síntese dos trabalhos desenvolvidos

•Considerações sobre a continuidade das ações da Aliança Nacional pela Segurança Logística

•Encerramento oficial do 3º Encontro Nacional de Segurança no Transporte Rodoviário de Cargas

Realização:

  • Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística

Apoio Institucional

  • Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL)
  • Fundação Memória do Transporte – FuMTran
Empresas respondem por mais de dois terços do volume de cargas transportadas por rodovias

Empresas respondem por mais de dois terços do volume de cargas transportadas por rodovias

Dados de produção, frota e operadores mostram a dimensão da atividade empresarial na circulação de mercadorias pelo país

Dos alimentos que chegam aos supermercados aos insumos utilizados pela indústria, grande parte da produção brasileira depende do transporte rodoviário para percorrer o país. Por trás dessa movimentação, está um setor formado por diferentes perfis de operadores, no qual as empresas de transporte de cargas respondem pela maior parcela da atividade.

A dimensão dessa participação pode ser observada nos dados de produção do setor. Segundo a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), as ETCs (Empresas de Transporte de Cargas) são responsáveis por 68,45% do volume de carga transportada, medido em TKU (toneladas por quilômetro útil), enquanto os transportadores autônomos respondem por apenas 12%. Desse total, mais da metade está vinculada às ETCs na condição de agregados ou exclusivos, ficando a cargo dos autônomos algo em torno de 5% do volume transportado. O indicador relaciona a quantidade de carga transportada à distância percorrida e ajuda a dimensionar a participação de cada categoria na atividade.

A participação na produção contrasta com a composição do setor. Embora o Brasil tenha 816.806 transportadores autônomos cadastrados, diante de 319.286 empresas de transporte de cargas, as ETCs reúnem 1.971.232 veículos registrados no RNTRC (Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas). Entre os autônomos, são 937.431 veículos.

A leitura conjunta dos indicadores revela que o número de operadores, isoladamente, não traduz a participação de cada categoria na produção do transporte. Mesmo em menor número entre os registros, as empresas reúnem cerca de 1,97 milhão de veículos e respondem por mais de dois terços da atividade medida em TKU.

Para o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, os indicadores ajudam a compreender como está estruturado o transporte rodoviário de cargas e a dimensão da atividade empresarial no país. “Quando falamos em transporte rodoviário de cargas, estamos falando de uma atividade que faz parte do dia a dia de toda a sociedade. É o transporte que conecta a produção, movimenta mercadorias e atende às diferentes necessidades da economia brasileira. Os dados mostram a dimensão da participação das empresas nessa atividade e a importância de garantir condições para que o setor continue operando com eficiência e contribuindo para o desenvolvimento do país”, afirma Vander Costa.

SETCEPAR forma novos motoristas carreteiros para enfrentar escassez no TRC

SETCEPAR forma novos motoristas carreteiros para enfrentar escassez no TRC

Em parceria com a TIC Transportes, o SETCEPAR desenvolveu um projeto de recrutamento, seleção e capacitação para formar novos motoristas carreteiros

A escassez de motoristas qualificados segue entre os principais gargalos do transporte rodoviário de cargas no Brasil. Em um momento em que o setor enfrenta dificuldade para atrair e formar profissionais preparados para operações mais complexas, o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR), em parceria com a TIC Transportes, colocou em prática uma iniciativa de recrutamento, seleção e capacitação voltada à formação de novos motoristas carreteiros.

O projeto recebeu mais de 150 inscrições e foi desenhado para atender profissionais que já possuíam CNH categoria E, mas ainda não tinham experiência prática na condução de carretas. A proposta reuniu, em uma única jornada, divulgação da vaga, triagem curricular, entrevistas, avaliação de perfil, treinamento teórico e cinco dias de atividades práticas, aproximando candidatos com potencial das demandas reais das transportadoras.

Para Leonardo Pontes, ponto focal de recrutamento e seleção do SETCEPAR, a iniciativa foi pensada para ir além da análise da experiência anterior. “Como o objetivo do projeto era formar novos motoristas carreteiros, o foco da seleção foi identificar profissionais com potencial de desenvolvimento, e não apenas experiência na função”, afirma. Segundo ele, fatores como responsabilidade, comprometimento, disciplina, postura profissional e capacidade de seguir normas de segurança foram determinantes para o avanço dos candidatos no processo.

Estrutura

A primeira fase consistiu em uma campanha de divulgação exclusiva da oportunidade, seguida pela triagem dos currículos e pela checagem de requisitos como CNH categoria E, EAR, curso MOPP válido e experiência anterior com veículos de menor porte, como 3/4, toco ou truck. Em seguida, os candidatos participaram de uma seletiva presencial em grupo, realizada na sede do SETCEPAR, onde conheceram a empresa, a vaga e as etapas do projeto.

Nas entrevistas, a equipe avaliou aspectos técnicos e comportamentais com foco no potencial de evolução dos participantes. “O objetivo era formar novos motoristas carreteiros, por isso buscamos candidatos com responsabilidade, comprometimento, disciplina, facilidade para aprender, postura profissional e capacidade de seguir normas e procedimentos de segurança”, reforça Leonardo. A seleção considerou não apenas a experiência anterior, mas principalmente a possibilidade de desenvolvimento dentro da operação.

A capacitação técnica ficou sob a responsabilidade de Claudio Ferreira, instrutor do SETCEPAR, que conduziu a formação teórica e prática dos participantes. O treinamento abordou procedimentos operacionais, direção econômica, condução segura, uso correto do freio motor, respeito aos limites de velocidade, manobras e práticas em estrada. “A estrutura foi focada no desenvolvimento de competências operacionais, visando sempre a segurança e a produtividade dos alunos com qualidade e eficiência”, destaca o instrutor.

Ao longo da formação, os participantes também foram preparados para enfrentar desafios frequentes da rotina operacional. De acordo com Claudio, as principais dificuldades envolveram tanto questões comportamentais quanto práticas, como o uso dos itens auxiliares dos veículos e as manobras com conjuntos articulados. “A avaliação considera a competência do aluno para conduzir o conjunto cavalo-carreta com segurança, eficiência e em conformidade com a legislação e os procedimentos da empresa”, completa.

O grande diferencial da iniciativa foi integrar recrutamento, seleção e capacitação em um único fluxo, permitindo uma preparação mais alinhada às necessidades da operação. Vivian Nunes, gerente de Recursos Humanos do SETCEPAR, ressalta que “o sindicato não atuou apenas na captação e seleção dos candidatos, mas acompanhou toda a jornada até a contratação”.

DHL: Mercado de cargas da América Latina é pressionado por alta demanda

DHL: Mercado de cargas da América Latina é pressionado por alta demanda

Relatórios da DHL Global Forwarding mostram que o crescimento da demanda, sem o avanço da capacidade logística, já trazem efeitos em “alta temporada precoce” no mercado de cargas da América Latina

O mercado de cargas da América Latina enfrenta uma demanda crescente em ritmo mais acelerado do que a expansão da capacidade logística, provocando uma espécie de alta temporada precoce. A avaliação é dos relatórios Ocean Freight Market Update e Air Freight State of the Industry, da DHL Global Forwarding.

Os documentos registram avanços significativos na demanda e nas tarifas dos transportes aquaviário e aéreo na comparação com o mesmo período de 2025.

Segundo o relatório, o aumento das tarifas marítimas e as restrições de espaço nos navios, somados às contínuas disrupções nas cadeias globais de suprimentos, estão mudando as condições do transporte aquaviário de cargas em toda a América Latina. Ao mesmo tempo, o transporte aéreo tem mantido um papel fundamental para envios de alto valor agregado e de produtos com temperatura controlada.

“A América Latina atravessa um dos cenários mais dinâmicos dos últimos anos para o transporte internacional de cargas, com uma demanda que cresce em ritmo superior à capacidade disponível”, avalia Erik Meade, CEO da DHL Global Forwarding para a América Latina.

Transporte aquaviário

O levantamento dedicado ao modal aquaviário aponta que as rotas entre Ásia e América Latina são as mais pressionadas, chegando a registrar taxa de ocupação das embarcações de 98%.

Em relação aos preços, o Índice de Frete de Contêineres de Xangai, considerado um dos principais indicadores das tarifas globais de frete marítimo, está 84% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Já as tarifas para a Costa Oeste da América Latina acumulam alta de 126%, acima da média das rotas globais.

Entre os principais problemas apontados pelo levantamento, estão os congestionamentos portuários, a falta de equipe qualificada em Xangai e Ningbo e uma gestão mais disciplinada da capacidade pelas armadoras.

Transporte aéreo

As rotas aéreas também registram demanda aquecida entre Ásia e América Latina, com crescimento de 20% nos volumes transportados em relação a maio de 2025, ao mesmo tempo em que apresentam alta de 27% na média tarifária.

O estudo dedicado ao transporte aéreo aponta que a estabilidade da capacidade de transporte acentua os gargalos nas rotas provenientes da América do Norte e da Europa. O documento destaca os voos com destino a São Paulo, Santiago e Buenos Aires.

Ainda assim, a DHL avalia que a expansão da oferta de carga aérea amplia a conectividade entre América Latina e Europa.

Meade entende os dados como um sinal de resiliência, traduzido pela ampliação das alternativas disponíveis na cadeia logística regional.

“Empresas que diversificam suas fontes de suprimento, adotam estratégias logísticas mais flexíveis e antecipam o planejamento de suas operações estão mais bem posicionadas para manter seus níveis de serviço diante da volatilidade do mercado”, afirma.

Planejamento e estratégias logísticas

A companhia ressalta que o mercado de cargas na América Latina atravessa um dos períodos de maior restrição de capacidade dos últimos anos.

O crescimento da demanda sem a correspondente ampliação da capacidade logística, aliado à tendência de alta das tarifas, torna a organização das operações ainda mais estratégicas para as empresas.

A DHL Global Forwarding indica que o planejamento antecipado e a diversificação das estratégias logísticas se tornam cada vez mais importantes para fortalecer a resiliência das cadeias de suprimentos.

Free flow começa a operar na Anchieta e Imigrantes em 1º de agosto; veja como será a cobrança

Free flow começa a operar na Anchieta e Imigrantes em 1º de agosto; veja como será a cobrança

Novo sistema permitirá que motoristas passem pelos pedágios sem parar nas cabines. Cobrança será dividida entre os dois sentidos da serra

Motoristas que utilizam o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) passarão a contar, a partir de 1º de agosto, com um novo sistema de cobrança de pedágio. O free flow (pórticos eletrônicos) permitirá que os veículos passem pelos pedágios sem precisar parar nas cabines. A cobrança será feita pelos pórticos instalados no Km 33 da Via Anchieta e no Km 29 da Rodovia dos Imigrantes, nos dois sentidos, perto das atuais praças de pedágio.

A informação é da diretora da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), Raquel França Carneiro. Segundo ela, a mudança vai aumentar a fluidez do trânsito, reduzir acidentes e abrir caminho para a retirada definitiva das praças de pedágio ainda neste ano.

A principal mudança para os usuários será na forma de cobrança. Atualmente, os motoristas pagam R$ 40,60 apenas na descida da Serra do Mar. Com o free flow, haverá duas cobranças de R$ 20,30, uma em cada sentido.

Raquel afirma que a alteração beneficiará principalmente os caminhoneiros. Hoje, eles pagam a tarifa cheia na descida, quando estão com carga. Com o novo sistema, a tarifa será calculada separadamente em cada sentido e, como muitos retornam vazios e com menos eixos apoiados no solo, o valor da viagem de volta será menor.

Inicialmente, segundo a diretora, nada muda nas praças de pedágio das rodovias Padre Manoel da Nóbrega e Cônego Domênico Rangoni. A adoção do free flow nesses trechos será discutida após a consolidação do modelo no Sistema Anchieta-Imigrantes.

A Artesp estima que 77% dos veículos que circulam pelo Sistema Anchieta-Imigrantes já utilizam tag eletrônica – índice que chega a 71% entre os veículos de passeio e a 93% entre os comerciais. Para esses usuários, a cobrança continuará sendo automática.

Quem não possui tag poderá consultar os débitos e fazer o pagamento pela plataforma Siga Fácil, utilizando Pix, cartão de crédito ou os totens de autoatendimento da Ecovias Imigrantes.

Como determina a Resolução 277 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), o prazo para regularizar débitos de pedágios eletrônicos foi ampliado para 16 de novembro. Depois dessa data, deverá voltar a valer o prazo anterior, de 30 dias após a passagem pelos pórticos. Quem não fizer o pagamento estará sujeito a multa de R$ 195,23 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Não haverá descontos para usuários frequentes, como ocorre em concessões mais recentes. Segundo Raquel Carneiro, o contrato de concessão do Sistema Anchieta-Imigrantes substitui a tecnologia de cobrança, mas mantém o modelo tarifário atual.

Além da cobrança de pedágio, os pórticos farão parte do programa estadual Muralha Paulista, que compartilha informações em tempo real com a Polícia Militar Rodoviária. Os equipamentos identificam características dos veículos, como placa, categoria, peso e quantidade de eixos.

A diretora da Artesp destaca que a tecnologia tem 99,99% de precisão, mesmo em condições de chuva, neblina, placas parcialmente sujas ou veículos trafegando lado a lado.

Com a implantação do free flow, as atuais praças de pedágio permanecerão temporariamente abertas para a passagem livre dos veículos até que sejam parcialmente demolidas. A retirada definitiva das estruturas dependerá da implantação de um novo modelo de Operação Comboio, cujos testes terão início ainda no segundo semestre.

Confiança da indústria cai para menor patamar em cinco anos, mostra CNI

Confiança da indústria cai para menor patamar em cinco anos, mostra CNI

Sequência negativa começou em janeiro do ano passado e é a segunda pior da série histórica

O pessimismo entre os empresários da indústria é o maior desde junho de 2020, durante a pandemia da Covid-19, segundo o Icei (Índice de Confiança do Empresário Industrial), divulgado nesta segunda-feira (13) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

O índice caiu 2,3 pontos em julho, passando de 46,7 pontos para 44,4 pontos, menor patamar do indicador em cinco anos. Com o resultado negativo, o Icei chegou a 19 meses consecutivos abaixo da linha de 50 pontos, refletindo pessimismo contínuo entre os empresários da indústria.

A sequência negativa começou em janeiro do ano passado e é a segunda pior da série histórica. Apenas entre 2015 e 2016, quando o Brasil atravessou uma recessão econômica, o índice ficou mais tempo em patamar negativo.

“Na medida em que se tem um período tão longo de pessimismo, isso se traduz em redução do número de empregados, da produção ou até cancelamento de investimentos produtivos”, afirma o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

O levantamento aponta que a falta de confiança se intensificou em julho devido à piora da avaliação dos empresários sobre as condições correntes e as expectativas para as empresas e a economia.

A CNI consultou 1.118 empresas, sendo 442 pequenas, 411 médias e 265 grandes, entre os dias 1º e 7 de julho.

Os dois componentes do ICEI caíram em julho. O Índice de Condições Atuais recuou 0,7 ponto, para 41,6 pontos, distanciando-se ainda mais da linha de 50 pontos – que separa a confiança da falta de confiança. Segundo os industriais, os negócios e a economia estão piores do que há seis meses.

O Índice de Expectativas, por sua vez, caiu 3,1 pontos, registrando 45,8 pontos. Trata-se da maior queda do indicador desde novembro de 2022, quando o componente encolheu 10,8 pontos.

Com o resultado, as expectativas positivas dos empresários para as próprias empresas perderam força e se aproximaram da neutralidade, enquanto o pessimismo em relação à economia brasileira se intensificou.

“A piora das expectativas se deve, possivelmente, ao aumento das incertezas do cenário externo, tanto o acirramento da guerra no Oriente Médio, que ocorreu no início do mês, como também a eventual retomada de tarifas americanas sobre produtos brasileiros”, avalia Marcelo Azevedo.