TRC paulista tem menor confiança desde 2023

TRC paulista tem menor confiança desde 2023

Juros elevados, custos operacionais e insegurança regulatória pressionam o setor e desestimulam investimentos

A confiança dos empresários do Transporte Rodoviário de Cargas em São Paulo caiu ao menor nível desde o início da série do Índice de Confiança do Transportador (ICT), em 2023. O indicador geral recuou para 41,2% no primeiro semestre de 2026, abaixo da linha de neutralidade de 50%, segundo levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em parceria com a Fetcesp.

O resultado representa queda de 4,7% em relação ao segundo semestre de 2025 e reforça o ambiente de cautela entre as transportadoras paulistas, pressionadas por juros elevados, aumento dos custos operacionais, insegurança regulatória e desaceleração da atividade econômica.

Cenário preocupa

O componente que mede as condições atuais do setor ficou em 28,9%, com recuo de 5,4 % frente ao segundo semestre de 2025 e de 8,3% na comparação com o primeiro semestre do ano passado. Já o índice de expectativas alcançou 47,4%, ainda abaixo da neutralidade, mas indicando percepção menos negativa para os próximos seis meses.

Para Carlos Panzan, presidente da Fetcesp, o resultado traduz a pressão enfrentada pelas empresas do setor, responsável por parcela majoritária da movimentação de cargas no país. “É preciso criar condições mais adequadas para quem gera emprego, movimenta a economia e garante o abastecimento do país. Se não houver mudanças na condução da política fiscal, no ambiente regulatório e na redução dos custos operacionais, essa tendência de baixa confiança tende a se agravar”, afirma.

Investimento: compasso de espera

Na avaliação da entidade, o cenário de baixa confiança pode afetar decisões de investimento, especialmente em renovação de frota, contratação de motoristas e adaptação a novas exigências regulatórias. O setor também acompanha com preocupação os impactos da reforma tributária e as discussões sobre mudanças na jornada de trabalho, temas que podem alterar a estrutura de custos das transportadoras.

Apesar do quadro adverso, a Fetcesp avalia que o índice de expectativas próximo da neutralidade mostra que ainda há espaço para recuperação, desde que o ambiente econômico ofereça mais previsibilidade.

A pesquisa foi realizada entre 28 de maio e 21 de junho de 2026 e avaliou a percepção dos empresários sobre as condições atuais do Transporte Rodoviário de Cargas e as perspectivas para os próximos seis meses.

Cidade do Paraná consolida papel de potência logística no Estado

Cidade do Paraná consolida papel de potência logística no Estado

Londrina, no Norte do Paraná, consolida-se como potência logística. O avanço da industrialização, o fortalecimento do agronegócio e a descentralização de investimentos vêm ampliando a participação do Norte do Paraná na economia estadual.

O crescimento de cadeias produtivas ligadas à alimentação, ao varejo, à indústria e à distribuição aumenta a circulação de mercadorias e impulsiona a procura por transporte rodoviário de cargas, armazenagem e operações logísticas mais eficientes.

Nesse cenário, Londrina ganha relevância como ponto de recebimento de insumos, escoamento da produção e distribuição de mercadorias para diferentes regiões do país. A localização estratégica, próxima a importantes corredores rodoviários e com acesso aos mercados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Sul e Sudeste, favorece a consolidação da cidade como um dos principais polos logísticos do interior paranaense.

Para a unidade de Londrina do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR), a expansão econômica regional reforça o papel da logística como base para a competitividade.

“O transporte acompanha diretamente a dinâmica econômica. Quando uma região produz mais, industrializa mais e amplia suas conexões comerciais, a logística se torna um fator estratégico para garantir competitividade, reduzir custos e manter a fluidez das operações”, afirma Márcio Luis Pozzer, diretor regional do sindicato.

Além da posição geográfica, a diversidade econômica e a presença de transportadoras, operadores logísticos e centros de distribuição fortalecem a capacidade regional de consolidação e redistribuição de cargas. Muitas operações já utilizam Londrina como ponto de conexão entre produtores, indústrias, fornecedores e mercados consumidores, ampliando a demanda por serviços mais ágeis, integrados e especializados.

Investimentos constantes

Pozzer destaca que o ambiente mais dinâmico também exige uma evolução constante das empresas de transporte, com investimentos em rastreamento, integração de sistemas, planejamento de rotas, gestão de indicadores e capacitação das equipes.

“A logística atual é muito mais estratégica do que apenas transportar cargas. Ela envolve inteligência operacional, gestão de dados e capacidade de adaptação a um mercado cada vez mais dinâmico”, explica o dirigente.

Ao mesmo tempo, o avanço econômico amplia a pressão sobre rodovias, acessos urbanos, áreas de apoio ao transporte e estruturas de movimentação de cargas. Em algumas regiões, a velocidade de crescimento das atividades produtivas já supera o ritmo dos investimentos em infraestrutura, o que pode comprometer a fluidez das operações, elevar custos e reduzir a competitividade das empresas.

Embora o Norte do Paraná ainda apresente vantagens em relação aos grandes centros, como maior disponibilidade de áreas para expansão e melhores condições de mobilidade, o planejamento precisa ocorrer de forma antecipada.

“A experiência de outros grandes polos demonstra que investir preventivamente em logística é muito mais eficiente e menos oneroso do que tentar corrigir gargalos depois que eles já estão consolidados”, conclui Pozzer.

Trechos da Castello Branco e Raposo Tavares recebem manutenção no pavimento

Trechos da Castello Branco e Raposo Tavares recebem manutenção no pavimento

Serviços serão realizados ao longo da próxima semana, com interdição de faixas; usuários devem redobrar a atenção

A partir desta segunda-feira (6) até domingo (12), os usuários do Sistema Castello-Raposo devem redobrar a atenção em seus deslocamentos, por conta dos serviços de conservação e manutenção que serão realizados ao longo do trecho sob concessão.

De acordo com a concessionária responsável, a programação inclui recuperação do pavimento, implantação de sinalização horizontal e levantamentos técnicos.

Na Raposo Tavares (SP-270), entre o Km 11 e o Km 34, nas duas pistas, haverá serviços de sinalização horizontal, reparos no pavimento, manutenção de defensas metálicas, limpeza da faixa de domínio, além de sondagens, fresagem e coleta de amostras do pavimento para avaliação das condições estruturais da rodovia.

Na Castello Branco (SP-280), entre o Km 13 e o Km 54, nos dois sentidos, a programação contempla a implantação de sinalização horizontal, com instalação de balizadores e delineadores, reparos nas juntas de dilatação de obras de arte especiais, como pontes, viadutos e passarelas, manutenção de defensas metálicas, serviços de recuperação do pavimento e poda da vegetação.

Além disso, também serão executados levantamentos topográficos para o mapeamento e a medição detalhada do terreno, além de investigações geotécnicas e análises técnicas que subsidiarão o planejamento de futuras intervenções nas rodovias.

Já na SP-029, entre o Km 32 e o Km 43, nos dois sentidos, haverá serviços de implantação de sinalização horizontal. As atividades exigem interdição alternada de faixas e/ou acostamentos, e serão feitas das 20h às 5 horas, sempre com sinalização adequada, com foco na segurança das equipes em campo e dos usuários.

O cronograma de obras pode sofrer alterações e, em caso de condições climáticas adversas, os serviços poderão ser remarcados.

Feriado da Revolução Constitucionalista

Entre quinta-feira (9) e domingo (12), as obras com interdições de faixas estão suspensas devido ao feriado da Revolução Constitucionalista, em 9 de julho.

Os usuários devem redobrar a atenção em suas viagens, bem como manter o respeito à sinalização e aos limites de velocidade nos trechos em manutenção. Sempre que possível, programe a viagem a fim de evitar surpresas.

Em reunião na Fazenda sobre reforma tributária, CNI pede previsibilidade para investimentos

Em reunião na Fazenda sobre reforma tributária, CNI pede previsibilidade para investimentos

Presidente Ricardo Alban e ministro Dario Durigan se reuniram para tratar sobre o imposto seletivo; indústria quer agilidade e segurança para as empresas

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, se reuniu nesta segunda-feira (6) com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, para discutir aspectos da regulamentação da reforma tributária. Em audiência no Ministério, Alban e representantes de setores que serão afetados pelo imposto seletivo (bebidas e tabaco) reforçaram a preocupação para que a regulamentação seja feita com agilidade e afiance previsibilidade para as empresas se adaptarem às novas alíquotas e garantirem o planejamento dos investimentos em 2027.

“Nós queremos ter certeza de que as conquistas obtidas até agora pela reforma tributária continuem. E, como ainda existem algumas variáveis, entre elas a parte do imposto seletivo, nós precisamos tranquilizar e dar previsibilidade para as indústrias que serão atingidas possam fazer o planejamento de 2027”, explicou Alban.

O presidente da CNI disse que o processo de definição sobre a regulamentação do imposto seletivo está em curso, e que o ministro garantiu manutenção do diálogo com todos os setores envolvidos para que não represente aumento de carga sobre esses produtos. “Saímos com a certeza de que vamos ter essa previsibilidade o quanto antes, e com a certeza de que não vamos ter aumento de carga tributária sobre esses produtos”, completou o dirigente.

Alban afirmou ainda que o setor espera que a reforma tributária, como um todo, contribua para dar mais competitividade à indústria.

Geopolítica, economia, reforma tributária e agenda institucional estarão em debate na segunda edição do CONET&Intersindical 2026, em Ouro Preto (MG)

Geopolítica, economia, reforma tributária e agenda institucional estarão em debate na segunda edição do CONET&Intersindical 2026, em Ouro Preto (MG)

Programação preliminar do evento promovido pela NTC&Logística reúne temas estratégicos para o Transporte Rodoviário de Cargas e reforça o encontro como um dos principais fóruns de discussão do setor no Brasil

A NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística realizará, nos dias 27 e 28 de agosto de 2026, a segunda edição do CONET&Intersindical 2026, no Hotel Vila Galé Ouro Preto (MG). O evento terá como entidade anfitriã a FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais, com o apoio dos sindicatos filiados à federação.

Consolidado como um dos mais importantes encontros do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) no Brasil, o CONET&Intersindical reunirá empresários, lideranças, representantes de entidades, autoridades e especialistas para promover debates sobre os temas que influenciam diretamente a competitividade das empresas transportadoras e o desenvolvimento do setor.

A programação preliminar foi estruturada para abordar os principais assuntos que impactam o Transporte Rodoviário de Cargas, reunindo especialistas, autoridades e lideranças em dois dias de intensos debates, troca de experiências e construção de soluções para o fortalecimento da atividade transportadora.

No primeiro dia, os participantes acompanharão discussões sobre mercado e tarifas, com a apresentação da atualização do Índice Nacional de Custos do Transporte (INCT) e da Pesquisa de Mercado do DECOPE, além de um encontro entre empresários para compartilhar experiências e discutir os desafios da atividade transportadora. A programação também contemplará temas como reforma tributária; Índice CNT de Confiança; investimentos em infraestrutura e projetos voltados ao TRC; apresentações de empresas fornecedoras da cadeia produtiva e uma análise sobre o cenário econômico e as perspectivas para o Transporte Rodoviário de Cargas.

Já no segundo dia, os debates serão voltados às questões institucionais e estratégicas do setor, com destaque para o novo cenário geopolítico mundial; a agenda institucional da NTC&Logística, que incluirá as principais pautas técnicas, regulatórias e jurídicas em andamento; a regulamentação do Transporte Rodoviário de Cargas e uma análise sobre as pesquisas eleitorais e as projeções para as eleições de 2026, temas que influenciam diretamente o ambiente de negócios e o planejamento das empresas.

O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, destaca que a realização do encontro em Minas Gerais reforça a importância do diálogo entre as lideranças do setor e da construção de soluções conjuntas para os desafios enfrentados pelo transporte de cargas.

“Realizar o CONET&Intersindical em Ouro Preto, em Minas Gerais, tem um significado muito especial para o nosso setor. Trata-se de um estado pujante, com forte representatividade econômica e relevância para o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. Estar em uma cidade histórica como Ouro Preto, patrimônio vivo da humanidade e do país, reforça ainda mais o propósito deste encontro. Será uma excelente oportunidade para ampliarmos o diálogo com lideranças, discutirmos os desafios do TRC e avançarmos na construção de soluções que contribuam para o crescimento sustentável do transporte de cargas. Convidamos todos os empresários e representantes de entidades a estarem conosco nesse importante momento.”

Para o presidente da FETCEMG, Gladstone Lobato, entidade anfitriã desta edição, receber o CONET&Intersindical em Minas Gerais representa uma oportunidade de fortalecer a integração entre as entidades representativas e evidenciar a importância do estado para a logística nacional.

“O CONET&Intersindical é reconhecido como o principal espaço de discussão empresarial do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. Receber este encontro em Minas Gerais, em parceria com a NTC&Logística, reforça a união das entidades representativas em torno dos temas que impactam diretamente a competitividade do setor e o desenvolvimento da economia brasileira. Para Minas Gerais, que ocupa uma posição estratégica na logística nacional e possui forte participação no transporte de cargas, sediar esta edição representa uma oportunidade de evidenciar a relevância do nosso estado, além de apresentar nossos desafios, potencialidades e contribuições para o fortalecimento do Transporte Rodoviário de Cargas em todo o país.”

Além do conteúdo técnico e institucional, o evento contará com momentos de integração e relacionamento entre empresários, lideranças e parceiros da cadeia produtiva, fortalecendo o networking e a troca de experiências que fazem do CONET&Intersindical uma das principais referências do calendário nacional do Transporte Rodoviário de Cargas.

A Programação Preliminar completa está disponível abaixo e poderá sofrer ajustes até a realização do evento.

26 de agosto de 2026 | CONET&INTERSINDICAL

19h – Coquetel de Boas-Vindas | ESPAÇO EXPOSIÇÃO

Oferecido pela FETCEMG

27 de agosto de 2026 | CONET&INTERSINDICAL

10h – Credenciamento

10h30 | 12h – Abertura Oficial

12h | 13h – Almoço

27 de agosto de 2026 | CONET

13h30 | 14h – PAINEL: MERCADO E TARIFAS

  • Integrantes da Mesa:
  1. Eduardo Ferreira Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
  2. Antonio Luiz Leite – Vice-Presidente da NTC&Logística
  3. Gladstone Lobato  – Presidente da FETCEMG 

Palestrante: Engo Lauro Valdivia, Assessor Técnico da NTC&Logística

  • Atualização do INCT (Índice Nacional de Custos do Transporte)
  • Apresentação da Pesquisa de Mercado DECOPE – 1º semestre de 2026

14h | 15h ENCONTRO COM EMPRESÁRIOS DO TRC

  • Integrantes da Mesa:
  1. Eduardo Ferreira Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
  2. Antonio Luiz Leite – Vice-Presidente da NTC&Logística
  3. Gladstone Lobato  – Presidente da FETCEMG
  4. Engº Lauro Valdivia Neto – Assessor Técnico da NTC&Logística
  5. José Maria Gomes – Diretor Financeiro da NTC&Logística

Empresários confirmados:

  • Oswaldo Vieira Caixeta Junior, Sócio-Diretor da Transac Transporte e Presidente da ABTLP
  • Julio Eduardo Simões, Sócio-Diretor da Locar Guindastes e Transportes Intermodais e Presidente do SINDIPESA

15h | 15h45 Palestra: REFORMA TRIBUTÁRIA

Palestrante: Reinaldo Lage Rodrigues de Araújo, Assessor Jurídico Tributário da FETCEMG

15h45 | 16h30 Palestra: ÍNDICE CNT DE CONFIANÇA

Palestrante: Fernanda Schwantes, Gerente Executiva de Economia da CNT – Confederação Nacional do Transporte

16h30 | 17h – INVESTIMENTOS REALIZADOS E PROJETOS PARA O TRC

Palestrante convidado: INFRA S.A.

17h | 17h30 – Intervalo

17h30 | 18h15 TALKS FORNECEDORES DA CADEIA PRODUTIVA DO TRC

  • Integrantes da Mesa:
  1. Eduardo Ferreira Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
  2. Antonio Luiz Leite – Vice-Presidente da NTC&Logística
  3. Gladstone  Lobato – Presidente da FETCEMG 
  4. Engº Lauro Valdivia Neto – Assessor Técnico da NTC&Logística
  • GEOTAB
  • MERCEDES-BENZ
  • ROADCARD
  • TRANSPOCRED
  • VOLKSWAGEN CAMINHÕES E ÔNIBUS

18h15 | 19h45 – Palestra: CENÁRIO ECONÔMICO E PERSPECTIVAS PARA O TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS

  • Integrantes da Mesa:
  1. Eduardo Ferreira Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
  2. Antonio Luiz Leite – Vice-Presidente da NTC&Logística
  3. Gladstone Lobato  – Presidente da FETCEMG 

Palestrante: Rita Mundim

Economista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Especialista em Mercado de Capitais pela UFMG e em Ciências Contábeis pela Fundação Getúlio Vargas (FGV); Mestre em Administração pela FEAD-MG; Professora convidada da Fundação Dom Cabral desde 1990; Professora de Mercado de Capitais no IBMEC; Diretora da Aporte Educacional; Administradora de Carteiras autorizada pela CVM; Certificações ANBIMA: CFG e CGA; Comentarista econômica da Rádio Itatiaia; participações como comentarista na CNN Brasil; experiência em cenários econômicos, juros, inflação, mercado financeiro, cooperativismo e governança.

Jornalista e estrategista em comunicação corporativa, com atuação em cenários econômicos e empresariais. Atualmente é uma das palestrantes mais requisitadas em eventos empresariais e do setor produtivo.

19h45 – Considerações Finais e Encerramento das atividades do dia

19h45 – Coquetel de Boas-Vindas | ESPAÇO EXPOSIÇÃO

Oferecido pela FETCEMG

28 de Agosto de 2026 | INTERSINDICAL

9h – Abertura da INTERSINDICAL

PALESTRA INAUGURAL: O NOVO CENÁRIO GEOPOLÍTICO MUNDIAL

Palestrante: Marcelo Suano

Cientista político, analista de risco político, professor universitário e comentarista brasileiro. Mestrado e Doutorado em Ciência Política pela USP (Universidade de São Paulo), com pesquisas ligadas ao pensamento político e militar brasileiro.

10h30 | 12h30 – AGENDA INSTITUCIONAL DA NTC&LOGÍSTICA

Tema : Principais pautas técnicas e institucionais em andamento no TRC.

  • Integrantes da Mesa:
  1. Eduardo Ferreira Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística
  2. Antonio Luiz Leite – Vice-Presidente da NTC&Logística
  3. Gladstone Lobato – Presidente da FETCEMG
  4. José Maria Gomes – Diretor Financeiro da NTC&Logística
  5. Marcos Aurélio Ribeiro – Diretor Jurídico da NTC&Logística
  6. Narciso Figueirôa Junior Assessor Jurídico da NTC&Logística
  7. Gil Menezes Assessora Jurídica da NTC&Logística
  8. Edmara Claudino Assessora de Relações Institucionais da NTC&Logística
  9. Waldomiro Milanesi – Delegado e especialista em segurança
  10. Engº Lauro Valdivia Neto – Assessor Técnico da NTC&Logística
  • Conteúdo:

• Impactos da redução da jornada semanal no TRC

• Avaliação das negociações coletivas no TRC

• Demandas regulatórias junto à ANTT: CIOT; Piso minimo de frete

12h30 | 14h  – Almoço

14h | 15h – PALESTRA: REGULAMENTAÇÃO DO SETOR

Palestrante convidado: Guilherme Theo Sampaio – Diretor-Geral da ANTT

15h | 16h30 – PALESTRA: PESQUISAS ELEITORAIS E PROJEÇÕES PARA AS ELEIÇÕES 2026

Palestrante: Marcelo Costa Souza

Graduação em Estatística pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 1999, e Mestrado em Estatística e Experimentação Agropecuária pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), em 2002. Foi professor das disciplinas de Bioestatística, Epidemiologia e Estatística Experimental para alunos de graduação e pós-graduação da Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS), de 2002 a 2005. Desde 2006, atua como diretor da MDA PESQUISA. Tem vasta experiência na área de análise e interpretação de dados, modelagem e gerenciamento de bancos de dados complexos.

16h30 – CONSIDERAÇÕES FINAIS – ENCERRAMENTO

19h | 0h – JANTAR FESTIVO DE ENCERRAMENTO | ESPAÇO EXPOSIÇÃO

OFERECIDO PELO SETCEMG

29 de Agosto de 2026 | VISITA TÉCNICA 

9h | 12h  Visita Técnica à Mineradora de Ferro – Região de ACURI 

               Saída do ônibus do hotel Villa Galé às 8h e retorno às 12h

As inscrições para o evento estão abertas. Clique aqui e faça parte do evento.

As reservas de hospedagem também estão disponíveis. Garanta sua participação realizando a reserva no hotel do evento, clicando aqui.

Realização

NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística)

Entidade Anfitriã

l FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais

Apoio

Sindicatos filiados à FETCEMG

Patrocínio

l FENATRAN

l GEOTAB

l MERCEDES-BENZ

l ROADCARD

l TRANSPOCRED

Apoios Institucionais

l Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)

l FuMTran (Fundação Memória do Transporte)

Apoio Logístico

l Braspress

Artigo: A decisão liminar do STF na ADPF 1.316 e os Riscos Psicossociais na NR-1: o que realmente foi suspenso?

Artigo: A decisão liminar do STF na ADPF 1.316 e os Riscos Psicossociais na NR-1: o que realmente foi suspenso?

Por Narciso Figueirôa Junior, Assessor Jurídico da NTC&Logística

Através de decisão monocrática datada de 25/06/2026, o Ministro André Mendonça, do STF, nos autos da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1316, suspendeu por 90 dias a aplicação de multas e outras sanções relativas à inclusão de fatores de riscos psicossociais nas novas regras de gerenciamento de riscos no ambiente de trabalho contidas na Norma Regulamentadora n.1 (NR-1).

  1. O que motivou a ação no Supremo?

A ADPF nº 1.316 foi ajuizada pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (CONFENEN), que questionou determinados dispositivos do item 1.5 da NR-1, alterados pela Portaria MTE nº 1.419/2024, especialmente na parte que passou a exigir que as empresas incluam, no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), os chamados fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho.

Segundo a autora da ação, a nova regulamentação teria criado obrigações nacionais de gerenciamento, documentação e tomada de decisões sobre riscos psicossociais sem estabelecer critérios suficientemente claros e objetivos sobre a forma de implementação dessas exigências pelas empresas.

A controvérsia, portanto, não reside propriamente na legitimidade da proteção da saúde mental dos trabalhadores, mas na alegada ausência de maior densidade normativa e de parâmetros suficientemente objetivos para orientar a atuação empresarial e a fiscalização administrativa.

  1. O que a Portaria MTE nº 1.419/2024 alterou na NR-1?

As alterações promovidas pela Portaria nº 1.419/2024 determinaram que o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais passe a abranger, além dos riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes, também os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho.

Entre as principais exigências introduzidas pela norma, destacam-se:

a) a obrigatoriedade de considerar as condições de trabalho nos termos da NR-17, incluindo os fatores de riscos psicossociais;

b) a necessidade de seleção de ferramentas e técnicas adequadas para avaliação desses riscos;

c) a obrigação de documentar critérios de avaliação, severidade, probabilidade, classificação e tomada de decisão no gerenciamento dos riscos ocupacionais.

Em outras palavras, a norma passou a exigir que as organizações adotem uma abordagem mais estruturada de gestão dos riscos relacionados à saúde mental e às condições organizacionais do trabalho.

No sentido de esclarecer melhor as novas regras para gestão dos riscos psicossociais, em 16/03/2026, o Ministério do Trabalho e Emprego publicou o Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da NR-1, que trata do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO).

Este material pode ser acessado através do link: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/inspecao-do-trabalho/manuais-e-publicacoes/2026/manual_gro_pgr_da_nr_1.pdf

  1. O que exatamente foi decidido na liminar da ADPF 1316?

O ministro André Mendonça não suspendeu a NR-1 e tampouco afastou a obrigatoriedade de observância das novas regras relativas aos riscos psicossociais.

Ao contrário, a decisão é expressa ao consignar que o deferimento da medida cautelar ocorreu “tão somente para suspender a eficácia sancionadora das normas impugnadas”, com a finalidade de viabilizar uma tentativa de conciliação entre a autora da ação e os órgãos governamentais envolvidos, visando superar as dúvidas e lacunas apontadas em relação ao atual desenho normativo.

Nesse contexto, o relator determinou a suspensão, pelo prazo de 90 dias, exclusivamente da eficácia dos itens 1.5.3.1.4, 1.5.3.2.1, 1.5.4.4.2.1, 1.5.4.4.2.2 e 1.5.4.4.5.3 da NR-1, apenas na parte em que possam servir de fundamento para autuações; multas; notificações punitivas e outras medidas coercitivas relacionadas aos fatores de riscos psicossociais.

Portanto, a liminar não revogou os dispositivos da NR-1, não retirou sua vigência e nem afastou o dever empresarial de gerenciamento dos riscos psicossociais.

O que foi temporariamente suspenso foi apenas a possibilidade de utilização desses dispositivos como fundamento imediato para a imposição de sanções administrativas.

  1. O STF reconheceu a inconstitucionalidade da NR-1?

É importante deixar claro que o STF não reconheceu na referida liminar a inconstitucionalidade da NR-1.

A decisão possui natureza exclusivamente cautelar e foi proferida em caráter monocrático.

O próprio ministro André Mendonça registrou expressamente que a apreciação liminar se limita aos pedidos cautelares formulados na ação e que as demais questões constitucionais deverão ser examinadas posteriormente, no julgamento definitivo de mérito.

Em momento algum a decisão afirma que a inclusão dos riscos psicossociais na NR-1 seja inconstitucional.

Ao contrário, a própria decisão reconhece que a regulamentação impugnada visa tutelar direitos fundamentais relacionados à saúde e à segurança do trabalho.

A controvérsia instaurada no Supremo diz respeito, essencialmente, à necessidade de maior segurança jurídica, objetividade e previsibilidade dos parâmetros que poderão ser utilizados para fins de fiscalização e eventual aplicação de penalidades.

  1. Qual o impacto desta decisão para as empresas?

As empresas devem continuar cumprindo as novas regras contidas na NR-1, pois as obrigações relacionadas ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais permanecem em vigor.

Continuam sendo exigíveis: a implementação do GRO; a atualização do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR); a identificação dos riscos ocupacionais; a adoção de medidas preventivas; a documentação das ações de gerenciamento de riscos e a consideração dos fatores psicossociais relacionados ao trabalho na gestão de segurança e saúde ocupacional.

O que se encontra temporariamente suspensa é apenas a eficácia punitiva de determinados dispositivos, enquanto se busca uma solução consensual que confira maior objetividade ao tratamento normativo da matéria.

Sob a perspectiva empresarial, seria um equívoco interpretar a liminar como autorização para interromper iniciativas de gestão dos riscos psicossociais.

Primeiro, porque a decisão possui natureza provisória e poderá ser revista, modificada ou, até mesmo, integralmente superada quando do julgamento definitivo da ADPF pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal.

Segundo, porque o prazo de suspensão fixado pelo relator é de apenas 90 dias e foi estabelecido justamente para possibilitar uma tentativa de conciliação e aperfeiçoamento do regramento normativo.

Terceiro, porque a tendência observada no Brasil e no cenário internacional é de crescente valorização das políticas de saúde mental, prevenção do adoecimento ocupacional e gestão de fatores organizacionais que possam impactar a integridade física e psíquica dos trabalhadores.

Nesse contexto, as empresas que aproveitarem esse período para estruturar seus procedimentos internos, revisar seus Programas de Gerenciamento de Riscos, aperfeiçoar mecanismos de identificação de fatores psicossociais e fortalecer suas práticas de prevenção estarão em posição significativamente mais segura caso as exigências atualmente questionadas venham a ser mantidas pelo Supremo.

  1. Conclusão

A decisão proferida pelo ministro André Mendonça na ADPF nº 1.316 não suspendeu a NR-1 nem desobrigou as empresas de cumprir as novas regras relativas aos riscos psicossociais relacionados ao trabalho.

A liminar apenas suspendeu, por 90 dias, a eficácia sancionatória de determinados dispositivos da norma, impedindo que eles sejam utilizados, neste momento, como fundamento para autuações, multas e outras medidas coercitivas, enquanto se busca uma solução consensual que confira maior segurança jurídica e objetividade ao regramento atualmente vigente.

Por essa razão, as organizações devem acompanhar atentamente a evolução da ADPF nº 1.316 perante o Supremo Tribunal Federal, evitando interpretações precipitadas que possam levar à falsa percepção de que as obrigações relacionadas ao gerenciamento dos riscos psicossociais deixaram de existir.

A decisão é liminar, provisória e possui finalidade essencialmente conciliatória, e tanto a decisão monocrática quanto o mérito da controvérsia constitucional ainda serão apreciados pelo Plenário do STF.