Contribuições à ANTT poderão ser enviadas até 26 de agosto e ajudarão a subsidiar a revisão da Resolução nº 5.867/2020, que estabelece a metodologia e os coeficientes dos pisos mínimos de frete
A NTC&Logística reforça a importância da participação das empresas de Transporte Rodoviário de Cargas na Tomada de Subsídios nº 003/2026, realizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com o objetivo de coletar dados técnicos que servirão de base para a revisão da Resolução nº 5.867/2020, responsável por estabelecer as regras gerais, a metodologia e os coeficientes dos pisos mínimos de frete.
A contribuição das transportadoras é fundamental para que a ANTT tenha acesso a informações que reflitam os custos e as particularidades reais das operações. Quanto maior a participação das empresas, mais consistente e representativo será o processo de revisão regulatória, contribuindo para a definição de parâmetros mais equilibrados, atualizados e compatíveis com a realidade do setor.
Os dados deverão ser enviados entre 17 de agosto de 2026, às 9h, e 26 de agosto de 2026, às 18h, no horário de Brasília.
A documentação e a planilha para preenchimento estão disponíveis no Sistema ParticipANTT:
A consolidação de Maringá como um dos principais corredores logísticos do Norte do Paraná ganhou um importante reforço de infraestrutura, impulsionada pelos investimentos do governo estadual na inauguração do viaduto do Trevo do Catuaí. Atenta ao fortalecimento estratégico e à conectividade viária da região, a Ativa Logística, um dos maiores operadores logísticos integrados para os segmentos de saúde, beleza e bem-estar, acaba de inaugurar uma nova unidade no município para ampliar suas atividades de transporte, armazenagem e distribuição.
Localizada na Rodovia PR-317, nº 9.112 (bairro Gleba Ribeirão Pinguim), a nova estrutura conta com 2.400 metros quadrados, área climatizada e acompanhamento contínuo de farmacêutico responsável. A planta foi projetada para absorver com máxima precisão a crescente demanda de indústrias, distribuidores e embarcadores de produtos regulados.
De acordo com o gerente regional de Operações da Ativa Logística, Clodoaldo Oliveira, que atua há 20 anos na companhia, a nova filial deve direcionar 70% de sua capacidade operacional ao canal farmacêutico e 30% aos itens de beleza e bem-estar, fortalecendo ainda mais a presença da empresa na Região Sul.
“A nossa infraestrutura de armazenagem, frota e equipe técnica garante as condições ideais para atender às exigências da Anvisa e dos fabricantes, desde a saída do produto da indústria até a sua chegada ao varejo”, destaca Oliveira.
Para assegurar o controle térmico exigido pelas agências reguladoras, a frota da companhia é equipada com baús isotérmicos e refrigerados, além de dispor de câmaras frias e ambientes climatizados.
Com a inauguração do novo complexo em Maringá, a Ativa Logística, que já opera com unidade própria na região de Curitiba (PR), amplia sua capilaridade e solidez operacional em todo o Estado.
A empresa possui 25 unidades próprias no País e atua na gestão de ambientes de armazenagem e transporte nos modais rodoviário e aéreo para os mercados de saúde, beleza e bem-estar. Conta com 340 mil metros quadrados de infraestrutura logística, distribuídos pelas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste (Goiânia), além de mais de 4.000 colaboradores e uma frota de 1.880 veículos também no padrão Euro 6, menos poluentes e que superam os requisitos de sustentabilidade vigentes.
Golpistas clonam sites de pedágio eletrônico para cobrar tarifas falsas; entenda o esquema e veja onde consultar débitos oficiais
Os pedágios eletrônicos sem cancela, conhecidos como Free Flow, chegaram recentemente às rodovias brasileiras. Muitos condutores ainda se adaptam à novidade e começam a se habituar agora com a nova forma de cobrança.
No entanto, criminosos aproveitam a falta de familiaridade dos motoristas para aplicar fraudes financeiras na hora do pagamento das tarifas.
Golpistas criam páginas falsas que simulam o sistema de cobrança para lesar quem cruzou os pórticos eletrônicos. Segundo levantamento da Kaspersky, mais de 400 páginas ligadas ao golpe do Free Flow foram identificadas apenas entre janeiro e maio de 2026.
Free flow tem sites falsos e anúncios patrocinados
O esquema replica a interface oficial: o motorista digita a placa do veículo e visualiza uma suposta cobrança pendente com valores idênticos aos reais.
Para pressionar a vítima, a página falsa exibe um aviso de que o não pagamento em até 15 minutos gerará multa de trânsito de R$ 195,23 e 5 pontos na CNH aplicados pelo Detran. Links maliciosos semelhantes também chegam por e-mail e mensagens de texto.
Como se prevenir
A principal prevenção está na busca. Sempre verifique se o site que você está acessando pertence à concessionária da rodovia da qual você passou com o carro.
Atente também para os sites patrocinados, que são usados pelos golpistas para chegar até a vítima, ao endereço URL da página que você acessou, dados de quem vai receber o pagamento etc.
A forma mais segura de fazer o pagamento é acessando diretamente o site oficial da empresa responsável e seguindo o passo a passo para acessar a área de pagamento da tarifa. Isso pode ser conferido também pelos canais de comunicação das concessionárias.
Dessa forma, você evita ou, pelo menos, diminui as chances de cair no Golpe do Free Flow.
Onde consultar débitos do Free Flow?
A checagem de tarifas pendentes deve ser feita exclusivamente nos canais oficiais das concessionárias ou em sistemas integrados autorizados:
Pedágio Digital;
CCR RioSP / Motiva;
Ecovias;
Caminhos da Serra Gaúcha (CSG);
Portal da Artesp (para rodovias estaduais de São Paulo).
Para rodovias federais não listadas, consulte o portal da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a fim de identificar a empresa responsável pelo trecho. Algumas praças contam ainda com totens de autoatendimento em bases operacionais.
Como fazer a consulta e o pagamento correto?
O procedimento nos canais oficiais é rápido e dispensa cadastro prévio na maioria dos casos:
acesse o site ou aplicativo da concessionária da rodovia;
vá até a seção de consulta de pedágio eletrônico / Free Flow;
digite a placa do veículo;
verifique as passagens registradas e os valores pendentes;
faça o pagamento via Pix ou cartão e guarde o comprovante.
O que acontece se o motorista não pagar o Free Flow?
A Deliberação Contran 277/2026 suspendeu temporariamente as penalidades em pedágios eletrônicos, mas não extinguiu a cobrança da tarifa. Motoristas que quitarem os débitos até 16 de novembro de 2026 garantem o cancelamento das multas já geradas.
Após o prazo limite, a inadimplência voltará a ser punida como evasão de pedágio – infração grave prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), com multa de R$ 195,23 e 5 pontos na carteira de habilitação.
Levantamento da Frota 162 aponta que infrações podem ser reduzidas com acompanhamento de indicadores, orientação aos motoristas e ações preventivas
Quase metade das multas registradas em frotas corporativas está relacionada ao excesso de velocidade, segundo levantamento da Frota 162, empresa de tecnologia para gestão de multas, condutores e documentos. A plataforma administra mais de 320 mil veículos.
As infrações por velocidade até 20% acima do limite permitido representam 40,9% das autuações analisadas. Quando são incluídos os registros de motoristas que trafegaram entre 20% e 50% acima da velocidade máxima, o percentual chega a 46,8%.
Para Marcelo Lemos, CEO e fundador da Frota 162, os dados indicam a necessidade de ações voltadas à condução segura. “Quando quase metade das autuações está relacionada ao excesso de velocidade, o desafio vai além da fiscalização. Ele envolve orientação dos motoristas e acompanhamento de indicadores para identificar desvios antes que resultem em acidentes ou custos para a operação”, afirma.
Placas ilegíveis e avanço de sinal aparecem entre as ocorrências
Depois do excesso de velocidade, as infrações relacionadas à legibilidade das placas representam 9,3% das ocorrências registradas pela empresa. O avanço de sinal vermelho identificado por fiscalização eletrônica corresponde a 3,2% dos casos. As demais autuações estão distribuídas entre outras infrações da operação.
Segundo a Frota 162, o acompanhamento sistemático das ocorrências permite identificar padrões de comportamento e direcionar treinamentos e medidas preventivas. “Quando a empresa acompanha as ocorrências de forma estruturada, deixa de agir apenas depois da multa e passa a reconhecer padrões que ajudam a reduzir impactos financeiros e operacionais”, diz Lemos.
O saldo positivo na segunda semana do mês foi impulsionado por exportações, com o acumulado do ano já superando US$ 52 bilhões
A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 635,3 milhões na segunda semana de agosto. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados nesta segunda-feira (17), o valor foi alcançado com exportações de US$ 6,881 bilhões e importações de US$ 6,246 bilhões.
O mês de agosto acumula superávit de US$ 3,045 bilhões, resultante de US$ 16,091 bilhões em exportações e US$ 13,045 bilhões em importações.
Até a segunda semana de agosto, comparado ao mesmo período do mês de 2025, as exportações cresceram 14,3%. O desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 10,4% em Agropecuária, que somou US$ 3,487 bilhões; avanço de 27,8% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 4,363 bilhões, e, por fim, alta de 8,8% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 8,080 bilhões.
Em relação às importações, houve alta de 16,2% na mesma comparação. Houve queda de 5,3% em Agropecuária, que somou US$ 198 milhões; recuo de 13,5% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 721 milhões e, por fim, crescimento de 19,0% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 12,054 bilhões.
Acumulado do ano
De janeiro até a segunda semana de agosto, o ano acumula superávit de US$ 52,084 bilhões, um crescimento de 29,2% em relação ao mesmo período de 2025, quando o superávit no período somava US$ 43,158 bilhões.
A projeção do MDIC é de que o superávit da balança comercial seja de US$ 90,0 bilhões neste ano, crescimento de 32,3% em relação a 2025. O resultado projetado para este ano é decorrente de uma previsão de US$ 394,4 bilhões em exportações e US$ 304,4 bilhões em importações.
A NTC&Logística realizou, no dia 14 de agosto, a primeira reunião do Comitê de Recursos Humanos, congregando mais de 70 profissionais ligados a empresas do setor de transporte e logística. O encontro marcou o início das atividades do grupo, criado para promover a troca de experiências, compartilhar boas práticas e construir, de forma conjunta, propostas para os principais desafios relacionados à gestão de pessoas no Transporte Rodoviário de Cargas.
A reunião foi conduzida por Vanessa Nunes, coordenadora do Comitê e gerente de Recursos Humanos da Pajuçara, e contou com a participação do assessor técnico da NTC&Logística, Lauro Valdivia, além de profissionais de Recursos Humanos de transportadoras de diferentes regiões do país. Durante o encontro, também foi apresentada a estrutura de Câmaras, Comitês e demais ambientes técnicos mantidos pela entidade, reforçando a proposta de criar um espaço permanente de colaboração entre os profissionais de RH do setor.
Entre os principais assuntos debatidos, estiveram a escassez de motoristas e de mão de obra qualificada; os desafios de recrutamento, atração e retenção de talentos; liderança, cultura organizacional e qualidade de vida no ambiente de trabalho. Também foi destacada a necessidade de ampliar a produção de informações e indicadores sobre Recursos Humanos, como dados de rotatividade e motivos de desligamento, permitindo que as empresas tenham referências do próprio setor para apoiar suas estratégias de gestão de pessoas.
A falta de motoristas demandou atenção especial durante o debate. Dados apresentados na reunião apontaram que quase metade das empresas participantes de levantamento sobre mão de obra relatou possuir veículos parados em razão da falta desses profissionais, evidenciando a dimensão do desafio para o Transporte Rodoviário de Cargas.
Como próximos passos, os integrantes deverão participar de uma pesquisa para definir conjuntamente os objetivos do Comitê, a periodicidade das reuniões e os temas prioritários dos próximos encontros. Entre os assuntos já apontados, estão a escassez de mão de obra e motoristas, e questões relacionadas às negociações coletivas. Também foi discutida a possibilidade de realização de um encontro anual dedicado aos profissionais de Recursos Humanos do Transporte Rodoviário de Cargas.
A partir deste primeiro encontro, o Comitê iniciará uma agenda de trabalho voltada à identificação das principais demandas de Recursos Humanos das empresas do setor e à construção de ações que possam gerar resultados práticos. A proposta é transformar os desafios apresentados pelos profissionais em pautas, estudos, indicadores e iniciativas que contribuam para apoiar as empresas na gestão e no desenvolvimento de seus colaboradores.