Projeto amplia inserção de mulheres no transporte e chega a 18 Unidades do SEST SENAT em São Paulo

Projeto amplia inserção de mulheres no transporte e chega a 18 Unidades do SEST SENAT em São Paulo

Iniciativa começou como projeto-piloto em São Vicente e agora é ampliada para outras regiões do estado

O projeto Mulheres na Direção, do SEST SENAT em São Paulo, chega a 18 Unidades – das 41 unidades operacionais do estado paulista. O projeto-piloto começou em São Vicente; o objetivo é qualificar mulheres habilitadas nas categorias D ou E para atuar no segmento rodoviário de cargas e de passageiros, com formação técnica e oportunidades de inserção no mercado de trabalho.

A primeira turma teve início em junho e foi concluída com nove alunas aprovadas. Desse grupo, duas foram contratadas pela Nelcar Transportes Rodoviários, duas pela CarpoLog e uma pela S. Magalhães. As outras quatro seguem em processos seletivos.

“Esse curso mudou a minha vida. Eu era cozinheira e não tinha nada a ver com o transporte, mas sonhava ser motorista profissional. Por meio do SEST SENAT, tive a oportunidade de fazer essa formação e, logo depois, recebi uma proposta de emprego da Nelcar. Passei pelos processos da empresa e agora estou na fase de treinamento”, conta Rita Beatriz dos Santos.

A iniciativa considera a participação ainda reduzida de mulheres em funções operacionais do transporte. Para a diretora-executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, a atuação feminina nessas atividades ainda causa surpresa, e a formação profissional pode contribuir para transformar esse cenário.

“Ainda nos espantamos quando vemos uma mulher na cabine de um avião, na boleia de um caminhão ou conduzindo um ônibus. Enquanto instituição formadora, nosso papel é diminuir esse espanto”, explica.

O projeto-piloto foi estruturado com base em indicadores do Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo) referentes à Baixada Santista. Segundo os dados utilizados na iniciativa, 97 mulheres da região possuem habilitação nas categorias AE e E, enquanto 678 estão habilitadas nas categorias AD e D. Ao todo, 775 mulheres são habilitadas em categorias profissionais. Desse total, 12,5% possuem categoria AE/E e 87,5% permanecem nas categorias AD/D.

O público-alvo da iniciativa são mulheres maiores de 21 anos, residentes na Baixada Santista e habilitadas na categoria E, prioritariamente em situação de vulnerabilidade social ou que buscam inserção ou reinserção no mercado de trabalho.

Para Nicole, a presença de mulheres em funções ainda associadas aos homens precisa se tornar cada vez mais natural. “A gente precisa fazer com que esses sejam espaços possíveis de serem ocupados por mulheres, seja por capacitação profissional, seja por incentivos fiscais, seja por infraestrutura e logística adequada, com investimentos governamentais”, afirma a diretora-executiva.

Formação tem 107 horas

A primeira edição foi estruturada com 107 horas de formação. As atividades combinaram aulas teóricas presenciais, práticas em simulador de direção, condução real em atividades coletivas e individuais, além de estudos de caso, exercícios e dinâmicas.

O conteúdo foi dividido em quatro módulos. O primeiro, com 28 horas, aborda comportamento, segurança e economia. O segundo, de 50 horas, é dedicado à especialização para produtos perigosos. O terceiro, com 16 horas, trata de transporte e expedição de produtos perigosos. O quarto, com 13 horas, trabalha competências específicas.

A avaliação considera frequência mínima, desempenho teórico e prático, participação nas simulações e na condução real, além do comprometimento das alunas.

“Tive uma preparação muito importante durante o curso, aprendi um pouco de tudo, e a formação foi fundamental para essa mudança na minha vida. Hoje, consigo levar esse aprendizado para a prática com mais segurança”, afirma Rita.

A formação utilizou a infraestrutura e o corpo técnico do SEST SENAT e contou com a articulação do Sindisan (Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Cargas do Litoral Paulista) para aproximar as interessadas das empresas do setor.

Próximos passos

A expectativa é que o projeto também passe a oferecer outros cursos e qualificações. Entre as possibilidades, estão formações para operador de empilhadeira, primeiros socorros e operador de drone, entre outras.

A proposta é ampliar o alcance da iniciativa e oferecer diferentes possibilidades de qualificação para mulheres interessadas em ingressar ou avançar no mercado de trabalho do setor de transporte.

SINTRATOL inaugura nova sede no próximo dia 15 de outubro

SINTRATOL inaugura nova sede no próximo dia 15 de outubro

Estrutura de 700 m², em Toledo, amplia espaço para atendimento, reuniões, capacitações e eventos, e marca uma nova fase dos 34 anos de atuação da entidade

O Transporte Rodoviário de Cargas ganha um novo espaço de representação e integração no Oeste do Paraná. O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística de Toledo (SINTRATOL) inaugura, no dia 15 de outubro, sua nova sede. O investimento de aproximadamente R$ 3 milhões, realizado com recursos próprios, vem para fortalecer o transporte de cargas da cidade de Toledo e região, além de marcar uma nova etapa na história da entidade, que tem 34 anos de história e, atualmente, representa 535 empresas da região, sendo quase 120 associadas.

Com 700 m² de área, a nova estrutura está localizada na Rua São João, nº 9.123, esquina com a Rua Paulo Bonetti, nº 223, no Jardim Gisele, em Toledo, e já está em funcionamento. A cerimônia de inauguração reunirá dirigentes sindicais, empresários, representantes do setor de transporte, associados, parceiros e convidados.

O espaço foi projetado para ampliar a atuação do sindicato e oferecer ao transportador uma estrutura adequada para reuniões, negócios, capacitações e relacionamento com fornecedores e parceiros. Entre os ambientes, estão salas administrativa e de reuniões, auditório com capacidade para 70 pessoas, espaço gourmet, recepção ampla, banheiros, estacionamento e área externa destinada ao atendimento de fornecedores.

“A principal motivação foi dar estrutura para o associado ter um espaço dedicado a ele. Hoje, temos condições de receber eventos de diferentes modalidades e tamanhos, que possam contribuir para o setor de Transporte de Rodoviário de Cargas”, afirma o presidente do SINTRATOL, Celso Antonio Rosa Junior.

Investimento planejado

A nova sede é resultado de um projeto amadurecido durante aproximadamente cinco anos. A aquisição e estruturação foram viabilizadas com recursos próprios, incluindo ativos adquiridos em gestões anteriores, que possibilitaram a realização do investimento.

Para o atual presidente, a obra representa uma conquista coletiva. “É um marco na história da entidade, construído a várias mãos. Cada ex-presidente e ex-diretor, dentro do seu tempo e das suas possibilidades, deixou sua contribuição. Estar à frente do SINTRATOL neste momento é um privilégio e representa uma grande responsabilidade para com o setor”, destaca Celso.

A trajetória da entidade começou em 29 de junho de 1992. Ao longo de 34 anos, o sindicato ampliou sua representação e fortaleceu o relacionamento com empresas, associados, trabalhadores, poder público e instituições ligadas ao transporte de cargas. A nova sede passa a simbolizar, segundo a diretoria, a continuidade desse processo de crescimento.

“Tenho um agradecimento especial ao ex-presidente Allan Tressi, que trouxe a ideia do projeto para a diretoria e a Prefeitura Municipal de Toledo, que concedeu o terreno para construção deste projeto, além de toda a comissão de obras que discutiu junto e sugeriu melhorias”, ressalta Celso.

Desafios do setor

A ampliação da estrutura ocorre em um momento de profundas transformações para o transporte rodoviário de cargas. Entre os desafios enfrentados atualmente pelas empresas da região estão os custos operacionais, infraestrutura rodoviária, pedágios, falta de mão de obra qualificada e mudanças constantes na legislação.

A Reforma Tributária, que terá impactos progressivos sobre as atividades econômicas a partir de 2027, também está entre as prioridades da entidade. O SINTRATOL, inclusive, já programou para o dia 27 de outubro, no novo auditório, a primeira palestra da nova fase da sede, justamente sobre o tema.

“A Reforma Tributária vai demandar muito das entidades na busca e disseminação de informações relacionadas ao setor. Com a nova estrutura, estaremos preparados para promover eventos que possam esclarecer e atualizar o empresário para este momento”, afirma o presidente.

A intenção é transformar a sede em um ponto permanente de conhecimento e integração. O sindicato pretende ampliar a realização de palestras, cursos, reuniões, capacitações e eventos, além de abrir espaço para novos parceiros e fornecedores que possam contribuir com as empresas transportadoras.

Região estratégica

De acordo com Celso, a nova sede do Sindicato na região de Toledo reforça a importância estratégica do Oeste do Paraná para o Transporte Rodoviário de Cargas. “Nossa localização reúne forte produção agropecuária, agroindústrias e um diversificado parque industrial. As empresas representadas pelo SINTRATOL atuam no transporte de grãos, alimentos, proteína animal, cargas refrigeradas, produtos industrializados, insumos e outras mercadorias, em operações locais, regionais, nacionais e também internacionais”, conta o presidente.

Entre os segmentos diretamente dependentes do transporte, estão empresas de proteína animal, armazenagem de grãos, indústria farmacêutica, setor têxtil, calçadista e fabricantes de produtos e insumos para nutrição, entre outros.

“Temos aqui, na região Oeste, um grande polo de produção. É preciso transportar aquilo que sai daqui, mas também trazer matérias-primas, insumos e tudo o que envolve a produção. Estamos no Oeste, mas temos a certeza de que ajudamos a alimentar o mundo”, ressalta Celso.

Serviços

Atualmente, o SINTRATOL oferece aos associados serviços como assessoria jurídica; inclusão e atualização de veículos no RNTRC; orientações sobre normas da ANTT; multas e recursos; CIOT; vale-pedágio e piso mínimo de frete, além de convênios, ações do Programa DESPOLUIR FETRANSPAR, cursos e parcerias com o SEST SENAT.

A sede inaugurada amplia esse conjunto de possibilidades e cria espaço para novas iniciativas. A prioridade, segundo a diretoria, é fazer com que o transportador encontre na entidade não apenas representação, mas também informação, relacionamento e oportunidades para aprimorar seus negócios.

“Queremos trazer parceiros, organizar eventos e convidar o transportador a vir à entidade em busca de conhecimento e energia para levar para dentro de suas empresas. O associado pode se aproximar, solicitar, buscar e trazer novidades para fortalecermos cada vez mais o SINTRATOL”, conclui Celso.

Implementos têm segundo melhor mês, mas mercado segue em queda

Implementos têm segundo melhor mês, mas mercado segue em queda

Terceiro trimestre ganha ritmo; desempenho de graneleiros revela contraste entre implementos pesados e carrocerias sobre chassis

Os emplacamentos de implementos rodoviários ganharam ritmo no terceiro trimestre, mas o mercado ainda não recuperou o volume registrado em 2025. Entre julho e setembro, foram emplacadas 42.979 unidades, alta de 19,7% sobre o segundo trimestre, com base nos dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir).

Setembro contribuiu para esse avanço com 14.202 emplacamentos, crescimento de 4,4% sobre agosto e o segundo maior volume mensal de 2026, atrás apenas de julho, quando foram registradas 15.173 unidades.

No acumulado de janeiro a setembro, porém, o setor somou 109.715 implementos, queda de 1,47% sobre as 111.355 unidades de igual período de 2025. O crescimento entre o segundo e o terceiro trimestres mostra uma aceleração recente, mas, sem a comparação com os mesmos intervalos do ano anterior, não permite separar os efeitos da sazonalidade de uma recuperação do mercado.

Pesados sustentam volume

O resultado acumulado reúne trajetórias distintas. Reboques e semirreboques chegaram a 53.774 emplacamentos, leve alta de 0,22% sobre os nove primeiros meses de 2025. As carrocerias sobre chassis somaram 55.941 unidades, retração de 3,05%.

Em números absolutos, os implementos pesados acrescentaram 117 unidades na comparação anual, enquanto as carrocerias perderam 1.757. A estabilidade do primeiro grupo, portanto, não compensou a retração do segundo.

“O desempenho do setor de Reboques e Semirreboques pode ser um sinal de que estamos a caminho do equilíbrio, indicando que a recuperação está se consolidando”, afirma José Carlos Sprícigo, presidente da Anfir.

Graneleiros mostram mercado dividido

A diferença aparece também entre equipamentos destinados a cargas semelhantes. Na categoria de graneleiros e carga seca, os reboques e semirreboques avançaram 6,44%, para 10.180 unidades. Nas carrocerias sobre chassis, o mesmo grupo recuou 14,09%, para 11.052.

A categoria perdeu 1.813 emplacamentos nas carrocerias, redução superior à queda líquida de todo esse segmento. Isso significa que o desempenho de outras famílias de produtos compensou parte da retração.

Os números mostram comportamentos distintos de compra entre as configurações, mas não permitem concluir que houve substituição de carrocerias por reboques e semirreboques.

Entre as carrocerias, os baús de alumínio e frigoríficos, agrupados pela Anfir em uma mesma categoria, cresceram 4,41%, para 25.019 unidades. O acréscimo de 1.057 emplacamentos ajudou a conter a queda do segmento. Já as carrocerias tanque recuaram 6,92%, para 3.835 unidades, e os basculantes caíram 1,60%, para 6.399.

Carga geral avança; tanques recuam

Nos reboques e semirreboques, os baús para carga geral tiveram um dos maiores ganhos em volume: passaram de 8.852 para 9.850 unidades, alta de 11,27%. Os basculantes cresceram 2,94%, para 9.299, enquanto os equipamentos para transporte de toras avançaram 16,81%, para 1.723.

Na outra ponta, os tanques de aço carbono recuaram 25,70%, para 2.983 unidades. Os baús lonados registraram queda de 23,93%, para 3.798, e os implementos do tipo carrega-tudo caíram 21,48%, para 1.543.

A combinação de altas e baixas explica por que a estabilidade dos implementos pesados ainda convive com retrações expressivas em determinadas categorias.

Fenatran concentra expectativas

A Anfir aposta nos negócios gerados pela Fenatran, em novembro, para sustentar o desempenho dos próximos meses. Na avaliação de Sprícigo, os reflexos comerciais da Feira podem se estender por pelo menos quatro meses e contribuir para um fechamento de 2026 ligeiramente acima do resultado de 2025.

Até setembro, contudo, o setor precisava recompor uma diferença de 1.640 emplacamentos para alcançar o volume dos nove primeiros meses do ano anterior.

Free-Flow: o que fazer depois de passar pelo pórtico?

Free-Flow: o que fazer depois de passar pelo pórtico?

Sem cancela, cabine ou parada para pagamento, o pedágio eletrônico muda a experiência na rodovia. Entenda como consultar a passagem, acompanhar a cobrança e encontrar o canal correto para pagar

Você segue pela rodovia, mantém a velocidade e, quase sem perceber, passa sob o pórtico. Não há cancela. Ninguém entrega comprovante pela janela. Nenhuma cabine obriga o carro a parar. Em poucos segundos, câmeras e sensores registram a passagem, e a viagem continua.

É justamente depois desse momento que surge uma das dúvidas mais comuns entre os motoristas: passei pelo Free-Flow. E agora?

No pedágio eletrônico, a lógica é diferente da praça tradicional. O pagamento não precisa acontecer no instante da passagem. O veículo é identificado pelos equipamentos instalados no pórtico e, posteriormente, o registro pode ser consultado e a tarifa paga pelos canais disponíveis para cada trecho.

Nas rodovias já integradas ao aplicativo CNH do Brasil, o motorista ganhou mais uma forma de acompanhar esse caminho. Desde 24 de agosto de 2026, a ferramenta permite consultar a situação das passagens e acessar o canal indicado para pagamento. A implantação da funcionalidade contou com a participação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

O pórtico ficou para trás. O registro, não

Enquanto o veículo cruza a estrutura, sensores, câmeras e sistemas de leitura trabalham em conjunto para identificá-lo.

Para quem utiliza TAG, o processo tende a acontecer automaticamente, de acordo com as condições contratadas junto à operadora do serviço. O dispositivo é reconhecido pelo sistema, e a cobrança segue o modelo previsto no plano do usuário.

Sem TAG, a placa entra em cena. Ela é identificada pelas câmeras do pórtico e associada à passagem realizada naquele trecho. A partir daí, o motorista deve acompanhar o registro e efetuar o pagamento pelos canais disponibilizados pela concessionária.

Quando a viagem aparece no celular

Nas rodovias integradas à CNH do Brasil, o registro pode aparecer no aplicativo em até 24 horas após a passagem pelo pórtico.

O caminho é simples: basta acessar o aplicativo, entrar em “Veículos” e selecionar “Pedágio Eletrônico”. A funcionalidade está disponível para quem utiliza a versão 7.3.0 ou superior do aplicativo e não exige cadastro específico para o serviço.

Ali, as passagens ficam organizadas em ordem cronológica e podem ser filtradas por período ou situação. O registro pode aparecer como “em processamento”, “pendente de pagamento”, “paga” ou “vencida”.

Se estiver em processamento, significa que as informações ainda estão sendo tratadas e a cobrança ainda não está disponível. Quando o status muda para pendente de pagamento, a tarifa já pode ser quitada.

O motorista também consegue visualizar passagens anteriores, inclusive aquelas que permanecem pendentes ou já venceram. Nesse último caso, é necessário verificar a situação da cobrança e buscar a regularização diretamente pelos canais da concessionária responsável pelo trecho.

Chegou a hora de pagar. Para onde ir?

Quando a passagem aparece como “pendente de pagamento”, o aplicativo apresenta a opção “Como pagar”.

Ao selecionar o botão, o motorista é direcionado ao canal oficial disponibilizado pela concessionária responsável pela rodovia. É nesse ambiente que o pagamento deve ser realizado.

O prazo é de até 30 dias após a passagem.

Um cuidado importante: o pagamento não é feito dentro do aplicativo CNH do Brasil. O aplicativo também não solicita dados de cartão para quitar a tarifa.

Os meios disponíveis podem variar de uma concessionária para outra. Sites, aplicativos próprios, totens e outros canais podem ser utilizados, conforme a estrutura oferecida em cada trecho.

A lógica é simples: a CNH do Brasil ajuda o motorista a localizar e acompanhar a passagem; a quitação acontece no ambiente oficial indicado pela concessionária.

Para saber quais trechos utilizam o sistema, identificar a concessionária responsável e acessar outras informações sobre o pedágio eletrônico, o motorista pode consultar a página do Free-Flow da ANTT: https://www.gov.br/antt/pt-br/free-flow/free-flow .

Balança comercial tem superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro

Balança comercial tem superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro

Exportações crescem 12,9%, e saldo sobe 34,8% em um ano

Com a ajuda do petróleo, dos combustíveis, da soja e do cobre, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro, mais que dobrou em relação a setembro de 2025 (US$ 3,14 bilhões).

O desempenho foi impulsionado pelo crescimento das exportações, que avançaram 12,9% no período, segundo dados divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O superávit foi o segundo melhor para o mês, só perdendo para setembro de 2023 (US$ 9,18 bilhões).

Principais números

• Superávit: US$ 7,74 bilhões (+146,4% ante setembro de 2025);

• Exportações: US$ 34,42 bilhões (+12,9%);

• Importações: US$ 26,68 bilhões (-2,4%);

• Corrente de comércio: US$ 61,09 bilhões (+8%).

A corrente de comércio, soma de exportações e importações, alcançou US$ 61,09 bilhões, o maior valor já registrado para meses de setembro na série histórica e o segundo maior para todos os meses, só perdendo para junho deste ano (US$ 61,99 bilhões).

Exportações crescem

O aumento das vendas externas foi liderado pela indústria extrativa, seguida pela indústria de transformação e pelo agronegócio.

Exportações por setor:

• Indústria extrativa: US$ 9,44 bilhões (+39,8% ante setembro de 2025);

• Indústria de transformação: US$ 17,67 bilhões (+5,3%);

• Agropecuária: US$ 7 bilhões (+4,8%).

Produtos em destaque:

• Indústria extrativa: petróleo bruto (+77,3% ante setembro do ano passado), minério de cobre (+74,2%);

• Indústria de transformação: farelos de soja (+47,7%), combustíveis (+39,1%);

• Agropecuária: soja (+11,9%), café não torrado (+8,7%), centeio e aveia (de US$ 407 mil para US$ 127,8 milhões, alta percentual de 31,2 mil, por diferença de cronograma de embarque).

No caso do petróleo, o crescimento da produção e o aumento de 24,7% nos preços médios, após o agravamento da guerra no Oriente Médio, elevaram as exportações.

Destinos das vendas

As exportações cresceram para a maior parte dos principais mercados do Brasil, incluindo os Estados Unidos, apesar das tensões comerciais entre os dois países. No entanto, caíram para a Ásia e ficaram estáveis para a América do Sul.

Exportações por região:

• Europa: US$ 8,3 bilhões (+51,9%);

• América do Norte: US$ 5,2 bilhões (+30,6%);

• América do Sul: US$ 4,2 bilhões (estável);

• Ásia: US$ 17,4 bilhões (-2,5%).

As vendas para os Estados Unidos avançaram 31,9% em setembro, mesmo em meio à aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros. No entanto, caíram 6,5% no acumulado do ano.

Para a União Europeia, o crescimento pode ser explicado pelo acordo com o Mercosul, que está impulsionando as vendas, principalmente de alimentos, para o bloco.

Importações avançam

As compras brasileiras no exterior tiveram leve recuo em setembro (-2,4%), principalmente de bens de capital e bens intermediários.

Importações por categoria:

• Bens de capital: US$ 4,1 bilhões (-29,8%);

• Bens intermediários: US$ 14,9 bilhões (-2,4%);

• Bens de consumo: US$ 4,3 bilhões (+11,5%);

• Combustíveis: US$ 3,4 bilhões (+41,2%, impulsionada pela alta de 58,2% no preço).

No caso dos bens de capital, a desaceleração da economia provocada pelos juros altos está diminuindo os investimentos da indústria, principal compradora de máquinas.

Acumulado de 2026

No acumulado de janeiro a setembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 62,4 bilhões.

No período:

• Exportações: US$ 264,65 bilhões (+10,4%);

• Importações: US$ 222,26 bilhões (+5%);

• Saldo comercial: US$ 62,4 bilhões (+34,8%).

Projeções

Apesar do crescimento das exportações, o MDIC revisou para baixo sua projeção para 2026. A estimativa de superávit da balança comercial passou de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões. Mesmo com a queda, o resultado seria o segundo maior para um ano desde o início da série histórica, em 1989. Só perderia para 2023 (US$ 98,8 bilhões).

A previsão de exportações foi reduzida de US$ 394,4 bilhões para US$ 382,5 bilhões. A projeção para as importações passou de US$ 304,4 bilhões para US$ 298,1 bilhões.

As estimativas estão mais otimistas que a das instituições financeiras. Segundo o Boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, os analistas de mercado projetam superávit comercial de US$ 78,3 bilhões para este ano.

Participe da terceira edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística, em São Paulo, na Fenatran 2026

Participe da terceira edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística, em São Paulo, na Fenatran 2026

A terceira edição de 2026 do Seminário Itinerante da NTC&Logística ocorrerá em São Paulo, no dia 11 de novembro, às 14 horas, no Auditório do Salão Internacional do Transporte Rodoviário de Cargas – FENATRAN, a maior Feira de Transporte Rodoviário de Cargas e Logística da América Latina.

Criado em 2004, o Seminário Itinerante tem o propósito de levar a NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística a diversas regiões do país, promovendo capacitação técnica e oportunidades de negócios para empresários e executivos do setor de transporte de cargas e logística.

A programação conterá temas relevantes para o setor e que afetam diretamente as atividades das empresas. A organização do evento conta com o apoio da COMJOVEM (Comissão de Jovens Empresários e Executivos do Transporte Rodoviário de Cargas) da NTC&Logística.

Ratificando a missão da NTC&Logística de estar ao lado do transportador rodoviário de cargas, de Norte a Sul do Brasil, o Seminário Itinerante já percorreu diversos estados ao longo de mais de duas décadas.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, “encerrar as edições de 2026 do Seminário Itinerante durante a FENATRAN tem significado especial para a nossa entidade. Iniciamos os ciclos deste ano em Recife, Pernambuco, seguimos para Rio Grande, no Rio Grande do Sul, e agora concluímos os encontros em São Paulo, durante a principal Feira do nosso setor. Ao longo dessas edições, estivemos próximos de empresários, executivos e lideranças de diferentes regiões, promovendo conhecimento, diálogo, relacionamento e debates sobre temas que impactam diretamente o Transporte Rodoviário de Cargas. Agradeço às entidades anfitriãs, à Coordenação Nacional e aos Núcleos Regionais da COMJOVEM, aos nossos parceiros e, principalmente, a todos os transportadores que participaram conosco. Fechamos este ciclo com a certeza de que o Seminário Itinerante continua cumprindo seu propósito de aproximar a NTC&Logística das empresas e contribuir para o fortalecimento do TRC em todo o Brasil”.

O evento será realizado presencialmente, no espaço do São Paulo Expo – Rodovia dos Imigrantes – Km 1,5 – Vila Água Funda – São Paulo (SP). A participação é aberta a todos os empresários presentes e já inscritos na Feira.

Programação Preliminar

Local: São Paulo Expo – Auditório FENATRAN | Rodovia dos Imigrantes – Km 1,5 – Vila Água Funda – São Paulo (SP)

14h00 | 14h30 | Abertura Oficial

14h30 | 14h50 | Apresentação NTC&Logística|COMJOVEM

Palestrante:

Hudson Rabelo, Coordenador Nacional da COMJOVEM

14h50 | 17h | Painel sobre Seguros

Palestrantes:

José Alberto Panzan, Diretor da NTC&Logística e Coordenador do Comitê de Seguros da entidade

Lauro Valdivia, Assessor Técnico da NTC&Logística

17h| ENCERRAMENTO

Faça já sua inscrição, clicando aqui.

Realização: NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística

Apoio Institucional:

CNT – Confederação Nacional do Transporte; SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte; ITL – Instituto de Transporte e Logística

FuMTran – Fundação Memória do Transporte

Apoio Logístico: Braspress