por imprensa | ago 20, 2026 | Notícias, Outros, Política
Governador e candidato à reeleição participa de debate sobre infraestrutura, logística e competitividade em São Paulo
Dando sequência à série de encontros com candidatos aos principais cargos do executivo brasileiro, a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP) receberá, no próximo dia 31 de agosto, o governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para um encontro com empresários, lideranças e representantes do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), no Palácio dos Transportes, na capital paulista.
A iniciativa é parte da programação iniciada pela Federação para aproximar o setor produtivo dos candidatos e ampliar o debate sobre temas estratégicos para a economia paulista. O objetivo é criar um ambiente de diálogo em que os participantes possam conhecer as propostas dos candidatos e discutir os principais desafios relacionados ao transporte, à infraestrutura e à competitividade.
Os encontros promovidos pela FETCESP têm caráter institucional, plural e apartidário. A proposta é receber diferentes nomes do cenário político, assegurando igualdade de tratamento e priorizando o debate de propostas voltadas ao fortalecimento da logística e ao desenvolvimento econômico.
Entre os temas que deverão integrar o debate estão infraestrutura logística, segurança jurídica, ambiente regulatório, política tributária, renovação da frota, transição energética, formação de motoristas profissionais, segurança pública e combate ao roubo de cargas.
A expectativa da entidade é que o encontro permita uma discussão aprofundada sobre medidas capazes de aumentar a eficiência da logística, reduzir custos e ampliar a competitividade das empresas responsáveis pelo abastecimento das cidades, pela movimentação da indústria e pelo escoamento da produção.
“O transporte rodoviário de cargas tem um papel estratégico no desenvolvimento econômico de São Paulo. Criar espaços de diálogo com os candidatos que pretendem conduzir o estado nos próximos anos é uma forma de aproximar o setor produtivo do debate público e contribuir para a construção de políticas que fortaleçam a logística, a infraestrutura e a competitividade das empresas. Nosso objetivo é ouvir propostas, apresentar as demandas do setor e ampliar a participação dos transportadores nas discussões que definirão o futuro do estado”, afirma Carlos Panzan, presidente da FETCESP.
Além de empresários, dirigentes dos sindicatos filiados e representantes do setor, o encontro será aberto à cobertura da imprensa. Os veículos interessados poderão acompanhar a apresentação do candidato e participar da rodada de perguntas prevista na programação do evento. A FETCESP convida os profissionais de imprensa a realizarem previamente o credenciamento por meio do formulário disponibilizado pela entidade.
por imprensa | ago 20, 2026 | Notícias, Rodoviário
A insegurança nas estradas e a falta de infraestrutura logística têm deixado de ser apenas problemas das transportadoras e passaram a impactar diretamente o preço final dos produtos. Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 62% das empresas industriais relatam aumento nos custos finais devido aos gastos com segurança no transporte. O levantamento também aponta que 45% das indústrias afirmam que investimentos gerais em segurança encarecem seus produtos e que, para 81% dos empresários do setor, a insegurança contribui para ampliar o Custo Brasil.
O impacto também aparece nos registros de ocorrências. Segundo a CNI, 20% das indústrias sofreram roubo ou furto de cargas rodoviárias nos últimos cinco anos, sendo que 68% desses casos ocorreram diretamente nas rodovias. Já o Mapa da Segurança Pública 2026, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, aponta que o Brasil registrou 8.570 ocorrências de roubo de carga em 2025, média de 23 casos por dia, mesmo após uma queda de 16,7% em relação ao ano anterior. A região Sudeste concentrou 86,18% das ocorrências, com 7.386 registros.
Além da segurança, a infraestrutura rodoviária também pressiona os custos. Levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT) citado pela CNN Brasil aponta que estradas em más condições podem elevar o custo operacional do transporte em até 31%, principalmente pelo maior consumo de combustível, desgaste dos caminhões e aumento do tempo de viagem. O dado ganha peso porque cerca de 65% das cargas no Brasil são transportadas por rodovias.
Para empresas como a West Cargo, especializada em operações logísticas para o comércio exterior, esses fatores entram diretamente no gerenciamento de risco. A empresa avalia que segurança, infraestrutura, manutenção preventiva, planejamento de rotas, monitoramento e treinamento dos motoristas são componentes essenciais para reduzir a exposição das operações e evitar paradas não planejadas nas estradas.
Segundo Luigi Rosolen, diretor da West Cargo, os custos logísticos muitas vezes não são visíveis para o consumidor, mas fazem parte da composição de preços dos produtos transportados. “As condições da infraestrutura rodoviária estão diretamente relacionadas ao gerenciamento de risco da operação. Para manter a segurança, a manutenção preventiva se torna indispensável e representa um item relevante dentro da estrutura de custos. Quando esse custo aumenta, ele acaba sendo incorporado à operação e, em algum momento, chega à cadeia produtiva”, afirma.
Na prática, a empresa atua com manutenção preventiva, veículos mais novos, planejamento de rotas, controle de jornada, treinamento de motoristas e monitoramento operacional. A ideia é reduzir riscos mecânicos, evitar falhas em trajetos sensíveis e garantir que o caminhão não precise fazer paradas inesperadas, especialmente em áreas com maior exposição a roubos, acidentes ou problemas de infraestrutura.
“O planejamento de rotas é essencial para definir trajetos com menor risco para a operação, mesmo que isso signifique um tempo maior de entrega. A decisão pode considerar áreas com infraestrutura mais precária, regiões de menor segurança e pontos previamente definidos para abastecimento e descanso. O monitoramento ajuda a identificar movimentações fora do padrão e permite uma resposta mais rápida da central”, explica Rosolen.
Para a West Cargo, o debate sobre custos logísticos precisa considerar toda a cadeia. Roubo de cargas, más condições das rodovias, aumento da manutenção, maior consumo de combustível, seguros, escoltas, tecnologia embarcada e baixa previsibilidade operacional não afetam apenas as transportadoras. Esses fatores reduzem a eficiência do sistema, pressionam indústrias, encarecem o frete e chegam ao consumidor final.
Na avaliação de Rosolen, o país precisa avançar principalmente na segurança das estradas e no combate estruturado ao roubo de cargas. “É necessário ampliar a segurança nas rodovias, com atuação das forças responsáveis para reduzir o roubo de cargas e o risco associado à condução em determinadas regiões. Quanto menor a exposição ao risco, maior a previsibilidade e menor a pressão sobre os custos da cadeia logística”, finaliza.
por imprensa | ago 20, 2026 | Logística, Notícias, Outros
Empresa triplica capacidade operacional no interior de São Paulo e projeta aportes no Sul do Brasil, apesar dos desafios econômicos
A Patrus Transportes está reforçando sua estratégia de expansão com a ampliação da unidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. A nova estrutura recebeu investimento de R$ 1 milhão e passou de 1 mil para 3 mil metros quadrados (m²) de plataforma, triplicando a capacidade operacional da empresa na região. O terminal conta ainda com 18 docas e amplia a estrutura para coleta, processamento e distribuição de cargas fracionadas.
A unidade é a terceira filial inaugurada pela Patrus Transportes em 2026. Antes de Ribeirão Preto, a transportadora abriu operações em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, e em Londrina, no norte do Paraná.
Segundo o CEO da Patrus Transportes, Marcelo Patrus, a expansão faz parte de um plano de crescimento que vem sendo mantido mesmo diante do cenário econômico adverso. A empresa, fundada há 53 anos e atualmente conduzida pela segunda geração da família, atua com transporte de carga fracionada e está presente em 11 estados. “Apesar da grande crise econômica que vivemos no Brasil, em decorrência dos altíssimos juros, a Patrus é uma transportadora que tem crescido ao longo dos últimos anos, investindo em filiais próprias”, afirma.
Em Ribeirão Preto, a estratégia foi ampliar uma operação que já existia. “Nós já tínhamos a filial lá de Ribeirão Preto. O que fizemos foi mudar de uma filial de 1 mil m² para uma filial nova com 3 mil m², ou seja, nós triplicamos a capacidade de operação”, explica Patrus.
Segundo ele, o aumento da estrutura também deve resultar em mais contratações, embora não tenha informado o número de novos postos de trabalho.
A expansão permite elevar a capacidade tanto de coleta quanto de distribuição, atendendo clientes dos segmentos B2B e B2C. Trabalhando principalmente com cargas fracionadas, a transportadora carrega principalmente produtos do setor de cosméticos, confecções, material esportivo e autopeças, ligando a indústria ao varejo, atacado, supermercados, lojas físicas e shoppings.
Previsão é de mais investimentos no Sul do Brasil
A expansão não deve ficar restrita às três unidades abertas em 2026. Patrus afirma que a empresa mantém no planejamento investimentos nos três estados da região Sul, mas o ritmo de novas operações dependerá do ambiente econômico e político.
A previsão é que a companhia destine cerca de R$ 5 milhões para novas unidades e terminais. O CEO ressalta, porém, que o orçamento para 2027 ainda será definido nos próximos meses. “Nós vamos, dentro do nosso planejamento estratégico, avaliar o que vai acontecer no futuro. Nós estamos investindo muito neste ano e, no próximo, três estados devem receber mais aportes no Sul”, afirma.
A cautela está relacionada, principalmente, às perspectivas para a economia brasileira em 2027. Para Patrus, o cenário deverá ser mais difícil que o atual, diante do elevado déficit público e da necessidade de adoção de medidas para conter os gastos.
Custos pressionam transporte
Apesar da expansão da Patrus, o CEO avalia que o setor de transporte rodoviário de cargas enfrenta um ano difícil. Entre os principais fatores estão o aumento dos custos, especialmente do diesel, e a falta de investimentos em infraestrutura rodoviária e mobilidade urbana.
Patrus cita como exemplo a BR-381, conhecida como Fernão Dias, importante ligação entre Minas Gerais e São Paulo. Segundo ele, a rodovia não acompanhou o crescimento da frota e do volume de cargas e veículos ao longo das últimas décadas.
“Falta investimento pesado nas rodovias. Você pega a Fernão Dias, por exemplo. Todo dia tem um acidente. Ela é do mesmo tamanho há 30 anos. São duas pistas para ir e duas para voltar. Em 30 anos, ela é a mesma coisa, e a quantidade de veículos, de carros, de caminhões é infinitamente maior”, afirma.
O problema também aparece nos centros urbanos. Em Belo Horizonte, por exemplo, congestionamentos e acidentes podem comprometer a produtividade dos veículos de entrega e elevar os custos das transportadoras. “Isso tudo afeta os custos do transportador de uma forma generalizada”, diz.
Além do diesel, o executivo aponta os juros elevados como um dos principais obstáculos para a economia. Na avaliação dele, a manutenção de juros reais elevados dificulta o consumo, o investimento empresarial e a expansão da atividade econômica. “Precisamos de uma redução drástica dos juros da Selic no Brasil. Não pode ter uma inflação de 4%, 5% e juros reais de 14%. É necessário reduzir os juros para atrair investimento”, afirma.
Crescimento de 10% em 2026
Mesmo diante das dificuldades, a Patrus prevê crescimento de aproximadamente 10% em 2026, na comparação com 2025. Para ele, o resultado é positivo considerando o porte da empresa e o ambiente enfrentado pelo setor. “A Patrus está crescendo, porque vem conquistando novos clientes e pela qualidade e nível de serviço que a empresa oferece. Mas é um crescimento mais modesto e bem menor do que se imaginava que poderia ter no ano”, afirma.
A expectativa, contudo, é de um mercado mais desafiador no segundo semestre. Segundo o executivo, as projeções atuais indicam que o varejo deverá apresentar, ao fim de 2026, volume de cargas semelhante ou até inferior ao registrado em 2025. “Não vai haver crescimento. No varejo ou no atacado, no supermercado, nas lojas de shopping, as previsões que temos hoje são da mesma volumetria de carga que tivemos em 2025”, diz.
Para 2027, a avaliação de Patrus é ainda mais cautelosa. Ele considera que o ambiente econômico poderá pressionar novamente o consumo e os investimentos, mas afirma que a transportadora seguirá avaliando oportunidades de expansão dentro de seu planejamento estratégico.
por imprensa | ago 20, 2026 | Notícias, Outros, Rodoviário
Após dois anos de operação, modelo de gestão inclui obras de drenagem, construção de acostamentos, serviços de emergência e descontos para usuários frequentes
A concessão de 526 quilômetros de rodovias estaduais no Pará iniciou uma nova etapa de investimentos, com foco na recuperação da infraestrutura, melhoria da drenagem e implantação de acostamentos. O objetivo é ampliar a segurança dos usuários e preparar os trechos para intervenções de maior porte nos próximos anos.
O corredor concedido abrange trechos das rodovias PA-150, PA-475, PA-252, PA-151, PA-483 e da Alça Viária, importantes ligações entre as regiões de Belém e Marabá.
Segundo o diretor-presidente da Rota do Pará, José Salim, a segurança é o principal ponto da concessão. “É um marco para o estado do Pará, a primeira concessão de rodovia. O foco é a segurança o tempo todo, esse é o principal objetivo”, afirmou.
Após os serviços iniciais de conservação, a concessão entra, agora, na fase de recuperação e melhorias estruturais. “Entre as prioridades, estão as intervenções em drenagem, especialmente em áreas mais afetadas pelo período chuvoso, e a construção de acostamentos”, explicou Salim.
Para Salim, a melhoria da infraestrutura rodoviária também pode contribuir para atrair empreendimentos e ampliar o desenvolvimento de municípios do interior. “Não se deve esperar o interior crescer para levar investimento. Primeiro, é preciso levar infraestrutura de qualidade, que atraia investidores para a região”, afirmou.
Benefícios para os usuários
Motoristas de veículos de passeio que utilizam as rodovias com frequência têm direito a desconto na tarifa de pedágio. O Desconto de Usuário Frequente, conhecido como DUF, pode reduzir a tarifa de pedágio em até 50%, conforme o número de passagens realizadas. A utilização de tag eletrônica já garante desconto inicial de 5% e pode ser obtida gratuitamente.
A concessionária também mantém cinco postos de apoio ao motorista, com wi-fi, água e banheiro, além dos serviços de atendimento com guinchos leves e pesados, ambulâncias, retirada de animais das pistas e veículos de inspeção que circulam durante 24 horas pelos trechos. Em casos de emergência, o atendimento pode ser solicitado pelo telefone 0800 150 1150.
por imprensa | ago 20, 2026 | Notícias, Outros
Em vigor desde agosto, Ajuste SINIEF 49/2025 altera processos fiscais e amplia integração entre logística e faturamento
Uma nova regra para devolução de mercadorias está mudando os procedimentos de empresas de transporte, logística e embarcadores nos casos de recusa total ou parcial da carga e de destinatário não localizado. Em vigor desde 3 de agosto, o Ajuste SINIEF 49/2025 padroniza a regularização fiscal dessas operações e exige maior integração entre logística, fiscal e sistemas de faturamento.
Na prática, quando a entrega não é concluída ou a mercadoria é recusada nas situações previstas pela norma, o remetente da NF-e original passa a emitir uma NF-e de entrada, com finalidade de Nota de Crédito, identificando os produtos que retornam. Na recusa parcial, devem constar os itens efetivamente recusados.
A mudança tem impacto especialmente relevante para operações com grande volume de entregas e devoluções, nas quais uma ocorrência registrada pelo motorista ou transportador precisa chegar de forma rápida e rastreável às áreas responsáveis pela regularização fiscal.
Nova regra padroniza devolução de mercadorias
Segundo Maurício de Oliveira, líder de produto da nstech, empresa desenvolvedora de software para supply chain, embora já existissem regras nacionais para o retorno de mercadorias não entregues, ainda havia diferenças nos procedimentos adotados entre os Estados.
“Antes, já existiam regras nacionais sobre o retorno de mercadoria não entregue, mas faltava uma representação eletrônica nacional suficientemente específica da recusa na própria NF-e. As UFs complementavam essas regras e emitiam interpretações próprias sobre documentação, preenchimento e procedimentos acessórios, gerando diferenças operacionais. Agora, o processo passa a ser padronizado”, explica.
O Ajuste SINIEF 49/2025 foi publicado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) em dezembro de 2025 e posteriormente alterado. A regulamentação estabelece procedimentos específicos para situações de recusa total, recusa parcial e destinatário não localizado, vinculando a regularização fiscal aos registros eletrônicos relacionados à ocorrência na entrega.
Isso aproxima ainda mais dois processos que, muitas vezes, são administrados separadamente dentro das empresas: a operação logística e o tratamento fiscal da mercadoria que retorna.
Alto volume aumenta risco operacional
A mudança tende a exigir atenção maior das empresas que realizam centenas ou milhares de entregas por mês. Quanto maior o volume de ocorrências, maior o risco de perda de informações quando o controle depende de processos manuais.
“Fluxos manuais, planilhas, e-mails, mensagens telefônicas, tudo isso é complexo de ser administrado em pequenos volumes. Agora, para grandes operações, com várias pessoas e centenas ou milhares de devoluções acontecendo todo o mês, fica ainda mais complicado”, afirma Oliveira.
Para o executivo, o principal desafio está na governança do processo e na definição clara de como uma ocorrência registrada na entrega será tratada até sua regularização.
“O ponto mais sensível aqui é o controle e governança do processo. É muito importante que o processo siga um fluxo bem estabelecido, com SLA, atribuição de papéis e responsabilidades, controle de documentações, para que as áreas se comuniquem e trabalhem de maneira integrada.”
A mudança envolve, portanto, não apenas a área fiscal. Logística, comercial e financeiro precisam ter acesso às informações necessárias e responsabilidades definidas para evitar que uma carga devolvida fisicamente fique sem o correspondente tratamento fiscal.
ERP precisa conversar com a operação logística
A emissão da NF-e de entrada deve ocorrer no ERP ou no sistema de faturamento da empresa, que precisa estar preparado para preencher os campos específicos previstos para esse tipo de documento.
Mas adequar apenas o sistema fiscal pode não ser suficiente. A informação que desencadeia o processo nasce na operação: é durante a entrega que são identificados a recusa da mercadoria, o recebimento parcial ou a impossibilidade de localizar o destinatário. Por isso, segundo Oliveira, é importante que os sistemas utilizados pela logística consigam registrar a ocorrência, acompanhar as tratativas e fornecer os dados necessários para a regularização fiscal.
“Não sendo possível evitar a devolução, cabe aos sistemas logísticos também dar a governança e o controle do processo, provendo dados para que os times responsáveis pela regularização fiscal possam emitir as notas fiscais de entrada no respectivo sistema fiscal da empresa”, afirma.
A rastreabilidade ganha importância adicional porque o novo procedimento envolve registros eletrônicos associados ao insucesso da entrega, criando uma cadeia de informações entre documento fiscal, transporte, ocorrência logística e retorno da mercadoria.
Recusa parcial passa ao controle do remetente
Um dos principais efeitos da mudança aparece nos casos de recusa parcial da carga. Segundo Oliveira, o novo procedimento reduz a dependência do remetente em relação ao destinatário para regularizar fiscalmente a parcela recusada da entrega.
“O principal ganho esperado é que o remetente passe a ter o controle da regularização fiscal desta recusa. Antes, ele dependia do destinatário, que precisava emitir uma nota fiscal de devolução. Muitas vezes, este processo era demorado, além de eventuais problemas de preenchimento de dados incorretos”, afirma.
A mudança pode reduzir atrasos na regularização e facilitar o acompanhamento do retorno da carga, principalmente em operações de alto volume.
Há, entretanto, uma diferença importante entre recusa no momento da entrega e devolução de uma mercadoria já recebida. Quando o produto foi entregue, recebido e incorporado ao estoque do destinatário e, posteriormente, precisa ser devolvido, o procedimento permanece diferente.
“Para os casos de coletas após a entrega, o destinatário continua emitindo uma nota fiscal, pois estes processos ocorrem após o recebimento da mercadoria e, portanto, após o destinatário dar entrada das mercadorias em seu estoque”, esclarece Oliveira.
Rastreabilidade vira prioridade
Para as empresas que ainda estão adequando seus processos, a prioridade deve ser garantir que as informações geradas durante a entrega sejam centralizadas, rastreáveis e auditáveis.
Na avaliação de Oliveira, sistemas de gestão de entregas e logística reversa devem permitir acompanhar toda a ocorrência, desde o registro feito na operação até a devolução física da mercadoria e o envio das informações necessárias para a regularização fiscal.
por imprensa | ago 19, 2026 | Eventos, Notícias, Outros
A NTC&Logística participou, nesta terça-feira (18), em São Paulo, do lançamento nacional do livro “A História do Transporte da Amazônia”, escrito pela historiadora e escritora Etelvina Garcia. Representando a entidade e o presidente Eduardo Rebuzzi, esteve presente o diretor financeiro da NTC&Logística, José Maria Gomes, que participou da abertura do evento ao lado de lideranças do setor de transporte. A assessora executiva da presidência, Elisete Balarini, e o assessor de Comunicação e Imprensa da NTC&Logística, Rodrigo Bernardino, também participaram do evento.
Promovido pela Fundação Memória do Transporte (FuMTran), o lançamento ocorreu durante seminário realizado na sede da Fundação e reuniu representantes do setor de transporte, empresários, estudantes das unidades do SEST SENAT Parque Novo Mundo e Vila Jaguara, além de alunos e professores da Escola Estadual Senador Paulo Egydio de Oliveira Carvalho, e convidados. A programação teve como objetivo apresentar a publicação e promover reflexões sobre a trajetória e os desafios da logística na Amazônia.
Na abertura da solenidade, Eduardo Jacsenis, responsável pela coordenação do projeto, convidou ao palco o presidente da FuMTran, Antonio Luiz Leite; o diretor financeiro da NTC&Logística, José Maria Gomes; o presidente da FETCESP, Carlos Panzan; o presidente do SINDIPESA, Julio Eduardo Simões, e o presidente do SETCESP, Marcelo Rodrigues, para as considerações iniciais.
Para José Maria Gomes, a preservação da memória do transporte também contribui para compreender os desafios atuais e pensar o desenvolvimento futuro do setor. “Conhecer a história do transporte é compreender parte importante do desenvolvimento econômico e social do nosso país. A Amazônia possui características logísticas muito particulares, e registrar essa trajetória nos ajuda não apenas a preservar o trabalho daqueles que contribuíram para a evolução do setor, mas também a refletir sobre os desafios que ainda temos pela frente. Para a NTC&Logística, é uma satisfação participar de uma iniciativa que valoriza a memória, o conhecimento e a importância do transporte para a integração do Brasil”, destacou.
Na sequência, a autora do livro, Etelvina Garcia; o museólogo e curador Fabio Magalhães; o representante da Bertolini e da FETRAMAZ, Renan Bertolini, e Antonio Luiz Leite participaram da mesa de debates que integrou a programação técnica do Seminário.
A obra “A História do Transporte da Amazônia” reúne um amplo levantamento sobre a evolução dos transportes na região, acompanhando seu desenvolvimento desde o período colonial português. A publicação aborda a ocupação territorial, os ciclos econômicos, as transformações sociais e a contribuição de povos originários, trabalhadores, empresários e empreendedores para a construção dos sistemas de transporte e abastecimento da Amazônia.
Em sua fala inicial, o presidente da FuMTran, Antonio Luiz Leite, destacou que o lançamento nacional amplia o alcance de uma história que ajuda a compreender a própria formação do Brasil. “Muito antes da infraestrutura que conhecemos hoje, a Amazônia já possuía uma intensa movimentação por suas águas, que funcionavam como verdadeiras estradas e ajudaram a construir a história e o desenvolvimento da região. Hoje, temos a oportunidade de registrar e contar um pouco dessa trajetória, preservando uma parte importante da história do transporte e do próprio Brasil para as próximas gerações”, afirma Leite.
Durante o Seminário, Renan Bertolini apresentou as particularidades das operações de transporte na Região Amazônica e os desafios relacionados à infraestrutura e ao desenvolvimento das pessoas que fazem parte dessa logística. Fabio Magalhães abordou a importância da preservação e da contextualização dos registros históricos, incluindo o papel da digitalização na ampliação do acesso a esse patrimônio.
Etelvina Garcia expôs aspectos da pesquisa realizada para a construção da obra e enfatizou como a evolução dos transportes está diretamente relacionada à formação econômica, social e territorial da Amazônia. A autora também ressaltou o papel histórico da navegação na conexão da região e a contribuição de empreendedores e trabalhadores para a construção de soluções diante das particularidades amazônicas.
Ao final do Seminário, Antonio Luiz Leite agradeceu à equipe responsável pela pesquisa, produção, curadoria e organização da publicação, e salientou o legado que o projeto pretende deixar. “A Amazônia tem uma trajetória logística única, marcada por desafios, empreendedorismo e soluções próprias, e preservar essa memória é também reconhecer a importância da região para o desenvolvimento do Brasil. Esta obra é resultado do esforço de muitas pessoas e deixa um legado importante para as próximas gerações”, finalizou Leite.
Da Amazônia para todo o Brasil
O lançamento nacional realizado em São Paulo representa a segunda etapa de divulgação da obra. O primeiro contato do público com o livro ocorreu em 27 de maio, durante a TranspoAmazônia, em Manaus, quando cerca de 600 exemplares foram distribuídos a empresários, instituições, apoiadores e participantes da feira.
Ao todo, foram impressos 3 mil exemplares, que também serão destinados a bibliotecas públicas, CEUs de São Paulo, entidades nacionais do transporte e autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, nas esferas municipal, estadual e federal, ampliando o acesso à história do transporte e da logística na Amazônia.