Governo pretende reduzir a 10% a adição de biodiesel ao diesel

Governo pretende reduzir a 10% a adição de biodiesel ao diesel

Medida vale para o 82º leilão do setor e deve ser publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (13)

Com a alta do dólar e a crise energética em andamento, o governo federal decidiu reduzir de 13% para 10% a adição de biodiesel no óleo diesel ofertado no 82º leilão do setor. De acordo com informações do Planalto, a mudança deve ser publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (13).

Caso a redução não ocorresse, o aumento dos insumos levaria a uma elevação do preço final, o que poderia gerar animosidade entre os consumidores, como caminhoneiros, que, na semana passada, chegaram a realizar uma paralisação em 14 estados e no Distrito Federal.

“A medida decorre dos efeitos da valorização do custo do óleo de soja nos mercados brasileiro e internacional, combinados com a desvalorização cambial da moeda brasileira frente ao dólar, que tem impulsionado as exportações de soja e também encarecido o valor do biodiesel produzido nacionalmente”, detalha o governo em nota.

A decisão de realizar a redução foi tomada pelo Conselho Nacional de Política Energética e assinada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A tendência é de que a mesma medida seja tomada em outros leilões de biodiesel. A crise energética deve durar pelo menos até o final do ano, e pode se estender para 2022.

CNT não apoia nenhum tipo de paralisação de caminhoneiros

CNT não apoia nenhum tipo de paralisação de caminhoneiros

A entidade reafirma o compromisso do setor transportador com a sociedade e com o direito de ir e vir, e esclarece que desconhece o teor da pauta desses profissionais

A CNT (Confederação Nacional do Transporte), entidade máxima de representação do setor de transporte no Brasil, vem acompanhando com preocupação os registros de paralisações com bloqueios do tráfego em diversas rodovias do país.

A entidade informa que não apoia nenhum tipo de paralisação e reafirma o compromisso do setor transportador com a sociedade e com o inegociável direito de ir e vir. A CNT também esclarece que desconhece o teor da pauta desses profissionais.

Os bloqueios nas rodovias, alerta a Confederação, podem provocar sérios transtornos à atividade econômica, impactando diretamente o abastecimento das cidades brasileiras, em um contexto ainda marcado pela pandemia da covid-19. Poderá haver graves dificuldades para realizar o transporte de produtos de primeira necessidade da população, como alimentos, medicamentos e combustíveis – atingindo assim a produção, o comércio e, por extensão, o consumidor final.

A CNT conta com a ação dos governos federal e estaduais para assegurar às empresas de transporte rodoviário de cargas o seu pleno exercício. Nesse sentido, a entidade espera que a PRF (Polícia Rodoviária Federal) – instituição reconhecida pela excelência na sua atuação – trabalhe, decisivamente, para retirar os bloqueios e garantir a segurança nas nossas estradas. A Confederação enviou ofício, nesta quinta-feira (9), ao diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, solicitando que o órgão adote todas as medidas para assegurar o direito de ir e vir e de livre circulação nas rodovias em todo o país.

Asseguradas tais garantias, as transportadoras asseveram o restabelecimento da normalidade no abastecimento do país.

MInfra lança programa Futuro do Setor Portuário

MInfra lança programa Futuro do Setor Portuário

Iniciativa da Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários tem foco na desburocratização de procedimentos, capacitação dos gestores e investimento em tecnologia, a fim de promover eficiência logística

O Ministério da Infraestrutura (MInfra) lançou o programa Futuro do Setor Portuário, que reúne uma série de iniciativas para aprimorar a gestão, assegurar a qualidade do serviço prestado e modernizar os terminais portuários brasileiros. A previsão é que o programa intensifique a adoção de medidas de desburocratização dos procedimentos e de capacitação dos gestores, além de investimentos em tecnologia.

O Futuro do Setor Portuário é coordenado pela Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA) e foi lançado pelo secretário-executivo do MInfra, Marcelo Sampaio, durante o anúncio dos vencedores do Prêmio Portos + Brasil, que reconhece as melhores iniciativas do setor. Conforme Sampaio, o programa faz parte da agenda de transformação digital do MInfra e do Governo Federal.

“Algumas iniciativas já estão em andamento e outras serão implementadas. Em linhas gerais, são iniciativas para aumentar a competitividade do setor portuário, com a lógica de compartilhamento de responsabilidades e autonomia de gestão”, ressaltou o secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Diogo Piloni.

PRIORIDADES – Entre os objetivos do programa estão o aperfeiçoamento dos processos normativos e marcos regulatórios federais, além da melhoria da comunicação e do alinhamento do processo de governança, frente aos desafios e à realidade de gestão administrativa dos portos públicos. “Estamos agregando ações para que, desta forma, elas possam gerar um valor ainda maior para o setor. Como o próprio nome do programa diz, estamos agindo no presente para garantir um futuro de sucesso para o setor portuário”, ressaltou Piloni.

“Os portos brasileiros são peças chave no desenvolvimento do nosso país, no crescimento da economia e na geração de empregos. Todas essas iniciativas contribuem para o Brasil ser exemplo de eficiência logística e reduzir o famoso custo Brasil”, acrescentou o diretor do departamento de Gestão e Modernização Portuária da SNPTA, Otto Luiz Burlier.

AÇÕES – As iniciativas do programa estão organizadas em eixos. O primeiro é a Melhoria da Regulação, que tem como foco a revisão e a implementação de atos normativos, promovendo segurança jurídica, agilidade e flexibilidade dos investimentos privados nos portos organizados. O segundo eixo é a Modernização da Gestão, especialmente nas companhias docas e portos delegados. A ideia é melhorar a governança, reforçando a autonomia gerencial e a descentralização de competências com a implementação de metas estratégicas, a fim de obter melhores resultados das empresas.

O eixo Capacitação estimula o aperfeiçoamento contínuo dos dirigentes e dos trabalhadores do setor. Já no eixo Inovação estão sendo implantados projetos de inteligência logística, fortalecendo a transformação digital nos portos. Espera-se alcançar mais eficiência para as operações portuárias, com impacto positivo para o setor de logística e mais competitividade para o país.

Para o andamento do projeto, são realizadas reuniões periódicas de alinhamento entre as companhias docas e os portos delegados. Os encontros têm a finalidade de acompanhar o andamento das ações, ajustar rumos e potencializar seus resultados.

NOTA DE REPÚDIO – Paralisação caminhoneiros autônomos

NOTA DE REPÚDIO – Paralisação caminhoneiros autônomos

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística, vem manifestar total repúdio às paralisações organizadas por caminhoneiros autônomos com bloqueio do tráfego em diversas rodovias do País, por influência de supostos líderes da categoria. Trata-se de movimento de natureza política e dissociado até mesmo das bandeiras e reivindicações da própria categoria, tanto que não tem o apoio da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos.

Preocupa a NTC o bloqueio nas rodovias o que poderá causar sérios transtornos à atividade de transporte realizada pelas empresas, com graves consequências para o abastecimento de estabelecimentos de produção e comércio, atingindo diretamente o consumidor final, de produtos de todas as naturezas inclusive os de primeira necessidade da população como alimentos, medicamentos, combustíveis etc.

Esperamos que as autoridades do Governo Federal e dos Governos Estaduais adotem as providências indispensáveis para assegurar às empresas de transporte rodoviário de cargas o pleno exercício do seu direito de ir e vir e de livre circulação nas rodovias em todo o território nacional, como pressuposto indeclinável para o cumprimento da atividade essencial de transporte.

As empresas de transporte rodoviário de cargas, desde que garantido o livre trânsito dos seus veículos, terão condições de assegurar a continuidade do normal abastecimento em toda a cadeia de produção e consumo para a tranquilidade de todos.

A NTC deixa claro que não apoia esse movimento, repudiando-o, orientando as empresas de transporte a seguirem em sua atividade e orientando os seus motoristas para em caso de bloqueio ao trânsito dos seus veículos acionarem imediatamente a autoridade policial solicitando sua liberação. 

São Paulo, 8 de setembro de 2021.

FRANCISCO PELUCIO

Presidente da NTC&Logística

Governo reduz temporariamente porcentagem de biodiesel no óleo diesel

Governo reduz temporariamente porcentagem de biodiesel no óleo diesel

Medida teor mistura obrigatória é reduzida de 13% para 10%

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), do Ministério de Minas e Energia (MME), aprovou hoje (6), por unanimidade, a redução do teor de mistura obrigatória do biodiesel no óleo diesel de 13% para 10%. A mudança vale para o 82º Leilão de Biodiesel, destinado ao suprimento dos meses de novembro e dezembro de 2021.

Segundo o ministério, a redução é necessária para evitar possíveis impactos para o consumidor e reflexos em setores como o de transporte público e de mercadorias, além de atividades agrícolas e geração de energia, por exemplo.

Em sua justificativa, o ministério explica que o biodiesel brasileiro tem no óleo de soja sua maior parcela de matéria-prima, com cerca de 71%, sendo o restante oriundo de sebo bovino e outros óleos. Por isso, o ministério entendeu ser necessária a medida.

De acordo com a pasta, a decisão do CNPE de redução do teor de biodiesel na mistura é momentânea e temporal. A pasta espera “em breve, com as condições adequadas”, o aumento da produção e uso dos biocombustíveis no Brasil.

Indústria automobilística se reinventa em meio à crise dos semicondutores e traz opções de serviços para o consumidor

Indústria automobilística se reinventa em meio à crise dos semicondutores e traz opções de serviços para o consumidor

Balanço da indústria automotiva e semicondutores- Créditos: Tëcnicon

Para superar os desafios da crise dos chips semicondutores e a ausência de componentes, a indústria automobilística vem se reinventando e gerando novas opções de serviços aos consumidores

A escassez global de semicondutores vivida pela indústria automobilística, causada pela pandemia do Covid-19, tem sido um entrave para a comercialização de carros no Brasil, principalmente para consumidores mais exigentes. Faltam componentes eletrônicos – em especial, chips e semicondutores –, e a crise é global. Essa dificuldade é causada porque os fornecedores têm dado preferência às demandas das empresas de tecnologia, que crescem em ritmo acelerado. Com a pandemia, houve uma explosão de procura por celulares, videogames e outros eletroeletrônicos.

Quase 100% dos semicondutores são produzidos na Ásia, e o setor automotivo representa 5% da demanda. Como as montadoras usam produtos de gerações mais antigas, não compensa o investimento para poucos volumes, e a maior parte da produção acaba indo para o setor de tecnologia. Segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), entre 100 mil e 120 mil veículos deixaram de ser fabricados nos seis primeiros meses de 2021 por conta da falta de componentes.

Assinatura de veículos, carros conectados e mais serviços para consumidores nacionais

Esses fatores de desordem na cadeia global somam-se à queda da demanda no mercado interno agravada pela pandemia, à elevação do preço de commodities como aço, borracha, e outros itens, além da alta do dólar e da carga tributária, o que encarece os custos de produção e faz com que a indústria automobilística enfrente uma crise sem precedentes. Mais do que nunca, é hora de buscar outros caminhos para seguir em frente.

Uma das alternativas tem sido exportar para mercados mais próximos, como Argentina, Chile, Colômbia e outros países da América Latina. Quem sai ganhando nessa também é o mercado de serviços e de seminovos.

A chegada da startup mexicana Kavak ao Brasil sinaliza isso. Ela é especializada na compra e venda de carros usados e promete investir R$ 2,5 bilhões em sua operação brasileira, em um momento onde a tabela do carro usado nunca esteve tão valorizada.

A indústria automobilística acredita ainda que pode vender mais serviços do que automóveis. Um dos sinais disso é o aumento da busca pelo serviço de assinaturas de carros na internet, que, entre abril e maio, aumentou 56,5%, com 12 milhões de visitas a 156 sites de montadoras e empresas especializadas.

A hora da transformação digital

Oferecer facilidades como serviços de manutenção preventiva, controle de desempenho de frotas ou mesmo definição de rotas, resultou em novas frentes de negócios, amparadas por parcerias com startups do setor, provando que neste momento de crise econômica há possibilidades a serem trabalhadas junto aos consumidores, e a digitalização dos serviços é um destes caminhos.

As montadoras que apostam nessa trilha ganham alternativas extras à venda pura e simples do produto final, mesmo aquelas ligadas ao setor de caminhões, que está favorecido pelo bom desempenho do agronegócio e do e-commerce. Outra rota em que o Brasil aposta é a fabricação de carros elétricos e autônomos, que teve um recorde de vendas em 2021 e se apresenta como uma das soluções sustentáveis para reduzir a emissão de CO2.

Apesar de termos ainda poucos modelos produzidos localmente e travas relacionadas à taxação, a indústria acredita e investe no potencial dessa modalidade de veículos, puxada por uma demanda mais consciente dos impactos ambientais causados pelos carros movidos à combustão. Se você está pensando em trocar de carro, o mundo dos híbridos e elétricos ainda é um sonho para poucos, devido ao alto valor.

Mas pense em dar uma olhada nas opções de seminovos ou mesmo nas ofertas dos novos modelos. Para simplificar, você pode contratar um empréstimo consignado. Tendo o valor à vista na mão, você pode negociar uma boa compra e ir pagando esse dinheiro aos poucos na Serasa, com uma taxa bem mais atraente. Sem burocracia, sem filas e de forma 100% online e segura.