Intervenções vão restaurar trechos das GOs-210, 515 e 320; serviços autorizados também abrangem implantação da pista de caminhada dos romeiros entre Panamá e Goiatuba
A ordem de serviço para restauração das rodovias GO-210, GO-515 e GO-320, no trecho entre Panamá e Goiatuba, além da implantação da pista de caminhada dos romeiros, foi assinada na quarta-feira (13/5). As obras somam investimento de R$ 79,2 milhões e contemplam a recuperação de 50 quilômetros de malha viária na região. A solenidade contou com a presença do governador Daniel Vilela e da presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), Eliane Simonini.
“Esta é uma região muito abençoada, que representa muito bem o sucesso do estado de Goiás. É uma obra que vai servir para promover o esporte, o entretenimento, para que as famílias possam utilizar, promover a integração entre Goiatuba e Panamá, e também para garantir segurança e todo um equipamento adequado para os romeiros poderem fazer o seu momento de fé e reflexão”, disse Daniel Vilela.
O pacote de obras inclui três pontos de intervenção: GO-210, no trecho de 9 quilômetros entre a BR-153 e Panamá; GO-515, entre Panamá e Goiatuba, incluindo 15,6 quilômetros em pista simples e 7,3 quilômetros de pista dupla, além da restauração da GO-320, entre Goiatuba e o entroncamento da GO-040, em um trecho de 18,6 quilômetros de extensão. Os serviços vão garantir pavimentos de alta qualidade, melhorar o fluxo de veículos pesados, bem como as condições de circulação de moradores e visitantes.
“Nós estamos fazendo uma reconstrução de rodovia, vocês vão ver o padrão de qualidade que essa rodovia ficará, ligando a BR-153 através da GO-210 até Panamá, a GO-515 até Goiatuba e, depois, a GO-320, de Goiatuba até o distrito de São Domingos. São 50 quilômetros de reconstrução que vai ficar um padrão de excelência.”, enfatizou Daniel.
Outro serviço autorizado foi a implantação da pista de caminhada dos romeiros. O projeto abrange 16,7 quilômetros na ligação entre Panamá e Goiatuba. “É uma obra gigantesca, não só em valores financeiros, mas em vidas que vêm prestigiar a festa religiosa. É uma festa muito grande, para a qual vêm romeiros de todos os lados, e o asfalto não tem acostamento. Tenho certeza de que, dentro de poucos meses, vamos ver essa obra realizada e nossos romeiros caminhando com segurança”, afirmou o prefeito de Panamá, Renê da Mota.
O prefeito de Goiatuba, Alberto Lopes Ribeiro, ressaltou que a assinatura da ordem de serviço entrou para a história da região, principalmente no que diz respeito à fé. “A tão sonhada rodovia dos romeiros é uma obra que representa segurança, dignidade, desenvolvimento e respeito aos milhares de devotos que todos os anos percorrem esse caminho. A festa, hoje, se tornou uma grande peregrinação regional, reunindo romeiros de diversos municípios, famílias inteiras e pessoas que fazem desse caminho um ato de devoção, esperança e gratidão”, destacou.
A presidente da Goinfra, Eliane Simonini, responsável pela execução dos serviços, reforçou o compromisso de Daniel Vilela com a infraestrutura e segurança. “Este é um evento que marca o governo do Daniel Vilela, que tem constantemente solicitado que a Goinfra tenha agilidade nos seus projetos, agilidade nas licitações, seriedade com seus contratantes e com as pessoas que estão ali sendo contratadas para trazer as obras”, sublinhou.
“Uma reivindicação de muitos anos da população, o que mostra também o envolvimento do governo não só com a parte econômica das cidades, mas também com a social, com a religiosidade e a fé cristã que as pessoas demonstram ali durante esses festejos religiosos”, finalizou Simonini.
Os planejados leilões de concessões rodoviárias no Brasil para os próximos meses, junto com a carteira já existente, pavimenta o segmento como uma área com elevados níveis de investimentos ainda por muitos anos, apresentando oportunidades para empresas de engenharia e construção.
“O setor de rodovias se consolidou como um segmento com elevada capacidade de geração de novos contratos, e isso está atraindo o interesse de empresas já posicionadas e também de outras que estão avaliando entrar na área, inclusive fundos de investimento. O que explica essa situação é um elevado grau de maturidade contratual, que outros setores da infraestrutura ainda não atingiram”, disse João Cortez, sócio da consultoria focada em infraestrutura Vallya, à BNamericas.
“Na agenda de leilões, há muitos projetos que se referem a otimizações contratuais e, nesses casos, são aqueles que tiveram problemas no passado e passaram por um processo de renegociação. Agora, estão prontos para serem leiloados novamente, graças a um trabalho jurídico importante que destravou vários processos que estavam há anos sob discussão”, ressaltou Cortez.
Somente este ano, os investimentos projetados em rodovias no Brasil devem chegar a quase R$ 21 bilhões (bi) (US$ 4.2 bi), expandindo para R$ 24 bi em 2027, até atingir um pico de cerca de R$ 29 bi em 2028, segundo projeções da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib).
Esses dados são amparados por contratos já licitados ao longo dos últimos meses e outros que ainda serão oferecidos.
Para os próximos meses, tanto o governo federal quanto governos de importantes estados planejam uma série de leilões.
Mas alguns analistas ponderam riscos à frente.
“É importante dizer que, atualmente, as empresas já posicionadas, assim como as novas entrantes, enfrentam um cenário desafiador por causa da taxa de juros elevada, e isso pode reduzir o apetite para contratos específicos”, disse Frederico Turolla, sócio da consultoria de infraestrutura Pezco Economics, à BNamericas.
Em meio às oportunidades e desafios, a BNamericas elaborou uma lista desses contratos a serem oferecidos, com os respectivos planos de capex e opex, assim como o status de cada um deles.
Leilões programados
Rota dos Sertões (BR-116/324/BA/PE)
Em 28 de maio, o governo federal leiloará o contrato de concessão da Rota dos Sertões, que abrange trechos das rodovias BR-116 e BR-324, nos estados da Bahia e Pernambuco.
A Rota dos Sertões compreende 502 km de rodovias federais, distribuídos entre trechos da BR-116 nos estados da Bahia e Pernambuco, além de um trecho da BR-324 na Bahia. O contrato de concessão tem prazo de 30 anos, e os principais trabalhos incluem 108 km de duplicação de pistas e a construção de 5,2 km de faixas adicionais, entre outros. Os investimentos estimados no contrato totalizam R$ 4,3 bi.
Otimização da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116/SP/PR)
O novo contrato de concessão da rodovia BR-116/PR/SP, conhecida como Régis Bittencourt, será leiloado em 23 de julho.
O contrato, com vencimento em 2041, tem capex estimado em R$ 7,2 bi.
A concessionária Arteris detinha o contrato original, mas devolveu o ativo ao governo após anos de negociações.
Pela legislação brasileira, as concessionárias podem devolver contratos antes do vencimento. No entanto, o processo costuma ser lento, pois exige negociação de indenização financeira.
A rodovia Régis Bittencourt liga São Paulo a Curitiba, capital do Paraná, e conta com 383 km de extensão, atravessando 16 municípios.
Segundo o governo federal, sem revelar os nomes, há cinco grupos estudando o novo contrato. Recentemente, o CEO da empresa de infraestrutura Motiva, Miguel Setas, admitiu que a empresa avalia com interesse o contrato.
Otimização da Rota Arco Norte (BR-163/MT/PA)
O projeto de otimização da Rota Arco Norte envolve a BR-163, nos estados de Mato Grosso e Pará.
O governo federal planeja publicar o edital ainda neste mês, conforme indicado no cronograma do Ministério dos Transportes. O leilão está previsto para agosto, com data exata ainda a ser definida.
O Arco Norte é um trecho rodoviário com extensão de 1.010 km, com capex projetado em R$ 10,42 bi e opex de R$ 4,72 bi.
Otimização da Rota do Pequi (BR-060/153/DF/GO)
A otimização da concessão da Rota do Pequi, abrangendo as BRs 060 e 153, entre Distrito Federal e Goiás, terá também o edital publicado em maio, e o leilão deve acontecer em agosto, com data exata ainda a ser definida.
O contrato contempla a concessão da rodovia BR-060/153/DF/GO, que conecta Brasília (DF) e Goiânia (GO), e atua como corredor estratégico entre o Centro-Oeste e o Sudeste do país, com impacto direto na dinâmica socioeconômica de diversos municípios. O contrato original também foi devolvido e era detido pela concessionária Concebra, do grupo Triunfo.
O trecho concedido se estende desde Hidrolândia (GO) até Brasília, no Distrito Federal, e abrange aproximadamente 211,6 km.
Estima-se que os investimentos no contrato de concessão alcancem R$ 3,46 bi.
Rota 2 de Julho (BR-116/324/BA)
A concessão da Rota 2 de Julho, formada pelos trechos das BRs 116 e 324, na Bahia, terá o edital publicado em julho, após as etapas de análise pelo Tribunal de Contas na União (TCU). O leilão está previsto para outubro de 2026.
Segundo a reguladora, ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), a Rota 2 de Julho compreende extensão de 663 km de rodovias. O contrato de concessão tem capex estimado em R$ 15,7 bi e opex projetado em R$ 8 bi.
O novo contrato a ser oferecido é uma relicitação, uma vez que a administração desses trechos está, atualmente, sob responsabilidade da ViaBahia Concessionária de Rodovias S.A.
O contrato original, firmado em outubro de 2009, previa a exploração da infraestrutura e a prestação de serviços de recuperação, manutenção, conservação, monitoramento e ampliação da capacidade ao longo de 681 km das rodovias BR-116/324/BA e BA-526/528.
Ao longo dos anos, no entanto, a concessão enfrentou dificuldades relacionadas ao cumprimento das obrigações contratuais, o que levou à necessidade de uma solução para garantir a continuidade dos serviços e melhorias na infraestrutura.
Rota Portuária do Sul (BR-116/392/RS)
O contrato de concessão da Rota Portuária do Sul, envolvendo as BRs 116 e 392, no Rio Grande do Sul, terá o edital lançado em julho, após as fases de audiência pública e análise do TCU. O leilão está programado para outubro deste ano.
O capex previsto do contrato totaliza R$ 6 bi e o opex, R$ 5,7 bi.
Rodovias Integradas de Santa Catarina – Lote 01 (BR-153/282/470/SC)
O contrato das Rodovias Integradas de Santa Catarina – Lote 01, que reúne trechos das BRs 153, 282 e 470, em Santa Catarina, terá o edital publicado em agosto, e o leilão está previsto para novembro.
O trecho a ser concedido tem 515 km de extensão, com capex projetado em R$ 6,40 bi e opex de R$ 6,71 bi.
Recentemente, a ANTT abriu consulta pública para formular o edital do contrato, assim como para o contrato do Lote 3, em Santa Catarina. A consulta pública para os dois contratos ficará aberta até 29 de junho.
Rodovias Integradas de Santa Catarina – Lote 03 (BR-153/282/480/SC)
O projeto das Rodovias Integradas de Santa Catarina – Lote 03, abrangendo as BRs 153, 282 e 480, terá o edital publicado em agosto. O leilão está programado para novembro.
O trecho rodoviário totaliza 166 km, com capex projetado em R$ 2,71 bi e opex de R$ 3,04 bi.
Rota Integração do Sul (BR-116/158/290/392/RS)
A concessão da Rota Integração do Sul, formada pelas BRs 116, 158, 290 e 392, no Rio Grande do Sul, também tem leilão programado para novembro deste ano, e o edital deve ser publicado em agosto, após apreciação do TCU.
O trecho total tem 674 km, e o governo federal estima capex de R$ 5,1 bi e opex de R$ 3,65 bi, ao longo de 30 anos de contrato.
Otimização da Rodovia Transbrasiliana (BR-153/SP)
O contrato referente à otimização da concessão da Rodovia Transbrasiliana, na BR-153. em São Paulo, terá o edital publicado em setembro, após a fase de consulta pública. O leilão ocorrerá em dezembro deste ano.
A rodovia conta com trecho de 321,6 km e capex estimado em R$ 3,56 bi. O opex estimado é de R$ 4,35 bi.
Otimização da Rota Planalto Sul (BR-116/PR/SC)
A otimização da concessão da Rota Planalto Sul, na BR-116 entre Paraná e Santa Catarina, tem extensão de 456,20 km, com capex projetado em R$ 6 bi e opex de R$ 5,73 bi.
O leilão está previsto para dezembro, e o edital deve ser publicado em setembro.
Rota Vale do Café (BR-393/RJ)
O projeto da Rota Vale do Café, referente à BR-393, no estado do Rio de Janeiro, deve ter o edital publicado em setembro, e o leilão deve acontecer em dezembro.
O capex estimado do contrato é de R$ 3,05 bi e opex de R$ 3,11 bi. A extensão da rodovia totaliza 204,7 km.
Otimização da Rota Litoral Sul (BR-116/376/PR e BR-101/SC)
A otimização da Rota Litoral Sul, envolvendo as BRs 116 e 376, no Paraná, e a BR-101, em Santa Catarina, também integra o cronograma de concessões de 2026.
O projeto prevê a publicação do edital e a realização do leilão ao longo do ano, conforme o calendário do Ministério dos Transportes. O edital pode ser publicado em junho, e o leilão deve ser realizado em setembro, segundo informações preliminares da ANTT, ainda não confirmadas pelo Ministério dos Transportes.
Esse trecho rodoviário tem 406 km, com projeções de capex de R$ 8,59 bi e opex de R$ 4,94 bi.
Contratos de governos estaduais
São Paulo
O governo do estado de São Paulo já realizou, em fevereiro deste ano, um leilão no setor.
A Azevedo&Travassos venceu o leilão realizado em fevereiro do contrato rodoviário em São Paulo, conhecido como Rota Mogiana, com investimentos estimados em R$ 9,4 bi.
A empresa ofereceu outorga de R$ 1,1 bi ao governo estadual, superando outras três concorrentes: Motiva, EPR e um grupo liderado pelo fundo soberano de Abu Dhabi, Mubadala.
O contrato, com extensão de 520 km, tem duração de 30 anos, prevendo a duplicação de 217 km de rodovias, a construção de 138 km de terceiras faixas e 96 km de vias marginais, entre outras intervenções.
Para os próximos meses, o governo do estado planeja leiloar a concessão do lote rodoviário conhecido como Circuito das Águas.
O trecho rodoviário tem 533 km, e o contrato de 30 anos tem projeções de investimentos de R$ 10 bi.
O edital deve ser publicado no segundo semestre, período também previsto para o leilão. Porém, o governo de São Paulo ainda não divulgou data exata.
Rio Grande do Sul
O governo do estado do Rio Grande do Sul realizará o leilão do contrato de concessão rodoviária do chamado Bloco 2 em 10 de junho.
O investimento previsto é de R$ 6 bi, com os principais trabalhos previstos sendo 182 km de duplicações e 71,5 km de terceiras faixas.
O projeto conta com aporte do fundo estadual FUNRIGS de R$ 1,5 bi, voltado para reconstrução resiliente da rodovia, tornando-a mais preparada para eventos futuros, com reflexos na modicidade tarifária.
Paralelamente, o governo do estado está estruturando o contrato de concessão do Bloco 1, que reúne estradas das regiões metropolitanas de Porto Alegre, Litoral Norte e Serra. Porém, ainda não há data exata para publicação do edital e realização do leilão.
A NTC&Logística participou nesta quarta-feira (13), em Brasília, da 2ª edição do evento “Mulheres no Transporte – Trajetórias que Inspiram”, iniciativa do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL) voltada à valorização da presença feminina no setor de transporte e logística. Representaram a entidade o vice-presidente extraordinário de Assuntos Políticos da NTC&Logística, José Hélio Fernandes; a assessora de Relações Institucionais, Edmara Claudino, e a assessora executiva da presidência, Elisete Balarini.
Com o tema “Inovar para avançar, respeitar para liderar”, a programação promoveu reflexões sobre liderança, inovação, inclusão, sustentabilidade e desenvolvimento
humano no ambiente corporativo, reunindo empresários, executivos, especialistas e profissionais do transporte de diferentes segmentos.
A abertura oficial contou com a participação do presidente do Sistema Transporte, Vander Costa; da diretora-executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart; da diretora-executiva da CNT – Confederação Nacional do Transporte, Fernanda Rezende, e da diretora-adjunta do ITL – Instituto de Transporte e Logística, Eliana Costa.
Na sequência, a palestrante Fernanda Bornhausen conduziu a palestra “Inovação em saúde e estilo de vida – Método SEDO: Farmácia da Mente”. O evento também contou com a apresentação do movimento “A voz delas”.
O Painel 1, com o tema “Ambientes seguros para mulheres no transporte”, reuniu Andrea Simões, diretora de Gente, Cultura&Transformação Digital da Log-In Logística Integrada; Cintia Rocha, diretora de Recursos Humanos da DHL Supply Chain; Ana Patrizia Lira, diretora-presidente da ANPTrilhos; Marcelo Bernardes, superintendente de Governança e Meio Ambiente da ANAC – Agência Nacional da Aviação Civil; Luana Fleck, diretora do Grupo Ouro e Prata, e Nicole Goulart, diretora-executiva nacional do SEST SENAT. A mediação foi realizada por Ana Jarrouge, presidente- executiva do SETCESP.
No período da tarde, o Painel 2 abordou “A força das mulheres que lideram, inspiram e inovam caminhos”, com a participação de Milena Romano, presidente da Eletra Ônibus Elétricos; Leda Casonatto, vice-presidente de Logística da Transportadora Bertolini; Danny Marchesi, gerente-geral de Sustentabilidade e Comunicação da VLI Logística, e Izabel Reis, diretora da Azul Cargo Express, divisão de cargas da Azul Linhas Aéreas Brasileiras. A mediação ficou sob responsabilidade de Vinicius Ladeira, diretor-adjunto nacional do SEST SENAT.
A palestra “Liderança, empoderamento feminino, sustentabilidade, impacto social e ambiental, carreira” foi conduzida por Rachel Maia, referência nacional em liderança e gestão.
Já o Painel 3, “Protagonismo feminino no transporte”, contou com a participação da caminhoneira Dhaisa Bremer e de Graziella Silva, líder de Manutenção da LATAM, com mediação de Fernanda Rezende, diretora-executiva da CNT.
Encerrando a programação de debates, o Painel 4, “Histórias que movem. Memórias que permanecem. Legados que transformam”, reuniu Tania Drumond, empresária e vice-presidente da FETRANSCARGA – Federação do Transporte de Cargas do Estado do Rio de Janeiro; Vera Naves, vice-presidente do Grupo Rodonaves; Grece Lana da Silva Melo, diretora da Unidade do SEST SENAT CRN I, e Michelle Almeida, coordenadora e coautora do livro “Liderar com um novo tom: mulheres que
transformam”, da Editora Lisboa. A mediação foi conduzida por Eliana Costa, diretora- adjunta do ITL.
O evento foi encerrado com um coquetel e sessão de autógrafos do livro “Liderar com um novo tom: mulheres que transformam”.
A participação da NTC&Logística no encontro também reforçou a importância do relacionamento institucional e da construção de pautas voltadas ao desenvolvimento humano e à valorização da diversidade no Transporte Rodoviário de Cargas.
“Gostaria de parabenizar o Sistema Transporte, representado pela CNT, SEST SENAT e ITL, pela realização de um evento tão importante e necessário para o setor. Iniciativas como essa fortalecem o relacionamento institucional entre as entidades, promovem debates relevantes e ampliam a valorização das mulheres no transporte. Foi um encontro marcado pela troca de experiências, pelo compartilhamento de boas práticas e pela construção de conexões que contribuem diretamente para o desenvolvimento do nosso setor”, destacou Edmara Claudino, assessora de Relações Institucionais da NTC&Logística.
Já Elisete Balarini ressaltou que a participação da entidade em iniciativas como essa demonstra o compromisso da NTC&Logística com a valorização das pessoas e com a construção de um setor cada vez mais preparado para os desafios do futuro.
“Foi um encontro muito importante para refletirmos sobre o papel da liderança, da inovação e, principalmente, do respeito nas organizações. O Transporte Rodoviário de Cargas vem avançando em diversas pautas relacionadas à valorização das mulheres e à construção de ambientes mais inclusivos e colaborativos. Participar desse momento representando a NTC&Logística confirma o nosso compromisso institucional com o desenvolvimento humano, com a diversidade e com o fortalecimento das relações no setor”, destacou Elisete.
Governo detalha critérios de financiamento, exigências ambientais e condições especiais para renovação da frota
O governo federal publicou a portaria que regulamenta o acesso aos R$ 21,2 bilhões do programa Move Brasil, iniciativa voltada à renovação da frota de caminhões, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários no país. A nova etapa do programa amplia o escopo da linha de crédito operada pelo BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, que anteriormente era voltada apenas para caminhões.
Os recursos poderão ser utilizados por transportadores autônomos, cooperativas e empresas de transporte rodoviário de cargas e passageiros para aquisição de veículos novos e, em alguns casos, seminovos. O objetivo do programa é estimular a modernização da frota brasileira, reduzir emissões de poluentes, aumentar a segurança nas estradas e impulsionar a indústria nacional.
Segundo o governo federal, o orçamento total do programa será composto por R$ 14,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 6,7 bilhões do próprio BNDES.
A portaria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) estabelece que os veículos elegíveis deverão atender critérios mínimos de fabricação nacional, sustentabilidade e eficiência ambiental. No caso dos caminhões seminovos, o financiamento será permitido apenas para veículos fabricados a partir de 2012 e alinhados às exigências ambientais do Proconve 7.
Além de caminhões, o Move Brasil ampliado passa a contemplar ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários, como reboques e carrocerias. A expectativa do governo é ampliar o alcance do programa para diferentes segmentos do transporte rodoviário e acelerar a renovação da frota circulante.
Condições conforme o perfil
As condições financeiras variam conforme o perfil do tomador. Para transportadores autônomos, o prazo de pagamento poderá chegar a dez anos, com até 12 meses de carência. Já para empresas, o financiamento terá prazo de até cinco anos, com até seis meses de carência. O limite máximo financiável será de R$ 50 milhões por cliente.
O programa também prevê condições diferenciadas para quem entregar um caminhão antigo para reciclagem ou desmonte. Nesses casos, os beneficiários poderão acessar juros mais baixos. O veículo usado deverá ter mais de 20 anos, estar em condição de rodagem e com documentação regularizada. Após a aprovação da operação, o proprietário terá prazo para comprovar a destinação correta do veículo para empresa recicladora autorizada.
Outro ponto previsto na regulamentação é a possibilidade de cobertura parcial das operações pelo Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), mecanismo criado para ampliar o acesso ao crédito e reduzir riscos para as instituições financeiras.
De acordo com o MDIC e o BNDES, o programa faz parte da estratégia do governo federal de estimular a neoindustrialização, reduzir emissões no transporte rodoviário e aumentar a competitividade logística do país.
São Paulo mantém avanço da circulação, enquanto Rio registra retração puxada por veículos pesados
O aumento da circulação nas rodovias brasileiras vem ocorrendo ao mesmo tempo em que cresce a idade média da frota nacional, combinação que amplia preocupações ligadas à segurança viária, eficiência logística e custos operacionais do transporte.
Levantamento da Veloe, empresa brasileira de meios de pagamento automáticos para mobilidade e transporte, em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostra que o fluxo de veículos nas estradas de São Paulo cresceu 8,4% em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado.
O desempenho foi puxado tanto por veículos leves quanto pesados e reforça o nível elevado de movimentação no principal corredor logístico do país. Ao mesmo tempo, dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) mostram que 37,4% da frota paulista já ultrapassam 20 anos de uso. São Paulo concentra hoje 35,5 milhões de veículos – cerca de 27% da frota nacional – e possui idade média de 18,5 anos.
O cenário expõe um contraste crescente no setor de transportes: enquanto a atividade logística e a circulação seguem em expansão, a renovação da frota avança em ritmo mais lento, pressionada por juros elevados, aumento dos custos operacionais e encarecimento dos veículos novos.
Pesados recuam no Rio
No Rio de Janeiro, o comportamento do tráfego mostrou uma dinâmica diferente. Embora o fluxo nas rodovias tenha avançado 5,7% em abril na comparação anual, o estado acumula retração de 1,3% no movimento rodoviário nos primeiros quatro meses do ano.
Segundo o levantamento, o principal impacto veio da queda na circulação de veículos pesados, que recuaram 4,5% no acumulado de 2026. Para operadores do setor, o desempenho pode refletir desaceleração pontual da atividade logística e menor movimentação de cargas em comparação ao ritmo observado em São Paulo.
A frota fluminense também apresenta envelhecimento relevante. Segundo a Senatran, 36,3% dos veículos do estado têm mais de 20 anos, enquanto a idade média chegou a 18,1 anos. O Rio possui atualmente cerca de 8,3 milhões de veículos.
Renovação lenta preocupa setor
O envelhecimento da frota vem ganhando espaço nas discussões sobre segurança, emissões e produtividade do transporte brasileiro. Veículos mais antigos tendem a apresentar maior consumo de combustível, custos mais altos de manutenção e índices maiores de emissão de poluentes.
Além disso, especialistas apontam impactos diretos sobre disponibilidade operacional e segurança viária, principalmente no transporte rodoviário de cargas. “O envelhecimento dos veículos em circulação tem impacto direto sobre segurança viária, eficiência logística, custos operacionais e sustentabilidade da mobilidade”, afirmou Mauro Kondo, superintendente de Negócios B2B da Veloe.
Apesar do avanço gradual de modelos híbridos e elétricos, a participação desses veículos ainda permanece baixa nas duas maiores economias do Sudeste. Em São Paulo, por exemplo, elétricos e híbridos representam apenas 0,7% da frota em circulação.
Somente em abril foram movimentadas mais de 6 milhões de toneladas, com crescimento puxado pelas exportações de soja, carnes e derivados de petróleo
Com mais de 6 milhões de toneladas movimentadas, a Portos do Paraná registrou o melhor mês de abril da história, com crescimento de 11% em relação a abril de 2025
– que movimentou 5,405 milhões de toneladas. Crescimento foi puxado pelas exportações de soja, carnes e derivados de petróleo. Os dados constam em relatório elaborado pela equipe de estatísticas da Diretoria de Operações Portuárias da empresa pública.
Somente em abril, o volume das exportações cresceu 16,06% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O embarque de soja em grão aumentou 43%; os óleos vegetais, 35%, e os derivados de petróleo, 33%.
No acumulado entre janeiro e abril, a soja segue em alta, com crescimento de 19%. Os óleos vegetais avançaram 33%, seguidos pelas exportações de cargas conteinerizadas, com aumento de 9%, e pelos derivados de petróleo, com alta de 2% na comparação com os quatro primeiros meses de 2025.
As exportações de carne de frango congelada cresceram 10,5% em relação a abril de 2025. No acumulado do ano, os embarques realizados em Paranaguá representam 47,5% de todas as exportações brasileiras do produto. Isso corresponde a mais de 834 mil toneladas enviadas para outros países.
Considerando todas as proteínas animais, o crescimento em abril foi de 8,7%, com mais de 1,1 milhão de toneladas embarcadas, principalmente para China, África do Sul, Japão e Emirados Árabes Unidos. O volume representa 38% de toda a exportação de proteína animal realizada pelo Brasil nos quatro primeiros meses de 2026.
IMPORTAÇÕES – Em abril, as importações cresceram 2,7% em relação ao mesmo mês de 2025. As cargas gerais – movimentadas fora de contêineres – registraram alta de 254%. O desembarque de trigo apresentou crescimento de 50%, seguido pelos fertilizantes (18%) e pelos contêineres (14%).
Já no acumulado dos quatro primeiros meses do ano, as importações apresentam retração de 5,8%. O resultado, porém, indica recuperação em relação aos meses de fevereiro e março, quando as movimentações de cargas vindas de outros países registraram índices ainda menores. A queda nas importações tem relação direta com o conflito no Oriente Médio.
Apesar disso, a diversidade de cargas movimentadas pelos portos de Paranaguá e Antonina garantiu estabilidade ao saldo acumulado do quadrimestre, que atingiu 22,7 milhões de toneladas, volume em linha ao registrado no mesmo período de 2025.
A movimentação de cargas rolantes – como veículos, maquinários e equipamentos agrícolas – também contribuiu para manter o equilíbrio operacional. Somente em abril, mais de 15,5 mil unidades foram embarcadas ou desembarcadas. Entre janeiro e abril, a movimentação totalizou 42.657 unidades.
O Congresso Nacional analisa projeto de lei que abre crédito suplementar no Orçamento de 2026 de R$ 240 milhões para a implementação da reforma tributária (PLN 4/26).
Os recursos serão usados em operação de crédito conjunta com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a terceira edição do Programa de Modernização da Gestão Fiscal.
O programa financia projetos para a melhoria da administração das receitas e da gestão fiscal, financeira e patrimonial da União, em parceria com os estados, o Distrito Federal e os municípios.
De acordo com a mensagem que acompanha o projeto, o Ministério da Fazenda vai organizar o repasse dos recursos para estados e municípios.
“O ente interessado formalizará seu pleito, fundamentando-o em parecer de seus órgãos técnicos e jurídicos, demonstrando a relação custo-benefício, o interesse econômico e social da operação e o atendimento de algumas condições”, afirma a mensagem.
Próximos passos
O projeto será analisado pela Comissão Mista de Orçamento e, em seguida, pelo Plenário do Congresso Nacional (sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal).
A ampliação dos Pontos de Parada e Descanso (PPDs) para caminhoneiros começou a ganhar espaço nos contratos de concessão rodoviária federais em meio à pressão por melhores condições de trabalho, redução de acidentes e cumprimento das regras de jornada no transporte de cargas.
O mais recente PPD entrou em operação em Arapoti, na PR-092, elevando para dez o número de estruturas desse tipo já em funcionamento em rodovias concedidas no país. Construído pela EPR Litoral Pioneiro, o espaço recebeu investimento de R$ 18
milhões e possui estacionamento para caminhões, área de descanso climatizada, refeitório, chuveiros, vestiários e acesso à internet.
O avanço dessas estruturas acompanha uma mudança gradual na política de concessões rodoviárias, que passou a incorporar exigências relacionadas a segurança viária, apoio operacional e condições de descanso para motoristas profissionais.
Segundo o Ministério dos Transportes, já existem 52 PPDs previstos em contratos de concessão assinados ou estruturados até 2026. A meta do governo é ultrapassar 90 unidades nos próximos anos.
A ausência de locais adequados para parada de caminhoneiros é considerada um dos gargalos históricos do transporte rodoviário brasileiro. Em muitas rotas, motoristas ainda dependem de postos privados sem infraestrutura adequada ou estacionam em acostamentos e áreas improvisadas.
Tema ganhou força após Lei do Descanso
A discussão ganhou relevância principalmente após o avanço da fiscalização da chamada Lei do Descanso, que estabelece limites de jornada e períodos obrigatórios de pausa para motoristas profissionais.
Operadores do setor e entidades de transporte apontam que a falta de infraestrutura adequada dificulta o cumprimento das regras e amplia riscos ligados à fadiga, segurança e roubos de carga. “Essas infraestruturas são resultado de um esforço contínuo do Ministério para modernizar os modelos de negócios com a iniciativa privada”, afirmou Viviane Esse, secretária nacional de Transporte Rodoviário.
Além das questões trabalhistas, o avanço dos PPDs também está ligado à tentativa de reduzir acidentes envolvendo caminhões em rodovias de grande circulação de carga. Nos últimos anos, estudos da Polícia Rodoviária Federal e de entidades do setor passaram a apontar fadiga e sono entre os fatores recorrentes em acidentes graves nas estradas brasileiras.
Apesar da expansão prevista, operadores do setor avaliam que a oferta ainda está distante da demanda gerada pelo transporte rodoviário nacional, responsável pela maior parte da movimentação de cargas no país. A expectativa do governo é ampliar a exigência de PPDs nos próximos leilões rodoviários federais, principalmente em corredores de longa distância e rotas de forte circulação de caminhões.
Extensão da vigência da Medida Provisória nº 1.343/2026 segue rito comum de tramitação e não muda o calendário definido pela ANTT para a emissão obrigatória do CIOT
O Congresso Nacional publicou, no Diário Oficial da União de segunda-feira (11/05), o Ato que estende por mais 60 dias a vigência da Medida Provisória nº 1.343/2026, que trata de regras relacionadas ao piso mínimo do Transporte Rodoviário de Cargas e ao Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT).
A prorrogação faz parte do rito de tramitação das medidas provisórias quando a análise pelo Congresso não é concluída dentro do prazo inicial, e serve para manter a MP em vigor por mais 60 dias.
Na prática, a extensão da vigência da MP não altera os prazos previstos na Resolução nº 6.078 e na Portaria nº 06/2026, inclusive para o cadastramento das operações e a emissão obrigatória do CIOT.
Entidade acompanha debates no Congresso Nacional, defende aprofundamento técnico sobre os impactos no Transporte Rodoviário de Cargas e alerta para riscos econômicos, operacionais e de empregabilidade no setor
A NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística segue acompanhando de forma ativa as discussões relacionadas às propostas de redução da jornada semanal de trabalho em tramitação no Congresso Nacional – PEC 148/2015, PEC 08/2025 apensada à PEC 221/2019, PEC 4/2025 e PEC 40/2025, e PL 1.838/2026. A entidade atua em defesa dos interesses do setor produtivo brasileiro e, especialmente, das particularidades operacionais do Transporte Rodoviário de Cargas.
A preocupação do setor está diretamente ligada aos impactos econômicos e operacionais que uma eventual redução da jornada, sem amplo debate técnico e sem considerar as especificidades das atividades essenciais, pode gerar para a cadeia logística nacional, refletindo no aumento de custos, na competitividade das empresas e também na manutenção de empregos.
A entidade tem participado de reuniões, audiências e debates no Congresso Nacional, dialogando com parlamentares e lideranças políticas para apresentar os desafios enfrentados pelo Transporte Rodoviário de Cargas, considerado estratégico para o abastecimento do país e para o desenvolvimento da economia brasileira.
Entre as ações recentes promovidas pela NTC&Logística sobre o tema, destaca-se a realização do 5º Seminário Trabalhista do Transporte Rodoviário de Cargas, ocorrido em Brasília (DF), no dia 6 de maio de 2026, em parceria com a Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados. O evento reuniu parlamentares, representantes do Ministério Público, Poder Judiciário, advocacia, empresários, trabalhadores e dirigentes do setor para discutir os impactos das propostas de redução da jornada no TRC.
A NTC&Logística defende que qualquer discussão sobre alteração na jornada semanal de trabalho seja construída de forma equilibrada, levando em consideração a realidade operacional de cada atividade econômica, especialmente dos setores considerados essenciais, como transporte, logística, saúde e segurança. A entidade também reforça que eventuais mudanças devem estar associadas ao aumento da produtividade e à sustentabilidade econômica das empresas.
Com base em estudo técnico da Confederação Nacional do Transporte (CNT), elaborado pelo professor José Pastore – cujos dados são utilizados pela NTC&Logística nas discussões em Brasília –, a proposta de redução da jornada para 40 horas semanais poderá gerar queda de 1,3% no PIB do transporte e a redução de aproximadamente 42 mil empregos no setor. Já no cenário de redução para 36 horas semanais, o impacto pode chegar a 2,6% de retração no PIB do transporte, além da redução estimada de 84 mil postos de trabalho e aumento de custos na ordem de R$ 28 bilhões.
Diante desse cenário, a NTC&Logística também tem trabalhado junto aos parlamentares na apresentação de emendas à PEC 8/2025, buscando garantir um tratamento mais adequado às atividades que exigem continuidade operacional e regime especial de trabalho, além de propor uma eventual redução gradual da jornada vinculada aos índices de produtividade nacional.
A entidade enfatiza ser fundamental a mobilização das federações, sindicatos, associações e empresários do Transporte Rodoviário de Cargas junto aos deputados federais das respectivas bases de representação, visando ampliar o debate técnico e institucional sobre um tema que impacta diretamente a economia, a logística e o abastecimento do Brasil.
Tafs Transportes corta prazo de entrega e amplia receita após integrar gestão operacional e financeira
A pressão por eficiência operacional, controle fiscal e maior previsibilidade das entregas acelerou os investimentos em digitalização no transporte rodoviário de cargas. Frente a margens pressionadas, aumento da complexidade tributária e necessidade de rastreabilidade das operações, empresas do setor vêm ampliando a adoção de plataformas integradas de gestão logística.
Esse movimento levou a Tafs Transportes, empresa do Grupo Saporiti do Brasil, a reformular sua estrutura operacional após enfrentar dificuldades típicas de operações em expansão acelerada, como controles manuais, dispersão de informações e baixa visibilidade do fluxo logístico.
Segundo a companhia, a implementação de um sistema integrado de gestão de transporte e backoffice permitiu elevar em 38% a receita da operação logística, além de reduzir em até dois dias úteis o prazo de entrega das cargas. A empresa também afirma ter eliminado inconsistências fiscais nos processos de transporte.
Criada em 2025 inicialmente para atender demandas logísticas da Continental Ingredientes, também pertencente ao Grupo Saporiti, a transportadora passou a enfrentar aumento da complexidade operacional à medida que ampliava o volume de cargas e rotas atendidas.
De acordo com Adriano da Costa Lima, coordenador de Projetos & TI do Grupo Saporiti do Brasil, a falta de integração entre áreas operacionais e administrativas limitava a capacidade de reação da empresa. “Antes, lidávamos com processos manuais e pouca visibilidade, o que limitava nossa capacidade de reação. Ganhamos previsibilidade, nossas decisões se tornaram mais rápidas e tivemos uma redução significativa no retrabalho”, afirmou.
A estratégia adotada pela empresa envolveu a integração entre gestão de transporte, faturamento, controladoria, financeiro e pagamento de motoristas autônomos em uma única arquitetura tecnológica baseada em nuvem.
Especialistas do setor avaliam que a digitalização das transportadoras deixou de estar concentrada apenas em rastreamento e monitoramento de frota e passou a avançar sobre áreas consideradas críticas para rentabilidade, como compliance fiscal, gestão de documentos, conciliação financeira e planejamento operacional.
Para Fabiano de Andrade, diretor-executivo da TOTVS Curitiba, o avanço da complexidade operacional no transporte vem exigindo maior integração de dados. “O setor de logística é um dos pilares da economia, e a tecnologia é fundamental para superar os desafios de um mercado tão dinâmico”, disse.
Leilão de 520 km de rodovias prevê investimentos em duplicações, melhorias operacionais e redução tarifária, com impactos diretos para o transporte de cargas
A concessão de rodovias é um mecanismo de investimento em infraestrutura pública com capital privado que contribui para a melhoria das condições viárias, ampliando a qualidade e a segurança nas estradas. O leilão da Rota Mogiana, realizado em fevereiro deste ano, concedeu 520 km de rodovias estaduais ao consórcio vencedor, abrangendo 22 municípios, sendo nove deles na região de Campinas.
O projeto prevê uma série de intervenções estruturais ao longo do contrato de 30 anos, incluindo a duplicação de 217 km de rodovias estratégicas, como SP-107, SP-215, SP-333, SP-338, SP-340, SP-342, SP-344 e SP-350. Também estão previstas a implantação de 138 faixas adicionais, 86 km de vias marginais, a construção de 58 novas passarelas para pedestres e 129 novos dispositivos de interseção, além da adoção do sistema de pedágio eletrônico Free Flow. Outro ponto de destaque da concessão é a expectativa de redução nas tarifas de pedágio. Segundo o Governo do Estado, a diminuição pode chegar a até 50% em determinados trechos, o que tende a impactar positivamente os custos operacionais do Transporte Rodoviário de Cargas.
Para a presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de Campinas e Região (SINDICAMP), Rafaela Cozar, a nova concessão representa um avanço relevante para a infraestrutura logística do Estado. “A nova concessão da Rota Mogiana representa um avanço relevante para a infraestrutura rodoviária do Estado de São Paulo, especialmente em corredores estratégicos para o transporte de cargas, que conectam importantes polos produtivos e logísticos”. E continua: “Quando temos rodovias mais modernas, seguras e com maior capacidade operacional, toda a cadeia produtiva é beneficiada”, afirma.
Segundo a presidente, além da melhoria nas condições das vias, a iniciativa também contribui para maior previsibilidade e eficiência nas operações. “A modernização da malha rodoviária impacta diretamente na produtividade do transporte, reduzindo tempo de viagem, desgaste da frota e riscos operacionais. Isso se traduz em mais eficiência para as empresas e melhores condições para o planejamento logístico”, destaca.
Rafaela Cozar também ressalta que a redução tarifária pode trazer alívio em um cenário de custos elevados. “A possibilidade de tarifas mais equilibradas é um ponto importante, principalmente em um momento em que o setor enfrenta pressão constante nos custos. Essa medida contribui para a competitividade das transportadoras e para o equilíbrio das operações”, avalia.
Apesar dos avanços, a presidente reforça a importância de acompanhamento contínuo do setor. “É fundamental que esse processo seja acompanhado de diálogo com as entidades representativas, garantindo que as necessidades do transporte de cargas sejam consideradas ao longo da execução da concessão”, completa a executiva.
Pedágio muda nas oito praças da BR-381 entre Minas Gerais e São Paulo; motos ficam isentas e usuários com tag terão descontos
A viagem pela Fernão Dias muda a partir desta terça-feira (12). O novo valor do pedágio começou a valer à 0h nas oito praças da BR-381 entre Minas Gerais e São Paulo.
A tarifa passou para R$ 3,70. A mudança faz parte da otimização do contrato de concessão assinado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e pela Motiva Minas_SP.
Com o novo modelo, motociclistas deixam de pagar pedágio. Motoristas que usam tag também passam a ter descontos automáticos, com abatimento desde a primeira passagem e redução maior para quem usa a mesma praça com frequência ao longo do mês.
O reajuste vale para as praças de Mairiporã (SP), Vargem (SP), Cambuí (MG), São Gonçalo do Sapucaí (MG), Carmo da Cachoeira (MG), Santo Antônio do Amparo (MG), Carmópolis de Minas (MG) e Itatiaiuçu (MG).
O contrato prevê R$ 14,8 bilhões em investimentos nos próximos 15 anos. Estão previstas faixas adicionais, vias marginais, correções de traçado, melhorias no pavimento, 29 passarelas, passagens de fauna e dois pontos de parada para caminhoneiros.
As primeiras melhorias começam agora, segundo a concessionária.
O que muda na estrada
A Fernão Dias também deve ganhar cobertura 4G em até 24 meses, pontos de recarga para veículos elétricos, 13 painéis de mensagens e câmeras para identificar acidentes com mais rapidez.
Os dois lotes de rodovias federais a serem concedidas à iniciativa privada em Santa Catarina terão 18 pórticos de free flow (“livre passagem”) para o pagamento da tarifa. Os locais sugeridos fazem parte do Programa de Exploração da Rodovia (PER), com as diretrizes das futuras concessões. O lote 1, com 515 km e com maior segmento na BR-470, tem previsão de contar com 13 pórticos (confira lista abaixo). Para o lote 3, formado por 166 km de segmentos das BRs 282, 153 e 480, estão mapeados três pórticos.
As novas concessões de rodovias federais no País serão com o sistema de pedágio eletrônico, sem praças de pedágio, como ocorre, por exemplo, nos atuais contratos em execução em Santa Catarina (BR-101 Norte e Sul e BR-116). No free flow, os veículos são identificados de forma automática ao cruzarem pelos pórticos. As estruturas com sensores, para leitura de TAGs instaladas nos veículos, e câmeras, para a leitura de placas.
O pagamento é feito de forma eletrônica, por meio do meio escolhido pelo usuário. Nas futuras concessões de Santa Catarina, o valor será mais em conta para quem utilizar TAGs, uma forma de induzir ao uso dessa modalidade. Se o usuário não conta com o dispositivo, terá prazo para pagamento por meio de aplicativo.
Os dois lotes no Estado terão audiências públicas em junho. O cronograma do Ministério dos Transportes prevê a realização dos leilões até o final do ano. A partir do início dos contratos, haverá prazo para a instalação dos pórticos do free flow.
A NTC&Logística realizará, hoje, dia 12 de maio, às 9 horas, uma live exclusiva para associados sobre um dos temas mais relevantes da atualidade nas relações de trabalho: as alterações da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) e os riscos psicossociais no ambiente corporativo.
O encontro contará com a participação do assessor jurídico da NTC&Logística, Dr. Narciso Figueirôa Junior, e do auditor fiscal do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego, Rodrigo Vieira Vaz, que debaterão os impactos das mudanças da NR-1 no Transporte Rodoviário de Cargas e os cuidados que as empresas precisam adotar diante das novas exigências relacionadas à saúde mental e ao gerenciamento de riscos psicossociais.
Durante a live, serão abordados temas como clima organizacional, pressão excessiva, jornadas desgastantes, assédio, relações interpessoais no ambiente de trabalho e os reflexos dessas questões na segurança, produtividade e bem-estar dos colaboradores.
A programação também trará orientações práticas para as empresas do setor, abordando responsabilidades, medidas preventivas e boas práticas para adequação às mudanças previstas na norma.
A iniciativa reforça o compromisso da NTC&Logística em manter seus associados atualizados sobre temas estratégicos e de grande impacto para o Transporte Rodoviário de Cargas, promovendo debates qualificados e alinhados às transformações do mercado de trabalho e da legislação brasileira.
A Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo realizará, entre os dias 14 e 17 de maio, o 18º Congresso Paulista do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), em Águas de Lindóia. O encontro acontece no Bendito Cacao Resort e deve reunir empresários, representantes do setor de transporte, autoridades públicas e executivos da indústria e da logística.
O Congresso terá debates voltados a temas como renovação de frota, logística urbana, impactos do comércio eletrônico no transporte de cargas, tendências econômicas e perspectivas para o setor rodoviário no Brasil.
A abertura oficial será realizada na quinta-feira (14), conduzida pelo presidente da FETCESP, Carlos Panzan. A programação inclui encontros de negócios, painéis técnicos e atividades de relacionamento entre empresas e lideranças do transporte rodoviário de cargas.
Temas do Congresso
Na sexta-feira (15), um dos principais temas será a renovação de frota no transporte rodoviário. O painel contará com a participação de Vander Costa, presidente do Sistema Transporte; representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e Luiz Carlos Moraes, vice-presidente da Anfavea. O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, também está confirmado no evento.
Outro debate previsto abordará os desafios do abastecimento urbano e os impactos do e-commerce nas cidades. O painel reunirá representantes do Mercado Livre, DHL Supply Chain e do Ministério das Cidades para discutir mudanças na logística urbana e na distribuição de mercadorias.
No sábado (16), a programação terá foco nas tendências globais e nos desafios do transporte até 2040. O painel será conduzido por Rafael Cervone, presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.
O Congresso também contará com o painel “Mulheres do TRC”, voltado à participação feminina no setor de Transporte Rodoviário de Cargas, além de uma palestra sobre comunicação e negociação ministrada por Guilherme Miziara.
Na programação político-econômica, o ex-presidente Michel Temer participará de um painel sobre cenário econômico e institucional. O evento terá ainda uma análise das perspectivas do Transporte Rodoviário de Cargas com Urubatan Helou, presidente da Braspress e vice-presidente da FETCESP.
Outro destaque será a entrega da Medalha do Mérito do TRC Paulista “Adalberto Panzan”, homenagem destinada a profissionais e lideranças ligadas ao desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas.
O evento acontecerá em um momento de transformação no setor logístico brasileiro, marcado pelo crescimento do comércio eletrônico, aumento da demanda por entregas urbanas, pressão por renovação de frota e busca por maior eficiência operacional. O transporte rodoviário segue como principal modal logístico do país, responsável pela maior parte da movimentação de cargas no Brasil.
Aprovação de projeto na Câmara abre caminho para instalação de passagens de fauna em rodovias e ferrovias brasileiras, após mais de uma década de tramitação. Medidas previstas incluem túneis, pontes verdes, cercas, sinalização e monitoramento nacional para reduzir acidentes envolvendo animais silvestres e motoristas
Após mais de uma década de tramitação no Congresso Nacional, a Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (06), o Projeto de Lei 466/2015, que estabelece regras para reduzir acidentes envolvendo animais silvestres em estradas, rodovias e ferrovias brasileiras.
Agora, a proposta segue para análise do Senado Federal, etapa considerada decisiva para a criação de uma política nacional voltada à proteção da fauna e à prevenção de colisões que também colocam motoristas e passageiros em risco.
O texto institui o Plano Nacional de Segurança Viária para Fauna Silvestre, mecanismo que deverá orientar obras, estudos ambientais, sinalização e instalação de estruturas de travessia em trechos considerados críticos pelas autoridades ambientais e pelos órgãos responsáveis pela infraestrutura viária.
Com isso, a expectativa é reduzir o número de atropelamentos registrados anualmente no país e, ao mesmo tempo, diminuir acidentes capazes de provocar mortes, ferimentos graves e prejuízos materiais em diferentes regiões brasileiras.
Pelo projeto aprovado na Câmara, obras de construção, recuperação e ampliação de capacidade em vias terrestres deverão considerar, sempre que houver necessidade técnica, soluções voltadas à prevenção de acidentes envolvendo espécies silvestres em áreas de circulação intensa.
Entre as medidas previstas, aparecem passagens aéreas e subterrâneas, cercas direcionadoras, pontes, passarelas, sinalização de alerta, redutores de velocidade e outras estruturas de proteção, que poderão ser adaptadas conforme as características ambientais e os animais presentes em cada trecho.
Projeto cria política nacional para proteger fauna silvestre
A proposta aprovada pela Câmara é um substitutivo relatado pela deputada Duda Salabert, do PSOL de Minas Gerais, ao PL 466/2015.
O projeto foi apresentado pelos deputados Ricardo Izar e Célio Studart e recebeu outras proposições apensadas durante a tramitação.
Na sessão, Duda Salabert afirmou que o país precisa enfrentar o impacto das vias sobre a biodiversidade.
“Temos a maior biodiversidade, mas somos o país que mais atropela animais em rodovias”, disse a relatora durante a votação da proposta.
O plano deverá funcionar como instrumento de planejamento e coordenação entre poder público, órgãos ambientais, gestores de vias e concessionárias.
As ações deverão priorizar trechos com maior incidência de acidentes, especialmente onde rodovias e ferrovias atravessam áreas ambientalmente sensíveis.
A prioridade inclui unidades de conservação, zonas de amortecimento, corredores ecológicos e áreas já identificadas como pontos críticos para a fauna.
Nesses locais, as medidas de prevenção poderão combinar estruturas físicas, monitoramento técnico e orientação a usuários das vias.
Cadastro nacional vai mapear atropelamentos de animais
Além das mudanças previstas para a infraestrutura viária, o projeto determina a criação do Cadastro Nacional de Acidentes com Animais Silvestres, plataforma que ficará sob responsabilidade da União e deverá reunir informações atualizadas sobre ocorrências em diferentes regiões do país.
Nesse banco de dados, serão concentradas informações produzidas por órgãos responsáveis por estradas, rodovias e ferrovias, além de levantamentos feitos por concessionárias, pesquisadores e instituições que acompanham o impacto do trânsito sobre a fauna brasileira.
A plataforma deverá registrar informações como locais de maior incidência, espécies atingidas, quantidade de ocorrências e características dos acidentes.
Esses dados devem ajudar na definição de obras, campanhas educativas e políticas públicas voltadas à segurança viária e à conservação da biodiversidade.
A proposta prevê atualização periódica das informações para orientar decisões com base em evidências.
Com isso, trechos de risco poderão ser mapeados com mais precisão, permitindo a instalação de estruturas adequadas à realidade de cada região.
Além das obras e dos equipamentos de proteção, o PL determina ações de educação e conscientização.
As campanhas deverão alcançar motoristas, comunidades lindeiras, usuários das estradas e a população em geral, com foco na prevenção de colisões e no acionamento de resgate quando houver animal ferido.
Brasil registra 475 milhões de atropelamentos de fauna por ano
Dados do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas, ligado à Universidade Federal de Lavras, indicam que cerca de 475 milhões de animais silvestres morrem atropelados todos os anos em rodovias e estradas espalhadas pelo território brasileiro.
Na prática, isso representa aproximadamente 15 animais atingidos por segundo, número frequentemente citado por pesquisadores e ambientalistas para demonstrar a dimensão do impacto causado pela malha viária sobre a biodiversidade nacional.
A maior parte das mortes envolve pequenos vertebrados, como aves, anfíbios e répteis.
Ainda assim, os atropelamentos também atingem animais de médio e grande porte, incluindo capivaras, tatus, cachorros-do-mato, jaguatiricas, lobos-guarás, antas, onças-pardas e onças-pintadas.
O problema tem impacto ambiental e viário.
Quando um animal de grande porte atravessa uma pista, a colisão pode provocar mortes, ferimentos e danos materiais, além de afetar populações de espécies ameaçadas ou vulneráveis.
No Mato Grosso do Sul, a morte de antas em rodovias tornou-se um dos exemplos mais citados por especialistas em conservação.
Levantamentos da Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira apontaram centenas de mortes da espécie ao longo de uma década no estado.
A anta, conhecida cientificamente como Tapirus terrestris, é considerada vulnerável à extinção no Brasil.
Por circular por grandes áreas e atravessar vias em busca de alimento, água e abrigo, a espécie fica especialmente exposta em regiões onde estradas cortam áreas naturais.
Rodovias e ferrovias terão estruturas para travessia animal
Diferentemente de propostas anteriores focadas apenas em rodovias, o texto aprovado pela Câmara inclui estradas, rodovias e ferrovias, ampliando o alcance das medidas para diferentes tipos de infraestrutura utilizados no transporte de cargas e passageiros.
A inclusão das ferrovias foi defendida por organizações de proteção animal e também por especialistas que acompanham os impactos causados pela expansão da infraestrutura logística sobre áreas de vegetação nativa e corredores ecológicos.
As estruturas de travessia poderão variar conforme o tipo de animal e o ambiente.
Túneis costumam atender espécies terrestres de menor e médio porte, enquanto passagens aéreas e pontes verdes podem favorecer animais arborícolas e espécies que evitam cruzar pistas abertas.
Cercas direcionadoras também têm papel importante, porque impedem que os animais entrem diretamente na pista e os conduzem até áreas mais seguras de travessia.
Sem essa combinação, passagens isoladas podem perder eficiência ou não serem usadas pelas espécies previstas.
A proposta não cria uma solução única para todo o país.
Em vez disso, estabelece que as medidas devem considerar necessidade, efetividade, viabilidade técnica e características ambientais de cada trecho, ponto considerado essencial em um território com biomas e espécies muito diferentes.
Projeto segue para análise do Senado Federal
Depois da aprovação na Câmara dos Deputados, o PL 466/2015 será encaminhado ao Senado Federal, onde passará por nova etapa de discussão antes de uma eventual sanção presidencial.
Caso os senadores aprovem o texto sem alterações, a proposta seguirá diretamente para análise do presidente da República, responsável pela sanção que poderá transformar o projeto em lei federal.
Caso haja alterações, o projeto retornará à Câmara para nova análise.
A tramitação levou mais de uma década até chegar ao plenário da Câmara.
Nesse período, o tema ganhou apoio de organizações da sociedade civil, pesquisadores, parlamentares ligados à causa animal e grupos que atuam na segurança viária.
A EPR Sul de Minas segue com mais de 27 frentes de obras, nesta semana, para ampliar a segurança viária em seis rodovias da região. Os trabalhos incluem manutenção de pavimento e de processos erosivos.
As obras serão executadas, em sua maioria até domingo (17), nas rodovias MG-173, MG-459, MG-290, BR-459, MG-455, MG-295, MGC-146 e LMG-877, abrangendo os municípios de Pouso Alegre, Jacutinga, Borda da Mata, Ouro Fino, Inconfidentes, Bueno Brandão, Andradas, Ibitiúra de Minas, Santa Rita de Caldas, Caldas, Poços de Caldas, Congonhal, Senador José Bento, Ipuiúna, Santa Rita do Sapucaí, Cachoeira de Minas, Piranguinho, Itajubá, Paraisópolis, Conceição dos Ouros e Gonçalves.
Todos os serviços serão realizados das 7h às 17 horas, podendo causar interdições e movimentação de trabalhadores próximos à pista. As obras seguem o cronograma previsto, desde que haja condições normais de operação e clima favorável.
Em caso de interdições, serão implementados sistemas de Pare e Siga, com tempo de espera de até 15 minutos. Após o término das atividades, o tráfego será normalizado.
Em caso de chuva ou condições climáticas adversas, as intervenções poderão ser reprogramadas.
A EPR Sul de Minas alerta que, ao avistar equipes em atendimento, manutenção ou obras, o condutor deve mudar de faixa sempre que possível e diminuir a velocidade.
Confira, abaixo, o cronograma:
MG-290
Segunda a sexta-feira – do Km 6 ao Km 15 – Pouso Alegre – Desconfinamento de Bordo
Segunda a sexta-feira – do Km 74 ao Km 76 – Ouro Fino – Drenagem
Segunda a sexta-feira – do Km 55 ao km 97 – Ouro Fino a Jacutinga – Fresagem, recomposição e manutenção de pavimento
Segunda-feira – do Km 30 ao Km 45 – Borda da Mata a Ouro Fino – Microrrevestimento
Segunda-feira – do Km 37 ao Km 38 – Borda da Mata – Execução de Drenagem (pare e siga / trabalho na Faixa de Domínio)
Segunda-feira – do Km 87 ao Km 89 – Jacutinga – Execução de Drenagem (pare e siga / trabalho na Faixa de Domínio)
Segunda-feira – do Km 40+3 ao Km 40+3 – Inconfidentes – Talude de Corte TRI
Segunda-feira – do Km 38+015 ao Km 38+015 – Borda da Mata – Talude de Corte TRI
BR-459
Segunda a quarta-feira – do Km 46 ao Km 47 – Santa Rita de Caldas – Implantação de Defensa Metálica
Segunda-feira – no Km 161 – Piranguinho – Manutenção de Defensa Metálica
MG-455
Segunda a sexta-feira – do Km 0 ao Km 20 – Santa Rita de Caldas a Andradas – Manutenção de Pavimento
Segunda-feira – do Km 6 ao Km 13 – Santa Rita de Caldas – Reciclagem e Manutenção de Pavimento (pare e siga 24h)
MG-173
Segunda a sexta-feira – do Km 0 ao Km 52 – Cachoeira de Minas a Gonçalves – Implantação de Tachas e Pintura de Faixas
Segunda-feira – do Km 20 ao Km 41 – Conceição dos Ouros a Paraisópolis – Microrrevestimento
Segunda-feira – do Km 14 ao Km 50 – Cachoeira de Minas a Gonçalves – Recuperação de Terraplenos
MG-459
Segunda a sexta-feira – do Km 10 ao Km 20 – Ouro Fino a Monte Sião – Manutenção de Pavimento
LMG – 877
Segunda a sexta-feira – do Km 0 ao Km 6 – Poços de Caldas – Conformação de Faixa de Domínio
Segunda a sexta-feira – do Km 7 ao Km 25 – Poços de Caldas – Fresagem e Recomposição
Segunda a sexta-feira – do Km 0 ao Km 10 – Poços de Caldas – Microfresagem / TSD
Contribuições poderão ser enviadas entre 15 de maio e 28 de junho; sessão pública será realizada em formato híbrido no dia 28 de maio, em Brasília
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizará a Audiência Pública nº 7/2026 para colher subsídios e contribuições da sociedade sobre a proposta de revisão da Resolução ANTT nº 5.998/2022, que atualiza o Regulamento para o Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos e suas Instruções Complementares.
A iniciativa foi aprovada pela Diretoria Colegiada da Agência por meio da Deliberação ANTT nº 129, de 7 de maio de 2026, e busca aprimorar as regras aplicáveis ao transporte de cargas perigosas nas rodovias federais concedidas e em todo o sistema regulado pela Agência.
O período para envio de contribuições será das 9h do dia 15 de maio até as 18 horas do dia 28 de junho de 2026, sempre no horário de Brasília.
Participação social e aprimoramento regulatório
A revisão do regulamento faz parte do processo contínuo de modernização normativa conduzido pela ANTT, com foco no fortalecimento da segurança viária, na atualização de procedimentos operacionais e no alinhamento das regras brasileiras às melhores práticas técnicas e regulatórias do setor.
A proposta também busca ampliar a eficiência do transporte rodoviário de produtos perigosos, garantindo maior previsibilidade regulatória para transportadores, embarcadores e demais agentes envolvidos na cadeia logística.
Sessão pública híbrida
A sessão pública da Audiência Pública nº 7/2026 será realizada no dia 28 de maio de 2026, das 14h30 às 18 horas, em formato híbrido, permitindo participação presencial e virtual.
O encontro ocorrerá no auditório da sede da ANTT, em Brasília, localizado no Setor de Clubes Esportivos Sul (SCES) – Lote 10 – Trecho 3 – Projeto Orla Polo 8, com capacidade para 350 participantes.
O endereço eletrônico para participação virtual será divulgado no dia 25 de maio de 2026, na página da audiência pública no portal da ANTT.
Documentos e orientações
Os documentos técnicos, orientações para participação e demais informações relacionadas à Audiência Pública nº 7/2026 estarão disponíveis a partir de 8 de maio de 2026 no portal da ANTT.
Dúvidas e esclarecimentos adicionais poderão ser encaminhados para o e-mail ap007_2026@antt.gov.br.
O fluxo de veículos nas rodovias concedidas do Brasil registrou crescimento em abril de 2026, segundo dados do Índice ABCR, levantamento elaborado pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias em parceria com a Tendências Consultoria. O indicador, que mede o movimento de veículos em praças de pedágio, avançou 2,1% na comparação dessazonalizada com fevereiro.
O resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento de 2,7% no fluxo de veículos leves, enquanto o segmento de pesados apresentou retração de 1,4% no período.
Na comparação com abril de 2025, o Índice ABCR teve alta de 3,2%, refletindo o crescimento de 3,7% no tráfego de veículos pesados e de 3,1% nos leves. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice registra avanço de 2,3%, com expansão de 2,3% no fluxo de veículos leves e de 2,5% no de pesados.
De acordo com os analistas da Tendências Consultoria, Thiago Xavier e Felipe Melchert, o desempenho de abril foi favorecido pelo aumento do tráfego de veículos leves durante o feriado prolongado de Tiradentes. Segundo eles, o cenário econômico ainda apresenta fatores positivos, como mercado de trabalho aquecido e aumento da renda, mas também desafios relacionados à inflação de serviços, alta dos combustíveis, crédito mais restrito e elevado endividamento das famílias.
Os especialistas destacam ainda que o fluxo de veículos pesados perdeu força no mês, devolvendo parte da alta acumulada no trimestre anterior. O movimento já começa a refletir os impactos do aumento do preço do diesel sobre o transporte rodoviário de cargas e os custos logísticos. Apesar disso, o crescimento do comércio eletrônico e da demanda por transporte seguem sustentando o segmento de cargas no país.
Fluxo de veículos no Rio de Janeiro fica estável
No Rio de Janeiro, o fluxo total de veículos permaneceu estável em abril na comparação dessazonalizada com março. O resultado foi influenciado pela alta de 0,3% no tráfego de veículos leves e pela queda de 3,8% no segmento de pesados.
Na comparação anual, frente a abril de 2025, o índice registrou crescimento de 5,0%, puxado pelo avanço de 5,4% no fluxo de leves e de 3,3% no de veículos pesados. No acumulado dos últimos 12 meses, o fluxo total nas rodovias concedidas do estado apresentou alta de 1,5%. O movimento de veículos leves cresceu 1,3%, enquanto o de pesados avançou 2,4%.
São Paulo registra alta no fluxo pedagiado
Em São Paulo, o Índice ABCR apontou crescimento de 1,4% no fluxo total de veículos em abril, considerando os dados dessazonalizados. O tráfego de veículos leves avançou 2,5%, enquanto o fluxo de pesados recuou 0,6%.
Na comparação com abril do ano passado, o índice total teve expansão de 3,0%, resultado do crescimento de 2,8% no fluxo de veículos leves e de 3,3% nos pesados. Já no acumulado de 12 meses, o fluxo pedagiado total nas rodovias paulistas avançou 1,9%, com crescimento de 1,9% no segmento de leves e de 2,1% no de veículos pesados.
O INCT-FR mede a evolução de todos os custos da carga fracionada na operação rodoviária, sendo assim incluindo-se transferência, custos de administração e de terminais (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Nesses custos não estão contemplados impostos, pedágios e margem de lucro.
Tenha na íntegra o simulador e histórico do índice, abaixo:
O INCTF-OU mede a evolução de todos os custos da carga fracionada na operação urbana, incluindo coleta, distribuição, custos de administração e de terminais (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Nesses custos não estão contemplados impostos, pedágios e margem de lucro.
Tenha na íntegra o simulador e histórico do índice, abaixo: