Após Câmara, Senado derruba veto de Bolsonaro por 64 a 2, e desoneração será prorrogada

Após Câmara, Senado derruba veto de Bolsonaro por 64 a 2, e desoneração será prorrogada

Desoneração foi aprovada em junho para 17 setores, que geram mais de 6 milhões de empregos, mas presidente vetou. Nesta terça, houve atos a favor da derrubada do veto.

Os senadores aprovaram nesta quarta-feira (4), por 64 votos a 2, a derrubada do veto do presidente Jair Bolsonaro à prorrogação, até 2021, da desoneração da folha de pagamentos de empresas de 17 setores da economia.

Mais cedo, nesta quarta, a Câmara dos Deputados também rejeitou o veto e, com a decisão do Senado, o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente. Agora, a prorrogação será promulgada.

Bolsonaro vetou em julho o dispositivo (introduzido pelo Congresso em uma medida provisória) que prorrogava até o fim de 2021 a desoneração da folha de empresas de setores como call center, comunicação, tecnologia da informação, transporte, construção civil e têxtil.

Atualmente, as empresas desses setores empregam mais de 6 milhões de pessoas. Os representantes dos segmentos argumentaram que o fim da desoneração, em um momento de crise econômica, geraria demissões, enquanto a prorrogação preservará empregos.

Apesar de o trecho sobre a desoneração ter sido vetado pelo presidente da República, a palavra final sobre o tema coube aos parlamentares.

Isso porque deputados e senadores podem derrubar vetos presidenciais e restabelecer os textos aprovados pelo Poder Legislativo e enviados para sanção.

Em razão da pandemia do novo coronavírus, as sessões do Congresso têm sido feitas separadamente, em um momento na Câmara e em outro, no Senado. Por isso, os deputados votaram o veto de Bolsonaro pela manhã, e os senadores, no período da tarde.

A desoneração

O modelo da desoneração permite às empresas optar por contribuir para a Previdência Social com um percentual que varia de 1% a 4,5% sobre a receita bruta em vez de recolher 20% sobre a folha de pagamento.

A lei atual prevê o fim da desoneração em 2020. Com a derrubada do veto à prorrogação, o regime valerá até o fim de 2021.

A prorrogação foi incluída durante a análise no Congresso de uma medida provisória que instituiu um programa emergencial de manutenção de emprego.

Adiamento da votação


A votação do veto foi adiada por vários meses em razão da articulação do governo, que tentava fechar um acordo para compensar a derrubada do veto, dada como certa entre os parlamentares.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a defender um “tributo alternativo” como contrapartida à prorrogação da desoneração. A proposta gerou repercussão negativa entre parlamentares.

Na semana passada, Guedes voltou a dizer que, sem um novo imposto, não poderia levar adiante a discussão sobre desonerar a folha de pagamentos.

Manifestações


Sindicatos de trabalhadores e associações de empresas de setores contemplados pela desoneração organizaram, nos últimos meses, vários atos pela derrubada do veto presidencial.

Entidades do setor argumentaram que uma definição sobre o tema era urgente para que as empresas pudessem planejar o ano de 2021.

Além disso, os representantes dos segmentos afirmavam que o fim da desoneração, em um momento de crise econômica, geraria demissões.

Repercussão


Saiba o que os parlamentares disseram sobre a derrubada do veto (por ordem alfabética):

José Guimarães (PT-CE): “Derrubamos o veto do governo à desoneração da folha de pagamento. Em tempos de crise grave, como a que estamos vivendo, a manutenção dos incentivos para empresas, e elas preservando empregos, é uma questão central para nós. Mais da metade da população brasileira não tem trabalho formal, portanto, a derrubada do veto significa a manutenção dos empregos. Ganha o país.”

Orlando Silva (PCdoB-SP): “Quando introduzi no texto da lei a prorrogação da desoneração da folha, foi com a perspectiva de criar medidas para manter empregos. O governo errou ao vetar esse texto, e o Congresso acertou ao derrubar o veto. O Brasil terá em 2021 um desafio gigantesco, que será enfrentar o desemprego. Para isso, é importante multiplicarmos iniciativas que garantam geração de empregos. O país precisa parar de cobrar imposto justamente de quem mais gera empregos.”

Outro veto derrubado

Durante as sessões desta quarta, deputados e senadores também votaram pela derrubada de um veto de Bolsonaro ao dispositivo que desobriga, por quatro meses, estados e municípios de cumprirem metas com a União no âmbito do Sistema Único de Assistência Social (Suas).

Indicadores Referenciais de Custos – Setembro 2020

Indicadores Referenciais de Custos – Setembro 2020

Planílhas Referenciais de Custo

Indicadores Referenciais de Custos

Manual de Cálculo

Manual de Cálculo de Custos e Formação de Preços do Transporte Rodoviário de Cargas

Granéis Sólidos
Planilha Referencial de Custo de Transporte Rodoviário com Equipamento Silo

Frigorífica
Planilha Referencial de Custos do Transporte de Cargas Frigoríficas

Fracionada
Planilha Referencial de Custos do Transporte de Cargas Secas – Fracionadas

Lotação
Planilha Referencial de Custos do Transporte de Cargas Secas – Lotações


Líquido e Perigoso
Planilha Referencial de Custos do Transporte de Cargas Líquidas e Perigosas

Internacional
Planilha Referencial de Custos do Transporte Internacional

Contêiner
Planilha Referencial de Custos para Transporte de Contêineres

Grãos
Planilha Referencial de Custos do Transporte Rodoviário de Grãos
Indicadores do Transporte e Macroeconômicos

INCTF

Índice Nacional do Custo do Transporte de Carga Fracionada

INCTL
Índice Nacional do Custo do Transporte de Carga Lotação

MACRO
Indicadores de preços (FVG, IBGE, FIPE e DIEESE, dólar, Selic, TR, DES, poupança e outros)
Indicadores dos Insumos

Fracionada

Evolução dos Preços dos Insumos de Carga Fracionada
Peso dos componentes no custo total da carga fracionada (transferência + operação urbana)

Lotação
Evolução dos Preços dos Insumos de Carga Lotação
Peso dos componentes do custo total da Carga Lotação

Excel
Para alteração dos valores bases das tabelas clique aqui (formato Ms Excel)

Estudo de defasagem
Comunicado sobre a Defasagem de Frete