Jornada de Trabalho Motorista de Transporte de Carga

A Profissão de Motorista foi regulamentada com a Lei nº 12.619, de 30/04/2012, pois surgiu da necessidade de mais segurança e qualidade de vida no exercício da profissão. Em 02/03/2015 a Lei 13.103, publicada após um grande movimento patronal e dos motoristas autônomos, alterou alguns dispositivos da CLT e do CTB, além da própria Lei 12.619/12 que antes regulava a matéria, que se ampliou as possibilidades de se flexibilizar dispositivos benéficos principalmente no que se relaciona a jornada de trabalho.

A Lei 13103/2015, em seu artigo 2º, V, controlar a jornada e o tempo de direção é obrigatório, que descreve

b) ter jornada de trabalho controlada e registrada de maneira fidedigna mediante anotação em diário de bordo, papeleta ou ficha de trabalho externo, ou sistema e meios eletrônicos instalados nos veículos, a critério do empregador; e

Jornada significa o tempo à disposição do empregador, incluindo o tempo de direção. Entende-se que o tempo de direção, dá-se ao tempo em que o motorista está guiando o veículo que percorre o trajeto da origem ao destino, conforme determina o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

No artigo 7º, XIII, Constituição Federal, traz que duração carga horária normal do trabalho não seria superior a 8 horas diárias e 44 semanais. Porém, na regra da Lei 13103/2015, podemos diagnosticar algumas peculiaridades na jornada de trabalho do condutor profissional, onde a carga horária máxima do motorista profissional prevista na legislação é de acordo com o artigo 235C revela que

Art. 235-C. A jornada diária de trabalho do motorista profissional será de 8 (oito) horas, admitindo-se a sua prorrogação por até 2 (duas) horas extraordinárias ou, mediante previsão em Convenção ou Acordo Coletivo, por até 4 (quatro) horas extraordinárias. § 1º Será considerado como trabalho efetivo o tempo em que o motorista empregado estiver à disposição do empregador, excluídos os intervalos para refeição, repouso e descanso e o tempo de espera.

Dentro da carga horária de trabalho essas 8 horas serão efetivamente consideradas enquanto o motorista estiver à disposição do empregador, ou seja, o tempo de direção de fato. Serão excluídos, porém, os intervalos de refeição, descanso e espera.

Em contrapartida as horas suplementares, isto é, as horas extraordinárias serão pagas com o acréscimo previsto na legislação aplicável a qualquer trabalhador, com um acréscimo de 50% sobre o valor por hora, conforme expõe o artigo 235 C em seu § 5º, as horas consideradas extraordinárias serão pagas com o acréscimo estabelecido na Constituição Federal ou compensadas na forma do § 2º do art. 59 desta Consolidação.

As horas de trabalho realizadas a mais em um dia de jornada também podem ser compensadas pela redução equivalente em outro dia, como banco de horas, assim
como um trabalhador de jornada comum, de acordo com a nova resolução da CLT de 2017.

Contudo, a compensação só poderá ocorrer por negociação coletiva e deverá observar o que está previsto na legislação consolidada.

Em relação às horas noturnas, são aquelas que envolvem o período entre 22 horas e 5 horas, com um acréscimo de, no mínimo, 20% sobre a hora diurna, assim como descreve o artigo 73 da CLT, conforme afirma do artigo 235C, § 6º À hora de trabalho noturno aplica-se o disposto no art. 73 desta Consolidação.

Logo, aparentemente não traz características que se difere da jornada de um trabalhador com jornada comum.

Isto posto, resta claro quão peculiares são os critérios da jornada do profissional motorista rodoviário em relação a uma jornada considerada normal no que tange os artigos da Lei CLT.

A Lei do motorista é uma norma significativa, e que regulamenta uma profissão relevante para a economia do país, tornando-se necessário o melhor entendimento das partes sobre a mesma, e principalmente sobre a profissão do motorista, bem como entendimento sobre as condições do país para colocar em prática a Lei.

Responsável: Diego Nazari Reis, Cristiane Maria Saldanha Cordeiro e Monalisa Michael

4 DX – 4 Disciplinas da Execução

4 DX – 4 Disciplinas da Execução

Não, isto não é um jogo. À primeira vista parece um jogo de vídeo game, mas trata-se das 4 disciplinas da execução. É um método para aplicar nas empresas com o objetivo de melhorar os resultados, só precisa de 4 disciplinas e persistência.

1ª disciplina – Foque no crucialmente importante, entendo que é difícil priorizar, mas agora escolha no máximo 2 a 3 metas que se alcançadas resultaram em grandes resultados, vamos chamá-la de MCI (meta crucialmente importante).

2ª disciplina – Atue nas medidas de direção. Elas te dizem se você tem probabilidade de atingir suas metas, e rastrearão as atividades que mais movem a MCI. Assim como uma simples alavanca pode mover uma grande rocha, uma boa medida de direção promove alavancagem.

3ª disciplina – Mantenha um placar envolvente. É a disciplina do engajamento, onde a equipe cria e alimenta o placar semanalmente. O ideal é que a meta seja ir de X para Y até uma determinada data. É necessário definir quem é o responsável pelo placar, quando será afixado e com que frequência será avaliado.

4ª disciplina – Crie uma cadência de responsabilidade – As Disciplinas 1,2 e 3 estabelecem o jogo, mas até que a disciplina 4 seja aplicada, sua equipe ainda não está em Jogo. Nesta etapa a equipe deve se reunir em uma reunião de MCI pelo menos 1 vez por semana, esta reunião não deve durar mais que 20 a 30 minutos e deve seguir as seguintes regras:

– deve ocorrer sempre no mesmo dia e horário

– não é permitido levar os assuntos do dia a dia que não foram resolvidos para a reunião, ela se limita exclusivamente a ações e resultados que movam o placar.

– se durante a reunião de MCI surgir outros assuntos, você deve escreve-los e tratar depois da reunião de MCI.

– cada membro pensará sobre: que uma ou duas ações mais importantes eu posso fazer nesta semana para impactar as medidas de direção?

– o líder deve perguntar: o que posso fazer esta semana para liberar caminho para você?

Aplique estas disciplinas na sua empresa e colha os bons resultados, lembrando que a persistência é a chave para o êxito. Não deixe o redemoinho , atividades do dia a dia impacte nos seus resultados.

ART

Sucesso!

Fonte: Livro 4 disciplinas da execução

Responsável: Joyce de Souza Bessa

Inovação X Burocracia

Os impactos deste conflito nas empresas de transporte rodoviário de cargas e na vida da população dos grandes centros urbanos.

Atualmente estamos habituados a conviver com as mais diversas tecnologias, e através delas, constantemente surgem inovações de produtos e serviços que beneficiam os consumidores dos mais variados níveis. Porém, como nem tudo são flores, muitas vezes estas inovações esbarram em burocracias que desestimulam empreendedores em suas iniciativas.

Para exemplificar o contexto acima citado, podemos mencionar o recente caso ocorrido na cidade de São Paulo, envolvendo a empresa especializada em micromobilidade urbana, Grow Mobility, e a prefeitura do município. A start-up que conta com mais de 135 mil patinetes e bicicletas em sete países diferentes da América Latina, teve centenas de seus patinetes apreendidos pela prefeitura municipal de São Paulo. O motivo da apreensão segundo o órgão governamental, seria o fato de a empresa não ter realizado o credenciamento previsto na legislação, porém a empresa alega que a ação da prefeitura foi ilegal e fere o direito de escolha dos paulistanos.

No final das contas o que parece haver é um desequilíbrio entre as partes, pois há de se concordar que todos os negócios devem de fato seguir regras para que haja um ambiente saudável para os consumidores, porém a pergunta que fica é: até onde o estado deve intervir na iniciativa privada?

Regras que muitas vezes são no mínimo mal elaboradas, acabam por prejudicar a população, a quem os órgãos públicos devem servir. Exemplo disso é o fato de que os aplicativos de micromobilidade urbana podem auxiliar no desafogamento das vias da cidade paulistana, o que consequentemente acarreta na melhoria da qualidade de vida da população local, afinal de contas, o trânsito é um dos fatores que mais causam estresse nos indivíduos residentes em grandes cidades.

Os benefícios gerados pela utilização destes aplicativos podem se estender para empresas de transporte rodoviário de cargas que utilizam as malhas viárias das grandes cidades para realizar a distribuição de produtos nos pontos determinados, principalmente no modo fracionado de cargas. Sabemos que o último quilômetro da logística de distribuição (carga fracionada) é sempre o mais custoso, pois demanda maior quantidade de colaboradores e equipamentos, e pelo fato de quase sempre ter sua produtividade comprometida pelo trânsito denso.

Podemos concluir então que empresários do setor de transporte rodoviário de cargas, principalmente os que atuam em grandes centros urbanos, como é o caso da cidade de São Paulo, devem apoiar este tipo de iniciativa de micromobilidade urbana, através dos órgãos representantes da classe junto ao governo, para que tanto empresas quanto a população de forma geral, sejam beneficiados por iniciativas como a da empresa Grow.

Fontes: sites: G1 – Revista Exame – Pequenas Empresas Grandes Negócios.

Responsável: João Victor Dalanora Pequeno.

Lucre Com Sua Equipe

Como Lucrar com sua equipe?
Nos perguntamos inúmeras vezes como fazer sua equipe ter performance elevadas e alcançar os melhores resultados.E não é possível ter sucesso e ser lucrativo sem uma boa equipe, e para construir uma equipe lucrativa é necessário saber quais resultados desejamos alcançar, definir estratégia e inserir as pessoas que se enquadra no perfil de cada setor.

Equipe Lucrativa. Como construir?
– Apresente aos colaboradores sua visão, onde quer chegar e quais resultados quer obter. Colaborador engajado é o primeiro passo para ter uma equipe de alta performance.
– Faça que o ambiente entre os colaboradores seja leve; Pratique o brainstorming na equipe, sempre haverá ideias brilhantes; Empodere seus colaboradores, todos no mesmo objetivo; Dê fedback constante para a equipe; Compartilhe conhecimento com todos;
– Treine sua equipe e os desafie com o intuito de buscar sempre o melhor para a empresa. Trasse planos de carreira, motive e reconheça. Uma equipe engajada e reconhecida, naturalmente o sucesso acompanhe e nos apresente os melhores resultados.

Responsável: Rider Marques Simões

Introdução ao Transporte de Cargas

O Transporte é essencial na economia de qualquer país, pois é o responsável pela movimentação de matérias primas e produtos. No Brasil, o transporte rodoviário é o meio mais utilizado para a movimentação de cargas, devido à grande malha rodoviária, por causa da extensão do território nacional e por ter pouca disponibilidade dos outros modais de transporte (ferroviário, aéreo, aquaviário e dutoviário).

O Transporte Rodoviário é muito usado por causa do seu baixo custo e pela grande disponibilidade que temos no Brasil. E também, conforme Novaes (2007), uma das principais vantagens do transporte rodoviário é levar os produtos para todas as áreas que tenham expressão econômica e necessitam desse tipo de serviço.

Comparado aos outros modais de transporte o Transporte Rodoviário de Carga tem um custo pequeno de manutenção dos veículos que transportam as cargas e se destaca pela facilidade de entrega de mercadoria ao cliente podendo chegar a quase todo território.

Reduzir os custos e ter a satisfação do cliente torna a empresa altamente competitiva, mas para se manter assim é necessário reavaliar os custos constantemente. Entende-se que a maioria dos custos no transporte rodoviário de carga é de origem variável.

Segundo Fleury, Wanke e Figueiredo (2000, p. 251): “O principal desafio da logística moderna é conseguir gerenciar a relação entre custo e nível de serviço”. Cada vez mais os clientes estão exigindo serviços melhores, porém não estão dispostos a pagar mais por isso. O preço se tornou um qualificador e o nível do serviço um diferenciador, perante o mercado.

FLEURY, PAULO FERNANDO; WANKE, PETER; FIGUEIREDO, KLEBER FOSSATI

Logística empresarial. 1 ed. São Paulo: Atlas, 2000.

NOVAES, Antonio Galvão. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição: estratégia, operação e avaliação. 3 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007.

Responsável: Hudson Mateus Almeida Rabelo

Controle de Custos

Com a globalização do mundo atual as empresas prestadoras de serviço estão cada vez mais buscando excelências em seus negócios, não apenas sendo bons prestadores de serviço ou vendedor de produtos bons, mas se organizando para ter algum diferencial na alta concorrência que o mercado traz pros dias de hoje. Desenvolver um controle de custo é essencial nessa batalha.

Para ter um controle de custo eficaz primeiro precisamos saber o que realmente é um Controle de Custos. “Controlar significa conhecer a realidade, compará-la ao que deveria ser, tomar conhecimento rápido das divergências e tomar medidas para a correção de tais desvios”. Com o conceito de Controle, temos as etapas a serem desenvolvidas para que esse controle seja eficaz. O principal item que devemos ter para fazer um controle de custos de sucesso é uma ferramenta que seja satisfatória, que tenha claramente um objetivo e que seja realmente útil para gestão de uma empresa. Deve se definir como esse controle deve ser alimentado e as pessoas envolvidas na alimentação deste controle de custos, que é de suma importância, que o sucesso de qualquer sistema de informações depende das pessoas que o alimentam e o fazem funcionar.

Treinamento de pessoal, informações simples e objetivas claras para quem irá alimentar o controle saber a importância do seu trabalho, são fatores fundamentais para o sucesso do controle de custos. O sistema deve ser implantado de forma gradativa, iniciando com formulários e informações simples, que sejam fáceis de obter. À medida que as resistências forem sendo vencidas e a utilização se tornar rotineira, evolui-se para uma próxima etapa, aumentando a complexidade das informações e, consequentemente, gerando relatórios mais completos para tomada de decisão.

Controlar os custos é fundamental para a sobrevivência de qualquer empresa. Saber de onde vem e porque ocorrem e fazer a avaliação periodicamente dos custos faz com que a empresa tenha mais comprometimento da sua receita/despesas. O controle de custos gera uma das principais informações para que a empresa não tenha prejuízo que é o quanto ela precisa faturar para começar a ter lucros. O ponto de equilíbrio financeiro é fundamental para o sucesso de qualquer empresa. O custo influencia diretamente no preço do produto. Alguns autores afirmam que o custo é o principal fator para compor o preço de venda como. O custo influencia diretamente no preço do produto.

Implementar a gestão de custos em uma empresa, leva a tomadas de decisões mais acertadas e faz com que a empresa possa se basear em uma gestão estratégica de custos.

Uma gestão eficiente é diferenciada por como os dados gerados para a empresa são informados e a sua relevância diante do que se precisa saber. É preciso conhecer não só o que se ganha, mas também o que é gasto e onde é gasto.

O maior trade-off, é justamente gerenciar a relação entre custos e o nível de seus serviços. A falta de informações de custos reais afetam diretamente a tomada de decisão e assim o controle das atividades são necessários conjunto de criação de ferramentas gerenciais de controle.

Para sua empresa definir que tipo de ferramenta de Controle de Custos que será usada, Quem irá tomar as decisões deve conhecer todas as informações que serão disponibilizadas nessa ferramenta e saber quais as decisões poderão ser tomadas a partir do conteúdo disponibilizado. O grau de importância desta ferramenta também influencia na criação da mesma, se ela será apenas uma planilha de cálculo ou se a empresa terá que investir em uma implementação de um sistema/software especifico para o controle.

Sabendo o que deve ser controlado, como será controlado e quais informações estes controles irão gerar, chega a parte de analisar como usar essas informações e de qual jeito tomar decisões sobre elas. Calcular os índices de desempenho e o equilíbrio entre faturamento e custos são alguma das informações que a gestão de custos irá trazer.. Em uma análise inicial dos dados coletados, é possível visualizar onde estão os maiores custos envolvidos, além disso, é possível perceber a relação dos custos envolvidos com o faturamento da empresa. Essas análises básicas dão início ao processo de gestão de custos, que será aprimorado no decorrer do tempo, conforme a empresa adquire experiência no manuseio dos dados coletados.

Responsável: Hudson Mateus Almeida Rabelo