por comjovem | dez 10, 2018 | Artigos, Núcleo São Paulo
Em maio de 2018 ocorreu uma das maiores se não a maior paralisação já vista, feita por motoristas autônomos de caminhão que ora foi totalmente organizada por uma ferramenta fundamental nos dias de hoje chamado Whatsapp.
A rapidez na disseminação das informações entre os inúmeros grupos criados em todo território nacional teve um ponto de partida que obviamente foi o descontentamento da classe de trabalhadores com relação aos constantes aumentos no óleo diesel, onde a cada dia se fortalecia e conquistava a população pelas redes sociais, enquanto o tempo ia passando e as informações de bloqueios e mais bloqueios iam se formando as autoridades acuadas e sem saber por onde e com quem negociar viram-se à mercê de uma ameaça muito maior do que imaginavam, tanto que no auge da paralisação insumos básicos para abastecimento das cidades, hospitais, supermercados e etc., faltaram e nada podia-se fazer pra reestabelecer a ordem.
Em uma investida errada e de forma desesperada o governo procurou CNPJ’s para colocar a culpa, multou e colocou de alguma forma a população contra os empresários do TRC em um mesmo balaio que os originais atores de todo o movimento que nasceu e terminou com os autônomos nos principais noticiários.
História relembrada vamos ao ponto:
Quanto no governo de Getulio Vargas institui-se via CLT os sindicatos dos empregados a prerrogativa deu-se a criação dos sindicatos patronais onde em sua essência seriam as duas ferramentas básicas para se discutir as relações trabalhistas entre empregados e empregadores.
Com o passar dos tempos e a evolução natural das mais diversas situações os partícipes das entidades viram a necessidade de partirem rumo à política e aos políticos para algumas necessidades do dia a dia com relação a modificação de leis e adequação à modernidade, fato esse que com a participação de inúmeros sindicatos espalhados pelo país houve a possibilidade após varias audiências públicas a modificação e modernização da legislação trabalhista com a reforma que foi feita recentemente.
Nesta reforma inclusive uma das propostas dentro das novidades é a liberdade dos empregados e empregadores para filiação em sindicatos onde era obrigatório, com isso aqueles sindicatos que mantém serviços, informação, educação e outros atrativos a mais, perpetuarão em suas bases e com certeza serão referência.
Falando em filiação, podemos entender que uma forma mais simples ou menos complexa do que um sindicato que é regido baseado nas premissas da CLT, temos a possibilidade de associação civil onde existem varias representações que de forma organizada podem e devem representar junto aos órgãos públicos e privados das mais diversas localidades e interesses os seus associados em questões inerentes ao dia a dia.
Uma associação civil com um bom regimento e um bom estatuto pode e deve representar seus associados e refletir a vontade da maioria por seus representantes nos mais diversos assuntos relacionados à categoria a qual ele representa, dentre eles a política e seus interesses.
Isto posto em nossa atual estrutura de representação podemos entender que no que reflete a parte trabalhista em sua essência temos os sindicatos para nos representar e no que diz respeito a todos os outros assuntos temos as associações para nos representar.
Portanto sugiro a quem não é associado ou filiado a um ou outro, que seja e cobre da entidade a qual se juntar as suas necessidades com relação aos temas a qual o dia a dia lhe cobrar por soluções.
E assim representados de fato podemos, devemos e seremos ouvidos e saberemos onde iremos com nossos negócios e pessoas envolvidas em um mesmo ideal.
Responsável: Marcelo Rodrigues
por comjovem | dez 10, 2018 | Artigos, Núcleo Sorocaba
Para felicidade de alguns e infelicidade de outros, tivemos este ano o pleito eleitoral mais polarizado da história recente do Brasil, onde foi renovado metade da bancada do Congresso Nacional, bem como antigos governantes estaduais e uma completa virada de direção na Presidência da República. Paralelamente a todas estas mudanças no legislativo e no executivo, o setor sofre com uma insegurança das interpretações do judiciário no que se refere a recente lei trabalhista e ao novo tabelamento mínimo obrigatório do frete.
Assim, temos para 2019 drásticas mudanças nos três poderes da República em um momento que o setor do TRC (transporte rodoviário de cargas) vive incertezas de modelos estruturais e econômicos como a vinda da chamada “ubeirização” do transporte e novos modelos tecnológicos oriundos da “indústria 4.0”. Portanto o que os agentes do setor devem esperar para 2019?
Podemos dividir os principais tópicos que deverão trazer grandes mudanças neste próximo ano, sendo eles; Marco Regulatório, Tabela de preços mínimos do frete rodoviário, programa de gerenciamento de risco e economia do setor.
• Marco Regulatório do transporte rodoviário de cargas
O projeto de lei que já se encontra no Senado Federal como PLC 75/2018 tramita em fase final de virar de fato uma lei federal, este projeto faz alterações e regulamenta todo o setor do TRC, isto representa desde a criação e substituição de novos documentos obrigatórios até a regulamentação da natureza de pessoas jurídicas por tamanho e quantidade de veículos. O projeto não é novidade para você leitor, a novidade é que as eleições elegeram novos três parlamentares oriundos do TRC além da reeleição dos já mais antigos no parlamento, isso significa que a pauta deve acelerar para discussão e aprovação, o empresário deve ficar atento.
• Tabela de preços mínimos do frete
A Resolução 5.827 de 4 de setembro de 2018 que causou confusão quanto a sua aplicabilidade e legalidade já está aos poucos sendo melhor aceita e incorporada pelo mercado em geral, existem movimentos de reivindicações dos autônomos que continuam pressionando os setores empresariais trazendo a possibilidade de novas greves e alterações mais drásticas na parte técnica da tabela, mas a extinção de fato da mesma não deve ocorrer em um futuro próximo, a expectativa deste novo governo é de apaziguar as diferenças das reivindicações e trazer melhor segurança jurídica a este piso mínimo do frete.
• Programa de gerenciamento de risco
Este é o quesito que mais vais sofrer mudanças neste ano que se inicia, temos grandes movimentos sobre a obrigatoriedade de seguros no marco regulatório, como novas modalidades de seguro obrigatório ao transportador, fim da DDR gerada pelos embarcadores, e um novo programa de governo que deve atacar o roubo de cargas, os novos representantes do setor em Brasília conhecem profundamente este problema do segmento. Podemos esperar grandes movimentos neste quesito com o novo governo.
• Economia do setor
É notável as inovações e tecnologias que o segmento do transporte rodoviário vem absorvendo durante os últimos anos, contudo, devemos esperar para 2019 um crescimento exponencial neste quesito, isto porque industrias que operam com
sistemas verticais de tecnologia anunciaram investimentos bilionários no País, assim, como o modelo de inovação e tecnologia, embora mais impactante nesta ultima década, ainda é muito baixo no segmento de transporte em relação a cultura industrial, esta grande carência que existe de empresas com cultura de inovação e tecnologia do setor será puxada por uma demanda ainda maior de clientes propostos a pagar pelo serviço.
Sem entrar no mérito de como se comportará a economia do País, podemos dizer que o ano de 2019 será um ano bem movimentado e de muitas mudanças a um setor que já é movimentado por natureza. A diferença é que a expectativa é bem otimista, aparentemente uma parte expressiva das mudanças serão positivas, os agentes precisam ficar alertas para aproveitar todas as oportunidades desta nova fase, pois as mudanças serão tão grandes que quem não acompanhar, tende a estagnar.
Responsável: Mauricio Nogueira Magalhães Júnior
por comjovem | dez 10, 2018 | Artigos, Núcleo Sul de Santa Catarina
De acordo com a CNT (Confederação Nacional do transporte) a maior parte da matriz do transporte de cargas do Brasil, cerca de 60%, concentra-se no rodoviário. E sempre foi surpreendentemente maior a participação deste modal no transporte de cargas no Brasil. Mas quando o assunto é normatização e legislação sobre os pesos visando disciplinar cargas por eixo e peso bruto, o assunto data da década de 60 no estado de São Paulo.
Em 1961, o decreto federal 50.903 tratou exclusivamente dos que era limite de carga por eixo. Foi chamado naquele momento de lei da balança.
Com o passar dos anos algumas mudanças ocorriam e desta forma foram dando mais regramento ao setor, na tentativa de preservação das rodovias e das obras de arte, um viaduto ou ponte por exemplo.
Atualmente, a legislação em vigor sobre os pesos por eixo e peso bruto provém do CTB (código de trânsito brasileiro – Lei n.9.503 de 23 de setembro de 1997).
Assim, os documentos mais significantes que disciplinam nossa atividade são:
– Dados técnicos (inclusive plaquetas) pela resolução 290/2008.
– Verificação dos pesos na resolução 258/2007 e as tolerâncias na resolução 526/2015.
– Resoluções 210/2006, 211/2006 e 663/2016 tratando dos limites de peso.
– Tratando dos modelos homologados temos a portaria 63/2009.
– Finalizando para as cargas indivisíveis a resolução do DNIT 01/2016.
Para relembrar e servir de glossário, temos as seguintes nomenclaturas:
– Tara – Peso do próprio veiculo em ordem de marcha, o que significa, com tanque cheio, motorista ao volante, e todos os acessórios, como lonas, estepe em seus devidos lugares, etc. Em resumo o caminhão de acordo e pronto para viagem.
– Lotação – Capacidade de carga
– PBT – peso bruto total= Tara + Lotação para veículos simples.
– PBTC – Peso bruto total combinado= PBT só que para conjuntos (lê-se placas diferentes)
– CMT – Capacidade máxima de tração= peso máximo que o veiculo poderá tracionar.
Com estes conceitos avivados podemos trabalhar diretamente os erros mais comuns que causam as multas de excesso de peso.
Primeiramente, podemos já no momento de medir a tara do veiculo encontrar algumas oportunidades de melhoria. Muitas, vezes o motorista desce do caminhão ao pesar na balança estática. Lembrando que na rodovia, nas balancas dinâmicas o condutor estará dirigindo e não saltará no caminhão no momento da pesagem.
O tanque de combustível também deverá estar cheio. A título informativo a densidade de um litro de óleo diesel equivale a cerca de 850 gramas de peso. Os tanques suplementares alteram notadamente o peso e também a distribuição de carga.
Sempre verificar se falta algum estepe, grade de carreta, vinilona e outros.
Nunca se deve modificar a posição de quinta roda sem anuência do fabricante ou mesmo, utilizar carretas trocadas. Exemplo: cavalo 4×2 com carreta 6×2.
Um erro comum de alguns motoristas ou até empresas é na tentativa de carregar mais mascarar um peso de tara menor o que seguramente acabará em multas.
Um outro erro bastante comum é ao conhecer os dados técnicos, informar nas plaquetas de identificação os valores errados. Estes dados são importantes, pois em caso de fiscalização fora da balança o peso bruto poderá ser verificado através das informações contidas na nota fiscal da carga. Mais no inicio deste artigo já vimos a resolução a ser consultada para descrever estes dados corretamente. Frisa-se aqui que pode ser penalizado com multa e ter o veiculo apreendido aqueles que não portarem adequadamente a inscrição da tara e demais itens previstos.
Para evitar os excessos de peso por eixo existe uma regra simples. O compartimento de carga deverá ser visto de tal modo que o peso da carga seja distribuído no ponto médio do espaço total destinado para carga. Ou seja, imaginar uma gangorra bem no centro da caixa de carga, e o peso da carga deverá fazer com que esta balança fique em equilíbrio. Para cargas uniformes, basta distribuir de forma homogênea. Exemplo: Granel, caixas de mesmo peso e tamanho, quantidade de cimento iguais nos diferentes cilos, etc. Em conjuntos com diferentes carretas, deverão ter a mesma quantidade de carga e destruição. Erroneamente, nestas composições se carrega a carreta da frente com mais peso.
Para a situação de uniformização na distribuição da carga existe uma exceção. Carretas longas com mais de 14 metros e cavalo mecânico 4×2 devem ser carregados ligeiramente com a carga mais traseira.
Para os casos de cargas não uniformes, exemplo, cargas fracionadas onde temos diferentes pesos e tamanhos nas embalagens, dependendo da quantidade, podemos lançar mão de planilhas de excel ou mesmo softwares integrados aos ERP/TMS.
Para nossa regra gangorra devemos também tomar cuidado com cargas de alta densidade (massa vezes volume) concentradas, pois as carretas convencionais não são fabricadas para suportar este tipo de carga muitas vezes, e para tal existem as pranchas carrega tudo. O uso indevido pode gerar inclusive graves acidentes, a partir da própria quebra ao meio da carreta.
Portanto, a regra é bem simples. Ao deslocar a carga para frente teremos excesso de peso na dianteira, que pode comportar no máximo 6 ton. Deslocando a carga mais para trás teremos excesso nestes eixos. No eixo isolado 10 ton. Tandem duplo 17 e triplo 25,5 ton.
Concluindo, na pesagem temos que ter as seguintes premissas:
– Motorista na cabine
– Velocidade constante (não acelerar ou freiar)
– Veiculo alinhado
– Quando houverem suspensores de eixos todos deverão estar baixados
– Mais nada ou ninguém deverá estar sobre a balança naquele momento.
Ao seguir estas regras simples já serão mitigados diversos problemas. Também podemos lançar mão de tecnologia para controle do peso. Já se pode comprar equipamentos equiparados a balanças portáteis para pesagem da carga nas carretas. Alguns veículos já possuem tecnologia para aferição do peso por eixo na tração, como o caso do New FH.
O controle de peso nas rodovias visa única exclusivamente a segurança dos envolvidos, manutenção das vias, com o controle do peso por eixo, e das obras de arte, com a fiscalização do peso bruto. Esta consciência holística deve servir valor para qualquer transportador, autônomo ou frotista, e assim, já teremos a redução de alguns problemas que assolam o setor, como manutenção elevada, acidentes, e diversos outros. Façamos a nossa parte!
Responsável: Fernando Rabello Natal
por comjovem | dez 10, 2018 | Artigos, Núcleo Sul de Santa Catarina
A Gestão por processos chega às organizações em busca de resultados eficazes para alcançar o sucesso através de novas maneiras de
trabalhar coletivamente.
Sendo assim, as empresas que seguem o modelo tradicional de gestão, ainda muito orientado a realizar tarefas e pouco a gerar resultados não conseguem competir no mercado atual, no qual as mudanças são constantes.
Grandes empresas mudaram sua maneira de enxergar os processos dentro da organização. Na maior parte, as companhias acabam fazendo a gestão de processos, onde tudo é monitorado, mantidos sob controle e se realmente estão funcionando conforme planejado.
Quando falamos de gestão por processos, procura-se ver a organização de forma mais ampla, onde vários processos estão interagindo e se olha isso como um todo.
Em uma organização onde a gestão é focada no fluxo vertical de trabalho, ou seja, focada apenas na estrutura funcional, podemos também falar de processos por setor, nenhuma área tem a responsabilidade por um processo completo, implicando muitas vezes em um produto ou prestação de serviço não muito qualificada para o cliente.
A ideia de desenvolver uma gestão por processos em uma empresa não é apenas migrar o poder de suas áreas funcionais para um escritório de processos, mas sim em distribuí-lo ao longo de sua própria estrutura, entre os gerentes subordinados ao diretor da área.
Algumas sugestões podem ser oferecidas para que a empresa mude sua forma de agir.
• Incentivar a montagem de projetos para solucionar os problemas da empresa ou melhorar algum de seus processos.
• Aumentar a visão processual da organização, patrocinando treinamentos para seus gestores e pessoas chave.
• Melhorar a distribuição de poder na empresa, dando maior autonomia ao seu nível tático ou funcional.
• Tornar o mapeamento dos processos da empresa condição obrigatória.
• Torna-se público todos os indicadores chave de performance.
• Melhorar a comunicação entro os níveis hierárquicos da empresa e entre suas diversas áreas.
A gestão por processo se destina a melhorar como os negócios das empresas são executados e administrados. Podemos citar vários benefícios de uma empresa ao trabalhar com gestão por processos:
• Formaliza e entende os processos da empresa.
• Visualiza corretamente toda cadeia de valor e seus processos.
• Maior agilidade para oferecer novos produtos e serviços ao clientes.
• Reutiliza os recursos tecnológicos utilizados pela empresa.
• Aproveita o legado de conhecimentos e práticas acumulado.
• Monitora as tarefas e processos em tempo real.
• Diminui os custos.
• Redução de tempo na execução de tarefas.
• Valoriza o pessoal e melhora o uso de competências.
• Possibilita simular as melhorias em um ambiente.
A importância do conhecimento dos 4P (Planejamento, Processos, Pessoas e Projeto) é peça fundamental para maximizar os lucros de uma organização.
Nada adiantaria ter processos definidos sem que esses estejam alinhados com o planejamento da empresa, ter pessoas ineficientes trabalhando para alcançar resultados e por último não ter uma discussão sobre um projeto específico.
A mudança de cultura dentro das organizações é algo muito complicado, mas os benefícios de trabalhar com a horizontalização de processos traz bons resultados para a empresa e melhores produtos e serviços para nosso cliente.
Para ser bem-sucedida, toda organização precisa aproveitar ao máximo os recursos disponíveis, ter pessoas altamente eficientes e engajadas com o objetivo da empresa, ter recursos para dar esse suporte, investir constantemente em tecnologia e por fim, ter processos claros e bem definidos, caso contrário a empresa perderá muita produtividade e até mesmo a competitividade.
Responsável: Jacson Rabello Natal
por comjovem | dez 10, 2018 | Artigos, Núcleo Sul de Santa Catarina
RESUMO
O constante aumento dos roubos de cargas, fazem os prejudicados buscarem resoluções para minimizar o problema. Diante disso, o artigo foi desenvolvido com o intuito de identificar alguns pontos sobre a situação, enfatizando o cenário atual, medidas de prevenção, investimentos e o que está se fazendo para solucionar o problema. É importante a identificação do embrião dessa situação, a fim de buscar sua resolução, pois o que está sobrando além das contas a pagar, são pontos negativos para os cidadãos e a sociedade.
Palavras-chave: Roubo de cargas, TRC, Prejuízos
Nos dias de hoje, o governo não desempenha com eficiência a aplicação dos recursos arrecadados através do recolhimento dos inúmeros tributos.
Existe a falta em vários setores da economia, como saúde, infraestrutura, criação de empregos, economia e principalmente na educação. Essa com papel fundamental para que cada indivíduo se coloque em seu devido lugar na sociedade, exercendo seus deveres, para assim, usufruir de seus direitos. É nesses direitos que as pessoas conseguem ter vida digna e acesso a qualidade dos serviços prestados pelo Estado.
Quando isso não ocorre, as pessoas buscam maneiras de sobreviver ilícitas, infringindo as leis e prejudicando tanto outras pessoas, quanto a sociedade em si. O roubo é um resultado disso, uma maneira mais “fácil” de conseguir dinheiro, que infelizmente está se tornando alarmante.
Neste caminho, temos o transporte rodoviário de cargas. Precário, com estradas sem nenhuma qualidade e falta de segurança, esse ramo vem sendo um dos mais atingidos. Diariamente, presencia-se notícias evidenciando roubos de veículos e também de cargas, como mostra o Diário Catarinense: “A média de roubos de cargas em Santa Catarina cresceu em 2017. Segundo o levantamento da Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística do Estado (Fetrancesc), foram 129 assaltos somente nos primeiros seis meses do ano. E, se o índice de 1,4 assaltos a cada dois dias permanecer assim, SC irá superar a marca do ano 2016, quando 248 ocorrências do tipo foram registradas no Estado.” As quadrilhas são especializadas em roubar produtos
específicos, pois em 80% dos casos os veículos são devolvidos, e o restante vai para os desmanches, ainda conforme o levantamento da Fetrancesc.
No Brasil, os roubos estão associados a ataques de veículos, em grandes centros urbanos e com quadrilhas fortemente armadas. Houve um aumento de 76% entre os anos de 1998 a 2015 em todo o país. Os estados com maior índice são: Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, que possuem casos severos. Os prejuízos com os roubos que ocorrem, acabam impactando para os consumidores, que tem de pagar um prejuízo estimado em bilhões para os últimos anos. (1)
Em Santa Catarina a atuação vem em constante aumento, os prejuízos já chegam na casa de R$ 13 bilhões em 18 anos. O roubo de cargas em nosso estado aumentou 274% entre os anos de 2008 a 2017, trazendo uma preocupação imensa. As cargas mais visadas em nosso estado são: cobre, bebidas, carnes, linha branca e ainda o polietileno. As rodovias com maior índice de roubos são as BRs 470 e 101, concentrando mais as ocorrências no Norte do Estado e no Vale do Itajaí.
A insegurança é geral. O que sobra para as empresas é o investimento de um grande percentual financeiro em equipamentos de monitoramento e rastreamento do veículo, gestão de risco, treinamentos, seguranças, escoltas, seguros elevados e outros custos, a fim de tentar minimizar os prejuízos que integram e levam grande parte do faturamento da empresa, prejudicando ainda mais a sua sobrevivência no mercado, e por consequência resulta em menos empregos e mais pessoas no crime.
Assim, torna-se necessário que a empresa invista, também, na prevenção dessas situações com algumas medidas que podem ajudar de forma eficiente a evitar ou prevenir o roubo de cargas. A comunicação constante com o motorista é fundamental para que diante de uma situação de risco, ele possa ter auxilio de mais pessoas. Planejar as rotas com antecedência pode contribuir para que o motorista não dirija em locais desconhecidos, evitando trechos com alto índice de roubos e cumprindo viagens nos horários e locais combinados. Além disso, organizar e programar as paradas em locais conhecidos e movimentados, evitando o trafego noturno.
Geralmente o destino das mercadorias roubadas é o mercado informal. Visando um combate a prática deste crime, nosso Estado realizou a criação da Divisão de Furtos e Roubo de Cargas (DFRC) e a promulgação da Lei 17.405/2017 para cassar a inscrição estadual das empresas receptadoras de carga roubadas. O estado de Santa Catarina, ganha mais força na repressão contra este crime. Nos primeiros meses de atuação, já verificou-se uma facilidade de comunicação entre as empresas ou motoristas com a polícia de SC, para agilizar as ocorrências dos fatos.
Com isso, o que sobra para as transportadoras são contas cada vez mais altas, não sendo apenas financeiras, mas também, a responsabilidade por tentar resolver sozinha, um problema que é de toda a sociedade. Já para os clientes, além do frete mais caro, resta a incerteza da chegada de seus produtos ao destino.
REFERENCIAL TEÓRICO
1 – FETRANCESC – Federação das Empresa de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina.
Fonte 1: FETRANCESC, Fonte 2: NTC&Logística
Fonte 1: FETRANCESC, Fonte 2:Secretaria do Estado de Segurança Pública – dados até 03 de julho de 2017.
Santa Catarina registra Diário Catarinense. Disponível em: http://dc.clicrbs.com.br/sc/noticias/noticia/2017/07/santa-catarina-registra-129-roubosde-cargas-em-2017-9843377.html. Acesso em Fevereiro 2018.
Responsável: Jádina Fratoni Redivo / Paula B. Fragnani Gonçalves
por comjovem | dez 10, 2018 | Artigos, Núcleo São Paulo
Notadamente o setor de TRC é em sua maioria formado por empresas familiares.
Temos visto que há um GAP entre a geração atual a frente dos negócios e dos sucessores diretos que já estão sendo pulados na linha sucessória por conta do aumento na expectativa de vida dos fundadores, estes na sua maioria ainda estão à frente dos negócios, por isto as inovações dos sucessores diretos não se assemelham com as ideias iniciais do empreendedor, portanto com a discussão os filhos sucessores diretos acabam indo para outros caminhos e assim abrem oportunidades para os netos, em alguns casos estes com ideias disruptivas. naturalmente com a interferência direta do fundador conseguem implantar a ideia disruptiva e alçar diferentes formas de empreender com a mesma base inicial.
Em que pese à questão do profissionalismo no setor temos a convicção da interferência direta do fundador nas principais operações das empresas sendo este o decisor final da ação a ser tomada, e com entrada da novíssima geração e a disrupção de processos iniciais esta ação cai por terra, colocando o presidente no conselho da empresa e não atuando diretamente nas ações diárias.
Isso tem trazido à empresa em questão um ganho enorme em processos, ações, novos acordos comerciais, novas atitudes administrativas e outros ganhos que a falta de entendimento tecnológico da gestão fundadora não obteve em sua trajetória.
Com a aplicação devida de tecnologia aliada a tradição e ao conhecimento da nova com a velha geração abre se um enorme precedente para que esta empresa seja uma boa opção para a compra de uma multinacional que queira investir no Brasil que será uma grande potência a curto prazo, ou abre se as portas a algum investidor para o crescimento.
Portanto meus amigos precisamos nos atentar a quebra de paradigmas internos e deixar o medo de lado para crescer e prosperar.
Responsável: Evandro Samuel Ferrari