Ajuste Tarifário: Chegou o Momento do Ajuste Necessário para Sobreviver

O transporte rodoviário de cargas é o maior modal de transporte que existe no Brasil e sem duvidas o mais prejudicado pela crise que se instala no país, costumo dizer que o transporte é o primeiro que entra na crise e o primeiro que sai, não há nada que se produza ou que se compre ou que se venda que não precise ser transportado, portanto na vontade dos empresários, produtores, industriais, entre outros em retomar a economia devemos ter nossa operação ajustada e com tarifas dignas.

As empresas de um modo geral fizeram ajustes operacionais para se adequarem as poucas demandas do mercado e com isso não houve repasse dos altos custos da inflação nas tarifas,

Foram cortados postos de trabalho, filiais, frota, venda de ativos, etc., e foram feitos empréstimos gerando endividamento maior do que a capacidade de pagamento.

Diante deste cenário as empresas ficaram sob a condição de uma verdadeira UTI que pode ser desligada a qualquer momento que a família desejar,

Felizmente a grande maioria de nossas empresas são familiares e carregam o coração nas operações e por isso desejam tanto que haja uma reação neste corpo na UTI e não medem esforços para tal

De 3 a 5 de Agosto de 2016 foi uma data muito importante para o setor onde a NTC & Logística maior associação de transportadores rodoviários de cargas do Brasil, apresentou na reunião do Conet e Intersindical que participaram todas as federações e inúmeros sindicatos um estudo técnico da defasagem de frete no país e este estudo foi amplamente debatido e aprovado por unanimidade sua divulgação ao mercado.

Por tudo isso penso que o repasse principal nas tarifas de transporte deve ser acompanhado do índice de defasagem de preços e será necessário contemplar lucro para sobrevivência do negócio, portanto agora é a hora ou fazemos nossos ajustes tarifários ou corremos um sério risco de não sobreviver a retomada da economia.

Tenham muito cuidado com os BIDs que são a arma dos embarcadores para a sobrevivência do negócio deles em detrimento ao nosso com cláusulas incumpriveis e as vazes abusivas temos uma única arma contra os BIDs, a recusa!

Responsável: Marcelo Rodrigues

O “Triângulo das Bermudas” e o Roubo de Cargas

Tem sido assunto frequente nos noticiários e na mídia em geral a grande incidência de roubo de cargas no Estado de São Paulo e na região metropolitana de Campinas, não só pela quantidade de roubos, que vem aumentando ano a ano, como pelo nível de especialização dos integrantes do crime organizado. O Estado de São Paulo sempre foi um grande atrativo para o crime organizado no quesito roubo de cargas, e o aumento na quantidade de roubos tem preocupado autoridades, polícias, transportadores, embarcadores, motoristas e a população em geral. Os números são muito preocupantes. Podemos observar nas estatísticas do setor de transporte rodoviário de cargas os prejuízos milionários decorrentes desse tipo de crime, e a luta dos transportadores para tentar evitar ser vítima de bandidos organizados e especializados em realizar ações ousadas e programadas, muitas vezes com a ajuda de alta tecnologia e de informantes em situações privilegiadas.

É progressivo e constante o aumento na incidência do roubo de cargas, que constitui um problema histórico para o setor de transporte e para a sociedade como um todo. O auto grau de complexidade e efetividade da rede de receptação das cargas roubadas constitui um dos principais obstáculos para o combate a esse tipo de crime nos níveis estadual e federal, sendo que o problema alcança inclusive esferas municipais no caso de grandes centros urbanos e regiões metropolitanas, em que ocorrem muitas operações de distribuição e uso de transporte fracionado de cargas, permitindo que cargas roubadas sejam rapidamente pulverizadas para serem comercializadas ilegalmente.

Os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro são historicamente visados pelos bandidos como áreas prósperas para o roubo de cargas, pela quantidade e qualidade de rodovias, com facilidade de acesso às cidades e a outras grandes rodovias federais e estaduais, por favorecer o escoamento de veículos, como polos econômicos e pela alta concentração demográfica e consequente necessidade de se suprir a demanda por produtos trazidos através do uso de transporte terrestre.

Uma rápida revisão estatística mostra a evolução da incidência de roubo de cargas no Estado de São Paulo e na região metropolitana de Campinas (RMC). Segundo dados da FETCESP, houve uma rápida progressão na quantidade e na qualidade dos crimes relacionados ao roubo de cargas no Estado de São Paulo.

AnoIncidênciaAumentoCampinas
200660275.99%
200761922,66%7,41%
200866536,93%5,53%
2009777614,44%7,99%
20107294-6,20%9,58%
20116958-4,61%10,42%
201273425,23%17,77%
201379597,75%19,18%
201485106,47%17,55%
 64711  

O aumento no roubo de carga foi frequente e contínuo, e bastante preocupante em Campinas e região. Embora o roubo de cargas no Estado tenha diminuído no período de 2010 a 2011, a partir desse ponto os roubos na região de Campinas aumentaram consideravelmente, chegando a crescer quase 20% em um período de 12 meses (2012-2013). Em 2012, os números voltaram a subir no Estado, e os da RMC permaneceram em ascensão. Em 2014, o número de roubos atingiu o ápice, com aumento de quase 18% em relação a 2013 na região de Campinas, sendo que a média passou a dois roubos por dia. Em São Paulo, o roubo atingiu uma média de 20 ocorrências por dia, sendo que 90% das mercadorias roubadas ficam no Estado para revenda, segundo dados do SETCESP. Entre janeiro e junho de 2015, foram 3.743 assaltos, uma média de 623 por mês.

Em 2015, a incidência diminuiu em percentual em relação a 2014: na região de Campinas, houve 44 roubos no primeiro trimestre de 2015, contra 68 no mesmo período do ano anterior. Embora tenha caído esse percentual, a ocorrência de roubos aumentou 41% de fevereiro para março, atingindo a marca de um roubo  cada três dias na primeira quinzena de maio. No período de março a maio, o prejuízo foi da ordem de 37 milhões de reais.

Com o crescimento do polo tecnológico na região de Campinas, o aeroporto local precisou de ampliações e adequações às necessidades do transporte de cargas. O Aeroporto de Viracopos há muito deixou de ser um aeroporto restrito ao transporte de cargas, passando a ser um dos principais aeroportos internacionais brasileiros, com grande trânsito de pessoas em viagens domésticas e ao exterior, e que recebeu também altos investimentos nos últimos anos para a modernização dos sistemas de transporte de cargas e logística.

Atualmente, os tipos de cargas mais visados pelo crime organizado, pela facilidade de escoamento e venda dos produtos, além do planejamento das ações pelos bandidos, são os eletroeletrônicos, medicamentos, alimentícios e cigarros. As ações criminosas geram prejuízos de milhões para embarcadores, transportadores, seguradoras e para a sociedade como um todo.

Um representante da Secretaria da Segurança Pública usou um termo que se popularizou no setor de transportes ao se referir à região de Campinas: diz-se que a região é o “Triângulo das Bermudas” do roubo de cargas, numa alusão à lendária área do Oceano Atlântico em que supostamente desapareciam navios e aviões.

O “Triângulo das Bermudas” envolve sete cidades: Campinas, Valinhos, Vinhedo, Louveira, Jundiaí, Indaiatuba e Itupeva, além das três principais rodovias para o transporte rodoviário de cargas em São Paulo: Anhanguera, Bandeirantes e Dom Pedro I. O nível de organização dos criminosos envolve grande planejamento, o envolvimento de grupos de até 20 pessoas em uma operação, o uso de armas pesadas, uso de utilitários como vans para escoar as mercadorias e evitar o rastreamento da carga por satélite e o envolvimento de funcionários de empresas transportadoras que fornecem informações privilegiadas das cargas valiosas a serem transportadas. Há até mesmo um motorista altamente especializado e competente, muito requisitado pelas quadrilhas. Além disso, foram relatados casos de uso de placas falsas nos veículos roubados, com participação de um ex-funcionário do DETRAN, e do amplo uso de bloqueadores de celulares de alta potência, conhecidos como “jammers”, que bloqueiam o sinal dos chips utilizados em equipamentos de rastreamento instalados nos caminhões.

O aumento de crimes envolvendo roubo de cargas tem vários desdobramentos. Vimos aumentar a insegurança dos profissionais motoristas, que trabalham sob a égide do medo. Ao sair para trabalhar, os motoristas muitas vezes se questionam se voltarão para casa, uma vez que tem aumentado a violência contra eles durante as ações do crime organizado. Já os empresários se veem às voltas não só com a insegurança de seus funcionários motoristas, mas também com o aumento significativo dos valores das apólices de seguros; a apólice obrigatória ao transportador (RCTR-C, como é conhecida a Responsabilidade Civil do Transporte Rodoviário de Cargas) tem sido reforçada com a adoção da apólice facultativa RCF-DC (Responsabilidade Civil Facultativa – Desvio de Cargas), por causa do aumento dos crimes envolvendo roubo de cargas e até mesmo saques de veículos em trânsito. Ultimamente, tem sido muito usada a estipulação de apólice de RCTR-C por parte do embarcador, em nome do transportador, o que não isenta este último de seu seguro obrigatório. O valor das apólices tem tido aumento considerável, assim como as exigências das seguradoras frente ao transportador, mediante o aumento das ocorrências. Cabe aos empresários transportadores buscarem informações detalhadas, seja através da consultoria de uma corretora especializada, seja através de um departamento próprio, sobre a negociação de suas apólices de seguro, para evitar altos prejuízos e falta de cobertura em caso de roubo de cargas e de veículos. Além de tudo isso, o incremento no valor das apólices de seguros reflete no preço final do frete, assim como os prejuízos milionários refletem no preço final dos produtos ao consumidor.

Mediante os números alarmantes dos roubos, houve avanços em relação à legislação para inibir o roubo de cargas, embora ainda haja muita coisa a ser feita. A Lei Estadual 15.276∕14, conhecida como “Lei do Desmanche”, entrou em vigor em 01 de julho de 2014, estipulando regras rígidas para o comércio de peças, como registro junto ao DETRAN, área impermeável para evitar a contaminação do solo, área de descontaminação, dentre outros. Após um ano do início da vigência da lei, foram fechados 700 desmanches irregulares, conforme dados fornecidos pelo DETRAN. Finalmente, quase um ano após o início da vigência da lei estadual, passou a valer em 21 de maio de 2015, em todo o território nacional, a Lei 12.977∕2014, com regras específicas para os desmanches em todo o país – dentre outras medidas, foram estabelecidas regras para a identificação e rastreamento das peças vendidas, buscando inibir o roubo de veículos. Há também um Projeto de Lei na Assembleia Legislativa de São Paulo, que aguarda votação, que visa estabelecer diretrizes para o fechamento definitivo de estabelecimentos que comercializem produtos roubados. Não há previsão para a votação do Projeto de Lei.

As concessionárias que administram as rodovias paulistas enfrentam problemas para combater o roubo de cargas, mesmo com toda a estrutura de monitoramento nas principais rodovias atingidas. O Poder Público aumentou o estudo dos casos ocorridos para poder combater mais efetivamente o crime organizado na região de Campinas, com o auxílio dos sindicatos das empresas de transporte de cargas da região, que podem fornecer dados colhidos junto às empresas afiliadas – o SINDICAMP (Sindicato das Empresas Transportadoras de Campinas e Região) possui um núcleo destinado ao registro das ocorrências, pra auxiliar as autoridades, com a finalidade de colaborar no mapeamento dos locais mais vulneráveis ao crime de roubo de cargas. Com o auxílio dessas medidas, houve várias prisões de bandidos e de quadrilhas especializados em roubo de cargas em 2015. Em maio, segundo informações do 4º Batalhão de Polícia Rodoviária (BPR), houve na região de Campinas aumento de efetivo nos locais de maior incidência de roubos e aumento do monitoramento das rodovias através de câmeras; também foi deflagrada uma operação conjunta contra esse tipo de crime, unindo Polícia Militar, Polícia Federal e Ministério Público, que resultou na prisão de membros de uma quadrilha que obtinha informações privilegiadas fornecidas por funcionários e ex-funcionários de transportadoras.

Portanto, o Estado, junto com legisladores e sindicatos, ainda tem um longo caminho a percorrer para combater com eficácia e eficiência o roubo de cargas em São Paulo e na RMC. Embarcadores, transportadores, corretoras, seguradoras, sindicatos da categoria e o Poder Público devem ampliar ainda mais a união e seus esforços para inibir os roubos e a receptação de cargas roubadas. Uma ampla campanha de conscientização da população também se faz necessária, pois o roubo de cargas só existe por causa dos elos finais de sua cadeia: a receptação e a comercialização dos produtos desviados. Muitos comerciantes aceitam e estimulam a receptação, vendendo os produtos a preços irreais e sonegando impostos; o consumidor deve ser amplamente esclarecido sobre as consequências funestas de se adquirir produtos roubados e de preço muito reduzido – o consumidor pode economizar no momento da compra, mas ajudará a aumentar os preços em toda a cadeia produtiva e de distribuição, e pior ainda, fomentará toda a rede do roubo e poderá ele mesmo ser vítima dos criminosos. Faz-se necessário e urgente o combate implacável à receptação, além da intensificação da fiscalização dos comércios, além da aprovação de leis mais rígidas com os receptadores.

Vemos que, até o momento, grandes esforços estão sendo empreendidos no sentido de “aparar as arestas” e unir todos os setores contra os criminosos. Cabe a cada envolvido buscar informações e ações que contribuam para o combate desse crime que assola o Estado e a RMC.

Responsável: Daniella Mori Kujiraoka

A Importância do Fluxo de Caixa Para as Empresas

Mediante a carência do empresário atual em obter melhores resultados frente o canário econômico muitas vezes adverso, cria a se a necessidade da busca por ferramentas de gestão. Uma má administração financeira compromete a liquidez da empresa, em destaque, no que diz respeito as responsabilidades, impactando muitas vezes no cumprimento de suas obrigações, e consequentemente com o seu relacionamento e poder de negociações com fornecedores e clientes.

Para um efetivo gerenciamento das entradas e saídas de caixa, e ter uma base racional para a correta tomada de decisão, uma das mais recomendadas ferramentas é o fluxo de caixa, que por vezes é tido como algo não relevante, e não adotada de forma correta e eficiente pela administração.

Um Fluxo de caixa permite uma análise temporal da liquidez financeira da empresa, tanto de forma passada quanto futura, atraves de uma projeção realista da movimentação financeira. Em outras palavras, nada mais é que a reunião de todas as entradas e saídas de caixa já ocorridas, ou que ocorrerão em um determinado período de tempo, possibilitando a visualização do saldo de caixa em datas posteriores.

De posse disso, o empresário passa a ter a possibilidade de se preparar para diferentes possíveis cenários econômicos, adotado assim, medidas de contenção de custos, captação de recursos de terceiros, investimentos, entre outros. Somando se isto a outras práticas administrativas, a continuidade da atividade da empresa pode ser melhor assegurada.

Vale destacar que para a geração de fluxo de caixa seguro, os controles e processos internos precisam estar muito bem definidos e alinhados, especialmente no que se refere a alimentação da base de dados com informações fidedignas, pois, caso contrário, o mesmo pode evidenciar algo irreal, induzindo o admistrador a tomar decisões errôneas e que muitas vezes podem gerar cenários preocupantes.

Sucessão Familiar

RESUMO
Este estudo visa apontar os ganhos referente a idealização da sucessão familiar das empresas com o foco de propagar os negócios da família. O tema desse estudo refere-se a sucessão familiar, identificando a importância do planejamento da sucessão e do sucesso das empresas familiares que hoje representam 90% da economia brasileira. O método da sucessão requer planejamento e estabilização para que o novo desafio obtenha sucesso.

INTRODUÇÃO

Este estudo visa apontar os ganhos referente a idealização da sucessão familiar das empresas com o foco de propagar os negócios da família. Atualmente as empresas familiares tem uma colocação de destaque na economia nacional, agregam uma fatia dos grandes grupos de empresas. Indiferente dos setores, as empresas familiares têm como objetivo comum, condicionar a história da empresa vinculada ao fundador e visam que a sucessão seja realizada por alguém da família. Conforme (Revista Exame,2015) o desempenho das empresas familiares no país superou a média mundial, segundo estudo da PWC.

Enquanto 79% das brasileiras cresceram nos últimos 12 meses e 76% esperam manter os resultados positivos nos próximos cinco anos, globalmente esses índices são de 65% e 85%, respectivamente. A nível global, entretanto, 25% do faturamento das companhias familiares vêm de negócios com outros países. Dos 300 maiores grupos empresariais privados do Brasil, 265 são de origem familiar. Se considerarmos o índice mundial, os números variam entre 70% e 85%. Esse tipo de empresa vive grandes problemas com a sucessão familiar, pela falta de profissionalização e capacidade de gestão. As organizações familiares impulsionam a economia no Brasil, hoje representam 90% do mercado brasileiro movimentando diversos setores dentre eles, produtos e serviços totalizando 60% de empregos formais do país.Há várias descrições para definir uma empresa familiar. Este embasamento nos remete a ideia que a empresa familiar se caracteriza pela maneira como é criada, porque surge através de um empreendedor e com o passar do tempo pode ter a participação de sua família na empresa.

Conforme IBGE (Estadão, 2015), “Segundo dados do IBGE, apenas 30% das empresas familiares são passadas para os filhos dos fundadores e somente 9% delas chegam aos netos”. Este quadro econômico é devido são os desentendimentos familiares, sendo fundamental a separação da vida pessoal e os negócios. A empresa familiar surge de uma corporação controlada e liderada por um possuidor. A sua formação acontece por meios de princípios e ideologias de seu proprietário. Segundo, GERSICK et al., 1997) as empresas nascem por meio de casais que juntam suas economias e dirigem lojas juntos, ou irmãos e irmãs que aprendem o negócio dos pais desde criança. Assim é o encaminhamento das empresas familiares, as quais diversificam em tamanho e em idade. A empresa familiar, para Grzybovski (2002), corresponde a um estereótipo da instituição de capital fechado, de modelo burocrático, com pouca transparência administrativa e financeira e um sistema de tomada de decisões centrado na figura da pessoa que representa o poder, para onde convergem as regras que seguem os integrantes da família na empresa. Para que a empresa seja reconhecida com familiar, a mesma deve perpetuar pelo menos 2 gerações segundo Donelley (1964, p.94).

A companhia é considerada familiar, quando está perfeitamente identificada com uma família há pelo menos duas gerações e quando essa ligação resulta numa influência recíproca na política geral da firma e nos interesses e objetivos da família.

A empresa familiar tradicional é equivalente ao molde da instituição onde os recursos são vedados, ocorre pouca clareza administrativa e financeira e a família detém da administração completa dos negócios. A empresa familiar híbrida se enquadra como empresa de capital aberto onde à família ainda tem o controle sobre tudo, mas insere profissionais não – familiares na administração. Por fim, existe a empresa com influência familiar onde na qual a família tem a participação acionaria significativa, mas as ações se encontram no mercado. Perante esse percentual as empresas familiares devem estar preparadas para se perpetuar no mercado. Precisam garantir crescimento, aumentar os lucros e gerar novos negócios e principalmente possuir um modelo de sucessão organizado. As empresas necessitam idealizar o futuro, não interessa o porte da empresa, elas devem sempre manter um modelo de sucessão, pois uma sucessão malsucedida pode lavar uma organização a ruina. As organizações que desejam ampliação e blindar seus negócios necessitam priorizar métodos como planejamento de sucessão e de patrimônio. As empresas comandadas por famílias no Brasil indicam algumas vantagens como facilidade de tomar decisões, extensão e percepção a longo prazo e preservação de valores.


SUCESSÃO

A sucessão familiar na visão do fundador é vista como um assunto preocupante. Existe a resistência por parte do empreendedor fundador, pois não consegue romper o vínculo da empresa. Os sucessores devem ter comprometimento para que a empresa continue com a rentabilidade que o fundador a deixou. A sucessão está ligada ao tipo de empresa, suas características. Segundo Bernhoeft (1999), o primeiro processo de sucessão é o mais complexo, por ser a partir dele que a empresa deixa de ser uma sociedade baseada no trabalho que estava até então vinculada a uma única figura, que é a do fundador. Os filhos do fundador, os quais tornaram sócios, não têm compromissos iguais ao do pai, pela simples razão que não tiveram a liberdade de se escolherem, bem como pelo fato do negócio não representar uma escolha livre, mas sim uma fatalidade. Segundo Werner, o empreendedor deve ter algumas características as quais se definem como: capacidade do trabalho, habilidade, auto- sacrifício busca continua de progresso, visão. A sucessão de pais para filhos é salientada pelas emoções e inseguranças que acercam os mesmos. O fundador tem receio que a próxima geração que assumir a direção extinga o patrimônio alcançado. O processo sucessório deve ser visto como um processo natural que ocorrem em todas as organizações que se perpetuam, segundo (Tondo, 2008, p. 75). As empresas que almejam eternizar sua organização devem inserir o programa de sucessão nas mesmas.Para Longenecker, Moore e Petty (1997), os estágios do processo de sucessão são continuo e a família deverá começar desde cedo a preparar os sucessores. Os sucessores devem ser introduzidos na rotina da empresa assim que atingirem a maturidade. Devem-se ser atribuídos pequenos processos para a construção da noção de negócios para quando estiverem na gestão da empresa possam tomar decisões assertivas. A sucessão familiar deve ser exposta como uma idealização de um projeto que requer aprendizado constante. A mesma é esperada pelos filhos, mas nem todos poderão ser sucessores. A sucessão é um direito legitimo, mas nem todos poderão se tornar sucessores, mas todos deverão ter seu percentual em forma de herança.

No momento da escolha do sucessor deve-se levar em conta o planejamento de carreira caracterizada como o desenvolvimento do indivíduo como profissional. Embora que o mesmo não se torne sucessor súbito, estará por vir o momento de se tornar herdeiro sócio presente ou não, consequentemente possuirá conhecimentos para tomar decisões da empresa ou não da gestão. O termo “intraempreendedorimo” foi dado por Hoy e Verser (1994) por Fletcher (2004) onde os processos sucessórios associados à longevidade de empresas familiares remetem ao processo de “intraempreendedorimo”, para salientar a termo emprestado de Hoy e Verser (1994) por Fletcher (2004) para destacar a relação entre família e empreendedorismo no contexto de emergência intergeracional.

Segundo Mendonça, a necessidade de as empresas familiares brasileiras acelerarem seus processos de inovação, se profissionalizar e se adaptarem melhor ao mercado ficam evidentes no levantamento. O processo de sucessão fica vulnerável quando acontece de forma desorganizada, devido ao patriarca desejar que o sucessor pertence à família, ou seja, que o mesmo seja seu filho ou outro membro da família observa-se que se sucessão ocorrer de maneira organizada e com planejamento terá uma possibilidade maior de sucesso, pois em caso de morte ou impossibilidade de acompanhamento as chances de sucesso são bem menores.


A FINALIDADE DO PROCESSO SUCESSÓRIO

A finalidade do processo sucessório é constituída pela percepção coletiva e individual dos integrantes de uma organização familiar. Tais agentes seja o fundador, filhos que atuam de alguma forma, filhos não inseridos e demais parentes de alguma forma envolvidos com o futuro da empresa, bem como funcionários de diversos setores expressam suas representações sociais de modo natural, na sua vivência no cotidiano da empresa. Com efeito, a sucessão em uma empresa familiar se inclui no âmbito do campo de discursos que os seres humanos, membros de uma empresa familiar, buscam expressar aspectos de sua vida organizacional. Fletcher (2002) sintetiza formulações diversas que evidenciam a importância da consideração da família como um recurso discursivo em empresas familiares, destacando o sentido do que seriam denominados familiares, caminhos pelos quais os agentes expressam formas de ligar-se aos demais membros da família e da empresa. Caberia, pois, apreender sentidos dos discursos sobre a família, sobre a empresa, sobre negócios, sentidos esses de certo modo gerenciados em um sistema. A autora valoriza, igualmente, a interrelação entre discurso e processos de construção social. Nessa relação com os demais, agentes de uma dada organização enfatizam a linguagem e recursos discursivos (tal como conceitos de família) conferindo sentido em seus contextos organizacionais. Essa consideração da família como recurso discursivo é objeto de estudos em pequenas empresas familiares que, para autora, enfatizam o discurso da racionalidade, discurso baseado em recursos e um discurso crítico.

Na formulação de suas representações sociais sobre o processo sucessório, os agentes expressam a relação entre indivíduo e sociedade, considerando que o ambiente em que se inserem é dinâmico e flexível.

(MINAYO, 1995; FARR, 1995). Assim, a busca da apreensão e formulação das representações sociais dos agentes organizacionais de uma empresa familiar.


CONCLUSÃO

Verificou-se que é o planejamento para a sucessão das empresas familiares é altamente importante. Não existem formas corretas para ser bem-sucedida a sucessão devido ao tempo adequado, “o planejamento tardio de uma sucessão pode gerar a perda do controle patrimonial e colocar em risco a continuidade”, conforme afirma Werner (2004, p. 51).

O empreendedor posterga até o limite a sua sucessão, quando se torna obrigado, o sucessor encontra a dificuldade da gestão devido ao empreendedor não transferir seus conhecimentos e a cultura da empresa para o mesmo.

Esta posição de controle e propriedade do empreendedor irá repercutir no futuro da empresa. À medida que o empreendedor se dá conta que começam a aparecer às limitações fisiológicas e intelectuais o mesmo vê a necessidade de um sucessor, mas sempre com as mesmas peculiaridades para que a empresa mantenha as mesmas características e cultura.

O artigo identificou que se o sucessor não estiver disposto a participar dos negócios da empresa o planejamento sucessório não tem finalidade. O elemento familiar deverá estar preparado para trabalhar e introduzir conhecimentos e desenvolver métodos para a melhoria da empresa. Indiferente de como for à escolha do sucessor o mesmo deverá ter maturidade para entender que irá iniciar o conhecimento pelos processos mais simples com a finalidade de compreender as etapas que ajudam nas decisões quando estiver no controle da empresa.

Para a conclusão, as empresas familiares podem tomar dois rumos, podem possuir na gestão membros da família ou admitir membros não familiares. Existe a possibilidade da integração das duas opções, mesclar membros familiares com não familiares. Através desse artigo conseguimos identificar a importância da sucessão familiar na questão da retenção de informações e despreparação do sucessor e que as surpresas que podem vir a aparecer, como a morte repentina do fundador. A sucessão deve ser trabalhada sempre com antecipação para que o processo sucessório obtenha sucesso. 

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Responsável: Camila Rangel Wolff

A Importância do Fluxo de Caixa Para as Empresas

Mediante a carência do empresário atual em obter melhores resultados frente o canário econômico muitas vezes adverso, cria a se a necessidade da busca por ferramentas de gestão. Uma má administração financeira compromete a liquidez da empresa, em destaque, no que diz repeito as responsabilidades, impactando muitas vezes no cumprimento de suas obrigações, e consequentemente com o seu relacionamento e poder de negociações com fornecedores e clientes.

Para um efetivo gerenciamento das entradas e saídas de caixa, e ter uma base racional para a correta tomada de decisão, uma das mais recomendadas ferramentas é o fluxo de caixa, que por vezes é tido como algo não relevante, e não adotada de forma correta e eficiente pela administração.

Um Fluxo de caixa permite uma análise temporal da liquidez financeira da empresa, tanto de forma passada quanto futura, através de uma projeção realista da movimentação financeira. Em outras palavras, nada mais é que a reunião de todas as entradas e saídas de caixa já ocorridas, ou que ocorrerão em um determinado período de tempo, possibilitando a visualização do saldo de caixa em datas posteriores.

De posse disso, o empresário passa a ter a possibilidade de se preparar para diferentes possíveis cenários econômicos, adotado assim, medidas de contenção de custos, captação de recursos de terceiros, investimentos, entre outros. Somando se isto a outras práticas administrativa, a continuidade de atividade da empresa pode ser melhor assegurada.

Vale destacar que para a geração de fluxo de caixa seguro, os controles e processos internos precisam estar muito bem definidos e alinhados, especialmente, no que se refere a alimentação da base de dados com informações fidedignas, pois, caso contrário, o mesmo pode evidenciar algo irreal, induzindo o admiistrador a tomar decisões errôneas e que muitas vezes podem gerar cenários preocupantes.

A Hipersuficiência Do Hipossuficiente

O Brasil vive a era dos direitos sociais, nunca se falou tanto em bem estar, saúde, segurança, dignidade, também respeito ao próximo, igualdade e oportunidade, tudo sobre o mantra da frágil democracia nacional. Neste areal de interesses individuais e coletivos os direitos dos trabalhadores saem em evidência desde a consolidação das leis trabalhistas em 1942, ganhado força com a Constituição de 1981.

No entanto, passados tantos anos, a legislação trabalhista e a justiça do trabalho vêm sendo um dos palcos principais da sensação de sufocamento da categoria empresarial com reflexo na economia brasileira, dividindo a população através de uma luta de classes velada, ofuscando o crescimento das empresas retraídas pela insegurança das relações patrão x empregado, tendo, infelizmente, o litígio trabalhista se tornado o ganha pão em si mesmo, ou ainda uma gorda previdência ao invés da busca pela justiça.

A Consolidação das Leis do Trabalho sofreu críticas desde a sua constituição por ser um “mix” de normas brasileiras e normas internacionais do trabalho inspiradas no governo de Mussolini e que, portanto, não tinha ou tem a personalidade do país. Além do mais, passados 73 anos da sua criação ainda não conseguiu passar pela sonhada reforma, dando lugar a uma defasagem normativa e estrutural de proporções desastrosas. Mas esse, infelizmente, não é o problema maior do direito do trabalho no Brasil, mas sim a própria condução dessa legislação que representa um retrocesso ainda maior do que a letra da lei.

Dentre tantos descalabros em exemplos que se perdem no infinito e que perpassam, por exemplo, pela atuação de alguns advogados desprovidos da função social que a Constituição lhes confere, ainda se destacam decisões, sentenças, acórdãos, súmulas e orientações jurisprudenciais com pretensão evidentemente paternalistas, sintomas de um mal que poderia ser classificado com a Síndrome de Robin Hood – tirando da “nobreza” para dar aos “pobres”.

A visão romântica dos princípios doutrinários do direito do trabalho, mais notadamente dos princípios do In Dúbio Pro Operário, da Aplicação da Norma Mais Favorável e da Condição Mais Benéfica já pouco caracterizada pela realidade brasileira, são manuseadas emocionalmente, numa proteção que não se vê, por exemplo, para a criança e o adolescente, nem no ECA nem nos “ECOs” sociais, colocando os trabalhadores numa posição de personagens completamente indefesos.

Não é incomum ver condenações indenizatórias na Justiça do Trabalho que somam valores de apartamentos de alto luxo, Ferraris, ou até mesmo o valor da própria instituição que empregava, em favor de um reclamante que poderia ganhar um ou dois salários mínimos, levando empresas ou pessoas á beira da falência ou insolvência e conseqüentemente ao desemprego de outros tantos trabalhadores. 

Ou ainda, não é incomum a liquidação da decisão de uma instância para outra sofrer uma margem de milhares ou milhões de reais de diferença, como se o valor da condenação fosse direcionado pelo vento ou estivesse jogado a sorte do nível de “caridade” de quem decide e/ou pelos juros que dão inveja a qualquer banco.

Não é incomum também enxergar a condução parcial de uma audiência, em que a prova testemunhal, que para todo o resto do ordenamento jurídico é considerada como “a prostituta das provas”, ser mais relevante do que documentos, fatos e contradição dos depoimentos. Inclusive, diferente do que diz a teoria, na prática da justiça do trabalho a testemunha é “café com leite” quase imune ao crime de falso testemunho assim como o reclamante é quase imune a litigância de má-fé.

Não é incomum também ver reclamações que tenham fatos e pedidos parecidos ou quase idênticos, com resultados tão distintos, díspares, discrepantes, em que o advogado escolhe a condução do processo a depender se a Vara (primeira instância) ou Turma (segunda instância) é ‘pro-empregado’ ou ‘pro-empregador’ em evidência de que o princípio da imparcialidade do juiz não vale na justiça do trabalho para o arrepio da segurança jurídica.

Tantas outras situações assim com estas acima trazidas, são em nome de uma chamada hipossuficiência que, na verdade, com o perdão do trocadilho, é suficiente e também bastante autossuficiente se consideradas o número absurdo de 4 milhões de ações trabalhistas espalhadas pelo Brasil, colocando o país como medalha de ouro na corrida mundial pela loteria judicial, além da estimativa de 30 bilhões de impacto em fluxo de caixa às empresas brasileiras, e 61 bilhões de reais gastos para a manutenção da máquina judicial.

Fica interrogação, até quando vão os empresários brasileiros, aqueles que bravamente não sucumbiram à marginalização do lucro típica de países com tendências suicidas, quer dizer, comunistas, suportarem submissão a um sistema inconstitucionalmente parcial e cruel, regido por uma legislação ultrapassada, utilizada como uma distribuição de renda criminosa que justificada pelo coitadismo de quem possui o próprio Estado como advogado corrói lentamente não apenas a economia, mas a esperança de ver o Brasil se tornar um país, respeitável.

Responsável: Gabriela Velame Andrade