A Hipersuficiência do Hipossuficente

O Brasil vive a era dos direitos sociais, nunca se falou tanto em bem estar, saúde, segurança, dignidade, também respeito ao próximo, igualdade e oportunidade, tudo sobre o mantra da frágil democracia nacional. Neste areal de interesses individuais e coletivos os direitos dos trabalhadores saem em evidência desde a consolidação das leis trabalhistas em 1942, ganhado força com a Constituição de 1981.

No entanto, passados tantos anos, a legislação trabalhista e a justiça do trabalho vêm sendo um dos palcos principais da sensação de sufocamento da categoria empresarial com reflexo na economia brasileira, dividindo a população através de uma luta de classes velada, ofuscando o crescimento das empresas retraídas pela insegurança das relações patrão x empregado, tendo, infelizmente, o litígio trabalhista se tornado o ganha pão em si mesmo, ou ainda uma gorda previdência ao invés da busca pela justiça.

A Consolidação das Leis do Trabalho sofreu críticas desde a sua constituição por ser um “mix” de normas brasileiras e normas internacionais do trabalho inspiradas no governo de Mussolini e que, portanto, não tinha ou tem a personalidade do país. Além do mais, passados 73 anos da sua criação ainda não conseguiu passar pela sonhada reforma, dando lugar a uma defasagem normativa e estrutural de proporções desastrosas. Mas esse, infelizmente, não é o problema maior do direito do trabalho no Brasil, mas sim a própria condução dessa legislação que representa um retrocesso ainda maior do que a letra da lei.

Dentre tantos descalabros em exemplos que se perdem no infinito e que perpassam, por exemplo, pela atuação de alguns advogados desprovidos da função social que a Constituição lhes confere, ainda se destacam decisões, sentenças, acórdãos, súmulas e orientações jurisprudenciais com pretensão evidentemente paternalistas, sintomas de um mal que poderia ser classificado com a Síndrome de Robin Hood – tirando da “nobreza” para dar aos “pobres”.

A visão romântica dos princípios doutrinários do direito do trabalho, mais notadamente dos princípios do In Dúbio Pro Operário, da Aplicação da Norma Mais Favorável e da Condição Mais Benéfica já pouco caracterizada pela realidade brasileira, são manuseadas emocionalmente, numa proteção que não se vê, por exemplo, para a criança e o adolescente, nem no ECA nem nos “ECOs” sociais, colocando os trabalhadores numa posição de personagens completamente indefesos.

Não é incomum ver condenações indenizatórias na Justiça do Trabalho que somam valores de apartamentos de alto luxo, Ferraris, ou até mesmo o valor da própria instituição que empregava, em favor de um reclamante que poderia ganhar um ou dois salários mínimos, levando empresas ou pessoas á beira da falência ou insolvência e conseqüentemente ao desemprego de outros tantos trabalhadores. 

Ou ainda, não é incomum a liquidação da decisão de uma instância para outra sofrer uma margem de milhares ou milhões de reais de diferença, como se o valor da condenação fosse direcionado pelo vento ou estivesse jogado a sorte do nível de “caridade” de quem decide e/ou pelos juros que dão inveja a qualquer banco.

Não é incomum também enxergar a condução parcial de uma audiência, em que a prova testemunhal, que para todo o resto do ordenamento jurídico é considerada como “a prostituta das provas”, ser mais relevante do que documentos, fatos e contradição dos depoimentos. Inclusive, diferente do que diz a teoria, na prática da justiça do trabalho a testemunha é “café com leite” quase imune ao crime de falso testemunho assim como o reclamante é quase imune a litigância de má-fé.

Não é incomum também ver reclamações que tenham fatos e pedidos parecidos ou quase idênticos, com resultados tão distintos, díspares, discrepantes, em que o advogado escolhe a condução do processo a depender se a Vara (primeira instância) ou Turma (segunda instância) é ‘pro-empregado’ ou ‘pro-empregador’ em evidência de que o princípio da imparcialidade do juiz não vale na justiça do trabalho para o arrepio da segurança jurídica.

Tantas outras situações assim com estas acima trazidas, são em nome de uma chamada hipossuficiência que, na verdade, com o perdão do trocadilho, é suficiente e também bastante autossuficiente se consideradas o número absurdo de 4 milhões de ações trabalhistas espalhadas pelo Brasil, colocando o país como medalha de ouro na corrida mundial pela loteria judicial, além da estimativa de 30 bilhões de impacto em fluxo de caixa às empresas brasileiras, e 61 bilhões de reais gastos para a manutenção da máquina judicial.

Fica interrogação, até quando vão os empresários brasileiros, aqueles que bravamente não sucumbiram à marginalização do lucro típica de países com tendências suicidas, quer dizer, comunistas, suportarem submissão a um sistema inconstitucionalmente parcial e cruel, regido por uma legislação ultrapassada, utilizada como uma distribuição de renda criminosa que justificada pelo coitadismo de quem possui o próprio Estado como advogado corrói lentamente não apenas a economia, mas a esperança de ver o Brasil se tornar um país, respeitável.

Responsável: Gabriela Velame Andrade

Sucessão em Empresas Familiares no Setor de Transporte Rodoviário de Cargas

Resumo

Neste artigo será apresentado o processo de sucessão em empresas familiares agrupadas no setor de transporte rodoviário de cargas. Busca-se o entendimento sobre os fatores que influenciam o processo, a importância de uma transição de poderes eficiente e as
consequências causadas por uma má sucessão nas organizações. Também será detalhado o problema a ser investigado, apresentando alguns dados introdutórios sobre o cenário das empresas familiares no Brasil e a representatividade das mesmas, ligando o assunto com o transporte rodoviário de cargas.

Palavras-chave: Empresas familiares. Transporte rodoviário. Sucessão.


Introdução

É de conhecimento geral que empresas familiares estão presentes no Brasil desde os primórdios. As capitanias hereditárias foram a primeira modalidade de empreendimentos privados e familiares no Brasil (Martins, Menezes e Bernhoeft, 1999). 

O crescimento e desenvolvimento da economia brasileira se deu calcado sobre as empresas familiares, que hoje em dia gira em torno de 90% sobre as empresas não estatais, segundo pesquisa da AMCHAM1. Essas empresas estão presentes nos mais diversos setores, exercendo as mais diversas atividades. 

No caso de empresas do setor de transporte rodoviário de cargas não é muito diferente deste caso do planejamento do processo sucessório. Existem milhares de empresas familiares neste setor, e sabe-se que as maiores são familiares e que muitas inclusive já passaram pelo processo de sucessão e até mesmo estão sendo incorporadas por multinacionais.

Alguns autores explicitam a ideia de uma boa formação educacional dos sucessores e o quanto a família em si tem um papel fundamental na educação profissional de seus herdeiros, a importância de um bom planejamento das ações em empresas familiares como um plano de carreira eficiente para os sucessores dentro da organização e o momento ideal para se realizar a sucessão.

Este assunto é de vital importância, tanto pela representatividade econômica e numérica do setor de transporte no cenário brasileiro quanto pelo número de empresas familiares existentes no Brasil e a importância das mesmas no desenvolvimento do país. Sabe-se que muitas vezes essas empresas falham no sentido de transitar o poder através das gerações.

Além disto, as empresas familiares abrangem quase que totalmente o mercado de empresas não estatais, e por ter essa significância para a economia é preocupante a situação das mesmas. Apresentando falhas no processo de transição, muitas delas deixam de existir, o controle acionário das mesmas pode mudar, elas enfraquecem devido à concorrência com multinacionais e pela falta de planejamento. Tendências como essas que preocupam a economia brasileira e a sociedade em relação à geração de empregos.

Segundo o SETCERGS2, mais de 90% das empresas de transporte rodoviário presentes no estado do Rio Grande do Sul são empresas familiares, e devido esta alta demanda é necessário um estudo avançado tanto sobre o assunto quanto para o setor, pois poderá servir futuramente como base de estudos para realizar um planejamento sucessório nas organizações.


1 Contextualização da Empresa Familiar

Em uma concepção ampla, uma empresa familiar é aquela em que os proprietários ou dirigentes são membros de uma determinada família.

De acordo com Barry (1978):

“Uma empresa é considerada familiar quanto todo o controle acionário e decisório está nas mãos de uma família apenas”.

Ampliando ainda mais o conceito, Lodi (1998) explica que:

“Uma empresa é considerada pessoal e não familiar quando a mesma se limita ao seu fundador. É apenas a partir da segunda geração que uma empresa se identifica como familiar. Não é considerada empresa familiar aquela que o seu fundador não tenha herdeiros ou quando a família contribui apenas como investidora, ou seja, financeiramente”.

Os autores citados anteriormente foram sucintos na definição do que é uma empresa familiar, o que elas representam no que se distinguem das demais organizações privadas. Nota-se uma evolução no conceito de empresa familiar, Barry (1978) apenas cita uma definição curta e objetiva, já Lodi (1998) amplia o conceito, falando em ciclos na vida de uma empresa familiar.

Estas empresas influenciam o produto interno bruto do país, a quantidade de pessoas que estas empresas empregam, o montante de impostos que elas arrecadam, e os demais fatores que podem influenciar na economia do país. E a situação brasileira não contraria o que Werner Bornholdt (2005) diz “alguns estudos consideram que a base da economia de muitos países está alicerçada nas empresas familiares típicas”.

Bernhoeft compara duas extremidades muito distantes, em uma ponta está a pequena e média empresa, onde geralmente as organizações não possuem um planejamento adequado e a figura familiar é muito forte e influenciadora. Já na outra ponta estão as grandes organizações onde a família já não tem tanta influência, mesmo que possua grande parte do controle acionário, porém o caminho da empresa é rumo à profissionalização, onde já existem a figura dos dirigentes.

As empresas familiares possuem algumas peculiaridades, entre elas: interesses comuns, autoridade reconhecida e inquestionável, confiança mútua entre proprietários e gestores, comunicação aberta e informal, dedicação e envolvimento pessoal e altos patamares de exigência.

As crises existentes nas empresas familiares são devidas principalmente à falta de uma linha existente e delineada do que a empresa é e buscar ser. Em uma empresa é necessário existir uma visão em longo prazo, onde é preciso monitorar todas as mudanças decorrentes no mercado. Para evitar a proliferação de conflitos em uma organização familiar é preciso planejar, mirar tanto o cenário interno quanto o externo e estar apto a mudanças, e, além disso, deixar claro quem são as pessoas responsáveis pelo negócio.

Garcia (2001) descreve em seu livro o que normalmente ocorre com empresas familiares e consequentemente essas ações geram crises, desfavorecendo o seu crescimento:

“As empresas familiares tendem a se acomodar com o sucesso de seus produtos. Surgem, crescem e obtêm lucros consideráveis rapidamente, mas atuam com os olhos voltados para dentro. Isto significa que não percebem as transformações do mercado, especialmente as tecnológicas, que acabam tornando seus produtos obsoletos e sem rentabilidade. Uma causa pode estar na sua dificuldade de aceitar a mudança. Sentem-se seguras naquilo que fazem, obtêm bons resultados, mas não se preocupam em monitorar as necessidades dos clientes, os hábitos de consumo, as mudanças tecnológicas, o que os concorrentes atuais e potenciais estão fazendo, a possibilidade de outros produtos e serviços (novos e diferentes) substituírem os benefícios dos que produzem”.


2 Sucessão Familiar

Através das constatações vistas anteriormente é que se vê a necessidade de buscar entender todo o processo de sucessão. Há muitos fatores que envolvem o processo, porém, se não existir um processo capaz de satisfazer a demanda da empresa neste sentido, as conseqüências são a fragilidade da empresa, a perda de mercado e a desestruturação da organização. Fatores estes que irão levar muitas vezes a empresa à falência, à necessidade de capital externo ou outras consequências.

É necessário ter uma figura central, devido ao poder centralizado que caracteriza uma empresa familiar. Se o fundador da empresa não souber gerir este comando aos seus sucessores, a empresa entra em declínio, perde a referência. Já os ciclos de vida conseguem representar todas as fases que uma empresa familiar pode ter, o quanto é fundamental tanto o fundador exercer seu papel de mentor, líder e professor aos demais quanto os sucessores estarem dispostos a seguir uma linha pré-estabelecida pelos seus sucedidos. Através destes ciclos consegue-se notar o papel tanto de sucessor como de sucedido e o que cada fase representa para o negócio, conseguindo assim distingui-las e gerar conseqüências possíveis dentro de cada fase.

O grande papel do fundador é passar aos seus sucessores o poder de liderar as pessoas e todo o know-how da organização. Somente quando todos estiverem prontos para suceder o poder, será feita a sucessão, dando capacidade aos sucessores de administrar e fazendo com que a organização se equivalha, independente de estar inserida no primeiro, segundo ou terceiro ciclo de vida. Portanto, os ciclos passam a ideia de quanto uma organização familiar varia, tem o seu controle variado, e consequentemente atinge o seu processo de sucessão.

O processo de sucessão na empresa familiar pode ser considerado o mais crítico da empresa, pois existem interferências diretas entre a família e a empresa, podendo se agravar quanto mais próximos estiverem os envolvidos.

Para Garcia (2001 – p. 299):

“A turbulência da passagem de geração é o momento mais crítico para a sobrevivência da empresa familiar. As questões não resolvidas ou mal resolvidas na transição de gerações implicam em grandes dificuldades para a sobrevivência. É certo que o problema não está na passagem de geração em si, mas na falta de planejamento para que possa ocorrer da melhor maneira”.

Segundo Leone (2005 – p.45):

“A sucessão familiar acontece quando uma geração abre espaço para que outra assuma o comando. Esse tipo de transição entre gerações é o que tem recebido maior ênfase nas empresas familiares. Nesse tipo de sucessão, o controle da empresa passa às mãos de um membro da família: a geração seguinte assume o lugar deixado vago pelo sucedido. É uma das características mais marcantes das empresas familiares, que no Direito é chamada de jus sanguinis, baseada na comunidade de sangue”.

A sucessão tem tanta importância para a empresa familiar que pode e deve ser pensada em qualquer momento do ciclo vital da empresa. Graves problemas e fracassos surgem quando é chegado o momento da sucessão e, nem a família, tão pouco as empresas completaram seus ciclos. Ou seja, não houve o principal amadurecimento que é a preparação dos sucessores para a perpetuação dos negócios. Algumas empresas falham no processo de sucessão pelo fato de não existir planejamento, profissionalismo e amadurecimento juntos aos seus sucessores.

Sempre que possível, o executivo catalisador da sucessão deve concentrar um nível de esforço, de atenção, bem como de jogo de cintura nessa fase, para que sua evolução seja a mais adequada possível, inclusive apresentando os resultados esperados.

Em um processo sucessório, é necessário muito planejamento, discussão, definição dos objetivos da empresa, e alinhá-los com todas as ações decorrentes no processo para que ocorra uma boa transição de gestores na organização. É preciso identificar um perfil que seja capaz de substituir o sucedido, porém esse perfil também deve estar ligado aos objetivos da organização. Após a escolha já ter sido feita, o sucessor deve-se adaptar as novas situações, e ter muito jogo de cintura para que seja capaz de suprir as dificuldades das novas situações, porém isso tudo só terá êxito se houver muita conversa, discussão com todos que participaram tanto anteriormente ao processo sucessório, assim como pós-processo.

Garcia (2001 – p.212, 213) aponta os principais fatores decisivos em uma boa transição satisfatória de poderes, segundo o autor:

“Não haverá transição satisfatória se os herdeiros não estiverem preparados para os papéis que lhe couberem. Para isso, é fundamental o investimento na sua formação, preparando-os para exercerem qualquer dos papéis possíveis: acionistas, conselheiros ou gestor. Tem sido um erro constante considerar que o sobrenome é condição suficiente para exercer de forma competente papéis na empresa. Muitos já descobriram que o mundo dinâmico e competitivo dos negócios neste momento exige muito mais. Requer formação, conhecimento dos negócios, disposição para aprendizagem constante, personalidade para assumir posições, coragem paraenfrentar riscos, capacidade de se relacionar, se possível em contextos internacionais, foco e visão de resultado, entre outros requisitos. Nenhuma família deve descuidar da formação dos seus filhos, buscando prepará-los no nível mais elevado para se tornarem competentes como pessoas, capacitados a vencerem os desafios que a vida lhes apresentar”. 

É preciso não enfatizar somente a formação educacional do sucessor, é imprescindível a formação como pessoa, estando consciente do seu próprio valor, sua representatividade, possuindo coragem e a segurança em si mesmo para enfrentar os grandes desafios como que o sucessor vai se deparar.

Lodi (1998) em seu outro livro enfatiza a participação dos sucessores no processo de escolha dos mesmos:

“A descoberta dos talentos e aptidões é preciso que os membros das famílias falem de suas expectativas, sonhos com relação à empresa, bem como se permitam avaliar suas capacidades e desenvoltura empreendedora”.

Nota-se que o planejamento é fundamental em um processo sucessório, mas mais importante ainda é escolher e preparar o sucessor da melhor maneira possível. Além da preparação pré-entrada como formação, ter a visão global do negócio da família, ter uma visão empreendedora, entre outras características essenciais que devem existir em um sucessor, é preciso um acompanhamento junto ao mesmo na organização após a sua entrada. Michelan (2002) afirma a necessidade de este acompanhamento ser externo, de uma pessoa fora da família, sem interferências de nenhuma questão familiar.

Assim como é fundamental esse acompanhamento, é necessário o sucessor possuir conhecimento de todas as áreas da empresa, ocupar um espaço funcional e esteja apto a tomar decisões. O futuro sucessor deve orientar-se através da educação que ele recebeu de sua família e a vocação despertada pelo legado de seus pais. O caráter da família é o primeiro grande marco na viagem do sucessor, é o que a família representa para ele e a percepção dele frente à família, e a identidade da mesma frente aos negócios.

Os sucessores precisam conhecer o negócio que a empresa atua independente da função que forem exercer. O importante é estar apto a desenvolver qualquer papel na organização seja como acionista, conselheiro ou gestor, e principalmente conhecer todos os processos internos da empresa, desde a parte das operações até os processos mais burocráticos existentes em uma organização. Além do know how adquirido anteriormente é necessário manter uma educação continuada, se atualizando em cursos, seminários, estudos. Como base para o estudo, no setor do TRC muitos sucessores começam nas operações devido à essência do negócio ser operacional, e a partir disso vão crescendo na empresa.

Outra questão importante que deve ser analisada no processo de sucessão são as modificações estruturais da empresa para facilitar a sucessão e a transição de poder. Não existe nada pior que uma sucessão decidida sob o inventário da família, pois é evidente que uma decisão sob este patamar irá criar a luta pelo poder, acentuando forças centrífugas dos interesses pessoais imediatistas.

Leone e Sousa (1993 – p.10) afirmam que “para a existência da continuidade da empresa é necessário o planejamento e a organização do processo sucessório”. 


Considerações Finais

Levando em consideração os aspectos explicitados acima, conclui-se que o processo sucessório é fundamental para a continuidade em uma organização familiar.

Sabe-se da importância destes tipos de empresas não estatais na economia brasileira, e por isto é necessário que haja um planejamento e uma boa gestão no processo de transição de poderes. Porém, para gerir um processo sucessório é necessário saber todos os fatores que envolvem este aspecto, como se dá todo o processo de sucessão e suas vertentes.

As microempresas são predominantes no setor de transportes assim como as empresas familiares e geralmente não possuem um planejamento estratégico capaz de suprir as necessidades de um processo de sucessão eficaz, gerando conseqüências no próprio desenvolvimento da organização, seja no andamento do processo sucessório, pós-processo, ou anteriormente mesmo ao processo.


Referências Bibliográficas

BARRY, B. O desenvolvimento da estrutura da organização na empresa familiar; Idort; 1978.

BORNHOEFT, Renato. Como criar, manter e sair de uma sociedade familiar (sem brigar); 3’ edição; São Paulo; Editora SENAC; 2002.

GARCIA, Volnei Pereira. Desenvolvimento das famílias empresárias; Rio de Janeiro; Qualitymark Editora; 2001.

LEONE, Nilda; SOUSA, Cleneide Clemente de. Sucessão nas empresas familiares: a visão dos dirigentes de pequenas e médias empresas comerciais de João Pessoa; Estudos avançadas em Administração; João Pessoa; 1993.

LEONE, Nilda. Sucessão na empresa familiar: preparando as mudanças para garantir sobrevivência no mercado globalizado; São Paulo; Editora Atlas; 2005.

LODI, João Bosco. O fortalecimento da empresa familiar; 3’edição; São Paulo; Editora Pioneira; 1989.

Seguros de Transporte: Distorções que Precisam ser Eliminadas

Na década de 60, a “Associação Nacional das Empresas de Transportes Rodoviários de Carga” – como era denominada à época a NTC & Logística – lutou muito para que o setor de transporte tivesse um seguro que cobrisse os principais riscos inerentes às suas operação, que eram, então, os decorrentes de colisão, tombamento, capotagem, incêndio etc. Esta solução veio através do Decreto-Lei nº 73, de 21 de novembro de 1966, que, no âmbito de uma ampla regulamentação do mercado segurador, entre inúmeras outras inovações, criou o RCTR-C, seguro de contratação obrigatória pelo transportador.

Ao longo do tempo, o transportador rodoviário de cargas passou a ser forçado por grandes embarcadores a aceitar seguros estipulados pelos mesmos, com regras muitas vezes sem a mínima condição de serem cumpridas.

Mais recentemente, a Lei 11.442, de 05/01/07, trouxe a possibilidade de o embarcador fazer o seguro por conta dele, porém isentando totalmente o transportador de qualquer responsabilidade por danos que venham a ocorrer na viagem contratada. É bem verdade que, a mesma lei, no parágrafo único do seu art. 13, diz que “as condições do seguro de transporte rodoviário de cargas obedecerão à legislação em vigor”, o que significa que ela não pretendeu revogar o Decreto-Lei nº 73/66, na parte em que criou o seguro obrigatório do transportador (RCTR-C).

Para esclarecer o tema, a Superintendência de Seguros Privados – Susep emitiu um comunicado ao mercado segurador (Carta-Circular nº 02/2015/SUSEP/DIRAT/CGPRO), que informa, em última análise:

• Que a dispensa de direito de regresso (DDR) não pode isentar a contratação do seguro RCTC-C por parte do transportador rodoviário de carga.

• Que o embarcador não pode contratar o RCTR-C em seu nome, substituindo o transportador. Ele pode ser estipulante do seguro, contratando-o no lugar daquele. Entretanto, o segurado será sempre o transportador.

• Que a apólice estipulada deve ser individual, para um único transportador e, caso este já tenha outro seguro de RCTR-C, isso deve ser mencionado explicitamente no ato da estipulação.

• Que o seguro de transporte nacional (TN), eventualmente contratado pelo embarcador,não substitui o RCTR-C do transportador, já que, neste, o segurado será sempre uma empresa de transporte rodoviário de cargas devidamente habilitada e com registro perante a ANTT (no RNTRC). “São seguros distintos, sendo o RCTR-C obrigatório em qualquer circunstância”, afirma textualmente a SUSEP.

• Que “a proposta do seguro de RCTC-C, no caso de apólice estipulada pelo embarcador, em nome da empresa de transporte rodoviário de carga, deve necessariamente ser assinada pelo segurado transportador, ou pelo representante legal deste, ou ainda pelo corretor do segurado”, acrescentando ainda que, nesta hipótese, não pode haver tratamento diferenciado quanto às averbações.

Conclui-se, assim, que a carta de DDR não pode ter como objeto os riscos cobertos pelo RCTR-C. Portanto, deve referir-se principalmente aos que dizem respeito a desvios de carga, cobertos pelo RCF-DC. Mas, este seguro facultativo, pelas próprias normas da Susep, está atrelado ao seguro obrigatório, já que somente o transportador que tiver o RCTR-C pode contratar o RCF-DC. Bastaria, a meu ver, que a Susep reconhecesse isso – ou, melhor ainda, que uma nova legislação reunisse ambos os seguros num só, obrigatório – para que a DDR perdesse o sentido e desaparecesse.

A parte mais importante na elaboração de uma apólice de seguros é, sem dúvida, a proposta de seguros, preparada a partir do questionário que o corretor faz junto ao transportador para que, com esses dados, possa apresentar à Cia. Seguradora um perfil do risco, em face das particularidades de cada empresa transportadora, o que é fundamental para o estabelecimento das condições de segurança. Além disso, é claro, as taxas variarão em função da experiência de cada empresa (sinistralidade) e do seu volume de averbações.

Alguns transportadores hoje têm suas apólices de RCTR-C estipuladas pelo embarcador e com as averbações feitas por este, o que parece configurar uma violação às instruções veiculadas pela Susep. De todo modo, não há dúvida de que a melhor forma de averbação é aquela feita pelo transportador, que é o detentor da apólice mesmo quando ela é estipulada pelo embarcador, sabendo-se, ainda, da necessidade de o pagamento desta despesa ser feito também pelo CNPJ do transportador, haja vista a escrituração contábil da mesma e a comprovação de seu efetivo pagamento.

O mercado segurador deveria ter uma percepção melhor do seu ganho quando a averbação é feita pelo transportador, que está no controle direto das operações e, portanto, em contato com os diversos tipos de cargas, de veículos, de estiva, de embalagens, de rodovias, entre outras variáveis. Aliás, é exatamente por isso que o RCTR-C – e todo e qualquer seguro relativo às operações de transporte – não pode e não deve ser contratado por ninguém mais que não seja o próprio transportador, que é quem conhece o seu próprio risco e tem a expertise do negócio. Uma apólice mal contratada pode levar à negativa de cobertura securitária a determinado sinistro, ameaçando até mesmo a estabilidade econômico-financeira da empresa de transporte. Além do mais, quando se tem várias apólices, com políticas diferenciadas de gerenciamento de riscos, há um forte comprometimento da produtividade das operações e um agravamento sensível dos custos com pessoal, equipamentos, tecnologia etc.

Portanto, todo o nosso esforço deve ser no sentido de que o mercado absorva e pratique o que diz a lei e os regulamentos existentes sobre o assunto, isto é, que somente transportador regularmente habilitado e registrado no RNTRC, através do seu CNPJ raiz, pode contratar o RCTR-C. E que somente uma apólice deste seguro pode ser emitida por CNPJ.

Além disso, a NTC & Logística, sempre com o apoio da seção de cargas da CNT, deve continuar lutando para que a Susep não permita distorções quanto a estes princípios e, principalmente, que se obtenha – seja pela via do órgão regulador, seja mesmo através de uma nova legislação –, a extinção definitiva das malfadadas cartas de DDR, que foram concebidas para que a seguradora não pudesse cobrar do transportador o ressarcimento por indenizações pagas ao seu cliente embarcador, mas que acabaram por se transformar numa armadilha perigosíssima, que ameaça a sobrevivência de muitas empresas de transporte, por força das distorções que foram sendo introduzidas no dia a dia do mercado.

Difícil de entender? Pois é, tudo isso poderá ficar muito mais claro, dando nitidez aos riscos e custos envolvidos, quando o transportador rodoviário de cargas voltar a ter sob o seu comando a apólice de seguros que ele mesmo contratar e, por consequência, a política de gerenciamento de riscos,livremente negociada entre ele e a sua seguradora. Ele não precisa ser tutelado por ninguém no cumprimento do seu compromisso mais elementar, que é o de garantir a segurança e a incolumidade das cargas que lhe são confiadas para transporte.

Responsável: Marcelo Rodrigues

Gestão Financeira em Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas

RESUMO GESTÃO FINANCEIRA EM EMPRESAS DE TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS

Este artigo tem como objetivo reproduzir um estudo realizado pelos autores para finalização do curso de pós graduação em gestão de negócios pela Fundação Dom Cabral sobre as melhores práticas e ferramentas financeiras existentes a fim de encontrar a melhor maneira de auxiliar gestores do setor de transporte rodoviário de cargas na gestão de suas empresas.Para a realização deste trabalho, além da revisão bibliográfica sobre transporte rodoviário de cargas, contabilidade gerencial, controladoria, gestão e ferramentas de controle financeiro, foram visitadas três empresas do setor de transporte rodoviário de cargas com faturamento de R$ 300.000,00 a 1.000.000,00. Após estudo bibliográfico, a ferramenta “fluxo de caixa” foi escolhida para ser analisada nas empresas visitadas e através desta análise foi possível detectar os falhas na gestão dessas empresas e o surgimento de uma proposta que auxilie os gestores na gestão financeira das mesmas. Atualmente nas empresas do setor a gestão financeira é um dos itens críticos, muitas vezes por falta de planejamento. Através do planejamento definem-se os objetivos a serem alcançados e as ações para torná-los reais. As boas práticas contábeis são importantíssimas na geração de informações para as atividades do dia-a-dia, sendo também de extrema importância para identificar previamente as necessidades da empresa, antevendo os resultados financeiros das mesmas além de prover informações posteriores à execução dos serviços prestados.

Palavras Chave: Gestão Financeira,Fluxo de Caixa, Planejamento, Controle Contábil


ABSTRACT FINANCIAL MANAGEMENT IN BUSINESS ROAD CARGO TRANSPORT

This article aims to reproduce a study conducted by the authors for completion of graduate course in business management from Fundação Dom Cabral on best practices and existing financial tools in order to find the best way to assist managers of the road transport sector loads in managing their empresas.Para this work, in addition to literature review on road transport charges, management accounting, controlling, financial management and control tools were visited three companies in the trucking industry loads R billing $ 300,000.00 to 1,000,000.00. After bibliographical study, the
“cash flow” tool was chosen to be analyzed in the visited companies and through this analysis it was possible to detect failures in the management of these companies and the emergence of a proposal to assist managers in financial management thereof. Currently the companies in the sector financial management is one of the critical items, often for lack of planning. Through planning are defined the objectives to be achieved and actions to make them real. Good accounting practices are very important in generating information for day-to-day and is also extremely important to identify in advance the company’s needs, anticipating the financial results of these in addition to providing further information to perform the services.

Keywords : Financial Management, Cash Flow Planning , Accounting Control


1- INTRODUÇÃO

Este estudo aborda práticas de contabilidade gerencial importantes para a geração de informações relevantes a um empresário do setor de transporte rodoviário de cargas.

A maioria das empresas de transportes inicia suas atividades informalmente, através de um vendedor de fretes que resolveu abrir sua própria transportadora ou um motorista que compra seu primeiro caminhão e após alguns anos consegue comprar um segundo ou terceiro caminhão. Estas são histórias recorrentes no setor quanto ao surgimento das empresas.

Existem poucas barreiras para entrada neste segmento e por este motivo o crescimento da competição no mercado exige das empresas maior controle na gestão dos recursos financeiros, tornando de grande importância a adoção de um sistema de gestão financeira que auxilie no planejamento e utilização dos recursos financeiros.

A gestão financeira desempenha um papel importante nas tomadas de decisões da empresa sendo relevante no planejamento das necessidades, na inventariação dos recursos disponíveis, na obtenção de financiamentos de forma mais vantajosa, na aplicação criteriosa dos recursos financeiros e, principalmente, na análise econômica e financeira da mesma.

Nesta pesquisa foi realizado um estudo bibliográfico sobre o setor de transporte rodoviário de cargas e suas características, bem como o estudo da ferramenta de gestão financeira “fluxo de caixa”.

Segundo Marion (2003) o fluxo de caixa é um instrumento pelo qual o administrador financeiro planeja e administra as entradas e saídas de dinheiro do caixa da empresa, esta ferramenta proporciona ao gestor uma visão nítida e diária da saúde de sua empresa.

Através da análise de fluxos de caixas (reais) utilizados por empresas do setor de transporte rodoviário de carga realizou-se um estudo sobre qual a melhor forma de estruturar esta ferramenta e de fazer com que o gestor a utilize e beneficie-se das informações obtidas.

O setor de transporte tem como característica um elemento importante em todo o processo de movimentação de carga no território brasileiro, onde mais da metade da carga transportada no país é realizada através de rodovias. Em pesquisa da Confederação Nacional de Transportes (CNT), 61% de toda a carga transportada no Brasil em 2009 usou o modal rodoviário, enquanto 21% passaram por ferrovias, outros 14% pelas hidrovias e terminais portuários fluviais e marítimos e apenas 0,4% por via aérea.

De acordo com o ultimo Registro Nacional de transportes Rodoviários de Cargas – RNTRC emitido pela ANTT, em 2014 o Brasil possuía o total de 1.017.627 empresas registradas para atuar no setor rodoviário, onde 848.772 são Transportadores Autônomos de Cargas – TAC, 168.450 Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas – ETC e 405 Cooperativas de Transporte Rodoviário de Cargas – CTC. A Frota em 2014 totalizou 2.239.158 veículos.

Tomando como referência a mesma fonte, embora o cenário possa parecer promissor para as empresas do setor, as mesmas nos últimos anos vêm encontrando dificuldades em relação à rentabilidade e boa produtividade. A triste realidade demonstra que as empresas padecem do mau crítico e baixa lucratividade, pequena produtividade e alto endividamento, e na sua maioria operam com prejuízo no período.


2 BENCHMARKING REALIZADO: REALIDADES ORGANIZACIONAIS
Foram visitadas três empresas do setor de transporte rodoviário de cargas com faturamento de R$ 300.000,00 a 1.000.000,00 atuantes do interior de São Paulo.

Nas visitas observou-se toda a operação da empresa explicada pelo dono, além de uma breve descrição do mesmo sobre o seu dia a dia.

Ao questionarmos a utilização da ferramenta “Fluxo de Caixa”, em todas as empresas fomos encaminhados para o setor financeiro, pois o gestor não estava familiarizado com a ferramenta.

Em todas as empresas foram obtidas as cópias de seus fluxos de caixa bem como uma explanação do funcionário de como este é lançado e utilizado. Analisando o fluxo de caixa das três empresas envolvidas, e as informações obtidas pelo estudo bibliográfico, percebe-se que as todas as empresas utilizam o fluxo de caixa direto, em que as contas de entrada e saída de recursos são bem detalhadas e assim pode-se enxergar o dia a dia da movimentação da empresa.

Todas as empresas visitadas mantêm o seu fluxo de caixa atualizado e organizado.

Observando a rotina dos gestores e através de breves relatos dos mesmos, foi detectada a falta de gestão das informações financeiras da empresa, o gestor não inclui em sua rotina diária um tempo para analise dos números e resultados da empresa, segundo o gestor o único momento em que ele utiliza as informações do setor financeiro é para autorizar ou não os pagamentos do dia ou a utilização de algum recurso para uma urgência.

Os relatórios solicitados rotineiramente pelos gestores aos funcionários do setor financeiro são: Relatório de faturamento, Relatório de pagamentos do dia.


3 SOLUÇÃO PROPOSTA
O estudo bibliográfico realizado neste trabalho permite uma revisão geral nos conceitos de contabilidade gerencial, controladoria e ferramentas de gestão, dando enfoque ao fluxo de caixa.

Através da revisão destes conceitos e do contato com a realidade organizacional das empresas visitadas foi possível perceber que as empresas visitadas organizam suas informações financeiras de forma adequada e que os relatórios emitidos são alimentados diariamente pelos funcionários das empresas.

O que chama a atenção é o fato de que em todas as empresas visitadas, as informações do fluxo de caixa são adequadamente lançadas, porém são pouco utilizadas gerencialmente.

Os gestores das empresas possuem informações devidamente organizadas e de fácil acesso, porém estão bastante envolvidos com a operação de suas empresas e não disponibilizam um tempo maior para estudar seus recursos financeiros e planejar suas ações financeiras.

No caso das empresas estudadas especificamente a solução proposta é a de que os gestores passem por um treinamento “in loco” sobre como utilizar as informações geradas pelos seus relatórios, sobre como analisar os números antes, durante e depois das operações realizadas, entender o que significam e entender de que forma essas informações podem influenciar tanto positiva como negativamente nos resultados de sua empresa.


4 CONCLUSÃO
As empresas de transporte rodoviário de cargas abordadas neste estudo possuem todas as ferramentas necessárias para que haja uma gestão financeira eficaz, possuem softwares completos, que integram todas as áreas da empresa, possuem funcionários em todos os setores alimentando o sistema, gerando informações, porém falta aos gestores das empresas o entendimento da importância dessas informações geradas, o entendimento do que os números significam e de que maneira as análises financeiras podem ajudar a aumentar a produtividade e a fazer com que a empresa evolua.


5 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

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Responsável: Carlos Eduardo Bueno, Vivian Maciel Bertaiolli, Sérgio José Ferreira, Vanessa dos Santos Ferreira e Joelma Lúcia dos Santos Souza

Sistema Tributário para Transportadoras

Sistema Tributário para Transportadoras

Regime certo reduz até 40% a tributação de transportadoras


Segundo o advogado Jorge Marcelino, o lucro real é mais vantajoso, na maioria dos casos

Segundo relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), as empresas de transporte rodoviário de cargas, que atuam no Brasil, têm uma média de rentabilidade de apenas 6%. Das 101 mil empresas que exercem essas atividades, metade apresenta lucro líquido entre 0 e 5% e somente 5% apresentam lucro líquido superior a 10%. Um dos motivos para a baixa taxa de rendimento é a escolha errada do regime tributário, segundo o advogado, especialista em Tributação, Jorge Marcelino.

De acordo com o especialista, sócio da Marcelino Sociedade de Advogados, excluindo o regime do simples nacional (limitação do faturamento de R$ 3,6 milhões/ano), há outros dois regimes tributários possíveis: lucro presumido e lucro real. Como o próprio nome já diz, o lucro real possibilita o abatimento dos custos e despesas sobre a receita, gerando um valor fiel do lucro líquido. No lucro presumido não importa quanto foi gasto. Para esse setor, o Fisco presume que houve 8% de lucro.

“Por ser mais fácil na prática, o lucro presumido é o regime adotado pela maioria das transportadoras. Ele considera que o lucro líquido da empresa é de 8% do faturamento e, em cima disso, a empresa é tributada. Se considerarmos que 50% das transportadoras do País lucram menos de 5%, segundo informações do Ipea, é fácil perceber que o regime do lucro presumido não trabalha em cima da realidade do setor”, explica Marcelino.

Por esse motivo, para esse tipo de empresa, o regime de lucro real é o mais indicado, na maioria dos casos, pois o ramo de transporte de cargas é um dos mais tributados em todos os seus processos, no País, como na compra de insumos e renovação de frota. No cálculo real, há a possibilidade de um tributo abater o outro. No presumido, isso não é calculado. “No lucro presumido, não são levados em consideração os tributos já pagos nos processos de compras de insumos, como peças, combustíveis e lubrificantes. No fim, o cliente acaba pagando o que chamamos de tributação em cascata”, destaca o advogado.

Em resumo, segundo Marcelino, a escolha do regime tributário correto pode diminuir até 40% a tributação das transportadoras. “Além disso, entendendo melhor os ganhos e despesas da empresa, é possível fazer um melhor planejamento, de acordo com a necessidade e tamanho de cada transportadora.”


Como fazer um planejamento tributário

Devido à complexidade do assunto, o profissional que deve fazer esse planejamento tributário é um advogado especialista em tributação. Ele saberá identificar qual o melhor regime tributário para a empresa e, caso se concretize a necessidade de migrar de um regime para outro, esse processo pode levar de seis a 12 meses.

A opção pelo regime de apuração tributária ocorre no início de cada ano, com o pagamento das primeiras guias de recolhimento de tributos. Uma vez feita a opção, a empresa não poderá mudar a escolha durante todo o ano. “O planejamento tributário deve ser feito com antecedência, uma vez que a opção pelo regime de tributação é irretratável e deve ser mantida até o final do ano. A escolha equivocada pode ocasionar uma elevação da carga tributária que a empresa terá de arcar por todo o período”, conta Marcelino. 

Dados ANTT 

Existem, no Brasil, 101 mil empresas que exercem a atividade de transporte rodoviário de cargas, dotadas de uma frota de, aproximadamente, 850 mil veículos, cujo trabalho é complementado por outros 540 mil transportadores autônomos, com uma frota pouco maior que seu número.

Dados do Ipea

25% das empresas apresentam lucro líquido entre 0% a 2%;

25% das empresas apresentam lucro líquido entre 2% a 5%;

20% das empresas apresentam lucro líquido entre 5% e 10%;

5% das empresas apresentam lucro líquido superior a 10%.


Os custos das transportadoras se dividem em:

20% com manutenção dos caminhões e carretas;

19% com despesas de pessoal;

14% com combustíveis e lubrificantes;

10% com material de consumo;

30% com tributos incidentes direta ou indiretamente sobre a atividade. 


ALTERNÂNCIA LUCRO PRESUMIDO E REAL

No Brasil, as atividades empresariais são tributadas, pela legislação do Imposto de Renda, através de 3 sistemas de tributação:

Lucro Real – Onde a base de cálculo é o resultado contábil, ajustado pelas adições e exclusões previstas na legislação.

Na sistemática do Lucro Real o recolhimento do IRPJ e CSLL poderá ser trimestral ou mensal(Estimativa)tendo como base de calculo o lucro contábil precedido de ajustes(adições, exclusões ou compensações), o lucro real será vantajoso guando a empresa apresentar um grande volume de despesas dedutíveis e uma margem de lucratividade baixa, a outra vantagem seria a possibilidade de compensação de prejuízos de exercícios anteriores tendo como respaldo a escrituração contábil nos moldes da legislação comercial.

Lucro Presumido – há tributação sobre um percentual variável de faturamento, segundo a atividade. Destaquese, no entanto, que nem todas empresas podem optar pelo lucro presumido, pois há restrições relativas ao objeto social e o faturamento.

Nessa sistemática como o próprio nome diz existe uma presunção do lucro, a base de cálculo para o IRPJ e a CSLL de uma forma geral será obtida através da aplicação de 8%(comercio)e 32%(serviços)sobre a receita bruta. O lucro presumido poderá ser vantajoso quando a margem de lucratividade for superior a presumida e a empresa não apresentar um volume considerável de despesas dedutíveis, outro ponto a ser considerado é em relação ao PIS e Cofins pois as empresas que optarem pelo presumido não tem direito ao crédito desses tributos apesar de aplicarem alíquotas mais baixas.

O Lucro Presumido é a forma de tributação simplificada do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro (CSLL).A sistemática de tributação pelo Lucro Presumido é regulamentada pelos artigos 516 a 528 do Regulamento do Imposto de Renda (Decreto 3.000/1999). 

A PARTIR DE 2014 

Mantidas as demais vedações, a partir de 01.01.2014, o limite de receita bruta total será de R$ 78.000.000,00 (setenta e oito milhões de reais), ou a R$ 6.500.000,00 (seis milhões e quinhentos mil reais) multiplicado pelo número de meses de atividade do ano-calendário anterior, quando inferior a 12 (doze) meses, poderá optar pelo regime de tributação com base no lucro presumido (Lei 12.814/2013).

A opção pela tributação com base no lucro presumido será aplicada em relação a todo o período de atividade da empresa em cada ano-calendário (Lei 9.430/1996, artigo 26).

A opção será manifestada com o pagamento da primeira ou única quota do imposto devido correspondente ao primeiro período de apuração de cada ano-calendário (Lei 9.430/1996, artigo 26, § 1°).

Desde 1999 a opção pela tributação com base no lucro presumido é definitiva em relação a todo o anocalendário (Lei 9.718/1998, artigo 13, § 1°).


PRAZO E FORMA DE PAGAMENTO

O IRPJ e a CSLL devidos com base no Lucro Presumido deverão ser pagos até o último dia útil do mês subsequente ao do encerramento do período de apuração trimestral. Assim, o IR devido no 1º trimestre/2.XX1 deverá ser pago até 30.04.2XX1 (se neste dia não houver expediente bancário, então o vencimento deve ser antecipado).

Códigos de Recolhimento:

2089 – IRPJ

2372 – CSLL


OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS PARA O LUCRO PRESUMIDO

A pessoa jurídica habilitada à opção pelo regime de tributação com base no lucro presumido deverá manter (Lei 8.981/1995, artigo 45):

I – Livro Caixa, no qual deverá estar escriturado toda a movimentação financeira, inclusive bancária, ou escrituração contábil nos termos da legislação comercial;

II – Livro Registro de Inventário, no qual deverão constar registrados os estoques existentes no término do anocalendário;

III – em boa guarda e ordem, enquanto não decorrido o prazo decadencial e não prescritas eventuais ações que lhes sejam pertinentes, todos os livros de escrituração obrigatórios por legislação fiscal específica, bem como os documentos e demais papéis que serviram de base para escrituração comercial e fiscal.

Nota: O prazo de decadência do Imposto de Renda é de 5 (cinco) anos.

Alíquota

Tabela

Simples Nacional – engloba não apenas o Imposto de Renda, mas também outros tributos, como o ICMS, PIS, COFINS e IPI. Entretanto, há inúmeras restrições legais para opção (além do limite de receita bruta anual, que é de R$ 3.600.000).

Para um adequado planejamento tributário, busca-se, através das características e limitações de cada regime, aplicar-se uma metodologia legal que reduza, efetivamente, a carga tributária global (e não apenas do Imposto de Renda).

O Simples pode parecer para muitos a melhor Opção uma vez que apresenta alíquotas baixas e os inúmeros benefícios apresentados na Lei Complementar 126, de fato dependendo da atividade o simples apresenta a menor carga tributária, porém os prestadores de Serviços devem ficar atentos, pois dependendo do serviço que é prestado o lucro presumido pode ser mais vantajoso outra questão a ser considera seria a ausência de credito de ICMS, IPI,PIS,COFINS e a incidência de INSS sobre a receita.

LUCRO REAL

Em síntese:

1) O lucro real é vantajoso para atividades com pouca lucratividade.

2) O lucro presumido é vantajoso para atividades com alta lucratividade (como, por exemplo, prestação de serviços profissionais).

3) O Simples tende a ser vantajoso para quase todas as empresas de pequeno porte.

Especificamente, cada empreendimento deve ser avaliado com base nos balanços/balancetes, visando-se contemplar as possibilidades de utilizar os diferentes regimes de tributação. Busca-se não apenas comparar o impacto tributário de cada opção em si, mas as possibilidades advindas da alternância entre os regimes, como por exemplo, alternar o lucro real para o presumido em períodos que a atividade esteja com elevada lucratividade.

As seguintes questões são relevantes:

nível de lucratividade (% lucro sobre o faturamento);
– nível de faturamento;
– atividades mais lucrativas x menos lucrativas, dentro da mesma empresa;
– aproveitamento dos créditos do PIS e COFINS;

– possibilidades adicionais de redução tributária no Lucro Real.

No tocante à separação de atividades empresariais, é relevante que o balanço/balancete esteja segregado com as receitas e despesas por área.

Exemplo:

Empresa com 2 atividades, sendo uma comercial e outra de serviços.

Pelo balancete contábil, apura-se que a atividade comercial tem lucro médio de 5% sobre o faturamento, enquanto que a atividade de serviços tem lucro médio de 45% sobre o faturamento.

Portanto, há de se considerar a possibilidade de segregar as atividades em 2 empresas: uma, com atividade exclusivamente comercial, que provavelmente terá menor ônus tributário se optar pelo lucro real; outra, com atividade exclusivamente de serviços, que quase com certeza terá economia tributária se optar pelo lucro presumido.

A opção deve recair para aquela modalidade em que o pagamento de tributos, compreendendo não só o IRPJ e a CSLL, mas também o PIS, COFINS, IPI, ISS, ICMS e INSS se dê de forma mais econômica, atendendo também às limitações legais de opção a cada regime.

Conheça obras voltadas para a Gestão Tributária das empresas:

19% com despesas de pessoal;

14% com combustíveis e lubrificantes;

10% com material de consumo;

30% com tributos incidentes direta ou indiretamente sobre a atividade.


Real, Presumido ou Simples. Qual o melhor regime de tributação?

O contador no exercício da profissão se depara com inúmeras situações, onde ele com base no seu conhecimento e experiência precisa tomar decisões que podem ter um impacto positivo ou negativo para seus clientes, uma das principais decisões que o contador precisa tomar é a escolha do regime de tributação, uma vez que a legislação não permite mudança de sistemática no mesmo exercício, uma Opção equivocada será definitiva para todo ano do calendário tendo como consequência o aumento da carga tributária. A Opção do regime de tributação é feita com o primeira pagamento do imposto(Real ou Presumido) e o simples nacional até o último dia útil do mês de janeiro. Diante de tal duvida surge a figura do planejamento tributário, o contador fazendo uso do seu conhecimento da legislação tributária irá optar pela sistemática que apresente menor carga tributária, sem contudo sonegar ou fraudar o fisco.


CONCLUSÃO

De uma maneira geral não existe um regime de tributação mais benéfico para todas as empresas cada empresa possui suas particularidades devendo ser estudada individualmente, levando em consideração não apenas o IRPJ e CSLL mais o PIS, COFINS, IPI, ICMS, INSS, etc. Nesse caso deve o contador realizar simulações e fazer a Opção para aquela sistemática mais benéfica e que tenha como consequência menor Carga Tributária para seu cliente. 


Fonte: Gilberto Magalhães da Silva Filho.

Fonte: http://www.revistamundologistica.com.br/portal/noticia.jsp?id=1661

Fonte:Portal Tributário

Responsável: Daniela Brenga Laccava, Rodrigo Nunes Gonçalves, Fabricio Tavares da Rocha, Mauricio Nogueira Magalhães Junior, Sarah Amaral Magalhães

Tecnologia da Informação Aliada à Logística e Cadeia de Suprimentos

Tecnologia da Informação Aliada à Logística e Cadeia de Suprimentos

Resumo:

A gestão da cadeia de suprimentos e logística é conhecida como uma importante área para a inovação e investimento em Tecnologia da Informação (TI). Estes investimentos continuam a ser uma questão estratégica referindo-se as empresas que buscam uma vantagem competitiva na atual disputa de mercado cada vez mais acirrado. O objetivo desta pesquisa é analisar os fatores em que influenciam este investimento, os fatores que fazem estas ciências dependerem uma das outras e perceber motivos (talvez ocultos) que as fazem a logística continuar com algumas limitações em sua aplicação.

Palavras Chaves: Logística, Cadeia de Suprimentos, SCM, Comunicação, Tecnologia da Informação, Integração.


Abstract:

The management of the supply chain and logistics is known as an important area for innovation and investment in Information Technology (IT). These investments continue to be a strategic issue, referring to companies seeking a competitive advantage in the current market competition increasingly fierce. The objective of this research is to analyze the factors that influence this investment, which make these sciences rely on one another and understand the reasons (perhaps hidden) that the logistics are still some limitations in its application.

Keywords: Logistics, Supply Chain Management, Communication, Information Technology, Integration. 

INTRODUÇÃO 

A globalização e a alta tecnologia em conjunto com a internet têm obrigado as empresas a se preocupar, além dos seus custos, com a concorrência, a competição, Tecnologia da Informação (TI), inovação e cadeia de suprimentos, procurando assim melhorar continuamente o nível de serviço reduzindo custos, aumentando seu diferencial competitivo e a percepção de valor dos seus clientes. Para tanto, utilizam, em larga escala a TI.

É crescente e visível o número de empresas que investem em TI visando aumentar a agilidade e eficiência de seus processos.

Haley e Krishnam (1995) identificam a logística como a área empresarial que mais se beneficiou da automatização e da redução dos custos permitida pela TI, tornando-se um recurso imprescindível para o sucesso de iniciativas de logística e Supply Chain Management (SCM). “Assim, seu uso é um tema de destaque, que tem chamado atenção no mundo corporativo” (WU ET al., 2006).

Antes vista apenas como um suporte as atividades da empresa, a Tecnologia da Informação passou a ser fundamental para o êxito das organizações, possibilitando o alinhamento estratégico dos negócios e assegurando o retorno dos investimentos, além de formar uma base para as operações de negócio existentes, proporcionando a viabilidade de novas estratégias empresariais a fim de obter diferencial competitivo a frente do mercado.

Neste estudo abordaremos a integração da logística com a TI, sendo um de seus elementos fundamentais, sem o qual nenhuma função da cadeia de suprimentos proporcionaria um alto nível de desempenho, onde esta não deve permanecer restrita (…) “apenas aos aspectos físicos do sistema (veículos, armazéns, etc.), mas aos aspectos informacionais e gerenciais, que envolvem o processamento de dados e os processos de controle gerenciais, entre outros” (ALMEIDA).


FUNDAMENTAÇÃO TEORICA

Cabe a TI proporcionar eficiência a logística atuando em cada detalhe do processo da cadeia de suprimentos possibilitando sua colaboração a qualquer instante de qualquer lugar. Dias ET al. (2003) enumeram os seguintes benefícios atingidos pelo uso da TI na SCM: (i) compartilhamento de informações instantâneas; (ii) compartilhamento de programas que aumentam a eficiência operacional; (iii) acompanhamento em tempo real pelo consumidor da carga; (iv) desenvolvimento de canais de venda globais; (v) redução dos estoques; e (vi) maior flexibilidade.

O uso eficaz da TI e a integração entre sua estratégia e a estratégia do negócio vão além da ideia de ferramenta de produtividade, sendo muitas vezes fator crítico de sucesso. Hoje, o caminho para este sucesso não está mais relacionado somente com o hardware e o software utilizados, ou ainda com metodologias de desenvolvimento, mas com o alinhamento da TI com a estratégia e as características da empresa e de sua estrutura organizacional.(LAURINDO, 2001).

As exigências atuais do mercado fizeram com que as empresas aplicassem de forma integrada em seus processos de logística, um sistema de informação eficaz ao qual se tornaria crucial para o sucesso de toda cadeia logística. 

De acordo com Monteiro e Bezerra (2003) as empresas estão implantando recursos de tecnologia da informação na logística visando à obtenção de vantagem competitiva, possibilitando a automatização de processos produtivos. Já Bowersox e Closs (1999) citam que os responsáveis pelo processo logístico vêm a TI como a principal fonte de melhorias na produtividade.

O quadro a seguir apresenta a definição de algumas dessas Tecnologias da Informação aplicadas à logística e a cadeia de suprimentos.

TEC

Fonte: FELDENS, Luis Felipe; MAÇADA, Antonio Carlos Gastaud (2004).

As ferramentas citadas acima aprimoram e aumentam a produtividade das atividades na cadeia de suprimentos, dentre elas o EDI destaca-se pelo seu sucesso nos processos, possibilitando a redução de erros supostamente causados pela digitação manual incorreta de dados nos sistemas informatizados e consequentemente agilizando a entrada destes dados.

Tecnologias como o EDI, WMS, rastreamento de frotas, códigos de barra, entre outras, estão sendo utilizadas para que seja possível o processamento de mais informação, de maneira mais precisa com maior frequência, de uma quantidade maior de fontes dispersas geograficamente. A tecnologia da informação é quem torna possível a publicação, armazenamento e utilização dessa crescente abundância de informações através de sofisticados sistemas de análise, modelagem e apoio à decisão (BOYSON, 2003).

Outro recurso que pode ajudar consideravelmente nos processos logísticos é o smartphone, atualmente com funções de localização geográfica, leitores de códigos de barra (através da câmera) e a facilidade da criação de aplicativos que interajam com os sistemas informatizados, eles podem facilmente mudar o cenário de trabalho nos armazéns, integrando não só a área operacional, mas toda área logística.

É fato que o telefone celular já é usado nos processos logísticos, porém todos os seus recursos disponíveis não são trabalhados de forma coerentes com a cadeia de suprimentos.

Logística é o processo de planejar, implementar e controlar de maneira eficiente o fluxo e a armazenagem de produtos, bem como os serviços de informação associados, cobrindo desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o objetivo de atender aos requisitos do consumidor (ALMEIDA). É o conjunto de: Planejamento, Operação e Controle do Fluxo de Materiais, Mercadorias, Serviços e Informações da Empresa, integrando e racionalizando as funções sistêmicas, desde a produção até a entrega, assegurando vantagens competitivas na Cadeia de Distribuição e, consequentemente, a satisfação dos clientes (UVB/CONCEITO DE LOGÍSTICA EMPRESARIAL).

Fluxo

Fonte: Lee e Billington (1995)

Figura 1: Exemplo da Logística / Cadeia de Suprimentos

Observando a figura anterior podemos perceber que os materiais partem do fornecedor de matéria prima através das plantas de produção intermediárias que as transformam em componentes ou peças (produtos intermediários) onde são montados no próximo nível para formar produtos que serão enviados para os centros de distribuição e de lá partem para os varejistas e/ou consumidores.

Num cenário mundial altamente competitivo, onde o fluxo demonstrado acima e as mudanças acontecem de forma frenética, a TI deve seguir na mesma forma auxiliando a necessidade das organizações criando vantagem competitiva através de controles cada vez mais ágeis e flexíveis a fim de acompanhar o ritmo destas mutações empresariais, pois hoje (…) “é cada vez maior a necessidade de adoção pelas áreas de TI de mecanismos que permitam estabelecer objetivos, avaliar resultados, examinar, de forma detalhada e concreta se as metas foram alcançadas” (ESMERALDO).

Bandeira e Maçada (2008), contam que cada vez mais, há diversidades da TI para a aplicação a logística, todavia existe um espaço vazio de conhecimento e experiência entre os profissionais de TI e os gestores envolvidos na cadeia de suprimentos. Partindo desta ideia que demonstra a necessidade de comunicação que a área de TI possui com a área de negócio, percebe-se que precisamos casa vez mais desta união para que os problemas da cadeia logística sejam cada vez mais inexistentes. Problemas como conferência de cargas nos armazéns, embarques indevidos, informação e localização da carga, podem ser resolvidos a partir de um alinhamento estratégico e desenho de processos eficientes, tanto no setor logístico como na TI.

Como explanado anteriormente, as tecnologias são diversas, desde simples leitores de códigos de barras a modernos smartphones e rastreadores via satélite, são recursos que de fato ajudarão nos processos deficientes da cadeia de suprimentos.

Desta forma, como permitir que todas as áreas da cadeia de suprimentos sejam produtivas e eficientes através da Tecnologia da Informação? Como diria um grande gerente operacional de logística: O sucesso da operação está na comunicação!

Temos tecnologia disponível, pessoas capacitadas para ativar o funcionamento dessas tecnologias e pessoas que entendem das operações logísticas que devem unir estas competências com mais força e estratégia através de uma atitude mais simples que qualquer outro processo logístico: a comunicação. Assim, teremos uma integração harmônica ao ponto de agregar valor à organização mantendo um patamar de investimento.

Mendes, Valle e Fabra (2010), comentam que comunicação e qualidade são áreas muito negligenciadas e que o fracasso de muitos projetos está ligado diretamente à comunicação.

CONCLUSÃO

Concluímos portanto que a logística é uma área imensa e que a Tecnologia da Informação sendo maior ainda, consegue atende-la perfeitamente, reduzindo custos, automatizando processos, bastando apenas a montagem de projetos concisos com a realidade de cada empresa seja ela grande ou pequena.

Através de vários mecanismos da TI visto neste estudo, comprovamos estamos cada vez mais evoluindo e trazendo soluções que são realmente agregam valor as empresas aumentando a competitividade neste mercado cada vez mais disputado, então mãos a obra!!

Referencias Bibliográficas

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Responsável: André Luiz Lauria de Souza