Exportações do agronegócio mineiro ultrapassam 15% no início do ano

Exportações do agronegócio mineiro ultrapassam 15% no início do ano

Com os registros positivos do setor agrícola, é natural que o empreendedor rural queira aproveitar os bons resultados e investir em novos equipamentos

As exportações do agronegócio brasileiro atingiram US$11.57 bilhões em março. O valor é recorde para o mês, que nunca havia ultrapassado US$ 10 bilhões desde o início da série histórica em 1997. E Minas Gerais acompanhou o movimento. O estado teve relevantes 15,2% de participação no desempenho nacional das exportações do agronegócio.

A receita do estado foi de US$ 2.02 bilhões no período. Com 2,11 milhões de toneladas de produtos exportados, o volume da produção deste ano foi 0,3% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

A pandemia exerce influência na dinâmica do mercado, favorecendo o agronegócio. A alegação é da assessora técnica da Superintendência de Inovação e Economia Agropecuária (Siea) e da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa/MG), Manoela Teixeira de Oliveira. “O aumento de preço de algumas commodities colaborou para o bom resultado. O preço médio chegou a US$ 957 por tonelada“, afirma a especialista.

Ranking da exportação mineira

Confira os TOP 5 dos produtos da pauta da exportação estadual:

Café (55%);
Complexo soja (13%);
Carnes (11%);
Complexo sucroalcooleiro (8%);
Produtos florestais (7%).

E os cinco principais destinos da produção do agronegócio mineiro são:

China (19,6%);
Estados Unidos (12,8%);
Alemanha (11,7%);
Bélgica (6%);
Japão (5,7%).

Ao todo, o estado exporta para 149 destinos.

Considerando a sequência de registros positivos do setor agrícola, é natural que o empreendedor rural queira aproveitar os bons resultados para ampliar suas produções. O primeiro passo é se certificar de que as etapas do trabalho no campo estejam bem ajustadas e investir no potencial produtivo.

Há muitas alternativas no mercado, mas é preciso pesquisar para fazer aquisições dimensionadas para o porte da produção e não comprometer o orçamento. A busca por tratores à venda, mão de obra qualificada, insumos e as condições de trabalho estão entre os elementos que merecem atenção.

O estado teve um desempenho histórico da receita das exportações do café com US$ 1 bilhão arrecadado. O volume fornecido foi de 8,11 milhões de sacas. O momento convida o cafeicultor a investir em colheitadeiras, insumos ou tratores à venda em MG para garantir uma boa estrutura produtiva.

Porto do Recife firma parceria para buscar excelência e inovação

Porto do Recife firma parceria para buscar excelência e inovação

A Secretaria de Ciência, Tecnologia & Inovação (Secti) de Pernambuco e o Porto do Recife assinaram nesta quarta-feira, um Acordo de Cooperação Técnica que amplia o trabalho de inovação tecnológica e intercâmbio de conhecimentos com a comunidade acadêmica. Com a parceria, o ancoradouro vai se transformar em um laboratório para o desenvolvimento e experimentação de novas soluções e realização de pesquisas científicas em georreferenciamento, veículos autônomos aquáticos e aéreos, além de novas ferramentas para movimentação de cargas e sistemas inteligentes de logística, para tornar o equipamento como um hub de inovação do setor.

De acordo com o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Lucas Ramos, agora o Porto do Recife vai ser mais uma opção de prática tecnológica, contribuindo para a formação de mão de obra. “A partir de agora o Porto faz parte da rede de ecossistema de inovação de Pernambuco, uma rede voltada para a formação de pessoas. A gente pode desenvolver programas com instituições que não estão embarcadas no Porto do Recife, onde teriam o Porto como laboratório para parte prática. Identificando os ambientes de inovação, percebemos o potencial do Porto, e precisávamos conectar a esse ecossistema de inovação”, disse.

Como exemplo do que pode ser feito, o secretário apontou que estudantes que fazem parte do Programa Pernambuco na Universidade (Prouni-PE), poderão desenvolver atividades de extensão no ancoradouro. “A Secti assinou contrato com estudantes do Prouni-PE, onde existe dentro do programa, uma contrapartida dos estudantes que precisam dedicar horas para atividades de extensão curricular. O Porto vai ser uma das atividades, colaborando com alguma pesquisa científica, desenvolvimento de soluções para as empresas embarcadas, é conectar um programa da pasta, com o porto do recife, discutindo problemas vivenciados no Porto”, declarou Ramos.

O presidente do Porto do Recife, Marconi Muzzio, destaca que a parceria pode contribuir não só para o desenvolvimento de profissionais, mas como uma melhor atuação do ancoradouro. “Sempre acreditamos que a parceria entre academia e empresas é fundamental para o desenvolvimento e não poderia ser diferente aqui. O interesse é buscar soluções para desafios que já conhecemos, questões da profundidade do porto, georreferenciamento, logística, e vamos conseguir soluções muito mais baratas, trazendo o universo acadêmico”, destacou Muzzio.

Além do secretário e do presidente do Porto, a presidente do Conselho de Administração (Consad) e secretária executiva de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Ana Paula Vilaça, também participou da assinatura do Acordo de Cooperação Técnica.

Portos do Rio movimentam mais 23,5% no primeiro bimestre

Portos do Rio movimentam mais 23,5% no primeiro bimestre

Projeção ficou 14% acima do previsto para o período. Faturamento superou em 52% o projetado para janeiro e fevereiro

Em meio ao cenário de incertezas na economia global por conta da pandemia do novo coronavírus, a Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) se mantém otimista para o ano de 2021. Impulsionada pelo crescimento de 9,8% em 2020 — o dobro da média nacional —, a companhia fechou o primeiro bimestre com 23,5% de movimentação sobre o mesmo período de 2020. O resultado é 14% superior ao projetado para os meses de janeiro e fevereiro no Plano de Negócios 2021-2023 concluído no fim do ano passado e lançado recentemente.

Conab prevê produção recorde de grãos na safra 2020/21

Conab prevê produção recorde de grãos na safra 2020/21

Conab prevê produção recorde de grãos na safra 2020/21
Foto: CNA/Enderson Araujo

Estimativa é de 268,7 milhões de toneladas

Com 268,7 milhões de toneladas, o Brasil deve ter uma produção recorde de grãos na safra 2020/21. O volume, divulgado hoje (8) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), é 4,2% maior do que o recorde anterior, alcançado na safra 2019/2020, quando foram produzidas 257,7 milhões de toneladas.

A Conab estima também um crescimento de 1,3% na área cultivada. A expectativa é que em 2020/21 o plantio ocupe cerca de 66,8 milhões de hectares, 879,5 mil hectares a mais que na safra anterior.

As estimativas fazem parte do primeiro de 12 levantamentos de campo que a Conab realiza a cada safra. Participam da coleta dos dados 80 técnicos espalhados por todas as regiões do país, que contatam aproximadamente 900 informantes cadastrados.

“Essa nova safra começa num cenário de preços muito altos, os produtores de uma maneira geral estão muito motivados a investir”, disse o presidente da Conab, Guilherme Bastos, ao apresentar os dados.

Bastos destacou os preços do milho, que registram preços entre 50% a 100% maiores do que no ano passado, e da soja, que atingiu recentemente a cotação de R$ 123 por saca, o maior valor nominal já registrado.

No caso do arroz, Bastos disse que a Conab observa uma estabilização de preços, depois da recente alta impulsionada pelo aumento nas exportações e no consumo interno.

Grãos

Em 2020/21, a produção de soja deve ficar em 133,7 milhões de toneladas, estima a Conab, o que mantém o Brasil como o maior produtor mundial da oleaginosa. A colheita de milho também deve ser recorde, de 105,2 milhões de toneladas, 2,6% a mais do que no ano anterior.

A área de cultivo de arroz deve aumentar 1,6%, mas os técnicos da Conab estimam queda de 4,2% na produtividade, o que deve resultar numa colheita de 10,8 milhões de toneladas. O mesmo pode ocorrer com o feijão, cuja safra estimada é 3,126 milhões de toneladas, o que significaria diminuição de 3,2% em relação à temporada passada.

No caso do algodão em pluma, deve cair a área plantada e a produtividade. A produção para o produto deve se limitar a 2,8 milhões de toneladas, redução de 6,2% ante a safra anterior.

Neste ano, contudo, a exportação de algodão deve bater o recorde de 1,2 milhão de toneladas produzidas até setembro deste ano, 49% superior em relação ao mesmo período do ano anterior.

O milho deve atingir, na safra atual, 34,5 milhões de toneladas exportadas, enquanto a exportação de soja deve ficar em 82 milhões de toneladas e subir 3,7% na safra 2020/21, chegando a 85 milhões de toneladas, estima a Conab.

Em geral, as exportações devem se manter elevadas devido ao câmbio favorável, avalia a Conab.

Exportações superam importações em US$ 6,6 bi, melhor agosto desde 1989

Exportações superam importações em US$ 6,6 bi, melhor agosto desde 1989

Apesar do recorde, tanto as exportações quanto as importações registraram quedas na média diária em comparação a agosto de 2019

Com uma queda nas importações devido à pandemia da covid-19, a balança comercial brasileira registrou um superávit recorde em agosto. As exportações superaram as importações em US$ 6,609 bilhões, o maior resultado para o mês na série iniciada em 1989. No ano, o superávit já soma US$ 36,594 bilhões.

O dado de agosto ficou dentro do intervalo das projeções de analistas consultados pelo Projeções Broadcast, que previam saldo positivo de US$ 3 bilhões a US$ 11,497 bilhões. A mediana indicava superávit de US$ 6,8 bilhões em agosto.

Apesar do recorde, tanto as exportações quanto as importações registraram quedas na média diária em comparação a agosto de 2019. As compras vindas do exterior, porém, desabaram em maior magnitude, o que fez a balança pender para o lado positivo. Em valores absolutos, as exportações somaram US$ 17,741 bilhões em agosto, enquanto as importações ficaram em US$ 11,133 bilhões.

A média diária das importações caiu 25,1% em relação a agosto do ano passado, com tombo de 59,5% na indústria extrativa e queda de 23,8% na indústria de transformação. A média diária de importações da agropecuárias caiu 0,8%, sempre na comparação com agosto de 2019.

Já no caso das exportações, a queda foi de 5,5%, puxada por indústria extrativa (-15,4%) e indústria de transformação (-7,7%). A agricultura teve alta de 14,6% na média diária. O mês de agosto de 2019 teve um dia útil a mais, observou o Ministério da Economia.

No oitavo mês de 2019, o saldo positivo da balança havia ficado em US$ 4,1 bilhões. O Ministério da Economia divulgou ainda os superávits de US$ 1,75 bilhão na quarta semana de agosto (24 a 30) e de US$ 73 milhões na quinta semana (31).

Agronegócio ajudou a segurar PIB durante a pandemia, diz ministra

Agronegócio ajudou a segurar PIB durante a pandemia, diz ministra

Fonte: EBC
Agronegócio

Para Tereza Cristina, safra recorde e exportações mantêm agro

Com safra recorde de grãos e aumento nas exportações, o agronegócio brasileiro foi essencial para segurar a atividade econômica durante a pandemia do novo coronavírus, disse hoje (14) a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Em entrevista ao programa A Voz do Brasil, programa da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), ela destacou a safra recorde deste ano e o Plano Safra como elementos que fizeram o setor crescer, enquanto o restante da economia sofria nos últimos meses.

“O agronegócio foi o motor da economia e conseguiu não deixar nosso PIB [Produto Interno Bruto] cair [mais que o previsto]. Foi gerador de riquezas para o mercado interno, para as exportações e para o emprego. O agro brasileiro não deixou de empregar. Alguns setores até aumentaram o emprego durante este período difícil da pandemia”, ressaltou a ministra.

Tereza Cristina atribuiu a safra recorde de grãos 2019/2020, estimada em 253 milhões de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ao investimento em pesquisa e desenvolvimento e à boa chuva na maior parte dos estados no início do ano. Segundo ela, a articulação com o Ministério da Infraestrutura, no início da pandemia, foi essencial para impedir problemas de logística e evitar desabastecimentos.

“Nós precisávamos organizar o abastecimento do nosso mercado interno e também não descumprir os contratos internacionais. O ministro Tarcísio [de Freitas], da Infraestrutura, foi fundamental porque a colheita não pode esperar. O produto precisa ser colhido naquele momento e tivemos um problema de logística e de cuidado com as pessoas nessa pandemia. Montamos um grupo, fizemos um planejamento e, até agora, tudo tem dado certo”, declarou.

Exportações

A ministra ressaltou que as exportações do agronegócio cresceram 10% no primeiro semestre (em relação aos seis primeiros meses de 2019) e totalizaram US$ 61 bilhões. “O Brasil é o celeiro do mundo. Alimentamos nossos 212 milhões de habitantes e exportamos para alimentar mais de 1 bilhão de pessoas no mundo”, declarou.

Para Tereza Cristina, a abertura de novos mercados foi imprescindível para manter o crescimento das vendas externas e diversificar a pauta, reduzindo a dependência da soja e das carnes. Segundo ela, o Brasil passou a exportar alimentos para 51 novos mercados apenas em 2020 como resultado de negociações com parceiros comerciais. Desde 2019, 89 novos mercados foram abertos para o agronegócio brasileiro.

Entre os produtos que passaram a ser exportados, estão laticínios (queijo, iogurte e leite em pó) para a China, castanha de baru e chá-mate para a Coreia do Sul, peixes para a Argentina, castanha para a Arábia Saudita e gergelim para a Índia.

Outro fator que, segundo a ministra, deve impulsionar as exportações brasileiras é o reconhecimento de quatro estados – Acre, Paraná, Rio Grande do Sul e Rondônia- e de regiões do Amazonas e do Mato Grosso como áreas livres de febre aftosa sem vacinação. Ela explicou que, em maio, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) deverá ratificar a decisão do Ministério da Agricultura, o que liberará a carne bovina desses estados para exportações sem vacinação, valorizando o produto brasileiro no mercado internacional.

Plano Safra

Em relação à safra de 2020/2021, que começa a ser plantada neste semestre, a ministra ressaltou que o Plano Safra deste ano destina R$ 236 bilhões em crédito subsidiado para os produtores rurais. Segundo Tereza Cristina, neste ano, o plano privilegia os pequenos e médios produtores, que tradicionalmente têm mais dificuldade de acesso ao crédito, e projetos de sustentabilidade e de tecnologia da informação no campo.