Setor de transporte de carga defende o uso de tecnologias

Setor de transporte de carga defende o uso de tecnologias

Ferramentas que captam dados e informações, impactam diretamente a qualidade do serviço ofertado pelo segmento

A telemetria é uma  tecnologia aliada do setor de transporte de cargas, fornecendo ferramentas e recursos, e a telemetria é um dos instrumentos mais usados conforme apontado em um estudo realizado pela Trimble Transportation Latam em parceria com a Younder EdTech. A pesquisa entrevistou 250 profissionais da gestão de frotas e áreas correlatas e descobriu que 69,2% deles utilizam telemetria em suas frotas.

Apesar de ser uma amostra pequena, esse número evidencia a tendência dessa ferramenta no setor, que se destaca por sua funcionalidade: a telemetria é um instrumento tecnológico que permite coletar informações como a velocidade média do automóvel ou a localização em tempo real do caminhão e da carga.

Coletar essas informações possibilita uma boa gestão de frota, já que é possível obter dados precisos sobre o veículo e gerar uma ferramenta de gestão da dirigibilidade do automóvel, além de assegurar maior segurança tanto para o condutor quanto para a carga.

Danilo Guedes, presidente da ABC Cargas, utiliza essa tecnologia em sua empresa e aponta os benefícios: “Uma das formas mais eficientes de fazer uma boa gestão de frotas, redução de gastos com manutenção, otimização das rotas, melhoria dos resultados e aumento da segurança da carga é a utilização do sistema de telemetria. Por meio dessa tecnologia, é possível saber a localização em tempo real e programar manutenções corretivas e preventivas”.

O impacto dessa ferramenta no desempenho do serviço ofertado é tanto, que as empresas que não a utilizam podem perder competitividade no mercado. “Qualquer empresa que não mede o desempenho da sua frota perde competitividade, pois a cada dia mais precisamos ofertar preços competitivos, o que é possível somente por meio de controle operacionais corretos e precisos que gerem condições para reduzir substancialmente os custos de transportes”, continua Danilo. A telemetria ainda possui um fator de sinergia com outras soluções, podendo ser utilizada em conjunto com outras ferramentas e métodos. “A telemetria em si já é uma solução muito eficiente para tornar uma gestão de frotas mais econômica e segura. No entanto, quando combinada com outras soluções, torna-se uma ferramenta poderosa para conseguir resultados ainda melhores”, conclui Guedes.

Base de dados do DNIT prevê expansão da BR-364 dentro de unidade de conservação

Base de dados do DNIT prevê expansão da BR-364 dentro de unidade de conservação

Localizada na Amazônia, obra que passa no meio do Parque Nacional da Serra do Divisor (AC) tem o objetivo de ligar o Brasil ao Peru

Apesar de o projeto de lei 6024/2019, que propõe a retirada da proteção integral do Parque Nacional da Serra do Divisor, ainda estar em tramitação na Câmara dos Deputados, a base de dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) já considera a expansão da BR-364 no meio da Unidade de Conservação (UC).

Localizado no Vale do Juruá, no interior do Acre, o parque abriga mais de 1.100 espécies de plantas e é considerado uma das regiões de maior biodiversidade do mundo, no coração da Amazônia.

Apesar disso, a proposta, de autoria da deputada Mara Rocha (PSDB-AC), voltou a ser discutida após ficar parado por um ano e meio.

Em março, a iniciativa passou a ter relatoria de deputado José Ricardo (PT-AM). Ele é do mesmo partido do prefeito de Mâncio Lima, Isaac Lima, que já se mostrou favorável à estrada.

O município fica a 670 km de Rio Branco e é o último a ser contemplado pela BR-364 até o momento. Além dele, Cruzeiro do Sul, Porto Walter, Marechal Thaumaturgo e Rodrigues Alves também abrigam o Parque Nacional da Serra do Divisor.

A expansão da BR-364 dentro da UC foi considerada no próprio decreto nº 97.839, que criou o parque. “Fica autorizada a implantação futura do trecho da BR-364 que corta os limites deste Parque Nacional, devendo ser observadas, para este fim, todas as medidas de proteção ambiental e compatibilização do traçado com as características naturais da área”, cita um trecho do texto, assinado, na época, pelo presidente José Sarney.

Em meio à tramitação, retomada no governo do presidente Jair Bolsonaro, o banco de dados do DNIT já sinaliza a expansão da estrada até o Peru. Procurado, o órgão relatou que está na fase de contratação dos projetos de engenharia da obra, mas ponderou que a rota ainda não está definida.

Veja quais rodovias devem ser privatizadas em Minas

Veja quais rodovias devem ser privatizadas em Minas

Projeto foi apresentado para os prefeitos. Audiências públicas deverão ser realizadas em junho para saber o que população acha da proposta

Pelo menos nove rodovias que passam pelo Triângulo Mineiro devem ser privatizadas pelo Programa de Concessões Rodoviárias do Governo de Minas, apresentado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra).

O lote um inclui rodovias como a BR-452 e MG-427. O governo alega que entregar as administrações das estradas à iniciativa privada geram economia e permitem a melhoria dos trechos de circulação.

O lote 1, que começa pelo Triângulo, terá um total de 629km que serão entregues para a administração de empresas privadas, que devem investir aproximadamente R$2,7 bilhões em recapeamento, sinalização e possíveis duplicações e construções onde houver necessidade. Só no Triângulo, o governo espera economizar R$21 milhões gastos anualmente com acidentes de trânsito na região.

O secretário estadual de Infraestrutura e Mobilidade, Fernando Marcato, afirma que a proposta prevê um pedágio que custe R$0,13 por quilômetro, mas com descontos a usuários que circulam todos os dias pelas estradas.

Locais de instalação das praças só serão definidos após a licitação, que tem previsão para acontecer em novembro.

Uma consulta pública será feita entre os dias 10 e 15 de junho para ouvir a população sobre o projeto.

Rodovias que devem ser privatizadas

Os trechos que serão concessionados ainda não foram informados pela Seinfra, mas incluem as seguintes rodovias:

BR-452

BR-365

CMG-452

CMG-462

LMG-782

LMG-798

LMG-812

MG-190

MG-427

Em todo o Estado

A ideia do governo de Minas é que, ao todo, sejam privatizados mais de 3 mil quilômetros de estradas que passam por 120 municípios.

Apenas nas rodovias sob responsabilidade do Governo de Minas, gasta-se, anualmente, cerca de R$366 milhões com acidentes fatais no trânsito, R$698 milhões com feridos e ainda R$67 milhões com vítimas sem ferimentos.

Instituído o Plano de Regularização e Incentivo para a Retomada da Atividade Econômica no Estado de Minas Gerais – Recomeça Minas

Instituído o Plano de Regularização e Incentivo para a Retomada da Atividade Econômica no Estado de Minas Gerais – Recomeça Minas

Foi publicada, no Diário Oficial Eletrônico de Minas Gerais, a Lei no 23.801/21, que instituiu o Plano de Regularização e Incentivo para a Retomada da Atividade Econômica no Estado de Minas Gerais – Recomeça Minas, com incentivos e reduções especiais para a quitação de dívidas de ICMS, IPVA, ITCD e das Taxas de Incêndio, de Licenciamento de Veículos e Florestal, referentes a fatos geradores ocorridos até 31/12/2020, inscritos ou não em dívida ativa.

A adesão deverá alcançar a totalidade dos créditos tributários vencidos e não quitados de responsabilidade do contribuinte, podendo ser incluídos os valores espontaneamente denunciados ou informados pelo contribuinte à repartição fazendária. A consolidação dos débitos ocorrerá na data da adesão e implica na confissão destes, devendo o aderente desistir de eventuais impugnações, ações, embargos e/ou recursos em andamento na esfera judicial ou administrativa, renunciando ao direito sobre o qual se fundam.

Treinamentos em simuladores contribuem para uma direção mais segura

Treinamentos em simuladores contribuem para uma direção mais segura

Motoristas profissionais são capacitados para enfrentar situações de risco; prática simulada contribui para a redução de erros ao dirigir

Em 2020, foram registrados 63.447 acidentes em rodovias federais, causados por fator humano associado à infraestrutura viária ou a algum fator externo, como chuva ou animais na pista. Desse total, cerca de 19% tiveram ônibus e caminhões envolvidos, de acordo com o Painel de Acidentes da CNT (Confederação Nacional do Transporte), que utiliza dados da Polícia Rodoviária Federal.

Ciente da sua responsabilidade de promover um trânsito mais seguro, o SEST SENAT disponibiliza uma série de treinamentos com foco na direção segura e preventiva para motoristas profissionais.

Uma dessas iniciativas é a utilização de simuladores híbridos de direção para ônibus, caminhão e carreta. O equipamento oferece um ambiente multissensorial que reproduz seis cenários e 24 tipos diferentes de veículos, onde o motorista é imerso em práticas simuladas que reproduzem diferentes interferências no trânsito. São situações que, no ambiente real, colocariam o condutor do caminhão, da carreta ou do ônibus em risco.

O simulador de direção está presente em mais de 130 unidades do SEST SENAT no Brasil. As capacitações têm um padrão de qualidade nacional, e a tecnologia permite que o treinamento seja adequado às diferentes realidades do setor transportador por todo o país. Entre os alunos capacitados com o simulador, 89,6% afirmam que a ferramenta auxiliou para uma prática de direção mais segura e eficiente.

O ambiente de simulação é formado por três partes, o que permite uma experiência completa de prática e aprendizado. No posto do condutor, uma plataforma de movimento, composta por um banco e um painel, aumenta a sensação de conduzir um veículo de verdade. No posto do instrutor, três telas de visualização permitem interagir com o motorista e monitorar o desempenho do aluno em tempo real.

O instrutor pode criar interferências no trajeto simulado durante o exercício e mudar as condições do clima, da via ou do veículo. Já o posto do observador reproduz a imagem da simulação para outros alunos. Eles acompanham a prática dos colegas e a orientação repassada pelo instrutor, assim, adquirem mais conhecimentos.

Jonas Vieira Lima é instrutor do SEST SENAT em Imperatriz (MA) e trabalha com os simuladores desde quando foram implementados, em 2017. Ele destaca que os equipamentos possibilitam a união da teoria com a prática dentro da sala de aula e atuam como importantes ferramentas para evitar acidentes com veículos de grande porte. “Por meio do simulador, a gente estimula e instiga a atenção do aluno durante uma situação de perigo e diante de um defeito no painel ou de chuva intensa. Isso permite levá-lo para uma experiência que não vai gerar danos, caso resulte em acidente, mas que contribui para provocar as reações necessárias em situações de risco”, explica.

Os treinamentos do SEST SENAT também englobam práticas em veículos reais, em pistas de treinamento. Essas práticas são executadas por meio de manobras e circuitos de condução nas condições reais encontradas nas rodovias.

Maio Amarelo

Neste ano, a CNT e o SEST SENAT são os apoiadores centrais do Maio Amarelo, que tem como tema “Respeito e responsabilidade: pratique no trânsito”. A ação quer mostrar a importância da união de forças de toda a sociedade para a causa, afinal, enquanto apenas um pedestre, ciclista, motorista, passageiro ou motociclista estiverem desrespeitando as regras, todos estarão em risco. O Observatório Nacional de Segurança Viária é o idealizador da campanha.

Agronegócio e mineração lideram investimentos, avançam em tecnologia e puxam outros setores

Agronegócio e mineração lideram investimentos, avançam em tecnologia e puxam outros setores

Considerando cadeias de insumos, indústria e serviços ligados a produtos do campo, agropecuária já responde por 26,6% do PIB, diz USP

O agronegócio e a mineração, setores da economia considerados primários, ganham força no país em meio à crise econômica provocada pela pandemia. Turbinados pelo câmbio favorável e pela alta da demanda por commodities nos países que se recuperam do baque da Covid-19, sobretudo a China, os dois segmentos aumentam seu peso no Produto Interno Bruto (PIB).

As evidências aparecem na forte alta das exportações, no pagamento de impostos, nos balanços financeiros das companhias do setor e na atração de investimentos.

Isso acontece em um momento de dificuldades para a indústria e os serviços, mais afetados pelas restrições sanitárias. O aumento do peso do setor primário é ruim para o país? Não necessariamente, dizem os economistas.

Se esses setores já foram tratados como básicos, com pouca capacidade de gerar emprego, tecnologia e oportunidades de desenvolvimento, essa realidade está mudando.

Especialistas lembram que há muito mais tecnologia no campo e nas minas, aumentando o valor agregado do que produzem e gerando benefícios econômicos em outras áreas.

— É cada vez mais tênue a linha entre o setor primário e a indústria e os serviços. Novas tecnologias ampliam impactos econômicos do agro e da mineração — diz o economista Rafael Cagnin, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

Cláudio Considera, pesquisador do Ibre/FGV e responsável pelo Monitor do PIB, diz que o peso da agropecuária na economia passou de 6,8%, no primeiro trimestre de 2016, para 12,6% em igual período deste ano.

Já a participação do extrativismo mineral na economia passou de 0,9% para 3,5% do PIB na mesma comparação.

Setores atraem investimentos estrangeiros

Com metodologia mais abrangente, que inclui as cadeias de insumos, serviços e a indústria ligada aos produtos do campo, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq (USP) estima que o agronegócio respondeu por 26,6% do PIB do país no ano passado — o maior patamar desde 2004.

E este percentual deve crescer em 2021. Para se ter uma ideia do salto, em 2014 o setor representava 18,7% da economia.

— Em 2020, vimos o maior salto da participação do agro na série, de 20,5% do PIB, em 2019, para 26,6% — diz Nicole Rennó Castro, pesquisadora da Cepea-Esalq. — Em 2021, a participação do agronegócio no PIB deve avançar mais um pouco, não no mesmo ritmo do ano passado, tanto pela produção quanto pelo preço.

Dados do Banco Central compilados pela Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet) indicam que a fatia da agropecuária e do extrativismo mineral no investimento estrangeiro no Brasil dobrou na última década. Representa agora mais de metade do ingresso das empresas.

“ Agropecuária e mineração podem se tornar um eixo para o crescimento da indústria do país. Não há uma dicotomia”

RAFAEL CAGNIN

economista do iedi

Os empréstimos intercompanhias destes setores passaram de 25,7% em 2010 para 54,9% no primeiro trimestre de 2021, quando se analisa os dados de forma ampla, incluindo os investimentos na indústria relacionada aos dois segmentos.

— O que a gente percebe é que o setor primário passou a ser o mais importante entre todos os setores, em detrimento do industrial, que inverteu de importância relativa com o setor primário dentro dos investimentos diretos. E quando olhamos com lupa, parte importante dele é decorrente do beneficiamento de produtos agrícolas — afirma Luís Afonso Lima, presidente da Sobeet.

País precisa de estratégia para se beneficiar

Para Cagnin, do Iedi, para se beneficiar de fato do seu potencial extraordinário no campo e nas minas, o Brasil precisa ter uma estratégia clara:

— A indústria e os serviços podem crescer utilizando os avanços dos setores primários, onde o país tem uma vantagem competitiva. O desafio é ampliar a industrialização dos produtos destes setores, pois é isso que gera valor agregado e difunde os ganhos econômicos para todo o país.

O economista acrescenta: — Agropecuária e mineração podem se tornar um eixo para o crescimento da indústria do país. Não há uma dicotomia, há uma convergência.

Arrecadação da mineração mostra aquecimento

Somente nos três primeiros meses de 2021, os impostos decorrentes da mineração cresceram 101%, um indicativo de aceleração do setor, após alta de 36% em 2020.

O minério de ferro voltará ao topo da pauta de exportações do país este ano, retomando o lugar perdido para a soja em 2015, prevê José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB):

— Até abril, a soja ainda esteve à frente, mas quando acabar o embarque, o minério a ultrapassará.

De janeiro a abril, as exportações de soja atingiram US$ 13,4 bilhões, alta de 22,4%. No mesmo período, as de minério de ferro somaram US$ 12,6 bilhões, valor 103,6% superior ao registrado nos quatro primeiros meses de 2020.

A bonança estimulou a recente abertura de capital da CSN Mineração, com ganho líquido de R$ 2,5 bilhões para a siderúrgica, e se refletiu no lucro de US$ 5,5 bilhões da Vale no primeiro trimestre, alta de mais de 2.000%. A alta das ações consolidou a mineradora como a empresa mais valiosa da América Latina.

Os investimentos do setor mineral devem crescer 110% entre 2021 e 2025, na comparação com o ciclo 2017-2020. Estimulam os projetos o alto potencial, já que apenas 3% do território do país foram mapeados.

— A mineração brasileira passa por mais um de seus ciclos positivos, o que é bom para incrementar seus esforços voltados a aperfeiçoar indicadores de sustentabilidade e de segurança — afirma Flávio Ottoni Penido, diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).

Vendas e dólar em alta

Coordenador do Núcleo Econômico da Confederação Nacional de Agricultura (CNA), Renato Conchon, destaca que, enquanto o PIB do Brasil encolheu 1,2% na última década, com uma queda na indústria de 12,8%, a atividade agropecuária expandiu 25,4%.

— O setor agropecuário vem dando bons resultados e a expectativa é que isso continue. O Brasil fez investimentos tecnológicos para aumentar a produtividade no campo, o que alavanca a produção — disse o coordenador da CNA.

Riscos ambientais

Desafios climáticos e ambientais estão entre os principais riscos, vide a seca mais severa no Centro-Sul do país este ano e os desastres recentes com barragens da Vale. A resposta a essas vulnerabilidades, por outro lado, passa por mais investimentos em tecnologia, o que gera oportunidades, principalmente no setor de serviços.

Incidentes diplomáticos com a China e eventuais boicotes movidos pelo descontentamento internacional com a gestão do meio ambiente no Brasil também podem atrapalhar.

Sem esses obstáculos, José Carlos O´Farrill Vannini Hausknecht, sócio da MB Agro Consultoria, prevê ao menos três boas safras para o setor, devido à retomada econômica e a fenômenos como a segunda onda da peste suína, que ameaça o plantel chinês, com dólar alto:

— Talvez não seja um ciclo tão longo como nos anos 2000, mas com uma situação inédita: agora, por questões fiscais e políticas, a entrada extra de dólares não está derrubando as cotações. Há preços elevados, safra grande e dólar valorizado. A rentabilidade dos produtores está em patamar elevadíssimo.