O governo federal definiu o modelo de privatização dos Correios e quer se desfazer de 100% do capital da estatal. A informação foi confirmada pelo secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord, em entrevista ao jornal O Globo.
Segundo ele, a pretensão é vender o controle da empresa de forma integral, num leilão tradicional, “com abertura de envelopes”. O comprador levará ativos e passivos da companhia.
Após conseguir aprovar a privatização da Eletrobras, o governo quer votar logo na Câmara o projeto de lei de privatização dos Correios. A ideia é fazer isso entre 12 e 15 de julho, antes do recesso parlamentar. Segundo o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), o relatório do deputado Gil Cutrim (Republicanos-MA) está pronto e há acordo com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para a votação na última semana antes do recesso.
A proposta cria a Anacom (Agência Nacional de Comunicações), que deverá substituir a atual Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). A nova agência irá regular os serviços do Sistema Nacional de Serviços Postais.
“A empresa vai pegar o Brasil inteiro. A gente chegou a avaliar fatiar por região, mas entendemos que para garantir a universalização é preciso ter o subsídio cruzado dentro da própria empresa”, disse Mac Cord ao jornal.
Ainda não há valor previsto para a privatização e, segundo o secretário, a intenção é publicar o edital ainda neste ano, provavelmente no mês de dezembro.
“Por isso é tão importante votar na Câmara antes do recesso. Senão, o cronograma começa a ficar comprometido. O projeto precisa estar resolvido até agosto. Publicamos o edital em dezembro para que a licitação ocorra em março”, argumentou.
Na avaliação do secretário, “os Correios precisam ser privatizados, sob pena de desastre no Orçamento”. Ele cita dados de um estudo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que afirma, entre outras, que a empresa não tem tecnologia, tem baixa produtividade e que o faturamento no ano passado caiu 6% em relação a 2019.
Caso cresça 7,1% neste ano, desempenho da economia paulista será bem melhor do que o esperado para toda a economia brasileira
Com os resultados aferidos até abril e os estimados até maio, a Fundação Seade projeta expansão de 7,1% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado de São Paulo neste ano. Se confirmado, o desempenho da economia paulista será bem melhor do que o esperado para toda a economia brasileira, que deve crescer cerca de 5%.
Entre março e abril, o PIB paulista cresceu 0,5%, com o que o resultado dos quatro primeiros meses do ano é 9,2% maior do que o de igual período de 2020. Já o PIB acumulado de 12 meses até abril cresceu 3,9%, mantendo os ganhos de velocidade que se observam desde novembro do ano passado.
O resultado de maio, apurado com base em estatísticas preliminares, mostra queda de 0,1% em relação a abril, mas o acumulado de 12 meses voltou a crescer, alcançando 6,0%.
Nas projeções para todo o ano, a Fundação Seade observa que o comportamento da indústria tem sido comparável ao do setor de serviços, com expansão anualizada (até abril) de mais de 4%. Entre os fatores que impulsionam a produção industrial é citada a recomposição de estoques.
Na avaliação dos economistas da Fundação Seade, os aspectos favoráveis ao crescimento continuam a se impor às tensões e incertezas, o que justifica projeções mais otimistas para a economia do Estado de São Paulo neste ano.
Entre os fatores positivos é citada a rápida recuperação da economia mundial, o que estimula as exportações. Até abril, as vendas externas do Estado haviam crescido 19,3% em relação às de igual período de 2020. O crescimento da indústria, que ganha corpo com a recuperação de segmentos importantes, que impulsionam uma cadeia extensa, é outro fator positivo. Igualmente os juros, que ainda são baixos em termos reais, ajudam os investimentos e o consumo.
Mas há fatores que preocupam ou podem vir a preocupar, se persistirem nos próximos meses. Um deles é a inflação. Além da corrosão do poder de compra no momento, “uma preocupação reside na inércia que começa a ser gerada para o futuro, tornando o processo menos transitório do que inicialmente esperado”, adverte o estudo.
A evolução do mercado de trabalho é outro motivo de cautela. O número de pessoas ocupadas no Estado diminuiu em 1,8 milhão entre o primeiro trimestre do ano passado e o deste.
‘A redução dos custos operacionais e a eliminação dos chamados atravessadores vai representar mais renda no bolso do caminhoneiro’, diz o relator
Relator da medida provisória que cria o Documento Eletrônico de Transporte (DT-e), o deputado gaúcho Jerônimo Goergen pretende liberar o texto da matéria para votação ainda antes do recesso que começa no dia 17 de julho.
O DT-e é uma plataforma que pretende reduzir a burocracia e digitalizar a documentação obrigatória no transporte rodoviário e intermodal de cargas. Segundo estimativa do governo, mais de 90 documentos estarão reunidos num só lugar, a partir da entrada em vigor da nova regra.
Além disso, diz o deputado, “a iniciativa também pretende reduzir o tempo de parada nas rodovias, possibilitar que o caminhoneiro comprove renda, permitir a obtenção de crédito e a antecipação de recebíveis, formalizar o pagamento do frete do caminhoneiro e garantir mais dignidade para os motoristas”.
Uma das grandes novidades que surgiu ao longo das negociações do relatório foi a inclusão de um dispositivo legal que pretende eliminar todos os documentos físicos emitidos em nível estadual e municipal, à medida que forem sendo assinados os convênios com governos estaduais.
Pela proposta, haverá uma descontinuidade gradativa da emissão de papel num prazo de 12 meses, até sua completa extinção. “Estamos falando de documentos fiscais, ambientais, administrativos, absolutamente tudo o que for de papel desaparecerá”, explicou.
Em visita ao Centro de Distribuição da Braspress, em São Paulo, o deputado colheu dados importantes sobre o possível impacto da matéria. A empresa gasta 500 toneladas de papel por ano com a emissão e impressão de documentos físicos. “A burocracia do papel custa 3 reais para cada encomenda que chega nas casas dos brasileiros. É um custo burocrático que precisa ser eliminado para dar mais competitividade ao setor de logística e baratear o serviço aos consumidores”, diz.
Na quarta-feira (07 de julho), às 09h, será realizada uma nova live do Vez & Voz, movimento do SETCESP que tem como objetivo apoiar e incentivar mulheres que trabalham no setor de transporte rodoviário de cargas.
Nesse bate-papo, serão abordados como as mulheres estão cada vez mais presentes nas estradas como condutoras e os desafios que enfrentam nessa função. Apesar de ainda ser uma profissão composta, em sua grande maioria, por homens, segundo Dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o número de mulheres motoristas, em todas as categorias, cresceu 2,5% nos últimos anos e, cada vez mais, transportadoras buscam por essas profissionais.
Para falar sobre o assunto, nada melhor do que trazer exemplos de mulheres que conquistaram o seu lugar nas estradas, participarão da live Mariza de Freitas (motorista carreteira na IC Transportes), Fabilene Batista (motorista carreteira na Fadel Transportes) e Sonia Almeida (motorista de coleta e entrega na TSA Cargo).
O bate-papo acontecerá no canal oficial do SETCESP no YouTube. Ative o lembrete para ser avisado quando a live começar.
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O mundo nunca mais será o mesmo após a pandemia. E neste sentido, muitos setores da economia se reinventaram com extrema rapidez, desenvolvendo alternativas disruptivas para sobreviver a esta transformação. Segundo o indicador Mastercard SpendingPulse, o crescimento do e-commerce no Brasil foi de 75% em 2020 comparado ao ano anterior, com faturamento da ordem de R$ 87,4 milhões. Esse salto aconteceu principalmente depois do isolamento social provocado pela pandemia do coronavírus, com limitação do tráfego de pessoas e períodos de fechamento das lojas físicas e shoppings.
Este cenário impactou diretamente o setor de logística, e fez com que o segmento tivesse que se adaptar para atender um número muito maior de pedidos, com uma capilaridade muito mais ampla, em diversos novos canais de entrega, exigindo várias transformações e melhorias nos operadores, principalmente nos rodoviários, que são os responsáveis por endereçar os produtos nos centros urbanos, além de transportar aproximadamente 60% dos bens produzidos no Brasil.
Sempre atenta às transformações e tendências mundiais de mercado, a BBM Logística, um dos maiores operadores logísticos do modal rodoviário do Mercosul e recentemente reconhecida pelo Financial Times como uma das companhias de Crescimento Mais Rápido nas Américas em 2021, criou novas linhas de negócio para atender seus clientes da melhor forma possível (tanto em relação ao prazo quanto à confiabilidade no trajeto e entrega – “track & trace”).
Além disso, a companhia também realizou um massivo investimento em tecnologia e pesquisa operacional, que aumentou sua eficiência na gestão dos ativos existentes e sua conexão em tempo real com os clientes, destinatários e parceiros.
Com a maior complexidade nos processos de produção e distribuição focada em Omnichannel, as soluções logísticas da companhia oferecem um maior controle sobre a operação, com base nos conceitos end-to-end (E2E), ou seja, operando desde o inbound da matéria-prima para a indústria até a entrega ao consumidor final (logística last mile) atendendo todos os canais de venda, como uma empresa totalmente focada no consumidor, gerando soluções inovadoras.
Esse perfil de atuação foi ampliado em dezembro de 2020, quando a BBM Logística adquiriu a Diálogo, especializada em entregas de pequenas encomendas (de até 10 kg) e a transformou no seu braço de e-commerce. A Diálogo registrou 2,2 milhões de entregas no primeiro trimestre de 2021, aumento de 83% na comparação com o mesmo período em 2020. Dentre os principais cases de sucesso da empresa no e-commerce está o Paquetá – The Shoe Company, companhia que atua no mercado há 76 anos, com quase mais de 120 lojas espalhadas pelo país, sendo 67 delas no formato de hubs. Neste contexto, o serviço shipment from store vem crescendo significativamente, com um aumento de 400% (do segundo trimestre de 2020 para o mesmo período de 2021) e de 2 mil % (se compararmos o primeiro trimestre de 2020 com o primeiro trimestre de 2021). A partir da parceria com a BBM Logística, a Paquetá conseguiu reduzir o tempo médio de entrega ao cliente de três dias para apenas um dia.
“Enquanto as entregas normais levam, em média, dois dias úteis do momento do pedido do cliente à loja até o recebimento da mercadoria em casa (por envolver a passagem por centros de distribuição), com o SFS o produto é recebido em até um dia útil”, sinaliza Ricardo Hoerde, Diretor de Ecommerce da BBM.
Segundo Marcos Gomes, Gerente Executivo de Negócios Digitais e Omnichannel da Paquetá e parceiro da Diálogo Logística desde 2015, o comportamento do cliente vem mudando rapidamente nos últimos anos e com isso as empresas e o ambiente de negócios necessitam evoluir e se adaptar na mesma velocidade. “Os hábitos de consumo foram impactados nos últimos anos e os clientes buscam cada vez mais conveniência e praticidade para atender suas necessidades e desejo de consumo. Nesse contexto, a Paquetá tem buscado se adaptar à nova realidade e a evoluir na forma de se relacionar com nossos clientes e fazer negócios”, explica Gomes.
“Neste contexto, contar com bons parceiros é parte importante do sucesso dos nossos negócios e a Diálogo tem nos apoiado e crescido conosco desde 2015. Essa parceria nos permitiu oferecer soluções de last mile desde entregas padrão até nos apoiar no modelo de venda online ou direto de loja física, com faturamento e envio dos pedidos direto da loja (ship from store), modalidade que vem crescendo desde que foi implantada no final de 2020. Assim podemos oferecer diversas opções de entregas aos nossos clientes, com serviço confiável e reduzindo o tempo desde a compra até a entrega final”, conclui o executivo da Paquetá.
“Do ponto de vista do consumidor, mais do que nunca, há a busca por uma experiência de compra bem-sucedida e completa e isso inclui o transporte e o recebimento da mercadoria. No caso do e-commerce, por exemplo, não basta o cliente ter uma ótima navegação dentro do site ou outro canal de compra se o produto chegar fora prazo estimado, com avarias ou em uma configuração diferente do que foi adquirido. Embora esse fundamento sempre tenha sido um dos pilares da logística, hoje ele é ainda mais visível, fundamental e complexo”, explica Ricardo Hoerde, fundador da Diálogo e Diretor de E-commerce da BBM.
André Prado, CEO da BBM, acredita que embora seja inevitável reconhecer que vivemos um boom do e-commerce nesses últimos meses, dado o contexto imposto pela covid, essa demanda se manterá aquecida uma vez que tanto as indústrias como as empresas de serviço têm buscado chegar cada vez mais próximas dos seus consumidores finais. “A logística é fundamental para as operações do e-commerce, porque representa a finalização do ciclo de venda. O consumidor online quer ter uma experiência de compra fácil e eficiente e estruturamos nosso portfólio de serviços para atendê-lo”, finaliza o executivo.
A pedido da CNT, trabalhadores serão vacinados preferencialmente com imunizante de dose única
Desde o início da Campanha Nacional de Vacinação, o Ministério da Saúde procede à imunização por grupos prioritários. A partir de janeiro, alguns segmentos dos profissionais do transporte foram incluídos nesses grupos a pedido da CNT (Confederação Nacional do Transporte). Em maio, o Ministério da Saúde iniciou a distribuição de doses para a vacinação dos trabalhadores portuários e trabalhadores do setor aéreo e aeroportuário. Nesta sexta-feira (2), finalmente, foi divulgada nova pauta, que garante o início da distribuição nacional dos demais profissionais do setor contemplados no Plano Nacional, ou seja: trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso; trabalhadores de transporte metroviário e ferroviário; trabalhadores de transporte de aquaviário; e caminhoneiros.
Outra novidade importante é que, a pedido da CNT, esses trabalhadores serão vacinados, preferencialmente, com o imunizante Janssen/Johnson & Johnson(D1), de dose única, para garantir a imunização mais rápida e eliminar a necessidade de retornar uma segunda vez ao ponto de vacinação, já que são trabalhadores que estão permanentemente em deslocamento. Conforme o documento, a exceção são os profissionais do transporte rodoviário de passageiros, que, a princípio, deverão ser vacinados com a AstraZeneca/Fiocruz (D1), imunizante aplicado em duas doses.
Trata-se de mais uma vitória conquistada pela Confederação Nacional do Transporte, que vem atuando em prol das empresas e dos trabalhadores do transporte junto às três esferas de poder. A confederação, porém, reitera a importância de que as entidades filiadas e associadas reforcem a articulação nos estados e nos municípios de modo a garantir o cumprimento do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a covid-19 em sua totalidade.