por comjovem | dez 10, 2018 | Artigos, Núcleo Campinas
Dentre os custos observados na atividade empresarial, independente da área exercida, um dos mais penosos relaciona-se aos tributos.
Diante da imensa variedade de tributos distribuídos entre as três esferas administrativas, faz-se necessário um estudo mais profundo das receitas, faturamentos e lucros das empresas, para a realização de um planejamento tributário efetivo e que não venha a ser considerado pelo Fisco uma forma de evasão, com consequente desconsideração de atos jurídicos por parte da fiscalização e a associação de uma atitude de evasão a uma empresa que buscava somente o planejamento tributário.
Os empresários, no geral, consideram esse custo um dos maiores, uma vez que, mais de 30% do faturamento é destinado ao pagamento de tributos, enquanto mais de 50% do lucro é destinado exclusivamente ao Imposto de Renda (IRPJ) e à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
Além de todos os custos operacionais das transportadoras, relacionados a combustível, pedágio, manutenção de veículos, seguros, obrigações trabalhistas e muito mais, faz-se necessária uma equipe qualificada para as apurações fiscais obrigatórias, para evitar o risco de erros serem considerados fraudes no âmbito tributário, e familiarizada com todos os documentos relacionados ao transporte rodoviário de cargas, que contam com versões cada vez mais modernas e interativas, cujas informações recaem de forma imediata nos órgãos relacionados ao Fisco; como o Conhecimento Eletrônico de Cargas (CT-e), o Manifesto Eletrônico (MDF-e) e o e-social, que em 2018 será obrigatório em todas as empresas, e levará ao Fisco todas as suas informações trabalhistas, previdenciárias e tributárias, em tempo real.
As empresas devem prever seus custos com os tributos federais – Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (COFINS) – e estaduais (Imposto sobre Circulação de Mercadorias – ICMS).
A jurisprudência é rica em casos de desconsideração de atos jurídicos por indicarem ocultação de fatos geradores, com o exclusivo intuito de diminuir a tributação de forma fraudulenta. Uma jurisprudência envolvendo uma multinacional resultou em um auto de infração milionário, uma vez que a empresa possuía diferentes CNPJ com atividades empresariais distintas, mas que se confundiam, gerando confusão patrimonial e ocultação dos reais fatos geradores de cada pessoa jurídica, alegando um planejamento tributário com o intuito de reduzir a incidência de IPI. Entretanto, o Fisco tem por procedimento padrão nivelar todas as empresas por essa baliza, entendendo que muitos planejamentos se tratam de evasão, sem observar as particularidades de cada empresa; além de atacar a atividade empresarial como um todo, essa visão limitada prejudica também o compliance, ou seja, uma relação fiada em maior confiança entre o Fisco e o contribuinte.
Dentre os regimes de tributação das empresas, o lucro presumido utiliza como base de cálculo para a tributação do IRPJ e da CSLL apenas a estimativa de receitas, com a aplicação das alíquotas de 8% e de 12%, respectivamente, conforme a Lei 10.684/03. A Lei 10.637/02 prevê a alíquota de 0,65% para o PIS nesta modalidade de tributação, enquanto a Lei 10.833/04 prevê a alíquota de 3% para a COFINS. A modalidade “lucro real” não será abordada neste artigo.
Considera-se elisão fiscal todo e qualquer ato que busque uma redução ou eliminação lícita dos tributos arrecadados durante as operações e seu consequente impacto nas finanças de uma empresa, através de atos jurídicos permitidos ou não vedados pelo ordenamento jurídico, de forma que ocorram antes da incidência do fato gerador; portanto, uma elisão ataca a obrigação fiscal em sua origem, uma vez que não ocorre o fato gerador e, consequentemente, não há tributo devido pela pessoa jurídica. Considera-se ainda uma elisão as ações lícitas que busquem retardar o pagamento do tributo. Trata-se de ação com viés parafiscal, buscando uma efetiva competitividade da empresa, além da economia em tributos.
Já a evasão fiscal constitui uma tentativa de ocultação do verdadeiro ato jurídico, seja ele no mesmo momento ou posterior à ocorrência da hipótese tributária desfavorável à empresa, indo diretamente contra a lei fiscal, mediante atos fraudulentos, como por exemplo a omissão, distorção ou ocultação de informações e/ou documentos fiscais. Trata-se de conduta ilícita, com o objetivo de eliminar ou reduzir de forma fraudulenta, os tributos devidos, resultando em clara sonegação. O conluio pode ser considerado uma forma de evasão, pois envolve mais de uma pessoa jurídica para buscar esse benefício ilegal.
Apesar das constantes negativas do Fisco em aceitar o planejamento tributário empresarial, podemos ver que a elisão fiscal é aceita em diversos dispositivos legais, inclusive constitucionais. O inciso IV do 1º artigo de nossa Constituição prevê como fundamento a livre iniciativa, enquanto o inciso II de seu art. 5º prevê que ninguém será obrigada a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude da lei; o art. 170 da Carta Magna prevê ainda que a ordem econômica deve observar o princípio da propriedade privada e da livre concorrência. Para evitar a negativa em aceitar o planejamento tributário, deve o contribuinte demonstrar não apenas a ausência de ilicitude, mas também a presença de motivação extratributária.
O planejamento tributário busca a redução ou a economia de valores gastos com tributos de forma lícita e transparente, envolvendo um profundo estudo de todas as variáveis antes da ocorrência do fato gerador, evitando assim que o Fisco considere os atos jurídicos formas de evasão ou sonegação fiscal.
As finalidades do planejamento tributário são: evitar a incidência do fato gerador; reduzir o tributo, a alíquota ou a base de cálculo do mesmo; adiar a quitação do tributo, sem que haja penalização da pessoa jurídica; recuperar tributos recolhidos de forma indevida.
Nos dias atuais, devemos considerar o planejamento tributário não apenas uma forma de economia fiscal e operacional, mas também uma maneira de aumentar a competitividade das empresas transportadoras de cargas no difícil cenário de fretes defasados, economia globalizada e consequente concorrência internacional, constante alteração nos preços dos combustíveis e aumento dos valores relativos aos seguros obrigatórios da atividade: qualquer economia observada na redução de qualquer tipo de custo, inclusive os custos tributários, podem refletir em melhor preço no mercado, de forma a atrair mais clientes. Embora o empresário deva buscar um planejamento que não atenda exclusivamente a redução de tributos, não é vedado pela lei que o mesmo busque os meios legais para tanto, devendo também o Fisco levar em consideração os princípios constitucionais que protegem a livre iniciativa dos empreendedores brasileiros.
Antes de optar por um regime tributário, o empresário deve estar muito bem informado sobre qual lhe será mais favorável. O acompanhamento dos gastos de anos anteriores poderá lhe dar diretrizes para optar pelo lucro real, caso realmente tenha tido prejuízo fiscal. Trata-se de uma real possibilidade, e tal decisão pode ser tomada antes do início do exercício fiscal. O empresário atento poderá optar com segurança pelo regime tributário mais favorável à sua empresa, e estando claramente demonstrado o prejuízo fiscal em um exercício, poderá escolher o lucro real, por ser uma contabilidade fidedigna e que lhe trará economia no exercício seguinte à opção.
Outra possibilidade para redução dos valores relacionados ao IRPJ e ao CSLL seria o desmembramento de diferentes atividades em duas pessoas jurídicas diferentes, sendo uma tributada pelo lucro real e outra pelo lucro presumido; a primeira não sofreria tributação diante de perdas fiscais, e a segunda teria menor tributação sobre a menor margem de lucro. Mediante estudos aprofundados de todos os custos e variáveis envolvidas, seria uma opção para a redução lícita de tributos, desde que realizado de forma transparente, idônea, com absoluta atenção às normas tributárias, de forma isolada e em conjunto.
As empresas transportadoras de cargas podem optar entre a tributação pelo crédito e débito ou pelo crédito presumido, no que se refere ao ICMS. Para a redução da incidência de tributos, poderia, no sistema de tributação de lucro presumido, se valer também de créditos presumidos de ICMS, especialmente no tocante à substituição tributária no momento da aquisição de pneus e de combustível, ou ainda, na aquisição de bens relacionados ao ativo permanente da empresa, como caminhões, por exemplo; nesta hipótese, as peças dos caminhões e de outros equipamentos necessários e inerentes à atividade são considerados bens de consumo.
Cabe frisar a importância de uma equipe muito ciente das obrigações fiscais e de toda a legislação pertinente, complexa e muitas vezes contraditória, para que o nobre intuito de economia tributária não reverta em autos de infração por desconhecimento ou má interpretação da legislação vigente. Para isso, a empresa deve estar de posse do máximo de informações contábeis e fiscais possível, para poder optar primeiramente por um regime de tributação que lhe seja mais favorável – lucro presumido ou lucro real.
O empresário, para atingir um objetivo de real planejamento tributário, deve conhecer a fundo todas as operações de sua empresa, para que tenha uma visão sistêmica e possa considerar os meios lícitos de redução de tributos.
Por fim, cabe uma importante consideração a respeito do necessário compliance entre o contribuinte e o Fisco. Prática não difundida no Brasil, temos como resultado a mútua desconfiança entre esses agentes: o Fisco entende, de forma generalizada, que todo contribuinte busca evadir ou sonegar tributos, enquanto o contribuinte entende que o primeiro não abre a possibilidade nem ao menos de uma discussão positiva sobre formas lícitas de redução de tributos sem atacar os cofres públicos. Seria necessária uma mudança de cultura tributária para que nosso país finalmente atinja um grau de mútua colaboração entre contribuinte e Fisco.
REFERÊNCIAS
ARAÚJO, Conceição Aparecida Vasconcelos; MATHIAS, Márcia Athayde. Planejamento Tributário no Setor de Transporte Rodoviário de Carga. 2013. Disponível em <http://blog.newtonpaiva.br/pos/wp-content/uploads/2013/02/E2-CONT-06.pdf>
CREPALDI, Silvio Aparecido. Planejamento Tributário – Teoria e Prática. São Paulo: Saraiva, 2012.
NTC & Logística. NTC & Logística Divulga Estatística Nacional de Roubo de Carga. 2017. Disponível em <http://www.portalntc.org.br/outros/ntcalogistica-divulga-estatistica-nacionalde-roubo-de-carga/58644>
Responsável: Daniella Mori Kujiraoka
por comjovem | dez 10, 2018 | Artigos
Como os custos operacionais sempre foram uma das maiores preocupações recorrente das empresas, toda forma de controlar e acompanhar os custos é bem vinda, já que significam uma parcela relevante do capital. São grandes desafios, principalmente a redução custo do frete e satisfação do cliente. Sendo assim, cada passo deve ser calculado para uma logística de sucesso, como agilidade na entrega, segurança da carga, cotação e até o acompanhamento das etapas do transporte.
Segundo estudos, no Brasil, o setor fatura mais de R$ 40 bilhões e movimenta 2/3 do total de cargas do país. Ainda estima-se que 65% da carga transportada é feita por caminhões.
Empresas que se valem de transportadoras para efetuar suas entregas, e até os consumidores finais, são as primeiras que deixam claro o custo do frete no Brasil, considerado muito elevado se comparado a outros países. As justificativas para o alto custo são diversas, a exemplo citamos: Risco nos deslocamentos (Segundo a Federação, a cada 23 minutos um caminhão é roubado no país) ; Custos fixos e variáveis. Já os custos fixos são: o salário do motorista, a depreciação do cmainhão, o seguro obrigatório do veículo e demais impostos, como emplacamento e IPVA. (Sem contar os aumentos sucessivos no preço do combustível) ; Rotas de coleta e entrega (As despesas desde a coleta da mercadoria, até sua entrega) ; Características e peso (Quanto maiores forem as exigências para o deslocamento da carga, mais caro tende a ser o preço do serviço).
Algumas medidas podem contribuir para a redução dos custos do transporte, como a otimização a condução do veículo, capacitando o motorista para um melhor aproveitamento da máquina, reduzindo o desgaste e consumo de combustível. Citaremos algumas dicas:
– Com os avanços tecnológicos, é possível o monitoramento e rastreamento eletrônicos, Esses são formas de prevenir a ocorrência de roubos de cargas.
– Planejar e antecipar são de extrema importância. Essas possibilitam que a empresa não tenha necessidade de adotar medidas emergências para controlar extraordinários, tendo um controle maior das viagens.
– A roteirização evita a onerosa situação de ter que deslocar com o caminhão vazio, gastando combustível e desgastando o veículo sem ter nenhum retorno. No Brasil, segundo meios publicados, 40 % dos veículos de carga circulam pelas rodovias estão vazios. Um bom planejamento de rotas e circunstâncias que possibilitam, essa porcentagem pode ser reduzida consideravelmente.
Mesmo com os altos custos operacionais e os riscos, o transporte rodoviário é o mais rápido e versátil. Esse modal é o mais utilizado no meio do país, nos deixando extremamente dependentes. Cabe a quem cuida desse meio, analisar os meios de redução e logística bem elaborada para diminuir, ou até, evitar os riscos.
Responsável: Isadora Rocha
por comjovem | dez 10, 2018 | Artigos, Núcleo ABC
As empresas que não conseguirem realizar a averbação do Seguro RCTR-C no início do transporte por algum problema, (contingência) poderão consignar o número “99999” no campo específico do MDF-e.
Alertamos que a averbação deve ser realizada de qualquer forma e, não existe carta DDR para esta modalidade de seguro.
A ANTT publicou no Diário Oficial do dia 2 de outubro de 2017 a deliberação nº 325, que trata da averbação do seguro, sendo o preenchimento do campo obrigatório. Caso a seguradora não consiga informar o número da averbação, a Empresa de Transporte Rodoviário de Carga (ETC) poderá colocar o número 99.999, ficando isenta de possíveis penalidades.
Veja abaixo o texto na íntegra.
Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil
DELIBERAÇÃO Nº 325, DE 28 DE SETEMBRO DE 2017
A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, no uso de suas atribuições, fundamentada no Voto DMV – 114, de 28 de setembro de 2017, e no que consta do Processo nº 50500.499242/2017-32;
CONSIDERANDO a obrigatoriedade de contratação de seguro contra perdas ou danos causados à carga, prevista no artigo 13 da Lei nº 11.442, de 05 de janeiro de 2007, e regulada pelo artigo 33 da Resolução nº 4.799, de 27 de julho de 2015;
CONSIDERANDO a obrigatoriedade de emissão do Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais – MDF-e, como documento que caracteriza a operação de transporte, conforme estabelecido pelo artigo 22 da Resolução nº 4.799/2015;
CONSIDERANDO que o Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais – MDF-e deve conter o número de averbação do seguro, nos termos do artigo 23, inciso X da Resolução nº 4.799 de 27 de julho de 2015, e do Ato COTEPE/ICMS nº 29, de 23 de novembro de 2016;
CONSIDERANDO o Projeto Canal Verde Brasil, desenvolvido pela ANTT com o objetivo de fiscalizar de forma eletrônica as operações de transporte de cargas por meio das informações disponíveis nos documentos fiscais eletrônicos;
CONSIDERANDO a necessidade de padronizar o número de averbação do seguro com o intuito de evitar problemas técnicos de comunicação entre os sistemas da ANTT, das Secretarias de Fazenda dos Estados, dos transportadores e das seguradoras; e
CONSIDERANDO a premissa dos órgãos reguladores de que o número da averbação seja único, transparente, com dígito verificador e rastreável, delibera:
Art. 1º O número de averbação do seguro de que trata o inciso X do artigo 23 da Resolução nº 4.799, de 27 de julho de 2015, deve ser composto na forma estabelecida no Anexo desta Deliberação.
Art. 2º Em caso de contingência, o campo referente ao número de averbação do documento eletrônico deverá ser preenchido por uma sequência de “99999”.
Parágrafo único. O preenchimento do número de averbação nos termos do caput não configurará a infração prevista na alínea “f” do inciso VIII do artigo 36 da Resolução nº 4.799 de 27 de julho de 2015, desde que o transportador ou a seguradora informe, a pedido da ANTT, o número de averbação correspondente à prestação de serviço de transporte.
Art. 3º Os procedimentos serão adotados a partir de 02 de outubro de 2017.
Art. 4º Esta Deliberação entra em vigor na data de sua publicação.
JORGE BASTOS
Diretor-Geral
ANEXO
Número de averbação
O número de averbação do seguro é formado da seguinte forma:
Código da Empresa de Averbação, Número, Modelo, Série, CNPJ do Emissor (invertido), Código SUSEP, Mês/Ano Apólice, Dígito Verificador (DV).
A seguir são apresentadas as descrições dos campos: Campos Tipo Tamanho Descrição
Código da Empresa Averbação Alfanumérico 1 Exemplo: 1- AT&M, 2- QUORUM, 3-GUEP, 4ELT…. Utilizar “0” quando for a própria seguradora. Número Número 9 Número do Documento. Deve ser preenchido com zeros a esquerda caso tamanho menor que 9 Modelo Número 2 Código do Modelo do Documento Fiscal SEFAZ (57-CTe ou 55-NFe ou 99Outros) Série Número 3 Caso não informado valor padrão=001, preencher com zeros a esquerda caso tamanho menor que 3 CNPJ Emissor do documento “invertido” Número 14 CNPJ Emissor do documento escrito de trás para frente Código SUSEP seguradora Número 5 Código SUSEP da seguradora, COM o digito verificador Mês/Ano (mmyy) Apólice Número 4 Mês e ano da vigência final da apólice: mmyy. Exemplo: Apólice encerra 22/05/2017= 0517 Total 38 –
Cálculo do dígito verificador O Dígito Verificador (DV) irá garantir a integridade do número, protegendo principalmente contra digitações erradas.
O DV é baseado em um cálculo do módulo 11. O módulo 11 de um número é calculado multiplicando-se cada algarismo pela sequência de multiplicadores 1,2,3,4,5,6,7,8,9,1,2,3, … posicionados da direita para a esquerda. A somatória dos resultados das ponderações dos algarismos é dividida por 11 e o DV será a diferença entre o divisor (11) e o resto da divisão: DV = 11 – (resto da divisão) Quando o resto da divisão for 0 (zero) ou 1 (um), o DV deverá ser igual a 0 (zero). Nesse contexto, deve-se considerar que a sequência para o cálculo do DV é: Código da Empresa de Averbação, Número, Modelo, Série, CNPJ Emissor “invertido”, Código SUSEP, Mês/Ano Apólice.
Para ilustrar os cálculos, é apresentado um exemplo a partir da tabela abaixo. Sequência para cálculo do DV Exemplo Código da Empresa de Averbação 1 Número 000023437 Modelo 57 Série 889 CNPJ Emissor do documento 09526131000181 Código SUSEP seguradora 00000 Mês/Ano Apólice 1217
Da tabela acima tem-se que o número para geração do módulo, conforme o exemplo é (Código da Empresa de Averbação, Número, Modelo, Série, CNPJ Emissor “invertido”, Código SUSEP, Mês/Ano Apólice):
Número (a) 1 0 0 0 0 2 3 4 3 7 5 7 8 8 9 1 8 1 0 0 0 1 3 1 6 2 5 9 0 0 0 0 0 0 1 2 1 7 Distribuição de cada unidade do número da averbação e multiplique pelo peso conforme abaixo Número (a) 1 0 0 0 0 2 3 4 3 7 5 7 8 8 9 1 8 1 0 0 0 1 3 1 6 2 5 9 0 0 0 0 0 0 1 2 1 7 Peso (b) 2 1 9 8 7 6 5 4 3 2 1 9 8 7 6 5 4 3 2 1 9 8 7 6 5 4 3 2 1 9 8 7 6 5 4 3 2 1 Resultado (c) =a x b 2 0 0 0 0 12 15 16 9 14 5 63 64 56 54 5 32 3 0 0 0 8 21 6 30 8 15 18 0 0 0 0 0 0 4 6 2 7 Soma do resultado (linha c) 475
Deve-se somar os resultados da linha (c) e dividir por 11. Considera-se o resto da divisão como responsável pelo cálculo do primeiro dígito verificador. Soma do resultado – linha (c) 475 Divisão por 11 475/11 = 43,18182 Resto da divisão 2 Caso o resto da divisão seja menor do que 2 deve ser assumido como primeiro dígito verificador valor ‘0’, caso contrário subtrai-se o valor obtido de 11. Assim, conforme o exemplo tem-se que: Primeiro Dígito 11-2 = 9 Para calcular o segundo dígito deve-se distribuir cada unidade do número da averbação com o primeiro dígito verificador ao final e multiplicar pelo peso conforme representação abaixo: Número (a) Número 1 0 0 0 0 2 3 4 3 7 5 7 8 8 9 1 8 1 0 0 0 1 3 1 6 2 5 9 0 0 0 0 0 0 1 2 1 7 (DV)9 Peso (b) Peso 3 2 1 9 8 7 6 5 4 3 2 1 9 8 7 6 5 4 3 2 1 9 8 7 6 5 4 3 2 1 9 8 7 6 5 4 3 2 1 Resultado (c=a x b) Resultado 3 0 0 0 0 14 18 20 12 21 10 7 72 64 63 6 40 4 0 0 0 9 24 7 36 10 20 27 0 0 0 0 0 0 5 8 3 14 9 Soma do resultado (linha c) 526 Em seguida deve-se somar os resultados da linha (c) e dividir por 11. Considere o resto da divisão como responsável pelo cálculo do primeiro dígito verificador. Soma do resultado – linha (c) 526 Divisão por 11 47,81818 Resto da divisão 9 Caso o resto da divisão seja menor do que 2 deve-se assumir como primeiro dígito verificador o valor ‘0’, caso contrário deve-se subtrair o valor obtido de 11 Segundo Digito 11 – 9 =2 Logo, tem-se que:
Número da averbação sem DV 00000121709526131000181578890000234371 DV 92 Número da averbação com DV 0000012170952613100018157889000023437192
por comjovem | out 10, 2018 | Artigos, Núcleo Sul de Santa Catarina
Em determinado momento necessitei realizar uma atividade da pósgraduação falando de transportes de produtos perigosos. De acordo com Paracelso, médico e físico do século XVI, a diferença entre o remédio e o veneno é a dose. Porém, para produtos perigosos esta relação é muito tênue, uma vez que dependendo do material qualquer, mesmo pequena que seja a contaminação poderá ser muito lesiva a quem entrar em contato, ou até, ao meio ambiente atingido.
Mas onde desejo chegar com o titulo deste artigo?
Assim nesta atividade pude tomar conhecimento através da televisão sobre atitudes de maus serem humanos, que por razões de favorecimento pessoal colocam a vida inclusive de terceiros em risco. Contarei em resumo o que foi visto nos dois jornais e depois esclareço. Em um houve um flagrante de um caminhão em Pelotas – RS que vinha carregado de gordura vegetal do Paraguay para uma fábrica de chocolate em SP. Até aqui nada estranho, porém o caminhão era um tanque que viajara carregado de combustível e voltaria com alimento! No segundo caso, vários flagrantes de caminhões no estado de Goiás transportando produtos perigosos em meio a alimentos. Ou seja, completamente incompatível.
As cenas vistas e noticiadas nos telejornais demonstram o profundo descaso com a saúde humana, ou mesmo a vida. Não faz muito tempo que houveram flagrantes no meu estado de Santa Catarina em que se adulterava o leite com formol. Em um alimento primário, usado principalmente na alimentação de bebês, sendo adicionado um produto cancerígeno altamente prejudicial à vida humana.
As fiscalizações devem acontecer de forma séria e criteriosa a fim de punir os descumpridores das leis. A ANTT deverá ser um agente fiscalizador para favorecer os bons empresários e outros profissionais envolvidos no setor de transportes, realmente assumindo mesmo o já desgastado papel de agência fiscalizadora setorial, mas, sobretudo deixar de ser vista como um inimigo até mesmo dos que se esmeram dia após dia a fazerem certo, e que, além disto, são os únicos punidos por um sistema medíocre e corrupto.
O povo brasileiro de uma vez por todas, necessita de educação, digo isto em todos os aspectos, não somente no que se refere à transporte de produtos perigosos incompatíveis com outras cargas ou acondicionadas em local inapropriado, e além disto, concordo com a entrevistada na época das noticias, Glória Benazzi, que relata que as punições devem ser desestimuladoras de maus comportamentos.
Novamente ressalto que a punição de maneira séria, não como as multas da ANTT de R$5 mil que não se sabe nem mesmo onde foi ou quem fiscalizou, mas em modus operandi realmente honesto e que possa contribuir com o processo evolutivo da sociedade civil organizada como um todo.
Finalmente saliento que o País precisa de regras ou mesmo leis que sejam simples, mas não sejam incompatíveis com a realidade ou mesmo desvirtuem valores de uma sociedade séria. Que sejam claras e que não possam ser interpretadas levianamente ou a favor de um interesse comum de determinado grupo ou pessoa. Que se conheça as consequências do não cumprimento das regras e por fim, que haja as sanções e punições de maneira a frear o mau ato e educar os que tomam conhecimento do fato.
Ao final posso dizer o quão pertinente é este assunto, haja vista que escrevo em abril de 2018 onde um ex-presidente tenha sido condenado e preso, que discordo sob este ponto de vista de Paracelso, que o veneno não está ligado a dose tão somente, mas ao comportamento humano. E acresceria a falta de antidoto para aniquilar o efeito devastador e letal do veneno, como um agravante temerário de qualquer doença tornar-se uma pandemia. Agora resta concluir que o antidoto é tão somente a punição severa e servirá de exemplo em todos os níveis sociais ou setores econômicos nos mais diversos aspectos.
Responsável: Fernando Rabello Natal
por comjovem | out 10, 2018 | Artigos, Núcleo Sul de Santa Catarina
RESUMO
É importante as famílias empresárias conhecerem e compreenderem como nascem suas empresas e como funcionam suas dinâmicas, para enfrentar os vários desafios familiares e profissionais no decorrer de suas atividades. O objetivo geral é analisar o modelo de gestão de uma microempresa familiar. Tendo como objetivos específicos, descrever o relacionamento das pessoas que trabalham em uma empresa familiar, a estrutura de uma microempresa familiar e o processo de gestão.
Palavras-chave: Microempresa. Empresa Familiar. Relações Profissionais.
1 INTRODUÇÃO
É necessário ter sabedoria para levar adiante a empresa familiar, saber claramente separar família, propriedade e empresa, é necessário para superar as dificuldades naturais que sua dinâmica traz. É importante para as famílias empresárias compreender como nascem suas empresas. A partir da compreensão das suas origens pode-se entender melhor o significado da empresa para a família e transmitir às novas gerações a importância do legado que recebem. A microempresa familiar, ou pequena empresa, enfrenta vários desafios, entre eles, a profissionalização e o relacionamento entre os familiares. Ela é diferente em várias formas dos demais tipos de empresas, o relacionamento entre os membros da família numa empresa familiar, são mais delicados do que o relacionamento entre os empregados sem vínculos familiares entre si, visto que, o relacionamento familiar possui uma carga emocional que dificulta muito esse processo, devido a sua complexidade nessas relações é essencial compreender os papéis de cada indivíduo e os problemas de relacionamento, a pequena empresa exige uma gestão esclarecida.
Micro e Pequena Empresa
Pode-se dizer que empresa é uma organização de atividade econômica, genericamente empresa é uma pessoa ou um grupo de pessoas que buscam atingir um objetivo
comum. O Artigo 6º da Lei 4.137, de 10/09/1962, define empresa como toda organização de natureza civil ou mercantil destinada à exploração por pessoa física ou jurídica de qualquer atividade com fins lucrativos. Para HERMANN (2011) “uma empresa é considerada pequena não de acordo com o espaço físico que ocupa e sim pela sua capacidade em gerar riqueza”. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE (2005) aponta preocupação com a sobrevivência das empresas familiares. Essa mesma fonte revela que no Brasil existem cerca de 6 a 8 milhões de empresas de pequeno, médio e grande porte, sendo 90% empresas familiares, tendo grande responsabilidade no desenvolvimento econômico e geração de empregos diretos e indiretos.
Empresa Familiar
Uma empresa é reconhecia como empresa familiar quando dois ou mais membros de uma mesma família são proprietários, ou, operam em conjunto ou por sucessão. Mas para BERNHOEFT (1989, p. 36), “caracterizar a empresa familiar como sendo aquela que tem membros da família parece muito pouco para configurá-la”. Por isso ele afirma que: uma empresa familiar é aquela que tem sua origem e sua história vinculadas a uma família; ou ainda aquela que mantém membros da família na administração dos negócios. Existem autores que desconsideram a ideia de que só é empresa familiar àquela que passa por gerações de herdeiros, acreditam que o fato de investir o dinheiro da família em um negócio já caracteriza como empresa familiar, ele também propõe divisão de categorias. Enfim, para SANTOS (2004, p. 15) “a empresa familiar é caracterizada ainda pela sua hierarquia, planejamento, prioridade, bem como pelos perfis de personalidade de cada membro da família”. GERSICK (1997 apud TAVARES et al 2009 p. 4) apresentam outra forma de classificação, comentando que, depois da primeira geração, não há apenas nos proprietários, mas também na forma de propriedade, que passa a ser mais diluída. Os autores diferenciam as empresas familiares, segundo a estrutura de propriedade, em três tipos:
a) proprietário controlador: a propriedade é controlada por um dono;
b) Sociedade entre irmãos: o controle acionário pertence a um ou mais irmãos, geralmente ocorrendo na segunda geração familiar;
c) Consórcio de primos: controle da empresa exercido por primos de diferentes ramos da família, normalmente atingindo na terceira geração.
Este tipo de empresa carrega consigo características próprias que as diferencia dos demais tipos de empresas existentes.
Relações Profissionais e Afetivas na Empresa Familiar
Para administrar uma empresa familiar é necessário consenso dentro da família ao tomar decisões e ao passarem estas para o corpo de gestores, agindo desse jeito evita-se o choque envolvendo objetivos da família e da empresa, o que poderia levar ao fim desta organização. Para que a empresa possa ter vida longa, é necessário que se tenha ambiente organizado, com cargos bem definidos, com funções bem definidas, para os membros da família de forma bem clara. Por isso é importante realizar uma análise aprofundada do ambiente externo e interno, desenvolvendo um trabalho que posso unir todos os setores da empresa como um todo. Os relacionamentos entre membros da família numa empresa são mais delicados do que os relacionamentos entre empregados sem vínculos familiares entre si. Seus papéis variam dependendo da formação e experiência de cada um. Independentemente de como a empresa está organizada, ambos são partes integrante do negócio. Para crescerem, as empresas familiares devem reconhecer que a gestão profissional é necessária e que os interesses da família devem às vezes ser colocados em segundo plano. A saúde e a sobrevivência de uma empresa de família exigem que a devida atenção seja dada tanto aos interesses do negócio quanto aos interesses familiares, bem como ao equilíbrio adequado desses interesses. Do contrário, pelo menos no longo prazo, os resultados serão insatisfatórios para ambas as partes. Um tipo de empresa familiar comum é aquela em que o fundador planeja passá-la para o filho, o ingresso dos filhos na empresa representa um novo momento para as famílias. Em famílias com vários filhos, dois ou mais podem estar envolvidos no negócio da família, de acordo com o interesse de cada um. Mesmo aqueles que não fizerem parte da empresa, terão um certo interesse por causa da parcela de herança.
Conclusão
O presente artigo proporcionou um conhecimento mais aprofundado sobre micro e pequena empresa familiar, como se dá as relações profissionais, mostrou que mesmo sendo uma empresa familiar é necessário a profissionalização, organização, cargos e funções definidos.
O consenso dentro da família é fundamental na tomada de decisões e a forma de passarem estas para o corpo de gestores para não comprometer os objetivos e desempenho da empresa e a sua continuidade.
Referências
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HERMANN, Ingo Louis. Introdução à gestão de micro e pequenas empresas: livro didático / Ingo Louis Hermann, Thiago Coelho Soares; design instrucional Viviane Bastos; [assistente acadêmico Jaqueline Tartari]. – 1. ed., ver. e atual. – Palhoça: Unisul Virtual, 2011. 144p.: 28 cm;
LONGENECKER, Justin G. et al. Administração de pequenas empresas. Tradução da 13ª edição norte-americana. Oxbridge centro de idiomas. São Paulo: Cegage Learning, 2011;
SANTOS, Paulo Domingos Chaves dos. Cultura, poder e conflito nas organizações familiares. Campo Grande, MS: Ed. Uniderp, 2004. p. 63;
SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS – SEBRAE. Pequenas Empresas Grandes Negócios: MPE’S. Disponível em: <http://www.sebrae-sc.com.br/newart/default.asp?materia=15710>. Acesso em: 11 out. 2013;
Responsável: Kate Machado Mendes / Paula Burato Fragnani
por comjovem | out 24, 2017 | Artigos
Introdução
Artigo tem por objetivo apresentar como é feito a aquisição de materiais desde a sua solicitação junto ao fornecedor, produção, estocagem e entrega ao cliente final. Neste trabalho serão demonstradas as seguintes etapas: Compras – Sua finalidade, o seu ciclo e sua estratégia. Escolha de fornecedores, recebimento e distribuição dos mesmos. Classificação ABC – É a classificação dos produtos ou materiais pela sua importância e preço. Programação de Materiais – É o cálculo de quanto material será usado na fabricação dos produtos. Pesquisa, identificação e escolha de fornecedores – Neste tópico serão analisados através de pesquisas de mercado os melhores preços e melhores condições de pagamentos sem se esquecer da qualidade dos produtos. Flexibilidade nas negociações visando satisfação mútua. Negociação da OC – Negociação do produto com o fornecedor para que ele entregue o seu produto na hora exata, fazendo com que a empresa não atrase na sua produção. Essa entrega tem que ser perfeita. Recebimento do material da OC – Conferencia da OC com a nota fiscal que é enviada pelo fornecedor, cujo objetivo é verificar se o material que está sendo entregue atende todas as condições que foram negociadas. MRP e Just in Time – MRP é o sistema computadorizado que controla a produção de forma a otimizar todo o processo. Just in Time é um sistema de administração que nada deve ser produzido, transportado ou adquirido antes da hora exata. Evita estoques desnecessários e também possíveis falhas de produção por falta de peças.
Os tópicos que serão apresentados tem como base matéria lecionada em sala de aula e livros sobre aquisição de materiais.
AQUISIÇÃO DE MATERIAIS – COMPRAS
A gestão da aquisição, a conhecida função de compras, assume papel verdadeiramente estratégico nos negócios de hoje em face do volume de recursos, principalmente financeiros, envolvidos, deixando cada vez mais para trás a visão preconceituosa de que era uma atividade burocrática e repetitiva, um centro de despesas e não um centro de lucros. O posicionamento atual da função aquisição é bem diferente do modo tradicional como era tratada antigamente. Antes da Primeira Guerra Mundial, tinha papel essencialmente burocrático. Depois, já na década de 1970, devido principalmente a crise do petróleo, a oferta de varias matérias primas começou a diminuir enquanto seus preços aumentavam vertiginosamente. Nesse cenário, saber o que, quanto, quando e como comprar começa a assumir condição de sobrevivência e assim, o departamento de compras ganha mais visibilidade dentro da organização. Hoje a função compras é vista como parte do processo de logística das empresas, ou seja, como parte integrante da cadeia de suprimentos ( supply chain ). Por isso muitas empresas passaram a usar a denominação gerenciamento da cadeia de suprimentos ou simplesmente gerencialmente de suprimentos, um conceito voltado para o processo, em vez do tradicional compras, voltado para as transações em si, e não para o todo.
No sistema tradicional, o que havia era uma função de compras, isto é, uma negociação baseada em preço, prazo e qualidade. A burocracia resultante seguia um procedimento que datava do início do século, integrando apenas o uso mais recente de recursos de computação. Os imputs internos chegavam via PCP, que os geravam por meio do MRP ( materials requirement planning ) tradicional, iniciava-se uma série de cotações, geralmente via telefone, em função de um cadastro de fornecedores. Escolhia-se um deles em função do critério preço-prazo-qualidade. Emitia-se um pedido de compras que alimentava o MRP com as datas e quantidade previstas para entregas, o Controle de Qualidade (CQ) era alertado para preparar o roteiro de inspeção de recebimento, contas a pagar, por sua vez, preparava sua previsão de necessidade de fundos, a tesouraria incluía esta previsão no fluxo de caixa, o material a chegar, se aprovado, era colocado no almoxarifado, caso reprovado emitia-se uma nota fiscal de devolução e o processo reiniciava-se com o mesmo ou com outro fornecedor. Simples mas fonte permanente de situações irreconciliáveis na empresa. A área de compras também compete o cuidado com os níveis de estoque da empresa, pois embora altos níveis de estoque possam significar poucos problemas com a produção, acarretam um custo exagerado para sua manutenção. Baixos níveis de estoque, por outro lado, podem fazer com que a empresa trabalhe num limiar arriscado, onde qualquer detalhe, por menor que seja, acabe prejudicando ou parando a produção. A necessidade de adequação aos sistemas Just In Time (JIT) de muitas das empresas levou a modificações importantes, entre elas a criação da nova função de suprimentos. O departamento de compras também pode assumir vários outros papeis, um deles está relacionado com a negociação de preços com os fornecedores.essa negociação determinará o preço final dos produtos e , portanto, a competitividade da empresa. Mas ela pode ir mais longe, já que o comportamento do comprador pode mexer com vários aspectos da economia, como o nível de preços, o poder de compra do consumidor e o relacionamento entre os setores. Os objetivos de compras devem estar alinhados aos objetivos estratégicos da empresa como um todo, visando o melhor atendimento ao cliente interno e externo. Essa preocupação tem tornado a função compras extremamente dinâmica, utilizando-se de tecnologias cada vez mais sofisticadas e atuais como o EDI, a internet e cartões de crédito.
Estratégia de aquisição de recursos materiais
A definição de uma estratégia correta de compras pode dar a empresa uma grande vantagem competitiva.Se por um lado ela decidir produzir mais internamente, ganha independência mas perde flexibilidade. Por outro lado, se decidir comprar mais de terceiros em detrimento de fabricação própria, pode tornar-se dependente. Basicamente podemos ter duas estratégias operacionais que irão definir as estratégias de aquisição dos bens materiais, a verticalização e horizontalização. Ambas tem vantagens e desvantagens e, de um modo geral, o que é vantagem em uma passa a ser desvantagem na outra e vice-versa. Verticalização A verticalização é a estratégia que prevê que a empresa produzirá internamente tudo o que puder, ou pelo menos tentará produzir.Foi predominante no início do século, quando as grandes empresas praticamente produziam tudo que usavam nos produtos finais ou detinham o controle acionário de outras empresas que produziam os seus insumos. As principais vantagens da verticalização são a independência de terceiros – a empresa tem maior liberdade na alteração de suas políticas, prazos e padrão de qualidade, além de poder priorizar um produto em detrimento de outro que naquele momento é menos importante, ficando com elas os lucros que seriam repassados aos fornecedores e mantendo o domínio sobre tecnologia própria – a tecnologia que o fornecedor desenvolveu, muitas vezes com a ajuda da empresa, não será utilizada também para os concorrentes. A desvantagem é que ela exige maior investimento em instalações e equipamentos. Assim, já que a empresa esta desenvolvendo mais recursos e imobilizando-os, ela acaba tendo menor flexibilidade para alterações nos processos produtivos, seja para incorporar novas tecnologias ou par alterar volumes de produção decorrentes de variações no mercado. Horizontalização Consiste na estratégia de comprar de terceiros o máximo possível dos itens que compõem o produto final ou os serviços de que necessita. É tão grande a preferência da empresa moderna por ela que, hoje em dia, um dos setores de maior expansão foi o de terceirização e parcerias. De um modo geral não se terceiriza os processos fundamentais (core process), por questões de detenção tecnológica, qualidade do produto e responsabilidade final sobre ele. Pode ser definida como uma estratégia em que a empresa “faz bem algumas coisas”. A vantagem esta na redução de custos, na flexibilidade ganha para definir volumes de produção, engenharia simultânea (know how dos fornecedores) e foco no principal produto da empresa. A desvantagem é que se diminui o controle tecnológico, deixa de auferir lucros do fornecedor, a alta dependência de terceiros e a alta dependência de maior investimento. É evidente que para algumas empresas o suprimentos é mais importante que para outras, mas , em qualquer um desses casos, ele recebe grande atenção: uma empresa industrial média gasta mais da metade do seu faturamento em compras de materiais ou serviços. A função compras é tão antiga quanto a própria administração e tem crescido de forma acentuada nos últimos tempos em decorrência da evolução dos meios de comunicação e da aplicação de computadores e transmissão eletrônica de dados. Na definição de um sistema de compras é essencial a caracterização das interfaces com as outras unidades organizacionais da empresa – como planejamento e controle de produção, recebimento, contas a pagar e qualidade – para que o sistema não apresente pontos onde a responsabilidade pelas decisões não possam ser bem caracterizadas. A definição de uma adequada estratégia quanto ao dilema de horizontalização versus verticalização trará certamente uma vantagem competitiva à empresa. Uma analise das vantagens e desvantagens de cada uma delas, por si só já trará benefícios, pois implica entender criticamente os atuais métodos de trabalho. Não menos importante para a empresa é a definição de um código de ética a ser seguido por todos os colaboradores, que resulte em uma conduta homogênea em relação ao tratamento dado aos clientes quanto da venda dos produtos da empresa e aos fornecedores quando da compra de insumos.
Planejamento, Programação e Controle da Produção e dos Materiais (PPCPM)
O Planejamento, Programação e Controle da Produção e dos Materiais (PPCPM) ou Sistemas de Administração da Produção é responsável pelas decisões táticas e operacionais, referentes às seguintes questões:
Que produzir e comprar
Quanto produzir e comprar
Quando produzir e comprar
Com que Recursos produzir
Há diversas técnicas ou metodologias que permitem atacar essas questões:
Just In Time (JIT): técnica japonesa, cujos fundamentos se baseiam na produção da quantidade correta, no momento certo e entrega no prazo pré-estabelecido.
Manufacturing Resources Planning (MRPII): técnica que se baseia no cumprimento de prazo e no mínimo estoque, utilizando a lógica da programação para trás, ou seja, somente começando trabalhos quando necessário.
Teoria das Restrições (TOC): técnica que prioriza a identificação do gargalo e utiliza à lógica Tambor-Pulmão-Corda.
Outras técnicas, tais como programação com capacidade finita, programação com base em heurísticas e uso de simulação em computador.
Escolha de um Fornecedor Ao escolher um fornecedor muitas empresas e organizações apenas analisam as questões financeiras e as de qualidade destes recursos, porem a função do fornecedor na empresa reflete nos produtos e/ou serviços prestados pela a própria empresa, ou seja, ele reflete nas ações dos estoques e na velocidade e eficiência produtiva da organização, logo alguns itens devem ser incluídos na escolha de um fornecedor eficiente.
1. Condições de pagamento;
2. Qualidade de matéria-prima;
3. Capacidade de cumprir os prazos determinados;
4. Logística e capacidade de reposição;
5. Flexibilidade
6. Confiabilidade
7. Localização do fornecedor 8. Comunicação
1. Condições de pagamento
As condições de pagamentos são elementos relevantes para a decisão do fornecimento, podendo ser pago a prazo, à vista para cada loteamento e parcelamento. Estas condições devem ser calculadas monetariamente (custo x beneficio).
2. Qualidade de matéria-prima
A qualidade é essencial na matéria-prima e para obter bons resultados, onde estes resultados serão julgados pelo mercado e principalmente pelos consumidores dos produtos e serviços.
3. Capacidade de cumprir os prazos determinados
A capacidade do fornecedor de cumprir os prazos é indispensável para as metas e objetivos estipulados no gerenciamento da empresa, pois são planejamentos pré-definidos para prazos e ajuste no estoque para que não atrasem e não deixar falhas nos reajustes de matéria-prima.
4. Logística e capacidade de reposição
A logística deve ser feita racionalmente e buscando transportes de fácil acesso a empresa, buscando eficiência e um serviço correto para que um atraso ou uma entrega errada não tenha efeitos negativos à imagem da organização.
5. Flexibilidade
A flexibilidade é um elemento importante nas escolhas, pois é uma facilidade de ajustar erros, acidentes e escolhas de seus clientes. Isto pode ser determinante para os resultados e influenciara provavelmente os objetivos.
6. Confiabilidade
A confiabilidade é conquistada com o tempo, pois os deveres da empresa e do fornecedor devem serem cumpridas e realizadas no prazo correta. Isto rendera uma fidelidade e confiabilidade de ambas as partes, criando uma relação amistosa.
7. Localização do fornecedor
A localização do fornecedor não é menos importante que nenhum item citado acima, pois é uma questão de logística, muitas vezes terceirizadas que podem causar atrasos ou adiamentos imprevisíveis que podem gerar mais custos e espaços físicos para a empresa.
8. Comunicação
A comunicação é essencial para acordos e compra x venda, é um fator que tem que ser explicado e verificado para não acontecer erros, causando prejuízos. Deve haver um follow-up (acompanhamento) da matéria-prima adquirida. Fornecedores
A ligação entre empresa e fornecedores é feita através da área de compras. Do ponto de vista do fornecedor a empresa é um cliente, afinal é abastecida pelos vendedores da empresa fornecedora e está sujeita a estratégias mercadológicas.
Como selecionar fornecedores
As fontes utilizadas para escolher os fornecedores vão desde anúncios nos jornais até visitas de inspeção a fabrica. Existem alguns procedimentos a serem seguidos na hora de selecionar o fornecedor. Deve-se selecionar aquele que tenha as melhores condições de fornecimento ao menor custo possível, desconto, qualidade e o conceito que o fornecedor tem no mercado. Além de outras características, como:
Disponibilidade: verificar a disponibilidade do fornecedor em prestar todas informações necessárias( produtos ou serviços) para assegurar a empresa que este será um bom parceiro,probabilidade do fornecedor vir atendê-lo no que se refere a quantidade e qualidade das mercadorias , cumprimento dos prazos acordados.
Reputação: a escolha por um fornecedor conhecido no mercado de trabalho facilita a busca de informações sobre o mesmo e evita maiores problemas.
Serviços: Optar por fornecedores que oferecem vantagens como treinamentos, brindes, patrocínios etc, é sempre uma ótima opção.
Localização: quanto mais próximo estiver localizado seu fornecedor menor será o valor do frete e do tempo de entrega, assim haverá menos investimentos em estoques e maior rotatividade dos produtos.
Políticas de trabalho: baseia-se em formas de pagamento, entregas, e como recebe as reclamações. É importante que o fornecedor otimize seu tempo para administrar tais processos.
Pontualidade: atraso no fornecimento de produtos tende a ter um impacto negativo em seus negócios, pois interfere diretamente no fluxo produtivo da empresa , compromete a entrega a seus clientes ou o aumento desnecessário de estoque, comprometendo também seu capital de giro .
A partir dessas fontes, origina-se uma lista aprovada de fornecedores a qual será analisada pelo agente de compras (responsável por entrar em contato com alguns fornecedores e obter informações quanto ao preço e á entrega). É preciso procurar continuamente por novos nomes e o desempenho dos fornecedores existentes deve ser seguido de perto porque os maus podem melhorar e os melhores podem se tornar descuidados. Algumas empresas distribui as grandes encomendas entre dois ou mais fornecedores para fins de comparação e para se proteger contra defeitos na entrega,por falta de administração , greves ou catástrofes naturais. A Importância das Técnicas de Negociação
O ato de negociar não é algo da atualidade. Há tempos empresários já se utilizam dessa técnica para fechar importantes negócios. Em qualquer Organização, independente do ramo profissional, é necessário utilizar de técnicas de negociação, as quais têm como objetivo comprar ou vender algo. Porém negociar vai além de comprar ou vender, visa encontrar um excelente desempenho no ato da negociação. Para que a mesma tenha cem por cento de sucesso é preciso que ambos envolvidos fiquem satisfeitos , caso contrário , esta negociação não será proveitosa para um dos negociadores. Sendo assim, o negociador que não obtiver lucro certamente não voltará a negociar com o outro, afinal esse negociador não teve a postura correta ocultando alguns pontos importantes da negociação o que é conhecido como “negociata”, ou seja, uma má negociação. Numa negociação é extremamente importante que haja esclarecimento entre as duas partes, ocorrendo tudo dentro dos conformes a probabilidade de existir futuras negociações é grande. Não é preciso estar no ambiente profissional para usufruir as técnicas de negociação, o ser humano está constantemente negociando alguma coisa, visando sempre sua satisfação.
O perfil do Negociador
Para que todas as metas da organização sejam alcançadas é preciso também definir o perfil de um bom negociador, sendo que suas características devem coincidir com as necessidades da empresa. A seguir algumas características importantes para o perfil de um negociador:
Criatividade: ser criativo é encontrar a solução que agrada todos os envolvidos, uma negociação “GANHA-GANHA” , por exemplo, exige grande criatividade.
Gosto pelo planejamento: necessita de organização financeira para que os custos estabelecidos para o negócio em questão não sejam ultrapassados.
Postura adequada: resume-se em flexibilidade. É preciso agir de acordo com as situações colocadas.
Atributos de Ator/Atriz: Ao invés de transparecer a emoção que está sentindo, o profissional expressa apenas as emoções que lhe interessam.
Audácia: mesmo que pareça fora dos princípios , é preciso arriscar novos horizontes e descobrir novas perspectivas numa negociação.
Autoestima: os adversários experientes em negociação costumam pressionar para conseguirem vantagens. Por isso é necessário q o negociador seja firme e se auto valorize para enfrentar tais situações.
Bom Humor: é imprescindível que o negociador mostre simpatia e bom humor em todos os momentos da negociação.
O negociador deve saber que deixar o outro lado satisfeito não significa sair prejudicado, afinal uma negociação forma-se de competição e cooperação e assim ambos se darão por satisfeitos.
Dicas para negociar com fornecedores:
O momento atual não é dos mais favoráveis à TI. Há menos pessoas nas equipes, mais trabalho a ser feito e a necessidade de cortar os custos da área. Entretanto, mesmo nesse cenário, não há como evitar alguns gastos, já que serviços prestados devem ser pagos e alguns contratos precisam ser renovados. Assim, fica a questão: como garantir a formalização de novos acordos favoráveis às companhias?
Existem algumas respostas óbvias, como a que diz respeito ao período mais indicado para o fechamento de negócios (fim de trimestre ou de ano fiscal), mas certamente há outros fatores que influenciam – até mais – na negociação de contratos com fornecedores. São eles:
Tenha um bom time de negociação Mais do que uma equipe comercial e jurídica, as empresas precisam garantir que, no momento de negociar os termos do acordo com fornecedores, existirá no grupo um executivo com habilidades técnicas e de negociação. O conhecimento tecnológico é imprescindível para que o contratante não abra mão de ferramentas importantes que serão oferecidas pelo prestador de serviços apenas para conseguir um desconto no preço final da oferta.
Medo, incerteza e dúvida Vendedores estão acostumados a serem culpados por tudo, assim, a intimidação e as ameaças não funcionam com eles. O que deixa o pessoal de vendas realmente preocupado é a incerteza e a sensação de desconhecimento perante consumidores e concorrentes.Portanto, sugiro que os negociadores gerem dúvidas nos fornecedores, afirmando que estão em negociação com outras empresas e na busca por soluções alternativas – tudo isso sem mencionar detalhe algum.
Traga seus vendedores para a negociação Ninguém melhor do que um vendedor para negociar com outro, portanto, é válido envolver sua equipe de vendas na negociação. Além disso, exija que um diretor da empresa fornecedora esteja presente no momento da discussão das cláusulas – pessoas do alto comando têm autorização para aumentar descontos e melhorar ofertas.
Tenha outras opções Busque diversas propostas ante de selar um acordo definitivo. Por meio da comparação dos serviços oferecidos a decisão fica mais fácil.
Compre de revendedores Em tempos de crise, fabricantes buscam reduzir custos operacionais concentrando suas vendas na estrutura de canais. Assim, as revendas podem se tornar bom aliados na negociação com o fornecedor para melhorar preços.
Recebimento do material da OC
Compras representa um importante setor dentro das empresas pois através dele, existe sempre a possibilidade de ganhos substanciais quando se consegue alocar os recursos de maneira a propiciar melhores preços, melhor qualidade e principalmente a entrega dos materiais solicitados dentro do prazo correto, evitando-se estoques desnecessários.
As empresas efetuam suas compras através de um documento denominado ordem de compras sendo que este deve ser devidamente abalizado ou emitido por pessoas previamente autorizadas para tal função.
A ordem de compras deve ser um documento formal e geralmente obedece à limites de valores que são regularizados de acordo com determinações da diretoria. Após feitas as cotações necessárias (mínimo de três propostas) as mesmas devem ser aprovadas pelo gerente compras, não sem antes serem verificados possíveis problemas tais como: -Diferença de preços, quantidades ou condições de pagamento; assim, tais condições deverão ser observadas e adequadas através da análise do gerente de compras.
A função de receber as mercadorias geralmente está relacionada ao setor de recebimento da empresa, este serviço nunca deve ser feito por contas a pagar nem pelo próprio setor de compras. Normalmente o setor de recebimento é constituído por profissionais capacitados para exercer funções fundamentais a essa área ; desta maneira , estes profissionais irão analisar os materiais que estão sendo entregues, bem como documentos (notas fiscais) com os quais poderão verificar se o que está sendo entregue, realmente é o que consta da ordem de compras. Neste passo, serão analisados e checados características e quantidades dos itens solicitados bem como os dados do fornecedor (CNPJ) e condições de pagamento por exemplo. O recebimento feito através da conferencia entre a ordem de compras e a nota fiscal somente será concretizado nas seguintes condições:
O numero da ordem de compras constar da nota fiscal Tipo de nota fiscal (serviços, vendas) estiver correta (natureza da operação) Dados do fornecedor confere com os descritos na ordem de compras Dados da instituição estiverem corretos Prazos e condições de pagamento estiverem corretos O material deverá corresponder às quantidades, descrição e qualidade descritos na Ordem de compras. Preço unitário bem como o preço total dos materiais devem conferir com o exposto na ordem de compras. Não deve haver avarias no material, sua validade deve estar no prazo no qual ele deverá se utilizado. Havendo quaisquer variações entre o solicitado e o que está sendo recebido,
tais divergências devem ser comunicadas ao setor de compras para este entre em contato com o fornecedor responsável para comunicar-lhe o ocorrido e sanar tais divergencias. Inspecionar com qualidade é uma função que visa proteger os interesses da empresa, por outro lado , também é função da empresa preservar devidamente bem os itens a serem devolvidos para troca pois devese visar também os direitos do fornecedor. Divergências quanto à variações mínimas ( para cima ou para baixo) são detalhes que devem ser definidos pela gerencia de compras quanto a aceitação ou não do produto a receber.
O setor de recebimento normalmente é uma área fisicamente separada de outras como o almoxarifado ou expedição e deve ser um local de centralização de todas as entregas feitas pelos fornecedores. Após a conferencia, as ordens de compras emitidas pelo sistema devem ser enviadas ao departamento contábil, onde novas checagens serão feitas para que sejam tomadas as providencias quanto ao pagamento das notas fiscais correspondentes.
MRP (Material Requirement Planning) Planejamento das necessidades materiais
O MRP usa uma filosofia de planejamento. A ênfase está na elaboração de um plano de suprimentos de materiais, seja interna ou externamente.O MRP considera a fábrica de forma estática. Assim o MRP como o conhecemos só se viabilizou com o advento do computador. O MRP utiliza softwares cada vez mais sofisticados, alguns deles chega a custar mais de um milhão de dólares.
O MRP passa a ser um sistema computadorizado que controla a produção de forma a minimizar os custos mas, mantendo os níveis de materiais adequados e necessários para o processo produtivo da empresa.
Este sistema possibilita às empresas calcularem os materiais dos diversos tipos que são necessários e em que momento, assegurando que sejam providenciados no tempo certo, de modo a que possa executar os processos de produção. O MRP utiliza como informação de input os pedidos em carteira, assim como a previsão das vendas que provêm da área comercial da empresa.
Componentes de um sistema MRP
Sistema computadorizado
Sistema informativo
Inventário de produção
Calendário de produção
Sistema de Gestão de “inputs” (entrada) para produção
Sistema de previsão de falhas produtivas
O MRP foi uma metodologia titulada de solicitação trimestral, aprofundada por George Plossl e Oliver Wight em 1967. Durante o fim da segunda guerra mundial, várias empresas desenvolviam planos de produção baseado apenas na carteira de pedidos firmes de clientes. O aumento da procura lançava uma enorme quantidade de pedidos pendentes. Esta circunstância apropriada fez com que as industrias trabalhassem com base em trimestres, sendo por isso o sistema assim denominado. No início de 1960 esta situação chega ao fim e, a previsão da procura torna-se cada vez mais importante, visto que os pedidos começavam a faltar e as empresas necessitavam antecipar a futura procura, ou seja, as empresas começavam a produzir para criar estoques. Na mesma época Magee retrata três elementos básicos que encara como necessário para um sistema de controle de produção.
Previsão da procura
Ordens de produção ou orçamento inicial
Metodologia de controle para decisão da velocidade da reposição dos estoques nos níveis orçamentados, quando ocorrem falhas na procura, originando excessos ou falta dos mesmos.
Como a sigla de Manufacturing Resources Planning (MRP) é a mesma de Material Requiriment Planning, convencionou-se chamar a primeira de MPRII. Hoje em dia é cada vez maior o número de autores que chamam o MPRII de ERP, sigla de Enterprise Resource Planning, ou seja, Planejamento dos Recursos da Empresa.
Quando se trata de um software baseado em MRP II, é fornecida uma quantidade bem maior de dados sobre o produto, como preço unitário, fornecedores, processo de fabricação, equipamentos, roteiros de fabricação e custos.
Just in Time
Just in Time é um sistema de administração da produção que determina que nada deve ser produzido , transportado ou comprado antes da hora exata.Pode ser aplicado em qualquer organização, para reduzir estoques e os custos decorrentes.
O Just in Time é o principal pilar do Sistema Toyota de produção ou produção enxuta. Com este sistema o produto ou matéria prima chega ao local de utilização somente no momento exato em que for necessário. Os produtos somente são fabricados ou entregues a tempo de serem vendidos ou montados. O conceito Just in Time está relacionado ao de produção por demanda, onde primeiramente vende-se o produto para depois comprar a matéria prima e posteriormente fabricá-lo ou montá-lo.
Nas fábricas onde está implantado o Just in Time o estoque de matérias primas é mínimo suficiente para poucas horas de produção. Para que isso seja possível, os fornecedores devem ser treinados, capacitados e conectados para que possam fazer entregas de pequenos lotes na freqüência desejada. A redução do número de fornecedores para o mínimo possível é um dos fatores que mais contribui para alcançar os potenciais benefícios da política Just in Time.
As modernas fábricas de automóveis são construídas em condomínios industriais que são chamados de consórcio modular, onde os fornecedores Just in Time estão a poucos metros e fazem entregas de pequenos lotes na mesma freqüência da produção da montadora, criando um fluxo contínuo. O sistema de produção adapta-se mais facilmente as montadoras de produtos onde a demanda de peças é relativamente previsível e constante, sem grandes oscilações.
Uma das ferramentas que contribui para um melhor funcionamento do sistema Just in Time é o Kanban.
Vantagens dos Just In Time
As vantagens do sistema de gestão Just in Time podem ser mostradas através da análise da sua contribuição nos principais critérios competitivos:
Custos- O JIT procura minimizar os custos dos equipamentos, materiais e mão-de-obra. As características do JIT, o planejamento e a responsabilidade dos encarregados da produção para melhoria do processo produtivo levam a minimização dos desperdícios.
Qualidade- Evita que os defeitos fluam ao longo do processo produtivo. O único nível aceitável de defeito é zero. Os colaboradores na execução das tarefas verificam, eles próprios, a qualidade da produção.
Flexibilidade- O JIT aumenta a flexibilidade de resposta dos sistema pela redução dos tempos envolvidos no processo. A flexibilidade dos trabalhadores contribui para que o sistema produtivo seja mais flexível em relação as variações dos produtos.
Fiabilidade- A fiabilidade das entregas é aumentada através do ênfase dado na manutenção preventiva e da flexibilidade dos trabalhadores. Permite identificar rapidamente os problemas que poderiam comprometer a fiabilidade, permitindo a sua imediata solução.
Os objetivos do JIT são: fluxo rápido e balanceado, reduzir os tempos de set up e os lead times, eliminar as paralizações, tornar o sistema flexível, minimizar os estoques.
O sistema Just in Time traz alguns benefícios e um deles é o de pequenos lotes.
Reduz estoque
Menos trabalho
Menos espaço para o estoque
Problemas são mais visíveis
Aumenta a flexibilidade da produção
A operação de balanceamento é facilitada
Como foi dito anteriormente o sistema Kanban ajuda muito no processo de compra e estoque, ele é um sistema que controla a produção sem papelada, cada Kanban corresponde a um contêiner padronizado de peças. O número de cartões Kanban determina o estoque entre dois centros produtivos.
Evolução do JIT (dias atuais)
- Ocidentalização do modelo JIT tradicional
- Evitar interrupções
- Adaptação a cultura ocidental
- Estoque “útil” (Restrição do sistema)
- Utilização conjunta do JIT com sistemas MRP (Kanban Eletrônico)
- Supply Chain Managment (SCM)
Conclusão
O setor de compras há muito tempo deixou de ser apenas mais uma parte integrante das organizações; com a evolução dos processos administrativos, este departamento alcançou um status significativo nas empresas, sendo uma fonte potencial de ganhos para toda a organização.
A importância da aquisição de materiais é essencial para o bom andamento da empresa, principalmente na área de produção, pois otimiza todo o setor fazendo que os custos sejam menores e os lucros maiores.
A escolha dos fornecedores é de fundamental importância pois ela refletiram diretamente sobre os resultados finais.A observação da escolha dos fornecedores permitirá entregas 100% perfeitas. A entrega será feita no momento exato, nem antes e nem depois, evitando assim, estoques onerosos a instituição e falhas no processo produtivo por falta de peças. Outro fator importante na negociação com fornecedores é a flexibilidade nas condições de pagamentos, que podem significar importantes ganhos financeiros.
A adoção dos sistemas Just in time, kanban e MRP agiliza todo o processo interno e externo de logística, propiciando menos custos para a empresa tornando-a competitiva no mercado.
Bibliografia
Fonte: Sites
http://www.nortegubisian.com.br/onde-atuamos/logistica-e-gestao-da-cadeia-de-suprimentos/151planejamento-programacao-e-controle-da-producao-e-dos-materiais-ppcpm
www.google.com.br www.sebrae.com.br