A Renovação das Lideranças no TRC

Muito se discute sobre os atuais líderes no cenário do Transporte Rodoviário de Cargas quando olhamos para dentro das entidades que representam a classe patronal do setor,

Quando olhamos com conhecimento temos a impressão de que estamos bem representados e sem dúvida nenhuma por pessoas que conhecem os desafios e dificuldades que rodeiam as empresas,

Quando digo que o olhar com conhecimento traduz a tranquilidade da impressão é que se participarmos das entidades e entendermos o que a entidade tem condições de fazer e entender que tudo dentro da entidade depende de apoio político entenderemos porque algumas coisas demoram ou simplesmente não acontecem,

Se os participantes de uma entidade sindical ou associação de classe são taxados ou rotulados pelo que não fazem e quando fazem ninguém percebe, quais os motivos para a participação dos líderes que compõem as entidades?

São muitos os benefícios para os participantes e dentre eles o conhecimento do cenário antes de todos aqueles que não participam, além de estar por dentro de leis que mudam a cada momento e com estas tirar proveito em possíveis benefícios fiscais de forma que gere lucro na atual operação, dentre outros benefícios como os melhores fornecedores de bens e serviços para nosso negócio com preços mais baixos do que o mercado comum, e muitos outros benefícios,

Se por um lado temos a impressão de ter sempre os mesmos líderes, por outro lado temos a esperança da renovação com o fenômeno que vem se consolidando nos mais diversos sindicatos espalhados pelo Brasil chamado de Comjovem, este nome foi concebido em São Paulo pelo Setcesp inicialmente para denominar a então Comissão de Jovens Empresários e Executivos do Transporte Rodoviário de Cargas e o nome Comjovem fixou de maneira que se propagou por todos os sindicatos e virou o símbolo da renovação quando a NTC & Logistica levou a ideia a frente inserindo nos mais diversos locais a ideia,

A Comjovem é sem sombra de dúvidas uma realidade dentro das entidades e com relevantes serviços prestados ao TRC no que diz respeito à formação de novos líderes, dentre eles já temos exemplos de sucessão como o caso do Setcesp em São Paulo que é o maior sindicato patronal de transporte rodoviário do Brasil e que tem o atual presidente oriundo da Comjovem, Tayguara Helou teve uma trajetória na comjovem e é herdeiro de uma tradicional empresa de transporte rodoviário de cargas e também herdeiro de seu pai Urubatan Helou ex presidente do Setcesp das habilidades sindicais as quais ele dedica hoje parte de seu tempo em prol do setor,

Com esse exemplo que firma a posição da Comjovem dentro dos sindicatos, e outros mais como as constantes trocas de presidentes de sindicatos que estão ocorrendo Brasil a fora podemos vislumbrar em um futuro próximo um setor mais forte mais unido e mais moderno,

A modernidade que sugiro será primordial se ocorrer a tão esperada reforma trabalhista que da forma como está proposta acabará a contribuição compulsória aos sindicatos e eles somente sobreviverão se tiverem serviços a oferecer aqueles que espontaneamente se associarem,

Além do mais em 2018 ocorrerão eleições na CNT Confederação Nacional do Transporte, entidade máxima que coordena todos os modais de transporte inclusive o TRC e onde a previsão é de que a próxima presidência seja de algum representante do Transporte Rodoviário de Cargas e com isso abriria mais vagas ainda para novas gerações nas bases sindicais,

Meu caro leitor com certeza recomendo a vossa participação nas entidades de sua base territorial e espero que some as atuais lideranças e cobre destes as necessidades da sua região.

Responsável: Marcelo Rodrigues

A Logística Reversa e o Descarte de Veículos Pesados Após Sua Vida Útil – Uma Breve Dissertação

A Logística Reversa e o Descarte de Veículos Pesados Após Sua Vida Útil – Uma Breve Dissertação

No mundo atual na qual existe a crescente preocupação da sociedade em relação ao meio ambiente, ao desenvolvimento sustentável e o descarte ideal de milhões de toneladas de produtos manufaturados, lanço um olhar especificamente ao mercado de caminhões e a responsabilidade das montadoras quanto a devolução ecologicamente correta do seu produto onde, nós transportadores somos os principais consumidores deste bem. Sabemos que o mercado da logística reversa está em franca ascensão por uma pressão legal e sócio-ambiental e cada dia mais engloba diferentes segmentos de produtos. A logística reversa é a área da logística empresarial que “planeja, opera e controla o fluxo e as informações logísticas correspondentes, do retorno dos bens de pós-venda e de pós-consumo ao ciclo de negócios ou ao ciclo produtivo”, utilizando os canais de distribuições reversos. (LEITE 2005, p.16). No diagrama abaixo verificamos um figura que exemplifica esse fluxo.

Mat sec

Itens como agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas fluorescentes e produtos eletroeletrônicos já tem sua destinação legal regulamentada, sendo essa de responsabilidade de seus fabricantes pelo seu retorno

Quanto ao mercado de veículos pesados vimos que tem se tornado um problema ambiental crescente já que a vida útil dos caminhões tem sido estendida por anos a fio, muito além do recomendável. Verificamos facilmente unidades com mais de quarenta anos nas ruas trafegando livremente, gerando poluição e riscos de segurança viária em decorrência da inexistência de uma política eficaz de renovação de frota. E quando esses veículos finalmente param, não existe uma destinação legal apropriada, quando não abandonado nas vias públicas e em locais ermos.

Estima-se que 98,5% da frota nacional termina em desmanches e depósitos, segundo estimativa do Sindicato do Comércio Atacadista de Sucata Ferrosa e Não Ferrosa (SINDIFESA). Ainda segundo o SINDIFESA, apenas 1,5% da frota brasileira que sai de circulação vai para o processo de reciclagem. Um contra ponto sera os Estados Unidos, 95 % dos veículos retirados de serviço nos Estados Unidos são destinados à reciclagem, com cerca de 83% dos materiais sendo reaproveitados. ( Art. Simpoi 2012-FGV pag12)

O questionamento se dirige em relação a um setor tão representativo na economia, não ter um papel relevante quanto a sua responsabilidade na logística reversa do seu pós consumo. Ações efetivas para fazer os caminhões serem devidamente descartados ou através de planos coletivos entre as demais montadoras ou mesmo através de ações individuais não são vistos e muito menos questionados de forma recorrente principalmente pelo impacto que gera a coletividade e ao meio ambiente.

O intuito do texto é fazer uma provocação e uma reflexão aos setores automobilísticos sobre seu papel em um mundo que está a cada dia mais preocupado em seu desenvolvimento sustentável.

Responsável: Alexandre Otsuz

Medidas Paliativas Não Solucionam Roubo de Cargas

O roubo de cargas no Rio de Janeiro atingiu um patamar inadmissível. A presença das Forças Armadas, após decreto do Governo Federal, não consegue minimizar este caos, até por ser, apenas, uma solução temporária, que camufla um problema que há anos o setor vem denunciando. O prejuízo com roubo de cargas no país, entre 2011 e 2016, superou a ordem de R$ 6,1 bilhões.

Como consequências do crescimento dessa modalidade criminosa, temos o encarecimento dos seguros. As medidas de gerenciamento de risco das empresas giram, em média, entre 12% e 15% com relação ao faturamento anual. Taxas extras são cobradas pelas transportadoras para todas as mercadorias destinadas ou com origem no Rio de Janeiro. Em decorrência, quem produz e/ou consome no Rio paga mais caro pela falta de segurança.

A situação é tão grave que, em uma lista de 57 países, o Brasil é apontado como o oitavo mais perigoso para o transporte de cargas, à frente de países em guerra e conflitos civis, como Paquistão, Eritréia e Sudão do Sul. Se tratarmos especificamente de roubo de cargas, o Brasil lidera o ranking mundial.

Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Rio de Janeiro, nos últimos 24 anos, quando a estatística começou a ser feita, o roubo de cargas saldou de 1.939 para 9.870, o que representa um aumento de mais de 500%, levando o Estado a liderança do ranking nacional dessa modalidade criminosa.

Ao examinar a estatística do período de 1992 a 2016, é possível constatar quatro momentos distintos. O primeiro, do início do estudo até 1995, apresenta quedas sucessivas. Após 1996, verifica-se uma tendência de elevação até 2007, com ressalva a ligeira queda verificada entre 2005 e 2007. No terceiro momento, iniciado em 2008, demonstra uma redução significativa dos números, que persistem em cair até 2010. Daí em diante, caracteriza-se uma forte tendência de alta, acentuada nos últimos anos da série, alcançando em 2016 o maior número de todo o conjunto analisado.

Para agravar ainda mais, o Estado do Rio passa por uma de suas mais graves crises financeira, o que tem levado ao sucateamento da estrutura administrativa. As forças policiais sabem como combater esta modalidade criminosa. No entanto, não contam com uma estrutura mínima para a implementação de uma atuação mais ofensiva.

A carência passa pela falta de recursos humanos, materiais, armamentos e viaturas, chegando até a ausência de torners necessários para a impressão de um boletim de ocorrência. Com isso, somente no ano de 2016 foram praticados 27 roubos por dia. De 2014, quando o tráfico intensificou sua atuação nessa modalidade criminosa, até 2016, já foram registrados 22.685 casos.

Ao mesmo tempo em que crescem as ocorrências, o combate ao roubo de cargas no Brasil tem sido dificultado por três fatores. O primeiro, a maior atuação de grandes organizações criminosas, que transformaram esse crime em fonte de financiamento para o tráfico de drogas. O segundo, a falta de uma legislação mais rigorosa voltada para punir, em conjunto, todos os elos da cadeia criminosa. Por último, a falta de recursos financeiros das forças de segurança.

Só com a união do setor poderemos reverter este quadro. Somos responsáveis pela movimentação de cerca de 70% de toda a mercadoria que circula no Brasil. Sem segurança, estamos perdendo competitividade e nossas empresas deixam de crescer. Temos que mostrar nossa força e exigir o fim dessa tragédia, que prejudica toda a economia do Brasil.

Responsável: Ítalo Marcos Grativol

Terceirização da Moral

Terceirização da Moral

Desde o surgimento das primeiras sociedades primitivas, o primeiro grande dilema enfrentado pelos primeiros indivíduos que se relacionavam em grupos e, por incrível que pareça os mesmos desafios até hoje, resguardado o nível de complexidade, foram estabelecer os preceitos mínimos para conviver em grupo de forma pacífica e próspera.

Assim sendo lá no início e sucessivamente na formação das primeiras famílias, grupos, tribos, culturas, sociedades e finalmente, a humanidade globalizada como um todo, nós viemos crescendo continuamente, nos relacionando e miscigenando.

Por consequência e naturalmente essa interação faz com que ocorram a aparição de inúmeras desarmonias que só podem ser sanadas com a criação de regras pariformes entre todos esses seres humanos. Um sistema de leis criados pelos próprios cidadãos que tenham como objetivo a conciliação e a paz. Exemplo dos nossos sistemas democráticos de hoje.

Nesse modelo institucional, praticado pelos países mais evoluídos, muitos foram as iniciativas e ações no sentido de fortalecer a equidade e a justiça com leis para regular essas relações entre as pessoas. Como a constituição dos países, seus códigos e demais leis ordinárias.

Porém, esses processos envolvem diretamente os seres humanos, sua consciência e adaptação. E tudo leva muito questão de tempo. Principalmente quando o aprimoramento evolutivo não se trata de uma pessoa específica, mas de uma consciência coletiva de um grupo ou de uma sociedade inteira de indivíduos. Fazendo muitas vezes que ocorram retrocessos ou que as pessoas não sigam esses preceitos legais que foram definidos em prol dessa justiça e, por consequência, da paz entre elas mesmas. Percebendo isso, criamos e fortalecemos as instituições, sua capacidade fiscalizatória, criamos dispositivos de transparência, investimos na educação, etc.. Entretanto, muitas vezes com resultados vagarosos e em alguns casos ineficientes.

É nesse momento que as tecnologias podem nos ajudar a nos desenvolvermos de forma mais vertiginosa nesse âmbito. Nesse contexto então, nos perguntamos: porque a tecnologia não pode também auxiliar-nos no fortalecimento e zelo dessas relações entre as pessoas, que já lá desde o início, nas primeiras formações de grupo de indivíduos, já era o grande desafio e que continua sendo na formação de toda humanidade?

Resultados mais céleres e eficazes já são vistos por exemplo em campos onde a tecnologia é mais presente. Onde podemos evidenciar de forma mais efetiva em áreas como da medicina, engenharia, indústria, serviços, automação.. entre outros.

Entendemos que a tecnologia por si só é desprovida de essência, espírito, alma, como prefiram definir. Ou que ainda assim estaria subjugada aos homens. Todavia, devemos lembrar que ela é muito mais incansável, imparcial e eficaz do que nós mortais! E ainda temos a tecnologia com a evolução de todas suas vertentes como: RFID (Radio-Frequency Identification), Telemetria, Vídeo Monitoramento, todas as tecnologias AVL (Aut. Vehicle Location), IoT (Internet of Things), Nanotecnologia, Big Data, Tecnologias Prescritivas e Cognitivas, AI (Artificial Intelligence), que serão elas capazes de aprender, evoluir e nos ajudar de forma mais rápida do que qualquer grupo de indivíduos.

E só os sistemas computadorizados autônomos possuem a incansável e impecável habilidade de fiscalizar ou monitorar todo grupo de indivíduos ou coisas sem falhas ou exceções de forma justa. Processo muito mais abrangente, imparcial e justo que as fiscalizações humanas por amostragem de hoje em dia.

Pegamos o exemplo o Brasil, que passa por um dilema muito grave de falta de assistência para população e ao mesmo tempo uma enorme carga tributária cobrada de seus cidadãos.

Um estudo elaborado pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) mediu a carga tributária cobrada por cada país e comparou com o seu IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que mede a qualidade de vida e o bem-estar da população. Essa conta deu origem ao IRBES (Índice de Retorno de Bem-Estar à Sociedade), para medir o retorno recebido pelos seus cidadãos sobre os impostos que são pagos por eles.

O resultado apresentado deixou evidenciado que o Brasil salta entre os primeiros países que mais cobram impostos dos seus cidadãos. Quando consideraram o que pagamos de imposto e o retorno que recebemos do Estado e, quando adicionamos o que temos que pagar como custos adicionais em saúde, educação, segurança, entre outros, por exemplo, a relação fica estarrecedora. Estes estudos mostraram portanto que o Brasil é o país que mais cobra impostos no mundo! O IRBES mostra exatamente isso, quanto os cidadãos no mundo pagam de impostos e o quanto recebem de retorno dos seus países. Veja a baixo:

RESULTADO OBSERVADO

O resultado observado é preocupante. Com uma carga tributária de 35% do PIB o Brasil, nosso pais, tem um IDH de 0,744, em um índice vai de 0 a 1. Estamos atrás, por exemplo, da Argentina e Uruguai, país irmãos e vizinhos do Brasil.

Portanto é mais do que evidente que o estado não precisa e nem pode cobrar mais impostos, correndo o risco de colapsar todo sistema. Mas ao mesmo tempo precisa encontrar alternativas para atender as necessidades básicas de seus cidadãos para que não ocorram conflitos e que a paz seja preservada. E mesmo tomando iniciativas boas que permitam a retomada do crescimento do país, elas não serão longevas se não forem sustentadas em alicerces muito consistentes.

Gestão de governos anteriores mostraram que o crescimento por si só não é garantia de sucesso ou estabilidade econômica. O crescimento é sem dúvida um caminho importante para saída de uma crise, mas não é a solução singular
e com o fim em si mesma. Isto é, se essas ações não vierem acompanhadas de fundações sólidas e sérias, elas se tornam muito frágeis. Bom, a história nos mostra isso com o apogeu e decadência das inúmeras civilizações e países que já foram protagonistas em determinados momentos de nossa história e que posteriormente faliram ou foram superados por outros.

É nesse contexto e encruzilhada, entre elevada arrecadação e grandes necessidades básicas da população, que a tecnologia pode nos ajudar. Nos auxiliando a acompanhar e fiscalizar tanto os setores públicos e privados de nossa economia. Para que nas relações de arrecadação, no viés privado, e empregabilidade dos recursos, no viés público, deixem o Estado mais eficiente, transparente, probo e, por consequência, melhor gerido!

Na esfera privada, já temos inúmeras soluções e projetos em andamento, como por exemplo: OCR, ECD, ECF, CTE-E, MDF-E, DANF, E-SOCIAL.. etc.. Soluções que por sinal, em alguns casos atrasadas ou ainda não completas, mas que precisam ser implantas para dar credibilidade ao mercado, para corroborar as boas práticas e principalmente dar esperança aos cidadãos de bem!

Muitos países como o Japão e EUA investem muito nos controles tecnológicos, tanto na esfera privada quanto na esfera pública. Isso talvez seja uns dos segredos de serem por tanto tempo países com sólidas bases de crescimento e de larga hegemonia por vários anos.

Por isso, para sairmos desse nó górdio, basta vontade política e agirmos!

Porque no final todos nós já sabemos: os impostos atingem a todos nós, sem exceções. E todos, tanto os brasileiros na área pública quanto na área privada, pagamos por tudo isso! Afinal o último elo da corrente é sempre e, invariavelmente, todo o cidadão brasileiro.

Em alguns encontros de tecnologia procuro observar em “startups” ou nas empresas mais antigas e consolidadas em tecnologia, soluções ligadas a áreas públicas. Tanto para o auxílio e transparência no controle interno das instituições públicas quanto do controle público para com o privado. Já presenciei algumas alternativas bem interessantes, mas ainda muito aquém da grandeza das oportunidades e do tamanho que é o Estado – que convenhamos, está muito grande.

Logo, a necessidade e carência do Estado Brasileiro da necessidade de ajuda nesse sentido é enorme. E ainda pergunto, espreitando os últimos momentos políticos e públicos, se não é de se indagar se não seria bastante oportuno refletirmos como podemos evoluir e se as soluções tecnológicas poderiam mesmo nos ajudar? Lanço até aqui um desafio às mentes brilhantes que temos nesses país, muitos até gênios na área tecnológica, se a tecnologia pode nos acudir nisso. Ou não pode?

Voltamos a reforçar que nesse artigo não pretendo fazer uma apologia à Tecnologia em detrimento das pessoas. Pelo contrário, queremos mostrar que a tecnologia pode nos auxiliar e muito nos processos para que nós dediquemos nosso tempo e foco exatamente nas pessoas. Mesmo porque ainda precisaremos das pessoas de bem para que essas boas práticas sejam implementadas.

A história nos mostra, com uma série de exemplos, que as inovações tecnológicas nos auxiliaram e n os auxiliam e muito no nosso dia a dia e em toda evolução científica, então porque não também em manter essa imprescindível harmonia na relação entre os homens, como discorremos nesse texto. Com o objetivo de garantir ao mesmo tempo a prosperidade e a paz entre as pessoas.

Portanto vale a reflexão, se a tecnologia pode nos ajudar nessas relações entre os homens, no zelo da equidade, transparência, da justiça e na sua paz ao monitorar e fiscalizar nossas seculares e atávicas fraquezas humanas.

Responsável: Jácomo João Isotton Neto

A Importância da Logística nas Empresas

A logística está no nosso cotidiano cada vez mais forte. Ouve-se falar em logística no governo, nas empresas, e até mesmo nas nossas casas e para um bom convívio familiar. Essa palavra logística é de origem militar e foi desenvolvida visando colocar os recursos certos no local com o objetivo de vencer batalhas. Atualmente, é impossível em uma transação comercial ficar totalmente isolado desse processo, faz parte da vida cotidiana de qualquer empresa e devem ser levados em consideração os custos envolvendo os transportes para obter sucesso nos negócios.

No Brasil, o período da mobilização empresarial, foi até meados dos anos 90. Após esse período, a logística passa por um processo revolucionário na eficiência, qualidade e disponibilidade de infraestrutura de. Os principais fatores que impulsionaram o processo de mudança foram muitos, como a abertura do comércio internacional e a estabilização econômica com o plano real.

Segundo artigos do Martins e Alt (2006, p.330), existe em logística três dimensões principais: uma dimensão de fluxo (suprimentos, transformação, distribuição e serviço ao cliente), uma dimensões (processo operacional, administrativo, de gerenciamento e de engenharia) e uma dimensão de domínio ( gestão de fluxos, tomadas de decisão, gestão de recursos e modelo organizacional). Logística não é simplesmente o ato de transporte de um lado para o outro do produto acabado, mas desde a captura da matéria-prima, seu processo de transformação, envolvendo todas as dimensões da empresa e sistemas, até chegar ao consumidor.

A logística faz o gerenciamento de produtos, desde os pontos de fornecimento até os pontos de consumo, visando satisfazer o pedido dos clientes ao menor custo possível. É normal que todas as empresas, de qualquer porte, busquem agilidade em seus processos. Para isso, é de grande importância que estejam ligadas para atender as expectativas de seus clientes. Cumprir prazos, alta qualidade e boa produção, colaboradores empenhados. Essas coisas são mínimas e essenciais para o aumento da margem de lucro e ganhar seu espaço no mercado de trabalho. Estamos vivendo em uma época de globalização, onde as concorrências estão cada vez maiores e mais competitivas. Isso mostra o quão bom deve ser um planejamento logístico, se a Empresa deseja se destacar. Quando a logística é eficaz, só traz resultados que favoreçam a organização.

Responsável: Isadora Rocha

O Transporte Rodoviário de Cargas, A Crise e a Mão de Obra: Um Eterno Dilema

Em tempos de crise, uma das estratégias mais adotadas pelos transportadores para a redução de custos é a redução do quadro de funcionários. Até acredito que ela funcione em empresas em que há um quadro de funcionários grande, e que muitas vezes não seja necessário manter. Entretanto, via de regra, não é o que acontece.

Numa tentativa desesperada de reduzir custos, funcionários que desempenham papéis estratégicos dentro das empresas são dispensados. Com isso, dispensa-se também o conhecimento que essas pessoas têm com relação à operação e o bom relacionamento que essas pessoas mantinham com clientes e funcionários que fazem parte da operação. Essas perdas, infelizmente, jamais poderão ser contabilizadas na ponta do lápis.

O empresário também se esquece de que, para reduzir o quadro, também terá que mexer no bolso. Funcionários com bastante tempo de casa geralmente apresentam salários elevados, por terem adquirido prêmios por tempo de serviço, e também por causa dos dissídios que foram aplicados sobre o salário do funcionário desde que ele ingressou na empresa. Com isso, o custo dessas rescisões de contratos de trabalho fica bem salgado.

Além da questão financeira, esse tipo de prática envolve o fator tempo, e aloca uma série de pessoas para cumprir o que o empregador deseja. O setor financeiro é envolvido para saber se a empresa tem condições financeira de mandar os funcionários embora, o rh da empresa ficará incumbido de preparar toda a documentação necessária para realizar essas dispensas, e os funcionários que se encarregam das áreas administrativas e operacionais para saber quem irá assumir as atribuições dos profissionais que foram dispensados. É evidente que cada empresa adota um tipo de postura nesse momento, mas nem sempre essa preparação acontece.

Muitas vezes, o empresário quer que os funcionários sejam dispensados e pronto, não importando as consequências; a impressão que eu tenho é que, quando essa decisão é tomada, geralmente não se pensa em nada, a não ser reduzir os custos com a folha de pagamento ao final do mês.

Uma outra consequência desse tipo de dispensa é a instabilidade no clima organizacional. Os funcionários que não foram dispensados começam a se sentir ameaçados e com medo de serem os próximos da lista. Com isso, diminui a produtividade deles no trabalho, e sem contar que muitos diante do risco já começam a disparar os seus currículos antes que o pior aconteça.

Eu acredito verdadeiramente que a crise não vem da noite para o dia. Se da noite para o dia uma empresa desmorona, é porque as estratégias que ela adotava anteriormente, tanto na área operacional como na área comercial, já continham falhas graves, que se tivessem sido corrigidas em tempo, não culminariam numa atitude extrema de dispensa coletiva de funcionários.

Por isso, sempre me questiono e questiono os colegas transportadores com quem tenho contato: será que realmente é preciso chegar a esse ponto? Será que precisamos deixar as situações se agravarem para tomar uma atitude? Não seria muito melhor trabalhar de uma maneira mais enxuta, mais estruturada, mais madura, do que viver nessa montanha russa, cheia de altos e baixos, esperando que as condições econômicas determinem a ascensão ou a queda de sua empresa?

É necessário agir preventivamente, porque ao agir de forma corretiva, nem sempre há tempo para se voltar atrás e correr atrás daquilo que se entenda ser prejuízo. A prevenção reflete nos resultados da empresa, na sua funcionalidade e também na sua competitividade.

Podemos dizer que um planejamento do setor de recursos humanos em relação ao quadro de funcionários pode não trazer uma economia financeira imediata, mas sim uma verdadeira estrutura para os recursos humanos de uma empresa. Um ambiente equilibrado para o trabalho, sem o temor de dispensas devido a qualquer tipo de crise, torna uma equipe mais produtiva, melhora o ambiente de trabalho e traz benefícios diretos ao empresário, com funcionários motivados e seguros de sua importância na corporação. Um bom planejamento fomenta as boas relações trabalhistas e resulta em benefícios para todos, empregador e funcionários, sendo que a garantia de empresas mais sólidas sempre traz avanços à economia e aos negócios.

Responsável: Melina Montenegro Schio