por comjovem | jun 26, 2017 | Artigos, Núcleo Espirito Santo
O cenário profissional que se desenha nas empresas, hoje em dia, é bastante interessante. Você já reparou que convivem, dentro das mesmas companhias, colaboradores de diversas gerações? Estão lá os Baby Boomers, Geração X, Geração Y e Geração Z, que interagem o tempo todo. A convivência dessas várias gerações no ambiente corporativo influencia e impacta diretamente no ambiente organizacional, interferindo na produtividade. Portanto, cabe aos líderes entender os anseios, as compatibilidades e as diferenças de cada geração, e buscar formas de gerenciar as pessoas e os conflitos, sem perder de vista as melhores práticas de gestão.
Os estudos que tratam sobre a diversidade de gerações nas empresas ainda são poucos. Infelizmente! Pois, o que o atual cenário organizacional nos mostra são insatisfações, conflitos e quedas de produtividade que estão relacionadas à diferença dos valores que cada nova geração que ingressa no mercado traz consigo.
Então, se faltam materiais teóricos, mas sobram situações práticas, cabe ao gestor estudar, analisar, ter acesso e colocar em prática as muitas ferramentas disponíveis no mercado que tornam a gestão de pessoas eficaz. Mas, atenção! Nada disso surtirá efeito se o líder não souber lidar com os respectivos valores de cada geração.
E quando falamos das ferramentas de gestão de pessoas disponíveis no mercado, estamos nos referindo, por exemplo, à Estrutura de Cargos e Salários, Avaliação de Competências, Processo Formal de Feedback e Estruturação de Plano de Desenvolvimento, Avaliação de Desempenho (Metas), Acompanhamento do RH, Elaboração de Planejamento Estratégico de RH, e Treinamento e Desenvolvimento das Lideranças.
Embora estejamos retratando, aqui, as muitas gerações que estão dividindo espaço no ambiente corporativo, existe uma, a Geração Z, cujas características demandam atenção especial por parte das empresas, já que esses jovens profissionais nasceram sob o advento da internet e do boom tecnológico e, assim, são amigos íntimos das maravilhas da pós-modernidade.
Apesar da modernização tecnológica do negócio não ser uma ação de responsabilidade direta da área de gestão de pessoas, estudos sugerem que o RH exponha para a alta gerência a necessidade de tornar a empresa sempre atrativa para as novas gerações, por meio da inserção de novas tecnologias e inovações, para que exista a manutenção e renovação de talentos, inclusive e sobretudo da Geração Z, de forma que se mantenha o alto desempenho e a melhoraria contínua da qualidade dos serviços prestados.
É óbvio que o compartilhamento de conhecimento não deve acontecer apenas por meios digitais. Aí, então, entra a necessidade de investimento na experiência adquirida por meio do relacionamento com os profissionais de outras gerações. Para isto, um coaching pode contribuir.
Outra boa sugestão para atingir em cheio esse público e que ainda é pouco utilizada trata-se do rodízio de tarefas (Job Rotation). Entendemos que ele precisa ser incrementado, especialmente para as novas gerações, pois é um processo no qual os jovens são estimulados a se colocar no lugar do outro, o que permite reduzir o comportamento egocentrado tão comum nos jovens e perceber a relação de interdependência entre as áreas e pessoas.
No contexto organizacional, os gestores já conhecem as diferenças comportamentais existentes entre os Baby Boomers e Gerações X, Y e Z, e buscam extrair de seus times um alto desempenho nas suas atividades. No entanto, é preciso mais! Mais estudos, informações, conhecimento e divulgação. Nossas empresas e nossas equipes clamam por isso.
Responsável: Roberta Fiorot Pinhati
por comjovem | jun 23, 2017 | Artigos, Núcleo Curitiba
INTRODUÇÃO
Mudança tem como definição, um processo de transformação, adequação, modificação de diversas situações existentes. Levamos em consideração alguns fatores como: cultura, ambiente, estilo de vida, localização entre diversos outros fatores do cotidiano.
Com a evolução diária do ambiente competitivo das organizações, necessitamos nos adaptar às mudanças com o objetivo de engajamento contínuo, para êxito no processo de mudança, a mesma deve ser clara, objetiva e precisa ser motivada pelos líderes na gestão das organizações.
GESTÃO DE MUDANÇAS
A Gestão da mudança tem como foco desempenho humano, engloba o processo de reestabelecer ou estruturar os processos da organização, com o objetivo de alterar algum ponto na sua cultura, estratégia, estrutura ou produto.
O contexto mudança nos traz a jornada emocional onde na qual estabelece as seguintes fases:
- CONFORTO E CONTROLE: O indivíduo nesta fase, encontra-se na zona de conforto, se sentem seguras e no controle, detém conhecimento técnico e de processos da empresa, se sentem injustiçados e perseguidos por falta de oportunidades.
- TEMOR E RESISTÊNCIA: Nesta fase o indivíduo reluta para aceitar as mudanças, onde a resistência prevalece, sair do status quo ameaça aos direitos adquiridos pelas pessoas, e transtornos aos modos estabelecidos de se desempenharem as tarefas. As pessoas que são afetadas pela mudança experimentam certas desordens emocionais, envolvendo uma sensação de perda, de incerteza e de ansiedade.
- INVESTIGAÇÃO, EXPERIMENTAÇÃO E DESCOBERTA: Esta fase compreende –se em o indivíduo querer a mudança, enxerga a oportunidade, mas não detém de uma visão clara do processo.
- APRENDIZAGEM, ACEITAÇÃO E COMPROMETIMENTO: A fase da aceitação é a última, o perceber o novo, olhar para trás e ver a curva do aprendizado e todas as fases da mudança, aceitar essa nova fase e a internalização é positiva.
No processo de mudança deve- se utilizar as práticas que envolvam os colaboradores com o objetivo de alcançar o maior índice de aceitação e menor índice de rejeição no setor do capital humana da organização. Para que a mudança seja positiva, devemos conduzir o processo de com habilidade dos gestores para que em todas as fases se obtenham êxitos, sem perdas financeiras e aceitação dos colaboradores.
Qualquer tipo de mudança, por menor que pareça, provoca alterações nas rotinas de trabalho por isso é preciso saber gerenciar os processos de mudanças e principalmente entender sua interferência nas relações interpessoais e principalmente o papel do gestor para gerenciar estas questões.
Os processos de mudanças são instrumentos de grande valia que as organizações devem utilizar com o intuito de estarem sempre atualizados e aperfeiçoando os processos de gestão de pessoas. Em um processo de mudança, o convencimento se torna o fator mais importante para o sucesso do projeto, devem ser claros os ganhos que serão adquiridos, o conhecimento e experiência que o processo irá trazer e também estabelecer novas redes de relacionamentos.
Os gestores e lideranças devem estar capacitados no âmbito de gestão e competência técnica para que torne uma equipe forte e concisa, pois grande parte do sucesso da implantação está vinculada a capacidade de o gestor ter capacidades de liderança perante aos colaboradores. É preciso comercializar que a ideia será benéfica para todos, tanto para a empresa como a equipe envolvida no processo.
A estratégia para reduzir as mudanças é a liderança. Liderar é praticar a influência resultando em poder, om a ausência desta competência muito pouco ou talvez nada será realizado para exercer a mudança. A Liderança deve estar presente e diluída em toda equipe que efetivará a transformação. Liderar é ter criatividade.
A comunicação é o requisito básico e mais importante para que a mudança seja implementada de forma eficaz, é comum que as palavras sejam recebidas de uma maneira diferente daquela da intenção primaria, depende de como forem ditas podem desencadear sentimentos, ações e pensamentos bem diferentes. Feedback faz parte da comunicação eficaz onde faz parte dos processos de mudança organizacional, tem como objetivo motivar e informar um conteúdo. Uma organização que não oferece feedback aos seus colaboradores não consegue manter os mesmos comprometidos.
No processo de mudança deve-se estabelecer os valores e que os mesmos sejam compartilhados na totalidade da organização, desde o topo até a base. Toda as organizações possuem valores e é preciso que fique explicito para que os colaboradores alinhem seus valores que carregam ao entrarem na empresa.
Muitas mudanças se perdem por falta de controle, possuir competência de controle é saber conduzir o processo dentro dos limites estabelecidos, está competência é executar um plano exato para que todos consigam desenvolver suas competências e que fiquem atualizados. Aprendizagem organizacional é não perder memória quando da aposentadoria ou saída de algum técnico ou líder. É ter processos internos de identificação e registro das atividades chave na mudança.
Responsável: Camila Rangel Wolff
por comjovem | jun 23, 2017 | Artigos, Núcleo Curitiba
A gestão e precificação dos valores de rotas não parte mais do transportador, mas sim, do embarcador. Este é o novo cenário vivenciado pelas empresas de transporte no Brasil, as quais passaram a ter que trabalhar internamente para viabilizar o “aceite” a uma determinada rota que está sendo ofertada pelo Embarcador a um preço pré-fixado pelo mesmo.
Imaginar o cenário acima, obviamente hipotético (será ?), assusta a maioria dos transportadores. Vamos partir do principio que este valor de frete proposto pelo Embarcador seja viável financeiramente e economicamente, porém diante disso, caberá as transportadoras desenvolverem processos internos, equipe, infra-estrutura, modelos de gestão administrativa e operacional eficientes e eficazes para almejar uma margem desejada para a rota ofertada pelo embarcador.
Trabalhar com margens cada vez mais exprimidas ou até negativas, BID´s intermináveis e complexos, passivos trabalhistas, custos que não param de crescer, etc, infelizmente vem sendo a realidade hoje do setor de transporte rodoviário de cargas. Mergulhamos hoje numa das maiores crises da história do Brasil, muito mais do que uma crise econômica existe uma grande crise política afetando-nos de sobremaneira e fazendo-nos observar cenários cada vez mais desoladores de perspectivas de uma melhoria de curto prazo.
Claro que fatores externos influenciam, e muito, nosso negócio, de maneira nenhuma estou aqui para contestar ou contrariar tal fator, que em sua maioria não temos previsão e muito menos gestão. Porém cada vez mais empresários e tomadores de decisão que estão a frente de grandes, médias ou pequenas empresas, devem privar-se por algumas horas em seu dia desse turbilhão de assuntos externos e voltar seu olhar para dentro da própria organização.
O título deste artigo e a provocação que ele nos traz, é justamente no sentido em que a resolução de uma parte de nossos problemas esteja bem “debaixo de nossos olhos”, porém acabamos ficando relativamente cegos para tais situações e culpando apenas concorrentes que fazem preços baixos, o governo pela baixa condição de infra-estrutura oferecida, alta carga de impostos, Leis trabalhistas obsoletas, etc, mas no que depende de nós como empresários para ações dentro de nossas empresas, acabamos também deixando muito a desejar.
Mais do que um interesse para reduzir custos e melhorar o desempenho, a gestão interna de custeamento da operação como um todo deve ser o foco diário dos proprietários e tomadores de decisão, cabendo a eles envolver toda a equipe neste objetivo em comum de cuidar dos custos da empresa como se eles fossem pessoais.
O fato que é que a crise passará, mas queremos que nossas empresas sejam perenes, portanto nossa capacidade nos cargos de gestão e de sermos resilientes quanto as diversas dificuldades encontradas e transformar tudo isso em motivação, mudança e capacitação da equipe como um todo, certamente é o que nos tornará capazes de deixarmos nossa marca e nossas empresas sólidas e duradouras.
O preço do frete nesse novo cenário de igualdade a todos seria mesmo a principal preocupação ou somente um balizador e direcionador para nossas ações no dia-a-dia ?
Responsável: Caio Cantú
por comjovem | maio 16, 2017 | Artigos, Núcleo Curitiba
A subcontratação é a prestação de transporte executada por pessoa diferente daquela contratada pelo tomador do serviço. Esse é um tema que gera muitas dúvidas nos empresários do segmento de transporte rodoviário de cargas. Em nosso segmento é comum que ocorram subcontratações de outras empresas do mesmo ramo de atividade ou transportadores autônomos de cargas para cumprirem parte do percurso seja até o destino final ou apenas até um armazém pré-determinado. Os altos custos para manter estruturas em todas as cidades em que atuam faz com que muitas empresas recorram a essa alternativa para viabilizar seus negócios, no entanto, a alta carga tributária aplicada nesse tipo de operações está fazendo com que nossas empresas percam em competitividade.
O autor Natali (2016) afirma que:
“A terceirização ou subcontratação no transporte de cargas é uma realidade em todo Brasil…Talvez por falta de uma cultura, as contratações atuais não estão considerando todos os termos da lei, causando muitos passivos trabalhistas. Acredito que a doutrina e conhecimento dos aspectos legais que envolvam a subcontratação são o caminho para uma postura preventiva nas empresas, evitando as armadilhas da informalidade”.
Na atual realidade da economia mundial a terceirização torna-se cada vez mais necessária e o Brasil mais uma vez tem dado pouca importância para o assunto. Quando se opta por uma subcontratação a empresa subcontrante acaba por dividir a responsabilidade de certas etapas do processo com a subcontratada, mas assume maiores riscos perante ao seu cliente tendo em vista que parte do processo será realizado fora dos limites de sua organização. O autor Figueiroa (2016) concorda também que até que seja feita uma roubusta legislação sobre o tema os empresários devem redobrar os cuidados para que seja evitado posteriores discusões judiciais seja por parte dos subcontrantados ou dos clientes que contratam o serviço de transporte.
A atividade econômica do Transporte Rodoviário de Cargas é de natureza comercial, podendo ser exercida por pessoa física ou jurídica, e quando o assunto é subcontratação de transportadores autônomos podemos ter duas opções sendo elas o agregado ou independente, e ambas estão previstas nas Leis nº 7.290/84 e 11.442/2007. A Lei 11.442/2007 que discorre sobre o transporte rodoviário de cargas por conta de terceiros e mediante remuneração, estabelece a figura do Transportador Autônomo de Cargas como sendo a pessoa física que tenha no transporte rodoviário de cargas a sua atividade profissional. Portanto, ao assumir tal responsabilidade, os transportadores estão autorizados a realizar a subcontratação do frete. Já o TAC Agregado caracteriza-se pelo transportador que coloca o veículo de sua propriedade ou de sua posse, a ser dirigido por ele próprio ou por preposto seu, a serviço do contratante, com exclusividade, mediante remuneração certa. Vale lembrar, que a exclusividade pode gerar margem de discussões de passivos trabalhistas na Justiça do Trabalho e por isso é um risco para nós empresários que ficamos à mercê da compreensão do Judiciário, muitas vezes equivocada. E o TAC Independente por sua vez é o transportador que presta serviços em caráter eventual e sem exclusividade, mediante frete ajustado a cada viagem.
Para salvaguardar ao máximo os direitos da empresa subcontratante é de suma importância a adoção de contratos de prestação de serviços com todos os transportadores autônomos de cargas e o pagamento através do Recibo de Pagamento Autônomo (RPA), buscando tentar desvincular qualquer característica de “vínculo empregatício”. Uma alternativa atualmente utilizada que procura descaracterizar o vínculo empregatício desses ditos “autônomos” é que esses abram Micro Empresas Individuais (MEIs) e emitam as Notas Fiscais de Serviço (NFS) pelos transportes realizados, no entanto, conforme últimos julgados não está adiantando muito visto que as transportadoras estão como sempre sendo condenadas.
Se formos considerar em uma esfera mais ampla a subcontratação de pessoas jurídicas, leia-se aqui outas empresas transportadoras, podemos também descartar o risco de questionamentos sobre vínculo empregatício por estarmos lidando com duas personalidades jurídicas, porém, por outro lado a carga tributária decorrente nesse tipo de prestação de serviço que inclui o IR, CSLL, PIS, COFINS acaba por onerar a operação, visto que o único benefício nesse caso é a isenção de ICMS que fica a cargo apenas da empresa subcontratante, e a responsabilidade de seguro. Portanto, essa opção acaba se tornando muitas vezes inviável pela alta taxa de tributos e pelo Mark Up aspirado pela empresa subcontratada. Diante desse cenário a nossa realidade é a perca de competitividade no mercado para operadores logísticos multimodais, diminuição no fluxo de negócios entre as empresas do setor e a complexidade das operações logísticas para diversos embarcadores.
A expectativa então é que o governo do nosso país dê atenção para o segmento de transporte, um dos mais importantes e relevantes para o desenvolvimento da nação, proporcionando a desburocratização do nosso setor, a diminuição dos tributos e uma maior segurança jurídica que hoje praticamente pode-se dizer que é nula, para que somente assim tenhamos um aumento do fluxo de serviços e consequentemente desenvolvimento a economia como um todo.
Para finalizar ressalto que a Decisão Normativa CAT 01 do último dia 26/04/2017 alterou a legislação do Estado de São Paulo no que tange ao crédito de ICMS na prestação de serviço de transporte realizado por subcontratação.
REFERÊNCIAS
DESSIMONI, Alessandro. A Subcontratação dos Serviços de Transportes. 2012. Disponível em: http://www.portalsupplychain.com.br/pdf/artigos/Artigo_Dessimoni.pdf Acesso em: 14/05/2017
FIGUEIROA JR., Narciso. Subcontratação de serviços para o transporte rodoviário de cargas é tema de debate em Vitória. 2016. Disponível em: http://www.logweb.com.br/subcontratacao-de-servicos-para-o-transporterodoviario-de-cargas-e-tema-de-debate-em-vitoria/ Acesso em: 15/05/2017
NATALI, Mario. Subcontratação de serviços no TRC. 2016. Disponível em: http://www.fetransportes.org.br/subcontratacao-de-servicos-no-trc/#prettyPhoto Acesso em: 15/05/2017
PAULICON. Mudam regras na emissão do CT-e para transporte subcontratado. 2017. Disponível em: http://www.guiadotrc.com.br/noticiaID2.asp?id=33021 Acesso em: 14/05/2017
SETCERGS, ZANELLA. Subcontratação no transporte de cargas. 2016. Disponível em: http://www.setcergs.com.br/downloads/Arquivos/2015-0810caf%E9%20com%20jur%EDdico%20subcontrata%E7%E3o%20no%20trans porte%20de%20cargas.pdf Acesso em: 15/05/2017
Responsável: Luiz Gustavo Peres Nery
por comjovem | abr 5, 2017 | Artigos, Núcleo São Paulo
Vivemos numa época singular da história do nosso país. Nunca se investigou tanto, nunca se descobriu tantas informações e nunca tivemos a verdade tão escancarada a respeito de corrupção, suborno, doações ilegais e uma infinidade de desonestidade no cenário empresarial e público do nosso país.
Todos os dias somos bombardeados com informações, dados, notícias, áudios, vídeos e imagens que comprovam minuto a minuto, que estamos todos envolvidos num emaranhado de negociações comerciais escusas que deixam evidente a sensação de que para ter uma empresa bem-sucedida e com contratos rentáveis e lucrativos é necessário entrar nesse “jogo”.
As investigações não chegaram ao nosso pedaço da cadeia, mas vão chegar, inevitavelmente. Transporte está envolvido em absolutamente todas as operações comerciais. Com advento da tecnologia cada vez mais pessoas se conectam e produzem relações de compra e venda em lugares totalmente distinto do nosso país, e nossos caminhões entram em cena para coletar, transferir e entregar esses produtos.
Eis o cenário que estão entregando as novas lideranças, jovens assim como eu, que se prepararam, estudaram, se capacitaram e estão chegando ao mercado para assumir e gerenciar as empresas de suas famílias. Jovens cheios de vontade, de ideais e planos de inovar e valorizar um setor que cresceu na brutalidade de senhores como meu pai, que começaram suas empresas dirigindo seu primeiro caminhão, os conhecidos motoristas que deram certo.
Nesse cenário, que esfrega na nossa cara juvenil e idealizadora, a todo momento, que empresário só dá certo pagando propina, fazendo negócios ilegais e “comprando” pessoas. Isso porque estamos focando somente nas questões comercias, mas poderia falar ainda das questões trabalhistas extremamente protecionistas ou ainda as questões tributárias que sufocam e imobilizam centenas de empresários.
Somos testados a exaustão. Vale a pena ser empreendedor no nosso país? Vale a pena acreditar e empenhar toda nossa energia em nos tornarmos os jovens empresários do transporte brasileiro?
Sim.
Se existe uma parte boa nesse caos, e sempre existe uma parte boa, é a renovação. Todas essas mudanças estão acontecendo porque existem cidadãos persistentes que desejam um mundo melhor para seus filhos. Cabe a cada um de nós, jovens empresários, acreditar.
Numa era tão digital, cabe a nós resgatar as relações comerciais, o aperto de mão que sela o contrato, o olho no olho que revela a verdade, a palavra que vale mais que uma assinatura. Precisamos mostrar a esse país que transportamos mais do que produtos, transportamos valores, princípios e sonhos, pois somos uma só família, a família do transporte rodoviário de cargas. A mudança está em cada um de nós.
Responsável: Barbara Calderani
por comjovem | out 17, 2016 | Artigos, Núcleo Curitiba
Atualmente as empresas familiares tem uma presença de destaque na economia nacional, agregam uma fatia dos grandes grupos de empresas. Indiferente dos segmentos, as empresas familiares têm como objetivo comum, condicionar a história da empresa vinculada ao fundador e visam que a sucessão seja realizada por alguém da família. Dos 300 maiores grupos empresariais privados do Brasil, 265 são de origem familiar.
Segundo, o Jornal Industria & Comércio, atualmente as empresas familiares representam 93% das empresas ativas no Brasil e representam 40% do PIB brasileiro. Apesar dos números expressivos, a longevidade destas organizações é baixa: a idade média de uma empresa no País é de 9 anos. A sucessão familiar na visão do fundador é vista como um assunto preocupante. Existe a resistência por parte do empreendedor fundador, pois não consegue romper o vínculo da empresa. Os sucessores devem ter comprometimento para que a empresa continue com a rentabilidade que o fundador a deixou. A sucessão está ligada ao tipo de empresa, as suas características.
O empreendedor posterga até o limite a sua sucessão, quando se torna obrigado, o sucessor encontra a dificuldade da gestão devido ao empreendedor não transferir seus conhecimentos e a cultura da empresa para o mesmo. Esta posição de controle e propriedade do empreendedor irá repercutir no futuro da empresa. À medida que o empreendedor se dá conta que começam a aparecer às limitações fisiológicas e intelectuais o mesmo vê a necessidade de um sucessor, mas sempre com as mesmas peculiaridades para que a empresa mantenha as mesmas características e cultura. O empreendedor deve ter algumas características as quais se definem como: capacidade do trabalho, habilidade, auto-sacrifício, busca contínua de progresso, visão. A sucessão de pais para filhos é salientada pelas emoções e inseguranças que acercam os mesmos. O fundador tem receio que a próxima geração que assumir a direção extinga o patrimônio alcançado. O processo sucessório (Tondo, 2008, p. 75). Devem-se ser atribuídos pequenos processos para a construção da noção de negócios para quando estiverem na gestão da empresa possam tomar decisões assertivas. A sucessão familiar deve ser exposta como uma idealização de um projeto que requer aprendizado constante. A mesma é esperada pelos filhos, mas nem todos poderão ser sucessores. A sucessão é um direito legítimo, mas nem todos poderão se tornar sucessores, mas todos deverão ter seu percentual em forma de herança. No momento da escolha do sucessor deve-se levar em conta o planejamento de carreira caracterizada como o desenvolvimento do indivíduo como profissional. O elemento familiar deverá estar preparado para trabalhar e introduzir conhecimentos e desenvolver métodos para a melhoria da empresa. Indiferente de como for a escolha do sucessor o mesmo deverá ter maturidade para entender que irá iniciar o conhecimento pelos processos mais simples com a finalidade de compreender as etapas que ajudam nas decisões quando estiver no controle da empresa.
As empresas familiares podem tomar dois rumos, podem possuir na gestão membros da família ou admitir membros não familiares. Existem a possibilidade da integração das duas opções, mesclar membros familiares com não familiares. A importância da sucessão famíliar na questão da retenção de informações e despreparação do sucessor e que as empresas que podem vir a aparecer, como a morte repentina do fundador.
Há também a decisão da venda, quando não há sucessores ou os sucessores assumem trilhar por outras carreiras e não se interessam pelo negócio familiar.
A sucessão deve ser trabalhada sempre com antecipação para que o processo sucessório obtenha sucesso.
Responsável: Camila Rangel Wolff