COMJOVEM, A Sustentabilidade do TRC

Em 2004 quando o então presidente do Setcesp, Urubatan Helou reativou uma comissão de jovens empresários do TRC oriunda do Setcesp dos anos 90 que se chamava Comjovem, ele vislumbrou o que hoje seria a comissão dentre as mais atuantes no mundo do Transporte Rodoviário de Cargas, com jovens herdeiros, jovens empresários, diretores e gestores, das mais conceituadas Transportadoras Brasileiras.

Hoje podemos ver a Comjovem por outro aspecto quando em 2007, o então presidente da NTC & Logistica, Flávio Benatti e o presidente do Setcesp na época Francisco Pelúcio, convocaram três jovens herdeiros do TRC a percorrer o Brasil abrindo fronteiras junto a diversos sindicatos e a implementar a cultura da Comjovem por todo o país, André Ferreira – Rápido 900, Roberto Mira Junior – Mira Transportes e Tayguara Helou – Braspress, foram os três escolhidos e assumiram o compromisso de difundir a Comjovem nacional e fundar as Comjovens regionais dentro de diversos sindicatos por todas as regiões do Brasil,

Com esta envergadura criada vieram vários eventos por todo o Brasil, dentre eles os principais são, o Congresso Técnico e Olhar Empresarial que é realizado em Brasília no dia que antecede o Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de cargas, e também o Encontro Nacional da Comjovem que acontece juntamente com o Congresso NTC, com os mais diversos temas, e os mais diversos tipos de fornecedores de serviços, equipamentos, veículos e implementos para o transporte rodoviário de cargas.

Os eventos e encontros trazem ao jovem participante a visão atual do setor e dissemina a cultura da sustentabilidade de acordo com as tecnologias apresentadas nos debates, apresentações e exercícios presenciais.

Uma cultura jovem e que o jovem se identifica pelos seus pares e com as atuais ferramentas de comunicação como as redes sociais os jovens trocam ideias e as implementam nas suas empresas, a economia de combustível com veículos modernos, a economia de combustível com a utilização de softwares de telemetria, a economia de pneus com a própria telemetria, a economia de pneus com sensores de pressão interligados a tecnologia de rastreadores, e outros acessórios a mais que são ofertados nos eventos da Comjovem por todo o Brasil, trazem a tona uma enorme gama de produtos que podemos utilizar em nossas empresas e com eles além de economia real, ganho de produtividade, dentre outros benefícios, teremos também menos prejuízo ao nosso bolso e ao nosso eco sistema, gerando assim a sustentabilidade no setor.

Quando um jovem empresário que participa da Cojovem de sua região é convidado a visitar uma montadora de caminhões, ele após a visita com certeza irá rever seus conceitos no que diz respeito ao tipo de veículo e aplicação do mesmo na operação atual em sua empresa, as tecnologias oferecidas nos novos caminhões nos dão a visão da economia sustentável e a segurança total em investir e seguir um caminho que será o futuro da juventude no que diz respeito a sustentabilidade dos negócios.

Alem disso participando dos sindicatos e associações de nossa base, sempre teremos mais oportunidades de conhecimento dos mais diversos temas ligados a nossa categoria empresarial e com isso mais economia e mais lucratividade, foi seguindo esta premissa que a maioria dos grandes empresários do setor hoje estão sobrevivendo as intempéries da economia e as mazelas do setor.

Portanto meus amigos eu recomendo e indico aos que querem ser sustentáveis em vossas empresas participem pelo lado de dentro do sindicato de sua base, tenham a intenção de contribuir com suas próprias habilidades e sejamos um setor forte com empresas lucrativas.

Com toda a tecnologia aplicada ao nosso negócio junto com a inteligência do jovem atuante na Comjovem e antenado as novidades, acredito que as emissões de carbono antes da Comjovem em relação às emissões de carbono pós Comjovem sejam relativamente mais baixas.

A Sustentabilidade que a Comjovem proporciona ao TRC é sem sombra de dúvidas algo a se considerar nas planilhas de custo das empresas de Transporte.

Responsável: Marcelo Rodrigues

TRC: O Burro de Cargas do Brasil?

Há 18 meses, em um evento do TRC, onde se reuníram empresários e líderes do setor, o clima era semelhante ao de um velório. Incertezas, dúvidas e desânimo pautavam as conversas e até mesmo palestras do evento, que mais pareciam desabafos diante do caótico cenário político e econômico que se formava no país.

Naquele momento, apesar de estar passando pelas mesmas dificuldades dos demais, me fiz a seguinte pergunta: como um setor tão importante da economia pode ser tão vulnerável e abalado, ao menor presságio de uma crise econômica?

Como é de conhecimento do leitor, o Brasil, inicialmente na década de 30, e com maior ênfase na década de 50, se apoiou no modal rodoviário para garantir a integração de seus mercados. Era de se esperar, portanto, que o TRC, responsável por quase toda a movimentação de cargas e riquezas do país, fosse sólido e forte proporcionalmente à sua importância. Mas não era assim. Por quê?Dentre as respostas pertinentes para esta pergunta, a de maior relevância é, sem dúvida, a desunião do setor. 

O empresário transportador, ao longo da história, sempre se mostrou avesso à união. Ganância? Medo da concorrência? Orgulho? Os motivos podem ser os mais variados. O resultado é um só: enfraquecimento do setor e empoderamento de outros agentes da cadeia, no caso, o embarcador.
Imagine, por um instante, se ao invés do embarcador ditar as regras do mercado – inclusive o preço do frete – as empresas de transporte se unissem, firmassem acordos de parcerias, etc. Não seriam elas que ditariam as condições e os preços de seus contratos e operações?

Ora, se como dito anteriormente, no Brasil só há praticamente um meio de levar a carga entre os extremos da supply-chain, não deveria ser o transportador o elo forte desta corrente, ditando as regras do jogo? É natural, em crises econômicas, que aja uma diminuição no fluxo de mercadorias. Mas nenhuma empresa deixa de produzir e vender, e nenhum consumidor deixa de comprar. Por que então o transportador deve pagar o pato?

A boa notícia é que, 18 meses depois, pude ver – e com muito orgulho participar – de uma guinada promovida pelas lideranças do setor, principalmente com a consolidação da COMJOVEM, que vem trazendo e difundindo uma nova cultura de gestão para os jovens empresários do setor. Cultura esta alinhada com as novas tecnologias, com os novos paradigmas econômicos e sociais, e sobretudo baseada nas novas tendências da economia do compartilhamento e colaboração.

Sem dúvida nenhuma já passou da hora do TRC conhecer a força que tem, e deixar de simplesmente carregar este país inteiro nas costas, esperando apenas conseguir alcançar uma cenoura.

Responsável: Márcio Fernando Mendonça

Sustentabilidade no TRC ou do TRC?

O conceito de sustentabilidade vem se tornando uma premissa básica em todos os segmentos de mercado. É comum agora, não só nas faculdades e universidades, mas até nas conversas de bares escutarmos alguém divagando sobre a sustentabilidade e seus efeitos a longo prazo. De fato, na sua teoria, é um princípio imprescindível que precisamos aprender e aplicar no presente para que as consequências sejam positivas no futuro. Mas realmente estamos prontos para assumir essa postura no TRC?

O termo “sustentável” provém do latim sustentare (sustentar; defender; favorecer, apoiar; conservar, cuidar), e o conceito de sustentabilidade começou a ser utilizado na década de 1980. Obviamente quando falamos de sustentabilidade trazemos um contexto voltado para as questões ambientais, visando a preservação e respeito dos recursos naturais, sociais e culturais. Mas ao relacionar o TRC com este conceito e observando melhor sua origem e etimologia, fica claro que precisamos antes de mais nada conquistar a sustentabilidade DO transporte rodoviário de cargas.

Sustentar, defender, favorecer, apoiar, conservar, cuidar, ações básicas que precisamos mais do que nunca colocar em prática no TRC. Falamos muito sobre a crise e seus efeitos mas verdadeiramente sabemos que este não é o maior empecilho para as dificuldades que enfrentamos no nosso segmento. É claro que ela chegou e existem consequências negativas, mas devemos abrir os olhos para nos tornarmos antes de mais nada sustentáveis economicamente. Só desta forma conseguiremos aplicar os conceitos de sustentabilidade na sua fundamentação básica.

Nos mais diversos eventos dos sindicatos, federações, NTC, Comjovem é fácil identificar que os assuntos e temas mais discutidos estão relacionados a custos, tabelas e precificação dos fretes. Obviamente é a parte mais sensível e importante na prestação do serviço pois é a efetivação do trabalho em forma de resultado financeiro. Porém é necessário estudar e entender melhor os motivos pelo qual o nosso setor não consegue evoluir nessas questões, sair um pouco da reflexão do preço ou valor final, da tabela de custos ou reajustes, e buscar a origem desse problema. É comum ouvirmos dos nossos pares que muitas vezes é necessário se sujeitar aos pedidos dos clientes de redução ou não reajuste dos fretes pois se não o fizer alguém o fará e ele vai perder o cliente. De fato isso ocorre, e nos perguntamos como é que alguém consegue fazer aquela operação que já não era rentável com um valor ainda menor. Deixamos de concorrer por resultados para brigar contra prejuízos. Por isso o sinal vermelho está aceso a muito tempo e devemos tornar o TRC sustentável.

O melhor caminho para isso é a nossa união! Mas com ações práticas, sem muito “mimimi”. Regulamentação urgente do setor, fiscalização, denúncia de práticas incorretas, tudo isso parece assustador ou incomoda as relações empresariais e mercadológicas, mas enquanto ficarmos cegos para tudo isso, continuaremos discutindo sobre frete, tabelas e custos, sem muita efetividade. Sustentar e defender nossos empreendimentos de forma justa e igualitária. Acredito que essa seja a missão dos nossos sindicatos e associações e por isso a importância de uma maior participação de todos, para cobrarmos e dividirmos as responsabilidades de tornar o TRC sustentável. Você realmente está pronto para a sustentabilidade?

Responsável: Luis Felipe Machado

Exame Toxicológico Para Motoristas Empregados

Publicada no Diário Oficial da União em 03/03/2015, a Lei 13.103/2015, chamada ‘lei do motorista’, dentre novas determinações, disciplinou a jornada de trabalho e o tempo de direção do motorista profissional, bem como trouxe em seu escopo, o objeto do presente estudo, que é a obrigatoriedade de realização do exame toxicológico para os motoristas profissionais de transporte rodoviário de passageiros e de cargas.

Para atender exigências dos Detrans e as relações profissionais regidas pela CLT, tendo como objetivo detectar o consumo de substâncias psicoativas que comprometam a capacidade de direção, a Lei prevê que exames sejam realizados mediante a coleta de cabelo, pelos ou unhas.

Para os motoristas empregados, tornou-se obrigatório, a partir de 17/04/2016, que se submetam ao exame toxicológico no momento da admissão e demissão, sendo que, conforme regulamentado pela Portaria n.º 116 do Ministério do Trabalho e Previdência Social, as despesas com tais exames realizados, quando em tais situações, deverão ser suportados pelo Empregador. Além disso, o artigo 235-B, inciso VII da CLT determina que, periodicamente, a cada 2 (dois) anos e 6 (seis) meses, o motorista profissional deverá ser submetido a exames toxicológicos pelo empregador.

Dentre as dificuldades, oriundas do cumprimento de tal legislação, destaca-se o motivo de haver poucos laboratórios credenciados para a realização dos exames que, como consequência, vêm atrasando os processos de admissão e demissão. Na maioria das vezes, quando a transportadora define por contratar um novo funcionário, espera poder contar com a mão de obra do profissional o mais breve possível, porém, o prazo médio, atribuído pelos laboratórios responsáveis por retornar o resultado, tem sido de 20 dias, sendo que, na melhor das hipóteses, o laudo poderá ser entregue no prazo de cinco dias úteis. Em tais circunstâncias, as empresas estão tendo então de optar por deixar de atender seus clientes, mantendo equipamentos parados e sem faturar ou assumir o risco de contratar o funcionário antes de receber o laudo com o resultado do exame.

Embora tenha-se exposto a dificuldade supra, essa não é considerada a mais grave. A condição mais complicada e de difícil solução é: como proceder em caso de resultado positivo para uso de drogas quando na demissão ou quando na realização de exames periódicos?

Mediante casos de resultados positivos, alguns pareceres jurídicos sugerem o afastamento do funcionário pelo INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) até comprovar-se sua “recuperação” ou até que seja realizado um exame de contraprova que apresente resultado negativo. Porém, o INSS vem se recusando a assumir essa “oneração” e as empresas de transportes acabam sucumbindo e absorvendo as despesas referentes a esse período durante o qual o funcionário permanece afastado de suas atividades.

É sabido que diversas empresas transportadoras optam por não cumprir a presente legislação e assim não realizam o exame toxicológico, optando por assumir o risco pertinente a possíveis autuações pelo Ministério do Trabalho ou de outro organismo fiscalizador, por temerem ter de assumir às custas de “bancar” um funcionário tido então como “improdutivo” até que esse se demonstre tratado e portando um laudo com resultado negativo.

Já, no segmento de transportes de cargas classificadas como perigosas existe mais um moderador: é comum o embarcador exigir o cumprimento da lei, solicitando a apresentação de laudos do exame toxicológico que comprovem a aptidão do motorista. Nesse caso, portanto, não resta opção às empresas desses segmentos se não realizar tais exigências para poderem operar.

Divergentes são as opiniões quanto à eficácia da obrigatoriedade de realização do exame toxicológico como método de reduzir acidentes nas cidades e estradas, considera-se, porém, que no formato como foi redigida a lei, os principais prejudicados são as empresas transportadoras que além de ter suas operações afetadas acabam assumindo elevados custos provenientes de seu cumprimento.

REFERÊNCIAS

PERDIGÃO, Diego. A lei 13.103/2015 e a obrigatoriedade do exame toxicológico.

PRESIDENCIA DA REPÚBLICA, Consolidações das Leis do Trabalho. 

PRESIDENCIA DA REPÚBLICA, Lei Nº 13.103, de 2 de março de 2015.

Responsável: Antonio L. Bochnia Filho

https://diegoperdigao.jusbrasil.com.br/artigos/324300771/a-lei-13103-2015-e-a-obrigatoriedade-do-exame-toxicologico

PRESIDENCIA DA REPÚBLICA, Consolidações das Leis do Trabalho. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del5452.htm

PRESIDENCIA DA REPÚBLICA, Lei Nº 13.103, de 2 de março de 2015. Disponível em:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13103.htm

A Importância da Prática de Gestão de Pessoas Para Evitar Passivo Trabalhista

Empresas que não adotam práticas de gestão de pessoas para minimizar seus passivos trabalhistas, podem comprometer boa parte de seus recursos financeiros com o pagamento de pesadas condenações na Justiça do Trabalho.

Pesquisas demonstram que o Brasil é campeão mundial de processos trabalhistas, com aproximadamente 2 milhões de casos por ano e muitos processos decorrem de erros cometidos pelas empresas por desconhecimento da legislação.

A tendência é que, por conta da crise em que o país enfrenta, as reclamações trabalhistas aumentem ainda mais, uma vez que o tempo para recolocação fica mais longo, as famílias perdem o poder de compra e necessitam de dinheiro, portanto dão início às reclamações, uma vez que vivemos em um país onde as autoridades, na maioria das vezes, consideram que o empregado sempre está sendo lesado.

Portanto, é imprescindível às empresas adotarem práticas de gestão de pessoas para minimizar seus passivos trabalhistas.

O que é passivo trabalhista?

Antes de abordamos às práticas que podem diminuir o passivo trabalhista convém explicarmos o seu conceito.

Passivo trabalhista é a soma das dívidas que são geradas quando uma empresa, pessoa física ou jurídica, não cumpre suas obrigações trabalhistas ou não realiza o recolhimento correto dos encargos sociais.

É o conjunto das cobranças realizadas em caso de reclamações trabalhistas.

Empresas de todos os portes e segmentos estão suscetíveis a passivos trabalhistas, no entanto no ramo dos transportes costuma ser mais elevado o valor das condenações em virtude da jornada de trabalho dos motoristas. 

Quais práticas de gestão podem ajudar a diminuir o passivo trabalhista?

Apostar na advocacia preventiva

Atualmente, os funcionários são tão ou mais informados que a própria empresa, no que diz respeito aos seus direitos e deveres.

Uma relação entre empregadores e empregados pautada no respeito, confiança e no cumprimento da legislação pode diminuir o passivo trabalhista de uma empresa.

É importante que o RH e departamento jurídico trabalhem em parceria, para que a empresa sempre aja de acordo com as normas e leis trabalhistas.

É interessante, também, que a empresa busque contato com associações e sindicatos da categoria e realize um planejamento preventivo, para fazer a gestão das reclamações trabalhistas da melhor forma possível.

Não busque um escritório de advocacia ou contrate um profissional da área jurídica somente quando tiver que enfrentar um processo trabalhista. É preciso se antecipar e atuar na prevenção de litígios trabalhistas.


Investir em um bom controle de jornada de trabalho

A maior parte das reclamações trabalhistas diz respeito a divergências no pagamento de horas extras.

Poucos empresários sabem que é obrigação da empresa controlar a jornada de seus colaboradores, essa obrigação independe do número de seus funcionários, pois, em uma ação trabalhista a empresa esta obrigada a apresentar seus controles de ponto.

Com um controle de jornada confiável, integrado à análise do tacógrafos, rastreadores e sistemas de telemetria, você terá certeza de que o pagamento das horas trabalhadas e não trabalhadas está correto, sem risco de falhas na contagem, esquecimento ou omissão de informações.


Otimizar a folha de pagamento de seu colaborador

Com uma folha de pagamento integrada ao controle de jornada correto de seu funcionário a exatidão de informações se torna totalmente confiável.

Lembre-se sempre de emitir recibos do controle de jornada e do pagamento das horas e solicite a assinatura do colaborador sempre que for entregue o relatório ou a própria folha de pagamento. 

Caprichar no arquivamento dos documentos 

Seja organizado e tenha um arquivo impresso ou digital impecável de cada funcionário da empresa. Certifique-se de que todos os documentos e recibos estejam preenchidos corretamente, assinados e em segurança.

Isso é importante porque muitas empresas não encontram os comprovantes necessários no momento da ação trabalhista.

Realizar auditorias internas

Realizar uma consultoria interna periodicamente deve ser imprescindível para evitar demandas trabalhistas a fim de:

 Verificar todos os contratos (estagiários, aprendizes, cotistas, trabalhadores terceirizados, funcionários com carteira assinada, prestadores de serviço etc.);

 Averiguar o sistema de controle de ponto;

 Analisar o processo da folha de pagamento;

 Checar se os arquivos estão sendo feitos de maneira correta;

 Apurar se a legislação trabalhista em vigor está sendo cumprida.

Tenha certeza de que todos os funcionários têm um contrato com a empresa de trabalho ou de prestação de serviços e que os recolhimentos dos encargos sociais estão corretos (inclusive referente à parte variável do salário).

Celebrar acordos coletivos

É importante fazer acordos coletivos com sindicatos e associações para conseguir mais segurança jurídica em relação a alguns temas referentes ao contrato de trabalho.



Pedir assinatura em todos os recibos

Pode parecer repetitivo, mas é importante solicitar a assinatura em todos os recibos. É alto o número de empresas que não localizam a cópia assinada dos comprovantes necessários, para fazer sua defesa numa ação judicial.

Na verdade, é essencial formalizar, por meio de recibo, a entrega de:
 Todo e qualquer documento (folha de ponto, solicitação de férias, holerites, pagamentos, adiantamentos);

 Instrumentos de segurança;

 Equipamentos de informática;

 Carro, celular ou qualquer outro objeto da empresa para uso comercial.

Por isso, guarde os comprovantes, junto com os recibos, e garanta que a empresa possui todos os documentos comprobatórios, caso seja necessário.

Ter área Jurídica e RH eficientes

É fundamental contratar funcionários competentes para as áreas de RH e jurídica, bem como para as lideranças de todos os outros departamentos, a fim de que a legislação trabalhista seja cumprida à risca, todos sigam as normas e as ações preventivas sejam bem aplicadas.

É também importante contar com bons profissionais nos escritórios que prestam serviço para a empresa, tais como os de contabilidade e assessoria jurídica, entre outros.

Essas práticas de gestão de pessoas são capazes de reduzir positivamente as ações trabalhistas que uma empresa pode enfrentar.

Enfim, a prática de prevenção na gestão de pessoas é capaz de suprimir os riscos ou mesmo gerenciá-los da melhor forma possível, visando o sucesso do negócio empresarial, visto que, além de prevenir situações de riscos e auxiliar no sucesso do contencioso, também auxilia e contribui em decisões importantes para a saúde financeira da empresa, evitando e minimizando demandas judiciais trabalhistas.

Responsável: Daiana L. Ibide

Sobrevivendo em Tempos de Crise

Estamos quase no final de 2017, porem nossa memoria permanece na crise que se iniciou em 2015 e agravou em 2016, não é difícil entender porque desta memoria latente do ano que passou, todos passamos por momentos difíceis, de decisões drásticas e, sobretudo doloridas, vimos pessoas queridas perdendo seus empregos e tendo que reestruturar suas vidas por completo, muitos ainda estão se reorganizando, ajustando seu padrão de vida para sua nova realidade. Não quero neste pequeno artigo, apontar culpados ou heróis, e sim situações que passamos como pessoas e empresas e como isso afetou e afeta nossa visão de presente e futuro.

E nossas empresas? Bem, com elas nada disso foi diferente, alias, diria que foi muito pior, além da natural redução do quadro de colaboradores, tivemos queda de receita, queda de rentabilidade e naturalmente aumento de despesas com juros, capital de giro e empréstimos. Não podemos esquecer-nos do passivo tributário que criamos ao deixar algumas obrigações tributarias para trás para que pudéssemos prosseguir de pé que muitos de nós tivemos que se submeter para passar por mais esta etapa na vida de empresários eu somos, de seres humanos comuns sujeitos a intempéries como qualquer outro.

Pois bem! E como passamos por esta etapa? Como sobrevivemos à crise? Quais as marcas deixadas? Quais os aprendizados? O que fizemos de certo e de errado? O que jamais deveríamos ter feito? Como vemos o futuro dos nossos negócios depois desta etapa? A crise realmente acabou? Em que fase dela estamos? Com certeza são poucas perguntas e com respostas das mais variáveis possíveis, entendo que cada um de nós sabe muitas das respostas, outros, talvez não conseguiram passar por mais essa crise, e não poderão responder parte das perguntas. Quero aqui deixar meu breve relato da minha primeira grande crise como empresário e algumas atitudes que tomamos que nos fizeram passar e superar uma faz comum na vida de qualquer empresário.

Muitos dizem que tivemos sorte, outros que temos bons clientes, alguns afirmam que temos uma ótima equipe, que temos ótimos gestores, ou ainda que temos colaboradores engajados, comprometidos e motivados. Alguns simplesmente não dizem nada, pois bem, eu digo que temos tudo, ou, um pouco de tudo, mas mais do que qualquer coisa, somos apaixonados pelo que fazemos, pesquisamos, estudamos ficamos noites em claro, vimos nossos resultados derreterem ao longo de 2016, mas mantivemos o foco, soubemos ouvir o mercado e a voz dos mais experientes, de que isso é só uma crise e assim como ela teremos outras talvez melhores, talvez piores. Dentre as muitas ações que tomamos, ao longo da crise, uma delas foi, não reduzir preços, muito pelo contrario, mantivemos nosso ritmo de reajustes e realinhamento de preços, abrimos mão de contas que chegavam a representar 10% de nosso faturamento. Fizemos contas como nunca fizemos antes! Isso, teremos como lição!

Hoje nossos custos estão mais apurados do que nunca, por isso abrimos mão de clientes e fomos mais felizes com isso, nosso resultado melhorou como nunca em 2017. Numa passagem em um evento da comjovem em Campos do Jordao, lembro claramente das palavras de um colega palestrante, falando sobre a rentabilidade de nossos maiores clientes e da coragem que temos que ter para tomar as decisões mais difíceis de uma transportadora, que é abrir mão de clientes que não trazer rentabilidade e não entram na margem de contribuição do nosso negocio, essa foi uma das maiores decisões que tivemos que tomar neste ano, abrir mão de grandes contas, e abrir mão de possíveis grandes contas futuras, com preços fora da realidade e prazos de pagamento inatingíveis para o nosso segmento, aprendemos a dizer NÃO.

Pois é, dizer não parece simples, parece fácil, mas é muito mais habito do que dificuldade, hoje dizemos não com uma facilidade ímpar! Isso foi à crise que nos ensinou, e essa é uma das grades lições da crise, a outra, como já fora mencionado, foi aprender a fazer contas a ter seu custo dentro da sua realidade. Mantivemos nossos talentos, eles fizeram a diferença nos tempos difíceis, esses talentos não tem preço. Não poderia deixar um ponto passar, algumas estruturas pesadas em uma empresa de transporte estão alicerçadas em custos variáveis, isso nos tirou uma carga muito pesada nos momentos de baixo fluxo de carga e de caixa.

Hoje, vemos o futuro mais otimista, sabemos que a crise ainda é parte do nosso cotidiano, vemos algumas situações de concorrentes e amigos que sabemos que não podemos seguir, e não sofremos por causa disso temos consciência de onde estamos e onde queremos chegar, isso este disseminado na estrutura enxuta que temos e mantivemos. Somos transportadores natos! Amamos o que fazemos, mas além do amor que temos, fazemos contas e entendemos que nem tudo é possível.

Responsável: Evandro S. Ferrari