A Importância da Logística nas Empresas

A logística está no nosso cotidiano cada vez mais forte. Ouve-se falar em logística no governo, nas empresas, e até mesmo nas nossas casas e para um bom convívio familiar. Essa palavra logística é de origem militar e foi desenvolvida visando colocar os recursos certos no local com o objetivo de vencer batalhas. Atualmente, é impossível em uma transação comercial ficar totalmente isolado desse processo, faz parte da vida cotidiana de qualquer empresa e devem ser levados em consideração os custos envolvendo os transportes para obter sucesso nos negócios.

No Brasil, o período da mobilização empresarial, foi até meados dos anos 90. Após esse período, a logística passa por um processo revolucionário na eficiência, qualidade e disponibilidade de infraestrutura de. Os principais fatores que impulsionaram o processo de mudança foram muitos, como a abertura do comércio internacional e a estabilização econômica com o plano real.

Segundo artigos do Martins e Alt (2006, p.330), existe em logística três dimensões principais: uma dimensão de fluxo (suprimentos, transformação, distribuição e serviço ao cliente), uma dimensões (processo operacional, administrativo, de gerenciamento e de engenharia) e uma dimensão de domínio ( gestão de fluxos, tomadas de decisão, gestão de recursos e modelo organizacional). Logística não é simplesmente o ato de transporte de um lado para o outro do produto acabado, mas desde a captura da matéria-prima, seu processo de transformação, envolvendo todas as dimensões da empresa e sistemas, até chegar ao consumidor.

A logística faz o gerenciamento de produtos, desde os pontos de fornecimento até os pontos de consumo, visando satisfazer o pedido dos clientes ao menor custo possível. É normal que todas as empresas, de qualquer porte, busquem agilidade em seus processos. Para isso, é de grande importância que estejam ligadas para atender as expectativas de seus clientes. Cumprir prazos, alta qualidade e boa produção, colaboradores empenhados. Essas coisas são mínimas e essenciais para o aumento da margem de lucro e ganhar seu espaço no mercado de trabalho. Estamos vivendo em uma época de globalização, onde as concorrências estão cada vez maiores e mais competitivas. Isso mostra o quão bom deve ser um planejamento logístico, se a Empresa deseja se destacar. Quando a logística é eficaz, só traz resultados que favoreçam a organização.

Responsável: Isadora Rocha

O Transporte Rodoviário de Cargas, A Crise e a Mão de Obra: Um Eterno Dilema

Em tempos de crise, uma das estratégias mais adotadas pelos transportadores para a redução de custos é a redução do quadro de funcionários. Até acredito que ela funcione em empresas em que há um quadro de funcionários grande, e que muitas vezes não seja necessário manter. Entretanto, via de regra, não é o que acontece.

Numa tentativa desesperada de reduzir custos, funcionários que desempenham papéis estratégicos dentro das empresas são dispensados. Com isso, dispensa-se também o conhecimento que essas pessoas têm com relação à operação e o bom relacionamento que essas pessoas mantinham com clientes e funcionários que fazem parte da operação. Essas perdas, infelizmente, jamais poderão ser contabilizadas na ponta do lápis.

O empresário também se esquece de que, para reduzir o quadro, também terá que mexer no bolso. Funcionários com bastante tempo de casa geralmente apresentam salários elevados, por terem adquirido prêmios por tempo de serviço, e também por causa dos dissídios que foram aplicados sobre o salário do funcionário desde que ele ingressou na empresa. Com isso, o custo dessas rescisões de contratos de trabalho fica bem salgado.

Além da questão financeira, esse tipo de prática envolve o fator tempo, e aloca uma série de pessoas para cumprir o que o empregador deseja. O setor financeiro é envolvido para saber se a empresa tem condições financeira de mandar os funcionários embora, o rh da empresa ficará incumbido de preparar toda a documentação necessária para realizar essas dispensas, e os funcionários que se encarregam das áreas administrativas e operacionais para saber quem irá assumir as atribuições dos profissionais que foram dispensados. É evidente que cada empresa adota um tipo de postura nesse momento, mas nem sempre essa preparação acontece.

Muitas vezes, o empresário quer que os funcionários sejam dispensados e pronto, não importando as consequências; a impressão que eu tenho é que, quando essa decisão é tomada, geralmente não se pensa em nada, a não ser reduzir os custos com a folha de pagamento ao final do mês.

Uma outra consequência desse tipo de dispensa é a instabilidade no clima organizacional. Os funcionários que não foram dispensados começam a se sentir ameaçados e com medo de serem os próximos da lista. Com isso, diminui a produtividade deles no trabalho, e sem contar que muitos diante do risco já começam a disparar os seus currículos antes que o pior aconteça.

Eu acredito verdadeiramente que a crise não vem da noite para o dia. Se da noite para o dia uma empresa desmorona, é porque as estratégias que ela adotava anteriormente, tanto na área operacional como na área comercial, já continham falhas graves, que se tivessem sido corrigidas em tempo, não culminariam numa atitude extrema de dispensa coletiva de funcionários.

Por isso, sempre me questiono e questiono os colegas transportadores com quem tenho contato: será que realmente é preciso chegar a esse ponto? Será que precisamos deixar as situações se agravarem para tomar uma atitude? Não seria muito melhor trabalhar de uma maneira mais enxuta, mais estruturada, mais madura, do que viver nessa montanha russa, cheia de altos e baixos, esperando que as condições econômicas determinem a ascensão ou a queda de sua empresa?

É necessário agir preventivamente, porque ao agir de forma corretiva, nem sempre há tempo para se voltar atrás e correr atrás daquilo que se entenda ser prejuízo. A prevenção reflete nos resultados da empresa, na sua funcionalidade e também na sua competitividade.

Podemos dizer que um planejamento do setor de recursos humanos em relação ao quadro de funcionários pode não trazer uma economia financeira imediata, mas sim uma verdadeira estrutura para os recursos humanos de uma empresa. Um ambiente equilibrado para o trabalho, sem o temor de dispensas devido a qualquer tipo de crise, torna uma equipe mais produtiva, melhora o ambiente de trabalho e traz benefícios diretos ao empresário, com funcionários motivados e seguros de sua importância na corporação. Um bom planejamento fomenta as boas relações trabalhistas e resulta em benefícios para todos, empregador e funcionários, sendo que a garantia de empresas mais sólidas sempre traz avanços à economia e aos negócios.

Responsável: Melina Montenegro Schio

Empresas Familiares X Relações Familiares: Conflitos Emocionais

Historicamente o setor de transportes é formado por uma grande gama de empresas familiares. O enredo do visionário que comprou um caminhão e iniciou sua pequena empresa povoa a história das transportadoras de pequeno, médio e grande porte.

Esses empreendedores que apostaram suas vidas e suas carreiras em formar uma empresa de transporte de cargas via de regra trazem consigo sua família, num desejo por vezes secreto outras explicito, de que seus herdeiros sejam seus sucessores e perpetuem o historia de sucesso de suas companhias.

Nesse cenário temos pais guerreiros, empreendedores e sonhadores, na mesma mesa que filhos estudados, conectados e preparados, buscando realizar uma gestão compartilhada e obter os melhores resultados para as empresas.

Os processos de sucessão começam a ser discutidos, filhos são preparados, muito se investe em estudos e formação com objetivo único de preparar o jovem a assumir os negócios do pai. Porém esse pai não está se preparando para ceder seus negócios, sua posição e sua responsabilidade aos filhos.

As relações começam a se misturar, pai-trão, gerente junior quando não se sabe ao certo se é junior ou Junior. Se reduzir o conflito de gerações já é algo difícil imagine com o advento da relação paitrão – subordinado.

E uma nova gestão se faz necessária – a gestão emocional. A gestão emocional ou inteligência emocional é a habilidade de uma pessoa se conhecer, saber controlar seu estado de espírito, saber administrar suas emoções para viver com estabilidade e harmonia. Esse autoconhecimento serve também de base para potencializar as relações pessoais e profissionais de forma positiva.

Se fundadores e sucessores trabalharem de forma a potencializar sua inteligência emocional as relações serão mais sólidas, verdadeiras e saudáveis, proporcionando um ambiente de trabalho mais equilibrado, harmônico e profissional uma vez que não se misturam mais conflitos emocionais com conflitos profissionais.

Acredito que a proposta para uma sucessão familiar de sucesso é equilibrar a inteligência racional com a inteligência emocional de modo que as decisões sejam tomadas baseada em resultados que contemplem também os anseios sentimentais, fortalecendo assim as relações familiares.

Responsável: Barbara Calderani

Inovação: A Mudança do Pensar Dentro das Organizações

O Mundo em Processo de Inovação.

O mundo vive, atualmente, um processo de inovação sem precedentes. Este processo tem influenciado fortemente a maneira na qual nos relacionamos, comunicamos, consumimos, fazemos negócios e até mesmo nos locomovemos e transportamos. A tecnologia tem influenciado fortemente esse processo de inovação, na gestão de novos processos, projetos, bens e serviços.

Vivemos uma tempestade perfeita para a mudança. Assim, é preciso estar atento a elas e nos preparar para que não sejamos surpreendidos pela velocidade em que as mudanças vêm ocorrendo. Pensar de modo diferente se tornar crucial para a sobrevivência das nossas empresas dentro desse cenário tão dinâmico e de um mercado cada vez mais volátil, tecnológico e competitivo em que vivemos.

Assim, mudar a forma de agir e de pensar dentro das organizações torna-se vital. Resistir às mudanças é assumir o risco de estagnar-se em um mercado que não mais aceita que se continue a se fazer a mesma coisa esperando ter resultados diferentes. Como disse Jim Collins em seu livro “Como as gigantes caem”, “Algumas organizações deixaram de existir não porque fizeram a coisa errada, mas porque fizeram a coisa certa por um tempo longo demais.”.

A inovação vem como ferramenta para nos reinventarmos na busca de novas e melhores soluções, Ou seja, a inovação vem de forma disruptiva e é preciso fazer o novo, de forma mais eficiente, com menos custo e qualidade. Desta forma, é necessário que pensemos fora da caixa, ou agimos para provocar disrupção ou seremos afetados por ela. Então, é preciso encarar esse processo de inovação tecnológica de frente, para que nossas empresas possam evoluir e crescer de forma sustentável e atendendo nossos clientes de uma forma cada vez mais eficiente e inovadora.

Para tal, precisamos tomar em vista alguns pontos cruciais para essa evolução. A mudança tecnológica é um deles. Como vem crescendo de forma exponencial e aliada ao crescimento de aprimoramento da chamada inteligência artificial, por exemplo, tem mudado todo o cenário, de forma expressiva, ainda mais no mundo dos negócios. Assim, apropriamos de sistemas inteligentes que possam nos auxiliar no processo de tomada de decisão, principalmente no levantamento de dados relevantes e na análise de informações de mercado, ajudará a aprimorar nosso critério de decisão, com mais qualidade e adaptável a realidade de cada organização.

Em face a este pensamento, outro fator crucial é o desenvolvimento do capital humano, pois um processo de tomada de decisões requer pessoas preparadas, com talento e habilidades para, em parceria com os sistemas tecnológicos inteligentes, obter resultados mais eficazes nesse processo. Para isso é preciso que a capacitação desses profissionais siga na mesmo velocidade em que as mudanças estão ocorrendo. Desta forma, segundo especialistas da Universidade de Stanford, não podemos elevar o desenvolvimento em capital tecnológico sem que haja desenvolvimento do capital humano também, ambos precisam caminhar juntos, e os investimentos devem prever recursos para preparar as pessoas que irão escolher, implementar, operar e manter novos sistemas.

Além disso, é necessário investir em um time de pessoas qualificadas das mais diversas áreas e habilidades multidisciplinares, flexíveis, inteligentes e criativas, capazes de pensar de forma diferente diante das mudanças e que estão acontecendo e diante do inesperado.

É através da adoção de novas tecnologias, da gestão da informação mais eficaz e capital humano preparado, que será possível desenvolver um planejamento estratégico assertivo para atender nossos clientes de forma inovadora, diferente dos concorrentes, com qualidade e menor custo.

Como a única certeza que temos nesse momento é que as mudanças irão acontecer, é preciso estar preparado para ela, assim, não é preciso saber como será o futuro, mas sim nos preparamos para ele e acreditar que o pior é não inovar.

Responsável: Jonas J. Ferronato

Estudo da Viabilidade de Implantação de um Centro de Controle Operacional em Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas

Resumo

Neste artigo será apresentado um estudo qualitativo a fim de verificar a viabilidade da implantação de um centro de controle de operações (CCO) em empresas de transporte rodoviário de cargas. Através desse estudo será possível verificar dados que demonstram os benefícios que um CCO pode trazer à essas organizações, principalmente ao ser implantado juntamente com a tecnologia disponível para controle e verificações. Maximização da produtividade operacional, redução de custos com a operação, controle das operações, pessoas capacitadas e motivadas e satisfação do cliente são alguns dos resultados encontrados com a implementação de um CCO e que confirmam o objetivo deste trabalho.

Palavras-chave: Controle. Melhoria. Produtividade. Eficiência Operacional.


Introdução

O Brasil transporta mais da metade de suas safras e produções pelas estradas brasileiras. Um valor superior a seis por cento do total do produto interno bruto (PIB) do país é movimentado por caminhões. Estes caminhões transitam por rodovias que possuem pouco mais de dez por cento de sua totalidade pavimentadas, gerando um custo altíssimo para o governo, empresas e toda a sociedade que consume os produtos transportados. Se houvessem investimentos em infraestrutura teríamos reduções significativas em consumo de óleo diesel e número de acidentes. Os ônus financeiros destes encargos para o governo teriam uma expressiva redução e ainda se colaboraria para a preservação do meio ambiente.

Visto deste âmbito, o controle das operações de transporte é estratégico não somente para uma empresa em si, mas para todo o país. Em sintonia com estes planos de controle e redução, a tecnologia só vem ajudar, pois através dela podemos mapear e monitorar os problemas que estão acontecendo e tratá-los de forma a evitar estes gargalos, os quais na maioria das vezes aumentam os custos logísticos. Sem controles não é possível agir de outra forma que não seja atuando empiricamente ou com controles pouco efetivos, causando desgastes financeiros e nas pessoas.

Levando em consideração os fatos explicitados acima propõe-se um estudo qualitativo de implantação de um centro de controle operacional (CCO) para gerir melhor o fluxo de informações em empresas de transporte rodoviário de cargas (TRC), observando a real necessidade e retorno sobre o investimento. Verificar se é possível aumentar a autonomia dos setores e garantir a satisfação do cliente. Não se objetiva onerar a empresa, mas principalmente elevar a sua rentabilidade operacional.

1 Conceituação do TRC e suas tecnologias

O transporte rodoviário de cargas hoje é responsável por cerca de 60% do total de mercadorias movimentadas em nosso país. Sozinho, o TRC representa mais de seis por cento do PIB do Brasil, sendo que o transporte dessas mercadorias por estradas nacionais representa mais da metade da receita líquida das empresas.

Com números tão expressivos, naturalmente há sempre uma busca por novas soluções estratégicas que reduzam custos aos transportadores e clientes, aumentem a eficiência e produtividade, e traga maior segurança no deslocamento de cargas (PORTOGENTE, 2016).

O Brasil, como país continental, tem oficialmente 1,72 milhões de quilômetros (Km) de rodovias, destas, pelo menos 12,5% são pavimentadas, estas percentagens correspondem a 213,4 mil Km em todo o país.

Pesquisa realizada no final de 2015 pela confederação nacional do transporte (CNT) mostra que 57,3% dos cerca de 100 mil Km de rodovias avaliadas apresentam algum tipo de deficiência em relação à pavimentação, sinalização ou geometria da via.

De toda a malha visitada pela CNT, 6,3% estavam em péssimo estado, 16,1% foram considerados ruins e 34,9%, regulares. Segundo o levantamento, 42,7% da extensão rodoviária foi classificada de boa a ótima, tendo assim “condições adequadas de segurança e desempenho”. Além disso, apenas 12,4% da malha rodoviária nacional é pavimentada. Isso corresponde a 213,3 mil Km dos 1,72 milhões de quilômetros de rodovias no país.

De acordo com a associação nacional do transporte de cargas e logística (NTC & Logística), podemos dividir a carga transportada pelo TRC em dois tipos: carga lotação ou carga direta, quando envolve a coleta em um único remetente e a entrega em um único destino, o carregamento acontece no depósito do cliente/embarcador e a mercadoria viaja diretamente ao destinatário, sem passar pelo terminal de cargas do transportador. Já o outro tipo é a carga fracionada, que se refere ao transporte de mercadorias de diversos embarcadores para diversos destinatários, onde o carregamento é feito com veículos menores em vários clientes, a mercadoria vai para o terminal do transportador onde é feita a conferência e uma triagem por região de destino, embarcada em um veículo maior para transferir até o terminal mais próximo dos destinos, transbordada novamente ao terminal do transportador para nova conferência e distribuição por rota de entrega.

Desta forma, quanto maior o fluxo operacional, mais atividades estarão envolvidas no transporte (carregamento, manuseio, transbordo, conferência, emissão de documentos, etc.). Quando se trata de uma carga lotação, haverá apenas a etapa de coleta e entrega, quanto para cargas fracionadas, se faz necessário o cumprimento de todas as etapas descritas. Por isso que normalmente cargas fracionadas possuem um valor agregado maior, visto que possuem mais custos envolvidos no fluxo operacional.

Quando falamos de coleta e entrega de mercadorias, necessariamente precisamos citar a relevância da roteirização e seu planejamento para que essas duas etapas possam ser cumpridas com sucesso. Entende-se como rota a ligação entre dois pontos ou mais, indicando um caminho, havendo necessariamente uma origem e um destino. Já a roteirização é organizar de forma sequencial e coerente, visando o menor custo e o menor tempo, a rota precisa para efetuar as coletas e entregas (FLECK, 2013).

Para efetuar a roteirização é preciso estar atento a capacidade física dos veículos/frota disponíveis para coleta/entrega, pois de acordo com o peso e volume da mercadoria, pode haver a necessidade de colocar um caminhão ou mais para a mesma rota. Outro detalhe importante é o tipo de carga transportada, para saber a quantidade de ajudantes para carregar ou descarregá-la e também o horário de trabalho do motorista/ajudantes, para não sobrecarregar um veículo com muitos eventos, enquanto outros podem estar ociosos, gerando horas extras desnecessariamente (VALENTE, 2001).

O rastreamento da carga, juntamente com o monitoramento permanente dos veículos de transferência, são exigências feitas pela maioria das seguradoras de cargas do Brasil. O rastreamento por meio de satélite é o mais comum contratado pelos transportadores. Esse tipo de sistema oferece imagens reais do local onde o caminhão encontra-se, com um delay de até dois minutos. É possível rastrear diferentes veículos ao mesmo tempo, obtendo informações que vão além da sua localização, como velocidade média, tempo até o destino, paradas efetuadas, etc. Inclusive há sistemas que estão programados para efetuar o bloqueio do veículo caso ele altere a rota prevista, ou pare o caminhão em algum local não autorizado. (VALENTE, 2001).

Nos dias atuais, é impossível pensar em transportes sem a agregação de valor da tecnologia da informação que se tornou uma área vital para o sucesso do negócio. A tecnologia da informação (TI) vem sendo muito utilizada no transporte rodoviário de cargas como grande ferramenta, principalmente a partir da consolidação dos softwares e conceitos do Transportation Management System (TMS), que é composto por três módulos principais: planejamento, acompanhamento e controle. Para atingir sua plenitude é necessário ter uma interface com o software corporativo da empresa (ERP) e disponibilizar as informações (internas e externas) através da Internet.

De acordo com Novaes (2007), no mercado de hoje, existe um número razoável de tecnologias que auxiliam as empresas a se planejar e programar os serviços de distribuição física e controlar suas cargas. Muitos veículos hoje são equipados com Radio Frequency Identification (RFID) e rastreadores, muitas vezes dispondo de receptores como o Global Positioning System (GPS), que fornecem a latitude e a longitude do caminhão em tempo real. A tecnologia ajuda transformar radicalmente as características de uma organização seja na produção, no transporte ou distribuição no serviço ao cliente, embora grande parte das empresas ainda não perceba a importância de usá-la como fator relevante que dá suporte na luta pela competitividade (BERTAGLIA, 2009).

Com a inserção da tecnologia de comunicação por satélite, tornou-se possível a transmissão de dados em alta velocidade e grande volume entre todo o mundo. A interação em tempo real permite, por exemplo, informações atualizadas relativas à localização e entrega, bem como redirecionar caminhões em resposta a necessidades ou engarrafamentos de trânsito. As cadeias de varejo também usam a comunicação via satélite para transmitir rapidamente as vendas diárias à matriz (BOWERSOX E CLOSS, 2007).

Sistema integrado de gestão ou ERP são sistemas de informação que integram todos os dados e processos de uma organização em um único sistema (FLEURY, WANKE, FIGUEIREDO, 2000). Ainda segundo Fleury, Wanke e Figueiredo (2000), o principal objetivo de um sistema ERP, sob o ponto de vista logístico, é atuar como um sistema transacional, procurando solucionar problemas antes ocorridos com a ausência de integração entre as diversas atividades logísticas. O sistema ERP também tem por finalidade servir como base para aplicações de apoio à decisão.

Assim, notamos que para uso nos transportes e nas empresas dessa área, com ênfase ao setor de transporte rodoviário de cargas, foram desenvolvidos vários novos conceitos como sistema de gerenciamento de transportes (TMS), sistemas de gerenciamento de armazéns (WMS), sistemas de planejamento de recursos de distribuição (DRP), sistemas de informação geográfica (GIS), sistemas de controle de tráfego urbano (UTC), sistemas de rastreamento e roteirização de veículos, etc.

Como é possível observar, são inúmeras as variáveis que abrangem o setor de transporte rodoviário no Brasil, bem como as dificuldades e desafios que as empresas desse ramo têm para superar. Desde as leis que precisam ser adaptadas na rotina das organizações, até as novas tecnologias que surgem a cada momento. Os custos que nem sempre estão sob total controle interno e um mercado cada dia mais acirrado e exigente em termos de prazos de entrega e valores.

2 A Importância de um CCO

As empresas de transporte rodoviário de cargas na sua maioria não possuem um CCO bem estruturado, desenvolvido e eficaz. Normalmente o que se identifica é um setor operacional composto por diversas pessoas fazendo suas funções aleatoriamente, sem o ímpeto efetivo de controlar todas as operações.

A gestão da informação é um grande gargalo no setor de transporte rodoviário, além da dificuldade de um controle efetivo e de qualidade de suas operações.

A implantação de um CCO em empresas de transporte rodoviário de cargas nunca é algo simples, visto o tamanho da complexidade da operação das transportadoras. Aparentemente os processos são pequenos, englobando coleta, transferência e distribuição da carga. Porém, quando se chega mais perto, encontram inúmeras variáveis e percebe-se que cada processo contém muitos outros processos dentro de cada um.

A maior parte das transportadoras rodoviárias de cargas atualmente utiliza o formato bastante manual, tradicional, que se baseia muito nas operações do dia a dia e nas informações que as pessoas de cada setor informam. Esse formato é bastante suscetível a erros humanos e não demonstra uma real preocupação com a prevenção de erros, com a redução de custos e com o planejamento estratégico do setor mais importante e atuante de uma transportadora, que é a operação.

Por isso esse artigo se baseia na implantação do CCO nas transportadoras rodoviárias de cargas, visto o tamanho do ganho que haveria primeiramente na operação, mas em um segundo momento para toda a empresa.

O CCO traz como principais resultados a regularidade das operações, a pontualidade no transporte, a melhor utilização e economia de combustível e como principal consequência a satisfação do cliente.

Para a implantação de um CCO se faz necessário ter uma equipe composta por pessoas vindas de fora da empresa, mas que tragam experiências anteriores e conhecimento a respeito de como funciona uma empresa com esse formato. É necessário também pessoas de dentro da empresa, capacitadas e direcionadas a trabalhar com a melhoria contínua dos processos e com mudanças em tempo real. Junto com essa equipe, é preciso de pessoas que estejam pensando a todo momento no futuro e desenvolvimento da empresa e do setor, gerando uma inteligência estratégica operacional, com consequente ganho de competitividade e redução de custos.

Para tanto, não basta apenas ter a contratação e o direcionamento de pessoas para a equipe de CCO. Um controle operacional efetivo acontece com pessoas realmente capacitadas e treinadas, não só no início, mas a todo o momento como forma de prevenção e predição de erros, processos internos desenhados, revistos, estruturados e pensados de forma estratégica e um sistema completo, com tecnologia de ponta, especializado em operação de transporte e que gere dados confiáveis.

As maiores despesas despendidas para a implantação e manutenção de um CCO estão justamente ligadas ao valor de mão de obra envolvida e com a tecnologia utilizada. Porém na mesma linha, o maior resultado obtido com o CCO está na redução e otimização de pessoas e de combustível, os dois maiores valores constantes no orçamento das transportadoras atualmente.

Para garantir a eficiência do CCO no curto prazo, é necessário investir no mapeamento dos processos internos a fim de deixá-los em total sintonia com a realidade esperada. No médio prazo, é preciso intensificar treinamentos e capacitação de todas as pessoas envolvidas, direta ou indiretamente com os processos. No longo prazo, o investimento vem dos sistemas utilizados e da tecnologia empregada.


3 A Implantação de um CCO

Há no mundo corporativo uma máxima onde a área interna de qualquer organização gira em torno de um tripé composto por pessoas, processos e tecnologia.

Resumidamente é essencial para o aumento de produtividade ter pessoas capacitadas, niveladas, empolgadas e que tenham conhecimento do que fazem, a habilidade para executarem suas funções e a atitude de fazê-las da forma mais eficiente e eficaz possível, a fim de conseguir os resultados esperados e, sempre que possível, superá-los.

É mandatório ter processos mapeados, auditados e com o espírito de melhoria contínua, pois somente assim consegue-se reduzir burocracias, retrabalhos e aumentar a eficiência da empresa. Porém, apenas pessoas e processos bem trabalhados não garantem que a organização atue de forma produtiva, pois sem a tecnologia necessária, a burocracia aumenta, o histórico se perde e o retrabalho se torna modus operandi na empresa.

Seguindo o proposto para a criação de um mapa estratégico, uma empresa deve possuir a sua missão, visão, valores e objetivos estratégicos. Comumente, estes são alinhados por uma relação causa e efeito de quatro macros fatores que, alinhados, fazem com que a empresa possua sustentabilidade para o alcance de resultados de curto, médio e longo prazo. Esses fatores são aprendizagem e inovação, processos internos, mercado e financeiro-econômico. O primeiro macro objetivo geralmente é voltado para o trato com pessoas, o segundo é tratado com processos e tecnologias, o terceiro é referente ao ambiente externo de mercado e o último é uma consequência dos outros três. Fica claro então que o tripé de pessoas, processos e tecnologia compõe a estratégia empresarial e necessita de trabalho voltado para ele.

Uma transportadora de cargas não foge dessa realidade e deve ter uma estratégia montada dessa forma para o alcance de seus objetivos, deixando de lado o ambiente externo e a parte financeira e focando na atuação de pessoas, processos e tecnologia.

A implantação de um CCO em empresas de transporte rodoviário de cargas teria como base uma equipe alocada em uma sede, que acompanha todos os veículos via sistema de monitoramento de frota, carga, motoristas e rotas. Essa equipe acompanharia a evolução de todo o processo operacional da empresa, monitorando-o e consertando quaisquer possíveis problemas e evoluindo constantemente este processo com fatos e dados verdadeiros.

Atualmente, o início da operação da maior parte das transportadoras consiste na coleta de mercadorias, ou o cliente vai até o balcão levando a mercadoria, ou o cliente solicita uma coleta em um endereço informado. A partir daí é feita uma ordem de coleta no sistema ERP da empresa e o colaborador responsável por tal tarefa liga para o motorista para este informar se naquele dia dará tempo de efetuar a coleta. Caso não seja possível realizar, o colaborador liga para o cliente informando dessa situação e perguntando se a operação pode ser realizada no dia seguinte, em caso de negativa, a coleta não é feita e a operação se encerra.

Colocar um CCO operando com uma tecnologia de rastreamento e monitoramento de frota e percurso já faria com que o cálculo fosse automático e possível de saber se será realizada a coleta ou não a partir do momento da solicitação da mesma, informando automaticamente o motorista via sistema e interface móvel, reduzindo perda de carga, aumentando produtividade e satisfação do cliente.

Hoje, o motorista translada até o cliente para fazer a coleta e carrega o veículo com aquilo que estiver disponível no momento, sem uma comprovação de que a carga solicitada é a mesma que está fisicamente à disposição, em relação ao tipo de carga, peso, valor e quantidade de volumes, podendo haver divergências no retorno do veículo com as mercadorias coletadas durante o dia, obrigando a ter mais uma comunicação com o cliente e acertar a carga. A tecnologia implantada com a CCO e a interface móvel faria com que os dados fossem informados via smartphone e confirmados in loco pelo motorista, evitando retrabalho e nova troca de informações com o cliente, o que pode gerar atrito.

Na grande maioria das transportadoras, o motorista retorna à garagem com as cargas coletadas durante o dia dentro do veículo, entrega as notas e encerra seu turno, não havendo conferência no momento do retorno, tornando o processo com quantidade grande de retrabalhos e com falta de informações obrigatórias para a continuidade do serviço. Isso é agravado pela ausência de conferência da carga no momento da coleta, portanto, a partir da conferência móvel no momento da coleta, é mais ágil fazer a conferência das notas e volumes ao motorista retornar à garagem.

Carregando o veículo para fazer a transferência da mercadoria para outra filial, deve-se esperar atualmente todos os problemas anteriores serem resolvidos para assim poder colocar as cargas corretamente nos veículos. Todo o processo anterior agiliza essa operação.

Vinculando isso ao cumprimento de horários tabelados pelo histórico da empresa, é possível adiantar o processo de carregamento do veículo. Funcionaria com o CCO acompanhando os tempos de carregamento e quais mercadorias devem ser carregadas, para não haver atrasos e nem mercadorias indevidas nos veículos.

Inicia-se a viagem com o motorista escalado pela logística e toda a documentação correta. Caso haja transbordo em alguma filial no meio da rota definida e acompanhada pela CCO, carrega-se o veículo, complementa a documentação e segue novamente a viagem para o destino final. Pode haver também a descarga de alguma mercadoria na filial onde ocorreu o transbordo e o processo de descarregamento também seria feito de maneira mais ágil, pois atualmente a parte documental só pode ser realizada ao fim da descarga e do carregamento, porém com a operação acompanhada pelo CCO, há conhecimento prévio de tudo que vai ser carregado e descarregado.

Havendo qualquer problema com a mercadoria durante a viagem, é feito o boletim de ocorrência, que é burocrático hoje na empresa e, com a possibilidade de mobilidade aceleraria a troca de informações e inclusão delas no sistema.

Chegando à filial de destino do veículo, descarrega-se o caminhão do mesmo modo que foi descrito anteriormente, é realizado todo o processo documental e a mercadoria é posta na sua região de entrega dentro da garagem.

Preparam-se então as mercadorias para seus destinos finais, onde são seguidas roteirizações da empresa, que, a partir do CCO e da tecnologia de roteirização permitiria a atualização rápida e eficiente para a transportadora, relacionando tempo e custo do transporte com o destino das mercadorias.

Veículo pronto, rota definida e documentação correta, é iniciado o processo de entrega de mercadorias. Hoje em dia, é feita a entrega, o cliente assina o canhoto de comprovação e o veículo ao final do dia, já com as coletas também realizadas, retorna à garagem e lá é feita a conferência da documentação de entrega e resolução dos problemas. O CCO e a tecnologia móvel agilizariam e acompanhariam esse processo mais rapidamente, pois quaisquer problemas seriam informados no momento da assinatura do cliente e envio, via aplicativo móvel, desse comprovante ou da documentação não conformidade, sendo resolvidos os problemas muito mais rapidamente, no momento da notificação, não havendo a necessidade de esperar o veículo retornar no final do dia. 

Assim, o processo acima descrito não segue rigidamente um, modelo conceitual, isso porque nem tudo que existe e está disponível para o setor de transporte e especialmente para a implantação de um CCO se enquadra na realidade da maioria das empresas rodoviárias de carga. Porém ao realizar o mapa de processos dessas transportadoras fica mais fácil enxergar os pontos de melhorias e adaptar mudanças necessárias para o próprio crescimento das empresas, tornando possível a descrição do plano de implantação. 


Considerações Finais

A implantação de um centro de controle operacional em uma transportadora rodoviária de cargas ainda não é algo pensado por todas as empresas, muitas se quer tem ideia do quão vantajoso seria ter um CCO nas suas operações. A maior parte não tem “tempo” para pensar na otimização de seus processos e na assertividade da tão necessária redução de custos.

O objetivo desse artigo foi alcançado ao ser possível afirmar que é viável a implantação de um CCO, principalmente por ele facilitar o fluxo de informações, elevar o controle das operações, dar mais autonomia na tomada de decisão dos gestores, manter as pessoas capacitadas, envolvidas e motivadas e principalmente o cliente satisfeito com as consequências obtidas e que lhe influenciam diretamente.

Em tempos de crise, em que a economia do nosso país não vai bem e o consumo do brasileiro caiu drasticamente, as transportadoras sentem diretamente esse efeito, visto que 60% do que é consumido no Brasil é transportado por rodovias. Esse pode ser um dos motivos que poderia influenciar a implantação imediata de um CCO nas transportadoras, pois mesmo que as despesas com essa implantação retornem para a empresa através de redução nos custos e aumento na produtividade em curto prazo, ainda assim é necessário um desprendimento financeiro neste momento.


Referências Bibliográficas

Anuário NTC & Logística 2013-2014

Anuário NTC & Logística 2014-2015

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Associação Nacional do Transporte de Cargas. Manual de Cálculo de Custos e Formação de Preços do Transporte Rodoviário de Cargas. Brasil, 2014.

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NOVAES, Antonio Galvão. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição: estratégia, operação e avaliação; 3. ed. Rio de Janeiro; Editora Elsevier, 2007.

PORTOGENTE, 2016. Disponível em: https://portogente.com.br/portopedia/72979panorama-do-transporte-rodoviario-de-cargas-no-brasil

VALENTE, Amir Mattar. Gerenciamento de transporte e frotas; São Paulo, 2001.

O Efeito PSI

Cenário atual, segundo semestre de 2017, as empresas de transporte rodoviário de cargas (TRC) sentem uma leve esperança, dão um leve suspiro ainda com medo do que passaram, analisam o passado recente de pura queda no preço do frete, falta de demanda, insegurança jurídica, aliados ao pior, numerosas contas para pagar, é o cenário perfeito para a falência.

A geração de emprego formal no setor de transportes teve uma queda gradual desde 2010 até igualar a 0 em 2015, onde passa a desempregar gerando quase 60.000 demissões em 2016, o fluxo pedagiado de veículos vem em queda desde 2010, esses dados vem na contra mão da noticia da diminuição da informalidade no Brasil, ou seja, o estrago é bem maior.

Fato é que enquanto o emprego diminui e o fluxo de pedágio cai, o PIB do setor oscila em uma linha quase reta com uma leve queda de 2011 até 2014 (onde inicia uma queda mais acentuada), curiosamente no mesmo período o número de empresas abertas vem aumentando ano a ano, diante desta incoerência vemos um grande alarme, ele se chame BNDES.

O desembolso do BNDES com o programa FINAME vem aumentando consideravelmente desde 2001 a 2008 a uma média de 0,88 vezes o seu valor ano a ano, porém o desencontro vem em 2009 com a entrada do FINAME PSI que da um salto de 12.605 para 29.931em 2010.

Os dados mostram que na tentativa de reaquecer a economia foi dado um crédito desenfreado e com pouco controle, funcionou por dois anos, o PIB do setor deu uma respirada em 2009 e 2010, mas o mercado já começou a ajustar sua ordem natural (oferta e demanda) entrando em queda livre de 2015 a 2017, e reduzindo consideravelmente a venda de caminhões.

Sem entrar no mérito de que o governo subsidiou montantes que geraram um aumento significativo na divida pública, vamos focar em entender o problema direto ao setor do TRC.

Quem comprou veículo através do PSI em 2012 por exemplo, teve o benefício do pagamento em oito anos, assim em 2015 e 2016 praticamente todos os veículos subsidiados precisavam pagar as parcelas mensais do financiamento. Como vimos, o PIB andou praticamente de lado até 2014, porém com o aumento da oferta (caminhões) foi abaixando o preço do frete, este fenômeno se agrava em 2015 com a queda do PIB (menor demanda), neste momento os clientes do BNDES estão desesperados para conseguir pagar as parcelas aceitando fretes a preço abaixo de custo e completamente fora da legalidade, aceitando prazos de pagamento irreais em alguns casos de até mais de 3 meses para tentar ainda reduzir  o prejuízo.

Com esse completo desajuste no setor aliado a crise econômica e política, temos a triste realidade, aproximadamente 40% de empresas fechadas, entre elas empresas de mais de 50 anos no setor, fretes muito abaixo da tabela referencial de mercado e muitas vezes abaixo de custo, aumento da informalidade, aumento dos prazos de recebimento, escassez de demanda e excesso de oferta.

O que nos leva de volta ao cenário atual, segundo semestre de 2017, depois deste ajuste natural do mercado no setor do TRC e um leve sinal de retomada econômica, os transportadores sentem uma esperança, de maneira tímida vão aos poucos reduzindo os prazos para recebimento e diminuindo o rombo no caixa, os fretes lentamente voltam a aparecer e o poder de negociação junto aos clientes dá sinais de melhora.

Acredita-se que apenas após as eleições de 2018 a economia consolide o crescimento, mas já é possível ver indícios de que o mercado no setor se ajustou, indicando que quem sobreviveu a crise poderá colher os frutos em um futuro próximo.

Resta aos transportadores refletirem se continuarão sendo uma classe desunida e sem poder , tendo que aceitar políticas fiscais, econômicas e sociais que depreciam e excluem o setor, ou se demonstrarão sua força e evidente poder de negociação junto as classes políticas, estamos em um ano com importantes pautas para o setor, como a reforma trabalhista, o marco regulatório e o aumento de tributos no setor de serviços, não podemos permitir que o TRC seja deixado de lado novamente, ou as 60% de empresas que restaram se submeterão ao monopólio de um pequeno grupo de grandes corporações.

Responsável: Mauricio Nogueira Magalhães Júnior