por COMJOVEM NTC | nov 29, 2024 | Artigos, Núcleo Foz do Iguaçu
1. Introdução
A era digital transformou radicalmente a indústria do transporte rodoviário. As grandes empresas deste setor estão cada vez mais recorrendo ao Big Data e à análise preditiva para otimizar suas operações, reduzir custos e melhorar a experiência do cliente. Esta transformação digital não só proporciona vantagens competitivas significativas, mas também apresenta novos desafios que devem ser enfrentados.
2. Big Data e Análise Preditiva no Transporte Rodoviário
A adoção de Big Data no setor permite que as empresas coletem dados detalhados sobre veículos, rotas, condições meteorológicas, comportamentos de motoristas, entre outros. Estes dados, quando processados e analisados, desvendam padrões que são cruciais para prever variações na demanda e ajustar a oferta de maneira mais eficiente. Segundo Fávero e Belfiore (2017), a análise de grandes volumes de dados proporciona uma visão mais ampla e profunda dos processos empresariais, o que é essencial para uma gestão eficaz no setor de transportes. As empresas utilizam estes dados para monitorar a performance dos veículos, otimizar rotas, prever manutenções e melhorar a eficiência do combustível.
A análise preditiva utiliza algoritmos e técnicas de machine learning para prever tendências futuras com base em dados históricos. Isso se traduz na capacidade de antecipar problemas nas rotas, identificar os melhores horários para entregas e evitar congestionamentos. Isso não apenas aumenta a eficiência operacional, mas também reduz custos com combustível e manutenção. Como apontado por Fávero e Belfiore, a precisão dessas previsões é diretamente proporcional à qualidade e quantidade dos dados analisados. Isso também significa prever problemas potenciais antes que ocorram, como falhas mecânicas, atrasos devido a condições climáticas adversas ou congestionamentos, além de otimizar as rotas em tempo real, considerando variáveis como tráfego, tempo e demanda, assegurando entregas mais rápidas e eficientes.
3. Caso de uso Transportadora Rufatto
Um exemplo da importância e bom uso desses dados é a análise de telemetria feita pela Transportadora Rufatto de Foz do Iguaçu – PR, que tratando dados extraídos do barramento CAN e do rastreador instalado em seus veículos, conseguiu reduzir o número de excessos de velocidade superiores a 89 km/h a quase zero, conforme demonstrado no gráfico abaixo com dados dos quadrimestres de 2022 a 2023.
Figura 1 – Dados de velocidade excessiva
Fonte: Transportadora Rufatto (2024)
Isso foi possível após o uso desses dados para mapear melhores rotas, horários e maus hábitos de direção, como número de acelerações e freadas bruscas, excessos de velocidade, uso do freio motor entre outros dados de viagem do veículo e motorista, além de medidas disciplinares e treinamentos de conscientização. A atenção e tratamento desses dados resultaram em efetividade operacional significativa, refletida também nos custos, segurança do veículo e no dia a dia do motorista, passando a confiar mais na empresa, equipe e números apresentados.
4. Conclusão
O uso de Big Data e análise preditiva no transporte rodoviário oferece oportunidades sem precedentes para otimização de operações, redução de custos e melhoria da eficiência. Contudo, as empresas devem enfrentar desafios significativos relacionados à segurança dos dados, integração tecnológica e precisão dos dados para maximizar o potencial dessas tecnologias. À medida que o setor avança, a adoção estratégica dessas ferramentas será crucial para as empresas que desejam manter e melhorar sua posição competitiva no mercado.
5. Referências
Fávero, L. P., & Belfiore, P. (2017). Manual de Análise de Dados: Estatística e Modelagem Multivariada com Excel, SPSS e Stata. Elsevier Brasil.
por COMJOVEM NTC | nov 29, 2024 | Artigos, Núcleo Espirito Santo
O transporte rodoviário de cargas tornou a cibersegurança um fator fundamental para proteger os sistemas e garantir a continuidade dos negócios. A segurança cibernética é um foco fundamental da estratégia operacional de qualquer empresa porque depende dos seus sistemas e da necessidade de dados cruciais. Este artigo técnico explica as principais estratégias de proteção e os obstáculos que enfrentam na indústria do transporte rodoviário de mercadorias.
A Importância da Segurança Cibernética no Transporte Rodoviário
A indústria do transporte rodoviário de cargas necessita de uma segurança cibernética que vá além das ameaças externas. A proteção abrange todos os aspectos operacionais, incluindo a confiabilidade dos dados dos clientes e a disponibilidade contínua dos sistemas logísticos. A segurança cibernética é tão importante que falhas no sistema podem custar muito dinheiro e causar danos à reputação.
Recentemente, a Braspress, uma das maiores transportadoras rodoviárias do Brasil, sofreu um ataque cibernético devastador. O grupo de hackers criptografou cerca de 280 servidores, paralisando totalmente as operações da empresa por oito dias. Esse ataque afetou milhares de funcionários e veículos em todo o país. Para conter o dano, a Braspress precisou desligar seus sistemas, e agora enfrenta um longo processo de recuperação, de acordo com o presidente da companhia. Esse incidente ressalta a importância de estar vigilante contra ameaças cibernéticas e ter um plano de resposta robusto.
Tivemos ainda um outro ataque cibernético conhecido como “Screen Blue Day” que causou grandes transtornos ao paralisar milhares de computadores que utilizavam o sistema Windows. Os usuários foram surpreendidos com a temida “tela azul”, que impossibilitou o uso de seus dispositivos por um dia inteiro (em alguns casos). Esse ataque explorou uma vulnerabilidade crítica do sistema, mostrando como mesmo grandes corporações podem ser vulneráveis a ameaças cibernéticas sofisticadas. Esse incidente reforça a importância de investir continuamente em segurança digital e na rápida correção de falhas antes que sejam exploradas.
A digitalização trouxe muitos benefícios para a indústria, mas também aumentou sua vulnerabilidade a ataques cibernéticos. No setor de transporte, onde as operações são interdependentes, uma falha em um único ponto pode afetar toda a cadeia de operações. Por isso, é fundamental implementar medidas rigorosas de segurança cibernética para garantir que esses sistemas permaneçam protegidos e eficazes.
Medidas Práticas de Proteção
Os sistemas de transporte rodoviário de mercadorias exigem uma abordagem mais ampla. Conscientização e treinamento regular dos funcionários é uma das principais defesas. O phishing (uma técnica de ataque cibernético onde criminosos tentam enganar as pessoas para que revelem informações sensíveis, como senhas, números de cartões de crédito ou dados pessoais, geralmente enviados através de e-mails que aparentam serem legítimos) e outros ataques cibernéticos muitas vezes se concentram na exploração da ignorância ou falta de interesse dos funcionários. É necessária formação regular para dotar os funcionários das competências necessárias para reconhecer e prevenir potenciais ameaças.
A segurança também é uma grande parte disso, autenticação de dois fatores, criptografia de dados, sistemas de detecção de invasão etc. Esses sistemas permitem uma ação rápida em qualquer suspeita de atividade, minimizando o risco de comprometer dados confidenciais ou interromper operações críticas.
É crucial manter o estado atual dos sistemas e políticas de segurança. As empresas devem garantir que as suas defesas cibernéticas são tão resilientes quanto as suas medidas de segurança, dadas as constantes mudanças que as ameaças cibernéticas sofrem. Políticas de segurança e novas tecnologias são coisas feitas para garantir que seu sistema esteja seguro.
Desafios na Implementação de Segurança Cibernética
A segurança cibernética é essencial, mas complexa e cara. As empresas precisam estar continuamente atualizadas para enfrentar o crescimento acelerado das ameaças cibernéticas. Encontrar o equilíbrio entre segurança e eficiência operacional é um desafio constante. Medidas de segurança muito rígidas podem prejudicar a produtividade, enquanto a proteção insuficiente expõe a empresa a riscos significativos.
Temos o desafio e a necessidade de formação contínua da equipe. É crucial que todos os membros da organização estejam familiarizados com as melhores práticas e as ameaças mais recentes. Investir em educação, treinamento e tecnologia para apoiar esse esforço é vital para manter a segurança cibernética em níveis adequados.
Concluímos que a segurança cibernética é mais do que uma necessidade técnica; é uma estratégia de negócios essencial no setor de transporte rodoviário de cargas. A implementação de práticas robustas de segurança, combinada com a criação de uma cultura de conscientização, é fundamental para proteger os ativos mais valiosos da empresa e garantir a continuidade das operações. À medida que as ameaças cibernéticas continuam a evoluir, as empresas que investirem na segurança cibernética estarão mais bem preparadas para enfrentar os desafios do futuro e proteger seus interesses no mercado
por COMJOVEM NTC | nov 29, 2024 | Artigos, Núcleo Espirito Santo
A utilização de dados na gestão de uma empresa de transporte rodoviário sempre foi uma atividade manual e fortemente dependente de processos tradicionais e apontamentos em registros físicos. Esses apontamentos geravam dados desconexos, e com alto grau de dificuldade no cruzamento de informações e compreensão, o que tornava a tomada de decisões lenta e imprecisa.
Com os avanços da tecnologia, o “lago de dados” gerado pelas operações, coloca à disposição das empresas formas inovadoras de gerir a logística, fornecendo informações valiosas para otimização de processos e ganhos de eficiência que até então era acessível para poucas empresas. Esses dados geram oportunidades de análises preditivas, revolucionando a gestão do transporte rodoviário, com a possibilidade de criação de cenários futuros para análise de eficiência.
Big data e análise preditiva podem ser aplicados à logística de terrestre com aplicações práticas que maximizam a eficiência e reduzem custos.
Big data refere-se às grandes quantidades de dados gerados a partir de diversas fontes, como transações comerciais, sensores IoT, mídias sociais, histórico de operações, dentre outros. Tem características de grande quantidade, velocidade rápida e vários tipos de informações, requerendo ferramentas e tecnologias especializadas para processamento e análise eficazes. A análise preditiva, por outro lado, utiliza técnicas estatísticas e algoritmos de aprendizado de máquina para prever tendências e comportamentos futuros com base em dados históricos. Isso permite que as empresas façam previsões e tomem decisões estratégicas. Essas duas ferramentas podem ser utilizadas de diversas formas na Logística e no Transporte Rodoviário.
A análise preditiva pode analisar dados históricos e em tempo real, como padrões de tráfego, condições climáticas e horários de pico, para prever as rotas mais eficientes. Isso minimiza o tempo de envio e reduz os custos de combustível. Ferramentas de big data ajustam rotas dinamicamente para melhorar a eficiência operacional, considerando demandas e capacidade de veículos, atrelados a particularidades da operação, como tempo de parada e sequenciamento de entregas.
Usando dados históricos de envio e recebimento, as empresas podem prever picos de demanda e ajustar os recursos logísticos. Isto melhora o planejamento da capacidade e reduz o risco de veículos e armazéns ficarem sobrecarregados ou subutilizados.
A Manutenção Preditiva de Veículos também já é uma realidade. Sensores instalados em veículos geram dados sobre desempenho do motor, condição dos pneus e outros componentes. A análise preditiva identifica padrões que indicam a necessidade de manutenção antes da falha, evitando assim interrupções imprevistas e reparos de
emergência dispendiosos, levando sempre em consideração a característica de operação do veículo. Tipo de terreno, peso transportado e até a forma de condução do motoristas influenciam no tempo de manutenção necessário.
A integração de big data permite o gerenciamento preciso do estoque e otimiza o armazenamento e a movimentação de mercadorias. Algoritmos preditivos analisam dados e tendências de vendas e podem ajustar os níveis de estoque evitando estoques excessivos ou escassez de materiais.
A análise preditiva avalia e prevê riscos associados ao transporte, como a probabilidade de acidente ou roubo. Isto permite a implementação de medidas de segurança mais eficazes e melhores protocolos de segurança para proteger a carga e os motoristas.
Os dados do histórico de remessas e o feedback do cliente podem ser analisados para prever problemas e melhorar a qualidade do serviço. Isso inclui ajustar os prazos de entrega, comunicar-se proativamente com os clientes e resolver problemas antes que eles afetem a satisfação do cliente.
Esses são alguns exemplos práticos de como a tecnologia pode ser utilizada na gestão das operações e na tomada de decisões estratégicas para as companhias.
Apesar da grande oportunidade, a adoção de big data e análise preditiva enfrenta desafios operacionais e culturais significativos. Integrar dados de fontes distintas, garantir a qualidade e proteger a privacidade são questões importantes. Além disso, as empresas precisam de equipes capacitadas para interpretar e aplicar as percepções geradas pela análise preditiva.
Big data e a análise preditiva estão sendo utilizados para transformar a logística do transporte rodoviário, proporcionando oportunidades de otimização e eficiência. Ao aplicar estas tecnologias, as empresas podem reduzir custos, aumentar a eficiência operacional, melhorar a experiência do cliente e garantir operações mais seguras e confiáveis. O futuro da logística está associado à capacidade de interpretar e utilizar dados de forma inteligente. As empresas que adotarem essas ferramentas estarão mais aptas a enfrentar os desafios e oportunidades do setor.
por COMJOVEM NTC | nov 29, 2024 | Artigos, Núcleo Curitiba
Nos últimos anos, a tecnologia blockchain vem revolucionando os processos de transações financeiras e a validação de contratos. Destacam-se os smart contracts, ou contratos inteligentes, que se executam automaticamente quando certas condições previamente acordadas são atendidas. Devido à criptografia, esses contratos oferecem menor risco de fraude, um registro imutável e transparente de transações, além de menor risco de acesso por pessoas não autorizadas e modificações nas cláusulas do documento. A blockchain é a base fundamental sobre a qual os contratos inteligentes são construídos e operados.
Em Curitiba, empresas associadas à COMJOVEM têm operado com essas inovações em suas operações diárias.
A AVN Transportes, empresa da 1ª vice coordenadora da COMJOVEM Curitiba, Amabelli Basso, vem implementando a transformação digital. A transportadora adotou soluções tecnológicas, como contratos inteligentes, automatização de pagamentos, registros de entregas e verificação de documentos, reduzindo a burocracia e os erros. Além disso, a integração de sistemas e a troca eletrônica de dados entre a empresa, operadores logísticos e clientes permitiram uma comunicação mais eficiente, agilizando os processos e reduzindo custos administrativos. Eles reconheceram a necessidade de uma abordagem multidisciplinar e adotaram consultorias técnicas para enfrentar os desafios empresariais e impactar positivamente todos os stakeholders.
A Nativa Transportes, empresa da COMJOVEM, adotou tecnologias avançadas para automatizar e simplificar a gestão de seus contratos logísticos, como transporte e armazenagem, por meio do Gerenciamento de Contratos Inteligentes, reduzindo atrasos e aumentando a eficiência. Com contratos inteligentes, os pagamentos são processados automaticamente após a confirmação da entrega, diminuindo o tempo e os erros dos processos tradicionais. Além disso, a empresa utiliza a Automatização para cálculo, geração e pagamento de guias, bem como gestão e controle de
reembolso junto aos embarcadores, simplificando o cumprimento das obrigações fiscais e reduzindo o tempo gasto com burocracias. A Nativa trabalha a inovação de processos em conjunto com seus clientes e colaboradores, capacitando continuamente sua equipe para que a inovação seja aceita por todos.
O SETCEPAR, vem trazendo dentro das suas atividades, uma série de debates sobre o tema e também acaba de realizar uma parceria com a empresa AIQA Logística Inteligente, uma empresa de inteligência artificial dedicada a solucionar as principais dores no setor, com o objetivo de estimular as boas práticas e trazer inovação ao segmento, consequentemente desenvolvendo as empresas associadas, trazendo eficiência e produtividade. À medida que a inteligência artificial avança, surgem projeções sobre seu futuro e o impacto na humanidade.
No contexto brasileiro, a adoção do blockchain tem sido cada vez mais aceita, tendo em vista que o governo federal anunciou, no final de janeiro, a implementação dessa tecnologia no Portal Único de Comércio Exterior – o Siscomex. Essa nova tecnologia começou a ser utilizada com o objetivo de reduzir a burocracia.
As empresas da COMJOVEM Curitiba estão seguindo uma tendência mundial de inovação, com foco em automatização, inteligência artificial e blockchain. Aquelas que não se adaptarem às novas tecnologias correm o risco de perder mercado, pois, como afirma Tom Siebel, “Empresas que não usarem IA serão compradas pelas que usam”.
As empresas da Comissão estão em uma jornada rumo à inovação e tecnologia, com foco na aplicação do blockchain, visando acompanhar a evolução do mercado e a crescente importância dessa ferramenta disruptiva e transformadora. O segmento do transporte rodoviário de cargas tem a possibilidade de explorar novas fronteiras e alavancar o potencial do blockchain para promover a inovação e impulsionar o crescimento sustentável, contribuindo para o avanço tecnológico das empresas e trazendo resultados significativos e duradouros.
por COMJOVEM NTC | nov 29, 2024 | Artigos, Núcleo Curitiba
A digitalização crescente e a conectividade dos veículos e caminhões modernos avançaram em um ritmo sem precedentes, porém também trouxeram consigo novas vulnerabilidades cibernéticas que podem ser exploradas por hackers com intenções maléficas às organizações.
Neste artigo, serão discutidos os diferentes tipos de vulnerabilidades nos sistemas de controle de veículos, abrangendo desde as unidades de controle eletrônico até as redes internas de comunicação, os sistemas de entretenimento e os sistemas avançados de assistência ao motorista.
Exemplos concretos de ataques conhecidos, como a manipulação dos freios, direção autônoma e atualizações de software realizadas remotamente.
Os impactos potenciais desses ataques bem-sucedidos são significativos, envolvendo ameaças à segurança física com riscos de graves acidentes, perda da confiança do consumidor, consequências econômicas adversas, roubo de informações para utilização em darkweb e interrupção dos serviços de clientes e transportadores.
Além disso, serão abordadas medidas tanto cibernéticas quanto organizacionais para mitigar tais riscos e salvaguardar tanto os veículos quanto os dados dos usuários e sistemas.
Utilizou-se a análise documental, que permite explorar uma ampla gama de fontes sobre cibersegurança. Documentos técnicos fornecem detalhes sobre as vulnerabilidades dos sistemas de controle dos veículos e os impactos dos ataques cibernéticos.
Também foram usadas discussões e situações reais ocasionadas nas reuniões mensais da Comjovem Núcleo Curitiba, absorvendo cases reais de segurança da informação bem como exemplos de vulnerabilidades básicas como a falta de uma simples política de utilização dos recursos tecnológicos. Regras para uso de hardwares e softwares em ambiente organizacional ou fora dele. Gestão de senhas pessoais e profissionais também foi um dos temas abordados em algumas reuniões para tratativa dos assuntos.
Casos como o hack do Jeep Cherokee em 2015 demonstram a fragilidade dos sistemas de direção autônoma. Outras ameaças incluem ataques aos sistemas de freios, manipulação de sistemas de entretenimento e interceptação de atualizações OTA.
Assim como recentes casos de invasões em sistemas de gestão em transportadores, embarcadores e operadores logísticos causam enorme preocupação para tamanha fragilidade e tamanha importância dos ERP´s para a manutenção mínima de operações, fazendo com que as empresas precisem se estruturar rapidamente para evitar prejuízos de valores incalculáveis por falta de direções básicas.
Pensando em melhoria contínua e gestão de qualidade a ISO/IEC 27000 fornece diretrizes para a gestão da segurança cibernética, essencial para o setor de transporte de cargas. Oferece uma
abordagem estruturada para gerenciar a segurança da informação, desde a avaliação de riscos até a implementação de controles. Ela auxilia as empresas a estruturarem e gerenciarem suas práticas de segurança de maneira consistente e eficaz, abrangendo todos os aspectos da segurança da informação.
Ataques cibernéticos podem comprometer a segurança dos veículos e a operação das empresas, riscos à privacidade e interrupção de operações logísticas.
Medidas técnicas e organizacionais são cruciais para mitigar riscos cibernéticos. Estratégias incluem técnicas de firewalls, criptografia, manutenção de software, segmentação de redes, políticas organizacionais, treinamento de colaboradores e auditorias regulares.
Os sistemas empregados na gestão logística de veículos modernos desempenham um papel essencial na operação eficaz, segura e sustentável das frotas. A integração de tecnologias avançadas, como unidades de controle eletrônico, redes de comunicação interna, sistemas de entretenimento e informação, assistência avançada ao condutor, telemetria e conexões externas, traz uma série de benefícios que vão desde o reforço da segurança até a otimização da eficiência operacional. No entanto, tais inovações também acarretam novas vulnerabilidades cibernéticas que requerem cuidadosa gestão para garantir a segurança e confiabilidade dos veículos.
A proteção cibernética no setor do transporte rodoviário de mercadorias está se tornando um desafio cada vez mais complexo à medida que os caminhões se tornam mais interligados e dependentes de sistemas eletrônicos. As fragilidades nos sistemas de controle dos veículos representam riscos significativos para a segurança física, confiança dos consumidores, impacto econômico, privacidade e continuidade dos serviços. Medidas robustas em termos de segurança cibernética são vitais para mitigar esses riscos e proteger tanto os veículos quanto os dados dos utilizadores.
Para tais proteções, importante também buscar auxílio e orientações profissionais para que todas as ações necessárias sejam embasadas em normas técnicas e regras existentes em nosso âmbito organizacional e de legislação.
por COMJOVEM NTC | nov 29, 2024 | Artigos, Núcleo Centro Oeste Mineiro
A Blockchain – “bloco de dados” é uma rede de registro de dados descentralizada, onde são registradas informações criptografadas. Certamente você já ouviu falar de Blockchain em conteúdos relacionados à Criptomoedas, pois foi a rede utilizada para a implementação da moeda digital mundialmente. Na Blockchain são armazenadas todas as transações realizadas da moeda digital, garantindo a integridade dos dados, pois não permiti mudanças não autorizadas dos dados, como um extrato de banco ou livro caixa, dando confiabilidade no registro das informações financeiras dos usuários.
A Blockchain deixou de ser uma rede utilizada exclusivamente para registrar transações financeiras sem a necessidade de intermediação dos bancos e está sendo utilizada em diversos setores, como na educação, saúde e no transporte rodoviário de cargas. Os transportadores seguem inovando com o objetivo de otimizar recursos, melhorar processos e acompanhar a evolução digital.
A disponibilidade da tecnologia Blockchain propiciou o surgimento dos Smart Contracts, contratos inteligentes, que são contratos digitais armazenados na rede Blockchain com regras preestabelecidas. A segurança dos contratos está associada ao protocolo de imutabilidade da rede blockchain. São menos burocráticos, pois não há necessidade de intermediários, como no exemplo das moedas digitais que são adquiridas sem a necessidade de um Banco. Por exemplo, um cliente contrata uma transportadora, solicitando um veículo para carregar uma carga de alimentos no valor de R$10.000,00 com 5 toneladas de peso de Guarulhos–SP para Taubaté–SP. Fica acordado entre o cliente e o transportador que, no recebimento da mercadoria na data acordada, anexando canhoto em um aplicativo, o frete será pago em 20 dias úteis, na conta previamente acordada. Com a chegada do veículo ao local, finalizando a descarga, a rede vai checar todas as regras e gatilhos preestabelecidos, executar na plataforma de blockchain, automaticamente, dando às partes a segurança e transparência no processo.
No mesmo processo logístico, podemos criar um contrato inteligente com o motorista agregado, onde definimos regras de velocidade, pontos de parada, prazo de entrega e de igual maneira automatizar o pagamento, mediante o cumprimento do contrato. Podemos incluir o contrato inteligente com o operador logístico onde a mercadoria estava armazenada e esse receberá os dias de armazenagem e as despesas do carregamento da mercadoria.
Os contratos inteligentes podem ser utilizados de maneira integrada em todos os processos logístico como abordado no exemplo anterior, com transparência por conta do registro de dados em (Blocos) seguro pela rede descentralizada como lastro das informações. Gerenciável, pois os dados são coletados de todos os envolvidos nos contratos, registrados e criptografados na rede que segue o protocolo de imutabilidade. Qualquer alteração ou descumprimento das regras preestabelecidas suspende o contrato.
Acredito que implementar os contratos inteligentes nas rotinas das transportadoras é um avanço para que os gestores possam identificar as partes que cumpriram seus deveres estipulados no contrato de maneira mais ágil, segura e independente.