Núcleos da COMJOVEM visitam fábrica da Scania

Ontem (9/03), os núcleos da ComJovem de Curitiba, Cascavel e Maringá foram recebidos na fábrica da Scania para uma visita técnica. Os participantes puderam conhecer o portfólio da montadora, assim como sua linha de produção.

Para Antônio Carlos Mufato Ruyz, Vice-Coordenador da ComJovem Nacional, a visita foi muito oportuna. “Na Scania somos sempre muito bem recebidos e nos sentimos em casa. Como se fôssemos uma família. Curtimos e aproveitamos bastante”, ressaltou.

A programação aconteceu durante todo o dia e à noite os jovens empresários foram recepcionados no Consórcio Scania, onde participaram da Assembleia Nacional com os demais colaboradores da empresa.

Essa foi a primeira de uma série de visitas que a ComJovem fará à Scania durante esse ano. A iniciativa surgiu durante o Encontro Nacional da ComJovem, em Trancoso, no final do ano passado.

Ana Carolina Jarrouge representa a COMJOVEM brasileira em apresentação na Assembleia Geral Ordinária da CIT

Na tarde de ontem (27), aconteceu, em meio à Assembleia Geral Ordinária da Câmara Interamericana de Transporte (CIT), o projeto piloto da comissão de jovens empresários da CIT. Foram três apresentações de representantes de COMJOVEM do Brasil, da Argentina e da Colômbia.

Ana Carolina Jarrouge, coordenadora da COMJOVEM Nacional, falou sobre o tema “O empresário que o Brasil precisa”. Durante sua apresentação, Ana discorreu sobre o cenário atual da economia e política brasileira, sobre a função social das empresas, relacionamento da empresa com o mercado e com seus funcionários e a postura do empresário.

“Após as apresentações, elaboramos objetivos que pretendemos com a comissão de jovens, para que a assembleia amanhã (hoje) aprove ou não a continuação do projeto. Escolhemos três vertentes de trabalho: tecnologia, profissionalização e sucessão empresarial”, explicou Ana, que manifestou a vontade de trazer jovens de outros países para integrar a comissão que hoje é formada apenas por Brasil e Argentina.

“Está sendo uma excelente essa oportunidade de aprender e contribuir com demais jovens de transporte da América Latina”, ressaltou.

Os jovens aproveitaram a oportunidade e foram visitar o Sest Senat, onde puderam conhecer como funciona esse organismo no Brasil. “Os visitantes ficaram encantados com tudo que temos de serviço e lazer à disposição do trabalhador do transporte”, relatou Ana.

Integrantes da COMJOVEM assumem altos cargos na diretoria do SINDIVAPA

A COMJOVEM tem mais um bom exemplo para se espelhar e se orgulhar. No começo do ano, assumiu a presidência do SINDIVAPA (Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Carga no Vale do Paraíba) Carlos Eduardo Bueno, que teve sua base de formação na Comissão de Jovens Empresários. Junto com ele estão Maíra Chaquib Assan, como vice-presidente, e Fabiano Augusto Guedes, como diretor financeiro, ambos também advindos da COMJOVEM. Até então a presidência do sindicato era ocupada por Laércio Lourenço.

“O trabalho e o convívio com este grupo sempre nos direcionou a enxergar além do cotidiano da empresa, entender o seu negócio e que independentemente do tamanho da empresa o que conta na verdade é a busca por uma gestão eficiente. Temos aprendido muito dentro deste contexto. É olhando a dificuldade ou sucesso do outro que nos fortalecemos enquanto grupo para procurar soluções e seguir o caminho da eficiência”, afirma Carlos.

Para Ana Carolina Jarrouge, coordenadora da COMJOVEM Nacional, Carlos é prova concreta da realização de apenas um dos inúmeros objetivos da COMJOVEM: o de despertar o surgimento de novas lideranças sindicais. “Estamos vendo que nosso trabalho está dando certo e que deve ser perene. A sucessão das entidades por meio da COMJOVEM é fundamental para termos líderes sempre atuantes e bem preparados. Ficamos felizes em ver que os sindicatos estão percebendo isso e dando oportunidade aos jovens”, comemorou Ana. “A sucessão não ocorre do dia para noite; é um processo de médio e longo prazo, que exige dedicação, comprometimento e liderança. E a COMJOVEM sem dúvida ajuda na formação destes futuros líderes”, concluiu.

Atual vice-presidente do SINDIVAPA, Maíra atua no sindicato desde 2008 e no ano seguinte, na ocasião da criação da COMJOVEM do Vale do Paraíba, assumiu a vice-coordenação do núcleo. “Um dos principais fatores que motivaram a minha permanência no SINDIVAPA foi o relacionamento e o network proporcionados pelas atividades da COMJOVEM, pois além do aprendizado profissional que utilizo em minha empresa, permitiram criar laços de amizade com membros de algumas comissões em todo o Brasil”, garante. E conclui: “acredito que a nova gestão do sindicato fará um excelente trabalho e trará muitos benefícios aos associados”.

Fabiano também credita o sucesso de hoje aos ensinamentos adquiridos na COMJOVEM. “União e companheirismo nos fizeram chegar onde estamos. Por conta disso, hoje nos consolidamos como um dos Sindicatos com o maior número de participantes da COMJOVEM em seu quadro diretivo. Estamos empenhados em lutar pelos pleitos da categoria e continuar trabalhando por aqueles que nos creditaram essa responsabilidade”.

Veja abaixo a formação completa da diretoria do SINDIVAPA.

GESTÃO –  2018 a 2020

Presidente – Carlos Eduardo Bueno (Camafran Transportes)

Vice-Presidente – Maira Chaquib Assan (Transportadora Jacareí)

Secretário –  Adelcio Fernando Corrá (Milk Vale Logística)

Diretor Financeiro –  Fabiano Augusto Guedes (Lógica Transportes)

Diretor Adjunto –  Laercio Lourenço (Laercio Lourenço)

Suplente da Diretoria – Nivaldo Jodas Ernandes (Vale Cargas Transportes)

Suplente da Diretoria – Vanessa Ferreira (Intervali Logistica) 

Conselho Fiscal – Wedson de Paula (Comercial Atlântica)

Conselho Fiscal Marcos Cunzolo (Cunzolo Transportes)

Conselho Fiscal – Charles dos Santos Barbosa (Estrela do Vale)

Suplente do Conselho Fiscal – Balafre Rubial Ribeiro Junior (Balafre Transportes)

Suplente do Conselho Fiscal – Wellington Sergio de Paula (Transpaula)

Suplente do Conselho Fiscal – Lullo Rebouças Varajão Neto ( Transportadora Varajão)

Processo Sucessório nas Empresas Familiares

Atualmente as empresas familiares tem uma presença de destaque na economia nacional, agregam uma fatia dos grandes grupos de empresas. Indiferente dos segmentos, as empresas familiares têm como objetivo comum, condicionar a história da empresa vinculada ao fundador e visam que a sucessão seja realizada por alguém da família. Dos 300 maiores grupos empresariais privados do Brasil, 265 são de origem familiar.

Segundo, o Jornal Industria & Comércio, atualmente as empresas familiares representam 93% das empresas ativas no Brasil e representam 40% do PIB brasileiro. Apesar dos números expressivos, a longevidade destas organizações é baixa: a idade média de uma empresa no País é de 9 anos. A sucessão familiar na visão do fundador é vista como um assunto preocupante. Existe a resistência por parte do empreendedor fundador, pois não consegue romper o vínculo da empresa. Os sucessores devem ter comprometimento para que a empresa continue com a rentabilidade que o fundador a deixou. A sucessão está ligada ao tipo de empresa, as suas características.

O empreendedor posterga até o limite a sua sucessão, quando se torna obrigado, o sucessor encontra a dificuldade da gestão devido ao empreendedor não transferir seus conhecimentos e a cultura da empresa para o mesmo. Esta posição de controle e propriedade do empreendedor irá repercutir no futuro da empresa. À medida que o empreendedor se dá conta que começam a aparecer às limitações fisiológicas e intelectuais o mesmo vê a necessidade de um sucessor, mas sempre com as mesmas peculiaridades para que a empresa mantenha as mesmas características e cultura. O empreendedor deve ter algumas características as quais se definem como: capacidade do trabalho, habilidade, auto-sacrifício, busca contínua de progresso, visão. A sucessão de pais para filhos é salientada pelas emoções e inseguranças que acercam os mesmos. O fundador tem receio que a próxima geração que assumir a direção extinga o patrimônio alcançado. O processo sucessório (Tondo, 2008, p. 75). Devem-se ser atribuídos pequenos processos para a construção da noção de negócios para quando estiverem na gestão da empresa possam tomar decisões assertivas. A sucessão familiar deve ser exposta como uma idealização de um projeto que requer aprendizado constante. A mesma é esperada pelos filhos, mas nem todos poderão ser sucessores. A sucessão é um direito legítimo, mas nem todos poderão se tornar sucessores, mas todos deverão ter seu percentual em forma de herança. No momento da escolha do sucessor deve-se levar em conta o planejamento de carreira caracterizada como o desenvolvimento do indivíduo como profissional. O elemento familiar deverá estar preparado para trabalhar e introduzir conhecimentos e desenvolver métodos para a melhoria da empresa. Indiferente de como for a escolha do sucessor o mesmo deverá ter maturidade para entender que irá iniciar o conhecimento pelos processos mais simples com a finalidade de compreender as etapas que ajudam nas decisões quando estiver no controle da empresa.

As empresas familiares podem tomar dois rumos, podem possuir na gestão membros da família ou admitir membros não familiares. Existem a possibilidade da integração das duas opções, mesclar membros familiares com não familiares. A importância da sucessão famíliar na questão da retenção de informações e despreparação do sucessor e que as empresas que podem vir a aparecer, como a morte repentina do fundador. 

Há também a decisão da venda, quando não há sucessores ou os sucessores assumem trilhar por outras carreiras e não se interessam pelo negócio familiar.

A sucessão deve ser trabalhada sempre com antecipação para que o processo sucessório obtenha sucesso.

Responsável: Camila Rangel Wolff

Você Está Preparando Para a Sucessão Familiar?

O setor de transporte rodoviário de cargas é composto majoritariamente por empresas familiares. Geralmente fundadas por um motorista que ousou e deu certo, e carregam no cerne a paixão pela estrada. Isso pelo menos até a primeira ou segunda geração no comando da empresa. Pois a nova geração de gestores, que está sucedendo esses exmotoristas, chega à empresa com uma visão diferente do negócio.

A paixão pelo caminhão ou a vivencia pelas estradas e boleias não é mais o fator determinante que motiva os jovens herdeiros a entrarem no ramo do transporte rodoviário de cargas. Não que essa paixão não exista, pois no fundo sempre existe uma ligação especial com os veículos de carga pesada. Com um alto nível de instrução e especialização, os sucessores chegam com o conhecimento técnico na gestão de empresas, enquanto os sucedidos dominam a pratica e a intuição. Claro que há quem domine ambos.

Não vou falar em gestor ideal, mas uma pessoa que domina a técnica e sabe ler as intuições do negócio será sem dúvida um gestor bem sucedido. Entendo que na sucessão o objetivo é transmitir todo esse conhecimento prático aos jovens que estão preparados com as mais modernas vertentes e ferramentas para gestão de empresas.

Nessa transição de conhecimento e principalmente de responsabilidade, todos os envolvidos enfrentam desafios pessoais, além dos profissionais. E para a sucessão ser bem sucedida, e acontecer sem atritos e magoas, os dois lados precisam se preparar.

Cabe aos pais transmitirem o que sabem, mas permitindo certa liberdade para que os filhos descubram o seu próprio estilo de liderança e tomada de decisões. Para isso, é preciso aceitar que o sucessor será um gestor diferente e não uma cópia idêntica ao mestre. Mudanças ocorrerão inevitavelmente, o importante também é dosar os limites da responsabilidade, para que o pupilo não fique em uma zona de conforto, agindo ciente de que ele não precisa se preocupar, já que os pais tomarão conta de tudo.

Já os filhos não podem perder a postura profissional, por mais que trabalhar com a família possa criar um ambiente mais informal. E isso vale para os benefícios e também para as inconveniências, não se pode levar opiniões divergentes ou críticas construtivas para o lado pessoal. Além disso, existe um longo caminho para conseguir a desejada voz ativa, a confiança da família. Não se pode desanimar ao primeiro “você ainda é muito novo e não entende disso”. Trabalhando com dedicação e mostrando seu valor, logo os filhos conquistarão o seu espaço naturalmente.

Então se preparem, estejam cientes dos papeis que cada um deve desempenhar, quando é hora de abrir mão ou de tomar a responsabilidade para si. Ou seja, se preparem! Hoje já existem métodos que auxiliam essa transição. Dê o melhor de si e tudo correrá bem.

Responsável: Mariana Kamiguchi Varajão

Autônomo, Agregado e Colaborador – Quem São Eles no Ramo de Transportes?

Caminhoneiro autônomo, agregado e colaborador

Com a redução tênue da atividade, o caminhoneiro autônomo terá agora de buscar serviço, talvez em outros lugares e setores. Nesse cenário, multiplica-se a figura do “agregado”. Na moda e nas tendências do mercado de trabalho, hoje fala-se muito no BYOD (ou “Bring Your Own Device”, em inglês). A sigla significa, em português, “traga seu próprio equipamento”. Muitas empresas passam, nos dias de hoje, a permitir que funcionários e colaboradores utilizem seus próprios laptops e tablets em tarefas no trabalho. Para a empresa, isso implica em não incorrer no custo de aquisição do bem, para o colaborador, geralmente a perspectiva de ganhos um pouco maiores.

Por causa do nome, essa modalidade de contratação parece novidade. Entretanto o segmento de cargas já se utiliza desse expediente há décadas. O caminhoneiro autônomo chamado de “agregado” é proprietário do caminhão que conduz. Contudo, ele possui um contrato de exclusividade ou prestação de serviços com uma ou mais empresas em especial – uma espécie de relação de fidelidade. Com isso, ele garante seus ganhos e o acesso a trabalho. As empresas, por outro lado, conseguem ampliar de modo imediato sua frota, sem ter de investir em novos veículos de maneira brusca.

Para os caminhoneiros, qualquer uma das três modalidades de contratação pode ser vantajosa, dependendo aí dos objetivos de cada um.

Caminhoneiro Autônomo

O caminhoneiro autônomo, também conhecido como Transportador Autônomo de Carga (TAC) manda em seu caminhão sob todos os aspectos – bons e ruins. Apesar de possuir horários mais flexíveis e poder negociar livremente valores e honorários pelo seu serviço, também possui o ônus de ter de buscar trabalho e gerenciá-lo. Em épocas de crise ou baixa no mercado, isso pode ser péssimo. Por essa razão, alguns motoristas autônomos recorrem a contratos como agregados quando a situação não está lá tão boa. Há, inclusive, motoristas autônomos que possuem mais de um caminhão ou carreta, por vezes até permitindo que outros motoristas utilizem seus equipamentos.


Agregado

O agregado não está exposto a eventuais oscilações de mercado. Consegue trabalho e oportunidades de frete sem ter de “vender” seus serviços, por intermédio da empresa à qual agrega seu caminhão. Como ele tem algum horário ou jornada específica a cumprir pela empresa à qual se agrega, mas são proprietários de sua carreta, ainda podem fazer “freelas” em horários não conflitantes, mantendo suas características de autônomo quando lhe convém. 

Colaborador 

É o funcionário das empresas transportadoras como qualquer outro colaborador. Esse condutor se utiliza da frota da própria empresa (ou empresas) em que atua, e têm como vantagem o fato de não precisar arcar ele mesmo com a manutenção ou mesmo com valores de financiamento do caminhão que dirige. Por outro lado, os ganhos mensais tendem a ser consideravelmente menores e, no caso de demissão ou desligamento da empresa, não há muito o que fazer de forma imediata.



Quais as vantagens em tornar-se um agregado de uma transportadora?

Mais da metade do transporte rodoviário do Brasil é feito por profissionais autônomos e por pequenas empresas. Para reverter essa situação as grandes transportadoras estão aumentando cada vez mais suas frotas de caminhões agregados. Muitos são os caminhoneiros que querem ser agregados de empresas, porque esse tipo de serviço traz uma série de benefícios.

Mas qual a diferença entre um caminhoneiro autônomo, um agregado e um funcionário?

Um caminhoneiro autônomo é dono de seu próprio caminhão e de seu negocio. Ele é responsável pelo gerenciamento de suas receitas e de suas despesas. Não tem vínculo empregatício com nenhuma empresa e assim estipula seu próprio horário e condições de trabalho, seus ganhos provem dos fretes contratados, por isso é importante ter planejamento e muita disciplina. Geralmente esse tipo de caminhoneiro fica parado em postos de gasolina esperando até que apareça um frete que compense a viagem. 

O Funcionário de uma empresa transportadora é um colaborador com carteira de trabalho assinada, possui direitos trabalhistas e previdenciários. Além de salário fixo e determinado pela categoria. Geralmente não é o dono do caminhão e assim não tem que cobrir despesas com manutenção.

Já um caminhoneiro agregado, assim como um autônomo, também é o dono de seu próprio caminhão, mas com a diferença de fidelizar os seus serviços a uma empresa de transporte. Desempenha a prestação de serviço como se fosse um funcionário da empresa, mas sem vínculo empregatício. Como trabalha sempre para a mesma empresa pode estimar seus ganhos mensais e geralmente ganha mais que um motorista contratado pela empresa (funcionário). Os custos com manutenção do caminhão geralmente são de responsabilidade do dono do caminhão.

Para a maioria dos autônomos, a grande vantagem de agregar seu caminhão a uma empresa é a garantia de cargas certas e o respaldo de uma logística bem estruturada, evitando longas esperas por fretes nos postos de combustíveis. Sem falar de uma maior segurança quanto aos ganhos mensais, pois você já tem um determinado número de fretes para fazer pela empresa. Além disso, você como dono do caminhão pode transportar pela empresa e fazer fretes particulares nos momentos de folga para tirar uma grana extra.

Já para as empresas, a grande vantagem de agregar caminhões é o fato de não precisar comprar caminhões e assim economizar um bom dinheiro tanto na compra como na manutenção dos veículos.

A grande vantagem dos agregados sobre os funcionários da empresa é que geralmente os agregados ganham muito mais que os funcionários, isso porque o agregado tem o caminhão próprio, não tem vínculo empregatício e assim não possui os benefícios deaposentadoria, plano de saúde, vale-transporte, entre outros. Além disso, a empresa paga mais aos agregados porque geralmente os custos de manutenção do caminhão são pagos pelo dono. 

Em fim, a escolha de agregar seu caminhão a uma empresa ou ser um motorista autônomo, vai muito pelo gosto. Se você prefere ter mais liberdade para trabalhar do jeito que você quer, a melhor opção é ser autônomo, mas se você quer mais segurança financeira e não se importa em cumprir pequenas regras, agregue seu caminhão a uma boa empresa. Se você não possui um caminhão, a única saída é ser motorista de uma empresa, que também tem suas vantagens. Terceirização Logística? Vantagens e Desvantagens.
Hoje, muitas empresas já possuem consciência que a qualidade nos processos logísticos representa um considerável fator de sucesso para os negócios. Além disso, processos logísticos eficientes oferecem uma oportunidade de criar vantagens em relação à concorrência, aumentando assim o seu apelo comercial.

Esta situação causou uma mudança nas empresas que atuam no segmento logístico. Paralelamente à clássica tarefa de distribuição: “mercadorias no prazo certo, em perfeitas condições e colocadas à disposição nas quantidades necessárias.” As empresas, hoje, oferecem uma gama mais completa de serviços logísticos, que, se aproveitados corretamente, estes serviços trazem resultados muito positivos para o contratante.

Na escolha da empresa logística que prestará os serviços é importante analisar as opções do mercado. Hoje, há muitas empresas que prestam estes serviços, porém, nem todas são legalistas, ou seja, é importante verificar se a empresa trabalha com funcionários CLT e se assume todo o ônus da legislação trabalhista. A vantagem é que dessa forma a empresa fica isenta de ações judiciais.

Também é importante verificar se faltas, atrasos e férias de funcionários serão cobertas, por que é importante a imediata substituição para não prejudicar a empresa. E também se há cobertura para gastos de combustível, alimentação, uniforme e outros.

Como vantagens do processo de Terceirização, podemos destacar:
• Redução dos custos logísticos através do aproveitamento dos efeitos de escala no prestador de serviços;
• Controle simplificado dos custos e trabalhos logísticos;

• Aproveitamento do Know-how logístico dos prestadores de serviços inclusive da TI instalada;
• Concentração da empresa em suas competências principais;
• Aumento na qualidade do serviço prestado aos clientes;
• Simplificação nos processos da empresa;

Ou seja, para ter sucesso no processo de terceirização o importante é saber realizar as escolhas, buscar sempre empresas que primam pela qualidade de seus funcionários e que realizam constantes treinamentos, no intuito de oferecer tranqüilidade total a seus clientes. De qualquer forma, recomendamos aproveitar o potencial de terceirização de forma consciente.



Porque cresce no Brasil a Terceirização no sistema de transporte?

Estamos vivendo um período de transformação. Fatores como novas exigências dos mercados consumidores, antigos desequilíbrios de demandas da sociedade, globalização, aumento da competitividade, evolução tecnológica e disputa por recursos escassos, têm exigido mudanças significativas no modo de gerir as organizações. O desejo de qualquer organização é a sobrevivência. As empresas são sistemas abertos, integrantes de ecossistemas complexos, que interagem e são dependentes. Para gerir estes sistemas é preciso planejar, organizar, controlar e dirigir os recursos de forma eficaz e eficiente, por meio de métodos e ferramentas adequadas.

Quando se compra qualquer produto que seja, por qualquer meio disponível (supermercado, internet ou pessoalmente), dar-se início a um ciclo complexo de processos e informações os quais, a princípio, parece inesgotável. Surge um componente de grande importância para o sucesso da cadeia logística, o chamado transporte. O transporte esta relacionado com movimentação e armazenagem dos produtos e é o principal componente do sistema e da composição do custo logístico na maioria das empresas. O mesmo tem um papel preponderante na qualidade dos serviços logísticos, pois impacta diretamente o tempo de entrega, a confiabilidade e a segurança dos produtos.

Desta complexidade, surge a necessidade das empresas estarem com o foco cada vez mais em seus negócios e processos principais, geralmente, dedicando esforço ao seu produto ou serviço, o “core business”. Aparece então, a primeira conseqüência desse pensamento, que é o de contratar pessoas ou empresas para fazer aquilo que não afeta diretamente o negócio e seu desempenho, e que a princípio, pelo menor grau de complexidade e participação no custo final ou até por prioridades de investimentos, parece ser a melhor solução para a vida da organização.

A terceirização ou Prestadores de Serviços, ganharam papel importante na cadeia produtiva da sociedade como um todo, organizando-se em segmentos dos mais variados, sendo os mais conhecidos, os das áreas de conservação e limpeza, vigilância, armazenagem e transportes.

Desta forma serão apresentados os conceitos gerais e visões de diversos autores e entidades especialistas sobre: definições e o papel da logística; a situação do cenário do sistema de transporte no Brasil e seus modais; conceito e a função da terceirização e definição de prestadores de serviços logísticos. O objetivo central do trabalho é mostrar os motivos que levou o surgimento da terceirização no sistema de transporte e quais decisões podem ser tomadas para melhorar a situação atual.

LOGÍSTICA EMPRESARIAL

A Logística é interpretada de diversas maneiras, e até o momento, o campo ainda não tem um título único ou exato para identificá-lo, como os setores marketing, produção ou financeira, porém é vital para a economia mundial e para as organizações. Porém no atual momento a logística supera barreiras no cenário mundial, antes visto como uma área sem expressão, é hoje considerada elemento de fundamental importância para a sobrevivência das empresas.

Uma empresa é bem sucedida na proporção de sua habilidade de rapidamente reunir, transmitir e interpretar todas as informações que descrevem as suas atividades. O processo logístico não começa e nem termina nos limites da própria empresa. Ele é acompanhado pelos fornecedores e só termina no consumidor final. Na visão de Ballou), a Logística associa estudo e administração dos fluxos de bens e serviços e da informação associada que os põe em movimento, ou seja, a missão da Logística é colocar produto e/ ou serviço no lugar certo e no instante corretos e na condição desejada, ao menor custo possível. Desta forma, as organizações deixam de ver a Logística como ferramenta de redução de custo e começam a encará-la como atividade estratégica.

Entretanto, para Dias, a Logística é o sistema de administrar qualquer tipo de negócio de forma integrada e estratégica, planejando e coordenando todas as atividades, otimizando todos os recursos disponíveis, visando ao ganho global no processo no sentido operacional e financeiro.

Pela definição do Council of Logistics Management, Logística é o processo de planejamento, implantação e controle do fluxo eficiente e eficaz de mercadorias, serviços e informações relativas desde o ponto de origem até o ponto de consumo com o propósito de atender as exigências dos clientes.

Diante dos vários conceitos apresentados, a Logística informa a maneira como as organizações podem responder de maneira mais rápida e eficiente às exigências vindas do ambiente. Logo, ela pode ser compreendida como a forma de disponibilizar o produto certo, no lugar certo, na hora certa, com qualidade e preço justo.

As atividades da logística

Para melhorar a integração no sistema logístico, é necessário identificar as atividades a serem gerenciadas que são importantes para o cumprimento da missão e das metas logísticas.

As atividades são divididas em primárias (atividades-chave) e secundárias (atividades de apoio). As atividades primárias são essenciais para o atingimento do nível de serviço, além de representar com a maior parcela do custo total logístico. São elas: gestão de transportes; gestão de estoques; e processamento de pedidos.

A gestão de transporte é essencial, pois nenhuma organização pode operar sem providenciar a movimentação de suas matérias-primas ou de seus produtos acabados de alguma forma. Esta gestão refere-se aos vários métodos para se movimentar produtos, aos roteiros definidos, a utilização da capacidade de transporte e aos custos apresentados na atividade.

A administração de estoques constitui um componente importante da gestão de capital de giro, principalmente, quando a empresa utiliza grandes quantidades de materiais e/ ou quando precisa manter um alto volume de estoques. Segundo Ballou,os estoques apresentam diversas finalidades, tais como: melhoram o nível de serviço; incentivam economias na produção; permitem economias de escala nas compras e no transporte; agem como proteção contra aumentos de preços; protegem a empresa de incertezas na demanda e no tempo de ressuprimento; e servem como segurança contra contingências.

Em relação aos custos de processamento de pedidos, sua importância deriva do fato de ser uma atividade logística primária. O processamento de pedido refere-se a atividades envolvidas na coleta, verificação e transmissão de informações de vendas realizadas. Envolvem todo trabalho associado à venda dos produtos ou serviços da organização (preparação, transmissão, entrada e relatório de situação do pedido).

Já as atividades de secundárias (atividades de apoio), são caracterizadas por apoiar as atividades primárias e melhorar o nível de serviço apresentado pela empresa. Elas são:

Armazenamento: trata-se da gestão do espaço necessário para manter os estoques.Manuseio de materiais: refere-se à movimentação dos produtos no local de estocagem e apóia a gestão de estoques.Embalagem de proteção: atividade que auxilia a empresa a garantir movimentação segura dos bens, sem danificá-los.Obtenção (compras): trata-se da seleção das fontes de suprimentos, das quantidades a serem adquiridas, da programação das compras e da forma pela qual o produto é comprado.Programação do produto: esta relacionada com a distribuição (fluxo de saída).Gestão da informação: refere-se ao tratamento das informações importantes para o planejamento e controle logístico e para a tomada de decisão dos gestores.

A integração das atividades primárias e secundárias viabiliza a coordenação dos fluxos correspondentes as necessidades da organização em atender os clientes de forma eficaz e eficiente, ou seja, é necessário integrar as atividades logísticas com o objetivo de agregar valor para os clientes, fornecedores e todos os interessados e envolvidos no processo. 

Sistema de transporte

O conceito de transporte esta relacionado com movimentação e armazenagem dos produtos. O transporte é o principal componente do sistema e da composição do custo logístico na maioria das empresas. Sua importância pode ser medida pelos indicadores financeiros: custos, faturamento e o lucro. Além disto, o transporte tem um papel preponderante na qualidade dos serviços logísticos, pois impacta diretamente o tempo de entrega, a confiabilidade e a segurança dos produtos. As decisões estratégicas sobre transporte envolvem: seleção dos modais; volume de cada embarque; rotas; programação; seleção e negociação com fornecedores; e política de consolidação de cargas. São decisões sobre as quais pesam fatores como a distância entre área de produção, armazéns e clientes, que têm influência sobre o nível de serviço apresentado por cada empresa.

Para Ballou ,os níveis de serviço aos clientes, a localização das instalações, o estoque e os transportes são das mais importantes áreas de planejamento, em face do impacto que as decisões tomadas em cada uma delas acabam sobre a lucratividade e o retorno do investimento. Especificamente, melhor sistema de transportes contribui para aumentar a competição no mercado, garantir a economia de escala na produção e reduzir preços das mercadorias.

TERCEIRIZAÇÃO

A partir da década de 80 começou a aumentar a contratação de empresas especializadas para o desempenho de atividades consideradas de apoio. A prática do outsourcing é bastante comum nas organizações, cujo principal objetivo é a redução de custos, porém é importante saber utilizar esta técnica como estratégica competitiva para o alcance dos objetivos e metas traçadas.

A terceirização consiste em conceder a execução de um processo e transferi-lo para um agente externo à organização que possui maior expertise nas atividades que lhe são transferidas pela organização contratante. Tal processo tem levado as empresas a transferir diferentes etapas do processo logístico ao longo do sistema. Na prática é chamado de outsourcing, pois quando bem implantada, libera a empresa contratante para concentrar-se os esforços em seu negócio principal (core business), evoluindo em qualidade, melhoria dos processos, produtividade entre outros, o que gera redução de custos e ganho de competitividade. Desta forma ao contratar atividades terceirizadas, os gestores devem levar em consideração que o fornecedor seja especializado, experiente, detentor de tecnologia própria e atualizada, e que tenha esta atividade a ser fornecida como sua atividade-fim.

Podem-se mencionar algumas vantagens e desvantagens que as organizações podem ter ao terceirizar suas atividades-meio (as que têm a finalidade de dar suporte as atividades principais): 

 Vantagens: estrutura administrativa simplificada, uma vez que não terá de realizar registros/ demissões, pagamentos de salários, FGTS, INSS dos empregados etc; mais participação dos administradores/ gestores nas atividades-fim da empresa; concentração dos talentos no negócio principal da empresa; redução do custo de estoques; maior facilidade na gestão do pessoal e das tarefas; possibilidade de rescisão do contrato conforme as condições preestabelecidas; controle da atividade terceirizada por conta da própria empresa contratada; menores despesas com aquisição e manutenção de máquinas, aparelhos e uniformes fornecidos pela empresa contratada etc.

 Desvantagens: verificar se o pessoal disponibilizado pela empresa terceirizada consta como registrado e se os direitos trabalhistas e previdenciários estão sendo pagos e respeitados; sofrer autuação do Ministério do Trabalho e ações trabalhistas em caso de inobservância das obrigações mencionadas anteriormente; fiscalização dos serviços prestados para verificar se o contrato de prestação de serviços está sendo cumprido integralmente, conforme o acordado; risco de contratação de empresa não qualificada etc.

Segundo Rezende, o processo deve começar por uma análise que permita verificar se a empresa está preparada para a terceirização, ou seja, a organização deverá avaliar realmente a necessidade de mudança que o processo de terceirização irá provocar em suas operações. Para obter sucesso neste processo, pressupõe mudanças culturais, estruturais e gerenciais em todos os níveis (operacional, tático e estratégico) da organização.

Em análise a uma terceirização ou outsourcing, percebe que as empresas, avaliam diversos pontos em relação às suas atividades logísticas, tais como: a necessidade de controle das atividades, as possibilidades de redução de custos nos processos e desenvolvimento de know-how. De acordo Rezende, o processo de terceirização (outsourcing) das atividades logísticas implica no aprofundamento dos relacionamentos entre as empresas e os terceiros que prestam serviços logísticos. O sucesso da terceirização está vinculado com a visão estratégica do negócio para manter a sustentabilidade e promover a competitividade da organização. Desta forma, surge a necessidade de decidir sobre a utilização de prestadores de serviços logísticos para assumir algumas ou todas as responsabilidades logísticas da organização.

Prestadores de serviços logísticos

Com o constante aumento da complexidade dos processos logísticos, aliado ao fato destes terem sido reconhecidos pelas empresas como fonte de vantagem competitiva, surgiu no mercado um novo segmento, o de prestadores de serviços logísticos. A evolução de prestadores de serviços logísticos no Brasil é devido à crescente tendência de terceirização das atividades logísticas nas organizações brasileiras e a entrada de grandes empresas internacionais de prestação de serviços logísticos no país. Os prestadores de serviços logísticos estão mais ligados a prestação de serviços básicos como transporte, armazenagem e estocagem.

Os Prestadores de Serviços Logísticos, segundo Novaes são empresas que fornecem apenas serviços, incluindo as formas mais simples e mais tradicionais, como o transporte, estocagem e armazenagem, ou seja, o termo prestador de serviço logístico envolve todo tipo de atividade logística, por mais simples que seja, não refletindo necessariamente, os avanços tecnológicos e operacionais que dão sustentação ao moderno sistema logístico.

A empresa que não possui infra-estrutura suficiente, meios físicos e técnicos escassos, capacidade financeira limitada e pouca competência logística para algumas atividades básicas da logística, normalmente contrata-se um PSL. Estes prestadores de serviços apresentam um baixo custo de aquisição e um baixo investimento de capital para a contratante. Neste sentido, com a crescente importância da logística nas organizações, têm surgido mais prestadores de serviços logísticos específicos no mercado, oferecendo serviços como: assessoria fiscal (estudo de viabilidade e prestação de contas), acompanhamento de pedidos a fornecedores (rastreamento de pedidos e veículos, recebimento e conferência), e distribuição física junto a produção (embalagem de produtos, armazenagem seca, expedição, documentação, cross-docking, distribuição direta e transferência para centros de distribuição), para agregar valor aos produtos e serviços oferecidos aos clientes.

CONCLUSÃO

Conclui-se que a rede integrada de transporte é essencial, uma vez que garante o acesso aos locais onde a demanda por bens acontece. Também permite planejar o deslocamento da produção de forma a utilizar a combinação mais eficiente das modalidades de transporte disponíveis. Contudo, a ausência e a má qualificação da infraestrutura apresentada nos modais acarretam a ineficiência do transporte, gerando aumento dos prazos de entrega, dos custos de frete e do volume de perdas e riscos de avarias nas cargas, ou seja, a falta de investimento do sistema de transporte e os pontos negativos citados fazem com que os produtos e serviços do Brasil deixem de serem competitivos no mercado.

Sendo o transporte a principal atividade do sistema logístico, a terceirização pode ser uma oportunidade de reduzir os custos operacionais da empresa, e formalizar uma parceria com a contratada. Em função das vantagens e das desvantagens da terceirização é possível traçar cenários do seu negócio, planejando as ações para sustentar e competir de forma segura e viável. Para o cliente dos dias atuais, apenas receber o produto adquirido não o satisfaz plenamente, é preciso que este seja recebido no local e hora que o consumidor julgar necessário. É preciso analisar qual a importância da logística para a eficiência do negócio e se a empresa em questão desenvolve esta atividade com eficácia, se este for o caso é bem provável que a empresa não venha a obter lucro algum terceirizando suas atividades.

Desta forma, alinhado as informações sobre a terceirização das atividades de transporte e dos aspectos negativos apresentado neste sistema, as organizações estão procurando concentrarem-se os esforços em seu negócio principal, para evoluir em qualidade, melhoria dos processos, produtividade entre outros. Isto gera redução de custos e ganho de competitividade. As companhias FIAT, VALE, Grupo ARG, V&M, Usiminas, entre outras, podem ser citadas como exemplos de empresas que focaram no core business, ou seja, as atividades relacionadas ao transporte dos bens foram transferidas para empresas especializadas. 


REFERÊNCIAS

BALLOU, Ronald H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos/ logística empresarial.

BALLOU, Ronald H. Logística empresarial: transporte, administração de materiais e distribuição física.

BOWERSOX, Donald J; CLOSS, David J; COOPER, M. Bixby. Gestão Logística de Cadeias de Suprimentos.

Council of Logistics Management (CLM) associação internacional com mais de 10 mil participantes das áreas de Logística e SCM.

DIAS, Marco Aurélio P. Administração de materiais: princípios, conceitos e gestão. 6 ed. – 3. reimpr.

Instituto de Logística e Supply Chain – ILOS. Disponível em:. NOVAES, A.G. Logística e Gerenciamento da cadeia de distribuição: estratégia, operação e avaliação..

PLANO CNT DE LOGÍSTICA. Brasília: Confederação Nacional do Transporte,

BB Carros

CargoBr

Pacer Logistica