Pedágios e rodovias paranaenses terão 53 radares para o controle da velocidade

Pedágios e rodovias paranaenses terão 53 radares para o controle da velocidade

Equipamentos serão instalados pela concessionária EPR Litoral Pioneiro, e abrangem também o eixo principal das rodovias no sistema rodoviário BR-153/277/369/PR e PR 092/151/239/407/408/411/508/804/855

Controlar o excesso de velocidade na malha viária concedida, bem como nas praças de pedágio, no intuito de garantir a segurança dos usuários. Com esse o objetivo, a concessionária EPR Litoral Pioneiro foi autorizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a iniciar a instalação de 41 controladores de velocidade (radares), ao longo do trecho principal sob sua concessão e 12 controladores de velocidade (radares nas praças de pedágio, no sistema rodoviário BR-153/277/369/PR e PR 092/151/239/407/408/411/508/804/855).

De acordo com a Decisão SUROD 1.179/26, publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quarta-feira (26), em seu art. 1º, fica autorizado o início de execução da Obra de Implantação e Operacionalização de 41 equipamentos controladores de velocidade (radares/tronco) e 12 equipamentos controladores de velocidade (radares/praça de pedágio), no sistema rodoviário BR-153/277/369/PR e PR 092/151/239/407/408/411/508/804/855, em atendimento à obrigação estabelecida no 13º Termo Aditivo ao Contrato do Edital de Concessão 02/2023.

Ainda conforme conta no documento, a obra em questão faz parte do item 3.4.2.8 (Sistema de Controle de Velocidade – SCV) do Programa de Exploração da Rodovia (PER) do Contrato do Edital de Concessão 02/2023, e possui previsão de conclusão até o 3º ano de concessão (27/02/2027).

Sinistros

Para se ter uma ideia de como o controle mais rigoroso nas rodovias paranaenses é importante para a redução de acidentes graves e fatais, veja o levantamento feito, com exclusividade, pelo Estradas, mostrando que, somente nos anos de 2024 e 2025, a BR-277 é considerada uma das vias mais violentas e com maior número de sinistros de todo o Estado do Paraná. Já na BR-153, os índices são menores por conta da característica da via, que é a de cortar o estado de forma fragmentada, acumulando menor densidade de acidentes urbanos rápidos.

Conforme dados oficiais da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para esse período, a BR-277 concentrou quase 30% de todos os sinistros de malha federal do estado, a saber:

  • Ano de 2025: foram registrados 2.155 acidentes, resultando em 152 mortes;
  • Ano de 2024: o número de acidentes seguiu patamar muito similar, ligeiramente menor, mantendo a média histórica estadual de 2.100 ocorrências na via;
  • Acumulado do período: aproximadamente 4.250 a 4.300 acidentes registrados.

Já na BR-153, conhecida como Rodovia Transbrasiliana, o tráfego de veículos é menor, se comparado ao corredor de escoamento da BR-277. A média estimada de sinistros fica em torno de 300 a 400 ocorrências por ano, ao longo de toda a sua extensão no território paranaense. O perfil dos sinistros é menor em volume total de colisões, porém com alta gravidade (letalidade concentrada em colisões frontais e transversais envolvendo veículos de carga).

Contexto geral das rodovias federais no PR

Para fins de comparação sobre o peso dessas duas rodovias, veja os dados gerais divulgados pela Polícia Rodoviária Federal no Paraná:

  • Total de sinistros no Estado (2025): 7.620 ocorrências (com 593 mortes);
  • Total de acidentes no Estado (2024): 7.582 ocorrências (com 607 mortes).

Em suma, apenas a BR-277 sozinha responde por mais de um quarto de toda a violência no trânsito federal paranaense.

Sua empresa faz parte do TRC. Faça parte também de quem trabalha para fortalecê-lo

Sua empresa faz parte do TRC. Faça parte também de quem trabalha para fortalecê-lo

Seja associado à NTC&Logística e esteja conectado à maior entidade representativa do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil

Todos os dias, empresas do Transporte Rodoviário de Cargas enfrentam decisões que envolvem custos, legislação, relações trabalhistas, segurança, tecnologia, operação e mudanças regulatórias. Estar bem informado e, principalmente, próximo dos ambientes onde esses assuntos são discutidos, pode fazer diferença para quem atua no setor.

É nesse cenário que a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) desenvolve seu trabalho. Há mais de 60 anos, a entidade representa o TRC e reúne Federações, Sindicatos, Associações, empresas e parceiros, mantendo atuação técnica, política e institucional em defesa dos interesses do transporte de cargas brasileiro.

Ao se associar à NTC&Logística, a empresa passa a integrar um ambiente nacional de informação, relacionamento e representatividade, com oportunidades de participar de Câmaras Técnicas, Comissões, Comitês e Grupos de Trabalho. Esses espaços aproximam empresários e profissionais para discutir questões do cotidiano das operações, compartilhar experiências e contribuir para a construção de posicionamentos e propostas para o setor.

Essa conexão vai além das empresas transportadoras. A atuação da NTC&Logística promove o relacionamento com entidades, parceiros comerciais e institucionais, fornecedores e diferentes integrantes da cadeia produtiva, além de manter diálogo com órgãos públicos e instituições diretamente relacionados às pautas do transporte e da logística.

O associado também conta com uma estrutura especializada e acesso a informações estratégicas. Entre os benefícios, estão assessorias em economia; custos; assuntos jurídicos; legislação; transporte internacional; produtos perigosos e segurança; pesquisas de mercado; estudos sobre custos operacionais e preços de insumos; indicadores do setor; Simulador de Frete, além de condições especiais para participação nas iniciativas promovidas pela entidade.

Ao longo do ano, uma ampla agenda de eventos, encontros técnicos, reuniões e debates institucionais amplia essas oportunidades, aproximando o associado de lideranças, especialistas, autoridades e profissionais que participam das transformações do Transporte Rodoviário de Cargas.

Ser associado é estar mais perto da informação, das discussões e das conexões que movimentam o setor. É participar de uma rede que trabalha todos os dias pelo fortalecimento do TRC brasileiro.

Seja associado à NTC&Logística!

Quer conhecer as possibilidades e os benefícios de fazer parte da entidade?
E-mail: comercial@ntc.org.br
Site: portalntc.org.br
Telefone/WhatsApp: (11) 2632-1500

Da quilometragem ao carbono: os novos indicadores que entram na gestão das transportadoras

Da quilometragem ao carbono: os novos indicadores que entram na gestão das transportadoras

Sustentabilidade começa com dados e pode avançar para eficiência e novas oportunidades

Combustível, pneus, manutenção, pedágios, quilômetros percorridos, produtividade e custo por viagem. Administrar uma transportadora exige acompanhar diariamente uma série de indicadores que ajudam a entender o desempenho da operação. Agora, uma nova informação começa a ganhar espaço nesse conjunto: quanto a empresa emite de gases de efeito estufa e o que pode fazer a partir desse dado.

Conhecer as emissões da operação é um dos primeiros passos para que uma empresa consiga estruturar sua estratégia ambiental. A partir da mensuração, é possível identificar onde estão concentradas as emissões, estabelecer indicadores, acompanhar a evolução dos resultados e desenvolver ações de redução e compensação.

Para o Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), essa discussão ganha importância adicional. O setor está presente nas cadeias produtivas de praticamente todos os segmentos da economia e, por isso, as informações relacionadas ao transporte também fazem parte dos dados ambientais considerados por clientes e embarcadores.

Grandes empresas já vêm ampliando esse olhar sobre suas cadeias de fornecedores. Em seu Relatório de Sustentabilidade 2025, por exemplo, a Klabin informou que seu Programa de Responsabilidade Socioambiental da Cadeia de Fornecimento alcançava 91% dos fornecedores classificados como críticos, com meta de atingir 100% até 2030.

A Vale também informou ter avançado, em 2025, na integração de critérios ESG à gestão de compras e fornecedores. Dos 5.268 fornecedores com contratos ativos no Brasil, 1.389 estavam classificados em categorias de alto ou muito alto risco ESG e integravam a estrutura de acompanhamento da companhia.

Esses movimentos ajudam a dimensionar uma transformação que vai além da imagem corporativa. Para uma transportadora, ter informações organizadas sobre emissões e sustentabilidade pode contribuir para responder às demandas dos clientes, participar de processos de contratação, fortalecer relacionamentos comerciais e identificar oportunidades de eficiência dentro da própria operação.

O carbono também entra na agenda regulatória

Paralelamente às mudanças empresariais, o Brasil avança na regulamentação de seu mercado de carbono.

A Lei nº 15.042/2024 instituiu o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE) e estabeleceu uma estrutura para o mercado regulado de carbono no país.

A legislação prevê diferentes obrigações conforme o volume anual de emissões e as atividades que vierem a ser abrangidas pela regulamentação. Para instalações ou fontes que emitam acima de 10 mil toneladas de CO₂ equivalente (tCO₂e) por ano, estão previstos, entre outros instrumentos, plano de monitoramento e relato de emissões e remoções. Para aquelas com emissões acima de 25 mil tCO₂e anuais, também está prevista a conciliação periódica de obrigações.

A implementação do sistema ocorre de forma gradual e depende da regulamentação, da definição das atividades abrangidas e das metodologias de mensuração, relato e verificação previstas no SBCE.

O próprio setor de transportes começa a avançar nessa direção. Em 2026, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) retomou o processo de participação social relacionado ao Selo ESG Cargas, iniciativa destinada ao reconhecimento de transportadores que adotam práticas ambientais, sociais e de governança.

Nesse contexto, conhecer os próprios indicadores deixa a transportadora mais preparada para compreender sua realidade e tomar decisões com base em dados.

NTC&Logística e Domani Global apoiam empresas nessa jornada

Para aproximar essa nova dimensão da gestão da realidade das empresas do setor, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) mantém parceria com a Domani Global, especializada em soluções ESG, sustentabilidade e gestão de emissões.

A iniciativa permite que empresas associadas tenham acesso a ferramentas e suporte especializado para iniciar ou avançar em sua jornada ESG, considerando o porte, a estrutura e o nível de maturidade de cada organização.

Entre as soluções disponibilizadas pela parceria estão:

  • Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), com mensuração nos escopos 1, 2 e 3;
  • Domani SaaS – Sustainability as a Service, plataforma para gestão ESG, acompanhamento de emissões e geração de relatórios;
  • Diagnóstico ESG e Matriz de Materialidade, para identificação de prioridades e oportunidades;
  • Plano de Descarbonização, com estratégias direcionadas à redução e compensação de emissões;
  • Treinamentos e capacitações corporativas, voltados às diferentes áreas das empresas;
  • Selo Carbono Neutro, destinado às empresas que realizarem a compensação de suas emissões;
  • Suporte técnico especializado, considerando as particularidades do Transporte Rodoviário de Cargas.

Os serviços foram estruturados para atender micro, pequenas, médias e grandes empresas, permitindo que cada transportadora avance de acordo com sua realidade e capacidade de investimento.

Associados da NTC&Logística contam ainda com condições diferenciadas na contratação dos produtos e serviços da Domani Global.

Assim como conhecer custos, produtividade e desempenho da frota é fundamental para administrar uma transportadora, conhecer as emissões da operação começa a fazer parte de uma gestão empresarial cada vez mais orientada por dados. E transformar essa informação em estratégia pode representar eficiência, preparação e novas possibilidades para o negócio.

Serviço
Domani Global – Sustentabilidade para o Transporte de Cargas
E-mail: contato@domani.global
Telefone/WhatsApp: (11) 99559-8402
Site: www.domani.global
Redes sociais: LinkedIn, Instagram e demais plataformas oficiais
Código de desconto exclusivo para associados da NTC&Logística: NTC15

Conexão Legal: Quando a realidade do transporte encontra a construção do direito

Conexão Legal: Quando a realidade do transporte encontra a construção do direito

Segurança jurídica, previsibilidade e estabilidade das interpretações foram temas-chave do Conexão Legal

A transformação das formas de trabalho exige do direito mais do que novas respostas: exige capacidade de compreender corretamente os fenômenos que pretende regular. Essa foi uma das reflexões que permearam a segunda edição nacional do Conexão Legal, iniciativa da CNT (Confederação Nacional do Transporte), realizada em parceria com o Instituto Iter e com patrocínio da Rumo, que reuniu empresários, CEOs, diretores jurídicos, representantes sindicais e ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TST (Tribunal Superior do Trabalho) para discutir problemas jurídicos com repercussão direta no setor de transporte.

Segurança jurídica, previsibilidade e estabilidade das interpretações produzem consequências concretas na tomada de decisão empresarial. O propósito foi enaltecido pelo presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, logo na abertura do evento. Ao explicar a importância da aproximação entre empresários e autoridades do meio jurídico, destacou que conhecer a legislação e, principalmente, a forma como ela vem sendo interpretada proporciona maior segurança para a adoção de boas práticas e para a realização de investimentos. Como sintetizou: “conhecendo a legislação brasileira, conhecendo como essa legislação está sendo interpretada, dá mais segurança para podermos promover o investimento”.

As transformações do mundo do trabalho tornam insuficiente a análise fragmentada dos fenômenos econômicos e sociais. Essa foi uma das reflexões trazidas pelo Ministro Gilmar Mendes, relator do Tema 1.389 da repercussão geral, referente à contratação de trabalhador autônomo ou de pessoa jurídica para a prestação de serviços. Ao contextualizar a evolução das relações de trabalho, o Ministro advertiu que “não se pode olhar apenas um pedaço, é preciso olhar o todo”, destacando a necessidade de o Supremo analisar as novas formas de organização do trabalho com a “serenidade e a racionalidade que a matéria exige”.

A busca pela segurança jurídica também pressupõe compatibilizar os valores sociais do trabalho com a livre iniciativa. A seu turno, o Ministro André Mendonça partiu do art. 1º, inciso IV, da Constituição Federal para observar que ambos foram colocados lado a lado pelo constituinte, ressaltando que “a livre iniciativa é um valor social”, porquanto produz trabalho, renda e desenvolvimento. A partir da doutrina de Lon Fuller, abordou elementos essenciais à segurança jurídica, dentre os quais: generalidade, transparência, cautela quanto à retroatividade, inteligibilidade, coerência, estabilidade e congruência entre o que se prescreve e o que efetivamente se aplica.

Do problema empresarial à problematização jurídica

O Conexão Legal parte da premissa de que problemas jurídicos relevantes para o transporte devem ser formulados a partir da realidade empresarial antes de serem discutidos a partir da dogmática jurídica. A escolha dos temas, portanto, não decorre exclusivamente da existência de processos relevantes nos Tribunais Superiores. O caminho é anterior: identificam-se problemas empiricamente vivenciados pelas empresas do transporte, analisam-se suas repercussões jurídicas e, posteriormente, estruturam-se questões capazes de provocar uma reflexão que ultrapasse a realidade individual de cada organização.

A problematização empírica permite que empresários, CEOs, diretores jurídicos e representantes sindicais enxerguem seus próprios problemas para além dos muros da empresa. Ao escutar como uma dificuldade operacional é juridicamente compreendida por quem interpreta e aplica o direito, o empresário agrega novas perspectivas à análise de risco, compreende os fundamentos que podem orientar determinada decisão e passa a dispor de elementos adicionais para adequar suas condutas.

O diálogo, contudo, ocorre em duas direções: ao conhecer a interpretação jurídica, a empresa compreende melhor seu risco; ao conhecer a realidade empresarial, o julgador amplia os elementos disponíveis para sua reflexão. Por isso, o evento é visto como uma conexão. Questões que, nos autos, podem parecer essencialmente dogmáticas têm, no ambiente empresarial, consequências para contratos, custos, modelos de remuneração, investimentos, concorrência e organização produtiva. Apresentar essas consequências não significa pretender direcionar a interpretação judicial, mas sim contribuir para que o problema seja compreendido em sua integralidade.

Segurança jurídica não pressupõe uniformidade absoluta de pensamento. Pressupõe capacidade de compreender as diferentes racionalidades jurídicas que pensam a solução de um mesmo problema. Por tal razão, a diversidade das exposições constitui uma característica relevante do Conexão Legal. O Poder Judiciário não é composto por um pensamento uniforme. Diferentes construções dogmáticas e métodos interpretativos podem, a partir do mesmo texto normativo, conferir pesos distintos aos princípios em conflito. Conhecer essas racionalidades permite ao setor compreender não apenas os resultados dos julgamentos, mas outrossim os fundamentos que podem conduzir à formação da jurisprudência.

FETRANSPAR destaca tecnologia como aliada da logística verde no transporte

FETRANSPAR destaca tecnologia como aliada da logística verde no transporte

Programa DESPOLUIR FETRANSPAR reforça seu compromisso com um transporte mais sustentável

A busca por operações mais sustentáveis tem levado empresas do transporte a investir em tecnologias que reduzem custos, aumentam a produtividade e minimizam os impactos ambientais. Nesse cenário, a logística verde aliada à roteirização inteligente tem se consolidado como uma importante ferramenta para diminuir as emissões de poluentes e o consumo de combustível.

A estratégia está alinhada aos objetivos do Programa DESPOLUIR FETRANSPAR, que incentiva práticas sustentáveis e a preservação ambiental no setor. Com sistemas de gerenciamento de transporte, as empresas conseguem planejar rotas de forma estratégica, evitando deslocamentos desnecessários, reduzindo o tempo em congestionamentos e melhorando a eficiência operacional.

Na Rodomax Transportes, de Cascavel, a tecnologia faz parte da rotina. Segundo o gerente de Operações e Comercial, Eduardo Manini, a empresa utiliza um sistema que acompanha toda a operação, da origem ao destino da carga. “Contamos com um controle logístico robusto e tecnologia embarcada em toda a frota. Utilizamos roteirização, cercas eletrônicas, telemetria, rastreamento e indicadores de desempenho dos motoristas. Também empregamos câmeras e recursos que identificam situações como fadiga, uso do celular e do cinto de segurança, permitindo ações preventivas e treinamentos contínuos. Esse conjunto de ferramentas aumenta a segurança, reduz riscos operacionais e torna a gestão da frota mais eficiente e sustentável”, conta.

Para o coordenador do Programa Despoluir no Paraná, Adriano Jacomel, a integração de ferramentas de monitoramento e navegação em tempo real amplia esses benefícios. “A tecnologia identifica congestionamentos e sugere rotas alternativas, evitando longos períodos com o motor ligado. Além da economia de combustível, isso reduz as emissões de dióxido de carbono (CO₂) e de outros poluentes”, explica.

Os sistemas também calculam a melhor sequência de entregas, considerando distâncias, restrições de circulação, horários de carga e descarga, e janelas de atendimento aos clientes. O resultado são viagens mais rápidas, econômicas e eficientes.

Segundo Jacomel, a combinação entre tecnologia e sustentabilidade é um caminho sem volta para o transporte. “Ao incentivar a adoção de tecnologias que promovam a eficiência energética e a redução das emissões, o Programa Despoluir reforça seu compromisso com um transporte mais sustentável, mostrando que inovação e preservação ambiental caminham juntas na construção de um setor mais limpo, eficiente e competitivo”, conclui.

Leilão de rodovias do sul do Rio Grande do Sul é antecipado para dezembro

Leilão de rodovias do sul do Rio Grande do Sul é antecipado para dezembro

O leilão para a concessão da BR-116 e a BR-392 no sul do Estado, que inicialmente estava previsto para 2027, foi antecipado para dezembro deste ano

A chamada Rota Portuária Sul possui 459,6 quilômetros e compreende a BR-116 de Camaquã até a fronteira com o Uruguai, na Ponte Barão de Mauá, em Jaguarão, e a BR-392 de Santana da Boa Vista a Rio Grande.

Segundo o cronograma da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o edital para o leilão deve ser lançado em setembro. A concessão terá duração de 30 anos e prevê cerca de R$ 6 bilhões em investimentos.

O projeto contempla mais de 83 quilômetros de duplicações; 38,58 quilômetros de vias marginais; seis correções de traçado; 34 passarelas; 132 acessos; 188 pontos de ônibus e 16 passagens de fauna.

A proposta também estima R$ 5,7 bilhões em custos operacionais durante o período da concessão e a geração de mais de 88 mil empregos, considerando vagas diretas, indiretas e o chamado efeito-renda.

Os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental já foram concluídos pela Infra S.A., e audiências públicas foram realizadas em março.

O trecho é de suma relevância para o escoamento de carga para o Porto de Rio Grande. Diariamente, cerca de 12.020 caminhões trafegam no sentido Pelotas – Rio Grande com destino ao terminal portuário.

Leilão visa escolher menor tarifa de pedágio

Segundo o governo federal, o critério de julgamento do leilão será a combinação entre a menor tarifa de pedágio e uma curva de aporte.

Ao todo, serão 14 pedágios com cobrança automática – os chamados free flow.

Na BR-116, entre Camaquã e Jaguarão, serão oito pontos: um em Cristal; dois em São Lourenço do Sul; dois em Pelotas; um em Capão do Leão; um em Arroio Grande e um em Jaguarão.

Já na BR-392, entre Rio Grande e Santana da Boa Vista, estão previstos seis pórticos: dois em Rio Grande, um em Pelotas, dois em Canguçu e um em Piratini, próximo ao acesso a Santana da Boa Vista.

Contrato com Ecovias encerrou em março

Até março deste ano, parte do sistema rodoviário era administrada pela empresa Ecovias Sul, com uma tarifa de pedágio no valor de R$ 19,60, sendo considerada uma das mais caras do país.

Com o encerramento do contrato de concessão, a responsabilidade pelos trechos passou ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que permanecerá à frente da administração até a conclusão do novo processo e a transferência das rodovias para a futura concessionária.