Economistas defendem participação do Estado na retomada econômica pós-pandemia

Economistas defendem participação do Estado na retomada econômica pós-pandemia

Foto: Divulgação Foregon

Especialistas ouvidos pelo Cedes demonstraram pessimismo com o cenário de recuperação da economia brasileira

Economistas ouvidos pelo Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara dos Deputados (Cedes) demonstraram pessimismo com o cenário brasileiro no período pós-pandemia e defenderam a participação do Estado na retomada econômica. O Brasil registra queda do Produto Interno Bruto (PIB), desemprego em quase 15% e precarização do mercado de trabalho, entre outros problemas.

O economista Marco Antonio Rocha, professor da Unicamp, considera difícil que o desemprego seja reduzido para níveis aceitáveis nos próximos anos. Segundo ele, a indústria brasileira, já com alta taxa de endividamento, vai sentir o impacto da competitividade em termos de mudança da indústria mundial.

“A reconstrução da indústria no pós-pandemia vai enfrentar um cenário de concorrência brutal na recomposição dessas cadeias globais de valor e ainda tem o impacto da automação no chão de fábrica e no setor de serviço”, disse.

Um dos caminhos a seguir, para os especialistas, seria fazer o mesmo que outros países desenvolvidos: apostar no dinheiro público para retomar a economia. Estados Unidos e Coreia de Sul são alguns dos exemplos.

O professor de economia Uallace Moreira, da Universidade Federal da Bahia, cita a Inglaterra, que anunciou a criação de um banco de desenvolvimento, e a Alemanha, que aumentou em quatro vezes o volume do seu banco público para financiar o desenvolvimento e a recuperação econômica.

“Há elementos empíricos, concretos, de que mundo está passando por uma mudança de governança, por uma mudança tecnológica em que o papel do setor público se torna essencial”, avalia Moreira.

Gabriel Rached, doutor em economia e professor de Direito na Universidade Federal Fluminense, fez avaliação semelhante. “Num cenário de crise, os agentes privados tendem a se retrair, enquanto o setor público faz os desembolsos. No nosso caso, tivemos solicitação de auxílio emergencial por 60% da população. Pensem num país onde 60% da população se entendeu apta a solicitar auxílio. Isso mostra nitidamente retração do setor privado”, disse.

Cuidado com os gastos

O presidente do Centro de Estudos e Debates Estratégicos, deputado Da Vitória (Cidadania-ES), defendeu o cuidado com os gastos, mas concordou que o dinheiro público pode fazer a diferença na retomada econômica do País.

“É preciso ter cautela diante da dificuldade financeira que a pandemia gerou para todos os países, com cuidado com os gastos públicos. Mas o braço forte é o governo federal, que pode fazer com que tenhamos soluções de tecnologia, de avanços de pesquisas. Todos aqueles que participam com contribuições importantes sempre destacam que o Brasil ainda tem essa necessidade de investimento”, afirma.

O Cedes é um órgão técnico-consultivo vinculado à Presidência da Câmara e se dedica à discussão de temas relacionados a programas, planos e projetos governamentais estratégicos para o planejamento de políticas públicas e a formulação legislativa.

Com investimento inicial de mais de R$ 3 milhões, RTE Rodonaves apresenta novo braço de negócio

Com investimento inicial de mais de R$ 3 milhões, RTE Rodonaves apresenta novo braço de negócio

Rodonaves Express realiza entregas mais rápidas para empreendedores com foco em B2B e B2C

Um dos maiores e mais reconhecidos nomes do país no setor de transportes e logística, a RTE Rodonaves acaba de lançar a Rodonaves Express, novo braço de atuação da empresa, com investimento inicial de mais de R$ 3 milhões em estrutura física e frota para as cinco primeiras unidades, e cerca de 50 contratações de colaboradores diretos. As primeiras lojas inauguradas estão localizadas estrategicamente na Avenida do Cursino, no Sacomã, e na Avenida Vitor Manzini, em Santo Amaro, na cidade de São Paulo, e em Alphaville e Guarulhos, na Grande São Paulo.

Apostando no crescimento do e-commerce e de novos empreendedores, a Rodonaves Express surge com o objetivo de realizar entregas mais rápidas com foco em B2B e B2C. Além de caminhões de frota tradicional, a companhia investiu na aquisição de caminhões elétricos e bicicletas elétricas. Todas as unidades terão, no mínimo, dois veículos elétricos.

“Um dos principais diferenciais da Rodonaves Express é o processo de coleta de mercadorias, independentemente do tamanho e do local, agilizando o serviço prestado aos nossos clientes e parceiros”, afirma Fábio Andrade, Diretor de Unidades de Negócios da RTE Rodonaves.

Até o fim de 2021, a empresa tem a expectativa de investir mais R$ 800 mil nas dez unidades previstas na capital, na Grande São Paulo e no interior. A RTE Rodonaves planeja inaugurar mais 20 unidades em 2022 e mais 25 em 2023.

“As inaugurações seguem o nosso planejamento de expansão, que começou na capital paulista e na Grande São Paulo e vai seguir para o interior, além das capitais de todos os estados em que estamos presentes, como Belo Horizonte, Porto Alegre e Florianópolis. Esse é mais um importante passo para estarmos cada vez mais próximos de nossos clientes e parceiros”, afirma João Naves, fundador e presidente da RTE Rodonaves.

PIB recua 0,3% do primeiro para o segundo trimestre, aponta FGV

PIB recua 0,3% do primeiro para o segundo trimestre, aponta FGV

Na comparação com o segundo trimestre de 2020, alta foi de 12,1%

O Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) teve queda de 0,3% na passagem do primeiro para o segundo trimestre. O dado é do Monitor do PIB, divulgado hoje (17) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

“A economia apresentou retração de 0,3% no segundo trimestre comparado ao primeiro, evidenciando que houve certo otimismo com o resultado do primeiro trimestre, mostrando que ainda há um longo caminho para a retomada mais robusta da economia”, disse o coordenador da pesquisa, Claudio Considera.

O levantamento mostra que, na comparação com o segundo trimestre de 2020, no entanto, o PIB apresentou uma alta de 12,1%.

Considerando-se apenas o mês de junho, houve alta de 1,2% em relação a maio e de 10,1% na comparação com junho do ano passado.

A alta de 12,1% na comparação do segundo trimestre com o mesmo período do ano passado foi puxada pela formação bruta de capital fixo, isto é, os investimentos, que avançaram 35,2% no período, e pelo consumo das famílias, que cresceu 12,5%.

Também houve alta nas exportações (12,9%), mas de forma mais moderada do que nas importações (36,7%).

Randon: Inflação e eleições são os principais receios para 2022

Randon: Inflação e eleições são os principais receios para 2022

Mesmo após um 2020 cheio de incertezas, a companhia reportou o melhor resultado da sua história

As Empresas Randon (RAPT4) atuam há mais de 70 anos produzindo soluções para transporte. Mesmo após um 2020 cheio de incertezas devido ao estouro da maior crise sanitária do século, a companhia reportou o melhor resultado da sua história. No primeiro trimestre de 2021, o grupo registrou um salto de 63,8% na receita líquida em comparação ao mesmo período do ano passado, para R$ 1,9 bilhão.

O EBITDA (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado foi de R$ 349,3 milhões, 226,5% melhor do que o obtido entre janeiro e março do ano passado. A performance se repetiu nos três meses seguintes, com uma disparada de 126,6% na receita líquida em comparação ao segundo trimestre de 2020, atingindo os R$ 2,1 bilhões, além de um aumento de 74,2% na venda de semirreboques (equipamento de transporte de cargas) no Brasil.

De acordo com Paulo Prignolato, CFO das Empresas Randon, e Esteban Angeletti, diretor de RI e finanças, o desempenho destacado acontece por um conjunto de fatores. “No caso de Randon, podemos começar citando o trabalho de adequação, de estrutura de operações, de eficiência operacional que foi feito desde 2016”, afirma Angeletti. “O segundo ponto é que nós temos um mercado muito aquecido em todos os nosso negócios, que acabam contribuindo para uma maior diluição do custo fixo.”

Apesar dos números expressivos e históricos, as ações RAPT4 ainda estão um pouco fora do radar dos investidores. No provável melhor semestre da história do grupo, os papéis estão caindo cerca de 18%, aos R$ 12,96, devolvendo assim quase todos os ganhos aferidos no ano anterior. Para os executivos, isso acontece em função de algumas dúvidas que pairam sobre o setor, como o problema de escassez de matérias-primas e impactos da inflação nos custos.

“Nós não estamos enfrentando problemas de desabastecimento da nossa cadeia. O setor em si não está sofrendo isso e é bem importante que isso seja destacado”, explica Prignolato. “Fizemos compras estratégicas, oneramos um pouco nosso capital de giro, justamente para não faltar matéria-prima na nossa cadeia de suprimentos.”

A Randon também está visando diversificar o portfólio e regiões de atuação, para tornar a empresa menos exposta a ciclos econômicos. O grupo tem um braço de serviços financeiros e digitais, com a Rondon Consórcios, Banco Randon e Randon Ventures, focada em investimentos e aceleração de startups. Recentemente, a companhia criou a R4 Digital, no setor de logística.

“A liquidez do nosso papel aumentou substancialmente”, ressalta Prignolato. “O que é importante justamente para dar tranquilidade para alguns fundos maiores investirem no nosso papel.”

Confira a entrevista na íntegra do CEO do Grupo Randon

Turnover no setor de transporte rodoviário de cargas é de 3,84% no mês de junho

Turnover no setor de transporte rodoviário de cargas é de 3,84% no mês de junho

Foto: Divulgação/SETCESP

O setor do transporte rodoviário de cargas apresentou um bom desempenho no mês de junho de 2021, com 6.220 contratações nos 50 municípios que fazem parte da base territorial do SETCESP. O levantamento realizado pelo IPTC revelou que o setor segue contratando com número expressivos, a um ritmo 3,33% maior do que o mês de maio. Este é o melhor resultado apresentado desde o mês de março, onde as restrições de combate ao COVID-19 derrubaram as contratações. O setor segue com saldos positivos no ano, sem apresentar queda no total de postos de trabalho em nenhum mês em 2021, e já mostra um crescimento nos postos de trabalho de 6,01% no primeiro semestre, um desempenho excelente em comparação aos outros setores.

No total, o setor criou 923 postos de trabalho neste mês, mostrando um superávit em relação às demissões realizadas, tendência do primeiro semestre de 2021. Embora este aumento seja expressivo, a rotatividade de colaboradores (turnover) atingiu um patamar de 3,84%, o segundo maior índice do ano. A preparação para o segundo semestre e a expectativa de melhora na economia paulista podem estar motivando esta rotatividade, pois geralmente há uma diminuição nas contratações neste período do ano. A convenção coletiva do setor, finalizada em julho de 2021, devem ter um impacto nos próximos indicadores, e aí poderemos afirmar se esta tendência de crescimento está consolidada mesmo.

A alta rotatividade está relacionada com as principais funções que admitiram, entre elas motoristas de caminhão, ajudante de motoristas, assistente administrativo e faxineiros. Do total de contratações no setor, apenas 26,56% foram mulheres, com destaque para os setores administrativos, assistente administrativo e auxiliar de escritório. Os indicadores referentes ao emprego no TRC podem ser visualizados no painel estatístico no site do IPTC.

Sustentabilidade será tema da sexta edição do Programa Inovação Empresarial

Sustentabilidade será tema da sexta edição do Programa Inovação Empresarial

No próximo dia 27 de agosto, sexta-feira, será realizado o 6º Programa de Inovação, Estratégia e Gestão Empresarial de 2021, realizado pelo SINDICAMP. Neste próximo encontro, “A Descarbonização do Transporte Cargas” será o tema do debate que trará reflexões e insights para empresários representantes do setor.

Além de se discutir sobre os processos de descarbonização no TRC, o ESG (Environmental, Social and Governance) será colocado em foco durante o webinar. A sigla em inglês refere-se ao meio ambiente, social e governança corporativa que, em suma, é designado às empresas que têm compromisso com políticas ambientais, de conscientização e ativas, buscando por soluções inventivas que beneficiem o nosso planeta.

No mundo todo, há uma enorme dependência da oferta de hidrocarbonetos fósseis, somatizando cerca de 86%. Tal número é expressivo e representa, em grande parte, o setor do transporte rodoviário de cargas, uma vez que o diesel, que é um hidrocarbonetos, é uma das principais fontes energéticas para o segmento. Portanto, para o próximo Programa Inovação do ano, o SINDICAMP convidou nomes do setor relevantes que poderão contar um pouco mais a respeito da relação do transporte de cargas com o meio ambiente.

O evento será realizado em ambiente online e será transmitido ao vivo, a partir das 10h30, seguindo o padrão de qualidade que o sindicato vem mostrando a cada edição do programa, sempre somando ao setor, trazendo reflexões pertinentes e necessárias.

A inscrição para o 6º Programa de Inovação, Estratégia e Gestão Empresarial de 2021 pode ser feita aqui: https://forms.gle/Q4TBf2FKsCmpZAc36