As situações de emergência, como desastres naturais, expõem com clareza o papel estratégico da logística e, em especial, do transporte rodoviário na proteção da vida humana e na manutenção da resiliência econômica. O Brasil, país de dimensões continentais e grandes contrastes regionais, enfrenta desafios intensos neste campo. O aumento da frequência e da intensidade dos desastres naturais nas últimas décadas tem revelado lacunas estruturais e operacionais que precisam ser superadas com urgência. Em 2023, o Brasil registrou 1.161 ocorrências de desastres naturais — o maior número desde o início dos registros. Essa realidade evidencia a necessidade de sistemas logísticos mais eficientes e integrados. Eventos extremos como enchentes, deslizamentos e secas são agravados por fatores como mudanças climáticas, urbanização desordenada e desigualdade no acesso à infraestrutura básica. Milhares de comunidades vivem em condições de alta vulnerabilidade, onde o tempo de resposta pode significar a diferença entre a vida e a morte. A resposta a essas emergências é frequentemente prejudicada por barreiras logísticas estruturais e organizacionais. A complexidade territorial do país, a desigualdade na distribuição da infraestrutura de transporte e a fragmentação entre os diversos atores — órgãos públicos, organizações não governamentais e setor privado — dificultam uma ação rápida, coordenada e eficaz. Em momentos críticos, como desastres naturais, a logística humanitária torna-se fundamental para garantir o envio ágil e seguro de suprimentos essenciais — alimentos, água potável, medicamentos, roupas e equipamentos de resgate. Além disso, é por meio dela que se viabiliza a mobilização de equipes de socorro e a evacuação de populações em áreas de risco. Nesse contexto, o transporte rodoviário de cargas exerce um papel central, pois representa o principal meio logístico do Brasil, responsável por cerca de 60% da movimentação de mercadorias no território nacional. Sua capilaridade e flexibilidade operacional tornam-no indispensável para alcançar regiões afetadas com rapidez, especialmente onde outros modais têm acesso limitado ou foram comprometidos. A catástrofe no Rio Grande do Sul, em abril de 2024, é um exemplo contundente da relevância do transporte rodoviário em cenários de emergência. Enchentes devastadoras afetaram mais de 90% das cidades do estado, exigindo uma resposta nacional articulada. Transportadoras de todo o país mobilizaram carretas com doações e suprimentos. A eficácia desse socorro foi diretamente proporcional à capacidade da rede logística em operar com agilidade, mesmo em condições extremas. Além das rodovias, galpões logísticos também foram mobilizados por empresas privadas para servir como centros de distribuição emergenciais, demonstrando como a força das empresas do TRC no Brasil é essencial a sociedade. As transportadoras foram essenciais na entrega de alimentos, medicamentos, água potável e outros itens de primeira necessidade às comunidades isoladas pelas enchentes. Mesmo com diversas rodovias interditadas, os caminhoneiros atuaram incansavelmente para manter o fluxo de mercadorias e atender às necessidades da população. Além disso, veículos de carga foram adaptados para auxiliar no transporte de pessoas resgatadas e no deslocamento de equipes de socorro, contribuindo significativamente para as ações de salvamento em áreas de difícil acesso. Em resumo, apesar dos enormes desafios e prejuízos enfrentados, o transporte rodoviário de cargas foi vital para a resposta emergencial e para a recuperação do Rio Grande do Sul após as enchentes de 2024. A atuação do setor demonstrou resiliência e solidariedade, evidenciando sua importância estratégica para o país. O Brasil não está sozinho nesses desafios. O estudo de desastres internacionais oferece lições valiosas sobre a importância da logística em contextos críticos. No Haiti, após o terremoto de 2010, a logística internacional coordenada pela ONU — por meio de frotas como as da Logistique Handicap International/Atlas — foi essencial para levar assistência às regiões mais afetadas, enfrentando um cenário de infraestrutura colapsada. Cada uma dessas experiências reforça a mesma conclusão: sem logística eficiente, não há resposta eficaz. O transporte rodoviário, por sua capilaridade e flexibilidade, ocupa posição de destaque nesse ecossistema, principalmente em países com grandes extensões territoriais como o Brasil. Diante da crescente frequência dos desastres naturais e da imprevisibilidade das crises, o transporte rodoviário e a logística devem ser tratados como ativos estratégicos. Investimentos em infraestrutura viária, sistemas de informação integrados, capacitação de profissionais e parcerias entre setores público e privado são fundamentais para aumentar a capacidade de resposta e recuperação diante de emergências. Mais do que mover cargas, o TRC em tempos de crise se estabelece como um pilar essencial da solidariedade e da resiliência social e econômica.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AFP. Era dos extremos: eventos climáticos intensos serão mais frequentes no Brasil. EXAME. 2024. Disponível em:. Acesso em 01 de julho de 2025. BBC. Precisamos de qualquer embarcação: o apelo da prefeitura de Porto Alegre para resgate de milhares de ilhados. BBC NEWS BRASIL. 2024. Disponível em:https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjljpe8gn88o. Acesso em: 01 de julho de 2025. BRASIL ESCOLA. Terremotos no Haiti: causas, consequências, resumo. Brasil Escola. Disponível em https://brasilescola.uol.com.br/geografia/o-terremoto-no-haiti.htm. Acesso em: 01 de julho de 2025. CNN BRASIL. Chuvas no RS: quase 80% das cidades gaúchas foram afetadas, veja lista. CNN. 2024. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/chuvas-no-rs-quase-80-das-cidades-gauchas-foram-afetadas-veja-lista Acesso em: 01 de julho de 2025. JORNAL NACIONAL. Toneladas de doações chegam ao RS e desafio é entregá-las a quem precisa sem que haja desperdício. G1. 2024. Disponível em:. Acesso em: 01 de julho. de 2025. RIO GRANDE DO SUL. Portal SOS Enchentes RS. 2024. Disponível em: https://sosenchentes.rs.gov.br/situacao-nos-municipios?utm_source=chatgpt.com. Acesso em: 09 junh. 2025
Houve um tempo em que ser motorista de caminhão era sinônimo de respeito. Mais do que simples conhecimento passado de pai para filho, era paixão, legado – diesel correndo nas veias.
Naquele tempo, a vida nas estradas despertava interesse até em quem não exercia a profissão. Você se lembra do programa Carga Pesada? E do Siga Bem Caminhoneiro, nas manhãs de domingo?
Hoje, o TRC perdeu espaço e relevância. Aos poucos, a imagem do caminhão deixou de representar progresso para se tornar, para muitos, apenas um obstáculo trânsito, só mais uma fonte de poluição na selva de pedras.
Enquanto o TRC perdeu espaço e prestígio, o Agro nunca foi tão POP. Você com certeza conhece a campanha publicitária. Eles conseguiram manter o Globo Rural no ar, viraram tema de novela das nove e ainda emplacaram um novo programa — já assistiu o Viver Sertanejo?
Em poucas décadas, o Brasil deixou de ser súdito de Sula Miranda, a eterna “Rainha dos Caminhoneiros”. Será que hoje a coroa pertence a Ana Castela? Talvez. Se considerarmos quem está ocupando espaços publicitários e lidera as paradas musicais.
Mas brincadeiras saudosistas à parte, o Agro tem um projeto. E o TRC?
Dados da CNT mostram que é o transporte que move o Brasil. Como resumiu a diretora executiva Fernanda Rezende: “tudo que é produzido precisa ser transportado.” O setor representa 7% dos trabalhadores formais, são mais de 253 mil empresas. Com o reforço de 733 mil autônomos, que juntos somam uma frota de 2,7 milhões de caminhões registrados no RNTRC (ANTT, 2025).
O termo Agro engloba o agronegócio, a agropolítica e a agro cultura que transformou o imaginário brasileiro nos últimos anos. Não de forma orgânica, mas objetivamente organizada em diversas frentes – de publicidade à eleição de representantes em Brasília. Como aponta a economista Alessandra Orofino, através da engenharia cultural o Agro conseguiu moldar valores e conquistar a opinião pública.
Missão cumprida: hoje é senso comum que o Agro é a locomotiva que move o Brasil. Quanto a TV e música, realmente não há dúvidas. Mas quando analisamos o PIB, esse discurso tende a ser superestimado. O que não impede, que o Agro alcance resultados bem concretos como plano safra cada vez maior, isenções na reforma tributária para citar alguns.
O TRC, pô sua vez, amarga o sonho não realizado de um plano para renovação de frota. Enfrenta restrições de circulação e até exames toxicológicos que reforçam a imagem de vilão do trânsito.
É hora de abandonar a passividade. Vejamos uma das maiores dores do setor atualmente – que já não é novidade: a dificuldade em contratar motoristas. Que a crise tende a se agravar, também não é novidade para ninguém. Mas o que estamos efetivamente fazendo a respeito desse problema? Nos falta um plano de ações de curto e longo prazo.
A boa notícia é que podemos aprender com o case de sucesso, que nos roubou o crédito de mover o Brasil. Porque, enquanto o Agro é POP, é nós caminhões que a economia realmente se movimenta, todos os dias.
O TRC pode aprender com o Agro que planejamento dá resultado. E que investir em engenharia cultural, pode ressignificar a importância de um setor para a sociedade. O mais fraco dos coaches, vai dizer que “para quem não sabe aonde vai, qualquer caminho serve”. Nós que somos especialistas em planejar rotas, não podemos continuar sem destino.
Nosso plano virá com a organização do setor, com ações direcionadas e pensadas a longo prazo. Temos nossas entidades representativas, precisamos ampliar a base de empresas associadas e expandir nossa voz. Hoje falamos apenas entre nós; está na hora de falar com a sociedade.
O TRC não pode mais ser visto apenas como problema. É hora de assumir, com orgulho, o papel que sempre foi nosso: motor do Brasil.
E mais uma vez, a Comjovem-ES entrou em ação! Nesta quinta-feira, 6 de novembro, o vice-coordenador da comissão capixaba, Filipe Cortês, da PHT Transportes, e Leonardo Souza dos Santos, da Expresso Sul Capixaba, fizeram chegar ao projeto Mão Estendida doações de materiais recicláveis para serem utilizados na montagem de cestas de legumes, verduras e frutas que serão doadas a pessoas de vulnerabilidade social. A ação integrou o calendário anual de entregas da Comjovem-ES e estava inserida na meta de ESG.
Mão Estendida é uma expressão que se refere a diversas iniciativas sociais voluntárias que ajudam famílias carentes. As ações incluem arrecadação e doação de alimentos, roupas, móveis e outros itens, além de serviços de apoio, como atendimento psicológico, jurídico e saúde.
O projeto é desenvolvido em vários estados do Brasil, além do distrito federal. No Espírito Santo, ele acontece na Serra. Dentre outras ações, o Mão Estendida capixaba distribui semanalmente cestas verdes, com frutas, verduras e legumes, além de ajuda psicológica, atendimentos nutricionais, doação de roupas e oficinas de artes e formação profissional, aulas de informática e suporte jurídico.
“A doação, mesmo que pequena nesse primeiro momento, se somará a outros recursos para proporcionar alimentos saudáveis a cerca de 180 famílias”, destacou o coordenador, Alexandre Denzin, completando em seguida. “Com a ação, encerramos o ciclo anual da Comjovem-ES, mais uma vez com o comprometimento e engajamento de todos, cumprimos todas as metas, com o propósito de integrar, capacitar e trocar experiências entre os empresários e despertar lideranças no TRC”.
A COMJOVEM realizou o Almoço & Ideias sobre Design Thinking com Marcos Breder, professor da FDC e UEMG, e autor do livro Geração IA, na última quinta-feira (23), em Belo Horizonte.
Breder mostrou como a metodologia pode ser uma poderosa aliada para quem busca transformar desafios complexos e encontrar soluções inovadoras no dia a dia corporativo, conectando pessoas e ideias.
O Núcleo COMJOVEM Joinville promoveu um dia especial e repleto de significado, no dia 18 de outubro, realizando uma ação social que levou alegria, descontração e momentos especiais para as crianças da Casa Lar 12 de Outubro. A iniciativa, relativa ao Dia das Crianças, reforçou o compromisso do núcleo com a solidariedade e o impacto social na comunidade.
A tarde de integrantes do Núcleo foi dedicada a 15 crianças da instituição, acompanhados de 3 tutores. A programação começou com uma sessão de cinema no Shopping Mueller, onde todos assistiram ao filme “A Casa Mágica da Gabby”. A leveza do cinema foi seguida de um passeio descontraído pelo shopping, culminando em um lanche animado no McDonald’s.
Mais do que um simples passeio, foi uma experiência de conexão. Para o coordenador do Núcleo, Eduardo da Silva Emílio, a ação reforça o propósito da COMJOVEM de demonstrar empatia e responsabilidade social. “Estar próximo dessas crianças, ouvir suas risadas e ver seus olhos brilharem nos mostrou, na prática, que pequenas atitudes podem transformar dias — e, quem sabe, até vidas. Foi um lembrete poderoso do nosso papel como agentes de mudança”, refletiu ele e demais participantes.
O Núcleo COMJOVEM Joinville expressa sua imensa gratidão à Casa Lar 12 de Outubro pela confiança e acolhida, e a todos os integrantes voluntários que dedicaram seu tempo e carinho para tornar esse dia inesquecível.
Sobre a Casa Lar 12 de Outubro: A Casa Lar 12 de Outubro é uma instituição que acolhe menores afastados de suas famílias por determinação judicial, oferecendo um ambiente seguro, estruturado e repleto de cuidado e afeto. Funciona como moradia provisória até que a criança ou adolescente possa retornar à sua família de origem, seja encaminhado para uma família substituta ou atinja a autonomia para se manter por conta própria. A instituição conta com recursos da Prefeitura de Joinville, mas depende de doações da comunidade para proporcionar itens não essenciais e experiências que tragam alegria e dignidade às vidas que acolhe.
Sobre a COMJOVEM Joinville: A Comissão de Jovens Empresários de Joinville reúne profissionais e empresários do setor do Transporte de Cargas e Logístico. Seu objetivo é fomentar o networking, a capacitação e o desenvolvimento de novas lideranças, sempre com um forte compromisso com a ética e a responsabilidade social.
Segundo dados do levantamento feito pela CNT, a participação feminina no setor em todo o Brasil foi de 18,89% em 2024
O setor de transportes registrou 297.872 vínculos empregatícios ativos em Minas Gerais no ano passado. Dentre eles, 82,6% eram de homens e 17,4%, de mulheres no Estado. Conforme os dados do levantamento feito pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), a participação feminina em Minas está abaixo da média nacional (18,89%).
A pesquisa, feita com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego, demonstra que o Estado encerrou 2024 com 51.880 mulheres e 297.872 homens atuando no setor de transportes. Já no Brasil, dos 2.821.899 vínculos empregatícios, 2.288.893 eram de homens e 533.006, de mulheres.
A coordenadora do Núcleo de Belo Horizonte e Região da Comissão de Jovens Empresários e Executivos do Transporte Rodoviário de Cargas (Comjovem), Ana Paula de Souza, relata que a participação das mulheres vem evoluindo nos últimos anos. Ela lembra que o cenário, há 20 anos, era diferente do atual, com o transporte sendo considerado como uma atividade exclusivamente masculina.
Além disso, as condições eram menos propícias para a atuação feminina no setor, exigindo muita força física para realizar algumas ações do dia a dia na estrada. Para a dirigente, existiam muitas barreiras técnicas, enquanto, hoje em dia, a dificuldade está relacionada a questões culturais. “Hoje, nós temos direção hidráulica e câmbio automático nos veículos, entre outras tecnologias, e muita infraestrutura de apoio”, diz.
Ela destaca que a diferença de Minas Gerais para as demais regiões não é muito grande. O Estado pode até não ser o grande destaque positivo quanto à equidade de gênero no setor, mas também não está entre os casos mais preocupantes do país. “Existem políticas que estão sendo trabalhadas para mudar essa realidade, e eu acredito que Minas Gerais, em breve, estará dentro da média nacional”, pontua.
O estudo da CNT ainda mostra que 17,47% das mulheres possuem de seis a 11,9 meses de trabalho; logo em seguida aparece o grupo de 12 a 23,9 meses, com 17,13% do total em Minas. No caso dos homens, a maioria (16,17%) já possui 120 meses ou mais, seguido daqueles com 12 a 23,9 meses de emprego (15,51%).
Além disso, das 51.880 mulheres que atuam no setor no Estado, 28,81% possuem entre 30 e 39 anos de idade; outras 22,68% estão na faixa etária entre 40 e 49 anos. Por outro lado, a maioria (27,43%) dos homens no setor tem de 50 a 64 anos, seguido do grupo com 30 a 39 anos, com 24,53% do total.
Ações para ampliar a participação das mulheres no setor de transportes
Ana Paula de Souza avalia que muitos estigmas estão sendo superados, principalmente com a adoção de políticas ESG nas empresas do setor de transportes. Ela afirma que esses esforços estão resultando na atração de mais mulheres para essa atividade ainda dominada pelos homens. Em alguns casos, as empresas têm ampliado de cinco para 80 mulheres em seu quadro de funcionários, em um período de três anos.
“Nós temos visto várias empresas adotando essas políticas ESG e essas mudanças na cultura. Isso tem se transformado em vagas ocupadas por mulheres”, afirma.
O levantamento realizado pela CNT demonstra que o grupo com Ensino Médio completo é superior aos demais, tanto entre as mulheres quanto entre os homens. Dentre as mulheres mineiras que trabalham no setor de transportes, 60,55% possuem esse grau de escolaridade, contra 60,09% entre os homens. No Brasil, o cenário é de 63,85% dos homens com Ensino Médio completo, contra 60,98% das mulheres.
Além de coordenar o Núcleo da Comjovem em Belo Horizonte e Região, Ana Paula de Souza também é gestora de operações da AD Souza Transportes e Logística. Segundo a dirigente, a maioria das mulheres atua na área administrativa das empresas de transporte, com menos participação na área operacional e nos cargos de liderança. “As mulheres ocupam apenas 3% ou 4% dos cargos de liderança. Essa participação é muito menor que os 17,4% observados em termos gerais”, acrescenta.
Ela ressalta que o tema da equidade no setor tem como objetivo proporcionar oportunidades iguais para homens e mulheres, respeitando as diferenças e reconhecendo as dificuldades que ainda existem. Para a especialista, temas como o fim do tabu envolvendo a licença-maternidade e a melhoria na infraestrutura são fundamentais para garantir condições iguais para ambos.
“Nós ainda temos muitas dificuldades em relação à infraestrutura no Brasil, com relação ao ponto de parada de motoristas, por exemplo. Muitas mulheres chegam em determinados embarcadores que não possuem banheiro feminino ou cujo banheiro está inadequado para uso”, relata.
Ana Paula de Souza ressalta que a participação das mulheres vem crescendo, mas ainda necessita de muitas adaptações e de políticas ESG para mudar o ambiente e torná-lo propício para que as mulheres possam assumir ainda mais cargos de lideranças ou na área operacional das empresas.
A expectativa, segundo a dirigente, é que os próximos anos sejam de mudanças, com mais participação de mulheres também nas comissões e demais entidades do setor de transportes. “Nós precisamos de mais representatividade das mulheres”, completa.