Reservas abertas: segunda edição do CONET&Intersindical 2026 será realizada em Ouro Preto (MG)

Reservas abertas: segunda edição do CONET&Intersindical 2026 será realizada em Ouro Preto (MG)

A NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) realizará a segunda edição do CONET&Intersindical 2026 no Hotel Vila Galé, em Ouro Preto (MG), de 27 a 29 de agosto. O evento tem como entidade anfitriã a FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais, com o apoio dos Sindicatos filiados à entidade.

O CONET&Intersindical é dividido em duas etapas:

1. CONET: apresentação de pesquisas de mercado realizadas pelo Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas (DECOPE) da NTC&Logística, além de debates sobre custos e tarifas do setor;

2. Intersindical: discussão de temas relacionados ao desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC).

O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, destaca a importância do evento e o simbolismo da sua realização em Minas Gerais: “Realizar o CONET&Intersindical em Ouro Preto, em Minas Gerais, tem um significado muito especial para o nosso setor. Trata-se de um estado pujante, com forte representatividade econômica e relevância para o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil. Estar em uma cidade histórica como Ouro Preto, patrimônio vivo da humanidade e do país, reforça ainda mais o propósito deste encontro. Será uma excelente oportunidade para ampliarmos o diálogo com lideranças, discutirmos os desafios do TRC e avançarmos na construção de soluções que contribuam para o crescimento sustentável do transporte de cargas. Convidamos todos os empresários e representantes de entidades a estarem conosco nesse importante momento”.

O CONET&Intersindical consolidou-se como um dos eventos mais importantes do setor, reunindo os principais protagonistas do TRC, promovendo debates estratégicos, troca de experiências e oportunidades para o fortalecimento de parcerias.

As inscrições para o evento serão abertas em breve, mas as reservas de hospedagem já estão disponíveis. Garanta sua participação realizando a reserva no hotel do evento, clicando aqui.

Realização

NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística)

Entidade Anfitriã

FETCEMG – Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais

Apoio

Sindicatos filiados à FETCEMG

Patrocínio

FENATRAN

l GEOTAB

ROADCARD

TRANSPOCRED

Apoios Institucionais

l Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)

FuMTran (Fundação Memória do Transporte)

Anfir (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários)

Apoio Logístico

Braspress

Participe da pesquisa internacional sobre descarbonização do Transporte Rodoviário de Cargas

Participe da pesquisa internacional sobre descarbonização do Transporte Rodoviário de Cargas

Iniciativa da IRU, em parceria com a Trimble, busca ampliar a participação brasileira e fortalecer soluções sustentáveis para o setor

A IRU está conduzindo a pesquisa do IRU Green Compact, uma iniciativa global voltada à descarbonização do Transporte Rodoviário de Cargas e de passageiros. Desenvolvido em parceria com a Trimble, o levantamento tem como objetivo coletar dados estratégicos de operadores de caminhões e ônibus para acompanhar o progresso do setor na redução de emissões e identificar caminhos mais eficientes para apoiar essa transformação.

A pesquisa reúne informações diretamente das empresas que estão na linha de frente das operações, permitindo uma leitura mais precisa dos desafios enfrentados, das soluções já implementadas e das oportunidades de avanço em sustentabilidade. Com base nesses dados, a iniciativa busca contribuir para a construção de políticas, tecnologias e práticas mais alinhadas à realidade do transporte rodoviário em diferentes países.

No cenário atual, em que a agenda ambiental ganha cada vez mais relevância nas decisões empresariais e institucionais, a participação ativa dos operadores é fundamental. Além de fortalecer a representatividade do setor, o engajamento das empresas contribui para que as especificidades de cada mercado, como o brasileiro, sejam consideradas no desenvolvimento de soluções globais.

Até o momento, a pesquisa ainda não conta com respostas do Brasil, o que reforça a importância da mobilização das transportadoras e operadores nacionais. A contribuição do país é essencial para garantir que o Transporte Rodoviário de Cargas brasileiro esteja inserido de forma estratégica nas discussões internacionais sobre descarbonização.

A pesquisa está disponível até o dia 31 de maio de 2026 e pode ser acessada por meio do link: https://www.surveymonkey.com/r/QZ9XT53?lang=pt

A participação é simples, rápida e representa uma oportunidade concreta de contribuir com o futuro sustentável do setor.

SETCESC celebra 70 anos

SETCESC celebra 70 anos

O Sindicato das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina – SETCESC celebra 70 anos de fundação no último sábado, 25 de abril. Um dia histórico para o setor econômico que transporta as riquezas do país 

Uma iniciativa pioneira de empresários blumenauenses, mobilizados para criar a Associação Profissional das Empresas de Transportes Rodoviários de Blumenau, em Assembleia realizada no dia 25 de abril de 1956.

Cinco anos depois, há 65 anos, em 20 de janeiro de 1961, a entidade transformou-se em sindicato patronal, quando recebeu sua Carta Sindical, sancionada pelo Ministro de Estado dos Negócios do Trabalho, Indústria e Comércio, instituindo o Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Blumenau.

O SETCESC é o segundo sindicato patronal do Transporte Rodoviário de Cargas mais antigo de Santa Catarina e sua base sindical se estende por 53 municípios, defendendo os interesses de empresas do Médio Vale do Itajaí, Alto Vale, Vale do Itajaí-Mirim, Vale do Itapocu, Planalto Norte e Vale do Rio do Peixe.

SETCOM vai escrever livro sobre a história do transporte rodoviário de cargas no município de Concórdia (SC)

SETCOM vai escrever livro sobre a história do transporte rodoviário de cargas no município de Concórdia (SC)

O SETCOM – Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Oeste e Meio-Oeste Catarinense realizou, na noite desta sexta-feira (24), o lançamento oficial do projeto para a elaboração de um livro que vai contar a história do transporte rodoviário de cargas no município.

O segmento é considerado um dos principais motores de desenvolvimento econômico de Concórdia nas últimas décadas.

Conforme o presidente da entidade, Paulo Simioni, a proposta é reunir na obra toda a trajetória do setor, desde a criação do sindicato até a consolidação do transporte de cargas como um dos pilares da economia regional.

A primeira edição deverá contar com cerca de 700 exemplares, que serão distribuídos para entidades e associados.

A produção ficará a cargo de profissionais da comunicação do município, com entrevistas de fundadores e lideranças que tiveram papel decisivo no crescimento do setor, inclusive com destaque em nível nacional.

De acordo com o jornalista Jean Carlos Porto Vilas Boas Souza, o livro também pretende apresentar uma leitura do passado, do presente e das perspectivas futuras do transporte rodoviário de cargas, destacando os caminhos que o setor deve seguir nos próximos anos.

A obra irá resgatar momentos marcantes e valorizar personagens que contribuíram para o fortalecimento da atividade em Concórdia. A previsão é que o livro seja concluído até o mês de setembro, integrando as comemorações dos 45 anos de fundação do SETCOM no município.

O impacto dos portos na balança comercial do 1° trimestre

O impacto dos portos na balança comercial do 1° trimestre

O resultado foi impulsionado, principalmente, pelas vendas para a China, principal parceiro comercial do Brasil

Os portos foram responsáveis por 95% das exportações do Brasil no primeiro trimestre de 2026. De janeiro a março, o país exportou US$ 82,3 bilhões, um aumento de 7,1% em comparação com o mesmo período de 2025, de acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos.

Com isso, o saldo positivo da balança comercial – diferença entre o que o país vende e compra do exterior – chegou a US$ 14,1 bilhões, alta de 47,6%.

O resultado foi impulsionado, principalmente, pelas vendas para a China, principal parceiro comercial do Brasil, que cresceram 21,7% no trimestre e somaram US$ 23,9 bilhões. As exportações para a União Europeia também avançaram, com alta de 9,7% e total de US$ 12,2 bilhões.

Com o aumento da demanda internacional por commodities, cresce também a importância dos investimentos em infraestrutura logística do país.

Esse movimento se soma a um ciclo mais amplo de expansão. Entre 2023 e 2025, os investimentos privados no setor portuário foram, em média, de R$ 12,9 bilhões por ano (R$ 38,8 bilhões no total), um crescimento de mais de 400% frente ao período anterior (2019-2022), quando foi investido, em média, R$ 1,8 bilhão por ano (R$ 7,4 bilhões no total). No mesmo intervalo, os investimentos públicos também avançaram, totalizando R$ 3,1 bilhões, alta de 121,4%.

Investimento de R$ 41 milhões melhora estradas e logística em SP

Investimento de R$ 41 milhões melhora estradas e logística em SP

Obras do DER-SP em quatro cidades reforçam segurança viária e ampliam conexão com rodovias estratégicas

O Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo investiu mais de R$ 41 milhões na recuperação de 26,7 quilômetros de estradas que atendem Campinas, Bragança Paulista, Joanópolis e Monte Alegre do Sul. As intervenções incluem recapeamento, drenagem, sinalização e correções de pavimento, com impacto direto na fluidez do tráfego e na segurança viária.

As obras ocorrem em trechos estratégicos para a mobilidade regional e para o escoamento de cargas, especialmente em conexões com rodovias estaduais. Em Campinas, por exemplo, a recuperação da avenida Engenheiro Luiz Antônio Laloni reforça o acesso à rodovia SP-340, importante eixo logístico do interior paulista.

Entre os projetos concluídos, estão a recuperação da estrada Cônego Eanes de Melo Cotias, em Joanópolis, com investimento de R$ 9,1 milhões, e da estrada Agostinho Saraolli Sobrinho, em Bragança Paulista, com aporte de R$ 6,5 milhões. Nos dois casos, as vias têm papel relevante na conexão entre municípios e no acesso a polos econômicos e turísticos.

Outros trechos seguem em execução, como a estrada Nelson Taufic Nassif, em Monte Alegre do Sul, com 10,7 quilômetros de extensão e investimento de R$ 15,1 milhões. As intervenções incluem melhorias estruturais que reduzem riscos operacionais, aumentam a durabilidade do pavimento e melhoram as condições de circulação.

Infraestrutura: vetor logístico

O conjunto de obras integra o programa São Paulo Pra Toda Obra, que prevê a modernização de mais de 22 mil quilômetros de rodovias no estado. A iniciativa busca ampliar a capacidade da malha viária, reduzir gargalos logísticos e melhorar a segurança.

Na avaliação de agentes do setor, intervenções em estradas vicinais e municipais têm impacto direto sobre a eficiência da cadeia logística, ao facilitar o acesso a corredores rodoviários principais e reduzir custos operacionais, especialmente em regiões com forte atividade industrial e agrícola.

Última semana para se inscrever na 25ª edição do Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas

Última semana para se inscrever na 25ª edição do Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas

Evento celebra 25 edições desde 1999 e reúne lideranças para debater os principais desafios e caminhos do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil

No dia 6 de maio de 2026, às 8h30, será realizada, em Brasília (DF), a 25ª edição do Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas, no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados. As inscrições vão até o dia 4 de maio.

Consolidado como um dos mais importantes fóruns de discussão do setor, o Seminário chega à sua edição comemorativa de 25 realizações, marcando uma trajetória iniciada em 1999, sempre pautada pelo diálogo institucional e pela construção de soluções para o Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.

A iniciativa é promovida pela Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados, em parceria com a NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, e conta com o apoio institucional do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL) e da FuMTran (Fundação Memória do Transporte).

Ao longo de sua história, o evento tem desempenhado papel fundamental na aproximação entre o setor produtivo e o poder público, contribuindo para o avanço de pautas estratégicas e para o fortalecimento do Transporte Rodoviário de Cargas como pilar do desenvolvimento econômico e social do país.

Nesta edição, os debates estarão centrados em temas de alta relevância para o setor, como a aplicação prática da Lei nº 14.599/2023, no que se refere a seguro de cargas – com foco na insegurança jurídica e nos conflitos interpretativos –, e a análise da Lei nº 13.703/2018, que institui a Política Nacional dos Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, abordando seus desafios regulatórios, entraves jurídicos e impactos no mercado.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, esta edição carrega um significado especial por simbolizar a continuidade e pertinência do Seminário ao longo de décadas.

“Celebrar a 25ª edição deste Seminário é reconhecer a força de um espaço que, desde 1999, promove o diálogo qualificado entre o setor e o poder público. Ao longo dessas edições, acompanhamos transformações importantes e contribuímos ativamente para o desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas. Ao trazer, para o centro de debates, temas sensíveis como o seguro de cargas e o piso mínimo de frete, esta edição ratifica nosso compromisso com a segurança jurídica, a previsibilidade e o equilíbrio nas relações do setor, além da construção de um ambiente cada vez mais eficiente, seguro e sustentável para a atividade” – enfatiza Rebuzzi.

A edição de 2026 reafirma o empenho das entidades organizadoras em dar continuidade a esse legado, promovendo debates consistentes e alinhados às demandas do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.

Faça sua inscrição aqui.

Programação Preliminar

9h às 10h | Solenidade de Abertura Composição da Mesa (convidados)

l Deputado Federal Hugo Motta – Presidente da Câmara dos Deputados (a confirmar)

l Deputado Federal Cláudio Cajado – Presidente da Comissão de Viação e Transportes

l Deputado Federal Gilberto Abramo – Autor do requerimento para realização da 25ª edição do Seminário

l George Santoro – Ministro dos Transportes (a confirmar)

l Vander Costa – Presidente do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL)

l Eduardo F. Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística l Guilherme Theo Sampaio – Diretor-Geral da ANTT

10h às 11h | 1º Painel

Tema: Seguro no Transporte Rodoviário de Cargas: a aplicação da Lei nº 14.599/2023 na prática

Abordagem

Insegurança jurídica, conflitos interpretativos e seus reflexos para os transportadores

Presidente da Mesa

l Deputado Federal Cláudio Cajado – Presidente da Comissão de Viação e Transportes

Coordenação

l Eduardo F. Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística

Palestrantes convidados

l Alessandro Serafin Octaviani Luis – Superintendente da SUSEP l Marcos Aurélio Ribeiro – Diretor Jurídico da NTC&Logística

11h às 12h | 2º Painel

Tema: Lei nº 13.703/2018 – Institui a Política Nacional dos Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas

Abordagem

Entre a regulação e a realidade do Transporte Rodoviário de Cargas: análise das distorções interpretativas, entraves jurídicos e reflexos no mercado

Presidente da Mesa

l Deputado Federal Cláudio Cajado – Presidente da Comissão de Viação e Transportes

Coordenação

l Eduardo F. Rebuzzi – Presidente da NTC&Logística

Participação a convite

l Luiz Fux – Ministro do Supremo Tribunal Federal (a confirmar)

Palestrantes convidados

l Guilherme Theo Sampaio – Diretor-Geral da ANTT

12h | Encerramento

Realização

  • Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados
Apoio
  • NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
Apoio Institucional
  • Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)
  • FuMTran – Fundação Memória do Transporte
Apoio Logístico
  • Brasspress
Garanta sua vaga no 5º Seminário Trabalhista do TRC. Últimos dias de inscrição!

Garanta sua vaga no 5º Seminário Trabalhista do TRC. Últimos dias de inscrição!

Evento será realizado em Brasília, no dia 6 de maio, e reunirá especialistas para debater temas estratégicos das relações trabalhistas no Transporte Rodoviário de Cargas

O 5o Seminário Trabalhista do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) será realizado no próximo dia 6 de maio de 2026, a partir das 14 horas, no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, em Brasília. A iniciativa é organizada pela Comissão de Trabalho (CT) da Câmara, com apoio e sugestão da NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, além do apoio institucional do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL) e da FuMTran. As inscrições vão até o dia 4 de maio.

Promovendo um ambiente de troca de conhecimento, experiências e construção de propostas, o evento reunirá especialistas jurídicos, agentes públicos, lideranças do TRC e representantes do cenário político e do setor produtivo para discutir temas que afetam o Transporte Rodoviário de Cargas.

A programação contará com dois painéis. O primeiro abordará “A Inteligência Artificial nos julgamentos e as Provas Digitais”, destacando como as novas tecnologias estão transformando a análise de processos e a produção de provas no âmbito trabalhista. Já o segundo painel tratará da “Redução da Jornada de Trabalho”, com análise dos desdobramentos e consequências para a organização das operações e a produtividade do setor.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, o Seminário cumpre um papel essencial ao estimular discussões qualificadas sobre temas atuais e sensíveis ao setor.

“O Transporte Rodoviário de Cargas é diretamente impactado pela modernização tecnológica e pelas transformações referentes à organização do trabalho. É imprescindível promovermos debates especializados como os previstos na programação do 5o Seminário Trabalhista do Transporte Rodoviário de Cargas, tendo por focos a segurança jurídica, o equilíbrio nas relações trabalhistas e condições sustentáveis para a operação das empresas”, afirma Rebuzzi.

O evento é aberto ao público e se consolida como um importante espaço de atualização e reflexão sobre os desafios trabalhistas que acompanham a evolução do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.

Faça sua inscrição aqui.

Programação Preliminar

14h às 14h30 – Solenidade de Abertura Convidados para compor a Mesa:

Deputado Federal Hugo Mota

Presidente da Câmara dos Deputados

Deputado Federal Max Lemos

Presidente da Comissão de Trabalho

Deputado Federal Luiz Gastão

Membro da Comissão de Trabalho e Autor do requerimento para realização do Seminário

Ministro Luiz Marinho

Ministério do Trabalho e Emprego

Vander Francisco Costa

Presidente do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL)

Eduardo Ferreira Rebuzzi

Presidente da NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística

Valdir de Souza Pestana

Presidente da CNTTT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres

14h30 às 16h30 – 1º Painel

Tema: A Inteligência Artificial nos julgamentos e as Provas Digitais

Presidente da Mesa

Deputado Federal Luiz Gastão

Membro da Comissão de Trabalho

Palestrante 1

Dra. Ana Paula Silva Campos Miskulin

Juíza do Trabalho do TRT/15ª Região

Palestrante 2

Dr. Otavio Torres Calvet

Juiz do Trabalho do TRT/1ª Região

Palestrante 3

Dr. Sérgio Schwartsman

Assessor Jurídico da FENABRAVE – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores e da FENACODIV – Federação Nacional dos Concessionários e Distribuidores de Veículos

16h às 18h30 – 2º Painel

Tema: Redução da Jornada de Trabalho

Presidente da Mesa

Deputado Federal Max Lemos, Presidente da Comissão de Trabalho

Palestrante 1

Deputado Federal Paulo Azi, Relator da PEC 221/2019 e da PEC 08/2025

Palestrante 2

Dr. Alberto Nemer Neto, Advogado

Palestrante 3

Dr. Narciso Figueirôa Junior

Assessor Jurídico da NTC&Logística

Palestrante 4

Bob Everson Machado

Presidente do SINAIT – Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho

18h30 – Encerramento

Realização

  • Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados
Apoio
  • NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
Apoio Institucional
  • Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte / SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte / ITL – Instituto de Transporte e Logística)
  • FuMTran – Fundação Memória do Transporte
Apoio Logístico
  • Braspress
Frete irregular é barrado antes de existir: ANTT transforma CIOT em filtro obrigatório e reforça o cumprimento do piso mínimo

Frete irregular é barrado antes de existir: ANTT transforma CIOT em filtro obrigatório e reforça o cumprimento do piso mínimo

Nova portaria impede o registro de operações abaixo do piso, torna obrigatório o vínculo ao MDF-e, amplia a exigência para todo o setor e estabelece controle completo da operação, do cadastro ao encerramento

A partir de agora, o frete irregular deixa de ser um problema a ser punido depois e passa a ser uma operação que não irá mais acontecer. Com a Portaria SUROC nº 6/2026, publicada nesta sexta-feira (24/4) no Diário Oficial da União (DOU), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) estabelece um mecanismo direto e inegociável: se o valor do frete estiver abaixo do piso mínimo, o sistema bloqueia o registro, o CIOT não é gerado e a operação não existe. A regra atua exatamente onde o frete é definido, na origem, e transforma o controle do setor em uma etapa obrigatória da contratação.

A norma entra em vigor em 24 de maio de 2026 e consolida o modelo iniciado em março com a Medida Provisória nº 1.343/2026 e a Resolução nº 6.078/2026. Agora, o controle deixa de ser reativo e passa a ser preventivo, digital e integrado.

CIOT deixa de registrar e passa a validar

O Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) deixa de ser apenas um número e passa a ser uma condição de existência da operação. A geração está vinculada ao cumprimento do piso mínimo de frete. Se o valor estiver abaixo, o sistema bloqueia automaticamente.

Na prática, isso elimina a possibilidade de formalizar fretes irregulares e leva o controle para o momento mais sensível da operação: a contratação.

Integração com MDF-e conecta o que foi contratado ao que é transportado. A portaria torna obrigatório o vínculo do CIOT ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e), criando uma trilha única de informação entre contrato e execução.

Essa integração permite rastrear toda a operação e reduz inconsistências. O descumprimento gera multa de R$ 10,5 mil por operação, aplicada a contratantes, subcontratantes e empresas transportadoras.

Regra passa a valer para todo o mercado

A obrigatoriedade do CIOT é ampliada para todas as operações de transporte rodoviário remunerado de cargas, incluindo empresas que operam com frota própria, mesmo sem contratação de transportadores autônomos.

Essas empresas poderão gerar o CIOT diretamente por integração com os sistemas da ANTT ou por instituições autorizadas, mantendo a responsabilidade integral sobre a operação.

Regras operacionais e prazos passam a organizar a operação do início ao fim

A portaria não apenas exige o registro, ela define como a operação deve funcionar, com regras claras e prazos que passam a impactar diretamente a rotina do setor.

O CIOT deve ser gerado antes do início da viagem, com todas as informações completas da operação: contratante, transportador, veículos, carga, origem, destino, distância, valor e forma de pagamento.

As operações são classificadas como carga lotação, carga fracionada ou TAC-Agregado. No caso da carga lotação, o bloqueio por valor abaixo do piso ocorre imediatamente no cadastro.

Nos contratos do tipo TAC-Agregado, o vínculo entre veículo e contratante passa a ter prazo mínimo de 10 dias e máximo de 30 dias por CIOT, com exclusividade durante esse período.

Os prazos operacionais deixam de ser acessórios e passam a estruturar o funcionamento do sistema
  • O cancelamento da operação pode ser feito até 24 horas antes do início da viagem.
  • O encerramento deve ocorrer em até cinco dias após o término previsto.

Quando houver falha técnica, a operação pode ser registrada em contingência, mas as informações precisam ser transmitidas em até 168 horas, permanecendo sujeitas a verificação.

Se esses prazos não forem cumpridos, o sistema registra pendências e pode impedir novas operações, especialmente nos casos de TAC-Agregado, nos quais o controle passa a afetar diretamente a continuidade das contratações.

Toda a comunicação ocorre por meio de Web Services, com acesso restrito a usuários com certificação digital no padrão ICP-Brasil, garantindo segurança e integridade dos dados.

Controle contínuo e validação das informações

As informações registradas no CIOT passam por validações sistêmicas e podem ser cruzadas com outras bases de dados. O recebimento dos dados não implica validação automática, e inconsistências ou indícios de irregularidade podem gerar sanções.

O controle deixa de ser pontual e passa a acompanhar toda a operação

As exceções permanecem delimitadas e a portaria mantém situações específicas em que o CIOT não é exigido, como no transporte de veículo novo não emplacado, em operações com composições não homologadas, no transporte internacional de cargas e em contratações feitas por pessoa física sem finalidade comercial.

O objetivo é que esse modelo atue antes de o problema acontecer e, com a nova regulamentação, o transporte rodoviário de cargas passe a operar sob uma lógica em que a regularidade não é verificada depois, ela é exigida para que a operação exista.

Para quem trabalha com transporte rodoviário de cargas, isso significa saber, antes de sair, que o frete está dentro da lei. Para o mercado, representa regras mais claras e uniformes. Para o país, um sistema mais confiável, com menos distorções e mais previsibilidade em uma atividade essencial ao abastecimento.

Comissão da Câmara aprova admissibilidade de propostas para redução da jornada de trabalho

Comissão da Câmara aprova admissibilidade de propostas para redução da jornada de trabalho

CNT defende cautela e negociação coletiva para evitar impactos na economia e na logística

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade de duas PECs que reduzem a jornada de trabalho no Brasil. Os textos sugerem o fim da tradicional escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1), modelo predominante em diversos setores do país.

A primeira proposta, a PEC 221/2019, apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), prevê uma redução gradual da jornada semanal de 44 para 36 horas ao longo de dez anos. Já a PEC 8/2025, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), propõe a adoção da semana de quatro dias de trabalho, também limitada a 36 horas. Ambas seguem agora para análise em comissão especial e, caso avancem, serão submetidas à votação em dois turnos no Plenário da Câmara.

A CNT acompanha de perto o debate e reforça que mudanças dessa natureza precisam ser conduzidas com responsabilidade e previsibilidade. Para a entidade, o transporte é uma atividade essencial, que garante o direito constitucional de locomoção e sustenta o funcionamento da economia e dos serviços públicos. Por operar de forma contínua, 24 horas por dia, o setor alerta que alterações sem considerar suas especificidades podem trazer impactos relevantes para toda a sociedade.

Segundo a CNT, o transporte já enfrenta déficit de mão de obra qualificada, como motoristas e mecânicos, e a redução da jornada sem ganhos de produtividade agravaria esse cenário. A Confederação também chama atenção para os reflexos sobre a máquina pública, que teria aumento de custos com pessoal em um contexto de forte restrição fiscal.

O posicionamento da CNT defende que a negociação coletiva é a forma mais adequada para tratar da jornada de trabalho. Por meio dela, é possível que trabalhadores e empregadores ajustem as condições às necessidades específicas de cada setor, garantindo equilíbrio, segurança jurídica e respeito às particularidades econômicas.

ANTT apresenta propostas para agilizar fronteiras e modernizar transporte internacional no Mercosul

ANTT apresenta propostas para agilizar fronteiras e modernizar transporte internacional no Mercosul

Reunião técnica em Assunção avançou em temas que impactam diretamente a circulação regional de cargas e passageiros, como documentos digitais, operações fronteiriças e harmonização regulatória

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) participou, nos dias 22 e 23 de abril, da VIII Reunião Ordinária da Comissão Técnica do Subgrupo de Trabalho nº 5 (SGT nº 5) – Transporte do Mercosul, realizada em Assunção, no Paraguai. O encontro reuniu delegações dos países do Mercosul para discutir normas e procedimentos que influenciam a logística regional, a fiscalização do transporte internacional e a fluidez nas travessias de fronteira.

Representando a Agência, participaram o coordenador-geral Cálicles Mânica e o coordenador de Protocolo de Representação André Dolci Maia, ambos da Assessoria Internacional. Também integraram a delegação brasileira Leize Athayde Braga, da Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros (Supas), e Maycon Casal, da Superintendência de Serviços Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (Suroc). O Brasil contou ainda com representantes da Receita Federal do Brasil (RFB), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI).

Medidas para maior eficiência nas fronteiras

Entre os principais temas apresentados pela ANTT estiveram propostas voltadas aos transportadores certificados como Operador Econômico Autorizado (OEA). As medidas incluem renovação automática de licenças e uso de selos de identificação em veículos habilitados, com potencial para reduzir etapas operacionais, ampliar a previsibilidade logística e dar mais agilidade às fronteiras.

Outro ponto debatido foi o Certificado de Inspeção Técnica Veicular (CITV). O Brasil apresentou proposta de versão digital do documento, iniciativa voltada à modernização de procedimentos, maior rastreabilidade das informações e apoio às atividades de fiscalização.

Agenda técnica do transporte internacional

Na pauta regulatória, os países analisaram estudos sobre veículos de carga com comprimento de até 19,30 metros e cegonheiras com 23,00m, tema relacionado a pesos e dimensões no transporte rodoviário regional. O material seguirá em avaliação até a próxima reunião do grupo.

Também foram discutidas medidas para o transporte de produtos perigosos. O Brasil apresentou fichas de emergência para análise conjunta, buscando fortalecer protocolos operacionais e a atuação coordenada entre os países.

No campo da inovação logística, o setor privado apresentou estudo para digitalização do Conhecimento de Transporte Rodoviário (CRT), com previsão de rastreamento em tempo real dos veículos e maior integração das informações de transporte.

Integração regional e próximos passos

A reunião registrou avanços no webservice Mercosul de Cargas, ferramenta destinada ao intercâmbio de dados entre os países. Também avançaram os debates sobre documentos digitais, transporte internacional de encomendas por ônibus, centros integrados de fronteira e projetos estratégicos, como o Corredor Bioceânico.

O coordenador da delegação, Cálicles Mânica, destacou: “O grupo de trabalho atua continuamente para promover avanços no setor de transportes dentro do bloco, buscando transformar as negociações em resultados concretos, sempre com respeito à complexidade dos temas e à soberania de cada país participante. A cada reunião do SGT nº 5, trabalhamos para representar, à altura, a responsabilidade da ANTT e do Brasil no Mercosul.”

As propostas debatidas serão avaliadas pelas delegações até a próxima reunião do SGT nº 5, prevista para o final de junho de 2026.

Frete irregular é barrado antes de existir: ANTT transforma CIOT em filtro obrigatório e reforça o cumprimento do piso mínimo

Frete irregular é barrado antes de existir: ANTT transforma CIOT em filtro obrigatório e reforça o cumprimento do piso mínimo

Nova portaria impede o registro de operações abaixo do piso, torna obrigatório o vínculo ao MDF-e, amplia a exigência para todo o setor e estabelece controle completo da operação, do cadastro ao encerramento

A partir de agora, o frete irregular deixa de ser um problema a ser punido depois e passa a ser uma operação que não irá mais acontecer. Com a Portaria SUROC nº 6/2026, publicada nesta sexta-feira (24/4) no Diário Oficial da União (D.O.U), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) estabelece um mecanismo direto e inegociável: se o valor do frete estiver abaixo do piso mínimo, o sistema bloqueia o registro, o CIOT não é gerado e a operação não existe. A regra atua exatamente onde o frete é definido, na origem, e transforma o controle do setor em uma etapa obrigatória da contratação.

A norma entra em vigor em 24 de maio de 2026 e consolida o modelo iniciado em março com a Medida Provisória nº 1.343/2026 e a Resolução nº 6.078/2026. Agora, o controle deixa de ser reativo e passa a ser preventivo, digital e integrado.

CIOT deixa de registrar e passa a validar

O Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) deixa de ser apenas um número e passa a ser uma condição de existência da operação. A geração está vinculada ao cumprimento do piso mínimo de frete. Se o valor estiver abaixo, o sistema bloqueia automaticamente.

Na prática, isso elimina a possibilidade de formalizar fretes irregulares e leva o controle para o momento mais sensível da operação: a contratação.

Integração com MDF-e conecta o que foi contratado ao que é transportado. A portaria torna obrigatório o vínculo do CIOT ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e), criando uma trilha única de informação entre contrato e execução.

Essa integração permite rastrear toda a operação e reduz inconsistências. O descumprimento gera multa de R$ 10,5 mil por operação, aplicada a contratantes, subcontratantes e empresas transportadoras.

Regra passa a valer para todo o mercado

A obrigatoriedade do CIOT é ampliada para todas as operações de transporte rodoviário remunerado de cargas, incluindo empresas que operam com frota própria, mesmo sem contratação de transportadores autônomos.

Essas empresas poderão gerar o CIOT diretamente por integração com os sistemas da ANTT ou por instituições autorizadas, mantendo a responsabilidade integral sobre a operação.

Regras operacionais e prazos passam a organizar a operação do início ao fim

A portaria não apenas exige o registro, ela define como a operação deve funcionar, com regras claras e prazos que passam a impactar diretamente a rotina do setor.

O CIOT deve ser gerado antes do início da viagem, com todas as informações completas da operação: contratante, transportador, veículos, carga, origem, destino, distância, valor e forma de pagamento.

As operações são classificadas como carga lotação, carga fracionada ou TAC-Agregado. No caso da carga lotação, o bloqueio por valor abaixo do piso ocorre imediatamente no cadastro.

Nos contratos do tipo TAC-Agregado, o vínculo entre veículo e contratante passa a ter prazo mínimo de 10 dias e máximo de 30 dias por CIOT, com exclusividade durante esse período.

Os prazos operacionais deixam de ser acessórios e passam a estruturar o funcionamento do sistema:

  • O cancelamento da operação pode ser feito até 24 horas antes do início da viagem.
  • O encerramento deve ocorrer em até cinco dias após o término previsto.

Quando houver falha técnica, a operação pode ser registrada em contingência, mas as informações precisam ser transmitidas em até 168 horas, permanecendo sujeitas à verificação.

Se esses prazos não forem cumpridos, o sistema registra pendências e pode impedir novas operações, especialmente nos casos de TAC-Agregado, onde o controle passa a afetar diretamente a continuidade das contratações.

Toda a comunicação ocorre por meio de Web Services, com acesso restrito a usuários com certificação digital no padrão ICP-Brasil, garantindo segurança e integridade dos dados.

Controle contínuo e validação das informações

As informações registradas no CIOT passam por validações sistêmicas e podem ser cruzadas com outras bases de dados. O recebimento dos dados não implica validação automática, e inconsistências ou indícios de irregularidade podem gerar sanções.

O controle deixa de ser pontual e passa a acompanhar toda a operação.

As exceções permanecem delimitadas e a portaria mantém situações específicas em que o CIOT não é exigido, como no transporte de veículo novo não emplacado, em operações com composições não homologadas, no transporte internacional de cargas e em contratações feitas por pessoa física sem finalidade comercial.

O objetivo é que esse modelo atue antes do problema acontecer e, com a nova regulamentação, o transporte rodoviário de cargas passe a operar sob uma lógica em que a regularidade não é verificada depois, ela é exigida para que a operação exista.

Para quem trabalha com transporte rodoviário de cargas, isso significa saber, antes de sair, que o frete está dentro da lei. Para o mercado, representa regras mais claras e uniformes. Para o país, um sistema mais confiável, com menos distorções e mais previsibilidade em uma atividade essencial ao abastecimento.

Atualização da Hora Parada no Transporte Rodoviário de Cargas em 2026

Atualização da Hora Parada no Transporte Rodoviário de Cargas em 2026

Por força do artigo 15 da Lei nº 13.103, de 2 de março de 2015, que alterou o valor e o índice de reajuste para carga e descarga, todos os contratos firmados com esse objeto deverão ser reajustados a partir de 14/04/2026, mediante a aplicação do percentual de 3,76%, correspondente à variação anual (março/2025 a março/2026) do INPC/IBGE, conforme disposto na Lei nº 11.442/2007, artigo 11, §§ 5º e 6º.

Esse percentual deve ser aplicado sobre o valor vigente em abril de 2025, de R$ 2,41 (dois reais e quarenta e um centavos), que passa a ser de R$ 2,50 (dois reais e cinquenta centavos) por tonelada ou fração, conforme cálculo realizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT e publicado em 14/04/2026.

Link: https://www.gov.br/antt/pt-br/assuntos/cargas/carga-descarga/sei_41736493_nota_tecnica___antt_4102.pdf

Observação: Para o cálculo da hora parada, deve-se considerar a capacidade total do veículo comercial, sendo que as primeiras 5 (cinco) horas não devem integrar o cálculo do tempo parado a ser remunerado.

Base Legal – Lei nº 11.442/2007, artigo 11, §§ 5º ao 9º

“Art. 11. ………………………………………………………

§ 5º O prazo máximo para carga e descarga do Veículo de Transporte Rodoviário de Cargas será de 5 (cinco) horas, contadas da chegada do veículo ao endereço de destino, após o qual será devido ao Transportador Autônomo de Carga (TAC) ou à Empresa de Transporte Rodoviário de Cargas (ETC) o valor equivalente a R$ 1,38 (um real e trinta e oito centavos) por tonelada/hora ou fração.

§ 6º A importância de que trata o § 5º será atualizada, anualmente, de acordo com a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ou, na hipótese de sua extinção, pelo índice que o suceder, conforme definido em regulamento.

§ 7º Para o cálculo do valor de que trata o § 5º, será considerada a capacidade total de transporte do veículo.

§ 8º Incidindo o pagamento relativo ao tempo de espera, este deverá ser calculado a partir da hora de chegada na origem ou no destino.

§ 9º O embarcador e o destinatário da carga são obrigados a fornecer ao transportador documento hábil que comprove o horário de chegada do caminhão às dependências dos respectivos estabelecimentos, sob pena de multa a ser aplicada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), limitada a 5% (cinco por cento) do valor da carga.” (NR)

CNT reforça protagonismo dos biocombustíveis e defende coordenação para descarbonização do transporte na Hannover Messe

CNT reforça protagonismo dos biocombustíveis e defende coordenação para descarbonização do transporte na Hannover Messe

Em painel na maior feira industrial do mundo, Confederação destaca integração entre políticas públicas, financiamento e inovação para viabilizar a transição energética no setor

O protagonismo dos biocombustíveis brasileiros marcou a abertura da Hannover Messe 2026, na Alemanha, onde o Brasil participa como país-parceiro oficial e coloca a descarbonização do transporte no centro da agenda global de inovação industrial. Iniciado no domingo (19) e com programação até sexta-feira (24), o evento é considerado o principal encontro mundial do setor. O Sistema Transporte participa com atuação estratégica, conduzindo debates voltados à construção de soluções concretas para um modelo mais sustentável.

Em painel realizado nesta terça-feira (21), a CNT destacou que a transição energética no transporte depende da articulação entre políticas públicas, modelos de governança e iniciativas empresariais alinhadas às cadeias globais de valor. “A transição para uma economia de baixo carbono exige novos arranjos de governança e políticas públicas capazes de acelerar essa transformação de maneira coordenada e eficiente”, afirmou a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, na abertura do debate.

A diretora moderou o encontro, que contou com a participação do secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Uallace Moreira Lima, e do head de Sustentabilidade da Bravo Logística, Marcos Azevedo. Durante o encontro, foi ressaltado o desafio de avançar na descarbonização sem comprometer o papel estratégico do transporte para a competitividade econômica e a integração do país às cadeias globais.

Ao longo do painel, os participantes discutiram iniciativas de inovação, avanços regulatórios e a necessidade de coordenação institucional para impulsionar a descarbonização do transporte de forma pragmática. O debate dialoga com a Série CNT Energia no Transporte, conjunto de estudos técnicos desenvolvido pela Confederação Nacional do Transporte para analisar as principais alternativas energéticas aplicáveis ao setor. As publicações apresentam a origem das fontes de energia, o panorama nacional e internacional, além das vantagens, limitações e desafios técnicos, econômicos e ambientais associados à sua adoção, com foco em soluções como hidrogênio renovável, eletromobilidade e diesel verde.

Uallace Moreira destacou a importância da expansão de infraestrutura e de corredores sustentáveis para ganho de escala. “É um desafio relevante, que temos tratado no âmbito do PAC, com foco em investimento em infraestrutura”, afirmou. Ele também ressaltou o papel do financiamento público, como as linhas do BNDES para biometano, com taxas de cerca de 6% ao ano via Fundo Clima.

Do ponto de vista empresarial, Marcos Azevedo destacou que o financiamento verde é essencial para viabilizar a cadeia do biometano, mas defendeu medidas adicionais. “Incentivos como isenção de IPVA em todo o território nacional, redução de pedágios e estímulos tributários na aquisição de veículos também são importantes”, disse. Segundo ele, o mercado regulado de carbono tende a ganhar relevância no médio prazo, mas o desafio imediato é tornar viáveis os investimentos no presente.

A renovação de frota também foi apontada como eixo da transição energética. A CNT defende políticas voltadas à aquisição de veículos novos e seminovos por autônomos, cooperativas e empresas, com condições financeiras acessíveis. Análises da Confederação indicam que a substituição de veículos antigos pode gerar melhorias na qualidade do ar entre 33,5% e 86,3%. A medida integra iniciativas como o programa Move Brasil, que prevê R$ 10 bilhões em financiamento via BNDES. “O transportador autônomo, em geral, não tem condições de adquirir um caminhão novo. É fundamental que a política pública considere essa realidade e tenha caráter permanente”, destacou Uallace Moreira.

O Sistema Transporte atua como uma das patrocinadoras da participação brasileira no Hannover Messe 2026, ao lado da ApexBrasil. Além do painel desta terça, a CNT irá promover mais duas rodas de debates na feira alemã, ambos nesta quinta-feira (23).

Abertura da Hannover Messe

A CNT integra a comitiva oficial brasileira na Hannover Messe 2026 e participou tanto da cerimônia de abertura, no domingo (19), quanto da inauguração do pavilhão brasileiro, na segunda-feira (20). As agendas contaram com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que reforçou o posicionamento do país como potencial líder global na transição energética e na oferta de combustíveis renováveis.

Durante a agenda, Lula destacou a competitividade da matriz energética brasileira e defendeu maior protagonismo do país na inovação industrial limpa e na cooperação internacional. “O Brasil fala que será uma potência mundial na transição energética e que será uma potência mundial na oferta de combustível renovável para o mundo. Nós não estamos falando pouca coisa”, afirmou.

O presidente também propôs a comparação internacional das emissões de combustíveis utilizados no transporte pesado, como forma de evidenciar o potencial dos biocombustíveis brasileiros na redução de CO2 e no ganho de competitividade. “Vamos fazer uma comparação entre os combustíveis brasileiros e os combustíveis alemães ou qualquer outro combustível de outro país, para que a gente possa ver qual é o combustível que emite menos CO2”, disse.

Após a cerimônia, o presidente visitou estandes de empresas brasileiras e internacionais como WEG, BE8, Vale, Volkswagen Brasil, Embraer e Bayer Brasil, onde foram apresentados caminhões movidos a biocombustível. A agenda incluiu ainda visita às instalações da Volkswagen, reforçando o diálogo sobre política industrial, inovação e descarbonização no setor produtivo.

Lideranças do Mercosul e Itália debatem implementação do acordo com a UE em Roma

Lideranças do Mercosul e Itália debatem implementação do acordo com a UE em Roma

Às vésperas da entrada em vigor do tratado, o Conselho Industrial do Mercosul (CIM) e a italiana Confindustria fortalecem o diálogo em busca de resultados

Na expectativa da aplicação provisória do acordo Mercosul-União Europeia, prevista para 1º de maio, a Confederação Geral da Indústria Italiana (Confindustria) sedia nesta quinta-feira (23), em Roma, o 1º Encontro de Alto Nível sobre Relações Econômicas Itália–Mercosul.

A agenda reúne as principais lideranças industriais do Mercosul, incluindo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), e da Itália, às vésperas de um momento estratégico para as relações econômicas entre os blocos.

Para o Brasil, a expectativa é que 82,7% das exportações para o bloco europeu ingressem sem imposto de importação a partir do próximo mês. O presidente da CNI, Ricardo Alban, participa do encontro.

Além dele, a reunião na Itália conta com a presença das demais lideranças do Conselho Industrial do Mercosul (CIM): o presidente da Câmara de Indústrias do Uruguai (CIU), Leonardo García; o presidente da União Industrial Argentina (UIA), Martín Rappallini, e o vice-presidente da União Industrial Paraguaia (UIP), Carlos Insfran Micossi.

Também participam o presidente da Confindustria, Emanuele Orsini; a vice-presidente de Exportações e Atração de Investimentos do país, Barbara Cimmino, e a vice-diretora da BusinessEurope, Luisa Santos.

CNI defende diálogo para transformar texto do acordo em resultados 

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, o diálogo entre as lideranças industriais é fundamental para transformar o acordo entre os blocos em resultados efetivos. “A entrada em vigor do acordo Mercosul-UE abre uma janela histórica de oportunidades.

O diálogo direto entre as indústrias é fundamental para que possamos identificar prioridades, superar desafios e garantir que os benefícios previstos no tratado se traduzam em mais investimentos, comércio e competitividade para nossas economias”, avalia Alban.

A reunião em Roma pretende fortalecer o diálogo estratégico entre o Mercosul e a Itália, aumentar a cooperação institucional – incluindo parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) – e promover qualificação profissional, com foco em setores como têxtil, moda e couro.

A agenda também prevê discussões para identificar oportunidades de integração produtiva, avançar em temas como transição verde e transformação digital e criar mecanismos de colaboração entre empresas.

Acordo vai beneficiar mais de 700 milhões de pessoas

Ao entrar em vigor em maio, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia vai compreender um mercado de mais de 712 milhões de pessoas e um produto interno bruto (PIB) de cerca de US$ 22,4 trilhões.

Na prática, o tratado prevê a eliminação de tarifas sobre cerca de 95% dos bens exportados para a UE, além de avanços em áreas como desenvolvimento sustentável, facilitação de comércio e propriedade intelectual.

Tratado deve impactar comércio, produção e empregos   

Os dados do comércio entre Brasil e União Europeia indicam o potencial do acordo para ampliar a relação econômica entre os blocos. De acordo com levantamento da CNI com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em 2024, a cada R$ 1 bilhão em exportações brasileiras para a UE foram criados 21,8 mil empregos e movimentados R$ 441,7 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção.

Em 2025, o bloco europeu recebeu US$ 49,8 bilhões das exportações brasileiras – 14,3% do total exportado pelo país – e foi o segundo principal parceiro comercial do Brasil.

A indústria ocupa papel central nessa relação. Em 2025, 98,8% das importações brasileiras da UE foram produtos da indústria de transformação, essenciais para o acesso a insumos, tecnologias e bens de maior valor agregado. Já nas exportações brasileiras ao bloco, 47,4% corresponderam a bens industriais, uma participação que tende a crescer com a implementação do acordo.

Além disso, a União Europeia é o principal investidor estrangeiro no Brasil e respondeu por 31,6% do estoque de investimento produtivo externo em 2023, o equivalente a US$ 321,4 bilhões, enquanto o Brasil é o maior investidor latino-americano no bloco.

Comércio entre Brasil e Itália aumentou em 2025 

O encontro também evidencia a importância da relação bilateral entre Brasil e Itália. Em 2025, a corrente de comércio entre os dois países alcançou US$ 12,4 bilhões, aumento de 14,4% em relação a 2024. A indústria de transformação tem papel central nessa parceria, respondendo por quase metade das exportações brasileiras e pela maioria das importações do país europeu.

Setor de logística registra 168 mil novas empresas em 2026 e ultrapassa 1,5 milhão de CNPJs

Setor de logística registra 168 mil novas empresas em 2026 e ultrapassa 1,5 milhão de CNPJs

Dados da EmpresAqui revelaram que MEIs lideraram a abertura de novos negócios; serviços de malote e operações de entrega rápida estão entre os principais segmentos

O setor de logística brasileiro registrou a abertura de mais de 168 mil empresas no primeiro trimestre de 2026, um crescimento de 62% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados são de um levantamento realizado pela EmpresAqui.

De acordo com o estudo, o país soma mais de 1,5 milhão de negócios ativos no segmento —apesar de uma parcela desse número ainda estar em fase de estruturação operacional. Nesse cenário, cerca de 70% das empresas ativas no setor têm menos de quatro anos de vida e, desse valor, o maior grupo é formado por negócios com um ano de existência (404,9 mil), seguido pelas empresas que possuem de cinco a 10 anos (274,89 mil).

Para a EmpresAqui, essa estrutura etária reforça a leitura de um setor com indício de baixa maturidade média, entrada constante de novos operadores e alta capacidade de renovação da base.

SERVIÇOS DE MALOTES E OUTROS SEGMENTOS

A pesquisa considerou dados de empresas formalizadas entre 1º de janeiro e 14 de março de 2024, 2025 e 2026. Nesse contexto, quatro segmentos se destacaram pela recorrência entre os principais CNAEs utilizados pelas empresas recém-abertas nesse ano: serviços de malote não realizados pelo correio nacional, transporte rodoviário de carga municipal, serviços de entrega rápida e transporte de carga intermunicipal, interestadual e internacional.

Em relação ao crescimento dos segmentos, o transporte de carga municipal liderou as aberturas com 26,4 novos CNPJs no período analisado em 2024. Porém, o serviço de malotes liderou nos dois anos seguintes e cresceu 194% no volume de novas empresas abertas.

Segundo a pesquisa, o crescimento do segmento está relacionado com uma transformação mais ampla da logística brasileira. Entre os fatores que ajudam a interpretar essa alta está a lacuna operacional deixada pelos Correios – que enfrenta dificuldades financeiras, com prejuízo de R$ 2,6 bilhões em 2024. A expansão do e-commerce e a maior maturidade tecnológica de pequenos operadores também impactaram na alta de volume do CNAE de malote.

MAIS DE 70% DAS EMPRESAS SÃO MEI

Grande parte do avanço registrado pelo setor de logística no Brasil é puxado pelos microempreendedores individuais (MEIs). De acordo com o levantamento, cerca de 74% das empresas logísticas ativas no Brasil se enquadram nessa categoria.

Esse percentual chega a 96% entre os negócios abertos em 2026. O domínio do MEI indica um setor altamente pulverizado, com baixa barreira de entrada operacional e grande presença de operadores individuais ou negócios muito pequenos.

Além disso, mais de 1,3 milhão de empresas são optantes pelo Simples Nacional, representando 85,2% do setor. Por outro lado, apenas 3,4% dos CNPJs analisados estão inseridos em regimes mais complexos, como Lucro Presumido e Lucro Real.

Segundo a pesquisa, a estrutura tributária revela um setor dominado por empresas de pequeno porte, com baixa complexidade societária e fiscal, além de registrar uma barreira de entrada operacional.

QUEM ABRE EMPRESAS DE LOGÍSTICA NO BRASIL?

O estudo da EmpresAqui também detalhou o perfil de quem está abrindo empresas na logística brasileira. Na base total ativa, a faixa etária predominante dos sócios está entre 31 e 60 anos, representando cerca de 70% do total.

No entanto, há uma mudança nesse padrão. Empreendedores de 21 a 50 anos dominaram a abertura de novos negócios em 2026. Para se ter uma ideia, sócios de 31 a 40 anos foram responsáveis pela abertura de mais de 1,9 mil empresas nos primeiros três meses do ano.

Do ponto de vista geográfico, o estado de São Paulo liderou com mais de 53 mil empresas abertas apenas no primeiro trimestre de 2026 e cerca de 34% do total de negócios ativos no segmento. Por outro lado, Minas Gerais liderou no crescimento relativo com uma alta de 239% em comparação com 2024.

Conforme o exposto pelo levantamento, o Sudeste continua sendo o principal eixo do mercado em estoque e em abertura, mas o crescimento relativo mostra aceleração importante em estados fora do núcleo histórico de maior densidade econômica.

MORTE DOS NOVOS NEGÓCIOS

No entanto, na mesma medida em que as empresas nascem, uma grande parcela delas não consegue se manter na ativa por muito tempo. Cerca de 41% dos negócios abertos em 2024 já encerraram as atividades, enquanto em 2025 esse índice foi de 35%.

Em comparação, dados do IBGE indicam que 79,6% das empresas empregadoras criadas em 2022 permaneceram ativas após o primeiro ano, o que equivale a uma taxa de mortalidade de 20,4% já no início da operação.

Dessa forma, os números indicam que o segmento de logística possui uma taxa de mortalidade empresarial superior aos benchmarks nacionais, especialmente em comparação com empresas mais maduras.

No Paraná, mais de 280 km de rodovias federais recebem reforço em sinalização e segurança viária

No Paraná, mais de 280 km de rodovias federais recebem reforço em sinalização e segurança viária

Ações incluem intervenções em trechos urbanos e pontos críticos

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) intensificou, nesse primeiro semestre de 2026, as ações do Programa Nacional de  Segurança e Sinalização Rodoviária – BR-Legal 2 no Paraná. As intervenções até o momento já alcançaram aproximadamente 280 quilômetros de rodovias federais, ampliando a segurança viária nas estradas sob administração da autarquia. O investimento global – contemplado no Novo PAC – para o segmento supera R$ 266 milhões.

As atividades contemplaram quatro lotes e alcançaram aproximadamente 22 municípios paranaenses, com frentes de trabalho em importantes corredores logísticos, como a BR-153, BR-163, BR-369, BR-373 e BR-476. Os serviços incluem implantação e manutenção de sinalização horizontal e vertical, além da instalação e recuperação de dispositivos de proteção, como defensas metálicas e elementos de sinalização retrorrefletivos.

Entre os destaques do período, está a atuação em áreas urbanas e trechos considerados estratégicos, como o município de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, e a região de Barracão, no Sudoeste do estado, onde foram executadas melhorias na organização do tráfego, com pintura de faixas, implantação de sinalização ostensiva e intervenções voltadas à redução de velocidade.

Também foram realizadas ações emergenciais na BR-373/PR, com o objetivo de restabelecer as condições adequadas de visibilidade e segurança, além da aplicação de tecnologias, como sinalização em alto relevo em segmentos com maior risco de sinistros, contribuindo para alertar motoristas e reduzir acidentes. 

Além da implantação de nova sinalização, os serviços incluem manutenção e conservação periódica, como limpeza e substituição de placas, recomposição de dispositivos e adequação às normas técnicas vigentes, garantindo a durabilidade e a eficiência das intervenções.

Queda de sinistros – Levantamento do DNIT que compara o último trimestre de 2025 com os primeiros meses de 2026, já com o início das ações do BR-Legal 2, indica mudanças no comportamento dos sinistros nos trechos atendidos. Como, por exemplo, na BR-163/PR, onde foram contabilizados 15 sinistros no período anterior, redução para duas ocorrências em pontos específicos após o início das intervenções. Já no segmento urbano da BR-369/PR em Ibiporã, o total de registros caiu de 25 para seis ocorrências, indicando impacto direto nas áreas com maior concentração de tráfego. Já em relação à BR-153/PR, os dados mostram variação no número de sinistros, passando de 16 registros no período anterior para três ocorrências em trechos monitorados após o início das ações.

A análise por quilômetro evidencia que as reduções se concentram, principalmente, em pontos críticos que receberam reforço na sinalização e dispositivos de segurança, sugerindo efeito positivo inicial das intervenções na organização do tráfego e na mitigação de riscos.

Sobre o BR-Legal 2 – Criado para ampliar a segurança na malha rodoviária federal, o BR-Legal 2 dá continuidade às ações do programa anterior, com foco na padronização da sinalização e na prevenção de acidentes. A iniciativa considera que intervenções de engenharia, como a melhoria da sinalização, apresentam alto impacto com baixo custo, contribuindo para a redução de riscos e para a fluidez do tráfego.

Novos radares começam a multar em rodovias mineiras na próxima semana

Novos radares começam a multar em rodovias mineiras na próxima semana

Com os novos radares, as rodovias mineiras estaduais passam a ser monitoradas por 673 radares fixos; multas serão aplicadas a partir de 28/4

Belo Horizonte – A partir da próxima terça-feira (28/4), sete novos radares começam a operar no Triângulo Mineiro. Os radares já operam em modo educativo, sem aplicar penalidades aos motoristas, desde a terça-feira (21/4).

A partir da próxima semana, no entanto, já haverá a aplicação de multas para quem exceder o limite de velocidade permitido na rodovia. Os equipamentos foram instalados em rodovias mineiras sob responsabilidade da concessão EPR Triângulo Mineiro: BR-365, MGC-462, LMG-798 e MG-427.

A partir da próxima semana, no entanto, já haverá a aplicação de multas para quem exceder o limite de velocidade permitido na rodovia. Os equipamentos foram instalados em rodovias mineiras sob responsabilidade da concessão EPR Triângulo Mineiro: BR-365, MGC-462, LMG-798 e MG-427.

Localização dos novos radares

  • BR-365 (km 583,25) – Indianópolis – velocidade permitida: 50 km/h
  • BR-365 (km 597,45) – Uberlândia – velocidade permitida: 80 km/h
  • BR-365 (km 591,30) – Araguari – velocidade permitida: 80 km/h
  • BR-365 (km 599,15) – Uberlândia – velocidade permitida: 80 km/h
  • MGC-462 (km 20,45) – Patrocínio – velocidade permitida: 60 km/h
  • LMG-798 (km 14,10) – Uberaba – velocidade permitida: 60 km/h
  • MG-427 (km 55,20) – Conceição dos Alagoas – velocidade permitida: 60 km/h

O controle eletrônico de velocidade tem como principal objetivo garantir a segurança dos usuários que transitam pelas rodovias mineiras.

NTC&Logística solicita esclarecimento à ANTT sobre retorno vazio e Agência confirma obrigatoriedade em operações com carga pressurizada

NTC&Logística solicita esclarecimento à ANTT sobre retorno vazio e Agência confirma obrigatoriedade em operações com carga pressurizada

Posicionamento da Agência Nacional de Transportes Terrestres reforça segurança jurídica e reconhece as especificidades do transporte de granéis sólidos com descarga pressurizada

A NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística encaminhou à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) um pedido formal de esclarecimento sobre a obrigatoriedade do pagamento do Piso Mínimo de Frete no retorno vazio em operações de transporte de granéis sólidos com descarga pressurizada.

A demanda foi construída a partir de discussões técnicas no âmbito da Câmara Técnica de Granel Sólido (CTGS), considerando as particularidades operacionais desse tipo de transporte, que envolve veículos especializados, custos adicionais e limitações logísticas relevantes.

Em resposta inicial, por meio do Ofício nº 15578/2026, a ANTT reconheceu a pertinência do pleito e destacou que, diante das especificidades da operação, a análise sobre o retorno vazio deveria considerar o contexto de cada operação, incluindo fatores como a possibilidade de obtenção de carga de retorno e os custos envolvidos. O documento também apontou que, na impossibilidade de contratação de frete de retorno em razão da especificidade do equipamento, o pagamento do retorno vazio deveria ocorrer.

No entanto, diante de dúvidas geradas pela redação do primeiro posicionamento, a NTC&Logística solicitou novo esclarecimento à Agência, visando maior segurança jurídica e uniformidade de entendimento no setor.

Em complemento, a ANTT emitiu o Ofício nº 15847/2026, no qual reforça de forma mais objetiva que a consideração do pagamento do retorno vazio deve ser aplicada às operações de transporte de granéis sólidos com descarga pressurizada, exceto quando houver a contratação de carga compatível para o retorno ao ponto de origem .

Com isso, o entendimento da Agência passa a conferir maior previsibilidade às relações entre transportadores e contratantes, reconhecendo que a natureza desses equipamentos, em muitos casos, limita a obtenção de frete de retorno, o que justifica a inclusão do retorno vazio na composição dos custos operacionais.

A NTC&Logística reforça que seguirá atuando de forma técnica e institucional junto aos órgãos reguladores, buscando garantir condições mais equilibradas, seguras e sustentáveis para as operações do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.

Transporte de materiais radioativos exige controle rigoroso e alta segurança no Brasil

Transporte de materiais radioativos exige controle rigoroso e alta segurança no Brasil

Associação Brasileira destaca padrões rigorosos de segurança após avanços regulatórios iniciados nos anos 1980

O transporte de materiais radioativos voltou ao centro do debate público após a repercussão da série “Emergência Radioativa”, da Netflix, que revisita o acidente radiológico de Goiânia ocorrido em 1987, considerado um dos mais graves do mundo. O episódio deixou quatro mortes diretas, centenas de pessoas contaminadas e milhares impactadas direta e indiretamente pelo Césio-137, tornando-se um marco para a forma como o Brasil passou a tratar o controle, o manuseio e o transporte de substâncias perigosas.

O acidente ocorreu um ano antes da publicação do Decreto nº 96.044, que estabeleceu diretrizes mais claras para o transporte de produtos perigosos no país. Desde então, o Brasil passou a estruturar um arcabouço regulatório mais rigoroso, com normas técnicas e exigências operacionais voltadas à redução de riscos e ao aumento da segurança nesse tipo de operação.

Eduardo Leal, secretário executivo da Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), explica que a atividade é estruturada sob rígido controle técnico e regulatório. “O transporte de produtos radioativos é uma atividade altamente controlada pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), que estabelece normas rigorosas para garantir a segurança. Trata-se de uma operação especializada, que exige cumprimento técnico em todas as etapas e integração com regras de outros órgãos, como a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)”, afirma Leal.

Atualmente, esse modelo operacional envolve critérios técnicos rigorosos, que incluem classificação adequada dos materiais, padrões específicos de acondicionamento, rotulagem, rastreabilidade e definição de protocolos operacionais. “O episódio em Goiânia evidenciou, de forma dramática, os riscos associados à falta de controle, informação e preparo técnico no manuseio de substâncias perigosas”, explica o executivo.

No Brasil, materiais radioativos são amplamente utilizados em diferentes áreas estratégicas, especialmente na saúde, indústria e pesquisa. Na medicina, estão presentes em exames de diagnóstico por imagem, como cintilografias, e em tratamentos como a radioterapia para combate ao câncer. Na indústria, são aplicados em processos de medição de densidade, controle de qualidade, inspeção de soldas e estruturas metálicas, além de esterilização de produtos. Já na pesquisa e na agricultura, são utilizados em estudos científicos, desenvolvimento de tecnologias e controle de pragas. 

Entidades como a ABTLP atuam na consolidação de um ambiente operacional mais seguro, incentivando a integração entre os diferentes agentes do setor e o alinhamento contínuo com as exigências regulatórias. A atuação institucional contribui para fortalecer a governança das operações e ampliar a previsibilidade em atividades que exigem alto nível de controle técnico.

Leal destaca que o esforço é permanente e estruturado. “A ABTLP promove a conscientização por meio de treinamentos, simulados e da disseminação de boas práticas, além de atuar de forma integrada com órgãos reguladores, como a ANTT, no aprimoramento contínuo das normas do setor. Nosso foco é fortalecer a cultura de segurança e a corresponsabilidade em toda a cadeia do transporte de produtos perigosos, envolvendo empresas, motoristas, embarcadores e demais agentes”, conclui.