por imprensa | jul 9, 2026 | Notícias, Notícias
Instituição integra programação dos debates sobre a Agenda 2030, desenvolvimento sustentável e políticas públicas
A atuação do Sistema Transporte em favor do desenvolvimento sustentável esteve em destaque na 1ª Conferência Nacional dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), realizada entre 30 de junho e 2 de julho. A instituição participou como apoiadora do evento, que reuniu representantes do poder público, da iniciativa privada e da sociedade civil para debater pontos relevantes para o desenvolvimento social, ambiental e econômico do país.
Ao longo da programação, o Sistema Transporte marcou presença com dois espaços institucionais voltados à conscientização e ao compartilhamento de informações sobre sustentabilidade e sobre as ações do Sistema Transporte.
“A atuação do Sistema Transporte está alinhada aos desafios da Agenda 2030, especialmente em temas como qualificação profissional, inovação, inclusão social, transição energética e sustentabilidade”, afirma a gerente executiva de Sustentabilidade do Sistema Transporte, Gabriela Rizza, referindo-se ao plano de ação que engloba os 17 ODS.
Segundo a gerente, que liderou a participação do Sistema no evento, “eventos como este permitem compartilhar experiências, construir parcerias e contribuir para que as políticas públicas avancem de forma cada vez mais conectada às necessidades da sociedade brasileira”.
Participações
Um dos destaques do encontro foi a dinâmica “Meu hábito, nosso planeta”, que convidava os participantes a relacionarem hábitos da rotina pessoal e profissional para construir um mapa-múndi personalizado sobre impactos ambientais. Dessa forma, era possível entender como pequenas ações individuais podem contribuir para os ODS.
A cerimônia de abertura contou com a participação de autoridades e especialistas. O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência da República, apresentou ações do governo federal relacionadas aos ODS, abordando iniciativas nas áreas de soberania digital, igualdade de gênero, combate à fome, políticas de distribuição de renda, inclusão racial e direitos trabalhistas.
Mais tarde, a primeira-dama Janja Lula da Silva destacou a necessidade de transformar as metas da Agenda 2030 em resultados concretos para a população. Em sua fala, defendeu a integração das políticas públicas aos ODS e enfatizou a importância da igualdade de gênero e do enfrentamento ao racismo para o avanço da Agenda.
Já a deputada federal e ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, ressaltou a importância da participação da sociedade na implementação das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável. Ela também apresentou resultados relacionados à redução do desmatamento e das emissões de carbono, além de destacar mecanismos de financiamento destinados à conservação ambiental e ao fortalecimento de comunidades tradicionais.
Na ocasião, o Sistema Transporte foi representado pelo gerente executivo de Governança e Estratégia da CNT, João Guilherme Abrahão. Como conselheiro da Comissão Nacional de Desenvolvimento Sustentável, ele destacou a importância da participação do setor de transporte na construção de soluções.
“É uma importante oportunidade para fortalecer o diálogo entre os diversos setores da sociedade em torno de soluções que promovam o desenvolvimento sustentável. Participar desse debate é essencial, pois o setor tem papel estratégico na integração do país, na geração de oportunidades e na construção de uma economia mais eficiente e inclusiva”, afirmou.
Agenda 2030
Com o tema “A Agenda 2030 no Brasil: Fortalecer a democracia e defender os direitos humanos para a construção coletiva de um novo modelo de desenvolvimento socialmente justo e inclusivo, ambientalmente responsável e economicamente viável”, a Conferência buscou ampliar o debate sobre os ODS no país.
Entre os objetivos propostos, destacaram-se a mobilização de diferentes segmentos da sociedade em torno da Agenda 2030; a avaliação do avanço dos ODS nos territórios brasileiros; a identificação de boas práticas; o incentivo à articulação entre governos, setor privado e sociedade civil, e a maior incorporação dos ODS nas políticas públicas.
por imprensa | jul 9, 2026 | Notícias, Notícias
Instituição destacou ações voltadas à qualificação profissional e à ampliação do acesso de PCDs ao mercado de trabalho durante evento promovido pelo MDHC e pelo CPB
O SEST SENAT participou do III Encontro do Fórum Nacional de Gestores e Gestoras de Políticas para Pessoas com Deficiência, realizado nos dias 18 e 19 de junho, em São Paulo. Promovido pelo MDHC (Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania) e pelo CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro), o evento reuniu representantes dos governos federal, estaduais e municipais, especialistas e organizações da sociedade civil para debater políticas públicas voltadas à inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.
Representando o SEST SENAT, a gerente-executiva de Desenvolvimento Profissional, Roberta Diniz, apresentou as iniciativas da instituição voltadas à qualificação profissional e à inclusão de PCDs (pessoas com deficiência) no setor de transporte. Ela também ressaltou a importância da participação em espaços de diálogo para o aperfeiçoamento das políticas públicas.
“Esses fóruns permitem compartilhar evidências, experiências e soluções, além de contribuir para o aprimoramento de políticas públicas mais efetivas e alinhadas às demandas do mercado de trabalho”, afirmou.
Durante a apresentação, Roberta destacou o programa Rota da Acessibilidade, iniciativa que busca eliminar barreiras em todas as etapas da jornada profissional das pessoas com deficiência, desde a qualificação até o ingresso e a permanência no mercado de trabalho, promovendo mais oportunidades e equidade.
“Acreditamos que o desafio da empregabilidade não está na falta de potencial das pessoas com deficiência, mas nas barreiras existentes nos processos formativos e no ambiente corporativo. Por isso, trabalhamos com qualificação profissional acessível, adequação de ambientes, tecnologias assistivas e sensibilização de equipes e empresas para uma inclusão efetiva”, completou.
A abertura do encontro foi conduzida pela secretária nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Isadora Nascimento, que apresentou um panorama da inclusão no mercado de trabalho. Segundo ela, as pessoas com deficiência ainda registram menor participação no emprego formal, menor renda e elevados índices de informalidade. Atualmente, apenas 54% das vagas previstas pela Lei de Cotas estão ocupadas no país.
Novo Viver Sem Limite
Durante o evento, também foram apresentados os avanços do plano Novo Viver Sem Limite, lançado pelo governo federal em 2023 para ampliar a inclusão e garantir direitos às pessoas com deficiência.
A iniciativa reúne 14 ministérios e já executou R$ 2,7 bilhões. O plano está estruturado em quatro eixos: gestão e participação social; enfrentamento ao capacitismo e à violência; acessibilidade e tecnologia assistiva, e promoção de direitos. A maior parte das 95 ações previstas já está em execução.
*Com informações do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
por imprensa | jul 9, 2026 | Notícias, Notícias
A Comissão de Pequenas Empresas do SETCESP tem se consolidado como um espaço estratégico para debater os principais desafios das transportadoras de menor porte, especialmente em um cenário de mudanças regulatórias, pressão por produtividade e necessidade de profissionalização. À frente da Comissão, Vander Baptista (foto) afirma que o grupo atua como ponto de apoio para empresários que buscam referências, atualização e troca de experiências para sustentar o crescimento do negócio.
Segundo Baptista, a comissão nasceu da necessidade de discutir, de forma prática, temas que impactam diretamente a operação diária das pequenas empresas do transporte. Entre os assuntos mais recorrentes, estão obrigações documentais, adequação a novas normas e adaptações exigidas por sistemas e processos, como o CIOT, que, na avaliação dele, trouxe novas exigências e demandou tempo de maturação das empresas.
Outro tema de destaque é a NR-1, especialmente no que diz respeito à saúde e à saúde mental dos colaboradores. Para o coordenador, as mudanças no setor exigem que as empresas olhem não apenas para a conformidade legal, mas também para o acompanhamento e o treinamento contínuo das equipes. “Toda novidade demanda adaptação”, resume a lógica que, na visão dele, pauta o trabalho da comissão.
A escassez de mão de obra qualificada também figura entre as principais preocupações. Baptista destaca que a dificuldade de contratação é geral no transporte, mas se torna ainda mais sensível quando a empresa depende de motoristas para operações regionais e, em alguns casos, para viagens mais longas. A saída, segundo ele, está em combinar experiência de mercado com formação interna, além de adaptar o perfil da vaga às necessidades reais do negócio.
Na visão do coordenador, o crescimento de uma pequena empresa só se sustenta quando acompanha a capacitação das pessoas. Ele defende que empreender no transporte exige coragem, disciplina e investimento em processos, treinamento e benchmark com empresas mais maduras. “A empresa cresce, e as pessoas precisam crescer junto”, afirma.
A Comissão também discute o ambiente econômico e financeiro do setor. Juros altos, custo dos veículos e acesso ao crédito são vistos como fatores que impactam diretamente a capacidade de renovação da frota e de expansão dos negócios. Baptista observa que, embora o crédito possa ser uma oportunidade, ele precisa ser usado com planejamento para evitar endividamento excessivo.
As reuniões da Comissão, realizadas mensalmente, costumam ser guiadas pelos temas mais urgentes do momento, como reforma tributária, CIOT e NR-1. Para Vander Baptista, esse formato mantém o grupo conectado às necessidades reais dos associados e ajuda a responder, com rapidez, às mudanças do setor.
por imprensa | jul 9, 2026 | Notícias, Notícias
Setor perdeu cerca de 10% do efetivo em um ano, enquanto produção de caminhões caiu 14,4% no primeiro semestre
A crise no mercado de caminhões já começou a provocar um ajuste significativo nas fábricas. Na comparação entre o primeiro semestre de 2026 e o mesmo período de 2025, as montadoras de veículos pesados passaram a empregar 2.300 trabalhadores a menos, o equivalente a cerca de 10% do efetivo do segmento, segundo informou a Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) à Agência Transporte Moderno. O dado representa a diferença no nível de emprego entre os dois semestres e não, necessariamente, o total de demissões realizadas entre janeiro e junho.
Como caminhões e chassis de ônibus são produzidos, em geral, nas mesmas plantas industriais, a entidade afirma que não é possível separar quantas dessas vagas correspondem a cada segmento.
A redução do quadro de funcionários acompanha a desaceleração da produção de caminhões, o que levou as montadoras a diminuir o ritmo das linhas de montagem ao longo dos seis primeiros meses do ano. Entre janeiro e junho, foram produzidos 56.798 caminhões, queda de 14,4% em relação às 66.371 unidades fabricadas no mesmo período de 2025.
O segmento de ônibus, por sua vez, seguiu na direção oposta e registrou crescimento de 3,2% no semestre. A produção passou de 15.742 unidades, entre janeiro e junho de 2025, para 16.241 unidades no mesmo intervalo deste ano. O avanço, porém, não foi suficiente para compensar a forte retração dos caminhões.
No consolidado, a produção de veículos pesados somou 73.039 unidades no primeiro semestre de 2026, ante 82.113 unidades registradas no mesmo período do ano passado, uma redução de 11,1%.
O desempenho dos pesados contrasta com o restante da indústria automobilística. Enquanto automóveis e comerciais leves continuam sustentando o crescimento da produção nacional, a fraqueza do mercado de caminhões tem levado as montadoras a reduzir o ritmo das fábricas. Consultada, a Anfavea não revelou qual é o nível de ociosidade das fábricas nem em quantos turnos, em média, elas estão operando.
Para o restante do ano, a perspectiva permanece de retração. A Anfavea projeta que a produção de caminhões encerre 2026 em 118.153 unidades, queda de 4,8% em relação às 124.116 produzidas em 2025. Ainda assim, a produção total da indústria deverá crescer 5,8%, alcançando 2,798 milhões de veículos, impulsionada principalmente pelos segmentos de automóveis e comerciais leves.
Sem nova fase do Move Brasil
Nem mesmo as duas etapas do programa de renovação de frota do Governo Federal Move Brasil foram suficientes para reverter a queda nas vendas de caminhões e evitar a retração da produção. Para piorar o cenário, a Anfavea não espera uma terceira fase do programa de incentivo neste ano. Segundo o presidente da entidade, Igor Calvet, o governo informou que não há espaço fiscal nem tempo hábil para lançar uma nova rodada de estímulos.
“Já ouvi isso de autoridades tanto pela questão fiscal quanto pela questão eleitoral. A partir de determinado período, o governo também não pode lançar um novo programa”, afirmou.
De acordo com Calvet, os recursos remanescentes das duas etapas do Move Brasil serão os únicos estímulos disponíveis para o mercado de caminhões no restante do ano. Com isso, a expectativa da entidade é de um segundo semestre ainda mais desafiador.
Apesar disso, Calvet ressaltou que o Move 1 e o Move 2 ajudaram a reduzir a intensidade da retração. “O Move 1 e o Move 2 foram fundamentais este ano. O governo fez um esforço gigantesco para disponibilizar esses recursos ao setor. Infelizmente, eles não foram suficientes para reverter o quadro negativo. Conseguiram diminuir a queda.”
Segundo a Anfavea, a expectativa é de um segundo semestre ainda difícil para os próximos meses, diante da manutenção da taxa básica de juros em patamar elevado, do cenário ainda desafiador para o agronegócio e da ausência de novos incentivos para a renovação da frota.
Por isso, a entidade também revisou para baixo sua projeção para a venda de caminhões em 2026 e agora estima que a indústria encerrará o ano com 106,7 mil unidades. O volume representa uma queda de cerca de 5,9% em relação às 113,4 mil unidades produzidas em 2025.
Durante a apresentação das projeções do setor automotivo, Calvet afirmou que a indústria perdeu, em apenas dois anos, um volume equivalente ao tamanho do mercado argentino de caminhões. “Em dois anos, estamos falando de menos 18 mil unidades”, afirmou.
por COMJOVEM NTC | jun 22, 2026 | ComJovem, Núcleo Santos
A COMJOVEM Núcleo Santos realizou sua sexta reunião mensal de 2026 em formato externo nesta sexta-feira (19), na sede da Terra Master Terminais. O encontro reuniu participantes do núcleo para conhecer de perto a estrutura da empresa e, na sequência, seguiu com uma visita técnica ao terminal.
A reunião foi um convite de Gabriel Veneziani, Coordenador Financeiro da Terra Master e membro da COMJOVEM Santos. “É uma honra receber a COMJOVEM aqui, agradecer sempre pela nossa parceria. Vamos conhecer um pouco da empresa, da história, dos nossos aposentos aqui. Espero que seja um dia de muito enriquecimento para todo mundo”, disse Veneziani.
Gabriel Alves, Coordenador do Núcleo Santos, destacou o porte da empresa visitada e agradeceu a recepção. “Conhecer toda a estrutura da empresa, uma empresa enorme, renomada aqui na Baixada Santista. Só agradecer pela recepção”, afirmou.
Os participantes também tiveram a oportunidade de ouvir um pouco da trajetória de Fernanda Veneziani, CEO da Terra Master, fundada em 2005 e conduzida como um negócio de família. “A gente trabalhou num processo aqui de governança corporativa para estruturar bem o modelo de sucessão. Nós temos um acordo de sócios muito bem definido, muito bem estruturado”, explicou.
Outro ponto abordado por Fernanda, que é advogada de formação, foi a importância da conformidade regulatória no setor. “As leis existem para serem cumpridas, independente de eu aceitar, de eu concordar. Os CIOTs, os fretes mínimos. A gente vai se adaptar rapidamente para cumprir”, afirmou, citando as recentes mudanças do CIOT.
Também participaram do encontro representantes da Transpocred, cooperativa de crédito especializada no segmento de transportes, logística e correios, que apresentaram aos membros da COMJOVEM Santos soluções de financiamento e crédito voltadas ao setor, como linhas para aquisição e renovação de frota, capital de giro e produtos de gestão financeira desenvolvidos especificamente para atender às necessidades do segmento de transportes e logística.
Após a reunião, o grupo seguiu para uma visita técnica ao terminal da Terra Master, conhecendo de perto a operação e a estrutura logística da empresa. Encontros como esse reforçam o propósito da COMJOVEM de aproximar jovens executivos do setor de transporte rodoviário de cargas e ampliar o conhecimento sobre diferentes modelos de negócio e operação na região da Baixada Santista.
por COMJOVEM NTC | jun 2, 2026 | Artigos, Núcleo São José do Rio Preto
As situações de emergência, como desastres naturais, expõem com clareza o papel estratégico da logística e, em especial, do transporte rodoviário na proteção da vida humana e na manutenção da resiliência econômica. O Brasil, país de dimensões continentais e grandes contrastes regionais, enfrenta desafios intensos neste campo. O aumento da frequência e da intensidade dos desastres naturais nas últimas décadas tem revelado lacunas estruturais e operacionais que precisam ser superadas com urgência.
Em 2023, o Brasil registrou 1.161 ocorrências de desastres naturais — o maior número desde o início dos registros. Essa realidade evidencia a necessidade de sistemas logísticos mais eficientes e integrados. Eventos extremos como enchentes, deslizamentos e secas são agravados por fatores como mudanças climáticas, urbanização desordenada e desigualdade no acesso à infraestrutura básica. Milhares de comunidades vivem em condições de alta vulnerabilidade, onde o tempo de resposta pode significar a diferença entre a vida e a morte. A resposta a essas emergências é frequentemente prejudicada por barreiras logísticas estruturais e organizacionais. A complexidade territorial do país, a desigualdade na distribuição da infraestrutura de transporte e a fragmentação entre os diversos atores — órgãos públicos, organizações não governamentais e setor privado — dificultam uma ação rápida, coordenada e eficaz. Em momentos críticos, como desastres naturais, a logística humanitária torna-se fundamental para garantir o envio ágil e seguro de suprimentos essenciais — alimentos, água potável, medicamentos, roupas e equipamentos de resgate. Além disso, é por meio dela que se viabiliza a mobilização de equipes de socorro e a evacuação de populações em áreas de risco.
Nesse contexto, o transporte rodoviário de cargas exerce um papel central, pois representa o principal meio logístico do Brasil, responsável por cerca de 60% da movimentação de mercadorias no território nacional. Sua capilaridade e flexibilidade operacional tornam-no indispensável para alcançar regiões afetadas com rapidez, especialmente onde outros modais têm acesso limitado ou foram comprometidos.
A catástrofe no Rio Grande do Sul, em abril de 2024, é um exemplo contundente da relevância do transporte rodoviário em cenários de emergência. Enchentes devastadoras afetaram mais de 90% das cidades do estado, exigindo uma resposta nacional articulada. Transportadoras de todo o país mobilizaram carretas com doações e suprimentos. A eficácia desse socorro foi diretamente proporcional à capacidade da rede logística em operar com agilidade, mesmo em condições extremas. Além das rodovias, galpões logísticos também foram mobilizados por empresas privadas para servir como centros de distribuição emergenciais, demonstrando como a força das empresas do TRC no Brasil é essencial a sociedade. As transportadoras foram essenciais na entrega de alimentos, medicamentos, água potável e outros itens de primeira necessidade às comunidades isoladas pelas enchentes. Mesmo com diversas
rodovias interditadas, os caminhoneiros atuaram incansavelmente para manter o fluxo de mercadorias e atender às necessidades da população. Além disso, veículos de carga foram adaptados para auxiliar no transporte de pessoas resgatadas e no deslocamento de equipes de socorro, contribuindo significativamente para as ações de salvamento em áreas de difícil acesso.
Em resumo, apesar dos enormes desafios e prejuízos enfrentados, o transporte rodoviário de cargas foi vital para a resposta emergencial e para a recuperação do Rio Grande do Sul após as enchentes de 2024. A atuação do setor demonstrou resiliência e solidariedade, evidenciando sua importância estratégica para o país. O Brasil não está sozinho nesses desafios. O estudo de desastres internacionais oferece lições valiosas sobre a importância da logística em contextos críticos. No Haiti, após o terremoto de 2010, a logística internacional coordenada pela ONU — por meio de frotas como as da Logistique Handicap International/Atlas — foi essencial para levar assistência às regiões mais afetadas, enfrentando um cenário de infraestrutura colapsada.
Cada uma dessas experiências reforça a mesma conclusão: sem logística eficiente, não há resposta eficaz. O transporte rodoviário, por sua capilaridade e flexibilidade, ocupa posição de destaque nesse ecossistema, principalmente em países com grandes extensões territoriais como o Brasil.
Diante da crescente frequência dos desastres naturais e da imprevisibilidade das crises, o transporte rodoviário e a logística devem ser tratados como ativos estratégicos. Investimentos em infraestrutura viária, sistemas de informação integrados, capacitação de profissionais e parcerias entre setores público e privado são fundamentais para aumentar a capacidade de resposta e recuperação diante de emergências. Mais do que mover cargas, o TRC em tempos de crise se estabelece como um pilar essencial da solidariedade e da resiliência social e econômica.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AFP. Era dos extremos: eventos climáticos intensos serão mais frequentes no Brasil.
EXAME. 2024. Disponível em:. Acesso em 01 de julho de 2025.
BBC. Precisamos de qualquer embarcação: o apelo da prefeitura de Porto Alegre para resgate
de milhares de ilhados. BBC NEWS BRASIL. 2024. Disponível em:https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjljpe8gn88o. Acesso em: 01 de julho de 2025.
BRASIL ESCOLA. Terremotos no Haiti: causas, consequências, resumo. Brasil Escola.
Disponível em https://brasilescola.uol.com.br/geografia/o-terremoto-no-haiti.htm. Acesso em: 01 de julho de 2025.
CNN BRASIL. Chuvas no RS: quase 80% das cidades gaúchas foram afetadas, veja lista.
CNN. 2024. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/chuvas-no-rs-quase-80-das-cidades-gauchas-foram-afetadas-veja-lista Acesso em: 01 de julho de 2025. JORNAL NACIONAL. Toneladas de doações chegam ao RS e desafio é entregá-las a quem precisa sem que haja desperdício. G1. 2024. Disponível em:. Acesso em: 01 de julho. de 2025.
RIO GRANDE DO SUL. Portal SOS Enchentes RS. 2024. Disponível em: https://sosenchentes.rs.gov.br/situacao-nos-municipios?utm_source=chatgpt.com. Acesso em: 09 junh. 2025